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29 junho, 2026

ARAGÃO, Maximiano d' -
ESTUDOS HISTORICOS SOBRE PINTURA.
Por... Socio correspondente da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes e de Instituto de Coimbra... etc. Vizeu - Typ. Popular da Liberdade, 1897. In-8.º (21,5x13,5 cm) de [2], VIII, 159, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante estudo histórico sobre a pintura universal e portuguesa, dedicado pelo autor ao Conselheiro José Dias Ferreira.
Estudos Históricos sobre Pintura é uma obra de referência sobre a história da arte portuguesa, publicada originalmente em 1897 pelo historiador e intelectual português Maximiano Pereira da Fonseca e Aragão (1853-1929).O livro foca-se na origem e no desenvolvimento da pintura em Portugal, estabelecendo importantes pontes e paralelismos com a evolução artística europeia. Escrita e impressa na cidade de Viseu, a obra destaca-se tanto pela sua relevância historiográfica e raridade. (IA)
"A apparição d’este livro, cujo auctor nunca soube desenhar e muito menos pintar o mais simples e vulgar dos objectos da natureza ou animada ou inanimada, é um d’aquelles factos que, para comprehender-se, precisa de ser explicado. [...]
 Embrenhado nestes estudos, pelos quaes começou a adquirir um certo gosto, naturalmente recuou da Italia e da Flandres a Roma, á Grecia e ao Egypto, e passou depois á Hollanda, á Alemanha, á França, á Hespanha e a Portugal, para expôr, quanto ao nosso paiz, todas as vicissitudes da pintura desde os primitivos tempos até á actualidade."
(Excerto de Porque escrevi este livro?)
Maximiano Pereira da Fonseca e Aragão (Fagilde, 1853-1929). "Foi um estudioso da cidade e do distrito de Viseu. Nasceu na quinta de Fagilde, em Fornos de Maceira Dão, freguesia do concelho de Mangualde. Aos doze anos mudou-se para Viseu, onde faz a instrução primária e o curso trienal do Seminário, e, mais tarde, para Coimbra onde se licencia em Direito e tira o bacharelato em Teologia. Passou então a exercer a profissão de advogado. Foi ainda administrador de alguns concelhos, professor e reitor do Liceu de Viseu, várias vezes vereador da Câmara Municipal de Viseu, provedor da Santa Casa da Misericórdia, primeiro vice-presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Viseu, presidente da Junta Liberal e um dos sócios fundadores e presidente do Instituto Etnológico da Beira. Em 1914 foi viver para Lisboa onde leccionou no Liceu Camões e trabalhou no Ministério da Instrução. Pertenceu ainda à Junta Geral do Distrito de Viseu e foi um dos fundadores do Asilo da Infância Desvalida. Era considerado um homem bom e um incansável investigador. Maximiano de Aragão teve o mérito de iniciar a investigação sobre Grão Vasco, pintor viseense do século XVI e figura tutelar da cidade e da região, apresentando a primeira prova documental da sua existência."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Folhas escurecidas dada a fraca qualidade do papel.
Muito invulgar.
25€

05 setembro, 2025

AMARAL, João de Deus -
O AMÔR DA PÁTRIA - APOLOGIA DA RELIGIÃO CRISTÃ.
Impressões em prosa e verso dum crente patriota. Edição do Autor. Mangualde, Comp. e Imp. - Tip. de V. Guerra, 1920. In-8.º (19,5x13,5 cm) de [4], 143, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de forte pendor patriótico e fervor religioso, publicada em época de pobreza e convulsões sociais. O autor - «pobre e pai de muitos filhos» - discorre sobre tudo um pouco: verseja sobre moral e religião, dá lições de patriotismo, apresentando inclusive um projecto para a "salvação da pátria" (saneamento das finanças públicas, que contaria com a colaboração de todos os contribuintes, em diferentes graus, de acordo com os vencimentos, e que seria vertido em lei após atingir 50% dos objectivos), e reflete sobre a inveja, a preguiça, o trabalho, a política, o socialismo, a alma humana, etc., dedicando no final um capítulo às mães e às esposas, pejados de conselhos e boas recomendações.
Obra insólita, rara e muito interessante, impressa em Mangualde, por certo com tiragem reduzida.
Ilustrada com retrato do autor em página inteira.
"No intuito de espalhar o mais possivel, levando até ao mais recôndito do país o espirito patriótico e a abnegação de que está impregnada, tencionava o auto desta obra mandar fazer uma grande tiragem.
Os pesados encargos, porèm, que tal empreendimento lhe acarretavam, ínibiram-no de o fazer, limitando-se por isso a encomendar uma tiragem bastante inferior, que está no entanto na disposição de repetir e aumentar, no caso de os seus esforços serem coroados de bom êxito.
Dêste modo, espera o autor que todas as pessoas a quem êste livro fôr remetido lhe enviem em seguida a sua ímportância, que é de 500 reis, ou lho devolvam no caso de não quererem adquiri-lo.
Auxiliarão assim a propaganda das ideias expendidas nesta obra, que obedeceu exclusivamente a espalhar o mais possivel o Amôr da Pátria, fazendo ao mesmo tempo a Apologia da Religião Cristã."
(Excerto da Advertência)
"A todos, sem excepção de ninguem, pertence, nesta hora crítica e aflitiva da nossa boa e querida Pátria, sacrificar-nos em seu favor e prol da sua independência.
Devemos todos mar a nossa Pátria até ao sacrificio, dedicando-nos por ela com carinho e amôr. [...]
Quereis salva-la? Quereis redimi-la? Quereis que ela seja um país belo e florescente como os melhores do mundo?...
Está tudo na nossa mão! A questão é querer!
Eu vou dar os apontamentos, as indicações precisas para que tudo se consiga. [...]
E essa obra póde levar-se a cabo realisando duas coisas: Fazendo a paz nacional e redimindo o País da enorme divida pública, que pesa sobre a Pátria e sobre todos nós, que somos seus filhos. [...]
O governo fará uma lei, que, afim de se apurar quem são os verdadeiros patriotas, não deve ser obrigatoria.
Essa lei é submetida á opinião ou assinatura de todos os portugueses, que voluntariamente a queiram assinar.
Quando o numero de assinaturas tenha já passado de metade dos que a ela estão sujeitos por dever de amôr á sua Pátria, então se fará obrigatória para os rebeldes e maus patriotas
Essa lei deve ser assinada primeiro pelo Snr. Presidente da República e por todos os ministros e deputados da nação, que devem ser os primeiros a dar o exemplo, provando assim o seu Patriotismo."
(Excerto de  Modo facil de saber-se quais são os verdadeiros patriotas)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Papel de fraca qualidade. Capas frágeis com defeitos. Contracapa apresenta falha de papel no canto inferior esquerdo.
Raro.
25€

24 maio, 2025

CASA DE REPOUSO - ABRUNHOSA - BEIRA ALTA-PORTUGAL
. [S.l.], Composição e impressão das Oficinas da Soc. Industrial de Tipografia, Lda. - Lisboa], [194-]. In-8.º (18,5x14 cm) de [16] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Livrinho de propaganda à Casa de Repouso de Abrunhosa-a-Velha. Foi seu autor Sebastião da Costa Sacadura (1872-1966), conhecido médico e professor universitário, proprietário da instituição.
"Abrunhosa a Velha localiza-se na margem do Rio Mondego com deslumbrantes vistas para a Serra da Estrela. É servida pelo comboio da Beira Alta cuja inauguração do apeadeiro ocorreu em 1935 para facilitar o acesso à então original Casa de Repouso edificada em 1927. A Casa de Repouso, fundada em 1927 pelo Professor Dr. Sebastião Cabral da Costa Sacadura, foi mandada edificar com o objectivo de curar fraquezas e constituir repouso para convalescentes. O local fora escolhido pelas características terapêuticas naturais que possui. O microclima e as águas com beneficio para a saúde, que pela sua composição hipossalina, conforme atestam os relatórios médicos da época, permitiam grande poder sedativo com propriedade eliminatório."
(Fonte: https://www.idealista.pt/imovel/31756426/)
Livro ilustrado em todas páginas, partilhando o espaço com texto alusivo à Casa de Repouso e à zona circundante, incluindo monumentos e paisagens.
"... Em pleno coração das Beiras, num dos mais lindos recantos da Terra Portuguesa. Junto do povo da Abrunhosa, nos termos de Mangualde, a poucas léguas de Vizeu. Construi-se esta casa - propositadamente - para curas de repouso e curas de ar livre. Escolheu-se o local a 500 metros de altitude, em faldas da Serra da Pousada, abrigado por completo dos ventos frios do Norte e volvido, portanto, para o Sol. Procurou-se também que no edifício nenhum confôrto moderno faltasse: electricidade, balneário, aquecimento central, ascensor; água corrente, quente e fria, por tôda a parte e com abundância; tudo, enfim, o que é preciso para cercar de comodidades os seus hóspedes. Em resumo: quiz-se fazer, e fez-se, um estabelecimento, único nêste género em Portugal, instalado numa casa recentemente construída."
(Excerto do texto)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

04 junho, 2017

COSTA-SACADURA - O BERÇO. [S.l.], [s.n. - comp. e imp. nas Oficinas da Imprensa Moderna, Lda, Pôrto], 1938. In-4.º (25cm) de 29, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história do berço, desde a antiguidade aos nossos dias. Muito ilustrado ao longo das páginas de texto com 35 figuras, entre fotogravuras e desenhos de belo efeito alusivos ao tema.
Tiragem: 500 exemplares.
"Escasseiam documentos que nos digam quando e onde apareceram os primeiros berços.
Supõe-se que antes de êles se construïrem, como e com as funções que de há muito se lhes atribuem, se utilizavam (pelo menos na Grécia) cêstos onde se deitavam os meninos. É lícito perguntar, no entanto, se tais cêstos eram, afinal, para deitar as crianças e lhes dar repouso, ou se eram, apenas, para as transportar de um  lado para o outro.
Também se conhecem, dessa mesma época, berços - chamemos-lhe igualmente, assim - de vime, em forma de sapato e com pregadeiras laterais, como aquelas que se vêem, entre nós, nas ceiras de figos do Algarve. Tinham êsses a vantagem de se poderem transportar à mão, ou suspenderem-se de cordas, à laia de baloiço.
Sebastião Cabral da Costa Sacadura (1872-1966). "Foi professor catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa. Nasceu no concelho de Mangualde, a 17 de Julho de 1872. Formou-se na antiga Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, em 1898. Desempenhou vários cargos de chefia em diferentes clínicas e hospitais. Foi também professor catedrático até 1943. Fez parte de numerosas comissões de reforma do ensino de obstetrícia, puericultura e enfermagem, sanidade escolar e educação física. Em 1902, instituiu a primeira consulta pré-natal portuguesa. Promoveu, participou e distinguiu-se em vários congressos e seminários e recebeu várias condecorações, entre outras, as de oficial e comendador da Ordem de Santiago de Espada e comendador da Ordem de Instrução Pública. Chefiou, ainda, a direcção do Arquivo de Obstetrícia e Ginecologia e foi redactor no Jornal das Sociedades Médicas, no Portugal Médico e na Imprensa Médica."
(fonte: http://teoriadojornalismo.ufp.edu.pt/inventarios/sacadura-c-1945)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
20€