Mostrar mensagens com a etiqueta Construção naval. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Construção naval. Mostrar todas as mensagens

14 fevereiro, 2022

FILGUEIRAS, Prof. Arq.ᵗᵒ Octávio Lixa - «ENTRE NORMANDOS E ÁRABES NAS MARGENS DO DOURO».
Por... Bolseiro do Instituto de Alta Cultura. Publicações do Centro de Estudos Humanísticos (Anexo à Universidade do Porto)
. Porto, Centro de Estudos Humanísticos, 1964. In-4.º (24 cm) de 49, [3] p. ; il. ; B.
Interessante estudo histórico e etnográfico sobre as embarcações que navegaram no rio Douro e que, de certo modo, estarão na origem do barco rabelo.
Separata do «Stvdivm Generale» do Centro de Estudos Humanístico : Vol. X - N.º 1 - 1963.
Livro profusamente ilustrado ao longo do texto e em página inteira com fotogravuras, mapas e desenhos esquemáticos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Comodoro Alfredo Mota.
"Os barcos de rios de margens arenosas têm vantagem em apresentar determinada conformação, nomeadamente a proa mais ou menos avançada em ponte para poderem abicar a terra e ser mais fácil a saída ou a entrada de pessoas, - passageiros em trânsito ou tripulantes encarregados de certas manobras -; e um calado pequeno, de preferência aliado a um fundo chato, que também será exigido ou imposto por outros factores, como sejam no nosso caso uma série de completa de acidentes naturais - secos, pontos, galeiras e cachões. Se, por acréscimo, tivermos de entrar em linha de conta com um remo de governo - que se exige seja forte, porque o Douro, em Portugal, é um rio de montanha - o resultado imediato será um progressivo desenvolvimento e alteamento da popa do barco, além d diferenciação de um estrado para a manobra, o qual chegará a constituir um autêntico castelo de ré se a altura da carga, à frente, assim o exigir."
(Excerto da I Parte)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

06 fevereiro, 2022

LISNAVE -
INICIAÇÃO NA EMPRESA. Lisnave : Departamento de Formação
. [Almada], Lisnave [Composição e impressão: Oficinas Gráficas da CUF], 1969. In-8.º (21,5 cm) de 73, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante manual Lisnave dirigido aos novos funcionários, verdadeiro compêndio monográfico essencial para o conhecimento interno da grande empresa de construção e reparação naval.
Livro ilustrado com bonitos desenhos ao longo do texto.
"Como será o futuro da Lisnave?
De certo que só dependerá de nós! Será risonho ou triste, conforme quisermos.
Devemos ter bem presente que os nossos clientes, principalmente os estrangeiros, que podem escolher à vontade onde mandar reparar os seus navios, só cá virão se lhes dermos bons serviços:
Em tempo
em qualidade
em preço
Tivemos a boa sorte de o canal do Suez ter fechado quando o estaleiro iniciou a sua actividade, o que nos trouxe fàcilmente um grande número de clientes. Mas, não nos iludamos. Eles só cá voltarão se lhes dermos bom serviço e, o bom serviço depende de todos nós, desde os directores até aos operários com funções mais simples."
(Excerto do Cap. 0 - Introdução)
"A actividade do estaleiro em reparação de navios iniciou-se em 1899, ano em que foi construído.
O estaleiro da Rocha é da A. G. P. L., mas tem estado sempre arrendada a sua exploração.
Em 1937 a CUF tomou a concessão do estaleiro e, em 1960, resolveu criar uma sociedade separada, mas pertencente ao Grupo CUF, para o administrar. Foi a Navalis.
Entretanto, a Companhia decidiu construir um grande estaleiro naval no estuário do Tejo e, por isso, resolveu associar-se a algumas das maiores empresas mundiais em construção e reparação de navios, bem como a armadores e estaleiros portugueses.
Em 11 de Setembro de 1961 foi estabelecida em Lisboa uma sociedade para as actividades de reparação e construção naval, a LISNAVE."
(Excerto do Cap. I - Apresentação a Empresa)
Índice:
0 - Introdução. 1 - Apresentação da Empresa. 2 - Generalidades: 2.1 - Condições gerais de admissão; 2.2 - Educação e formação profissional; 2.3 - Apreciação do pessoal; 2.4 - Contagem da antiguidade; 2.5 - Deslocações em serviço. 3 - Regime de trabalho: 3.1 - Horário de trabalho: Horas normais; Horas extraordinárias; descanso semanal; 3.2 - Assiduidade. Pontualidade: Faltas de assiduidade; Faltas de pontualidade; 3.3 - Férias anuais; 3.4 - Licenças sem vencimento; 3.5 - Licenças por luto. Licenças para casamento. Licenças por nascimento; 3.6 - Serviço militar; 3.7 - Remuneração. Pagamentos. 3.8 - Diuturnidades de antiguidade; 3.9 - Descontos legais; 3.10 - Gratificação de Natal. 4 - Disciplina: 4.1 - Deveres do pessoal; 4.2 - Louvores e castigos. 5 - Segurança Social: 5.1 - Doença; 5.2 - Acidentes de trabalho; 5.3 - Pensões de reforma; 5.4 - Pensões a viúvas; 5.5 - Pensões a filhos; 5.6 - Subsídio de funeral. 6 - Prestações complementares de abono de família.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
50€

24 novembro, 2021

FILGUEIRAS, Octávio Lixa - PROTECÇÃO MÁGICA DOS BARCOS DO DOURO
. [Por]... Bolseiro do «Instituto de Alta Cultura». (Separata das Actas do Colóquio de Estudos Etnográficos «Dr. José Leite de Vasconcelos» - Vol. III). Porto, [s.n. - Imprensa Portuguesa - Porto], 1960. In-4.º (25 cm) de 13, [1] p. ; [7] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso e interessantíssimo ensaio sobre crença e superstição, por certo com tiragem reduzida. Trata da construção e "baptismo" dos barcos que sulcavam o rio Douro, bem como a simbologia e cerimonial associado à protecção das embarcações.
Livro ilustrado ao longo do texto com simbologia diversa, e em separado, com 7 folhas impressas sobe papel couché, reproduzindo 9 fotografias alusivas ao tema.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Ainda hoje em dia se observam no Douro umas tantas práticas, cujo sentido mágico, por vezes diluído, o povo quase acabou por desconhecer. Todas procedem da mesma fonte comum; e se não é difícil seguir-lhes o rasto através de outras zonas - o que em nada lhes diminui o interesse -, porventura muitos dos seus dados essenciais restam por definir e as possibilidades de o fazer são cada vez menores.
Passando em claro manifestações de carácter não geral, podem considerar-se como os dois momentos máximos a protecção mágica dos barcos do Douro, os que se observam durante a construção, com a colocação dos ramos. Correspondem a distintos estádios de fabrico e revestem-se de aspectos e significados muito diferentes:
- a primeira cerimónia, se tal palavra é admissível num caso destes, verifica-se logo num das fases construtivas iniciais, quando, depois de pronto o fundo chato e nele fixada a «ouca da vante» que uma «tasana» travou, é pregada uma cruz de trovisco no extremo livre e pela face anterior da «ouca»; tem por fim combater os «maus olhos, não vá o risco ficar torto»;
- com a segunda, coroa-se o lançamento à água, ficando o barco guarnecido com um festão de papel e um ramo de oliveira, respectivamente à proa e à ré; assim se pretende festejar a realização da obra e assegurar-lhe boa sorte."
(Excerto do texto)
Tópicos: As duas espécies de ramos votivos usados durante a construção dos barcos do Douro. | Fases construtivas em que se verifica a sua colocação. | Características das cruzes de trovisco; análise dos valores mágicos nelas contidos; outras cruzes apostas nos barcos e respectivas funções. | Ferraduras  chifres de carneiro. | Os ramos do após alançamento à água; análise do elementos que os formam; valores respectivos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
25€

05 março, 2021

MARTINS, Manuel de Oliveira - PILOTOS DA BARRA DE VIANA DO CASTELO : 100 Anos de História (1858/1958). [Prefácio de José Carlos de Magalhães Loureiro]. Viana do Castelo, CER : Centro de Estudos Regionais, 2010. In-4.º (23 cm) de 199, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro impresso em papel de superior qualidade, muito ilustrado com retratos e fac-símiles, e fotografias a p.b. do porto de Viana, dos estaleiros e de navios e veleiros que se dedicaram à faina bacalhoeira, incluindo o Gil Eanes e o Santa Maria Manuela.
Tiragem: 500 exemplares.
"Em Pilotos da Barra de Viana do Castelo. 100 Anos de História (1858-1958), Manuel de Oliveira Martins oferece-nos um fresco da vida desses homens da barra vianense, resgatando uma memória sócio-profissional que, no contexto da produção regional, ainda não tinha merecido atenção. Esse é um dos seus méritos: inscrever estas memórias na memória da cidade, promovendo a identidade e o reconhecimento social que lhe é devido."
(Excerto do Prefácio)
"O primeiro contacto que o navio tem com o porto é feito através do piloto da barra. O piloto é o primeiro interlocutor que o capitão ou mestre do navio tem à chegada a um porto.
Como primeiro emissário, cabe-lhe desempenhar várias tarefas cometidas a outras entidades. Desempenha um papel polivalente; é fiscalizador, inspector sanitário e autoridade marítima e portuária, para além do essencial da sua missão que é a segurança da navegação. [...]
Ao longo dos tempos, o papel do piloto da barra revestiu-se sempre duma importância fundamental na relação navio/porto e vice-versa, tendo sido sempre considerado um elemento imprescindível e primordial na actividade portuária."
(Excerto do Cap. II, O piloto da barra, primeira entidade a entrar a bordo)
Índice: Prefácio. | Introdução. | I - As origens dos pilotos; Enquadramento legal. II - O piloto da barra primeira entidade a entrar a bordo; Os pilotos de Viana face aos regulamentos; O serviço de vigia; A vertente militar dos pilotos; Os pilotos e as guerras mundiais; Os pilotos e a imprensa; Outras atribuições dos pilotos; Os pilotos e o salvamento marítimo; Guardas de saúde; Boletins de saúde; Transgressões e penalidades; Louvores e censuras; Acidentes de pilotos em serviço nas barras; Os pilotos mor. III - As barras; Faróis-Marcas-Balizas-Sinais; As cheias; O temporal de Março de 1888; Outros temporais; Sinistros na barra. IV - As obras portuárias; Imposto para as obras da barra; Estaleiros Navais; Os navios; Embarcações de pilotos; Companhias e Armadores; Agentes e consignatários. | Conclusão: Anexos - I. Regulamento Geral dos Serviços de Pilotagem; II. Decreto n.º 11.111 de 19-09-1925; III. Decreto n.º 24.931 de 10-01-1935; IV. Decreto n.º 41.668 de 07-06-1958; V. Regulamento Geral de Sanidade Marítima; VI. Relação de Pilotos; VII. Movimento da Navegação; VIII. Mapa dos navios de comércio da praça de Viana do Castelo; IX. Capitães do Porto de Viana do Castelo (desde 1838). | Glossário. | Fontes e Referências Bibliográficas.
Manuel de Oliveira Martins (n. 1947). Nasceu em Vale de Cambra e, desde muito novo, é um apaixonado pelo mar, motivo pelo qual decidiu seguir a carreira de Oficial da Marinha Mercante. Tendo exercido durante quase 20 anos a função de Piloto da Barra de Viana do Castelo, o autor contribui, através desta publicação, para a divulgação da vida portuária e, particularmente para o conhecimento daquela profissão. Nas duzentas páginas deste livro registam-se, pela escrita e imagem, algumas das memórias e das histórias vividas por estes homens do mar, entre meados do século XIX e meados do século XX.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
45€

21 dezembro, 2019

FERREIRA, Engenheiro Raul Cesar - ESTALEIROS E ARSENAIS DE CONSTRUÇÃO NAVAL. Com um prefácio do comandante Abel Fontoura da Costa. [Pelo]... Diplomado pela «Regia Scuola Navale Superiore di Genova - Italia», Lente de Arquitectura Naval da Escola Naval de Lisboa. Lisboa, Papelaria, Livraria e Tipografia Fernandes & C.ª, Ld.ª, 1930. In-4.º (24 cm) de [8], 93, [3] p. ; [1] planta desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre a indústria de construção e reparação naval.
Ilustrado ao longo do texto com desenhos esquemáticos, e em separado, com a planta de um Projecto de Estaleiro de Construção Naval (escala 1.500) assinado pelo autor (23,5x37 cm).
Livro duplamente valorizado pela assinatura do autor que certifica a tiragem, e pele sua dedicatória autógrafa ao "amigo e ilustre poeta Ruy Chianca" (1891-1931), conhecido escritor e dramaturgo português.
"Um navio, desde o seu início nos estaleiros, necessita sempre de beneficiações e, ás vezes, de concertos e e modificações que só nos arsenais podem ser convenientemente executadas. Daqui a necessidade do conhecimento desses estaleiros e arsenais, elemento basilar da cultura geral profissional do oficial de marinha.
O nosso camarada engenheiro Cesar Ferreira, professor da 6.ª cadeira da Escola Naval, condensou neste pequeno volume os elementos para bem se apreciarem todos os diferentes tipos de «Estaleiros e Arsenais de Construção Naval», desde os mais modestos aos mais importantes. [...]
«Estaleiros e Arsenais de Construção Naval» é tambem um optimo livro de consulta, a que o oficial de marinha sempre recorrerá com proveito; e, sob este aspecto, o seu interesse é ainda maior."
(Excerto do Prefácio)
Indice: Prefácio. | I - Carreiras de construção. II - Lançamento do navio. III - Docas sêcas. IV - Docas flutuantes. V - Planos inclinados. VI - Grades de marés. VII - Dar de carena. VIII - Os arsenais e estaleiros.
Exemplar brochado, maioritariamente por abrir, em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
A BNP dá notícia desta obra, sem no entanto ter registo de qualquer exemplar no seu acervo.
Raro.
65€

07 outubro, 2015

BASES PARA O CONCURSO DESTINADO À CONSTRUÇÃO E EXPLORAÇÃO DO NOVO ARSENAL NAVAL (Decreto com fôrça de lei, n.º 12:203 de 26 de Agosto de 1926 : «Diário do Govêrno» de 20 de Setembro de 1926) - MINISTÉRIO DA MARINHA : Junta Autónoma das Obras do Novo Arsenal. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nos Serviços Gráficos do Exército, Lisboa], 1926. In-4º (24,5cm) de 25, [1] p. ; [1] planta desd. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em extratexto com folha desdobrável da Planta Geral do Projecto de Construção do Novo Arsenal de Marinha no Alfeite (Escala: 1:12500).
Bonita edição quadrilíngue (português/inglês/francês/alemão), totalmente impressa sobre papel couché. Trata-se de uma obra de grande significado histórico para o Arsenal do Alfeite, onde são descriminados em 16 pontos (bases) as condições impostas pelo Governo Português para apresentação a concurso público de propostas para a realização da empreitada de construção dos Estaleiros.
                          .......................................................
"Em 1928 é iniciada a construção do Arsenal do Alfeite, financiada pelas indemnizações alemãs da 1ª Guerra Mundial, após a assinatura do acordo de Versalhes. As obras de construção foram concluídas em Dezembro de 1937 e entrou em plena laboração em 1938, mas só a 3 de Maio de 1939, o Arsenal do Alfeite foi formalmente inaugurado. O Arsenal do Alfeite, criado pelo Decreto-Lei n.º 28 408, de 31 de Dezembro de 1937, foi considerado, então, um dos maiores e melhores apetrechados estabelecimentos do género.
Desde logo o Arsenal do Alfeite iniciou a sua laboração com as reparações dos contratorpedeiros da Armada, “Dão” e “Tâmega”, sendo este último, o primeiro navio a atracar no Estaleiro. A par destas reparações, foi iniciada a construção de navios, tendo no próprio dia da inauguração do Estaleiro, sido efectuada a cerimónia de “assentamento da quilha”, daquele que viria a ser o 1º navio a ser construído, o navio Hidrográfico ”D. João de Castro”. Estava assim lançada a actividade do Estaleiro que seria durante muitas décadas uma referência, a nível nacional e internacional, não apenas na construção, reparação e manutenção de navios militares, como também na construção de grandes, médios e pequenos navios mercantes."

(in http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=103)
"O Govêrno fará proceder à abertura de concurso público para a construção de um Arsenal Naval na enseada da Margueira, e para a sua exploração industrial durante o prazo máximo de setenta e cinco anos, a contar da data em que, nos termos do respectivo contrato, devam estar concluídas as instalações.
O Arsenal deverá estar pronto a funcionar dentro do prazo de cinco anos, a contar da data da adjudicação, e servirá para construir e reparar navios da marinha de guerra e da marinha mercante, tanto nacionais como estrangeiros, sendo construído de forma e explorado de maneira que os serviços próprios da primeira não sejam prejudicados pela segunda."
(excerto da Base 1.ª)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Indisponível

14 janeiro, 2015

LOUREIRO, Carlos Gomes de Amorim - ESTALEIROS NAVAIS PORTUGUESES. Subsídios para a história da construção naval de ferro e aço em Portugal. II. H. PARRY & SON. Por... Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda. - Lisboa], 1965. In-4.º (25,5 cm) de 173, [3] p. ; [3] desdob. ; [44] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado no texto e em separado com mapas, desenhos esquemáticos e estampas de navios gravadas sobre papel couché.
Trata-se do II tomo de dois publicados. Este volume é dedicado ao estudo da construção naval de ferro e aço, e em particular aos estaleiros da H. Parry & Son, empresa pioneira na utilização destes materiais entre nós.
"A história da construção naval de ferros em Portugal deverá certamente considerar o empreendimento de Hugo Parry com o merecido relevo.
Quando tais construções começaram a ser feitas no nosso país, foi o seu estaleiro que primeiro as realizou, conseguindo Parry que ele progredisse e viesse a produzir, durante cerca de meio século, um número importante de embarcações. [...]
A iniciativa de Parry antecedeu em muito tempo a transformação do nosso Arsenal da Marinha e não foi muito tardia se notarmos as datas das iniciativas semelhantes nos outros países."
(Excerto da introdução)
Índice: 
A navegação e a construção naval no século XIX: I - Os navios a vapor e a navegação. II - O Porto de Lisboa. III - A construção de navios em Portugal.
H. Parry & Son: 1 - O fundador. 2 - A firma. 3 - O primeiro estabelecimento. 4 - O estaleiro do Ginjal. 5 - As docas de Cacilhas. 6 - Banática. 7 - Projectos. 8 - Produção.
Alguns navios construídos: - Vapor Alcântara. - Vapor Progresso. - Vapor Lisbonense. - Vapor Belém. - Vapor Príncipe D. Carlos. - Vapor Setúbal. - Vapor N.º 1. - Vapor Alcácer do Sal. - Vapor Bom Sucesso. - Vapor Mercúrio. - Vapor O'Neill. - Vapor Hugo Parry. - Vapor Lúcifer. - Vapor Trafaria. - Vapor N.º 9. - Vapor N.º 10. - Rebocador Voador. - Vapores Marianno de Carvalho, n.º 1 e n.º 2. - Vapor Girafa. - Rebocador Leão. - Vapor Mineiro. - Vapor Juno. - Lancha-canhoneira Honório Barreto. - Lanchas-canhoneiras Diogo Cão e Pedro Annaya. - Rebocador Santa Maria. - Canhoneira Chaimite. - Vapor Neves Ferreira. - Vapores N.º 3 e N.º 7. - Vapor N.º 8. - Lanchas-canhoneiras Sena e Tete. - Escuna Três Macs. - Rebocador S. Thomé. - Lancha Gingal. - Rebocador António Serra.
Carlos Gomes de Amorim Loureiro (1894-1966). Militar português. Historiador de marinha e construção naval. Capitão de Mar-e-Guerra. Grande Oficial da Ordem de Aviz. Condecorado com a Medalha da Victória. Piloto-aviador. Foi Director do Arquivo de Marinha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta sombreado à cabeça, por cima do título.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

21 novembro, 2012

REIS, A. Estácio dos Reis – O DIQUE DA RIBEIRA DAS NAUS. Lisboa, Academia de Marinha, 1988. In-8º grd. (23cm) de 277, [3] p. ; [44] f. il. ; il. ; B.
Muito ilustrado em separado, a p.b. e a cores.
Inclui reprodução em fac-símile do Livro de Registo de Entradas e Saídas de Navios do Dique, desde 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939 (p. 96-218).
Matérias:
1. Introdução.
2. As docas secas na Europa até 1800.
3. Os antecedentes do Dique em Portugal.
4. O Dique da Ribeira das Naus.
5. Os acontecimentos mais importantes na história do Dique da Ribeira das Naus.
6. Outras docas secas e planos inclinados.
7. Docas flutuantes.
8. O Livro de Registo.
9. Reprodução em fac-símile do Livro de Registo de Entradas e Saídas de Navios do Dique desde 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939.
10. Lista alfabética, não só dos navios que utilizaram o Dique, entre 23 de Janeiro de 1879 a 22 de Junho de 1939, como também entre 10 de Novembro de 1852 e 4 de Maio de 1861 (com excepção dos navios de Marinha de Guerra e do Estado) e ainda durante os anos de 1863, 1865, 1877 e 1878.
11. Fontes consultadas.
12. Agradecimentos.
13. Notas.
António Estácio dos Reis, “é oficial de Marinha e interessa-se pela História da Ciência, dedicando-se, em especial, à pesquisa e estudo de instrumentos científicos e náuticos. É membro da Comissão Portuguesa de História Militar, da Scientific Instrument Society e da Coronelli Society, cujo âmbito é o estudo de globos antigos. Participou na organização de numerosas exposições realizadas no Museu de Marinha, da qual é membro. Fez parte da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses e foi comissário da exposição Portugal-Brazil, The Age of Atlantic Discoveries, que teve lugar na Public Library de New York, em 1990 e foi repetida, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. É membro da Comissão que está a proceder à reedição das obras de Pedro Nunes. É autor de numerosos artigos em revistas portuguesas e estrangeiras e das seguintes obras: O Dique da Ribeira das Naus (1988), Uma oficina de Instrumentos de Matemática e Náuticos, 1800-1865 (1991), Medir Estrelas (1997), Os Navios d’O Occidente (2001), Astrolábios Náuticos em Portugal (2002), Gaspar José Marques e a Introdução da Máquina a Vapor em Portugal e no Brasil (2006) e Observatório Real da Marinha (2009).” (in chcul.fc.ul.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
25€