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06 setembro, 2022

COSTA, Dr. Joaquim Pinto da - ASSISTÊNCIA MORAL E RELIGIOSA AOS DOENTES. 
Notas de teologia pastoral prática e acção social católica. Prefácio de Monsenhor Dr. Manuel Pereira Lopes. Livrinho muito util aos sacerdotes, aos confrades das Conferências de S, Vicente de Paulo, ás damas da Caridade, às associação da Liga de Acção Social Cristã, às Filhas de Maria, às mães de família e em geral a todas as pessoas que exercem a enfermagem ou velam à cabeceira dos doentes. Porto, Edição da Biblioteca Utile Dulci, [1925]. In-8.º (16 cm) de VIII, 495, [1] p. ; E.
1.ª edição.
"A assistência moral e religiosa aos enfermos é um dos apostolados mais necessários e eficazes da hora presente.
Apostolado necessário, porque na quadra sombria da doença todos carecem de lenitivo e confôrto; eficaz, porque, com a carne amortecida pela garra do sofrimento, o espírito, embora também conturbado, está de ordinário mais bem disposto para acolher os dons de Deus e para não opôr obstáculos à acção maravilhosa da sua graça."
(Excerto do Prefácio)
"O livrinho Assistência moral e religiosa aos doentes vem preencher uma lacuna que de há muito se constatava. Essa lacuna era a falta dum livro apropriado para sacerdotes, confrades das Conferências de S. Vicente de Paulo, damas de Caridade, enfermeiras, mães de família, etc., que servisse como manual instrutor para a acção moral e religiosa dos doentes e que contivesse, como em coordenado, oportuno e actualizado repositório, as indicações mais uteis, as indústrias mais eficazes, e os conselhos mais autorizados dos mestres e veteranos no apostolado da assistência.
O livro Assistência moral e religiosa aos doentes é ainda o terno amigo dos que sofrem um vêem sofrer e de todos os que se encontram no limiar da Eternidade... A uns e outros serve de guia, difunde luz celeste, dá alento, confôrto, esperança..."
(Excerto de Duas palavras ao leitor ou leitora)
Índice:
[Prefácio]. | [Duas palavras ao leitor ou leitora]. | I . O apostolado da assistência aos doentes. II - A visita aos doentes. III - Assistência pela caridade intelectual. IV - A leitura e o espírito dos doentes. V - Pensamentos de beleza, confôrto e vida moral para doentes. VI - Assistência especial a doentes de nervos. VII - Assistência médica e consciência moral. VIII - Iniciação prática na sciência médica elementar e nas generalidades de higiene e da enfermagem. IX - Assistência social-económica aos doentes pobres. X - Os doentes e a sua reconciliação com Deus. XI - A união eucarística e a alma dos doentes. XII - Sacramento de graça, perdão, força, alívio e saúde. XIII - Baptismo em casos extremos. XIV - Matrimónio «in extremis». XV - Na hora da morte!... XVI - Depois da morte. | Apêndice.
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
20€

09 maio, 2018

P. F. P. C. - NOVO MINISTRO DOS ENFERMOS, OU METHODO PRATICO DE ADMINISTRAR OS SACRAMENTOS AOS ENFERMOS, E ASSISTIR AOS MORIBUNDOS. DIRIGIDO AOS NOVOS SACERDOTES DA CONGREG. DE S. CAMILLO PELO... Da mesma Congregação. LISBOA: NA IMPRESSAO REGIA. ANNO 1815. Com Licença. In-8.º (14,5cm) de XXXIII, [1], 358 p. ; E.
1.ª edição.
Curioso "manual" oitocentista de acompanhamento espiritual aos pacientes e cuidados paliativos aos moribundos, da autoria do padre Francisco Pires da Costa, religioso da Congregação de S. Camilo de Lellis*, não identificado na obra, a não ser pelas iniciais "P. F. P. C." que constam no frontispício. Trata-se de uma obra curial, conjuntamente com As Centúrias de Curas Medicianais de Amato Lusitano (séc. XVI), para a história da assistência aos doentes terminais em Portugal.
*A Casa de São Camilo de Lélis era masculina e pertencia à Congregação dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos de Portugal e dos Algarves, da qual foi sede. Também era conhecida como Convento dos Camilos da Congregação dos Clérigos Agonizantes. Cerca do ano de 1759, os padres desta congregação instalaram-se em Lisboa, numa casa no Poço do Borratém, na antiga Capela de São Mateus, depois denominada Igreja de São Camilo de Lélis. Dedicavam-se essencialmente a ajudar nos ofícios divinos e a dar assistência espiritual dos doentes do Hospital de São José."

(Fonte: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=1379442)
Sobre o livro e a sua importância para a história dos cuidados paliativos em Portugal, recomendamos a leitura do artigo "História dos Cuidados Paliativos em Portugal: Raízes", de António Lourenço Marques, in Cuidados Paliativos, vol. 1, n.º 1 - março 2014 (pp, 7-12), acessível em http://www.apcp.com.pt/uploads/revista_cp_vol_1_n_1.pdf.
"Sendo o ultimo periodo da vida humana aquelle fatal, e critico momento de que pende para sempre huma feliz ou desgraçada sorte; o importante negocio da Salvação de huma Alma, que se acha inquieta com os horrores da morte; angustiada pela união de hum corpo, já prostrado pelos violentos choques da Enfermidade, e que em toda a parte só encontra objectos de dor, e de amargura; exige dos Sagrados Ministros da Igreja hum particular desempenho daquelles importantes deveres, a que estão obrigados pela Uncção, e Caracter do Sacerdocio, que recebêrão, e como Depositarios da jurisdição, que os Primeiros Pastores lhes confiárão.
E com effeito, se olhamos com reflexão para o estado, em que se acha hum Enfermo prostrado sobre o leito da sua dor, attenuado pela falta das forças, que a febre lhe tem consumido, e talvez rodeado de tantos objectos de ternura, de que se vê obrigado a separar-se para sempre: Que zelo, e prudencia; que luzes, e descernimento não são necessarios a hum Ministro de Jesu Christo, que por obrigação, ou caridade, vai a ser o Director de huma consciencia perturbada, vacillante, e talvez illaqueada com abominaveis, e escandalosos crimes! Que fundo de discripção para conhecer de huma causa a mais interessante, pois que se trata de condemnar, ou absolver um Réo segundo a moral certeza da sua dor, e arrependimento! Que terna, e officiosa caridade para o ajudar a examinar os seus peccados; escutallo com benevolencia, para o não desanimar; instruillo com doçura, para o persuadir; sofrello em fim com paciencia, para o não perder! [...]
O frequente exercicio do nosso caritativo, e penoso Instituto, me tem obrigado a pensar com alguma reflexão nas gravissimas difficuldades, que se offerecem no desempenho das obrigações que elle prescreve. E ainda que os muitos, e differentes Livros, que entre Nós se tem publicado para direcção dos que assistem aos Enfermos, e Moribundos, contém excellentes Práticas, Avisos e Reflexões importantes, para dispôr, e animar hum Enfermo, e excitallo á dor, e compuncção das suas culpas; com tudo, como a Arte de bem morrer sempre foi entre todas a mais difficultosa, e o acerto daquelle arriscado passo pende principalmente dos socorros da Igreja, administrados em tempo, e occasião opportuna; cheguei a persuadir-me, contribuiria de algum modo para hum fim tão interessante, e serviria ao mesmo tempo ao commodo e utilidade de Vossas RR., se lhe offerecesse neste Livro alguns uteis, e proveitosos Documentos, para se dirigirem com acerto na Administração dos Sacramentos aos Enfermos, e decidirem alguns casos mais difficultosos por meio de huma prompta e segura Resolução: e esta será a Materia da Primeira Parte.
Porém como não basta dirigir com promptidão, e segurança a consciencia de hum Enfermo; mas he tambem necessario prestar-lhe hum espiritual socorro, quando já Agonizante, e Moribundo: Constará a Segunda Parte de algumas Breves Exhortações, que se deverão regular segundo o tempo, estado, e occasião, e conforme o exigir a necessidade; ao que se ajuntão as Preces, e Orações da Igreja, e outras, que o uso, e a piedade tem adoptado para o fortalecer, e animar naquella hora contra os ataques do commum Inimigo, concluindo finalmente com alguns Actos, Jaculatorias, e Aspirações proprias para os ultimos momentos, tudo em periodos concisos, clausulas breves e terminantes; porque a experiencia tem mostrado, que naquelles ternos, e piedosos lances, hum ardente zelo, e huma caridade affectuosa pela Salvação das Almas, são bem capazes de fazerem tocante, discreta, e persuasiva e lingua mais rude, e balbuciente."
(Excerto do Prólogo)
Encadernação coeva inteira de carneira com dourados na lombada. Apresenta falhas de pele nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Algumas páginas com pequenas falhas de papel nos cantos. Pequeno trabalho de traça, sem afectar a mancha tipográfica, visível apenas nas duas primeiras, e derradeiras folhas do livro.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível