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24 junho, 2026

SOBRINO DE CIMARRA -
Sastre de SS. AA. RR. Los Infantes.
Madrid, Peligros, 18. Madrid, Imprenta y Litografia Artísticas A. de Noel Alcoy, [189?]. In-8.º (21x15,5 cm) de [8] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Curioso catálogo de roupa infanto-juvenil da Casa Sobrino de Cimarra, na época justamente considerada uma das mais importantes e afamadas de Espanha, fornecedora da Casa Real Espanhola. 
Pela sua consulta, permite adivinhar como a elite burguesa espanhola vestia as suas crianças (que não diferia muito da portuguesa), e as modas então "na berra", entre outros, o vestuário de corte "Norfolk", "Stafford", "Fauntelroy" ou o clássico "Marinheiro".
Opúsculo todo ilustrado com 23 modelos em desenho e fotogravura, com breve texto a acompanhar cada um dos trajes.
Exemplar em brochura, bem conservado. Com vinco no meio.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

05 outubro, 2025

CARTAS SOBRE AS NEGOCIAÇOENS PENDENTES ENTRE AS CÕRTES DE PORTUGAL, E HESPANHA A CERCA DE MONTE VIDEO E A MENSAGEM DO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS AO SENADO E CASA DOS REPRESENTANTES; SOBRE A NECESSIDADE DE TOMAR POSSE DAS FLORIDAS, EMQUE SE VÊM OS MESMOS ARGUMENTOS PARA POSSUIR AS FLORIDAS, QUE PRODUS O AUTHOR PORTUGUEZ PARAQUE
El Rey de Portugal retenha Monte Video. Londres: Na Impreçao de Mess. Coz e Baylis, Great Queen Street. [1818]. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 19, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo interessantíssimo, com relevante interesse histórico.
Trata-se da troca de argumentos nas páginas de dois jornais londrinos, entre um patriota português e um espanhol, a propósito da ocupação de Montevideu (actual Uruguai), pelo coroa portuguesa. É evidente a fragilidade de uma Espanha não recuperada ainda da sua coligação com a França no contexto da Guerra Peninsular (1807-1814), parceria amplamente derrotada nos campos de batalha. No final vem impresso a missiva do presidente americano James Monroe ao Senado e Câmara dos Representantes dos EUA, justificando a ocupação da Florida, outra colónia espanhola, com a necessidade de defesa das fronteiras contra as incursões dos índios, resultado da inércia das autoridades espanholas, decisão que, aos olhos do patriota português, justifica a ocupação de Montevideu, já que as razões apresentadas são as mesmas - protecção de fronteiras.
A carta do "patriota português" é muito interessante, bem redigida, pejada de factos históricos relacionados com a Guerra das Laranjas e seus antecedentes, pondo a descoberto a traição espanhola de conluio com a França, e a ocupação ilegal de Olivença (que perdura) - uma verdadeira aula de história!
"Senhor! - A chegada do Ministro Portugues à Paris, que diariamente se espera, se olha anxiosamente como um acontecimento politico da maior importancia, sendo bem sabido que as discussoens entre Hespanha, e Portugal, relativas á occupaçaõ do territorio de Monte-Video, estaõ ao ponto de ser decididas. Diz o rumor, que o Gabinete do Brazil naõ está disposto a prestar a devida attençaõ ás reclamaçoens de Hespanha neste ponto, nem ás pacificas recommendaçoens das Potencias mediadoras."
(Excerto de Carta dirigida ao Edictor do Times...)
"Senhor! Era apenas de suppor (depois do que se tem dito e publicado) que algum individuo tivesse ainda o arrojo de se dirigir ao publico, da maneiro que o fez "Philo Justitiae," no jornal Times. Esta tentativa para influir a opiniaõ publica, por mais fraca que sêja, naõ se deve tractar com demasiada indifferença. A occupaçaõ de Monte-Video tem-se justificado com varios argumentos; 1.º que a Côrte do Rio-de-Janeiro se naõ devia fiar nas promessas da Côrte de Madrid, vista a experiencia, que tam cara lhe custou em tempos passados: segundo, que o Governo Portuguez teve em vista, na occupaçaõ de Monte-Video, proteger as suas fronteiras contra os designios de Artigas."
(Excerto de Carta ao Edictor do Jornal Inglez Morning Chronicle...)
"Apresento agóra ao Congresso todas as informaçoens, que possue o Executivo, a respeito da guerra com os Seminoles, e medidas que julgou proprio adoptar, para segurança dos nossos considadaõs, na fronteira exposta as suas devastaçoens. Os documentos inclusos mostram, que as hostilidades desta tribu naõ fòram provocadas, que saõ parte de um espirito, por longo tempo fomentado, e muitas vezes manifestado contra os Estados Unidos, e que no presente caso se vai extendendo a outras tribus, e assumem diariamente aspecto mais sério.
Como toda esta tribu habita o paiz que está dentro dos limites da Florida, éra a Hespanha obrigada pelo tractado de 1795, a prevenir que elles commettessem hostilidades contra os Estados Unidos. Temos visto, com pezar, que aquelle Governo tem absolutamente deixado de cumprir com ésta obrigaçaõ, nem sabemos que tenha feito esforço algum para esse fim."
(Excerto de Mensagem do Presidente ao Senado sobre as Floridas)
Índice:
Carta dirigida ao Edictor do Times, e naquelle Jornal publicada, sobre a posse de Monte-Video pelas Tropas portuguesas, por Philo Justitiae. Paris, 14 de Fevereiro [1818] | Carta ao Edictor do Jornal Inglez Morning Chronicle, em resposta à antecedente, por Um Portuguez amante do seu Rey e da sua Patria. Paris 9 de Abril 1818 | Mensagem do Presidente ao Senado sobre as Floridas, por James Monroe. Washington, 25 de Março 1818.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível

08 agosto, 2025

LACERDA, Francisco de Sousa do Prado de -
PEREGRINAÇÃO PORTUGUEZA AO VATICANO.
Noticia historica e descriptiva de Lisboa a Roma e dos Sanctuarios de Nossa Senhora de Lourdes, Sancta Maria Magdalena na Provença e Nossa Senhora do Loreto, e das cidades de Madrid, Marselha, Roma, Napoles e ruinas de Pompeia. Por... Prior, Vigario da Vara e Juiz de Casamentos do Arciprestado da Chamusca. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1878. In-8.º (22x14 cm) de 248 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante narrativa histórico-religiosa da peregrinação ocorrida em 1877 ao Vaticano a propósito das 50 anos da nomeação de Giovanni Ferrettio, mais tarde Papa Pio IX, como arcebispo de Spoleto (1827-1877). Descreve com minúcia os locais santos visitados, monumentos e cidades atravessadas ao longo da peregrinação. Contém informações "saborosas", como as notícias úteis aos peregrinos, e até a qualidade do serviço das carruagens de praça em Roma(!).
Obra invulgar e muitíssimo curiosa.
Inclui no final, em Notas, a Lista chronologica dos Papas (4 pp.), assim como a lista dos subscritores do livro.
"Em Pastoral de 13 de março de 1877 dava Sua Eminencia o Cardeal Patriarcha de Lisboa aos fieis do Patriarchado, conhecimento de que iria este anno de Portugal a Roma uma peregrinação, a exemplo de outras nações, com o louvavel fim de visitar de felicitar Sua Sanctidade pelo quinquagesimo anniversario da sua sagração de Arcebispo de Spoleto.
A Pastoral fazia publico que se achava installada em Lisboa ujma grande commissão, de que Sua Eminencia era o presidente, composta de distinctos cavalheiros e damas daquella cidade e de todos os parochos della.
A commissão propunha-se obter donativos para o Sancto Padre, evangelizar por todos os meios ao seu alcance o pensamento da peregrinação a Roma, e remover todas as difficuldades que se opozessem ao conseguimento de tal fim."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Maria de Sousa do Prado de Lacerda (Chamusca, 1827-1892). "Foi o 29.º bispo da Diocese de Angra, tendo-a governado de 1889 a 1891.
D. Francisco Maria do Prado Lacerda foi pároco da sua vila natal, tendo a seu cargo a Igreja Matriz de São Brás. Na sequência de um pedido do 28.º bispo de Angra, D. João Maria Pereira de Amaral e Pimentel, que se sentia cansado e pedia um coadjutor, o governo português apresentou-o 1885, tendo a Santa Sé confirmado no ano seguinte a sua eleição como coadjutor com direito de sucessão, concedendo-lhe o título de bispo de Nilópolis.
Foi sagrado na Sé Catedral de Lisboa a 4 de Abril de 1886, partindo de imediato para a sede episcopal de Angra do Heroísmo, cidade em que deu solene entrada a 10 de Abril de 1886, sendo aí recebido no cais pelo prelado efectivo que lhe proporcionou honras na Sé.
Na sua ida para os Açores foi acompanhado pelo seu irmão, o padre António Maria do Prado Lacerda, que exercia as funções de seu secretário. Esta situação foi de pouca dura, já que pouco depois nomeou seu secretário o padre José dos Reis Fisher, pessoa que teria profunda influência futura na diocese."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Forro das pastas "enrugado" por acção da humidade.
Raro.
45€

06 junho, 2025

BARRENECHEA, Eduardo -
O PLANO DE BADAJOZ DESMISTIFICADO
. Lisboa, Edição da Associação Central da Agricultura Portuguesa e do Grémio da Lavoura de Beja, 1972. In-8.º (22x16,5 cm) de 45, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Balanço crítico sobre o "Plano de Badajoz". Estudo com interesse para a gesta da colonização da zona junto da fronteira portuguesa levada a cabo por Madrid em meados do século XX, suportada pela propaganda económica e social do governo de Francisco Franco.
Obra rara, sem referências bio-bibliográficas, quer em Espanha, quer entre nós. A BNP não possui.
"O Plano Badajoz foi um conjunto de atuações ambiciosas de sucessivos governos espanhóis, propostas já a princípios do século XX (Plano Gasset), postas em fim em marcha durante a ditadura franquista e completadas pelos primeiros Governos da democracia (regadios do Zújar), sobre a província de Badajoz (Espanha).
Na realidade, tal denominação, refere-se mais estritamente ao Plano de Transformação e Colonização aprovado pelo governo de Francisco Franco em 1952 e destinado a dotar à agricultura pacense de um sistema melhorado de eletrificação, irrigação, processo de fabricação e transformação e de comercialização de produtos agrários, tendo como base o rio Guadiana e como principal objetivo melhorar a produção e renda agrária da província. [...]
Nasceram povoações como Palazuelo, Povoa de Alcollarín, Zurbarán, Alonso de Ojeda, Os Guadalperales, Gargáligas, Valdivia, Entrerríos, Guadiana del Caudillo, Valdelacalzada, Pueblonuevo del Guadiana, Sagrajas, Novelda do Guadiana, Gévora do Caudillo, Valdebótoa, Alvarado, Vivares, Las Vegas Altas, Villafranco del Guadiana, São Francisco de Olivença ou São Rafael de Olivença. É verdadeiro que a construção dos embalses como a de García Sola, anulou as vegas de alguns povoações do norte da província, o qual teve um impacto na posterior saída da população destes municípios."
(Fonte: Wikipédia)
Livro ilustrado no texto com tabelas e mapas estatísticos, e em separado com quadro desdobrável.
"... O Plano de Badajoz, baptizado nas numerosas publicações da Secretaria Gestora do mesmo (com sede no Instituto Nacional da Indústria, em Madrid) como «el exponente mas acusado de la politica agro-social del regimen», dista muito - muitíssimo - de ter alcançado tampouco os objectivos que lhe foram fixados pela lei de 7-4-1952.
Não quero dizer que o Plano Badajoz seja um fracasso, mas não é - desde logo - um êxito.. Não é um «êxito» nem social nem económico. Também não é um fracasso, porque transformou por completo a fisionomia física de uma pequena parte das terras pacences (pouco mais de 4% das terras de Badajoz) e conseguiu para uns milhares de colonos (antes na maior parte trabalhadores agrícolas eventuais), nívesi mínimos de vida digna e humana. Mas está longe de ser um êxito, talvez por ter sido politizado desde o princípio..."
(Excerto de Politização excessiva)
Sumário:
Primeiro artigo - Balanço aos 19 anos da «Fundação» | Segundo artigo - O Plano de Badajoz Desmistificado | Anexo A - O Plano de Badajoz, visto por D. Miguel Siguán | Anexo B- Vários elementos económicos.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas com sinais de humidade. Interior correcto.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
20€

10 maio, 2025

BRANDÃO, Couto -
AO ALGARVE E A SEVILHA. Lisboa, Bibliotheca do "Correio Agricola de Lisboa", 1900. Oblongo (16,5x18 cm) de 328 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Impressões recolhidas pelo autor nos dois passeios que empreendeu pelo sotavento algarvio e sul de Espanha com dois seus amigos, em ocasiões diferentes, e que aqui junta.
Livro ilustrado com desenhos no texto, onde se contam, entre outros, os retratos, respectivamente, do Severino, de D. Pepa, a estanqueira, da Lolasita, sua filha, e do autor.
Raro e muito interessante, sobretudo o passeio pelo Algarve, e os "amores" sevilhanos. A BNP não menciona.
"O que vae lêr-se já foi publicado avulso em artigos do "Correio de Lisboa" em 1897, anno em que eu e o meu amigo Sousa Pires, ao tempo redactor do "Correio Nacional", fômos de passeio ao Algarve.
Reproduzo-o agora em folhetim no "Correio Agricola" não só para juntar os artigos dispersos num volume, mas tambem para accrescentar-lhe as impressões do passeio que o anno passado realisei a Sevilha com o meu bom amigo e companheiro de redacção Severino Soares, tomando até a Ayamonte o mesmissimo trajecto que dois annos antes tinha percorrido com o Sousa Pires.
Depois de publicado todo o passeio ao Algarve, incluindo a volta a Lisboa, retomei o novo passeio desde Ayamente a Sevilha, passeio que me deixou as mais doces recordações e as mais vivas saudades."
(Uma explicação)
"Em um vapor dos caminhos de ferro do Sul e Sueste, transportámo-nos ao Barreiro, onde tomámos logar no comboio que nos devia conduzir a Faro.
Pouco foi o tempo em que pudémos contemplar do nosso wagon as paizagens que nos appareciam de terrenos ribatejanos e alemtejanos, porque a noite depressa nos surprehendeu.
Causou-nos verdadeira pena a contemplação dos vastissimos campos sem culturas, sem uma unica casita a animar aquella grande solidão. E veiu então ao nosso espirito, com perfeito conhecimento de causa, a justiça com que tantas vezes se tem censurado aos governos o pessimo systema de administração que tem seguido, conservado nos mais condemnaveis dos abandonos uma provincia que poderia ser se não a mais rica de Portugal, ao menos uma das mais importantes.
Vinda noite, como a nossa vista nada podia lobrigar que nos despertasse curiosidade, fomos mentalmente adivinhando o que seria o resto d'aquelle desgraçado Alemtejo, a avliar pelo que tinhamos presenceado até Montemór-o-Novo, e esta é a parte mais bem tratada do que viramos.
Depois de um somno de quatro horas acordamos perto de Messines, que n os offereceu uma vista surprehendente na sua bellissima vegetação. E de Messines até Faro os nossos olhos foram-se extasiando na magestosa e admiravel fertilidade do sólo algarvio, tão pujante e encantador como o do nosso Minho tão cantado em versos maviosos e descriptos os seus costumes por romancistas como Julio Diniz e Augusto Vieira."
(Excerto de I - De Lisboa a Faro)
Índice:
Primeira Parte - Ao Algarve e a Sevilha: I - De Lisboa a Faro. II - Faro. III - De Faro a Olhão. IV - De Olhão a Tavira. V - De Tavira a Villa Real. VI - Ainda em Villa Real. VII - De Villa Real a Castro Marim. VIII - Castro Marim. IX - De Villa Real a Ayamonte. X - O regresso.
Segunda Parte - A Sevilha: I - De Lisboa a Beja. II - [Em Beja. Beja - Algarve - Ayamonte].  III - Em Ayamonte. IV - A noite de S. João em Villa Real. V - Partida matutina. VI - De Ayamonte a Gibraleón. VII - Huelva. VIII - Um parenthesisa: A estanqueira; A Lolasita; Eu. IX - A Sevilha. X - Sevilha. | O regresso.
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas. Livro impresso a duas colunas, cada uma delas numerada, encontrando-se o verso em branco.
Exemplar em razoável estado de conservação. Pastas em mau estado, com o bordo lateral chamuscado. Miolo correcto; papel de fraca qualidade. Lombada apresenta falha de pele no pé. Dado o interesse e raridade, deve ser reencadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

26 março, 2025

PIMENTEL, Alberto -
AS NETAS DO PADRE ETERNO.
Romance original. Por... Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira - Editor, 1895. In-8.º (18,5x12 cm) de [4], 175, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Romance baseado em acontecimentos verídicos, cuja acção decorre em pleno Sexénio (1868-1874), período da história espanhola que tem início com o levantamento revolucionário conhecido por La Gloriosa (1868), e que passou a Portugal por força das multidões de refugiados que atravessaram a fronteira como puderam para salvar a vida, desenrolando-se a presente história no território nacional, sobretudo na zona de Setúbal.
Invulgar e muito interessante.
"Desde a primavera até ao inverno de 1873, decorre, na historia da moderna Hespanha, um periodo de rubra agitação demagogica, em que tanto a abandonada corôa da velha Monarchia de S. Fernando como o recente barrete phrygio da Republica fluctuam n'um mar de sangue, golphado do proprio coração d'esse bello paiz meridional, e sinistramente illuminado pelos reflexos coruscantes dos incendios de Alcoy, que eram o facho tristemente glorioso da insurreição cantonal.
Nação essencialmente catholica, a Hespanha viu profanados os seus templos, principamente em Barcelona, onde as mulheres, n'uma infrene orgia de bacchantes, envergavam as vestes sacerdotaes, entoando cantaraes obscenos, e derramando por sobre os altares o vinho que transbordava das taças.
Nas ruas, as allucinações da musa popular, terrivelmente revolucionaria, alternavam-se com as detonações dos fuzilamentos, e aos dithyrambos entoados á beira dos altares correspondiam, fóra dos templos, trovas sacrilegas, dissolventes, anarchicas. [...]
É certo que na alma popular da Hespanha não estavam de todo pervertidos os sentimentos cavalheirescos da raça castelhana, mas a revolução ia alastrando dia a dia o seu dominio, - em Sevilha era incendiada a calle de las Sierpes, em Cadiz punha-se em almoeda a custodia do Corpus Christi, em Malaga dois bandos rivaes porfiavam em horrores de barbarie, em Granada os desenfreamentos do vandalismo desmoronavam as instituições e os templos, como acontecia em Barcelona, em cujos campos os bosques incendiados chammejavam como enorme fornalha... [...]
Um illustre escriptor hespanhol, o sr. Vicente Barrantes, emigrando n'essa epocha para Portugal, escreveu sob o titulo de Dias sin sol, um livro interessante, em que estão consignadas as dolorosas impressões que as desgraças da Hespanha punham no coração dos seus angustiados filhos. Uma pagina d'esse livro diz:
«Com mão debil e porventura timida empunhou o tribuno Emilio Castellar as redeas da dictadura, ao tempo que a fronteira portugueza, onde eu me achava, offerecia um lancinante espectaculo. Cerrada a do norte pelos carlistas, era aquella a unica porta para escapar d'este inferno de Hespanha, e cada trem do caminho de ferro iberico parecia barcada de Acheronte, como aquellas que rangendo os dentes e blasphemando até dos paes de seus paes viu passar o grande poeta da Edade-Média pelo lodoso lago que ao inferno conduz... De Madrid, de Alcoy, de Cartagena, de Valencia, de Cadiz, de Sevilha, de Jerez chegavam por centenas familias dispersas, como quem foge de uma peste; e isto um dia e outro dia, e mezes inteiros; e récuas e caravanas de inoffensivos lavradores, de pacificos artistas, de laboriosos industriaes desembocavam simultaneamente por todas as povoações da fronteira, desde Barrancos a Setubal, desde Elvas a Lisboa, desde Zamora e Ciudad-Rodrigo ao Porto; misero formigueiro de emigrantes de todas as classes e condições, com os olhos voltados para Hespanha, mas receiando a cada hora que o horror os convertesse em estatuas, como á mulher da Biblia.»
Setubal, pela amenidade do seu clima, e pela belleza dos seus campos, hospedou uma importante colonia hespanhola, atravez da qual eu passeei algumas vezes os meus ocios de touriste. Principalmente no verão, em julho, que foi a epocha mais calamitosa da revolução, a affluencia de emigrados era numerosissima ali. E o que é verdadeiramente notavel é que os havia de todas as côres politicas, porque o perigo era egual para todos. A revolução não curava de perscutar as opiniões de cada um. Perseguia, roubava, incendiava, fuzilava indistinctamente. Já não era pequena felicidade poder fugir á morte, salvar a vida. Dos emigrados, conheci alguns ricos, poucos, e esses eram os que tinham logrado liquidar a tempo os seus haveres, antes que a santa federal se encarregasse da liquidação. D'este numero era a familia Saavedra, de Sevilha, que tem de figurar n'esta historia. Tres pessoas apenas: pae, mãe e filha."
(Excerto do Cap.I)
Alberto Pimentel (1849-1925). "Nasceu no Porto a 14 de Abril de 1849. Com uma obra extensa e variada, escreveu poesia, romance, teatro, biografia, obras políticas, entre outros géneros. Camilo Castelo Branco – que conheceu pessoalmente, lhe prefaciou dois dos seus livros e é matéria de algumas das suas obras – é o seu ídolo e o seu Mestre. Morreu em Queluz no dia 19 de Julho de 1925."
(Fonte: Wook) 
Encadernação do editor em percalina com ferros gravados a seco e a ouro e negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas apresentam desgaste marginal. Interior correcto.
Muito invulgar.
Indisponível

22 março, 2025

VIEIRA, Rui Rosado - CAMPO MAIOR: DE LEÃO E CASTELA A PORTUGAL (SÉCULOS XIII - XIV).
Comunicação do autor às Jornadas de História Medieval realizadas, em Junho de 1985, na Faculdade de Letras de Lisboa. [S.l.], Edição do Autor, 1985. In-8.º (201x15 cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das relações de vizinhança entre Portugal e Castela na zona raiana do Alto Alentejo ao longo da Idade Média, e em particular no concelho de Campo Maior e regiões limítrofes.
Ilustração da capa: Imagem, em mármore, de Santa Bárbara, existente no interior da igreja do Castelo de Campo Maior. O edifício empunhado pela Santa representa a altíssima Torre de Menagem já desaparecida.
"Campo Maior, vila situada a cerca de dezoito quilómetros de Elvas e a semelhante distância de Badajoz, foi, conjuntamente com Ouguela, e só ultrapassada por Olivença, o lugar do Alto Alentejo que durante mais tempo se manteve ao lado dos partidários de Castela, no conflito que opôs os dois reinos ibéricos, a partir de finais de 1383.
Descobrir o fio condutor que explique essa singularidade é o principal objectivo deste texto.
Para tal, e com base em documentação de proveniência diversa, procurou-se acompanhar, através das suas vicissitudes, a evolução político-institucional desta vila raiana, desde o período histórico melhor documentado (isto é, desde 1255) até ao momento em que, no ano de 1388, Campo Maior foi conquistada aos castelhanos pelo exército de D. João I de Portugal. Período ao longo do qual se deram passos decisivos para a formação do concelho, para a definição dos limites do seu território e da fronteira luso-espanhola na região, e para a integração plena da vila no corpo físico e ideal da nação portuguesa."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Nota prévia | I - Introdução. II - Campo Maior no período da reconquista cristã. III - A segunda metade do século XIII. IV - Do Tratado de Alcanizes, a finais de 1383. V - Campo Maior, um bom lugar que tinha voz por el Rei de Castela. VI - Conclusão. | | Apêndice documental | Fontes e bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

14 março, 2025

MARTINS, J. P. Oliveira - CARTAS PENINSULARES. Edição posthuma. Precedida d'um esboço biographico do auctor por seu irmão Guilherme de Oliveira Martins. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira - editor, 1895. In-8.º (20x13 cm) de [6], 226, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Importante conjunto bio-bibliográfico do ilustre escritor, publicista e historiador Joaquim Pedro de Oliveira Martins publicado postumamente, poucos meses após o seu falecimento.
Obra muitíssimo valorizada pela extenso "esboço biographico" do autor por seu irmão Guilherme.
"Volume de crónicas de viagem de Oliveira Martins, editado postumamente, fruto da última deslocação do autor a Espanha, a fim de recolher documentação para a biografia histórica que deixaria inacabada, O Príncipe Perfeito. Dessa viagem por Portugal e Espanha e da constatação da ruína física e moral das cidades que atravessa, o autor deduz uma lição pessimista que "deve fazer refletir todos aqueles que vaidosamente pregam a teoria de um progresso constante e sem limites".
A obra surge precedida de um longo "Esboço biográfico" de Oliveira Martins assinado pelo seu irmão, Guilherme de Oliveira Martins, que permanece uma das principais fontes de informação para a biografia do autor do Portugal Contemporâneo."
(Fonte: Infopédia)
"Sahi de Lisboa com o proposito de visitar algumas povoações castelhanas da fronteira de leste, n'essa zona chamada terra de Campos, e que tão intimamente está ligada á historia nacional portugueza desde os seus primordios até ás guerras do principio do seculo. Sahi tambem com a idéa que essa excursão, agora, em junho, quando o sol começa a queimar nas planicies de Castilla-la-vieja, me tonificaria as forças deprimidas por uma eternidade passada.
Mais uma vez queria tambem respirar os ares e embriagar-me com a paisagem incomparavel do Valle do Tejo, pedaço sem par no mundo, pelo menos, nos retalhos do mundo que tenho visto passarem-me deate dos olhos.
Era manhã quando larguei de Lisboa. A minha primeira estação era Abrantes. Apesar do tempo teimar em conservar-se traiçoeiro, o dia amanhecera glorioso, e o sol, reinando nos céos livres, fazia cantar e rir a paisagem, como o sorriso das crianças, quando lhes brinca nas faces orvalhadas de lagrimas."
(Excerto do Cap. I)
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894). "É hoje reconhecido como um dos fundadores da moderna historiografia portuguesa e uma das vozes de maior relevância do pensamento político e social do século XIX. Foi historiador, político e cientista social, cujas obras marcaram sucessivas gerações de leitores e investigadores, influenciando escritores do século XX, como António Sérgio ou Eduardo Lourenço. Abandonou os estudos por dificuldades económicas da família, tendo trabalhado no comércio e mais tarde como diretor de vários projetos empresariais e industriais. Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público. Elemento animador da Geração de 70, revelou uma notável adaptação às múltiplas correntes de ideias do seu século, tendo colaborado nas principais publicações literárias e científicas de Portugal. A sua vasta obra começou com o romance Febo Moniz, publicado em 1867, e estende-se até 1894, ano em que morreu. Na área das ciências sociais escreveu, por exemplo, Elementos de Antropologia, de 1880, Regime das Riquezas, de 1883, e Tábua de Cronologia, de 1884. Das obras históricas há a destacar História da Civilização Ibérica e História de Portugal, em 1879, O Brasil e as Colónias Portuguesas, de 1880, Os Filhos de D. João I, de 1891, e Portugal Contemporâneo, de 1881. É também necessário destacar a sua História da República Romana. A sua obra suscitou sempre controvérsia e influenciou a vida política portuguesa, mas também historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX."
(Fonte: Wook)
Encadernação meia de pele com cantos, nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado, com desgaste na lombada
Invulgar.
20€

12 janeiro, 2025

PEREIRA, Consiglieri Sá - A RESTAURAÇÃO VISTA DE ESPANHA : histórias de portugueses contadas por espanhois. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1933. In-4.º (23 cm) de IX, [1], 264, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre a restauração da independência portuguesa em 1640, e a perspectiva do país vizinho sobre o assunto.
"Como viram os espanhóis de 1640 o movimento restaurador da dignidade nacional portuguesa?
[...] A origem deste livro assenta no desejo de vulgarizar os íntimos sentimentos dos espanhóis de 1640 acerca de nós. A Restauração vista de Espanha, representa uma contribuição minúscula desprovida de valor fundamental; mas, modéstia à parte, dste livro constam episódios e pormenores que nos permitem paladear um pouco o gosto íntimo desses tempos que, com terem sido decisivos, carecem de bibliografia proporcionada."
(Excerto do prólogo)
Índice:
- A etiqueta da Duquesa de Mântua. - Portugal no conjunto hispânico. - Um decreto do «Manuelinho» de Évora. - O silêncio de Portugal. - Vicissitudes do Conde de Linhares. - Um crime em Antequera no século XVIII. - Juízo jesuíta de Miguel de Vasconcelos. - As primeiras notícias da Restauração em Espanha. - Como um castelhano viu a Restauração. - O Conde da Torre e S. Julião da Barra. - Sacrifícios e martírios ignorados. - Duas anedotas da Restauração. - Estranho desacato à Duquesa de Mântua. - Sevilha e os portugueses. - Portugueses em Castela. - Sátira à guerra de Portugal. - Considerações de um fidalgo castelhano. - D. João IV e a guerra ofensiva. - Reflexos da Restauração no Peru. - A saída do Egito. - Os temores do Conde-Duque. - O prior de Cedofeita em Roma. - A política secreta da Restauração. - Heroicidades de portugueses em Lérida. - O duende do palácio real de Madrid. - Portugueses e espanhóis no Guadiana.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

11 dezembro, 2024

PIMENTA, Belisário -
A CAMPANHA DE 1801.
(Ligeiras considerações a propósito duns documentos). Coimbra, Biblioteca da Universidade, 1949. In-4.º (24,5x16,5 cm) de [4], 44 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante contributo para a história do confronto militar luso-espanhol que ficaria conhecido para a posteridade como "Guerra das Laranjas", movimento que concorreu para a ocupação e subtracção de Olivença a Portugal.
Separata do «Boletim da Biblioteca da Universidade de Coimbra», Vol. XIX.
"A rápida campanha de 1801, apodada pitorescamente «das laranjas», sem lances ou episódios de relevo nem comandantes que sobresaísem acima do mais vulgar, merece contudo as atenções dentro da história militar portuguesa. Tiram-se dela ensinamentos não só para o estudo geral da defesa do País como também para o das facilidades com que, em certas épocas, se entregou a quem o não merecia, a direcção suprema dos exércitos.
Este episódio doloroso da nossa história, consequência de muitas dificuldades da política externa mas muito principalmente do desleixo e desorientação da administração interna, contém vários aspectos dignos de serem observados - desde o da falta de coordenação nos assuntos de organização do exército e nos estudos ou planos de defesa, decerto os mais importantes, até ao cómico de certos pormenores que deu azo a sátiras e diatribes alegres tão predilectas ao português e que serão, possìvelmente, os aspectos mais tristes."
(Excerto do Estudo)
Belisário Maria Bustorf da Silva Pinto Pimenta (Coimbra, 1879 - Lisboa, 1969). "Nasceu em Coimbra em 1879. Frequentou o colégio externato do Padre Simões dos Reis e depois transitou para o Liceu. Aos 14 anos começou a formar a sua biblioteca pessoal, que no final da sua vida ultrapassava mais de oito mil obras. Seguiu a carreira militar ingressando como cadete na escola Prática de Infantaria de Mafra. Em 1903 foi promovido a alferes e em 1910 passou a ser Comissário da Polícia em Coimbra. A sua vida militar decorreu ainda por Valença, Portalegre, Castelo Branco, Lagos, Porto, Penafiel, Abrantes e Leiria. Em 1913 publica o seu primeiro trabalho sobre Miranda do Corvo, tema que foi uma das suas predileções e cultivou até ao final da sua vida. Os seus escritos sobre o concelho encontram-se dispersos por jornais (Alma Nova, Diário de Coimbra) e monografias, podendo ser considerado como o autor que mais se debruçou sobre o concelho. Privou com figuras ilustres da cultura como sejam Eugénio de Castro, António Nobre, António José de Almeida, Vitorino Nemésio, António Nogueira Gonçalves ou Álvaro Viana de Lemos, entre muitos outros."
(Fonte: https://cm-mirandadocorvo.pt/pt/menu/347/belisario-pimenta.aspx)
Exemplar em brochura, por abrir, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

23 novembro, 2024

AMZALAK, Moses Bensabat -
AS TEORIAS MONETÁRIAS DO PADRE JOÃO DE MARIANA.
[Por]... Professor da Universidade Técnica de Lisboa. Lisboa, [s.n. - Impresso na «Gráfica Lisbonense» - Lisboa], 1944. In-4.º (26x19,5 cm) de 57, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo bio-bibliográfico sobre este religioso jesuíta quinhentista, e reprodução da sua obra maior - o Tratado y discurso sobre la moneda de vellon.
Tiragem limitada a 200 exemplares.
"O Tratado y discurso sobre la moneda de vellon quási que ia sendo fatal ao seu autor. Foi-lhe instaurado um processo pelo crime de lesa-magestade. [...]
«No relatório do Fiscal contra o Pe. Mariana êste ilustre autor é acusado do crime de lesa-magestade por ter ousado afirmar no seu tratado de monatae mutatione, sem o menor respeito devido a S. M. e aos seus Ministros, que a mudança operada no valor da moeda constituía um golpe pernicioso vibrado ao crédito do Estado e que os representantes da nação não tinham em vista senão o seu interêsse pessoal, não se importando com as calamidades públicas, desde que êles continuassem a têr a graça do Príncipe. Que mais adiante, no capítulo XIII do mesmo tratado, êle se ter referido injuriosamente contra o govêrno inculpando-o de venal.»
«Como consequência destas acusações, o Pe. Mariana foi prêso no convento dos religiosos franciscanos de Madrid, onde redigiu uma vigorosa e firme defesa na qual diz entre outras coisas que com a idade de 73 anos, quando esperava receber algum retribuïção pelas suas grandes fadigas padecidas no espaço de 56 anos empregados no serviço da religião e do Estado, êle só encontrara como recompensa o rigor duma prisão. [...]
«Por uma carta de Sua Magestade Católica dirigida a D. Francisco de Castro, cuja cópia se encontra no dito manuscrito, o rei havia ordenado que se comprassem e recolhessem com cuidado e sem barulho todos os exemplares dessa obra, com a ordem expressa de os queimar.»
O livro monetae mutatione publicado primeiramente em latim e depois em espanhol contém as teorias do Pe. João de Mariana sôbre a moeda. É dêle que nos ocuparemos no presente estudo. Como porém a edição latina é da maior raridade e a edição espanhola se acha esgotada, julgamos fazer um serviço aos estudiosos reproduzindo-o no capítulo seguinte, para depois o comentar à luz da história das doutrinas económicas."
(Excerto de I - Da vida e dos trabalhos científicos do Padre João de Mariana)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

15 março, 2024

TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA - Ministério dos Negócios Estrangeiros : Direcção-Geral dos Negócios Políticos e da Administração Interna. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1966. In-8.º (21x14 cm) de 7 [1] p. ; B.
PROTOCOLO ADICIONAL AO TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA. Assinado em Lisboa em 29 de Julho de 1940. Ministério dos Negócios Estrangeiros. Secretaria Geral. Lisboa, Imprensa Nacional, 1940. In-8.º (22,5x14,5 cm) de [4] p. ; B.
1.ª edição.
SEGUNDO PROTOCOLO ADICIONAL AO TRATADO DE AMIZADE E NÃO AGRESSÃO ENTRE PORTUGAL E A ESPANHA - Ministério dos Negócios Estrangeiros : Direcção-Geral dos Negócios Políticos e da Administração Interna. Lisboa, Imprensa Nacional de Lisboa, 1966. In-8.º (21x14 cm) de [4] p. ; B.
Importante conjunto documental com relevância para a história da relação político-diplomática entre o Estado Novo e o regime nacionalista de Francisco Franco, el Caudillo. Trata-se da reprodução do Tratado de Amizade e Não Agressão - e Protocolos Adicionais - estabelecido entre Portugal e Espanha, subscritos quando ainda se lutava no país vizinho, em plena Guerra Civil, durante a queda de Madrid, tendo como signatários, por Portugal, António Oliveira Salazar, e por Espanha, Nicolás Franco Bahamonde, irmão de Franco. Estabelecido a 17 de Março de 1939 em Lisboa, seria ratificado também na capital portuguesa a 30 do mesmo mês e entrado em vigor nessa data com validade de 10 anos. O Protocolo Adicional, datado de 29 de Julho de 1940, confirma o acordo original estabelecido um ano antes, em 1939, e o Segundo Protocolo Adicional, assinado em 20 de Setembro de 1948, limita-se a confirmar e prolongar a validade dos anteriores por mais dez anos.
"O Tratado de Amizade e Não Agressão Luso-Espanhol (1939), que deu lugar ao Pacto Ibérico e consequente proclamação do Bloco Ibérico (1942), foi um tratado datado de 17 de março de 1939. Assinado pelo Presidente do Conselho de Ministros do governo autoritário de Portugal, António de Oliveira Salazar, e pelo embaixador de Espanha, Nicolás Franco (irmão mais velho de Francisco Franco). O pacto visava preservar a neutralidade da Península Ibérica em caso de um conflito mundial, num contexto em que Espanha simpatizava com as potencias do Eixo ao passo que as simpatias de Portugal pendiam para o lado Britânico. Nos termos do documento, Portugal e Espanha reconheciam mutuamente as respetivas fronteiras, estabeleciam relações de amizade e comprometiam-se a efetuar consultas diversas entre si, com vista a uma ação concertada em caso de conflito. Após o início da Segunda Guerra Mundial virá a ter um Protocolo Adicional assinado em 29 de Julho de 1940 também em Lisboa, reiterando a neutralidade peninsular. Este tratado e a diplomacia Portuguesa viriam a ter um papel importante na criação do um bloco Ibérico neutro em 1942 e na aproximação da Espanha Franquista aos Aliados da Segunda Guerra Mundial.
Esteve em vigor até 1977, sendo então substituído pelo Tratado de Amizade e Cooperação entre Portugal e Espanha, ratificado no ano seguinte, em plena Transição Espanhola."
(Fonte: Wikipédia)
Raro conjunto, com interesse para a Guerra Civil de Espanha e para o relacionamento entre os dois países ibéricos nesse período marcante da história do país irmão.
Todos os documentos estão redigidos em português e castelhano.
"António Óscar de Fragoso Carmona, Presidente da República Portuguesa, e Francisco Franco Bahamonde, Chefe do Estado Espanhol e Generalíssimo dos Exércitos Espanhóis;
Animados do desejo de consignar em documento solene a sincera amizade entre Portugal e Espanha, baseada na comunidade de sentimentos e nos interesses derivados de realidades geográficas e históricas;
Desejosos também de cercar as boas relações dos dois países e a sua manutenção de todas as possíveis garantias;
Convencidos de que tudo quanto contribua para manter e assegurar a paz entre Portugal e Espanha é factor importante da paz europeia;
Verificando que nenhumas obrigações até agora assumidas por cada uma das Partes em relação a terceiras potências se opõem ao desenvolvimento e estreitamento das suas relações recíprocas nem estão em contradição com os intuitos e cláusulas deste Tratado, que as não altera:
Resolveram concluir o seguinte Tratado de amizade e não agressão e para este fim nomearam por seus Plenipotenciários, a saber:
O Presidente da República Portuguesa:
O Senhor Doutor António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros e Ministro dos Negócios Estrangeiros;
O Chefe de Estado Espanhol:
O Senhor Don Nicolás Franco Bahamonde, seu Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário em Lisboa."
(Excerto de Tratado de Amizade e Não Agressão entre Portugal e a Espanha)
O [1.º] Protocolo Adicional pertence à tiragem original.
Exemplares em brochura, bem conservados.
Raro conjunto.
Com significado histórico.
30€

27 fevereiro, 2024

MATOS, Manuel Cadafaz de -
O CULTO PORTUGUÊS A SANT'IAGO DE COMPOSTELA AO LONGO DA IDADE MÉDIA.
Peregrinações de homenagem e louvor ao túmulo e à cidade do Apóstolo entre o Séc. XI e Séc. XV. Lisboa, Instituto Português do Património Cultural, 1985. In-4.º (24x17 cm) de [2], 37, [1] p. (521-557 p.) ; [7] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata do Tomo II do Volume I de Bibliotecas, Arquivos e Museus.
Tiragem limitada a 50 exemplares.
Importante ensaio histórico sobre as peregrinações a Santiago de Compostela na Idade Média.
Livro ilustrado no texto com mapas dos caminhos, incluindo o traçado da «estrada Mourisca», uma planta de Braga medieval em página inteira, e em separado, com 8 figuras distribuídas por sete páginas, sendo uma delas um mapa das vias romanas do Centro de Portugal, provavelmente em uso na época da peregrinação a Santiago da rainha Santa Isabel. Inclui reprodução das letras de diversas canções medievais para utilizadas nas peregrinações e lista de personalidades da história medieval pátria que terão ido em romagem a Compostela.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Prof. José da Costa Miranda.
"Nos arquivos e bibliotecas portugueses, sejam eles de carácter central ou local, pode encontrar-se um rico acervo documental que nos dá testemunho - nas mais distintas perspectivas  historiográficas e socioculturais e religiosas - do «peregrinar», essencialmente durante a Idade Média, desta terra lusa até Santiago de Compostela. [...]
Partindo-se de uma premissa de carácter religioso - dado que todo o «peregrinar» envolvia, na sua essência, a prestação de culto -, toda essa mobilização do binómio homem e espírito-religioso se via irmanada com toda uma série de sucedâneos. Tinham eles a ver, entre outras questões, com o que sucedia ao crente na sua peregrinação desde sua casa até ao santuário do túmulo do Apóstolo em Compostela, a forma como se deslocava, se vestia, alimentava ou comportava, ou, já no sentido de regresso, a forma como transportava (e muitas vezes materializava em actos de culto) esse mesmo ideal de culto medieval, ou se mantinha fiel, durante gerações sucessivas, a esse mesmo espírito religioso."
(Excerto da Sinopse)
"A todo o peregrino era dado acolhimento nos albergues ou hospícios situados nos caminhos por onde transitava. Dessas vias, espalhadas um pouco por todo o País, ganhava significativa nomeada - particularmente nas regiões a norte do Tejo - a que ligava Lisboa, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Soure e Coimbra. Aí esse percurso entroncava com dois outros: um proveniente de Lisboa e que passava por Santarém e Tomar; e aquele que, denominado «estrada mourisca», ligava as regiões centro-fronteiriças, nomeadamente as áreas de Elvas e Campo Maior, com a cidade do Mondego passando por Açumar, Crato, Barca de Amieira, Cardigos, Sertã e Mirando do Corvo."
(Excerto de 1. Das vias por que seguiam os peregrinos e das espécimes de folclore religioso e profano que entoavam)
Índice:
Sinopse | 1. Das vias por que seguiam os peregrinos e das espécimes de folclore religioso e profano que entoavam. 1.1. Da história religiosa e das instituições à arqueologia da cultura oral dos peregrinos. 2. Alguns casos exemplares de peregrinos ilustres que foram em romagem até ao túmulo do Apóstolo (sécs. XI-XV).
Manuel Cadafaz de Matos (n. 1947). "Nasceu em São José das Matas (Mação) a 11 de Agosto de 1947. Frequentou a licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa e é Mestre em Literatura e Culturas Portuguesas - Época Moderna (1990) e Doutor em Estudos Portugueses - especialidade História do Livro (1998), pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É académico correspondente da Academia Portuguesa da História e Academia de Marinha, e foi docente universitário em Lisboa na Universidade Católica Portuguesa (1989) e na ESD (Prof. Associado) e professor catedrático convidado na Universidade de Barcelona (2004). Foi ainda colaborador da revista Blitz. É director, desde 1997, da Revista Portuguesa de História do Livro, que se edita semestralmente. Dirige os projectos editoriais das obras latinas de Damião de Góis e André de Resende. Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Comenda da Ordem da Instrução Pública, em 2015."
(Fonte: https://www.goodreads.com/author/show/6389608.Manuel_Cadafaz_de_Matos)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

05 maio, 2023

SANTOS (Edurisa), Eduardo dos - A ROTA DE GUERRA DO NORTE DE ESPANHA. [Lisboa], Livraria Civilização, 1938. In-8.º (20 cm) de 210, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Guerra Civil de Espanha, escrito por um jornalista português que acompanhou as tropas de Franco no norte de Espanha.
A Imprensa portuguesa desenvolveu um esforço significativo durante a guerra civil espanhola (1936-1939), para dar a conhecer aos portugueses e ao mundo, as acções armadas e a diplomacia de bastidores. Em serviço de reportagem, com acesso às diferentes zonas de guerra, trabalharam como enviados especiais no país vizinho diversos repórteres nacionais, entre os quais o autor, que cobriu a zona norte de Espanha, andando por terras da Galiza, Astúrias e Cantábria.
"A convite do Govêrno Espanhol, o autor foi, em Julho de 1938, como enviado especial do jornal «O Comércio do Pôrto», percorrer a rota que as tropas do Generalíssimo Franco seguiram no norte de Espanha.
Da missão jornalística de que foi incumbido deu êle nota e conta nalgumas crónicas, escritas com o nervosismo duma viagem apertada e dinâmica, e que dão, agora, forma e vulto a êste livro de impressões vividas, isentas de peias e alheias a paixões políticas ou ideológicas. O autor quis, acima de tudo, ser Jornalista, notulando o que viu e o que sentiu."
(Nota introdutória)
Índice:
A perspectiva da viagem. | De Tuy a La Guardia. | De La Guardia a Baiona. | De Vigo a Santiago de Compostela. | De Santiago de Compostela a Oviedo.| De Oviedo a Gijón. | O amor à Pátria. | De Covadonga a Santander. | De Santander a Santillana del Mar. | De novo, em Covadonga. | O ataque e a defesa de Oviedo. | De Oviedo a Lugo. | De Lugo a Santiago de Compostela. | O aniversário do «Alzamiento Nacional».
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
A BNP tem registado apenas um exemplar na sua base de dados.
25€

04 abril, 2023

NOSSA SENHORA DO CARMO DE GARABANDAL.
A posição a Igreja. Braga, Edições Boa Nova, 1980. In-8.º (17 cm) de 30, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Pequena obra sobre o fenómeno das aparições marianas de Garabandal, Espanha.
Livrinho ilustrado com diversas fotografias em página inteira, onde se contam, entre outras, o retrato do Papa Paulo VI e uma das videntes.
"San Sebastián de Garabandal (em português: São Sebastião de Garabandal), mas normalmente chamada apenas de Garabandal, é uma aldeia rural situada na montanha de Peña Sagra, na região norte de Espanha. Localizada na comunidade autónoma de Cantábria, a cerca de 600 metros de altitude, Garabandal fica a cerca de 55 quilômetros de Santander, capital cantábrica, e a cerca de 400 quilómetros da capital espanhola, Madrid. Estima-se que a sua população ronde, atualmente, os 300 habitantes.
As aparições de Garabandal: Desde 1961 até 1965, quatro meninas, de onze e doze anos de idade - Mari Loli Mazón, Jacinta Gonzalez, Mari Cruz Gonzalez e Conchita Gonzalez -, afirmaram ter presenciado inúmeras aparições e recebido mensagens de São Miguel Arcanjo e da Santíssima Virgem Maria (sob a advocação mariana de Nossa Senhora do Monte Carmelo). Em quase 3.000 aparições públicas, elas constituíram um dos fenómenos sobrenaturais mais extraordinários do final do século XX, com momentos de quedas em êxtase das meninas videntes, comunhões eucarísticas milagrosas, entre outros. Tais eventos foram testemunhados por milhares de pessoas e registadas em fotografias e gravações de vídeo."
(Fonte: Wikipédia)
"Obediente e submisso à hierarquia, o Autor põe esta obra, incondicionalmente, nas mãos da Autoridade Eclesiástica, disposto sempre a suprimir o que ela suprima e modificar o que ela modifique, aceitando, a partir deste momento, as suas decisões PRO ou CONTRA Garabandal, até ao dia em que as interrogações terminem e dispondo-se mesmo a retirar a edição deste livro, no momento em que o Arcebispo, a cuja diocese pertence, lhe fizesse, a tal respeito,a mais pequena referência."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

02 fevereiro, 2023

CASTELLO BRANCO, Camilo - AMOR DE PERDICIÓN : novela completa.
Por...
Madrid, Revista Literaria Novelas y Cuentos, 1950. In-8.º (22,5 cm) de 65, [3] p. (inc. capas) ; B.
Capa (belíssima) do conhecido ilustrador andaluz Manolo Prieto (1912-1991).
Novela completa: Una emoción desgarradora impregna los capítulos de esta historia, acerca de la qual ha dicho Unamuno: "Es la novela de pasión amorosa más intensa y más profunda que se haya escrito en la península, y uno de los pocos libros representativos de nuestra común alma ibérica.
Amor de Perdição, obra maior de Camilo Castelo Branco, e uma das mais emblemáticas da literatura nacional, aqui apresentada sob a forma de "folheto de cordel"(!) - publicação semanal duma revista madrilena - a Revista Literaria Novelas y Cuentos, datada de 10 de Dezembro de 1950. O formato editorial e fraca qualidade do papel remete para o atraso e pobreza generalizada em que se encontrava mergulhado o país vizinho, uma década após o final da Guerra Civil.
O romance é precedido de um breve resumo bio-bibliográfico de Camilo e do Amor de Perdição.
Peça camiliana rara, com interesse para a bibliografia do grande prosador.
"Amor de Perdición", segundo Azorin, "es una de las novelas más intensas que ha producido la literatura portuguesa..." Fué escrita en 1861, durante la permanencia de su autor en una carcél de Oporto, a la cual le llevó un escandaloso proceso de adulterio. "Amor de Perdición" es el relato vivido de los trágicos amores de un tio suyo. La novela tiene bien justificado su título, puesto que en ella el amor es la causa de la perdición de todos sus personajes pricipales, tan hábilmente descritos por el agudo ingenio de Castello Branco, que vertió todas las exquisiteces de su pluma en esta obra maestra."
(Excerto do Resumo)
"Hojeando los libros antiguos de registro de la cárcel de la audiencia de Oporto, leí en el de entradas de presos de 1803 a 1805, al folio 232, lo siguiente:
"Simón Antonio Botello, que asi dijo llamarse, soltero, estudiante de la Universidad de Coimbra, natural de la ciudad de Lisboa, y residente en Vizeu en la época en que fué denetido, de dieciocho años de edad, hijo de Domingo José Correia Botello y de doña Rita Preciosa Caldeira Castello Branco, estatura ordinaria, cara redonda, ojos castaños, pelo y barba negros, vestido con chaquetón de bayeta azul, chaleco de color y pantalón de paño pardo. Cuyo asiento fué echo por mí, y lo firmo.
Felipe Moreira Diaz."
Al margen izquierdo del asiento se ve escrito:
"Salió para la India en 17 de marzo de 1807."
No entiendo que sea confiar demasiado en la sensibilidad del lector el creer que la deportación de un joven de dieciocho años le ha de causar lástima."
(Excerto da Introduccion)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, alvo de restauro, bem como a segunda folha de texto. Terceira folha apresenta pequena falha de papel no pé, com perda de suporte, afectando marginalmente o texto.
Muito raro.
Com interesse camiliano.
35€

12 outubro, 2022

ACTA GERAL DA DELIMITAÇÃO ENTRE PORTUGAL E ESPANHA.
Desde a Foz do Rio Minho até a confluencia do Rio Caia com o Rio Guadiana assinada em Lisboa em 1 de dezembro de 1906
. Lisboa, Imprensa Nacional, 1907.In-4.º (23,5 cm) de 134, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Documento histórico.
Trata-se do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha que fixou definitivamente a linha de fronteira entre os dois países, com excepção de Olivença - questão que opõe os dois países desde 1801, e que foi "contornada". Em 1927 registou-se uma actualização do tratado pelo convénio de 17 de Julho, passando agora, da “foz do rio Cuncos até à do rio Guadiana”.
"Sua Magestade El-Rei de Portugal e dos Algarves e Sua Magestade El-Rei de Espanha, desejando que a linha de fronteira internacional, divisoria de ambos os paises, desde a foz do Rio Minho até a confluencia do Rio Caia com o Rio Guadiana, cujos principaes pontos ficaram mencionados no Tratado de limites entre Portugal e Espanha, assinado em Lisboa em 29 de setembro de 1864, seja fixada com toda a precisão e de modo tal que não possa, no futuro, dar logar a qualquer duvida, tanto no que respeita á linha de separação de ambas as soberanias, como no que se refere aos direitos respectivos dos povos confinantes."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar em brochura, revestido de capas simples, lisas, de protecção, em bom estado de conservação. Folha de ante-rosto apresenta mancha antiga.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível