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30 maio, 2026

BASTOS, Francisco Leite -
MALDITAS CARTAS : comedia em 1 acto.
Original por... Representada a primeira vez no Theatro da rua dos Condes. Lisboa, Typographia de F. J. Gonçalves, 1865. In-8.º (16,5x11,5 cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho muito curioso, sendo este uma das primeiras produções do autor. Trata-se de uma peça de costumes, onde o autor desmonta com graça a astúcia pelintra e bem falante dos "figurões" que na época davam o "golpe" nas moças incautas. No final, o intuito moralizador da peça permite que tudo acabe em bem.
O livrinho encontra-se pejado de correcções e anotações coevas a tinta. Inclui ainda um desenho a lápis da "cena" de interiores a três dimensões no verso na f. rosto. Exemplar do autor? Exemplar de cena?
"José só
(á janella fazendo visagens para a rua). Sim, meu bem, meu pastel de nata, meu... Queres fallar-me? Sem falta? Hoje? Quando o casmurro saír? Pois sim, não faltarei. (para a scena). Isto é que é derriço. (para a rua). Ah!... Adeus; então adeus. Olha (atirando-lhe um beijo) ahi váe para o caminho: saudades á familia e recommendações ao papá. (descendo á scena). Parabens, sr. José Minhoto; é v. s.ª o futuro de uma capellista baixinha, trigueirinha, bonitinha e... Agora vejo que vim a Lisboa fazer alguma coisa. Conquistei em menos de quinze dias a filha do sr. Bigorna, casmurro de feio nome, e horrenda cara. Mas... Mas tudo isto não é devido ao meu trabalho, que lá isso sei eu, que não tenho barbas para tanto. A umas cartinhas de amor, que eu, com muita esperteza, empalmei ao patrão, e ainda com maior labia offereci á capellista, é que eu devo todo este cantar de papo! Pois então! A rapariguinha anda mesmo louca por mim; de sorte que tenho sempre charutos de môfo, trincadeira de vez em quando; e tudo isto são coisas, que se não prendem o coração, acorrentam pelo menos o estomago e afinam muito melhor a garganta. (canta:)

Esta vida de criado
Não me offerece garantias;
Pela vida de criado
Já não tenho sympathias.

Vou largar, já sem demora
Uma vida tão cruel,
E biscar melhor fortuna
Em qualquer lua de mel.

Agora é descançarmos das fadigas. (senta-se).

(Scena I)

Francisco Leite Bastos (Lisboa, 1841-1886). "Dramaturgo, romancista popular e jornalista. Dos 17 aos 22 anos, foi escrevente na Repartição do Major-General da Armada, lugar que deixou para viver apenas das letras. Foi, descontinuadamente, redactor do Diário de Notícias e deu colaboração a outros jornais de Lisboa. O seu teatro teve, à época, bastante êxito dada a imaginação que demonstrava e a crítica de costumes que continha, o que não obstou a que a sua peça O incendiário da Patriarcal, quando foi estreada no Ginásio, fosse pateada. À reacção da plateia, contrapôs o autor, de uma frisa, com um discurso fortemente insultuoso dos espectadores que, perante os impropérios que lhes eram dirigidos, romperam numa longa ovação. De qualquer forma, não voltou a escrever teatro, embora o tema daquela peça lhe tenha servido, depois, para um folhetim.
Teve também êxito a escrever folhetins e romances populares, mais pela desmedida imaginação do que pelo português que era descuidado por muito apressado. Na sua ânsia de publicar para viver, compôs um volume de continuação de Rocambole, quando aquela obra foi pela primeira vez publicada em Portugal. O livro devido a Leite Bastos, cuja acção decorria em Londres, intitulava-se As maravilhas do homem pardo e nenhum dos muitíssimos leitores dos numerosos volumes deu por nada, como conta Mayer Garção em Os esquecidos (Lisboa: 1924, p. 15). Aliás, As maravilhas do homem pardo foram reeditadas em 1915, em Lisboa, como sendo a 12ª. parte de Rocambole.
Figura característica da vida lisboeta, percorria as ruas da capital numa pequena carroça, puxada por um cavalo, que devia a alimentação à caridade dos lojistas que seguiam os folhetins do dono a quem o equídio acompanhava nas suas peregrinações pelas tabernas mais típicas, partilhando do vinho que nelas lhes ia sendo servido."
(Fonte: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=7678)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Revestido de capas simples, lisas, com título manuscrito.
Raro.
45€

08 janeiro, 2025

BASTOS, Leite -
LETRAS E TRETAS.
Por... Leitura para Caminhos de Ferro. Lisboa, Livrarias de Campos Junior - Editor, [1866]. In-8.º (14,5x10 cm) de 94, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante colecção de textos - contos, crónicas e histórias - pela pena de Leite Bastos, conhecido autor de romances históricos da segunda metade do século XIX, publicados na apreciada colecção "Leitura para Caminhos de Ferro".
"Estavamos á mesa de um dos cafés de Lisboa.
Tratava-se de casamentos extravagantes. Um dos sujeitos que até então se conservara na espectativa acercou-se de nós e disse:
- Querem saber a historia do meu casamento? Asseguro-lhes que é original. Não me consta de pessoa alguma que se casasse assim como eu me casei.
- Então como se casou o senhor?
- A toque de fogo! [...]
Bento José das Neves é o meu nome, sou proprietario e accionista do theatro da rua dos Condes... [...]
Um dia ao entreabrir da manhá, um visinho mercieiro que defrontava com a minha casa, deu-me parte, de passagem, que sua irmã mais nova vinha para a companhia d'elle.
Dei-lhe os parabens e não fiz cabedal do caso, de simplissimo e naturalissimo que era.
Note bem que eu sou miope desde que me entendo. Não vejo um palmo adiante do nariz. [...]
Chegou a mana do mercieiro. O meu barbeiro, ao escanhoar-me os queixos, deu-me parte do acontecimento e acrescentou:
- Ahi tinha agora você, seu Bento, bôa occasião de mudar de estado. A irmã do Manuel deve ter os seus vintens, você tambem tem de seu, por que se não resolve ao casorio d'esta vez?! [...]
Lá estava ella! Foi o demonio a curiosidade que me trahiu! [...]
Eu sempre gostei de mulheres claras; aquella era mesmo da côr do papel almaço, e atirava assim para um esverdeado que lhe ficava a matar. [...]
Estava com vontade de lhe dizer alguma coisa e perguntei-lhe como se chamava.
- Margarida.
- Oh! magia dos meus encantos! exclamei.
- E a sua pessoa, perguntou ella.
- Bento José das Neves, respondi logo.
- Meu avô teve um creado d'esse nome. (O avô guardava porcos no Alemtejo e fazia gaitas para vender aos pastores do logar. Era um grandissimo ratão se não mente a fama)."
(Excerto de A toque de fogo)
Indece:
Notae bem | Fraquezas do proximo: - Preliminar; Amor a quanto obrigas; Amostinhas lyricas; A primeira receita infalivel; Na sala de espera; Applicação do elexir; Um parenthese;  A rede de arrastar; Os alarves favorecidos pelo providencia. | Padecimentos chronicos | O Barba Longa | O deficit | A toque de fogo: No botequim: - capitulo preambular; Quem era o homem; Ai!; A entrevista; Que chalaça; O abysmo. | Pobres e ricos |  O potosi d'um actor dramatico: Preliminar;  Em casa do auctor; Na rua, no botequim, e até no inerno se o diabo quizesse negocios com litteratos de taxa e meia; Homero era um pedaço d'asno ao pé de mim; Certezas e incertezas - Coisas do Arco da Velha; Representa-se hoje uma peça do nosso amigo o sr. Fulano de tal; As palmas na platéa e os abraços no foyer; A prosa da vida.
Francisco Leite Bastos (1841-1886). "Jornalista e romancista, foi, no início da sua actividade profissional, escriturário na Repartição do Major-General da Armada, mas demitir-se-ia aos 22 anos, dedicando-se a partir daí exclusivamente à escrita.
Destacou-se sobretudo como autor de dramas e comédias folhetinescas, mas também escreveu romances, quase todos retratando episódios relacionados com crimes, de que são exemplo O Incendiário da Patriarcal, O Crime de Matos Lobo, Os Crimes de Diogo Alves, Os Trapeiros de Lisboa, A Calúnia, O Último Carrasco, Os Sapatos de Defunto e O Crime do Corregedor, sendo considerado mesmo um dos precursores do género policial."
(Fonte: https://www.goodreads.com/author/show/4786601.Leite_Barros)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Capas frágeis, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
45€

11 outubro, 2024

BASTOS, Leite -
PRIMAVERAS DE CINTRA.
Por... Leitura para Caminhos de Ferro. Lisboa, Livrarias de Campos Junior - Editor, [18--]. In-8.º (14,5x10 cm) de 188, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra publicada na apreciada colecção "Leitura para Caminhos de Ferro", composta uma série de histórias, sendo a primeira do conhecimento do autor, um conjunto de reflexões - Excerptos - e uma novela - Folhas seccas.
Raro e muito interessante.
"Ha um anno quem passasse pela rua dos Calafates, havia de reparar n'um pobre velho que ali morava na loja que faz quina para a travessa dos Fieis de Deus, e que, a despeito de suas cans e dos seus setenta e oito annos, ainda trabalhava pelo officio de marcineiro, desde o romper do sol até ao cerrar da noite. [...]
O honrado artista chamava-se Francisco Manoel da Cunha.
Um dia chamei-o á minha casa a pretexto de o encarregar de uns trabalhos da sua arte.
Não se fez esperar; mandei-o sentar junto de mim e perguntei-lhe:
- Por quem traz luto, sr. Francisco da Cunha?
- Por meu filho. Vai em quinze mezes que Deus m'o levou para si. Pobre moço! bom de lei era elle, generoso de coração e honrado como poucos, Coitado! já não existe, morreu para ahi com o sangue requeimado nas veias."
(Excerto de Folhas seccas)
Índice:
Na Peninha | O demonio conjugal : esboço de uma scena familiar | Ave-Maria | Leandro do Carvalhal. Memorias de sua vida e feitos | Excerptos (de um livro inedito que não se propõe a levar nenhuma alma ao céo) | Folhas seccas.
Francisco Leite Bastos (1841-1886). "Jornalista e romancista, foi, no início da sua actividade profissional, escriturário na Repartição do Major-General da Armada, mas demitir-se-ia aos 22 anos, dedicando-se a partir daí exclusivamente à escrita.
Destacou-se sobretudo como autor de dramas e comédias folhetinescas, mas também escreveu romances, quase todos retratando episódios relacionados com crimes, de que são exemplo O Incendiário da Patriarcal, O Crime de Matos Lobo, Os Crimes de Diogo Alves, Os Trapeiros de Lisboa, A Calúnia, O Último Carrasco, Os Sapatos de Defunto e O Crime do Corregedor, sendo considerado mesmo um dos precursores do género policial."
(Fonte: https://www.goodreads.com/author/show/4786601.Leite_Barros)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Capas frágeis, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
35€

14 maio, 2024

BASTOS, Leite - O MARQUEZ DE POMBAL E A EXPULSÃO DOS JESUITAS. Lisboa, Typographia da Empreza Serões Romanticos, [1882]. In-8.º (20,5x13 cm) de 32 p. ; E.
1.ª edição.
Narrativa histórica publicada por ocasião das celebrações do Centenário do Marquês de Pombal.
Exemplar muito valorizado pela magnífica encadernação executada nas oficinas de mestre Frederico de Almeida.
"Era fins de Setembro de 1759, pelas horas tristes e monotonas de uma noite sombria e carregada de brumas pardacentas.
Em uma das salas do regio paço da Ajuda, o recento conde de Oeiras, recostado na sua ampla cadeira de espaldar, que alguns dos principaes personagens da côrte rodeava de pé, em attitudes repeitosas e graves, acabava de ouvir da bôca do seu secretario particular: «que as ordens d'el-rei estavam cumpridas, quanto ao embarque dos jesuitas que tinham vindo de Azeitão e n'esse momento estavam sendo recebidos a bordo do brigue S. Nicolau, prestes a largar ferro, afim de os levar a Civita-Vechia.»
De facto, lançando-se uma vista d'olhos para a janella que ficava em frente, viam-se ainda no rio as ultimas galeotas demandando a prôa do brigue S. Nicolau.
Eram cento e trinta e tres os padres jesuitas que essas galeotas conduziam.
Tinham vindo effectivamente da quinta de Azeitão, onde estavam prezos.
Poucos dias depois o brigue S. Boaventura, que estava no nosso ancoradouro, devia conduzir os 120 que restavam.
Ficavam ainda mais cento e vinte e quatro, nos subterraneos da torre de S. Julião da barra, d'onde só mais tarde apenas quarenta logravam sair com vida.
Assim, em pouco mais de duas semanas, foram proscriptos e banidos do reino os opulentos e poderosos padres da Companhia, e completo o pensamento inicial do grande estadista, ao assumir a direcção suprema dos negocios."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Leite Bastos (1841-1886). "Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias, nascido a 17 de setembro de 1841, em Lisboa, e falecido a 5 de dezembro de 1886, na mesma cidade. Apesar da ausência de formação literária, os seus escritos - peças, crónicas  e romances - gozaram no seu tempo, de um relativo êxito popular. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. Deu sequência ao Rocambole, de Ponson du Terrail, em Maravilhas do Homem Pardo. Toda a sua obra jornalística e literária se pauta pela crítica de costumes."
(Fonte: Infopédia)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na pasta anterior. Conserva as capas de originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Aparado e pintado à cabeça.
Raro.
Indisponível

25 junho, 2018

BASTOS, Francisco Leite - GLORIAS DO TRABALHO : drama em tres actos. Original De... representado repetidas vezes no Theatro das Variedades. Precedido de um parecer do Sr. A. da Silva Tullio. Lisboa, Livraria do sr. Campos Junior, [1865]. In-8.º (17 cm) de 51, [1] p. ; B. Col. Theatro Escolhido, N.º 10 - 2.ª Serie - IV
1.ª edição.
Obra raríssima. Trata-se da segunda publicada pelo autor; a 1.ª, igualmente uma peça de teatro, foi Consequencias de uma inicial : comedia original em um acto (1863), também representada no Teatro das Variedades. De acordo com uma biografia da época, «As glorias do trabalho», "que também obteve grande ovação, era um drama que denotava verdadeiro talento, mas em que se conhecia a falta de estudo e de instrucção" do autor.
"A critica e o publico acceitaram o presente drama e festejaram-no na imprensa e no theatro, como elle foi escripto, e com favor tal que nunca julguei merecer.
Para essas dividas de gratidão é que de certo não ha resgate. A tão benevolos estimulos respondo apenas com o meu evangelho - o trabalho.
Trabalharei pois: e oxalá no futuro eu possa por elle tornar-me util; e os generosos amigos, que ora vêem espalhar flores n'este caminho abrolhoso, aonde só espinhos se encontram, não tenham de pejar-se ante a inutilidade de seus desejos.
São estas as minhas aspirações - estes os votos do meu eterno reconhecimento."
(Preâmbulo)
"A comedia-drama, em tres actos, original, intitulada Glorias do trabalho, sobre ter por argumento um thema recommendavel, está escripta e dialogada com muita propriedade; tem bons typos; boa doutrina; os actos fecham com lances e ditos de seguro effeito scenico; e em summa é uma peça que muito folgo de approvar com louvor."
(Parecer)
Francisco Leite Bastos (1841-1886). “Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias, nascido a 17 de setembro de 1841, em Lisboa, e falecido a 5 de dezembro de 1886, na mesma cidade. Apesar da ausência de formação literária, os seus escritos - peças, crónicas  e romances - gozaram no seu tempo, de um relativo êxito popular. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. Deu sequência ao Rocambole, de Ponson du Terrail, em Maravilhas do Homem Pardo. Toda a sua obra jornalística e literária se pauta pela crítica de costumes.”
(Fonte: infopédia)

Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação.
Muito raro.
Sem registo na BNP.
35€

22 outubro, 2017

BASTOS, Leite - SAPATOS DE DEFUNCTO. A Comedia Burgueza. Por... Com uma introducção por Gervasio Lobato. Illustrações: Dezenhos de Manuel de Macedo. Gravuras de Alberto. Lisboa, Empreza do Occidente, MDCCCLXXXII [1882]. In-8.º (17 cm) de 200 p. ; il. ; E. Bibliotheca Portugueza do «Occidente».
1.ª edição.
Ilustrada com belíssimos desenhos de mestre Manuel de Macedo.
"O interessante romance que vae lêr-se, ilustrado brilhantemente por Manuel de Macedo, é o primeiro de uma serie d'estudos do natural, que Leite Bastos prepara, sob o titulo generico de Comedia Burgueza. [...]
Estas linhas, escriptas a correr para as primeiras paginas de Sapatos de Defuncto, tem apenas por fim annunciar ao publico o apparecimento de uma obra notavel, que ha de fazer sensação em Lisboa."
(Excerto da introdução)
Francisco Leite Bastos (1841-1886). "Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias, nascido a 17 de setembro de 1841, em Lisboa, e falecido a 5 de dezembro de 1886, na mesma cidade. Gozou, no seu tempo, de um relativo êxito popular. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. Deu sequência ao Rocambole, de Ponson du Terrail, em Maravilhas do Homem Pardo. Toda a sua obra jornalística e literária se pauta pela crítica de costumes."
(Fonte: infopédia)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas. Apresenta oríficios de insecto nas pastas com pouco impacto visual, e sem afectar o miolo.
Raro.
Indisponível

29 setembro, 2017

BASTOS, Leite - PROSAS ALEGRES. Precedidas da apreciação litteraria do auctor por Julio Cesar Machado e Gervasio Lobato. Lisboa, Typographia da Bibliotheca Horas de Leitura, 1883. In-8.º (19cm) de 253, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Miscelânea de vários assuntos: um conjunto de pequenas crónicas, histórias de cariz pessoal e dois contos históricos. Obra rara, talvez a mais invulgar da bibliografia do autor, que pela sua estrutura e composição, a diferencia de tudo o que Leite Bastos havia publicado até então, ou viria a publicar.
"Dando ao prelo alguns dos mais chistosos folhetins d'este escriptor extraordinario, para o qual nenhuma fórma litteraria é desconhecida, desde o romance emaranhado e phantastico, ao estudo detido do natural, com todos os processos de observação e rigor de realismo impressionista, pômos em evidencia mais uma das qualidades d'essa individualidade caracteristica e singular, cujos poderosos dotes de engenho são geralmente conhecidos e apreciados pelos homens de letras mais notaveis."
(excerto da apresentação do editor)
"Era de poucas fallas, afeito ao tempo, rijo, secco, destemido; de physionomia tempestuosa, olhar curiscante.
Não se ria nunca. Nem era para graças. Sorria apenas em raras occasiões mas cada um d'esses sorrisos era como pronuncio de aguaceiro certo.
Havia uma só coisa capaz de o empalidecer  deveras: - o malsim da casinha! - duas que o obrigavam a decobrir-se: - quando passava Nosso-Pae ou quando lhe davam a gorgeta.
Esta geração de agora, calça por outro sapateiro, e já não tem pernas para aquellas botas collosaes, que elle usava no mais perfeito accordo com duas enormes esporas, cujas rosetas formidaveis seriam capazes de rasgar o ventre a uma baleia."
(excerto de O antigo boleeiro)
Índice:
O Auctor [apresentação do editor, Gervásio Lobato e Julio César Machado]. ǀ Horas Aziagas. ǀ Só duas palavras. ǀ Um caso de consciencia. ǀ O Homem das meias de seda. ǀ O menino entre os doutores. Scenas da emigração. I - Á Procura de Fortuna; II - A carta do Brazil. ǀ Dois Santinhos da côrte do céo. ǀ O actor Alvaro. ǀ Primeiros amores do Marquez de Pombal. Operarios do mal (Excerto de um inedito). I - Ratos de Sachristia; II - Politica de agua benta. ǀ A curiosidade dramatica. ǀ Abnegação de mãe. ǀ Rapaziadas do seculo XIX. ǀ O antigo bolieiro. ǀ O comparsa.
Francisco Leite Bastos (1841-1886). “Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias, nascido a 17 de setembro de 1841, em Lisboa, e falecido a 5 de dezembro de 1886, na mesma cidade. Gozou, no seu tempo, de um relativo êxito popular. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. Deu sequência ao Rocambole, de Ponson du Terrail, em Maravilhas do Homem Pardo. Toda a sua obra jornalística e literária se pauta pela crítica de costumes.”
(fonte: infopédia)
Belíssima encadernação em meia de pele com cantos, e dourados gravados nas pastas e na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Indisponível

12 fevereiro, 2015

BASTOS, Leite - O HOMEM DAS MEIAS DE SEDA. Scenas da vida de Lisboa. Numero I. Lisboa, Typographia e Lithographia Portugueza, 1882. In-8º (19cm) de 32 p. ; B. Col. Prozas da Vida Alegre, I
1.ª edição.
Novela de costumes.
"Temos a flôr do caixeiro da baixa, mas sem espirito de ouvido nem maneiras de academia de dansa.
Um verdadeiro prodigio!
Veste do Keil, calça do Stelpflug, perfuma-se no Baron, tem sempre uma formosa camelia para collocar na carcella do seu fraque de domingo, charutos dos mais escolhidos para si e para os amigos, vive como um Kédiva rodeado de mulheres, de costumes faceis, gasta como um principe, e o que é mais prodigioso, o que lhe dá sobre todos os seus collegas uma superioridade incontestavel, é a circumstancia de não usar meias... que não sejam de seda!"
(excerto do Cap. I, O heroe)
Francisco Leite Bastos (1841-1886). “Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias, nascido a 17 de setembro de 1841, em Lisboa, e falecido a 5 de dezembro de 1886, na mesma cidade. Gozou, no seu tempo, de um relativo êxito popular. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. Deu sequência ao Rocambole, de Ponson du Terrail, em Maravilhas do Homem Pardo. Toda a sua obra jornalística e literária se pauta pela crítica de costumes.”
(in http://www.infopedia.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com falha de papel nos cantos superiores.
Raro.
Indisponível

16 setembro, 2014

BASTOS, Leite - AS TRAGEDIAS DE LISBOA. Edição Illustrada. Volume I [II, III, e IV]. Lisboa, Typographia das Horas Romanticas, 1878-1879. 4 vols in-8º (19,5cm) de 444, [4] p. ; [6] f. il. (I), 436, [4] p. ; [6] f. il. (II), 412, [4] ; [6] f. il. (III) e 466, [6] p. ; [9] f. il. ; E. Horas Romanticas : Bibliotheca Selecta Illustrada
1.ª edição.
Ilustrada com belíssimas gravuras desenhadas por Manuel de Macedo, e superiormente executadas pelos gravadores Alberto, Pastor e Severini. As estampas encontram-se impressas em folhas separadas das páginas de texto, ao longo dos 4 volumes que compõem a obra.
Conjunto de novelas policiais, em 4 volumes, na sua edição original. Trata-se da obra de fôlego de Leite Bastos, justamente considerado um dos precursores da Ficção Policial em Portugal.
Novelas que integram a obra:
- O Homem-demonio. - O Invisiveis de Lisboa. - Proezas de Satan. - Pactos de crime. - Nas espheras douradas. - O testamento do millionario. - O club dos gravatas lavadas. - O cadaver do Rio Secco. - Proezas de Wassily. - O segredo do maçon. - As memorias do finado. - Gloria ao amor.
                          ........................................................
"Era o club dos Gravatas lavadas uma associação temivel e poderosa, que mais tarde, nos seus periodos de decadencia, deu o processo celebre, conhecido pela designação Olho vivo.
Dirigida por um conselho secreto, nem sempre os seus associados conheciam o segredo e fins da instituição a que estavam ligados.
Para esses, não passava de uma loja maçonica, como tantas outras que então havia, sem constituição legal, e que trabalhavam para fins exclusivamente politicos.
Mas os verdadeiros intuitos do club, segundo a sua constituição secreta, eram bem diversos.
Elles apoderavam-se de heranças importantes, simulando testamentos, e inventando herdeiros, propunham demandas, a fim de obterem uma conciliação rendosa; e para que nenhum ardil escapasse ao seu fim exclusivo de roubar a toda a gente, dispunham tambem de certa classe de mulheres que sabem insinuar-se no animo de pessoas poderosas, por dinheiro e posição, e lhes eram de grande auxiliar.
Esta associação fôra constituida por Thadeu Jacob, seguido de um grupo de dissidentes que se desligaram da loja Abnegação, a que presidia Camillo de Magalhães, o merceeiro da Praça da Figueira."
(excerto do texto, O club dos gravatas lavadas)
Francisco Leite Bastos (1841-1886). Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. "É considerado um dos precursores da Ficção Policial portuguesa. Além de romances, também se dedicou à narração de crimes célebres e da vida e punição dos seus autores."
Encadernações coevas em meia de pele com ferros gravados a ouro nas lombadas. Sem capas de brochura.
Exemplares em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

13 abril, 2014

BASTOS, Leite - O CRIME DE MATTOS LOBO. Por... Illustrações de Manuel de Macedo. Lisboa, Officina Typographica de J. A. de Mattos, [187-]. In-8º (17cm) de 262, [2] p. ; [4] f. il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrado com quatro belíssimas estampas da autoria de Manuel de Macedo intercaladas no texto.
Mattos Lobo, o último criminoso enforcado em Lisboa, é o protagonista desta obra de Leite Bastos.
"A casa ficava proximo do arco grande da rua do Alecrim, que é uma especie de West-end de Londres.
É de tres andares e tem duas frentes, para a rua de S. Paulo n.º 5 e para a rua Nova do Carvalho.
A rua é de grande movimento; a circulação não cessa alli desde manhã até ao cahir da tarde.
Depois, á noite, é silenciosa e triste."
(excerto do texto)
Francisco Leite Bastos (1841-1886). Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários. "É considerado um dos precursores da Ficção Policial portuguesa. Além de romances, também se dedicou à narração de crimes célebres e da vida e punição dos seus autores."
Encadernação inteira de carneira com rótulo e dourados gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Raro.
Indisponível

03 junho, 2013

BASTOS, Leite : O ULTIMO CARRASCO (Luiz Negro). Por... Lisboa, Officina Typographica de J. A. de Mattos, [1880]. In-8.º (19 cm) de 272, [3] p., [4] p. il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada com 4 belíssimas estampas em extratexto.
«O Último Carrasco» é um romance histórico, cuja acção decorre no século XIX, e que relata a vida de Luís António Alves dos Santos, o “Negro”, o último carrasco português.
Francisco Leite Bastos (1841-1886). “Jornalista, autor de contos e romances policiais, dramas e comédias, nascido a 17 de setembro de 1841, em Lisboa, e falecido a 5 de dezembro de 1886, na mesma cidade. Gozou, no seu tempo, de um relativo êxito popular. Colaborou no Diário de Notícias e em vários jornais literários.”
Encadernação coeva em meia de pele lisa.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta defeitos nas pastas e na lombada; ostenta carimbo de posse na f. rosto..
Raro.
Indisponível