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28 novembro, 2021

VIEIRA, Affonso Lopes - GIL VICENTE : Monólogo do Vaqueiro.
Vertido e adaptado por...
[S.l.], [s.n. - Typ. "A Editora" - Lisboa], [1910]. In-8.º (19,5 cm) de 31, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Adaptação da histórica peça de Gil Vicente por Afonso Lopes Vieira.
Exemplar muito valorizado pela sua dedicatória autógrafa a Cassiano Neves (1878-1946), médico, professor e político português.
"Em a noite de 8 de junho de 1502, nesta cidade de Lisbôa, e na própria câmara da rainha, nasceu o teatro nacional. Nessa noite, mestre Gyl,
um que não tem nem ceitil
e faz os aitos a el-rei,
representou, em castelhano, o seu «Monólogo do Vaqueiro», ou da «Visitação», que ides ouvir, vertido á letra, em português.
Muito antes de Gil Vicente, - certo é e convem recordá-lo - o povo representava nas igrejas, na largueza dos seus adros ou á sombra das suas naves, os entremeses hieráticos do nascimento e da Paixão de Christo e das vidas dos santos, e cantava os seus vilancicos, bailando suas danças e folias. Mas o «Monólogo do Vaqueiro», naquela noite memoravel, - que vamos procurar reconstituir - começou a fixar e a ordenar o elemento dramático tradicional, dando-lhe vida eterna."
(Excerto do Prólogo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

13 maio, 2020

VIEIRA, Affonso Lopes - A CAMPANHA VICENTINA. Conferencias & outros escritos por... [S.l.], [s.n. - A Editora Limitada, Lisboa], [Ed. Autor], 1914. In-4.º (21 cm) de [2], 257, [13] p. ; [10] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do teatro vicentino.
Livro impresso em papel encorpado, ilustrado ao longo do texto com bonitas vinhetas tipográficas e uma reprodução da portada do Auto da Mofina Mendes com adaptações à moderna apresentação da peça. Contém ainda 10 estampas impressas em separado: a custódia de Gil Vicente; clichés de representações em palco; 2 partituras - A cantiga da Mofina e Conto do Natal.
"Campanha se chamou a este livro, título posto em som de guerra para sugerir o que de esforço combativo se empregou com boa fé, longe e acima de guerrilhas e de seitas. Não me pertence a mim avaliar os meritos e dos resultados desta campanha, se todavia meritos teve e resultados lograr. [...] O autor trabalho como artista, não como sabio letrado. O Vaqueiro e o Diabo achavam-se proficientemente estudados pelos nossos ilustres vicentistas, mas faltava-lhes isto - viverem. [...] O autor aspirou a fazer representar Gil Vicente, a impôr em algumas recitas o seu teatro a um publico alheado ou rebelde, através do scepticismo ou da indiferença de tantos. O seu Gil Vicente - poeta e lavrante do Auto do Ouro Primeiro - sacudiu o pó venerando dos tombos onde os eruditos silenciosos o contemplavam mudo, e veio para a agitação do palco amostrar o seu genio aos portugueses. Trinta e uma figuras resurgiram recitando versos do poeta; trinta e uma almas contidas em tres Autos e dois Monologos."
(Excerto do Prefacio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada. Título de posse na 1.ª folha (em branco).
Muito invulgar.
Indisponível

11 abril, 2020

BRAGA, Theophilo - ESCHOLA DE GIL VICENTE E DESENVOLVIMENTO DO THEATRO NACIONAL. Por... Porto, Livraria Chardron, Casa editora : Sucessores  Lello & Irmão, 1898. In-8.º (18,5 cm) de 586, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Teatro em Portugal. Edição original publicada na apreciada colecção do autor "História da Literatura Portuguesa".
"Os elementos tradicionaes e populares do theatro portuguez a que Gil Vicente deu fórma litteraria, foram a primeira condição para a estabilidade da sua obra; porém, como um genio synthetico, comprehendendo a transição da Edade média para a renascença, amando e servindo o futuro sem renegar o passado, essa obra tornou-se a expressão das necessidades moraes da sociedade portugueza, encantou os espiritos pela sua belleza artistica, exerceu uma influencia profunda no successivo desenvolvimento da Litteratura dramatica. Pelo seu aspecto e espontaneidade popular, ou propriamente pelo caracter medieval, a obra de Gil Vicente tinha de ser mal considerada entre os propugnadores da cultura classica; pela livre critica dos protestos da consciencia, a reacção catholica tinha de combatel-a e de procurar extinguir o seu influxo."
(Excerto de II, Eschola de Gil Vicente)
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

09 agosto, 2015

CASTILHO, Julio de - MOCIDADE DE GIL VICENTE (o poeta) : quadros da vida portugueza nos seculos XV e XVI. Por... Lisboa, Typographia - Rua da Barroca, n.º 72, 2.º andar, 1896. In-8.º (21,5 cm) de 291, [1] p. ; B.
1.ª edição. 
Biografia romanceada de Gil Vicente.
Ilustrada com bonitas vinhetas tipográficas a assinalar o início e final da cada capítulo.
"Ao cavalleiro da resumida Lisboa do seculo XVI torrejava, com as suas muralhas abaluartadas, os seus corucheus de azulejo, o seu arreganho de antiga praça de guerra, e o seu aspecto senhoril, o Castello e Alcáçova dos nossos Reis.
Poucos sitios, na capital portugueza, encerram tantas e tão queridas memorias velhas, como este morro.. Lembranças de Phenicios, Romanos, Godos, Moiros e Portuguezes, enxameiam n'aquelle recinto apertado e pittoresco."
(Excerto do Cap. I, O Paço da Alcáçova de Lisboa)
Júlio de Castilho (1840-1919). “2º visconde de Castilho. Foi o mais velho dos filhos de António Feliciano de Castilho e de Ana Carlota Xavier Vidal. Do pai herdou o título de visconde, que deteve desde 24 de Abril de 1873. Tirou o curso superior de Letras, sendo vários os cargos que posteriormente desempenhou. Poderão destacar-se o de governador civil da Horta (1877 a 1878); o de cônsul-geral de Portugal em Zanzibar (1888); o de bibliotecário, na Biblioteca Nacional de Lisboa; o de professor de História e Literatura Portuguesa do príncipe D. Luís Filipe (desde 1906). Foi correspondente literário do "Diário Oficial" do Rio de Janeiro, sócio correspondente da Academia Real das Ciências, académico honorário da Academia Real de Belas Artes, sócio efectivo da Associação dos Arquitectos e Arqueólogos Portugueses, correspondente do Instituto de Coimbra, do Gabinete Português de Leitura em Pernambuco, do Instituto Vasco da Gama de Nova Goa, da Associação Literária Internacional de Paris, membro honorário do Grémio Literário Faialense e do Grémio Literário Artista da Horta. Foi poeta, tendo publicado o seu primeiro trabalho neste domínio num almanaque de 1854, dramaturgo, tradutor, memorialista e historiador. Produziu igualmente desenhos e pinturas. Conhecido pelo seu interesse pela olisipografia, de que é considerado o fundador, publicou "Lisboa Antiga", em 8 tomos (1879 e 1884 a 1890); "A Ribeira de Lisboa" (1893). Já num outro domínio, publicou "As memórias de Castilho" (1881); "Manuelinas" (1889); "Elogio histórico do arquitecto Joaquim Possidónio Narciso da Silva" (1897); "Amor de mãe: cenas da vida moderna de Lisboa" - 1900; "Os dois Plínios"(1906); "José Rodrigues: pintor português" (1909); "Fastos portugueses" (1918).”
(Fonte: digitarq.arquivos.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis,  com defeitos; manchas de humidade emolduram as capas, as primeiras e derradeiras folhas do livro.
Invulgar.
10€