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07 dezembro, 2025

FONTES, Alexandre - A BANDEIRA. [S.l.], Editor: O Auctor, 1911. In-8.º (21,5x13,5 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de poemas dedicados à República e aos seus heróis, sendo um deles dedicado a Cândido dos Reis. Também o concurso para a nova bandeira nacional, desígnio em que o autor participou com pelo menos duas propostas, é abordado através de três poesias.

"Ha quem prefira o azul, e é a alma da Nação;
Ha quem prefira o verde, e são os conjurados,
Que em epica manhã plantaram denodados
O bellico estandarte e a fé na Revolução."

(Excerto de O azul-e-branco-verde-e-vermelho)

Índice:
Poesia da Revolução | Quem és? | Republica | Authenticos heroes | Candido dos Reis | A Cruz | O passado | O azul-e-branco | O vermelho-e-verde | O azul-e-branco-verde-e-vermelho.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

31 março, 2025

SIGLAS POVEIRAS. Catálogo da Exposição Documental e Bibliográfica
. Póvoa de Varzim, Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, 1979. In-4.º (23x16 cm) de 88, [12] p. ; ul. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da exposição temporária sobre "siglas poveiras", organizado por ocasião da transferência do acervo do Museu para a Associação Comercial, com o intuito de ser levado a cabo obras de restauro e conservação no espaço original, sendo aproveitada a circunstância para divulgar o rico espólio povoense.
Ilustrado com fotografias a p.b. alusivas à exposição, ocupando 7 páginas inteiras.
"Entre os assuntos propostos e discutidos para se iniciar este projecto de exposições, mereceu prioridade o das marcas ou siglas poveiras. Contemplava-se desta forma uma das manifestações mais curiosas da comunidade marítima do burgo e simultaneamente haveria ocasião para se prestar homenagem a António dos Santos Graça, seu primeiro autorizado estudioso, e à própria classe piscatória que durante séculos fez destes sinais seus «brasões de família».
Signo convencional gravado num objecto e destinado a transmitir uma indicação de posse, sem deixar por vezes de estar conotado com a simbologia mítica, a marca ou sigla, é para o pescador poveiro uma espécie de emblemática genealógica com regras precisas na observância do seu uso e transmissão. Na verdade, da casa ao túmulo; dos objectos domésticos às alfaias marítimas; nos arcazes das igrejas locais onde a prática religiosa o levava e nas portas dos templos das terras onde arribava ou ia em devota romagem venerar a imagem de sua devoção; nas embarcações, em que ganhava e arriscava a vida, e até na lousa que no cemitério assinalava a campa quando seus restos  mortais adregavam aí ser recolhidos - esse sinal de figuração geométrica, inspirado no meio circundante, foi utilizado pelos varões da grei como indicativo de propriedade ou presença."
(Excerto do preâmbulo de João Marques)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena mancha.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
35€

01 maio, 2023

BARBOSA, Pedro -
A SIMBÓLICA DO MAL NAS PINTURAS DA IGREJA DA COLEGIADA DE GUIMARÃES
. Congresso Histórico de Guimarães e sua Colegiada. Guimarães, [s.n. - Tipografia Barbosa & Xavier, Lda., Braga], 1981 In-4.º (24,5 cm) de 18 p. (478-489 p.) ; [2] f. il. ; B. Separata do Volume IV das Actas
1.ª edição independente.
Interessante trabalho sobre a simbologia "maléfica" existente na igreja da Colegiada de Guimarães.
Ilustrado em separado com 5 figuras a p.b. distribuídas por 3 páginas impressas sobre papel couché.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Como diz Emile Mâle, para a Idade Média «o mundo pode definir-se: 'Uma ideia de Deus realizada pelo Verbo'. Se assim é, todo o ser esconde um pensamento divino. O mundo é um livro imenso escrito pela mão de Deus, onde cada ser é uma palavra cheia de sentido». A Idade Média é unânime em dizer que o mundo é um símbolo.
É este, realmente, o sentimento que nos fica quando olhamos para o conjunto de pinturas da igreja da Colegiada de Guimarães. Os símbolos multiplicam-se, sucedem-se. [...]
Nos nossos trabalhos sobre a simbólica da igreja da Colegiada de Guimarães, adoptamos uma sistematização artificial dos símbolos, apenas como um auxiliar de trabalho, e é essa sistematização que nos propomos utilizar aqui, para uma maior comodidade nossa:
Dividimos os símbolos em três grupos:
a) do Bem ou da Ordem;
b) do Caos ou do Mal;
c) símbolos neutros.
No presente trabalho interessa-nos a categoria b) que, como é evidente, se encontra também subdividida.
Um primeiro grupo (abusivamente chamado grupo) refere-se à «Adoração do Bode Negro», cena de «sabbat» demoníaco representado na nave central.
Um segundo grupo diz respeito a símbolos isolados. Neste grupo incluímos figuras isoladas que sejam representações do Mal, como certos animais, os dragões, as figuras híbridas...
Em terceiro lugar, os que chamamos símbolos composto e que, no fundo, são cenas que prefiguram o Mal, mas em que existe mais do que um componente. Por exemplo, a cena onde figura um tocador e uma bailadeira e que pode, segundo uma simbólica que nos vem do romântico, representar a luxúria.
Num quarto grupo colocaremos as cenas de psicomaquia (as que o são realidade e aquelas que têm fortes possibilidades de pertencer a este grupo).
Por último, as representações que, sem sombra de dúvida, representam criaturas relacionadas com o Mal e que não conseguimos ainda decifrar o significado."
(Excerto de A simbólica do Mal...)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
15€