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17 setembro, 2025

SEQUEIRA, Gustavo de Matos e CÂNCIO, Dr. Francisco - O RIBATEJO E AS FESTAS CENTENÁRIAS DE LISBOA.
Por... Jornalista e Arqueólogo, e por... Escritor e Jornalista, promovidas pelo Grupo de Coordenação Cultural de Santarém. [S.l.], Edição das Cantinas Escolares de Santarém, 1947. In-8.º (20x14,5 cm) de 36, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história do Ribatejo. Trata-se das conferências de dois eminentes vultos da cultura portuguesa do século XX sobre a zona ribatejana e a sua ligação a Lisboa via Tejo, pronunciadas por ocasião das celebrações do centenário da tomada da capital aos mouros.
"Terra de lavradores e fidalgos, o Ribatejo! Ao contrário do Minho, a lavoura não é só faina de caseiros, mas honra dos proprietários e título da sua nobreza. Grandes nomes de criadores de toiros e de cavalos, de lavradores de searas, vinhas e olivais nos ficaram do passado. Deixaram fama e título ganaderias e coudelarias cujo ferro marcado na carne ainda se tem de cór.; mas a tradição permanece, e hoje ainda os há, e todos os conhecem, lavradores de estirpe, que primam em apurar raças e sangues, na Azinhaga, na Golegã, em Vale de Figueira, em Salvaterra, na Azambuja, em Coruche, em Benavente, no Cabo, em Samora Correia, e noutras terras da riba do sagrado rio que os clássicos poetizaram."
(Excerto da Conferência de Gustavo de Matos Sequeira)
"O Ribatejo, todo ele, tem motivos de ternura e de enlevo, desde as lezírias sem fim dos campos de Vila Franca e Santarém, com os seus toiros bravios e os seus campinos heróicos, até à vegetação luxuriante da Chamusca e aos olivais ricos das chãs ubérrimas da velha Abrantes.
Ao norte, pela margem direita do Tejo além, as colinas e os outeiros, numa leve cordilheira, com os seus casais caiados, perdidos por entre pinhais e searas em plena florescência, as vilas e aldeias, com os campanários das suas igrejas e os restos heróicos dos seus castelos; mais para cima a serrra de Aire com a sua beleza mística, fronteira do Ribetejo, enquadrando um horizonte de glorioso passado e de grandezas mortas.
O sul, com as suas pastagens, as suas valas ensombradas, com as suas povoações ricas de vida agrícola prende em muito a nossa atenção.
Já o tenho dito e parece-me não ficar mal repeti-lo mais uma vez, que o Ribatejo possui um pouco de todas as paisagens de Portugal."
(Excerto da Conferência de Francisco Câncio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
15€

19 fevereiro, 2025

FERREIRA, Luiz Feliciano Marrecas - 
EFFEITOS DOS TREMORES DE TERRA NAS FABRICAS DE ALHANDRA. 
Pelo Engenheiro Chefe da 3.ª Circunscrição Industrial... Boletim do Trabalho Industrial - N.º 32. Relatorio dos Serviços 
da 3.ª Circunscrição dos Serviços Technicos da Industria no Anno de 1909. Lisboa, Imprensa Nacional, 1909. In-4.º (25x16 cm) de 7, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Relatório do responsável técnico do Estado após o sismo ocorrido a 23 de Abril de 1909, com epicentro localizado na costa do Algarve, que atingiu Lisboa, mas sobretudo, a região de Benavente (razão pelo qual foi baptizado com o nome dessa vila), Samora Correia e Salvaterra de Magos, já no Ribatejo. Registaram-se cerca de 40 mortos e 70 feridos.
Trabalho interessante sob o ponto de vista histórico e técnico. Raro. A BNP não menciona.
"Segundo as noticias recebidas dos diversos pontos em que se fez sentir a catastrophe a povoação da margem direita do Tejo mais damnificada foi Alhandra, importante centro fabril, não constando, até o momento em que escrevo, de qualquer fabrica situada noutra região que tivesse soffrido qualquer damno digno de nota.
Impunha-se-me, portanto, como dever a visita ás fabricas da localidade, indo lá investigar especialmente se do estado de ruina das edificações poderia resultar prejuizo para os operarios e quaes as providencias a prescrever, se remedio efficaz não houvesse já sido dado.
Direi, antes da succinta descrição a que vou passar, que vi nos empregados superiores d'ellas a maior solicitude por tudo o que respeita á segurança dos seus operarios e que não ha absolutamente ponto algum onde, com perigo para estes, a laboração tenha continuado.
São quatro as fabricas ali existentes, versando a laboração sobre:
Cimento, fabrica de Antonio Moreira Rato & Filhos.
Ceramica, fabrica de Chamusco & Tavares.
Linho e juta, Companhia Fabril Lisbonense.
Fiação e tecidos, Fabrica de José Ferreira do Amaral."
(Excerto do Relatorio)
Luís Feliciano Marrecas Ferreira (1851-1928). "Nasceu em Évora a 1 de julho de 1851 e faleceu a 4 de junho de 1928. Formou-se em engenharia militar na Escola do Exército, tendo seguido a carreira militar no Exército. Especializado em Matemática, foi lente da Escola do Exército e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da classe de Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais a 1 de abril de 1880, passando a sócio efetivo a 13 de março de 1905, integrando a 1.ª secção (Ciências Matemáticas). Na Academia, foi eleito vogal do Conselho Administrativo a 16 de dezembro de 1909 e a 17 de dezembro de 1918, tendo sido, segundo uma anotação no seu processo, também eleito membro do mesmo Conselho Administrativo entre 1911 e 1914."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/details?id=20723&detailsType=Authority)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

11 fevereiro, 2025

MARTEL, João Filipe Trigueiros de -
O VALE DO TEJO SOB O PONTO DE VISTA AGRONOMICO (subsidios para o seu estudo).
Por... Engenheiro-agronomo. Lisboa, Tipografia Henrique Torres, 1926. In-4.º (25x18,5 cm) de V, [1], 102, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo sobre o Ribatejo e o seu potencial de desenvolvimento agrário. Trata-se do relatório final do curso de Engenheiro Agrónomo do autor.
"A denominação de Ribatejo ou Vale do Tejo, dada á região da bacia do Tejo compreendida entre os paralelos de Lisboa e Golegã, é duma maneira geral, das mais ricas terras do paiz, e susceptivel ainda de colossal desenvolvimento agrícola, atendendo não só á fertilidade dos seus terrenos, mas ainda á sua situação e visinhança da capital. Com faceis meios de transporte, tanto fluviaes, como terrestres, o Ribatejo compõe-se de aluviões com o faciés geral dos systemas dos grandes rios de margens espraiadas que estendem em grandes planicies, até que a montante da Golegã, a orografia nos indica estarmos já na presença duma outra região com caractéres agricolas bastante diferentes d'aquela que desejamos tratar aqui."
(Excerto de I - Generalidades sobre a agricultura no Valle do Tejo)
Sumario:
I - Generalidades sobre a agricultura no Valle do Tejo. II - Terrenos salgados e operações de dessalgue. III - Irrigações, drenagens e enchugo de terras. IV - Generalidades sobre fontes, lençoes de agua, rapido estudo geologico, tectónico, hydrologico e meteorico do Valle do Tejo a juzante de Santarem. V - Estudo rapido por estimativa d'um caso concreto.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Com falha de papel na capa.
Raro.
Com interesse histórico e agrícola.
25€

22 março, 2023

SALINAS DE RIO MAIOR : Sal sem Mar
. [S.l.], Edição da Camara Municipal de Rio Maior, 1956. In-8.º (21 cm) de 4 p. ; B.
1.ª edição.
Folheto curioso de promoção às Salinas de Rio Maior, oito séculos de história e tradição na extracção salineira.
"As Salinas de Rio Maior são uma das maiores atracções turísticas do Ribatejo. Situadas junto à Serra dos Candieiros, a cerca de 30 quilómetros do Mar e à mesma distância do Rio Tejo, constituem uma maravilha da natureza.
Quem passe na Estrada Nacional n.º 1, do Alto da Serra dos Candieiros, vislumbra ao fundo no formosíssimo vale Tifónico de Rio Maior as mais belas Salinas de Portugal, únicas no género e que poduzem o mais rico e fino sal, com a percentagem de 96% de cloreto de sódio.
Todos os visitantes se sentem encantados ao visitar o local das famosas Marinhas de Sal sem Mar, onde o cenário, o pitoresco dos trajos, dos usos, das casas, se aliam para uma agradável impressão de beleza.
A pouco mais de 2 quilómetros de Rio Maior localizam-se as Salinas,  servidas por uma boa estrada de macadame (actualmente em obras de alcatroamento), situadas num vale fértil, no meio de um revestimento vegetal diverso e abundante, pinhais, vinhas, olivais, terras de semeadura.
As Salinas são constituídas por um poço, pelos talhos, pelas eiras, pelos esgoteiros e pelas casas de madeira para armazenagem de sal. O poço localiza-se no meio e a água era dele tirada por duas picotas ou cegonhas, que foram substituidas à pouco por um motor.
Quem no verão chegue ao ,local onde se estendem reluzentes esses talhões, salpicados de curiosas pirâmides, fica na realidade impressionado. Terra por todo o lado e do lado do poente a Serra dos Candieiros, a impossibilitar a hipótese de um braço de mar."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
15€

13 agosto, 2022

TECEDEIRO, Luís António Vaz - MEDICINAL POPULAR DA CHAMUSCA.
[Por]... Médico
. [S.l.], Garrido artes gráficas, 1997. In-8.º (20,5 cm) de 384 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de medicina popular.
Ilustrado ao longo do texto, em página inteira, com tabelas, e 100 gravuras: 98 desenhos de plantas terapêuticas e duas fotogravuras de santos da devoção chamusquense: S. Braz e Nossa Senhora do Pranto.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
A "Medicina Popular da Chamusca" é um trabalho que contém, para além de referências a "Plantas locais de utilização mais frequentes em mézinhas", também "Plantas locais de proibitiva ou mais cautelosa utilização", e ainda considerações sobre "Manipulação das plantas" e "Preparação de algumas mézinhas" bom como dizeres "Por outras coisas da antiga botica caseira", "Pequena súmula terapêutica" e "Crendices, rezas e benzeduras"...
Não se trata de um trabalho exaustivo - está bem de ver - mas é suficientemente esclarecedor, neste aspecto deste progressivo concelho ribatejano, que vimos citando."
(Sinopse retirada da badana anterior)
"Ingénuo e boçal, inculto e tradicionalista o povo ainda acredita com certa frequência que existe o "mau olhado", "mal de inveja", ou "quebranto" e que os "espíritos" - as "almas do outro mundo"... - vagueiam pela terra como lobisomens" metendo medo a horas mortas a familiares, vizinhos ou amigos quando não tenham tido lugar no "Céu...", no "Purgatório...", nem no "Inferno". Na mesma ordem de ideias também está convicto que determinadas "benzeduras" ou "rezas" podem trazer saúde a quem sofre de doenças, fazer aparecer coisa desaparecida, evitar calamidades e, inclusive, esclarecer qualquer dúvida ou eventual suspeita!..."
(Excerto de "Crendices", "rezas" e "benzeduras" - a) Considerações gerais)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
35€

20 março, 2021

SALVATERRA, Rui de - ANTÓNIO LUÍS LOPES. (O cavaleiro ribatejano). Sua vida. Sua carreira artistica
. Lisboa, [Edição do Autor]. Composto e impresso na Tipografia Beleza, [1930]. In-8.º (17,5 cm) de 103, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Biografia do cavaleiro ribatejano Luís António Lopes, figura de proa do toureio equestre nacional nas décadas 20/30 do século passado.
Na época, o homenageado dividiu os êxitos e as praças com outras grandes figuras da lide a cavalo, entre outros - e especialmente -, João Branco Núncio, de quem foi padrinho de alternativa.
L
ivro muito ilustrado ao longo do texto com fotogravuras a p.b. e um retrato do biografado, no início, em página inteira.
"António Luís Lopes, o cavaleiro ribatejano de que nos vamos ocupar, tem timbrado sempre em manter uma personalidade propria, um modêlo sui-generis, sem cópias reles e degradantes, individualisando-se, usando um processo seu, superior, inconfundivel.
É incontestavelmente o cavaleiro tauromaquico português que melhor e mais sabiamente soubre interpretar a maravilhosa arte do Marquês de Marialva, arte portuguesissima, cheia de valentia e de nobreza, quando posta em prática com o rigor clássico de que nos falam os velhos livros de cavalaria."
(Excerto da introdução - Razões do livro)
António Luiz Lopes (Alhandra, 1893 - Coruche, 1972). "Foi um cavaleiro tauromáquico português. Cursou a Escola de Regentes Agrícolas de Santarém e recebeu a alternativa de cavaleiro tauromáquico na Praça de Touros do Campo Pequeno, a 3 de maio de 1923. Cavaleiro bem sucedido, obteve muitos êxitos nas praças portuguesas, atuando também em Espanha e no Méxic
o. Participou nos filmes A Severa, de José Leitão de Barros, na popular figura do Conde de Marialva, e no filme mudo Tragédia rústica, de Alves da Cunha, ambos rodados no ano de 1931. Em 1932 foi produtor de Campinos do Ribatejo, rodado no Ribatejo, sagrando a lezíria e a figura do campino, e na praça de touros de Algés, com interiores na Sociedade de Belas-Artes. Esteve estabelecido no Brasil, dedicando-se a treinar jovens para a equitação. Foi padrinho de alternativa do seu filho, o também cavaleiro tauromáquico Alberto Luiz Lopes. Foi irmão de outro cavaleiro profissional, Mário Luiz Lopes, com alternativa tirada a 20 de maio de 1927."
(Fonte: wikipédia)
Matérias: [Dedicatória]. | Razões do livro. | António Luís Lopes - Breve esboço psicológico sôbre a sua personalidade. | Alguns subsídios para a biografia do grande cavaleiro ribatejano - A sua infância - A sua «aficcion» - Coimbra... - A sua estreia como cavaleiro - Touros em pontas! - Os grandes exitos de António Luís Lopes em Portugal e Espanha. | António Luís Lopes, primeiro toureio português contratado para tourear na América - Seus triunfos formidáveis na República Mexicana - O que disseram os críticos - ... «el Caballero Lopes es muy certero con los rejones de muerte» - ... «el portugués ejecuta las suertes con precisión, y hace la reunión con el toro clásicamente». | Ouvindo António Luís opes - Sensacionalissimas declarações do notável cavaleiro - O que é o toureio de verdade - Lopes e João Nuncio - Boas e má tarde - Lopes ante o problema cine-teatral - O que êle pensa das mulheres - Suas predilecções pelos desportos - Homenagem a Vitorino Frois - A imprensa - Bandarilhas a duas mãos - Paisagem ou «pamplina»? - «Há que tourear de verdade e não iludir o público... | Algumas opiniões da imprensa, criticos e aficionados em geral sôbre António Luís Lopes - A conversão do critico José Vicente. |
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas envelhecidas,  frágeis e manchadas, com defeitos e pequenas falhas de papel nos cantos. Miolo correcto.
Raro.
Indisponível

13 junho, 2019

SANT'ANA, Henrique de - A RAÇA BRAVA E O SEU APROVEITAMENTO. Tese de... Escola Superior de Medicina Veterinaria. [S.l.], [s.n. - imp. na Tip. Henrique Torres, Lisboa], 1919. In-8.º (22cm) de 38, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Tese de final de curso sobre o touro bravo ribatejano, também conhecido por "boi da terra", cujas áreas de criação se estendiam, sobretudo pelo Ribatejo - de Vila Franca de Xira à Golegâ e da Chamusca a Alcochete -, e em menor número pelo Alentejo.
...........................................
"Existe no nosso paiz, como de todos é sabido, uma raça de bovinos, a raça brava ribatejana ou boi da terra.
Por esta ultima designação sómente é conhecida no Ribatejo mórmente nos concelhos de Coruche e Benavente.
Se a sua existencia é por demais conhecida, as suas aptidões são, pela maioria do nosso povo, ignoradas e por muitos depreciadas. Esta depreciação é filha da ignorancia que há nas demais regiões do paiz do quanto ela é util.
Muitas vezes ainda resulta de opiniões tacitamente concebidas. Não presta por que é bravo e porque é bravo não pode prestar.
Eis a maxima.
Outros, ainda, fulminam a sua existencia sentenciosamente: Deve desaparecer, porque duas coisas há improprias do seculo XX, a construção de uma egreja e a organisação de uma corrida de touros.
Para estes, os touros bravos servem tam sómente para touradas.
A despeito de tudo, estas e aquelas estão ainda de pé."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa frontal e na f. rosto.
Raro e muito curioso.
Peça de colecção.
35€

17 novembro, 2016

ANDRADE, Ruy d' - O CAVALO DO SORRAIA. Lisboa, [s.n.], 1945. In-4.º (26 cm) de [2] 13, [1] p. ; [18] p. il. ; B. Separata do Boletim Pecuário - Ano XIII - N.º 3
1.ª edição independente.
Monografia sobre o Cavalo do Sorraia, o último descendente do cavalo selvagem do sul da Península Ibérica. Ilustrada com tabelas de mensuração no texto, e 18 páginas extratexto que incluem 1 mapa e 47 fotografias a p.b., na sua grande maioria, de cavalos adultos e potros do Sorraia.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Os Cavalos do Sorraia são os últimos descendentes do cavalo selvagem do sul da Península Ibérica que, aparentemente, sobreviveram no então inacessível vale do rio Sorraia em Portugal. O hipólogo português Dr. Ruy d'Andrade descobriu em 1920, enquanto caçava, a última manada existente desta raça, tornando-se o responsável pela sua preservação. Chamou-os de "Sorraia", por causa do Rio Sorraia, local onde os descobriu. Admite-se que no passado em Portugal, estes cavalos selvagens tenham sido conhecidos por "zebro" ou mesmo "zebra".
Os Cavalos do Sorraia medem aproximadamente entre 1,40 m e 1,48 m na cernelha e são sempre de coloração baia ou rato. Quando domados, podem-se tornar nuns obedientes animais de sela. Actualmente existem aproximadamente 200 cabeças, encontrando-se a maior parte em Portugal, embora a Alemanha também detenha um bom número. Nos dias de hoje, esta espécie já não vive em regime selvagem, mas é criada de maneira natural pela família d'Andrade. Contudo, os que pertencem à Coudelaria Nacional são normalmente mantidos em estábulos e tratados como se fossem apenas mais uma criação de cavalos.
Ainda hoje existe uma manada selvagem, que sobrevive sem qualquer ajuda humana no "Refúgio do Vale de Zebro Sorraia" a nordeste de Lisboa.
É frequente os Sorraias, serem erradamente apresentados como uma raça domesticada. O seu salvador, Dr. Ruy d'Andrade, zoologista, paleontólogo, um dos mais conceituados criadores de cavalos Lusitanos e um especialista de renome em Cavalos Ibéricos, considera-os como uma subespécie selvagem e um antepassado do cavalo Lusitano, teoria entretanto comprovada através de pesquisas moleculares e genéticas. Ao criar Sorraias como uma raça domesticada, não se contribui para a sua preservação, mas antes para a sua mudança contrariando os ideais do Dr. Ruy d'Andrade."
(fonte: www.sorraia.org)
"Os terrenos que circundam o vale do Sorraia na sua parte inferior, arenosos e hoje cobertos de sôbro, estavam antigamente revestidos de matos e arbustos silvestres e eram aproveitados para cria de bovinos de raça brava (reses de lide), apenas ficando aos cavalos os restos dos pastos que aquêles ruminantes deixavam.
O trabalho dêsses cavalos na guarda e condução dos touros de uma para outra parte, de um para outro redondel taurino, faina dura e perigosa, era no Verão alternado com a debulha dos calcadoiros de cereais e leguminosas a pé de gado e no Outono, atrelados às grades, com a mobilização e semeadura dêsses terrenos. [...]
Em tal ambiente, absolutamente despovoado até às primeiras décadas do século XIX e onde os nossos reis até essa época caçavam veados, gamos e javalis fora de tôda a convivência humana, se manteve êste tipo equino primitivo. Sujeitos a êste regime de mau trato, só animais adaptados a semelhante ambiente puderam perseverar; e como os mais adaptados eram naturalmente autóctones, portanto os mais antigos, êste tipo primitivo pôde sobreviver."
(Excerto de O Cavalo do Sorraia, Habitat)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

07 outubro, 2012

HENRIQUES, Renano & HENRIQUES, Tito - A COMPANHIA DAS LEZÍRIAS : mito ou realidade? Contribuição para o estudo de um dos mais ignorados processos da história portuguesa. Perspectivas de desenvolvimento pecuário. Lisboa, Companhia das Lezírias, 1979. In-8.º (21 cm) de 298, [14] p. ; [1] mapa desdob. ; B.
1.ª edição.
Contém desdobrável com fac-símile de planta topográfica da Companhia as Lezírias em 1907
"Não subestimamos nem sobrevalorizamos os condicionalismos que impedem o inteiro desabrochar da Lezíria de Vila Franca. Encará-lo-emos tal como são, com espírito pragmático e sentido crítico naquilo que se nos afigure que mereça censura, seja ela dirigida à Companhia das Lezírias, seja ao próprio Governo, porque talvez a ambos caiba a responsabilidade no que está por fazer na campina ribatejana para a transformar naquilo que para muitos devia ser a maior horta e estábulo rurais do Ribatejo e muito particularmente da Grande Lisboa."
Índice:
I Parte. Evolução Histórica: I - A constituição de Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado. II - O Período Inicial (1836-1900). III - O Período Intermédio (1900-1975). IV - O Período Final (Nacionalização da Companhia das Lezírias). Resumo e conclusões da I Parte. II Parte. Perspectivas de Desenvolvimento Pecuário: Introdução. I - Referência sumária à situação anterior. II - Potencialidades. III - Condicionalismos. IV - Perspectivas. Resumo e conclusões da II Parte. | Posfácio. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico, económico e social.
Indisponível

23 maio, 2012

COMPANHIA DAS LEZIRIAS DO TEJO E DO SADO. ASSEMBLEIA GERAL em 10 de Oitubro de 1837. Lisboa, Na Typ. Patriotica de C. J. da Silva e C.a, 1837. In-8º (21cm) de 112 p. ; E. 
Contém diversas tabelas. 
“Citando Renano Henriques no seu livro “Companhia das Lezírias... mito ou realidade?”: “é em face dessa má situação financeira [do país, provocada pelas Invasões Francesas e pela Guerra Civil que se seguiu, entre Absolutistas e Liberais] que a Coroa determina a supressão das Ordens Religiosas (Decreto de 28 de Maio de 1834) e publica o Decreto de venda dos bens nacionais, também de 1834 (18 de Junho). Decreto este que se deve ao Ministro da Fazenda, Silva Carvalho, que justificou esta medida declarando-a necessária para suprir o défice do Estado e que punha em hasta pública os bens de mão morta acumulados sob o regime feudal - conventos, capelas, comendadorias, bens da Coroa, da Patriarcal, da Casadas Rainhas, e do Infantado. Com esse fundamento, a Rainha D. Maria II, com base na Carta de Lei de 16 de Março de 1836, autoriza a venda das propriedades de que se compôem as «Lezírias» do Tejo e Sado, as quais foram arrematadas perante a Comissão Interina da Junta de Crédito Público, no dia 25 de Junho do referido ano, pela Companhia expressamente constituída com esse objectivo sob a denominação de Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado. No acto foram seus representantes Domingos José de Almeida Lima, José Bento de Araújo e Joaquim José Rollin e a venda foi efectuada pela quantia de dois mil contos de réis.” (www.cl.pt)
Encadernação recente, cartonada, com ferros a ouro na lombada. 
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta restauros marginais na f. rosto.  
Raro, com interesse histórico e regional.  
Sem indicação de registo na BNP (Biblioteca Nacional).  
40€

11 abril, 2011

CARVALHO, Maria Adelaide de - DO RIBATEJO E DOS TOIROS. Prefácio de Leopoldo Nunes. Santarém, Edição Autora, 1980. In-8º de 88, [1] p. ; mto. il. ; B.
Exemplar valorizado por dedicatória datada e assinada pela autora.
Livro em bom estado de conservação. Capas apresentam sombreado amarelado por acção da luz, sobretudo junto à lombada.
Invulgar.
20€