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28 julho, 2016

SIENKIEWICZ, Henrik - QUO VADIS. Versão portuguesa de Mayer Garção. Desenhos de Districht, Alfredo de Moraes e Sousa e Silva. Gravuras de Carlos Traver. Lisboa, Bibliotheca Popular : Empresa Editora de Publicações Illustradas, [191-]. In-4.º (25,5cm) de 669, [3] p. ; [1] f. il. ; il. ; E.
Romance histórico, clássico da literatura mundial.
Edição luxuosa, não datada, publicada provavelmente na 1.ª década do século passado. Muitíssimo ilustrada com belíssimas capitulares, desenhos no texto e gravuras em página inteira. Inclui um retrato do autor em separado da autoria de Sousa e Silva.
"Henryk Sienkiewicz (1846-1916) foi um jornalista polaco que recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1905 pelos seus "excelentes méritos enquanto escritor épico".
Em Quo Vadis, o autor ilustra o conflito das ideias morais no seio do Império Romano - um conflito que provocou a queda da imoralidade pagã e permitiu ao Cristianismo tornar-se a força dominante da história. Este romance pungente fala do amor que nasce entre uma jovem cristã, Lígia, e um romano pagão, Marco Vinício. Tem lugar na cidade de Roma sob o regime do brutal imperador Nero.
O conflito descrito em Quo Vadis sempre foi de grande interesse para uma vasta audiência de leitores. Quo Vadis é a obra-prima intemporal de Sienkiewicz e foi traduzida para mais de cinquenta línguas."

(fonte: wook.pt)
"Era perto de meio dia quando Petronio acordou, e, como de costume, extremamente fatigado; assistira na vespera, a um festim no palacio de Nero. Havia algum tempo que a sua saude deixava muito a desejar e que não acordava tão bem disposto como outr'ora. Comtudo, o banho matinal e uma habil massagem conseguiam sempre activar-lhe a circulação preguiçosa do sangue a reanimar-lhe as forças de tal forma, que ao sahir do elœothésium (a ultima sala do banho) parecia remoçado, os olhos brilhavam-lhe e o seu aspecto era tão prestigioso que nem o proprio Othão poderia com elle rivalisar. Merecia então bem justificadamente o seu consagrado cognome de Arbitro das elegancias."
(excerto da Primeira Parte, Cap. I)
Encadernação editorial gravada a seco e policromada nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Desgaste do manuseio, na capa posterior, nas extremidades, junto à lombada.
Invulgar.
20€

13 março, 2014

NEVES, Hermano - GUERRA CIVIL. Lisboa, Composto e impresso na Typographia Jose Bastos, 1911. In-8.º (19 cm) de 206, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de interessantes reportagens produzidas no ano que se seguiu à implantação da República, em pleno período revolucionário.
Obra valorizada com um prólogo de Mayer Garção e outro de Luís da Câmara Reis.
"Neste livro, Hermano Neves evóca a «deserta, immensa, rústica paysagem» de que falla o poeta dos Simples. E tambem nos evóca esses simples - campónios rudes e generosos, caciques a quem o novo regimen voltou do avêsso as convicções, povoados mais incertos que terras sertanejas mal desbravadas, por onde corre de bôca em bôca a fama de conspiradores com gestos de opereta e alma de lama. E, acima de todas essas impressões, fugitivas nas columnas de um jornal mas duradoiras nas páginas de um livro, fulge um grande, um intenso amor pela Republica que nos libertou e nos ha-de permittir realisar as aspirações e os sonhos mais generosos."
(Excerto do prólogo de Câmara Reis)
Indice:
- Uma reportagem na Galliza. - Na região das montanhas. - Soldados e Marinheiros. - Si vis pacem.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível