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11 setembro, 2025

MODERNO, Alice -
NA VESPERA DA INCURSÃO.
Peça em um acto. Ponta Delgada, Typ. editora A. Moderno, 1913. In-8.º (19x12 cm) de 44 p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa peça de teatro de índole republicana, assente em factos momentosos na época relacionados com as incursões monárquicas no zona de Chaves.
Obra com dedicatória impressa da autora ao Doutor António Joaquim de Sousa Júnior, "Summidade scientifica consagrada nos centros mundiaes, Açoriano dos que mais alto levantam, no continente da Republica, o nome do Archipelago, 1.º Ministro da Instrucção Publica". 
Alice Augusta Pereira de Melo Maulaz Moderno (Paris, 1867 - Ponta Delgada, 1946). "Conhecida por Alice Moderno, foi uma professora, escritora, tradutora, jornalista, publicista e poetisa, que se distinguiu como feminista e activista dos direitos dos animais. Fundou a Sociedade Micaelense Protectora dos Animais, pioneira na protecção destes no arquipélago dos Açores.
Desafiando os costumes conservadores da época, apesar de ter tido a sua formação inicial em casa, falando fluentemente francês e português e sendo ensinada a ler e escrever pela sua mãe, logo no ano em que se fixou em Ponta Delgada publicou o poema "Morreu!" no periódico Açoriano Oriental a 18 de setembro de 1883, seguindo-se em 1886 a publicação do seu primeiro livro de poemas, intitulado "Aspirações", o qual foi saudado publicamente por Camilo Castelo Branco, João de Deus e Teófilo Braga. Um ano depois, Alice Moderno tornou-se na primeira jovem do sexo feminino a frequentar o ensino liceal em Ponta Delgada, durante o ano lectivo de 1887/1888, revelando não estar atrás dos seus colegas do sexo masculino classificando-se como a melhor aluna da sua turma em várias disciplinas. Assumindo-se desde muito cedo como uma mulher emancipada, ficando conhecida como uma das primeiras activistas feministas nos Açores, usava cabelo curto, roupas associadas ao sexo masculino, como calças, e terá sido uma das primeiras mulheres a fumar em público na ilha de São Miguel."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto inferior esquerdo.
Raro.
Indisponível

28 maio, 2019

MODERNO, Alice - TRÊVOS. Angra do Heroismo, Livraria Editora Andrade, 1930. In-16.º (14,5x12cm,) de 112, [4] p. ; B.
1.ª edição. 
Colectânea poética composta por cem quadras.
Tiragem de 1000 exemplares numerados e rubricados pelo punho da autora (n.º 598).
Trata-se da última obra de Alice Moderno, esta publicada em Angra do Heroísmo.

"Passa a ribeira correndo,
Vem da serra, vai ao mar.
Confio-lhe um pensamento
Que as vagas te hão-de levar."

(No vale)

Alice Augusta Maulaz Moderno (1867-1946). "N. Paris, 11.8.1867 ? m. S. Sebastião, Ponta Delgada, 20.2.1946]. No ano em que nasceu, veio com os pais à ilha Terceira, onde ficaria alguns meses antes de regressar a Paris. Em 1876, voltaria àquela ilha e depois, em 1883, fixar-se-ia em Ponta Delgada, sempre acompanhada dos pais. Foi neste último ano que entrou na vida literária com a publicação da poesia Morreu! (Açoriano Oriental, 18.9.1883). Em 1886, publicou o primeiro livro de poemas, Aspirações, e em 1892, publicou o primeiro romance, O Dr. Luís Sandoval. Deixou ainda três peças de teatro e um ensaio. Fundou os jornais O Recreio das Salas, em 1888, e A Folha, em 1902 que terminaria em 1917. Em 1891, começou a colaborar, activamente, no jornal Diário de Anúncios de que tomou a direcção entre 1892 e 1893. Em 1910 participou activamente na vida social como republicana e feminista e, em 1911, fundou a Sociedade Micaelense Protectora dos Animais. Depois da sua morte, em 1948, foi inaugurado o «Hospital Alice Moderno» e, em 1956, com o dinheiro da arrematação dos seus bens foi comprada a Casa do Gaiato. Foi a primeira aluna a frequentar o Liceu em Ponta Delgada (1887/1888?). Exerceu actividade docente como professora do ensino particular. Luís M. Arruda." Publicou sobretudo poesia, mas também produziu três peças de teatro, um romance - O Dr. Luís Sandoval (1892) e o ensaio Açores: pessoas e coisas (1901).

(Fonte: http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/Default.aspx?id=8352)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas vincadas, oxidadas, com rasgões e pequenas falhas de papel nas margens. Interior em bom estado.
Raro.
Indisponível