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15 junho, 2025

SARAIVA, Antonio Ribeiro -
INJUSTICE ET MAUVAISE FOI DE LA PLUPART DES JORNEAUX DE LONDRES ET DE PARIS, AU SUJET DE LA QUESTION DU PORTUGAL, DES DROITES DE LA NATION PORTUGAISE ET DE CEUX DE D. MIGUEL;
Par..., Émigré portugais. Paris, Delaforest, Librarie, Place de la Bourse, 1828. In-8.º (22x14,5 cm) de 80 p. ; B.
1.ª edição.
Obra com interesse para a história da Guerra Civil portuguesa. O autor, amigo e lugar-tenente de D. Miguel, expôe abundante argumentário sobre a legitimidade de D. Miguel ao trono português, contrariando a imprensa escrita inglesa e francesa.
"Les jorneaus de Londres et de Paris ont dit de nous, royalistes portugais, tout ce qu'ils ont voulu; il n'y a pas de calomnie qu'ils n'aient débitée au sujet de don Miguel, de la Reine sa mère, et, en général, de tout ce qui, en Portugal, ne pense pas entièrement comme les rédacteurs et les correspondans de ces jornauax Il faut qu'à notre tour nous disions aussi quelque chose pour notre défense, pour que l'impartialité puisse déterminer son jugement sur la question du Portugal, d'aprés la justice."
(Excerto da exposição) 
António Ribeiro Saraiva de Morais Figueiredo (Sernancelhe, 1800 – Kent, Inglaterra, 1890). "Fidalgo da Casa Real, bacharel formado em Direito e em Cânones pela Universidade de Coimbra, foi jornalista, poeta, encarregado de negócios em Londres e lugar-tenente de D. Miguel.
Ribeiro Saraiva matriculou-se simultaneamente nas duas faculdades (Direito e Cânones) da Universidade de Coimbra, tendo frequentado ainda depois as de matemática e filosofia.
Em Coimbra era geralmente considerado como um poeta muito distinto fazendo parte da grupo cujo chefe era António Feliciano de Castilho, depois visconde de Castilho, do qual foi íntimo amigo. Terminou os estudos da Universidade em 1823, passando em seguida algum tempo em Lisboa, na casa de seu pai.
Em 1826 tomou o Partido Legitimista e por isso teve de emigrar para Espanha em Março de 1827 e só regressou ao Reino de Portugal quando D. Miguel se aclamou rei de Portugal, em 1828.
Regressando a Lisboa, o novo monarca nomeou-o secretário de legação em Londres em 1828 e encarregado de negócios em 1831, função que conservou até ao fim de Maio de 1834. Terminada a Guerra Civil Portuguesa e soube da convenção de Évora Monte. Nunca mais não quis voltar a Portugal, onde reinava uma dinastia que ele não podia nem queria reconhecer."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas frágeis com defeitos e falhas de papel. Com sinais de humidade visíveis em grande parte do livro.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

28 fevereiro, 2014

D. MIGUEL I. OBRA A MAIS COMPLETA E CONCLUDENTE QUE TEM APPARECIDO NA EUROPA SOBRE A LEGITIMIDADE E INAUFERIVEIS DIREITOS DO SENHOR D. MIGUEL I. AO THRONO DE PORTUGAL. TRADUZIDA DO ORIGINAL FRANCEZ. (Terceira Edição mais correcta e accrescentada.). [Prefácio de José Agostinho de Macedo]. LISBOA: NA IMPRESSÃO REGIA. ANNO 1829. Com Licença. In-8.º (22,5 cm) de VIII, 144, [2] p. ; E.
Obra sobre a legitimidade de D. Miguel ao trono português. Traduzida por João de São Boaventura, a sua autoria é incerta, sendo atribuída ao Conde de Bordigné ou a António Ribeiro Saraiva (1800-1890), jornalista, poeta, lugar-tenente de D. Miguel e embaixador em Londres (1828-1834). Foi ainda o principal chefe político do miguelismo no exílio.
"Se no grande Quadro da Historia Politica das Monarchias houve huma Questão, que por si mesma se resolvesse sem outros socorros mais que a sua simples exposição, he por certo a Questão, que podemos chamar Européa sobre a Legitimidade do Muito Alto, e Muito Poderoso Rei o Senhor D. Miguel I. Morrêo o Senhor D. João VI: seu filho primogenito lhe deve succeder, e subir ao Throno, pelos direitos de herança, e da primogenitura. Esta he a ordem natural, e legal. Mas onde está este filho primogenito? Já não existe para esta successão. A Lei constitutiva da Monarchia quer, e determina que seja hum Principe natural deste Reino, isto he, requer o indigenato; elle se fez voluntariamente ao estrangeiro. A Lei quer, e determina que o Rei, que houver de succeder no Throno, exista, e permaneça neste Reino; mas elle se separou do Reino, e se fez independente, e protestou nada mais querer da herança por elle voluntaria, e solemnemente abandonada. Termos precisos da Questão. Faltão no que devia ser successor: 1.º a Naturalidade: 2.º a residencia pessoal. Está vago o Throno de facto, e de direito. Existe um segundo-genito, que se não desnaturalisou, e que existe neste Reino: nelle ha a naturalidade, nelle ha a permanencia, logo elle he o Rei legitimo."
(Excerto do Prefacio)
Contém reproduzido o JURAMENTO D’EL REI D. AFFONSO HENRIQUES, Pelo qual se confirma a gloriosa Apparição de Nosso Senhor Jesu Christo, acontecida ao mesmo Soberano (p. 116-119).
Encadernação cartonada, recente, com dourados gravados na pasta frontal.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem f. anterrosto, tendo portanto em falta a gravura que vem impressa no verso. Oxidado na f. rosto, com manchas de humidade nas últimas páginas do livro. Última folha (em bco) alvo de restauro tosco.
Muito invulgar.
Indisponível