Mostrar mensagens com a etiqueta *AFONSO (Aniceto). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta *AFONSO (Aniceto). Mostrar todas as mensagens

08 março, 2021

BOTELHO, Affonso - O SENHOR REITÔR
. Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1899. In-8.º (19 cm) de 264 p. ; B.

1.ª edição.
Romance rural. Narrativa da vida do padre Ruy, o senhor reitor, um engeitado entregue ainda recém-nascido aos cuidados dos fidalgos da Casa grande. Obra dedicada pelo autor a Lourenço Cayolla, conhecido militar e jornalista natural de Campo Maior.
"Pelo estreito caminho, que tortuosamente cortava a meio a encosta, seguia o rancho, que andava no peditorio do folar; era domingo de Paschoa. Na frente claudicava em contratempo o Zacharias, (o sacristão, que era côxo), com a caldeirinha de agua benta e o hyssope; atraz, o senhor reitôr, seguia de sobrepelliz, branca como as azas das pombas nevadas, que n'aquella occasião se espalhavam na altura pela limpidez azul, espelhante de sol bom; logo após, dois rapazólas levavam um grande cesto, onde se recolhiam as offertas, os folares; no couce ia o rapazio das aldeias, ávido sempre da nota alegre e festival, de tudo quanto o venha despertar da vida monotona dos campos. [...]
De repente o Zacharias quebrou o silencio:
- Sôr reitor, já se avista Villarinho, d'aqui lá é um pulo. Olhe, no meio do arvorêdo como branquêja a Casa grande...
E, como se o reitor continuasse silencioso, elle tornou:
Em casa do snr. seu padrinho sempre a gente bebe um golásio, e do bom!... Vem mêsmo a calhar com esta calorina; .. safa!... parece que estamos já no mez do S. João!...
O reitor, sem responder ao Zacharias, fixava pensativo o solar do fidalgo, que, no tôpo d'um pequeno cabêço, se ostentava em baixo por entre as grandes arvores do quintal, cercado pelas casitas pardacentas da aldeia: a Casa grande, como o pôvo lhe chamava."
(Excerto do Cap. I)
Afonso Botelho (1849-1901). Natural de Elvas(?). Não existem referências acerca do autor, a não ser a informação retirada da BNP sobre as obras que publicou: para além d'O Senhor Reitôr, dois livros de contos: Contos (1894) e Azul e Negro (1897), e a participação num jornal/revista(?) O Imparcial (1888).
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura
.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
25€

02 julho, 2015

AFONSO, Aniceto - GRANDE GUERRA : Angola, Moçambique e Flandres : 1914-1918. [Matosinhos], Quidnovi, 2008. In-8º (19,5cm) de 127, [1] p. ; [8] p. il. ; B. Col. Guerras e Campanhas Militares da História de Portugal
1.ª edição.
Ilustrada com fotografias a p.b. distribuídas por 8 páginas separadas do texto.
Estudo histórico sobre a Grande Guerra.
"A Grande Guerra, depois conhecida como Primeira Guerra Mundial, deflagrou na Europa nos primeiros dias de Agosto de 1914 e só terminou com a assinatura do Armistício, em 11 de Novembro de 1918.
Iniciada com a invasão da Bélgica pelas tropas da Alemanha, na convicção de uma campanha curta, a guerra só viria a parar mais de 51 meses depois, com 65 milhões de homens mobilizados, oito milhões e meio de mortos, 20 milhões de feridos, milhares e milhares de prisioneiros e desaparecidos. [...] Estendeu-se dos campos da Flandres a todo o mundo. Da Europa ao Médio Oriente; da África ao Extremo Oriente; da América a todos os espaços marítimos."
(excerto da introdução)
Matérias:
- O quadro europeu antes da guerra. - Portugal no quadro europeu. - A partilha das colónias portuguesas. - Colónias portuguesas - novas negociações. - As colónias portuguesas antes da guerra: Angola; Moçambique; Outros territórios. - A República e o Exército. - A reforma republicana do Exército. - A Europa planeia a guerra. - O início da guerra. - Agosto de 1914. - Portugal: polémica sobre a intervenção. - Portugal: 1914-1916. - A Frente Oriental. - A guerra em Angola e Moçambique. - Angola - guerra na fronteira. - Moçambique - um início improvisado. - A guerra no mar: Submarinos. - A Frente Ocidental. - O sistema de trincheiras: A metralhadora. - A frente dos Balcãs. - A guerra mundializa-se. - A Frente italiana: Artilharia. - Frente Ocidental em 1915/1916. - Frente Leste em 1915/1916. - Portugal, país beligerante. - A Marinha Portuguesa até à beligerância. - Portugal: da mobilização de forças à constituição do C.E.P. - A guerra em 1917. - A Revolução Russa e a Guerra. - Os primeiros combates do C.E.P. - C.E.P. - um quotidiano difícil: O fuzilado português. - A intervenção do Estados Unidos da América: Propaganda e contra-propaganda. - Sidónio Pais. - Gases de combate. - A Frente Ocidental em 1918: Guerra aérea. - O sidonismo e o C.E.P. - Nas vésperas de La Lys. - La Lys: testemunhos. - Moçambique: da reocupação de Quionga à invasão alemã. - A Marinha Portuguesa depois da beligerância. - Regressa o princípio do movimento: as trincheiras superadas. - A guerra aproxima-se do fim. - Os destroços do C.E.P. - Como acabou a Guerra: O papel da imprensa. - As relações ibéricas durante a guerra. - O regresso das tropas: Prisioneiros portugueses. - A Conferência de Paz e a nova ordem - Portugal na Conferência de Paz. - Portugal depois da Guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Indisponível