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30 dezembro, 2025

COUCEIRO, Henrique de Paiva - O SOLDADO PRÁTICO
. Lisboa, [Edição do Autor], 1936. In-4.º (23,5×14,5 cm) de 434, [2] p. ; B.

1.ª edição.
Obra polémica de Paiva CouceiroTrata-se de um ensaio de doutrina político-social com forte pendor nacionalista. O autor invoca os valores tradicionais fundados na gloriosa história pátria, preconizando para o país uma Idade Média renovada, "que guarde do modelo original o muito que êle tinha de bom, conservando ao mesmo tempo da Idade-Moderna os progressos da condição humana, que nela se incluem", não se coibindo de criticar o Estado Novo, embora reconheça méritos ao regime, como, entre outros, a "dispensa" dos partidos políticos.
Índice:
Parte I - Os Antecedentes: I. Raça e racismo. II. A Raça dos portugueses. III. O factor moral.
Parte II - O Presente e o Futuro: I. Aspirações. II. Situação Actual. III. Rumos Gerais. IV. Objectivos de hoje. V. A Reconstrução Nacional.
Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro (1861-1944). “Assentou praça como militar no Regimento de Cavalaria Lanceiros do Rei a 14 de Janeiro de 1879.
Teve sucesso na sua acção em Humpata, Angola (1889), na campanha militar de Angola (1889-1891), na campanha de Melilla, no Marrocos espanhol (1893) e nos combates de Marracuene e Magul, Moçambique (1895), tendo a sua coragem sido enaltecida.
Foi formado com o Curso de Artilharia da Escola do Exército (1881-1884); alferes (1881); foi promovido a segundo-tenente de Artilharia a 9 de Janeiro de 1884 e colocado no regimento de Artilharia n.º 1 em Campolide; serviu também nos regimentos de Artilharia n.º 3 em Santarém e nas Baterias a Cavalo de Queluz; passou a primeiro-tenente em 1889; comandante de Cavalaria da Humpata, Angola (1889-1891); cavaleiro da Ordem de Torre e Espada (1890); oficial da Ordem de Torre e Espada (1891); Medalha de Prata para distinção ao mérito, filantropia e generosidade (1892); condecorado com a Cruz de 1.ª Classe do Mérito Militar de Espanha (1893); ajudante do comando do Grupo de Baterias de Artilharia a Cavalo (1894); ajudante-de-campo do conselheiro António Eanes, Comissário Régio de Moçambique (1894-1895); foi promovido a capitão de Artilharia e tornado cavaleiro da Ordem Militar de São Bento de Avis em 1895. Em Magul foi infante Santo de Valverde. Distinguiu-se como cavaleiro e como artilheiro.
Foi ajudante-de-campo honorário do Rei Dom Carlos (1895); proclamado «benemérito da Pátria» (1896); comendador da Ordem de Torre e Espada (1896); conselheiro do Conselho de Sua Majestade; condecorado com a Medalha Militar de Ouro do Valor Militar (1896); condecorado com a Medalha Militar de Prata de Comportamento Exemplar; condecorado com a Medalha de Prata da Rainha Dona Amélia (1896); deputado da Nação (1906-1907); vogal da Comissão Parlamentar do Ultramar (1906); vogal da Comissão Parlamentar de Administração Pública (1906-1907); vogal da Comissão Parlamentar da Guerra (1906-1907); Governador-Geral de Angola entre 1907 e 1909 (indicado pelo rei Dom Carlos I; demitido do Exército (1911); comandante das Incursões Monárquicas de 1911 e 1912; Presidente da Junta Governativa do Reino, na Monarquia do Norte (1919); foi escritor.
Esteve exilado em Espanha algumas vezes, a maioria do tempo na Galiza. Os exílios primeiro estiveram relacionados com a defesa da restauração do regime monárquico, e após o falecimento de D. Manuel II (1932), com a sua opinião quanto aos assuntos relacionados com as colónias portuguesas.”
(Fonte: http://digitarq.arquivos.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequeno vinco no canto superior direito. Lombada "partida".
Invulgar.
20€

26 novembro, 2025

MARINHO, José L. Teixeira -
A PROVÍNCIA DA GUINÉ : Raças que a povoam.
[Por]... Capitão de Fragata. Separata do n.º 14 da Revista «A Terra». [S.l.], [s.n.], 1934. In-4.º (23,5x16 cm) de 4 p. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo acerca do multiculturalismo e das raças nativas, cerca de quinze, que habitam a antiga província ultramarina da Guiné.
"É  a nossa província da Guiné, embora pequena em superfície, pois que não vai àlém de 36000 quilómetros quadrados, uma das de mais esperançoso futuro, assegurado por circunstâncias felizes que nela concorrem, sendo as principais a densidade da sua população que orça por 1[/2] milhão de habitantes, a sua rêde de canaes que facilitam o transporte das múltiplas mercadorias em que abunda, a variedade das culturas que o solo e o clima permitem.
A nossa Guiné é povoada por uma grande variedade de gentes, com línguas, costumes e tipos bastantes diferenciados.
Diremos algumas palavras sôbre os principais grupos étnicos.
Os Felupes que habitam o canto noroeste da província, são de c<ôr +reta retinta, traços regulares, robustos. Usam um vestuário rudimentar; cultivam o arroz e o milho e são grandes bebedores de vinho de palma que extraem das palmeiras que abundam na região. São muito supersticiosos e bastante insubmissos."
(Excerto do Estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
10€

17 abril, 2016

CABREIRA, António - D. AFONSO HENRIQUES. Intérprete ideológico da Raça. Por... Lisboa, [Edição do Autor], 1925. In-8.º (21,5cm) de 21, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela dedicatória manuscrita (não assinada) do autor ao Prof. Agostinho Fortes.
Comunicação comemorativa do 8.º Centenário de Portugal à Classe de Letras da Academia das Sciências de Lisboa na sessão de 28 de maio de 1925.
Ilustrada com o retrato de D. Afonso Henriques em extratexto.
"A Catedral de Zamora fulgurava de lumes e rescendia a incenso, naquêle Domingo de Pentecostes de 1125.
No sólio, via-se a figura veneranda do Arcebispo de Braga, avultando, ainda, Monges, Barões e Cavaleiros.
E as lanças e as espadas, os escudos e as armaduras punham, nos seus brilhos metálicos e formas esveltas, uma nota épica naquele quadro sugestivo.
Solene cerimónia se esperava, de certo, antes da festividade do dia; solene e bela, pelo seu significado e grandeza.
A espectativa, depressa, é satisfeita, pois louro e formoso adolescente, seguido de aparatoso séquito, entra no templo. Veste alva talar e avança com gravidade de ancião e firmeza varonil.
Nêle poisam todos os olhares; todos os peitos arfam, todos os corações latejam, dominados por emoção profunda.
Também o Sol, quando assoma a face de oiro ao horizonte, desperta todas as energias da Terra e até inunda de luz as almas.
É que, de facto, aquêle adolescente era radioso astro que emergia da História, acendrando a Fé e incutindo a Esperança.
Sim; estava ali D. Afonso Henriques que, tendo apenas 14 anos, vinha, por admiravel intuição, armar-se Cavaleiro, a si próprio, como se fosse herdeiro de Rei."
(excerto do texto)
António Tomás da Guarda Cabreira de Faria e Alvelos Drago da Ponte (1868-1953). "Matemático, jornalista e publicista português. formou-se em Matemática pela Escola Politécnica de Lisboa. Empenhado em ações políticas, participou, em 1891, em várias reivindicações estudantis, tornou-se redator político de A Nação e, entre 1892 e 1897, exerceu vários cargos no Partido Legitimista ao qual aderiu. Sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa, foi secretário da Secção do Ensino da Matemática, em 1895, e vice-presidente da Secção de Geografia, em 1896, participando nas atividades de exaltação colonial e nacionalista que surgiram em consequência dos acontecimentos de 1891. Fundador do Instituto Dezanove de setembro, dedicou-se à gestão e à docência nessa instituição. Em 1895, criou um projeto para um Curso Colonial no Instituto destinado aos colonos e funcionários da administração colonial. Em 1899, foi designado docente das disciplinas de Mecânica Racional e de Filosofia das Matemáticas do Curso de Ciências do ensino secundário daquele Instituto. Ligado à Academia das Ciências de Lisboa, conseguiu, com o seu desempenho, a criação de novos institutos, como o Instituto Teofiliano (1912), o Instituto de Trabalhos Sociais (1914), o Instituto Arqueológico do Algarve (1915), o Instituto Histórico do Minho (1916) e o Instituto António Cabreira (1919). Como jornalista, fundou ainda O Clarim, um panfleto doutrinário. Participou e organizou alguns eventos importantes, como o I Congresso Arqueológico Nacional, o I Congresso Colonial de 1900 e o 1.º Congresso Pedagógico Nacional, em 1908. Enquanto publicista, escreveu sobre vários assuntos, que vão desde questões matemáticas até problemáticas de ensino. Destacam-se algumas obras, como Análise Geométrica de Duas Espirais Parabólicas (1895), Sobre Algumas Aplicações do Teorema de Tinseau (1897), O Ensino Colonial e o Congresso de Lisboa (1902), O Milagre de Ourique e as Cortes de Lamego (1925) e Júlio Verne, Educador e Pedagogo (1925)."
(fonte: www.infopedia.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada, com defeitos.
Muito invulgar.
15€

14 novembro, 2015

SILVA, Dr. Fernando Emygdio da - COLONISAÇÃO E COLÓNIAS PORTUGUESAS : 1864-1914. Artigo publicado no Diário de Notícias de 29 de dezembro de 1914, em comemoração do seu cincoentenário. Coimbra, F. França Amado, Editor, 1915. In-4.º (24cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição em livro.
"Por um lado, no domínio real dos factos, a política económica assinala às colónias uma funcção de mais relevante e demonstrada indispensabilidade. Isto é, toma relevo o fim utilitário da colonisação. As colónias são necessárias porque a emigração de gente e de capital em terra estranha fica sujeita a um tratamento ou diferencial ou incerto que lhe não garante nem produtividade nem segurança. As colónias são necessárias também porque o protecionismo triunfante impôe cada vez mais a existência de suficiêntes mercados abertos à actividade económica de cada povo. As colónias são necessárias ainda porque, em resumo, é nelas que se estriba, sob o ponto de vista político e económico, o ideal imperialista de nossos dias, fundado na expansão da raça para uma satisfação mais ampla das necessidades individuais e para uma afirmação mais alta do poderio nacional.
Por outro lado, no campo dos princípios, ao fim utilitário prende-se melhor o fim civilisador. A colonisação assume um carácter humanitário e scientífico. Há populações inferiores a libertar e a educar."
(exerto do texto) 
Fernando Emídio da Silva (1886-1972). “Professor da Faculdade de Direito de Lisboa. Licenciado por Coimbra em 1907, doutor em 1911, logo se transfere para a nova escola jurídica de Lisboa, onde funda o grupo de Ciências Económicas. Destaca-se como regente da cadeira de Finanças. Colunista no Diário de Notícias desde 1902. Administrador do Banco de Portugal a partir de 1919, assumindo o cargo de Vice-Governador da instituição em 1931. Procurador à Câmara Corporativa desde 1935, é o relator do II Plano de Fomento, em 1954. Director da Faculdade de Direito de Lisboa em 1950-1953. Ligado à fundação do Jardim Zoológico de Lisboa. Autor de: O Operariado Português, 1905; O Regime Tributário das Colónias Portuguesas, 1906; As Greves, 1913; O Problema Financeiro Português, 1920.”
(in, José Adelino Maltez, “Políticos Portugueses da I República (1910-1926)”)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa frágeis, apresentam pequenas falhas de papel nas margens.
Muito invulgar.
15€

08 maio, 2014

CORVO, João de Andrade - PERIGOS. Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real, 1870. In-4º (22,5cm) de 162, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Na contracapa encontra-se impresso o preço (300 réis) seguido da seguinte inscrição: O producto da venda é destinado á subscripção que actualmente promove a Comissão portugueza de socorros a feridos e doentes militares em tempo de guerra.
"Uma grande transformação se está passando na Europa; transformação violenta que tem a força como meio, a ambição de dominar como fim.
O direito, esquecido ou despresado, mal faz ouvir a voz nos conselhos das grandes nações para provar a sua impotencia. O orgulho e as paixões criminosas impõem arrogantes os seus dictames, para que se não ouçam as justas reclamações dos povos. Ao fragor das armas, ao estrondo das batalhas a justiça foge espavorida e a liberdade vela a face para que a não affrontem nem o despotismo nem a anarchia. [...]
No meio do perigo universal, é immenso o perigo para as pequenas nações. Onde a força domina só, os fracos são sacrificados á cubiça brutal dos fortes."
(excerto do texto)
"Andrade Corvo foi de facto um visionário, analisando a génese da unidade Alemã e as suas intoleráveis pretensões à hegemonia sobre a Europa, com base numa pretendida superioridade de raça, já ensaiada na guerra com a França, caldeada por perigosas ambições imperiais.
A principal obra de Andrade Corvo, intitulada Perigos (1870), foi escrita no calor dos esforços empreendidos por Bismarck para alcançar a unidade alemã com hegemonia da Prússia. […]
Diz Andrade Corvo:
A doutrina das raças é um imenso perigo, porque quer substituir à longa elaboração social que formou as verdadeiras nacionalidades o instinto do sangue; àespiritualidade a materialidade; às relações morais as relações etnológicas; porque quer, enfim, classificar os povos como se classificam os animais num museu.
João de Andrade Corvo (1824-1890). “Foi um homem de múltiplos interesses. Frequentou os cursos de Matemática e Ciências Naturais, Engenharia e Medicina e desempenhou as funções de agrónomo, professor, escritor e político. Escreveu notáveis romances, como Um ano na Corte (1850-1851), a sua obra mais popular. Como político, iniciou sua carreira, em 1865, como deputado, assumindo, no ano seguinte, o cargo de ministro das obras públicas até 1868, contribuindo para o desenvolvimento da rede ferroviária nacional. Em 1869, foi enviado para Madrid para exercer o cargo de Ministro de Portugal, permanecendo um ano na capital espanhola. Foi ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, entre 1871 e 1878, durante o governo de Fontes Pereira de Melo.
Andrade Corvo foi um homem que se dedicou ao desenvolvimento de Portugal. Acreditava que o crescimento do país dependia do investimento no ensino, considerando que a civilização, a liberdade, o progresso e a indústria do país estariam diretamente ligados ao nível de instrução do seu povo. Andrade Corvo foi um homem à frente do seu tempo. Anteviu os perigos dos ideais germânicos, fundados sobre a identidade de raça e o desejo de supressão dos pequenos estados para a formação de um grande império.
João de Andrade Corvo é considerado, por muitos, o pai da diplomacia portuguesa moderna. Revelou, durante toda a sua vida, uma capacidade única de analisar os principais desafios políticos e as estratégias que Portugal deveria adotar para se reerguer como potência e conquistar o respeito perante o mundo.”
(in http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xix/joao-de-andrade-corvo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

30 janeiro, 2014

PERESTRELLO, João – RAÇAS NACIONAIS E A RAÇA PORTUGUESA. Lisboa, [s.n. – impresso nas Oficinas de São José, Lisboa, e nas Oficinas Bertrand, Lisboa], 1934. In-8º (18,5cm) de VII, [1], 80, [4] p. ; B. Col. A Nacionalidade Portuguesa, I
Opúsculo de teor nacionalista onde o autor defende a pureza e superioridade da Raça portuguesa.
Valorizado pela dedicatória manuscrita de João Perestrelo.
Contém nas páginas do texto quadro com as “Características raciais e políticas de algumas Nações”.
“No caso presente temos a prevenir que o assunto adiante tratado se limita a auxiliar aqueles que, honrando-nos com a sua leitura, possam desejar adquirir aumento de conhecimentos sobre a essência das raças nacionais e sobre a consciência da própria Taça Portuguesa, extensa ao seu maeio geográfico ou físico, às suas raízes antropológicas e à sua notável expansão mundial.”
(excerto do prólogo)
Índice:
- Prólogo. – Introdução. – Capítulo I. Doutrina geral. – Capítulo II. Dados e comprovações. – III. O País e a Raça. – Capítulo IV. A Raça do País. – Conclusões gerais. – Epílogo. – Notas. – Fronteiras. – Agregação e segregação. – Definições de Raça. – Povos que não constituem Raças. – Antropologia somática portuguesa. – Recortes da história política. Princípio das nacionalidades. – Características raciais e políticas de algumas nações. – Contrastes. – Conclusão. – Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sublinhados a caneta em diversas passagens ao longo de 2 folhas.
Muito invulgar.
15€