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27 outubro, 2021

HISTORIA COMPLETA DA VIDA E CRIMES DE JOÃO BRANDÃO E SUA QUADRILHA.
4.ª edição do Bazar Feniano de Antonio da Silva Santos & C.ª.
Porto, Antonio da Silva Santos, [19--]. In-8.º (21,5 cm) de 15, [1] p. ; il. ; B.
Curioso apontamento biográfico de João Brandão - versão folheto de cordel - publicado na primeira/segunda década do século XX.
Opúsculo ilustrado no texto com uma gravura representando a morte do padre Portugal.
"Filho de Manoel Brandão, nasceu em 1872 na Vila de Midões, Beirã, o celebre facinora João Brandão. Seus pais pessoas muito de bem, reputados e com bons havêres, tinham mais filhos, entre os quais, dois de nome Roque e Antonio, que com seu irmão João frequentavam a mesma escola, sendo porém este o que mais aproveitava pela sua fácil compreensão e muita inteligência. De genio irrequieto e turbulento, de perversos instintos, João, só se comprazia de fazer mal aos seus condiscipulos e irmãos, aos quais espancava amiudadas vezes, pelo simples prazer de bater e tal era a sua perversão que havendo um dia ferido com um prego, gravemente, a seu irmão Roque, por este ter evitado uma queda por ele preparada a Antonio, e sendo admoestado por seu pai, ameaçou-o, dizendo-lhe que o puzésse fóra de casa, mas que lhe désse uma espingarda, pois que na estrada tambem se colhia pão."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias: [Preâmbulo]. | Portaria de S. M. a rainha senhora D. Maria II. | Outra portaria. | Formação da quadrilha. | 1.ª atrocidade. | 1.º crime. | 2.ª atrocidade. | 2.º crime. | Projectos de vingança. Vingança consumada. Morte do ferreiro de Varzea. | 4.º crime. Morte do padre Portugal. | Fuga de João Brandão. | Novos crimes. | Aparecimento de João Brandão e sua prisão. | Os quesitos. | Decisão do juri e sentença. | Sentença.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Frágil, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indiponível

02 junho, 2021

SARAIVA (Fernando de Sintra), Pe. José da Costa - MONOGRAFIA DE MIDÕES.
I - João Brandão - Um Facínora ou Um Herói? II - Resenha Histórica e Artística do Concelho de Tábua
. [S.l.], [Edição do Autor], 1986. In-8.º (21 cm) de 111, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia sobre Midões (concelho de Tábua), e sobre a figura de um filho da terra, o conhecido bandoleiro João Brandão.
Livro ilustrado no texto, sendo algumas das imagens em página inteira, com fotogravuras de paisagens, locais, monumentos e imóveis relevantes do concelho, bem como diversos retratos de João Brandão.
"Nos princípios do século, Midões fazia parte da província do Douro.
Contudo a sua verdadeira e natural inserção é na Província da Beira Alta, como sucede actualmente, apesar de pertencer ao distrito de Coimbra, dado que aquela é constituída fundamentalmente pela maior parte dos distritos de Viseu e da Guarda.
De facto, o seu relevo é planáltico como toda a Beira Alta e enquadra-se entre a Estrela, a Lousã, o Buçaco e o Caramulo.
A sua altitude máxima é a do maravilhoso Outeiro de S. Miguel - cerca de 360m."
(Excerto do Cap. I, Situação Geográfica)
"A psicologia das multidões é complexa e contraditória.
O herói de hoje é o bandido de amanhã; o salvador é, na hora de desventura, o sacrificado. [...]
João Brandão foi um homem desejado e um condenado; santo e salteador; querido e odiado.
Só poderemos compreendê-lo bem, centrando a história complexa da sua vida no momento nacional em que ela se equaciona.
Pelo que é importante fixar a nossa atenção num dos períodos mais agitados da vida portuguesa, o das lutas liberais e miguelistas, que ensanguentaram o país e, de modo singular, as beiras, onde se desenrolam os factos positivos e negativos de João Brandão e de outras figuras de menor vulto que tanta influência exerceram no pacato viver das gentes da sua região e do seu tempo."
(Excerto de João Brandão. Um facínora ou um herói? - Introdução)
Índice: Introdução. | I - Situação Geográfica. II - Habitantes, Agricultura, Comércio, Indústria, Serviços. III - Vida Religiosa. IV - Folclore e Cultura. V - História de Midões. VI - Párocos de Midões e Póvoa de Midões - Confrarias. VII - Monumentos Artísticos. VIII - Famílias Tradicionais. | Notas: Apêndice I. João Brandão - Um Facínora - ou um Herói? Apêndice II. Breve Resenha Histórica e Artística do Concelho de Tábua. Apêndice III. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse datada no pé da f. anterrosto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
35€

13 abril, 2021

O JULGAMENTO DE JOÃO BRANDÃO (DE MIDÕES) NOS DIAS 31 DE MAIO, 1, 2 E 3 DE JUNHO DE 1869 NA COMARCA DE TABOA.
Preço 100 Réis
. Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, 1869. In-8.º (22,5 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Transcrição das audiências do julgamento de João Brandão, o conhecido facínora de Midões (Tábua), que espalhou o terror nas Beiras no período que se seguiu à guerra civil portuguesa, aqui pronunciado por "roubo com arrombamento e assassinato".
"P. que por uma hora pouco mais ou menos da noite de 30 para 31 de março de 1866 (sexta feira santa para sabbado de alleluia) e na casa de habitação que o visconde de Almeidinha possue em Varzea de Candosa, onde se achava o padre José d'Annunciação Portugal, foi este roubado por tres salteadores armados e mascarados, que penetrando alli por meio de arrombamento constante do corpo de delicto, e dirigindo-se ao quarto onde o mesmo dormia, alumiados pela luz d'uma lanterna, lhe subtrahiram da gaveta d'uma mesa que alli estava, uma bolsa de linho com um conto de réis, pouco mais ou menos em libras e meias libras.
P. que na mesma casa e logar, quando um dos tres salteadores, não contente com o dinheiro que havia roubado, pedia mais dinheiro ao padre, que acordára, apenas abriram a porta do quarto, e quando o mesmo ia a erguer-se para esse fim, foi-lhe disparado um tiro de arma de fogo, que o feriu e o atravessou com duas balas, de cujos ferimentos lhe resultou necessariamente a morte poucas horas depois, como consta do auto de autopsia.
P. que os auctores d'estes crimes foram o reo João Victor da Silva Brandão, Antonio Brandão, Mattos da Covilhã e Brito Penalva, por quanto
P. que o reo foi sempre havido por chefe d'uma quadrilha de malfeitores e assassinos, de que faziam parte os coreos, os quaes pelos laços e relações criminosas que existem entre si lhe obedeciam e obedecem cegamente."
(Excerto do Libello accusatorio)
Matérias:
[Apresentação dos intervenientes no julgamento]. | Libello acusatorio. | I - Audiencia em 31 de maio. II - Audiencia em 1 de junho. III - Audiencia em 2 de junho de 1869. IV - Audiencia em 3 de junho. V - Interrogatorio do reo. | Quesitos. | Sentença.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos, falhas de papel e pequenos orifícios, trabalho de xilófago.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
85€