Mostrar mensagens com a etiqueta Militaria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Militaria. Mostrar todas as mensagens

25 junho, 2026

INSTRUÇÃO DO COMBATENTE : PATRULHAS (RESERVADO) -
Instruções Provisórias para o Combate da Infantaria : Primeira Parte - Ministério do Exército : Direcção da Arma de Infantaria - (Reservado). [S.l.], SPEME, 1966. In-8.º (18x12,5 cm) de 227, [13] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual prático para instrução da patrulha como tropa avançada para reconhecimento e recolha de informação sensível, e em cenário de combate - defesa e ataque. Instrui ainda o patrulheiro a operar como sniper.
Publicação com chancela "reservado" utilizado pelo Exército Português durante a Guerra Colonial.
Ilustrado no texto e em página inteira com numerosas fotografias, desenhos e croquis.
"As presentes instruções são para ti, soldado, sejam quais forem as funções que exerças. Ensinam-te a desempenhar os teus deveres de soldado, quer de dia quer de noite. Mostram-te como deves proteger e preservar a saúde e como deves ver durante a noite. Ensinam-te a técnica do atirador especial e como te pode ser útil a informação de combate. Indicam-te como se redige uma mensagem e o que deves fazer como estafeta."
(Excerto de I - Generalidades - 1. Finalidade)
Índice: Título I - Instrução em combate: I - generalidades. II - Instrução do combate. III - Protecção individual. IV - Visão nocturna. V - A acção do atirador especial. VI - As informações de combate. VII - Mensagens e estafetas. Título II - Patrulhas: I - Generalidades. II - Preparação de uma patrulha. III - Patrulhas diurnas. IV - Patrulhas nocturnas. V - Patrulhas de reconhecimento. VI - Patrulhas de combate. VII - Patrulhas motorizadas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico, táctico e estratégico.
35€

20 junho, 2026

ROMÃO, José Arez - PORTUGAL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL : PORTUGAL IN THE FIRST WORLD WAR. [Lisboa], Lusitania Companhia de Seguros, SA : Grupo Montepio Geral, 2004. In-fólio (30x21 cm) de LVII, [3] p. (WW1) ; 76, [4] p. (Relatório Lusitania) ; B.
1.ª edição.
Trabalho de fundo sobre a 1.ª Guerra Mundial que integra o Relatório e Contas da Lusitania, Companhia de Seguros, S.A. referente ao ano de 2003, desenvolvido propositadamente para esta publicação, em espaço à parte.
Capa: "A Infantaria Portuguesa avança para a frente de combate, com determinação, tendo por fundo um cenário de destruição, enquanto as populações fogem em sentido inverso." Quadro a óleo da autoria de Sousa Lopes, existente no Museu Militar, em Lisboa.
Edição luxuosa, bilíngue (português/inglês), impressa em papel de superior qualidade, profusamente ilustrada com mapas e fotografias a p.b. relacionadas com o conflito. Inclui desdobrável com o balanço da empresa, estando reproduzido nas capas exteriores o mesmo quadro de Sousa Lopes.
"Poucos Portugueses e, se exceptuados os estudiosos, praticamente nenhum estrangeiro conhece a participação da pequena casa Lusitana no primeiro conflito mundial e, todavia, esta, para além do elevado contributo de sangue dos soldados portugueses na defesa de solo francês, representou um enorme esforço humano e material e que muito influenciou o curso da nossa história.
Efectivamente, para além de confrontos militares com o exército alemão, em duas frentes africanas, uma no sul de Angola e outra no Norte de Moçambique, territórios onde estiveram envolvidas forças expedicionárias de 19.438 homens, em Moçambique e de 12.500 em Angola além de mais de 100.000 nativos entre pessoal militarizado e carregadores, Portugal deu às Nações Aliadas o seu contributo através do envio para a Flandres de um Corpo de Exército constituído por 59.383 homens, dos quais 2.122 oficiais, 2.879 sargentos e 54.382 cabos e praças, apoiados por 7.783 solípedes, 1.501 viaturas e 312 camiões. Portugal contribui, ainda, com oficiais e militares de artilharia, [o CAPI], para apoiar o exército francês nesta especialidade, num total de 3.828 homens."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução. 1 - Os Antecedentes. 2 - A deflagração do Conflito e o envolvimento de Portugal. 3 - A participação portuguesa. 3.1. A guerra na Europa: 3.1.1. A instrução e o transporte para França; 3.1.2. A instalação inicial e o reagrupamento; 3.1.3. A Reorganização; 3.1.4. A nova estrutura do CEP; 3.1.5. A Guerra de Trincheiras; 3.1.6. O Sector Português; 3.1.7. A Organização das Trincheiras; 3.1.8. Acções de Combate em 1917; 3.1.9. Os Cpmbates da Frente Portuguesa de Janeiro a Abril de 1918. 3.2. A Batalha de "La Lys". 3.2.1. Forças no Terreno; 3.2.2. O Ataque Alemão; 3.2.2.1 O ataque ao Sector da 5.ª Brigada; 3.2.2.2. O Ataque ao Sector da 6.ª Brigada; 3.2.2.3. O Ataque ao Sector da 4.ª Brigada; 3.2.2.4. A intervenção da 3.ª Brigada; 3.2.2.5. A Artilharia nos Combates de 9 de Abril; 3.2.2.6. Destemor na Adversidade. 3.3. A Reconstituição do CEP. 3.4. A Guerra em África: 3.4.1. A Campanha de Moçambique; 3.4.2. A Campanha de Angola. 3.5. A Guerra no Mar. 4 - Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
50€
Reservado

11 junho, 2026

EVANGELISTA, Júlio -
UM HERÓI VIANÊS. Prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa. Viana do Castelo, Junta de Freguesia da Meadela, 2004. In-8.º (22x15,5 cm) de 75, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a António Gonçalves Pires, combatente na Grande Guerra, primeiro em Angola, mais tarde integrando o contingente do C.E.P. em França.
Obra limitada a 500 exemplares.
Ilustrada no texto e em página inteira com retratos e fotografias a p-b.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"[...] Deu-se a batalha de La Lys. As forças alemãs haviam lançado, pela madrugada, uma ofensiva irresistível protegida por implacável barragem de artilharia. As tropas aliadas tiveram de bater em retirada, que nalguns casos se tornou em fuga desordenada e confusa. Foi assinalável a acção do tenente Gonçalves Pires, que mereceu o seguinte louvor: «... no combate de 9 de Abril de 1918, manifestou coragem e altas qualidades de comando incitando as praças do seu pelotão a manterem-se resolutas na frente do inimigo, fazendo com que todos o acompanhassem na perigosíssima marcha pela estrada Oxford até estabelecer contacto com as forças em retirada» (O.S.C. 4 nº 133 de 18 de Maio de 1918)."
(Excerto de I - Um herói vianês)
António Gonçalves Pires (1893-1971). "Natural da Meadela, soube valorizar a protecção de seus padrinhos (emigrantes no Brasil regressados à sua terra natal) no estudo e vida militar. Foi um aluno distinto no ensino liceal, e frequentava o curso de Engenharia, quando foi mobilizado para a Grande Guerra. Combateu no Sul de Angola, onde revelou um grande aprumo e espírito de entrega. Criado o corpo de milicianos para o C. E. P., foi chamado a Portugal, donde partiu para os campos da Flandres no posto de alferes. Combateu em La Lys, e mereceu as mais altas condecorações: promoção ao posto de tenente em campanha, Legião de Honra e, ao regressar a Portugal, o grau de Cavaleiro da Torre e Espada com palma. Foi o mais condecorado dos oficiais portugueses do seu tempo. Instado a ingressar no quadro permanente, decidiu, pelo contrário, passar à reserva no posto de coronel por solicitação familiar."
(Retirado da badana anterior)
Roteiro:
Prefácio | I - Um herói vianês. II - Herdeiro dos Martins Viana. III - Capítulo final duma vida heróica. IV - Abreviado e por extenso.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e biográfico.
30€
Reservado

22 maio, 2026

NEVES, Alexandre Antonio das -
COMPILAÇÃO // DE // REFLEXÕES // DE SANCHES, PRINGLE, MONRO, // VAN-SWIETEN, E OUTROS // ÁCERCA DAS // CAUSAS, PREVENÇÕES, // E REMEDIOS // DAS DOENÇAS DOS EXERCITOS // DEDICADA // AO // PRINCIPE DO BRAZIL // NOSSO SENHOR, // POR // ... //
E publicada de Ordem // da Academia Real das Sciencias // para distribuir-se ao Exercito Portuguez // LISBOA: 1797. // NA TYPOGRAFIA DA ACADEMIA. // Com licença de S. MAGESTADE. In-8.º (14x8 cm) de 82, [6] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante tratado médico, para uso do Exército, baseado nos escritos de alguns dos mais conceituados médicos da época.
Ilustrado no final com desenho esquemático em página inteira.
Raro e muito curioso.
"He cousa tão perigosa, como ordinaria particularmente entre pessoas robustas, o não pôrem nenhumas cautelas, para não adoecerem: e se lhes são ordenadas, achão muitos modos de illudir essas ordens, porque se persuadem que nascem de extravagancia, ou de cobardia; como se tivessem huma particular natureza, ou não houvessem de morrer.
E nas doenças; bem se sabe, que huma grande difficuldade em curálas he o não se cumprirem exactamente as ordens, que dá o Medico; pois tudo alterão o enfermo appetitoso, e o Enfermeiro indulgente; torna o Medico, e dão-se-lhe partes falsas; expôe-se-lhe, por exemplo, ter havido aquelles symptomas, que a faltarem, elle disse seria preciso hum remedio mais violento; ou haver-se tomado todo o remedio, que ás vezes nem se chegou a ir buscar; ou deo-se comida differente da determinada, ou em maior quantidade. E fazendo isto de necessidade que vá a peior o doente, eis o Medico entendendo ser o doença mui grave, ou differente, e talvez que já o esteja. Não he preciso reflectir mais, para entender quantos danos daqui vem; e o peior he que estes desarranjos não se fazem só nas casas particulares, mas ainda nos mesmo Hospitaes; pois ahi, por exemplo, os conhecidos dos enfermos, a quem se precreveo dieta rigorosa, ouvindo-os lamentar de que lhes dão mui pouco de comer, e do que elles accusão a economia do Hospital, ou a malicia do Enfermeiro, esses conhecidos, digo, credulos a taes queixumes, levão ás escondidas de comer, de ordinario indigesto, aos seus doentes; e póde succeder que até lhes provênha dahi a morte.
Taes forão os motivos, que me resolvêrão a fazer esta Compilação das Obras de tão Célebres Medicos (na qual eu procurei conservar, quanto convinha, as proprias palavras de Sanches), mais das Reflexões de outros; a que somente fiz alguns pequenos accrescentamentos; e isto com o fim de que haja de servir aos Soldados  (e para o que tambem se reduzio a volume bem portatil), para elles conhecerem no estado de saude a utilidade das ordens, que se lhes prescrevem a beneficio della, quando se lhes determinem cousas semelhantes ás que vão indicadas nesta Obra."
(Excerto de Advertencia)
Encadernação em brochura da época, no geral bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
30€

13 maio, 2026

SEPULVEDA, Christovam Ayres de Magalhães -
ORGANISAÇÃO MILITAR DOS ARABES NA PENINSULA.
Por…Capitão de cavallaria. Lente da Escola do Exercito... [etc.]. Lisboa, Imprensa Nacional, 1901. In-4.º (25x16,5 cm) de 137, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo pioneiro e histórico sobre a ocupação árabe da Península Ibérica em todas as suas vertentes: militares, políticas, religiosas e motivacionais.
Obra rara e muito interessante, com relevância para a nossa própria história e organização civil e militar.
Ilustrada no texto com desenhos de apetrechos e equipamento militar para a guerra, a pé e a cavalo, e em separado, com duas estampas: I - Iatagan moderno, 1218 de Hegira - (Da collecção do Dr. Teixeira de Aragão) - [a duas cores]; II - Capacete arabe - (Da collecção de Sua Magestade El-Rei).
"A mesma curiosidade em assumptos que, por dever de officio, e natural pendor, versamos, e a mesma orientação no que toca ao criterio e methodo a applicar no estudo da historia, nos levou a dar toda a importancia a um periodo da historia da peninsula hispanica que tanta influencia teve na nossa antiga organisação militar, e tão intimamente se liga com a historia militar portuguesa. É o periodo da dominação dos arabes em todo esse territorio peninsular e das luctas que as armas christãs tiveram de sustentar a fim de rehaver para a nossa raça e para a nossa crença o que em má hora perdera, pelo predominio de outras crenças e outras raças. Essas lutas tinham produzido uma tão importante modificação na maneira de ser militar dos dois povos, primeiro em opposição, e mais tarde em intimo contacto e em fusão, que um e outro apresentaram, num periodo largo da historia da peninsula, uma feição caracteristica, cujo estudo se torna indispensavel para comprehendermos bem a nossa organização militar e a nossa historia guerreira na Idade Media.
Esse estudo não estava feito entre nós ; d'ahi a necessidade que tive de o produzia, embora com os fracos recursos de que dispunha. É um simples ensaio."
(Excerto do Preâmbulo)
"Constituia a guerra para o musulmano uma necessidade, um dever, uma religião.
Era a guerra o instrumento mais poderoso da sua fé; pela guerra dilatára o seu dominio pelo mundo inteiro, e com elle um novo credo religioso dimanado como a fé christã, dos preceitos fundamentaes da Biblia.
Foi inspirado o espirito do proselytismo, diz Sedillot, que Mohamede se propoz desenvolver o genio militar dos arabes «persuadindo-os de que Deus lhes dava o mundo em partilha»; redobrava-lhes as forças; uma exaltação religiosa se apoderava de todas as almas; com estas simples palavras «na vossa frente está o paraiso, atraz o inferno», os chefes arrastavam os seus soldados ao meio de uma furiosa refrega; e esse delirio supersticioso, essa vehemencia de sentimento e de acção destruia os maiores obstaculos."
(Excerto do Estudo)
Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda (1853-1930). "Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda nasceu em Goa, a 27 de março de 1853, e faleceu em Lisboa, a 10 de junho de 1930. Formado no curso de infantaria e cavalaria da Escola do Exército e no Curso Superior de Letras, foi promovido a alferes graduado em 1876 e a coronel em 1911, tendo sido também lente na Escola de Guerra. Eleito deputado pelo Partido Regenerador por três vezes, desempenhou os cargos de governador civil de Bragança e de promotor de justiça do 2° Conselho de Guerra da 1ª divisão. Integrou a redação do Jornal do Comércio e das Colónias, do qual veio a ser diretor.
Foi cofundador, em 1911, da Sociedade Nacional de História, ao lado de Fidelino de Sousa Figueiredo, David de Melo Lopes e José Leite de Vasconcelos. Ao longo da sua vida, Cristóvão Aires pertenceria ainda ao Instituto de Coimbra, à Real Academia de História de Madrid e à Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido também vogal da Comissão Nacional para as comemorações da Guerra Peninsular em 1908.
Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da Classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras a 8 de abril de 1886, tendo aí exercido os cargos de Inspetor da Biblioteca (1907-1913), Secretário da Classe de Letras (1910; 1915), Vice-Secretário (1914) e Secretário Geral (1921-1930). Integrou ainda a Comissão de Inventário do Museu Maynense."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/45)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
35€

05 maio, 2026

PORTUGAL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918).
Tomo I. As Negociações Diplomáticas até à Declaração de Guerra [Tomo II. As Negociações Diplomáticas e a Acção Militar na Europa e em África.]. Lisboa, Ministério dos Negócios Estrangeiros, 1997. 2 vols in-4.º (26x17 cm) de 449, [2] (I) e 383, [1] p. (II) ; B.
1.ª edição.
Obra em dois volumes (completa). Trata-se de um conjunto de documentos diplomáticos relevantes para o estudo das decisões políticas e militares tomadas antes e durante a participação portuguesa no conflito mundial, com influência nos diversos teatros de operações em que o país se viu envolvido militarmente - na Europa, em França, e nas colónias portuguesas africanas. Em 1920, fora já impressa uma parte bastante incompleta dos documentos que iam até à declaração de guerra, com a finalidade de ser apresentado nesse ano pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros ao Congresso da República.
Índice:
Tomo I - As negociações diplomáticas, os incidentes ocorridos nas colónias portuguesas e as pressões exercidas no sentido de levar Portugal a entrar na guerra.
Tomo II - As negociações preparatórias da entrada do Corpo Expedicionário Português na guerra da Europa e o desenrolar das operações militares em França e em África.
"Com a publicação destes dois volumes do Livro Branco sobre a primeira guerra mundial (1914-1918) realiza-se o propósito do Ministério dos Negócios Estrangeiros de trazer a lume o texto dos documentos respeitantes à acção diplomática desenvolvida por Portugal. [...]
No primeiro tomo desta obra, reproduz-se a documentação referente às diligências diplomáticas levas a efeito entre o nosso país e a Inglaterra no sentido de procurar definir, no quadro da Aliança Inglesa, a atitude a tomar pelo Governo português em vista da entrada da nossa aliada na guerra, e bem assim perscrutar a posição que aquela assumiria, no caso de virem a ser atacados os territórios portugueses em África.
Igualmente se alude, nesta primeira parte de tal colectânea, aos incidentes ocorridos nas nossas colónias do continente africano com as tropas da Alemanha e às decorrentes relações então estabelecidas entre os Governos dos dois países. A apropriação dos navios alemães surtos em portos portugueses e a reacção que tal medida provocou por parte do Governo de Berlim são também referidas nas comunicações na altura trocadas.
Assume ainda especial relevo a documentação alusiva ás pressões exercidas, quer interna quer internacionalmente, sobre o Governo no intuito de nos levar a participar nas hostilidades na Europa ao lado das potências aliadas A situação daí resultante veio a ser considerada insustentável,o que provocou a dissolução do Governo, aliás, explicitamente referida em carta dirigida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros cessante ao Ministro de Portugal em Londres.
Com a declaração de guerra, em 9 de Março de 1916,  e as suas repercussões imediatas no domínio internacional conclui-se a parte mais assinalável do primeiro volume da obra."
(A. de Paula Coelho, Nota Prévia do Tomo I)
"Conclui-se, neste segundo tomo do Livro Branco, a reprodução dos documentos respeitantes à actividade diplomática desenvolvida e, sobretudo, à acção exercida pelo Corpo Expedicionário Português no teatro das operações na Europa.
Sobreleva, de entre o acervo encontrado, a correspondência relativa a diversos aspectos da guerra de que se destacam:
As diligências destinadas a determinar o transporte e a participação das forças militares portuguesas nas hostilidades em França, e a sua integração nas tropas aliadas que combatiam naquele país.
Os incidentes militares ocorridos em Angola e Moçambique entre tropas portuguesas e alemãs.
A questão da administração dos territórios africanos conquistados pelas forças portuguesas aos alemães.
A reacção provocada entre os Aliados por uma proposta de paz apresentada pela Alemanha e seus aliados, bem como uma nota, também a favor da paz, enviada pelo Presidente dos Estados Unidos da América aos Governos dos países na guerra.
Tentativas inglesas no sentido de conseguir que os navios apropriados aos alemães passassem a participar do esforço de guerra da Grã-Bretanha.
Incidente resultante de uma declaração do «Labour Party» acerca dos territórios portugueses em África e posição a este respeito assumida pelo Governo britânico.
Diligências inglesas no sentido de ser autorizado o recrutamento de indígenas em Moçambique destinados a operarem com as forças inglesas em África.
Arranjos propostos  para a inserção das forças das forças militares portuguesas nos exércitos que combatiam em França.
Colaboração militar entra as forças portuguesas na África oriental."
(Excerto da Nota Prévia do Tomo II)
Exemplares em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar conjunto.
Com interesse histórico. 
50€

25 abril, 2026

COELHO, R. - HORAS DE GUERRA. Memórias de Um Miliciano. Fornos d'Algodres, Tipografia Mondego, 1924. In-8.º (22,5 cm) de [16], 174, [10] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
M
emórias de guerra de Manuel Benjamim Rodrigues Coelho, natural de Tavira, que combateu na Grande Guerra nas fileiras do C. E. P., sendo um dos sobreviventes de La Lys. Trata-se dos seus apontamentos, em grande parte, escritos no front.
Livro ilustrado com sete estampas em página inteira, incluindo um croquis do itinerário seguido pela 11.ª C. do B. I. 12 na batalha de 9 de Abril.
"No dia 8 nada de anormal! Nada indicava que estávamos da véspera dos importantes acontecimentos que vieram a desenrolar-se, no entretanto dão-se ordens para que o batalhão disponha as coisas para retirar na manhã do dia 9. Estes preparativos e estas ordens são dadas e cumpridas com alegria e entusiasmo: - chegava enfim o anceado repouso ao cabo de três intenssissimos mêses de luta nas trincheiras dum sector agitadissimo. Mas esta vida é tôda feita de surprêsas - e a alegria transbordante dos nossos homens fôi surpreendida pela agitação nervosa, inquietantes, dum infernal bombardeamento que na negra madrugada de 9, veio assaltar as nossas linhas. E os homens da 11.ª companhia em vez de retirarem, teem contraordem e marcham a ocupar um reducto de Pem du Hem.
A ordem é cumprida sem exitação, - as leis da guerra são duras - e o alferes Assis Gonçalves, que sempre teve os seus homens obedientes e disciplinados, leva-os para mais um sacrificio sem uma única defecção. E lá marcham debaixo dum bombardeamento de cada vez mais violento, correndo ou rastejando sob uma chuva intenssissima de estilhaços, indo um deles atingir em pleno peito, o sargento Domingues o qual lhe fura a máscara anti-gaz. Mas isso só serve para o encorajar! Metem-se a córta-mato, atravessam em La Fosse o canal Lawe na direcção de Bout Deville, pois é impossivel o transito nas estradas, batidas em tôda a extensão. Procuram através de tudo cumprir a ordem do comando do batalhão!
Meio desnorteados encontram um reducto à frente do chateau du Marais ocupado já por tropas inglêsas comandadas por um alferes e depois superiormente pelo capitão Holdswuth, mas para o atingir é necessário atravessar a vau o largo dreno de irrigação que o circunda.
Os homens levavam consigo apenas as munições de reserva, ou seja 100 cartuchos cada um, e as secções de metralhadoras traziam os depósitos vasios, em virtude da ordem repentina do comando do batalhão e por informarem e por informarem o comandante da companhia, que no reducto havia munições; de sorte que, encontraram-se na frente do inimigo com aquela miseria!...
Aqui, neste pequeno reducto, os soldados do 12 procuraram salvar a honra do seu Exercito."
(Excerto do Cap. X, Do Lys ás areias de Ambleteuse)
Índice:
Prefácio. I - A Viagem. II - Durante a preparação. III - Na fornalha. IV - Laventie. V - O Parque. VI - A Permissão. VII - De volta ao Front. VIII - Uma eleição torpedeada. IX - Outro modo de vida. X - Do Lys ás areias de Ambleteuse. XI - O grande delírio. XII - De regresso.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas ligeiramente oxidadas, com mancha antiga de humidade junto da lombada.
Raro.
40€

23 abril, 2026

RAMOS, Battaglia -
BREVE NOTICIA  SOBRE A ORDEM DO SANTO SEPULCHRO
. Lisboa, Imprensa Lucas, 1899. In-8.º (19x12 cm) de 14, [2] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da Ordem do Santo Sepulcro, comunidade criada na sequência da Primeira Cruzada tendo como finalidade a protecção dos locais sagrados do cristianismo, sobretudo a basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, evoluindo para uma ordem militar de proteção aos peregrinos.
Obra muito invulgar, impressa em papel de superior qualidade, a primeira que sobre este assunto se publicou entre nós. A BNP não menciona.
Ilustrada no texto, em página inteira, com o escudo da Ordem, e em separado, com duas estampas: Igreja do Santo Sepulcro; retrato do Patriarca de Jerusalém.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Visconde de Sanches de Baena (1822-1909), médico, historiador, genealogista e heraldista português.
"As origens da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém remontam à Primeira Cruzada, quando o seu líder, Godofredo de Bulhão, libertou Jerusalém.
Na reorganização que fez dos corpos religioso, militar e administrativo do território recém-libertado do controlo Muçulmano, criou a Ordem dos Cónegos do Santo Sepulcro. Segundo os registos dos Cruzadas, em 1103 o primeiro rei de Jerusalém, Balduíno I, assumiu a chefia dessa ordem canónica e reservou, para si e para os seus sucessores (como agentes do Patriarca de Jerusalém), a prerrogativa e o direito de nomear os Cavaleiros para essa ordem, no caso de ausência ou impossibilidade do Patriarca.
A Ordem incluía não só membros regulares (Frates), mas também seculares (Confrates) e militares. Estes últimos eram armados cavaleiros de entre os cruzados pelo valor e dedicação demonstrados, fazendo votos de obediência à Regra Agostiniana de pobreza e obediência e assumindo, como especial obrigação, defender o Santo Sepulcro e os Lugares Santos, sob o comando do Rei de Jerusalém."
(Fonte: https://santosepulcro-portugal.pt/o-c-s-s-j/)
"A Ordem do Santo Sepulcro em Portugal teve origem no século XII (c. 1103) como uma ordem militar e canónica, instalada no Mosteiro de Santo Sepulcro em Penalva do Castelo. Apoiada por D. Teresa, visava defender a Terra Santa e orar no local sagrado. Atualmente, a Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém continua ativa como instituição pontifícia." (IA)
"A Ordem do Santo Sepulchro de Jerusalem teve fundação pelos annos de 1000, da era christã.
Deve-se a sua origem ao facto de se resolver prestar o devido culto aos santos logares da Palestina onde se realisou o drama sublime da Cruz.
Occupada a grandiosissima basilica fundada por Santa Helena, pela instituição dos conegos regrantes de Santo Agostinho, tinham estes por serviço rezar missa ao romper do dia no altar occidental do monumento; celebrar a 15 de julho todos os annos solemnmente a data da toma-da de Jesrusalem que havia sido em 1099; a 16 officiar pelas almas dos christãos mortos durante o assedio; e a 17 especialmente pela de Godofredo de Bolhão, Barão e Defensor do Santo Sepulchro e o mesmo que não acceitou a corôa real, por não querer, segundo disse, usar uma corôa de oiro onde o Rei dos reis usara uma de espinhos."
(Excerto de Breve noticia...)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€

18 abril, 2026

CÆSAR, Julius - JULII // CÆSARIS // COMMENTARII // DE // BELLO GALLICO ET CIVILI // Ejusque fragmenta, & alia // quæcumque exstant. // ACCEDIT AD COMMENTARIOS // DE BELLO GALLICO // A. HIRTII CONTINUATIO // Itemque ejusdem // BELLUM ALEXANDRINUM. // AFRICANUM, & HISPANIENSE. // Omnia ex veteris Commentarii Patavini editione, cui // nunc primum adjetæc sunt // CHRISTOPHORI CELLARII // ADNOTATIONES. // VENETIIS, MDCCXCII. // Apud Hæredes Constantini. // Superiorumpermissu. In-8.º (16x8 cm) de [6], 678 p. ; E.
Edição setecentista deste clássico da literatura universal e militar, impressa no original, em latim, sobre o tempo que o grande general romano Caio Júlio César passou em campanha na Gália.
"Comentários à Guerra da Gália ("Commentarii de Bello Gallico" em latim) é o relato, em primeira mão, de Júlio César sobre as Guerras Gálicas, escrito como uma narrativa na terceira pessoa. Nela, César descreve as batalhas e intrigas que ocorreram nos nove anos em que ele passou lutando contra os povos germânicos e celtas da Gália que se opunham à conquista romana.
A "Gália" à qual se refere César é toda a Gália, com exceção da Província Narbonense (hoje Provença), englobando toda a França atual, Bélgica e parte da Suíça. Noutras outras ocasiões ele se refere somente ao território habitado pelos Celtas.
A obra tem sido um dos pilares da instrução latina por via da sua prosa simples e direta.
Começa com a frase frequentemente citada "Gallia est omnis divisa in partes tres", que significa "A Gália está toda dividida em três partes". A obra completa contem oito secções, Livro 1 ao Livro 8, variando em tamanho de aproximadamente 5.000 a 15.000 palavras. Cada um dos livros de De Bello Gallico é consagrado a uma das sete campanhas de César na Gália, sendo o livro 8 escrito por Aulus Hirtius, após a morte de César."
(Fonte: https://www.fnac.pt/livre-numerique/a7809980/Comentarios-a-Guerra-da-Galia)
Júlio César (100 a.C. - 44 a.C.). Foi um militar, político e ditador romano. "Júlio César protagonizou um dos percursos militares mais impressionantes de todos os tempos. Num olhar contemporâneo, tal facto revela-se especialmente meritório num homem que não era soldado profissional. Mas a verdade é que, para os senadores romanos, milícia e política eram inseparáveis e inevitáveis. No caso de Júlio César, as suas conquistas militares tiveram sempre um objectivo claro: obter mais poder para si próprio em Roma. As chaves do seu êxito militar eram o seu extraordinário carisma pessoal, a sua relação especial com os soldados, a ambição de levar a cabo acções que ninguém jamais realizara e a inteligência para alternar crueldade e clemência, conforme fosse mais conveniente em cada momento.
As histórias sobre a sua excepcional coragem pessoal remontam à sua juventude: com apenas 19 anos, César ganhou uma coroa cívica, a mais alta condecoração de coragem e bravura, por ter arriscado a sua vida para salvar outro romano. Em Vida do divino Júlio, Suetónio registou inúmeras demonstrações da coragem e do talento de um homem que se destacava não só no manejo das armas, mas também no dos cavalos (algo que os adivinhos tinham previsto). Até ao fim, César criou e cuidou cuidadosamente do seu corcel, a ponto de lhe dedicar uma estátua em Roma.
César era também um militar infatigável, capaz de marchar a pé, ao sol ou sob chuva, de atravessar rios a nado e de ser extremamente rápido a percorrer longos trajectos. Por vezes, chegava ao destino antes dos mensageiros que deveriam anunciar a sua chegada. A sua célebre frase Veni, vidi, vici (“cheguei, vi e venci”), que proclamou num dos seus desfiles triunfais em Roma, refere-se, de facto, à celeridade com que o general planeou e venceu uma guerra-relâmpago contra o rei Fárnaces do Ponto. Este invadira a província romana do Ponto e César, que se encontrava no Egipto, partiu de imediato ao seu encontro. O desfecho chegou poucas semanas depois: Fárnaces foi derrotado pelos romanos na batalha de Zela, em 2 de Agosto de 47 a.C.
No campo de batalha, César era conhecido pela capacidade de sacrifício e pela coragem, sendo capaz de cometer actos ousados, como disfarçar-se de gaulês para atravessar os postos de guarda inimigos, ou embarcar sozinho numa infernal noite de Inverno durante a guerra civil contra Pompeu para alcançar a costa da Grécia. Diz-se também que, em Alexandria, teve de saltar para uma barcaça devido a um ataque inimigo e que, quando vários outros soldados se lançaram sobre esta afundou-se.
César foi, então, forçado a saltar para a água e a nadar quase 300 metros até chegar a um navio próximo, com a mão esquerda elevada para evitar que se molhassem os escritos que levava e arrastando com os dentes o manto de general para que este não caísse nas mãos do inimigo. A sua biografia está repleta de episódios semelhantes que, verídicos ou não, evidenciam a valentia que já na sua época se atribuía ao líder romano.
O próprio César contribuiu para alimentar a sua lenda nos Comentários sobre a Guerra das Gálias e Comentários sobre a Guerra Civil. Escritas num latim exemplar e na terceira pessoa, César descreveu ali a sua participação nessas campanhas, elogiando as suas conquistas e minimizando os seus fracassos. Na guerra das Gálias, César apresentou-se em diversas ocasiões na linha da frente do combate. Na batalha final contra os helvécios, o general desmontou do cavalo e lutou ao lado dos soldados de infantaria, negando-se a fugir. Fê-los saber que estava ali para vencer ou morrer, um gesto espantoso e admirável com o qual infundiu coragem nos seus homens, compensou os seus erros anteriores na campanha e ganhou prestígio e admiração.
No ano seguinte, quando as tribos belgas se revoltaram, César enfrentou-as na batalha de Sambre. Perante o ataque-surpresa dos belgas contra os romanos, o general multiplicou os seus esforços, encarregando-se de formar a linha de batalha e de dar o sinal de ataque, animando pessoalmente os seus soldados e centuriões. Por fim, no cerco de Alésia contra o gaulês Vercingetórix, a sua presença no campo de batalha foi uma das chaves da vitória das suas legiões. César tinha a capacidade de aparecer no momento oportuno, arriscando a sua integridade física se necessário, muitas vezes precipitando o desfecho da batalha a seu favor.
A coragem que César mostrava como militar servia de exemplo para os seus soldados, com os quais mantinha um vínculo singular. Os homens viam nele um líder próximo que partilhava as suas dificuldades e César apreciava-os pelo seu valor no campo de batalha, independentemente da sua origem ou posição social. De facto, em assembleia, dirigia-se a eles como conmilitones (“camaradas”), e sabia os seus nomes. Esta consideração com que tratava os seus soldados traduzia-se em lealdade e esforço por parte destes, pois sabiam que o seu valor seria recompensado.
Os homens de César estavam dispostos a suportar todo o tipo de sofrimento pelo seu general. Na verdade, durante a guerra civil, muitos cativos preferiram morrer a traí-lo. Os soldados também rivalizavam entre si para demonstrar a sua valentia.
Os homens de César não hesitavam em sacrificar-se por ele e ele sofria por eles quando o infortúnio os atingia. Em 54 a.C., quando algumas tribos belgas atacaram os acampamentos de Inverno de César, a coluna romana foi quase totalmente aniquilada. A derrota afectou muito o general, que deixou crescer a barba e o cabelo em sinal de luto e não os cortou até vingar os seus homens. Acções como esta reforçaram o seu vínculo com os soldados e consolidaram a lealdade destes a ponto de o exército de César ter chegado a ser maior do que o da própria República."
(Fonte: https://www.nationalgeographic.pt/historia/o-genio-militar-julio-cesar_3127)
Encadernação coeva, sólida, inteira de pele com nervuras, dourados e rótulo na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Fronstispício apresenta carimbo, rubrica (ilegível) e assinatura de posse do Pe. Joaquim José Carvalho.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

16 abril, 2026

SOUSA, Comandante Jaime de - AGONIA DE UM HERÓI. A derradeira viagem do "Adamastor". Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, Lda., 1945. In-8.º (19x12,5 cm) de 448, [2] p. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição.

"O Adamastor foi um cruzador da Marinha Portuguesa, construído nos Estaleiros Navais de Livorno (Itália), em 1896, entregue à Marinha Portuguesa em 1897, e financiado pelas receitas provenientes de uma subscrição pública organizada como resposta portuguesa ao Ultimatum britânico de 1890. O seu primeiro comandante foi o Capitão de Mar-e-Guerra Ferreira do Amaral. 
O Adamastor desempenhou um papel importante no golpe revolucionário de 5 de Outubro de 1910, que levou à implantação da República, sendo responsável pelo bombardeamento do Palácio das Necessidades.  Durante o seu período de serviço o Adamastor percorreu em missões de soberania quase todos os territórios ultramarinos, de Angola a Timor. Também fez várias visitas oficiais a países estrangeiros, como o Brasil e o Japão. Na Primeira Guerra Mundial, o Adamastor tomou parte activa nas operações militares contra os alemães, no norte de Moçambique."
Livro ilustrado em separado com retratos do autor e do capitão Ferreira do Amaral, e fotogravuras do navio e de alguns dos locais aportados.
Jaime Júlio Velho Cabral Botelho de Sousa (1875-1945). “Foi um político e militar da Marinha Portuguesa, tendo chegado ao posto de capitão-de-fragata. Exerceu as funções deputado e de Ministro das Colónias de 20 a 29 de Novembro de 1820 no governo de Álvaro de Castro. Nasceu em Ponta Delgada. Depois de completar os estudos liceais, partiu para Lisboa, tendo ali concluído o curso da Escola Naval. Após a Primeira Guerra Mundial exerceu funções diplomáticas como Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário de Portugal à Comissão de Reparações de Guerra. Apesar de ter sido deputado durante o regime monárquico, após a implantação da República Portuguesa foi Ministro das Colónias (de 20 a 29 de Novembro de 1920) num dos efémeros governos presididos por Álvaro de Castro. Publicou um livro intitulado Agonia de um herói : a derradeira viagem do "Adamastor" (Lisboa : Marítimo-Colonial, 1945), descrevendo a última viagem do cruzador Adamastor."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas plastificadas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico. 
30€

30 março, 2026

CORRÊA, Carlos Alberto -
A ARTE NA GUERRA. (O official - O soldado).
[Por]... Capitão de Cavallaria. Lisboa, Imprensa Libano, vda Silva, 1912. In-4.º (23,5x16,5 cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio sobre liderança e estratégia militar no campo de batalha, publicado já sob os auspícios do novo regime saído do 5 de Outubro de 1910.
Obra rara, muito interessante, não mencionada na BNP, a não ser a existência de uma folha volante que certifica a publicação do livro.
"A palavra tactica vem da palavra grega [...] que significa: ordem, arranjo, disposição.
Effectivamente pode-se definir a tactica como a arte de dispôr e de fazer mover com ordem as tropas no campo de batalha.
Hoje o termo tactica tem uma significação mais extensa e assim é o conjuncto de processos empregados para marchar, proteger-se e combater.
Estes processos são differentes segundo as armas. Cada arma tem a sua tactica particular de marcha, de estacionamento e de combate. Quando actuam em conjuncto, applicam os processos da tactica das trez armas.
A arte da guerra comporta alguns principios imuteveis provenientes de causas moraes ou physicas. Mas a utilisação d'esta arte, a applicação d'estes principios estão submettidas a constantes variações, porque os meios empregados, o estado moral das tropas, o terreno, são coisas essencialmente variaveis. [...]
A primeira causa que pode actuar sobre a tactica é a natureza das armas.
Para ferir um adversario, pode-se empregar dois meios: lançar contra elle um corpo, conservando-se a distancia; ou correr para elle, e, de perto, feril-o com a arma. Assim ha duas naturezas d'armas: armas d'arremeço e armas de choque."
(Excerto do Ensaio)
Indice:
1.ª Parte - A arte na guerra: I - Tactica - Estrategia. II - Preparação - Execução: A) Necessidade do estudo e d'uma preparação constante para a guerra; B) Systema militar d'um estado.
2.ª Parte: O official - O soldado: I - O chefe: A) Qualidades do chefe; B) Da disciplina. II - O soldado.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€
Reservado

23 fevereiro, 2026

ARESTA, Eugenio - A GUERRA DE SEMPRE. (Novela dum soldado). Porto, [Edição do Autor]. Depositario: A J. d'Almeida, [1920]. In-8.º (22,5x15 cm) de 238, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Romance sobre a Grande Guerra, realista, muito bem redigido, reflectindo a experiência do autor, capitão do C. E. P. na Flandres. Narra a história de um soldado - João - desde a sua chamada, na sua aldeia natal, passando pela dia a dia nas trincheiras lodosas, o episódio de La Lys e o sofrimento que se seguiu, terminando com o seu regresso à pátria e ao desânimo que dele se apoderou, pelos acontecimentos socio-políticos do pós-guerra.
Livro impresso em Valongo na Tipografia Lusitana, dedicado "Á memoria dos meus soldados de Africa e de França mortos em campanha."
"Naquela manhã, a praça da aldeia estava concorrida. No adro da egreja, um grande ajuntamento ouvia lêr qualquer coisa, escrita num papel pregado na porta grande. Mulheres cochichavam. Algumas lacrimejavam já, com a emotividade facil do mulherio, que tira tristesas de tudo quanto lhes altera o charco parado da vida. [...]
João foi-se chegando mais, curioso e inquieto. De toda aquela gente destacou-se uma velha a chorar, com grande gestos de desespero. Os cabelos desfeitos, caiam-lhe ralos pelos ombros como estrigas desfiadas de linho. Toda ela, convulsa e desesperada, soltava lancinantes gritos amargurados. Gente saiu do adro. Nalguns grupos murmurava-se. João ouviu profusamente falar em guerra, chamada de soldados, partida, enquanto mais mulheres passavam chorando. [...]
Na porta da egreja, colado aos cantos por quatro obreias vermelhas, estava um papel azul. Era o que liam, era aquele bocado de papel que fizera no adro o ajuntamento dos dias de festa. Ajuntamento sem alegria, onde em vez de cantigas se segredavam coisas, com graves ares compenetrados e tristes. Pareceia a João que os olhares se demoravam nele, com uma especie de muda compaixão."
(Excerto do Cap. I, Para terra extranha)
Indice dos capitulos:
I - Para terra extranha. II - A alma franceza. III - Longe da vista. IV - A linha. V - Batalha [La Lys]. VI - Ruinas. VII - Abandonados. VIII - Humilhados. IX - A dôr maior. X - Armisticio. XI - Amargura. XII - A rua. XIII - Motim. XIV - Alvorada.
Eugénio Rodrigues Aresta (1891-1956). "Nasceu em Moura, distrito de Beja, a 23 de Maio de 1891. Escolhendo a carreira militar como futuro profissional, realizou os seus estudos na Escola do Exército, tendo sido promovido na arma da Infantaria: a Praça (1909), a Alferes (1914) e a Tenente (1917); e nomeado Oficial instrutor de metralhadoras pesadas e adjunto da Comissão Técnica da Arma da Infantaria. Sob comando do General Pereira da Eça, integrou a Coluna Expedicionária a Angola, em 1915, distinguindo-se na campanha para a ocupação da região do Cuanhama.
Com a eclosão da 1.ª Guerra Mundial e subsequente participação de Portugal, foi mobilizado para o Corpo Expedicionário Português e enviado para a frente da batalha na Flandres, sendo agraciado pela sua ação militar com a Cruz de Guerra e as "fourragères" da Torre e Espada e do Valor Militar.
De regresso a Portugal após a assinatura do Armistício, a par da vida militar iniciou a sua incursão na vida política filiando-se no partido da União Republicana, de Brito Camacho. Assim, para além da colaboração no jornal "A Lucta", foi eleito deputado por esse partido pelo círculo de Beja entre 1921-1922 e entre 1922-1925. Colocado numa unidade militar do Porto, onde veio a constituir família, decidiu então retomar os estudos universitários, matriculando-se na 1.ª Faculdade de Lertas do Porto, no curso de Ciências Filosóficas.
Membro da Maçonaria na Loja Progredior, agraciado com o grau de Mestre Maçon em 1926, passou à oposição na sequência do triunfo da Ditadura Militar, sendo um dos conspiradores da frustrada Revolta de 3 de Fevereiro de 1927, no Porto, o primeiro dos golpes "reviralhistas". Esta participação ditou a sua prisão e julgamento, sendo sentenciado à exoneração do Exército e à deportação por um ano para S. Tomé e Príncipe. Concluiu a licenciatura em Ciências Filosóficas em 19 de Julho de 1928, após o seu regresso ao Porto, defendendo uma dissertação sobre o método filosófico de Bergson, com a qual obteve a classificação de 20 valores.
Em 1933 foi reintegrado no Exército como capitão do Quartel-General da 1.ª Região Militar; contudo, recusado o grau de Coronel devido ao seu ideário político, quatro anos mais tarde solicitou a passagem à reserva, optando pela carreira como docente no ensino liceal privado nos Colégios de Almeida Garrett e de João de Deus, ambos na cidade do Porto. De resto, a sua ligação aos movimentos de oposição ao Estado Novo vedaram-lhe integralmente o ingresso nos ensinos liceal oficial e universitário, para o qual fora recomendado pelo Dr. Aarão de Lacerda, embora sem inviabilizar a publicação de manuais para o ensino liceal da Filosofia, através da Editora Marânus.
Faleceu a 20 de Agosto de 1956 na cidade do Porto, após uma doença prolongada resultante dos gaseamentos sofridos na campanha da 1.ª Guerra Mundial."
(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2008)
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura (colada na pasta anterior).
Raro.
A BNP menciona a obra com a indicação "sem informação exemplar".
65€

19 fevereiro, 2026

LUCAS, António José de Carvalho -
CAMPANHA DE ÁFRICA : Angola - 1914/1918.
Cadernos de História Militar N.º 8. Lisboa, Direcção do Serviço Histórico-Militar, 1989. In-8.º (21x14,5 cm) de [1], 60 f. ; [5] mapas ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das campanha africanas da Grande Guerra em Angola, a preparação da empresa, o corpo expedicionário e os combates.
Obra invulgar e muito interessante, com interesse para a bibliografia WW1.
Livro impresso na frente, ilustrado no texto com inúmeros quadros estatísticos, e em separado, com 5 mapas, croquis e esboços das contendas.
"As tropas Alemãs partem de Kalkfontein a 27 de Outubro tendo Naulila como objectivo e sob o Comando do Major Frank. Este dividira-as em duas Colunas: Uma que dirigia pessoalmente e uma segunda Comandada por Von Water que seria destacada para a frente. As primeiras forças atingem o Cunene a 12 de Dezembro, altura em que ocorrem os primeiros contactos com as tropas Portuguesas no flanco direito da posição compreendida entre Naulila e Calueque. Nos morros do Calueque estava em vigilância um pelotão do 1.º Esquadrão de Dragões que interceptou uma patrulha Alemã. De imediato a informação é enviada a Naulila, onde se encontrava o Quartel General: Os Alemães tinham o seu acampamento a oeste do  morro, na margem esquerda do Cunene, e aí permaneceram esperando a coluna de Frank. Roçadas manda seguir para Calueque o restante do Esquadrão de Dragões que estava em Naulila e o destacamento do Major Salgado estacionado na Dongoena. Nos dias seguintes continuariam os contactos entre o Esquadrão e patrulhas Alemãs.
A posição Portuguesa apresentava dois pontos fortes: No extremo esquerdo Naulila e no lado oposto o Calueque. Entre ambos, os diversos locais onde a travessia do Cunene era possível, estavam devidamente vigiados. Mas o ataque Alemão irá incidir sobre Naulila onde a defesa apresentava 3 Quilómetros de frente, e portanto extensa para o número de homens que a guarnecia."
(Excerto de Combate de Naulila - O confronto entre os Portugueses e Alemães
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
25€
Reservado

02 fevereiro, 2026

PINHEIRO, Cap. António dos Santos Boavida -
GIMNO-CROSS - EDUCAÇÃO FÍSICA : LEGIÃO PORTUGUESA.
Estudo realizado pelo... Mestre de Educação Física; Instrutor Militar do Batalhão n.º 4 da L. P. [S.l.], Legião Portuguesa, 1966. In-8.º (22,5x17 cm) de [2], 6, 14, [4], [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso estudo de educação física patrocinado pela Legião Portuguesa, verdadeiro manual de treino e organização militar. O autor propõe para a aula de ginástica ministrada na instrução da LP corridas de corta-mato em terreno aberto e acidentado, com os exercícios descritos ao pormenor, incluindo recomendações sobre saúde e fadiga.
Trabalho impresso em papel de superior qualidade, policopiado, sem menção na BNP, divide-se em três partes:
- A apresentação do exercício;
- O exercício propriamente dito - o "Gimno-cross";
- O papel do instrutor.
"Dos horários de instrução da L. P. faz parte, como não poderia deixar de ser, um período destinado à Educação Física, que como meio necessário à educação integral do indivíduo deverá ser utilizado de forma a obter-se um rendimento máximo da sua acção dentro de tal objectivo."
(Excerto da Apresentação)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
35€

25 janeiro, 2026

OOM, F. - ARMAS DE ARREMESSO. Anteriores ás de fogo.
Por... Revista Militar : Maio de 1917
. Lisboa, Tipografia Universal, 1917. In-4.º (24,5x17 cm) de 20 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Resenha monográfica sobre armaria antiga. Interessante subsídio para a história dos meios de ataque e defesa que precederam as armas de fogo.
Livro ilustrado no texto ao longo do livro com desenhos esquemáticos e uma fotogravura.
"Tem a guerra actual posto novamente em uso numerosos meios de ataque ou de defesa que pareciam sepultados para sempre no esquecimento, depois de terem tido largo emprego numa antiguidade mais ou menos remota.
As granadas de mão que outrora deram nome e fama aos orgulhosos granadeiros, tornam a ter uma diaria aplicação. Os morriões ou celadas de aço medievais de novo são feição caracteristica dos combatentes.
Renascem nas trincheiras as bêstas, as balistas e catapultas para arremessar varios projecteis a pequenas distancias, e até a propria funda se vê outra vez empregada largamente.
Pareceu-nos por isso de certo interesse recordar aqui o que eram as armas de arremêsso antigamente usadas, antes de se tornarem preponderantes as armas de fogo."
(Excerto da Introdução)
Índice: Dardos. | Fundas. | O «Boomerang». | A roda ou «chaca» indiana. | Arcos e flechas: - Arco europeu; - Arco oriental; - Bêstas. | Trons e engenhos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas de papel marginais.
Muito invulgar.
Com interesse histórico militar.
Sem registo na BNP.
10€