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18 junho, 2025

OSORIO, Ana de Castro -
VIAGENS AVENTUROSAS DE FELÍCIO E FELIZARDA AO BRASIL.
Ilustrações de A. Jourdain. Lisboa, Lusitania Editora, Lda, 1923. In-8.º (20,5x14,5 cm) de 209, [3] p. ; il. ; C.
1.ª edição. 
Livro de leitura apresentado ao concurso aberto em Portugal pela Direcção Geral do Ensino Normal e Primario em 7 de Abril de 1920 e aprovado para leituras correntes da 5.ª classe da Escola Primaria, em 30 de Janeiro de 1922.
Obra interessante e educativa, belissimamente ilustrada por A. Jourdain, alguns em página inteira.
"É preciso semear, nos cidadãos do mundo e governantes das nações, uma consciencialização de que o espaço marítimo é da responsabilidade comum.
Foi nesta perspectiva que a escritora Ana de Castro Osório concebeu o audacioso projecto de, fundindo o real e o fantástico e recorrendo à retórica da personificação, ministrar, com a engenhosa imaginação de dois bonifrates, muitas e curiosas informações sobre as águas frias do Atlântico Norte, tendo deixado as águas tropicais do Atlântico Sul para uma próxima viagem de Felício e Felizarda. Esta é uma obra de urdidura narrativa simples e interessante que, inscrita agora também na temática Os Oceanos, Um Património para o Futuro, servirá para informar, formar e divertir tanto crianças como adultos."
(Fonte: Wook)
Com dedicatória manuscrita - em carimbo olegráfico - da Lusitânia Editora à redacção de O Mundo.
"Agora que já temos os nossos herois prontos para novas aventuras vamos tratar de os embarcar... - dizia o Pedrinho chamando a mãe para junto da sua cadeira de repouso.
- Bom! Cá estão eles vestidos a capricho, como verdadeiros viajantes que sabem as regras de bem viver... - respondeu ele, pegando nos bonecos e mostrando-os aos pequenos, que Pedrinho consentia que ouvissem a historia das maravilhosas aventuras que era costume sucederem aos seus queridos herois, com a condição de estarem com atenção e não interromperem a mãe com as suas intempestivas preguntas e observações. Ali estavam pois para ouvir e calar..."
(Excerto de I - Pela barra fóra)
Ana de Castro Osório (1872-1935). "Escritora, feminista e ativista republicana. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas."
(Fonte: Wook)
Encadernação cartonada do editor dom deseno e letras a negro e amarelo.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Lombada apresenta pequena falha do revestimento.
Invulgar.
25€

15 setembro, 2020

OSORIO, Ana de Castro - EM TEMPO DE GUERRA. Aos soldados e ás mulheres do meu país. Lisboa, Editores - Ventura e Companhia, 1918. In-8.º (21,5 cm) de 142 p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de artigos publicados pela autora em diversos periódicos ao longo da Primeira Guerra Mundial, tendo como tema o empenho e participação da mulher portuguesa no conflito.
Junta-se folheto de propaganda à obra, exortando o público feminino à leitura.
"O nosso país está hoje oficialmente em guerra com a Alemanha e os seus aliados, embora desde o primeiro momento em que a França se sentiu ameaçada pela furia germanica, todos os portuguêses se sentissem de alma e coração com os povos, que representam a fraternidade de sangue e das tradições, que mais nos orgulham. [...]
Neste momento as mulheres portuguêsas, sem mais se preocuparem com as mesquinhas questões partidarias, fraternisaram imediatamente, pondo acima de todos os outros sentimentos o sentimento sacratissimo da Patria. [...]
Mal se pensou na mobilisação dos homens, logo as mulheres se apressaram a fazer uma espontanea mobilisação, que é o movimento mais belo, que em Portugal se tem produzido nos ultimos tempos da vida nacional.
A esse espontaneo e lindo movimento representado pela pequena Comissão Feminina Pela Patria, que arrostou com todos os reparos e más vontades das ideias iniciais, seguiu-se a explendida Cruzada das Mulheres Portuguêsas que começou os seus trabalhos com a publicação duma circular, largamente espalhada no país e colonias, que prova bem aos homens, não só os nossos patricios, como aos dos outros países, que a mulher portuguêsa não recuará ante nenhum sacrificio para honrrar o nome de Portugal e manter a sua integridade e a sua riqueza.
Sem uma hesitação, sem um protesto, ei-las que se apresentam com firmeza e com dignidade, afirmando aos homens de hoje, como as suas avós o afirmaram, por certo, aos que iam em demanda de novas rótas e países mal entrevistos em sonhos de grandeza, que podem partir confiadamente deixando ás suas mulheres o encargo, não menos glorioso, de fazer dos seus filhos cidadãos portuguêses e de cuidar da terra, que os hade acolher e sustentar de volta."
(Excerto de Portugal em guerra)
Indice:
Antes de abrir. | A nossa missão. | Portugal na guerra. | Acção feminina. | Libertação feminina. | Trabalho feminino. | Questões de educação. | Mobilização feminina. | Assistencia feminina. | Raça portuguesa. | Patria. | Que fazer? | Na inauguração da Primeira Casa de Trabalho da «C. M. P.».
Ana de Castro Osório (1872-1935). "Escritora, feminista e ativista republicana. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas."
(Fonte: wook)

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. Capa frontal manchada, com pequenos rasgões e falha de papel à cabeça. F. anterrosto e f. índice sem pedaço de papel (cerca de 1/6). Pelo interesse e raridade deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

26 novembro, 2018

OSORIO, Ana de Castro - A ACÇÃO DA MULHER NA GUERRA ACTUAL. Conferencia publicada pela Associação de Propagandas Feministas. O produto é oferecido á Comissão Feminina "Pela Patria" para a obra dos agasalhos e roupas para os soldados. Lisboa, Imprensa Comercial, 1915. In-8.º (22,5cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Conferência com interesse histórico. Os esforços desenvolvidos pelas mulheres nos primórdios da Grande Guerra, e a sua "convivência" com a República.
Junta-se um folheto/boletim de inscrição da Associação de Propaganda Feminista, organização presidida na época por Elzira Dantas Machado, mulher de Bernardino Machado.
"Quando em tempos de paz - em tempos que não vão longe e tão afastados já nos parecem! - nós, as mulheres, reclamavamos em nome da Justiça e do Direito que nos considerassem seres, civica e legalmente iguais aos homens, os adversários do progresso das ideias alegavam: que a mulher não podia reclamar direitos politicos visto não ser chamada ao serviço militar. Isto, havendo paises, como a Inglaterra, em que o serviço militar não é obrigatorio e havendo paises, como o nosso, em que os soldados não têm voto.
Agora, por um concurso de circunstancias, de crimes e de ambições desenfreadas, de que a mulher não tem directa responsabilidade, a guerra declara-se com uma violencia, uma crueza, uma injustiça que a humanidade nunca experimentou, nem nos seus dias de mais torvo delirio. [...]
Neste momento póde vêr-se com assombro como a mulher, a despresada mulher, que não é digna de ter direitos civicos e politicos, põe de parte todos os seus interesses, esquece todas as injustiças de que tem sido victima e tem só um pensar, tem um unico sentir em todos os paises: estar ao lado dos homens da sua raça, defender os direitos da sua patria, pôr o seu trabalho ao serviço dos que lutam e sofrem.
A mulher, que não é soldado nem responsavel pela loucura bélica que atacou a Alemanha, arrastando para o abismo o mundo inteiro, não é decerto quem menos tem sofrido nestas horas ttragicas que a humanidade tem vivido. Nem será ela, por certo, quem menos ha de sofrer as consequencias do terrivel conflito, que deixará baralhadas e confundidas todas as ideias do passado."
(Excerto da conferência)
Ana de Castro Osório (1872-1935). "Escritora, feminista e ativista republicana. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas."
(Fonte: wook)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e algo manchadas.
Muito raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível