Mostrar mensagens com a etiqueta Santa Casa da Misericórdia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Santa Casa da Misericórdia. Mostrar todas as mensagens

19 julho, 2025

SILVA, Germesindo -
A FUNDAÇÃO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE GRÂNDOLA
. [S.l.], [s.n. - Fotocomposto e imp. nas oficinas da Empresa Litográfica do Sul, S.A. - Vila Real de Santo António], 1988. In-4.º (23x16 cm) de 77, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Santa Casa da Misericórdia de Grândola, intuição com mais de quatro séculos de existência.
Ilustrado no texto com um desenho a p.b. e uma fotografia a cores,bem como fac-símile de 5 documentos relevantes e respectiva transcrição.
"É muito antiga a origem das Misericórdias - Confrarias viradas essencialmente para o domínio assistencial - remontando aos finais do séc. XV, mais precisamente a 15 de Agosto de 1498 a inauguração da primeira Misericórdia, isto é, a Santa Irmandade da Misericórdia de Lisboa. E foi a partir da fundação desta Instituição que, com explícito empenhamento régio, se foram fundando por cidades e vilas do País, incluindo as ex-colónias e o Brasil, estabelecimentos iguais.
Como se dá notícia nesta muito notável obra, a Santa Casa da Misericórdia de Grândola é das mais antigas existentes no País, tendo sido fundada em 23 de Julho de 1568.
E desde então até hoje, enfrentando e ultrapassando obstáculos de toda a ordem - mas sempre fiel aos seus objectivos - logrou esta Irmandade realizar os seus fins no campo assistencial.
A presente obra, as fazer com honestidade e rigor científico a história da fundação desta nossa Instituição, contribui de forma inegável para o enriquecimento do património cultural do nosso Concelhgo e dá-nos alento para prosseguir com renovada esperança e fé em Deus a benemérita e tão necessária acção desta Santa Casa."
(Excerto do Preâmbulo do Provedor, Horácio de Carvalho Pereira)
Germesindo Silva (n. 1949). "Nasceu em Grândola, em 1949. Concluiu o Curso Geral dos Liceus, o Curso de Filosofia (na Universidade de Lisboa) e estudou, ainda, História, Psicologia, Técnicas de Formação Profissional, Comunicação, Jornalismo e Guionismo. Entre 1971 e 1973, participou (involuntariamente) na guerra colonial em Angola. Trabalhou em diversas áreas, foi diretor do jornal Ecos de Grândola, vereador e deputado municipal. Publicou centenas de artigos, em jornais e revistas e, ainda, os seguintes livros: A Fundação da Santa Casa da Misericórdia de Grândola (1988), Os Grandolenses Perante a Peste Grande de 1569 (1989), O Mestre de Sant’Iago D. Jorge e as Visitações ao Lugar da Gramdolla (1991), A Freguesia de Santa Margarida da Serra do Concelho de Grândola (1997) e Os Expostos no Concelho de Grândola - do Século XVI ao Dealbar do Século XX (2016)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€
 

17 junho, 2025

COMPROMISSO DA IRMANDADE DA MISERICORDIA DE COVILHÃ.
Approvado em Assembleia Geral da mesma Irmandade em sessão de 8 de maio de 1898. Covilhã, Typ. d'«O Rebate», 1899. In-8.º (21,5x15 cm) de 28, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Compromisso da Irmandade da Misericórdia da Covilhã, instituição cuja origem remonta ao último quartel do século XVI.
Na última folha do opúsculo está impressa a declaração de admissão de Irmão do Dr. Alberto de Campos Mello, com o título "A Mesa Administrativa da Santa e Real Casa da Misericordia d'esta cidade. Faz saber...", com data de 10.11.1904, assinada pelo secretário da instituição José Nunes de Mattos, e pelo provedor Joaquim Urbano de Figueiredo.
"A Irmandade da Misericordia de Covilhã instituida sob a evocação de Nossa Senhora da Misericordia, continua mantendo a mesma denominação e com a reforma do seu compromisso do anno de 1680, em nada altera o fim que lhe foi por elle desigando nem prescinde das regalias e privilegios de que gosam as corporações de mesma denominação.
Esta Irmandade tem por fim o culto divino e principalmente a pratica da caridade em actos de beneficiencia e obras de misericordia, possuindo por tal motivo uma Egreja, um Hospital e uma Pharmacia."
(Artigo 1.º e 2.º)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam pequenas falhas de papel marginais.
Raro.
15€

21 novembro, 2024

CONDE DE RIO MAIOR, Antonio -
UMA OPINIÃO SOBRE OS EXPOSTOS DA SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA. Pelo...
Lisboa, Imprensa Nacional, 1866. In-8.º (22,5x13,5 cm) de [2], 173, [7] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história dos enjeitados em Portugal. Trata-se do relatório sobre os expostos da SCML, publicado pouco tempo antes das profundas transformações operadas pela novel política de recolhimento de crianças abandonadas, a partir de 1870, motivada por questões financeiras.
Ilustrado com quadros e tabelas estatísticas no texto.
Raro. Com interesse histórico.
"Nomeado pelo governo adjunto do provedor da Santa Casa da Misericordia de Lisboa, fui obrigado, pouco tempo depois de ter tomado posse do logar, a sair do reino por motivos de saude. Entendi que devia aproveitar a occasião para visitar alguns estabelecimentos de caridade no estrangeiro, e procurar documentos, que instruindo-me principalmente na questão dos expostos, um dos problemas mais graves que a mesa da Santa Casa deseja resolver, me ajudassem a formar uma opinião sobre esta difficil e importante materia.
São estes estudos que venho publicar hoje...[...]
A ordem que seguirei no exame das m,aterias é a seguinte:
1.º Tratarei das rodas, procurando provar que, no estado em que nos achâmos, a sua supressão imediata é impossivel.
2.º Emquanto aos socorros ás mães, distinguirei as casadas das solteiras, e para umas e outras a conveniencia ou inconveiencia d'estes mesmos socorros, a creação de premos, a organisação de associações religiosas, finalmente a necessidade da fiel execução de boas leis contra a exposição.
3.º Fallarei da inspecção e das amas, distinguindo dois periodos da vida do exposto.
4.º Finalmente direi o que entendo a respeito do hospital dos expostos na Santa Casa de Lisboa, e as reformas que julgo poderem ali introduzir-se."
(Excerto da Introducção)
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381)
Bonita encadernação meia de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Ostenta ex-libris dos Viscondes de Santarem e de Villa Nova da Rainha no verso da pasta anterior e na folha que precede o ante-rosto.
Raro.
85€

15 outubro, 2024

SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA - Regulamento do Recolhimento das Orphãs. Lisboa, Imprensa Democratica, 1886. In-8.º (22 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Regulamento para o serviço das orfãs do Recolhimento de S. Pedro de Alcântara, subscrito pelo provedor, o Marquês de Rio Maior, e seus adjuntos - Paulo Midosi e Joaquim José Rodrigues da Câmara.
Regulamento:
I - Dos empregados. II - Do director. III - Dos facultativos. IV - Fiscalisação dos generos alimenticios. V - Da regente. VI - Das professoras. VII - Da direcção das classes. VIII - Das ajudantes. IX - Das educandas. X - Da despenseira. Despensa. XI - Da porteira. Da auxiliar. XII - Das serventes. No serviço da cozinha e do refeitorio. Do Moço. XIII - Das licenças e das visitas ás empregadas e ás educandas. XIV - Penalidades. XV - Disposições geraes. Disposição transitoria.
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

24 julho, 2024

NOGUEIRA, José Maria Antonio -
A ESTABILIDADE DOS ENCARGOS PIOS, NÃO É INCOMPATIVEL COM A ABOLIÇÃO DOS MORGADOS.
Memoria offerecida ao actual Enfermeiro-Mór do Hospital Nacional e Real de São José, Por... Lisboa, Typoographia de M. F. das Neves & C.ª, Rua de S. Vicente, á Guia, n.º 3. 1853. In-8.º (21x15 cm) de 35, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Contestação do autor à previsível supressão dos encargos pios, instituição de particular importância para o financiamento da caridade, hospitais e demais estabelecimentos de ajuda aos mais desfavorecidos. Precede a exposição propriamente dita um apontamento histórico em vários capítulos relacionado com o tema.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Raro. A BNP não menciona.
Explicação prévia:
De acordo com o Decreto-Lei n.º 43209, de 10 de outubro de 1960, "consideram-se legados pios todas as deixas destinadas a fins religiosos ou à criação, manutenção ou desenvolvimento de obras de assistência, previdência e educação ou a fins análogos, bem como os encargos de natureza idêntica, instituídos em qualquer instrumento público." 
(Fonte: https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/43209-1960-514054)
"A instituição de morgados desenvolveu-se sobretudo a partir do século XIII. Foi uma forma institucional e jurídica para defesa da base territorial da nobreza e perpetuação da linhagem. As capelas surgiam quando a afectação de domínios e seus rendimentos se destinavam a serviços religiosos por alma dos instituidores, normalmente a “aniversários” de missas. Os morgados constituíam um “vínculo” que não podia ser objecto de partilhas; era transmitido ao filho varão primogénito, no entanto, na falta deste poderia passar à linha feminina, enquanto não houvesse descendente varão. Era obrigatório o envio à Torre do Tombo de um exemplar da instituição de morgados e de capelas. Os morgados e capelas eram então considerados um entrave ao desenvolvimento económico, além de provocarem graves problemas sociais. A partir daquela data, surgem diversas leis restritivas (Decreto de 30 de Julho de 1860, que aumentou o rendimento mínimo necessário e obrigou ao registo de todos os existentes), até que em 1863, a 19 de Maio, passados agora 150 anos, foi publicada através da Direcção Geral da Administração Política, Ministério dos Negócios do Reino, a “Carta de lei pela qual ficam desde já abolidos todos os morgados e capelas actualmente existentes no continente do reino, ilhas adjacentes e províncias ultramarinas e declarados alodiais os bens de que se compõem”."
(Fonte: https://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/extincao-dos-morgados-e-capelas/)
"A abolição dos morgados é um pensamento, que vai adquirindo o consenso da opinião publica. Na presente Camara dos Senhores Deputados, appareceram já tres projectos de lei para a extincção d'aquelles, em dois dos quaes, seus authores, acabam por um traço de penna os encargos pios. Se do nosso voto dependesse aquella abolição, por certo que lh'o dariamos com mais, ou menos alterações das disposições contidas n'aquelles projectos, principalmente na parte que diz respeito ao acabamento dos referidos encargos, ponto em que temos opinião diametralmente opposta.
É a demonstração desta nossa opinião, que pretendemos fazer nesta Memoria."
(Introdução)
Índice:
[Dedicatória] | [Introdução] | Os encargos, ou legados pios, antes das leis de 9 de Setembro de 1769, e de 3 de Agosto de 1770 | Reforma dos encargos, ou legados pios, feita pelas leis de 9 de Setembro de 1769, e 3 d'Agosto de 1770 | Os encargos e legados pios, posteriores ás leis de 1769 e 1770 | I - Que não tendo depois das leis de 1769 e 1770, reapparecido os abusos introduzidos na instituição das capellas e morgados, deve conservar-se a parte util desta instituição - os encargos pios. II - A fazenda do Hospital, e Misericordia, não recebeu augmento por creação de novos encargos pios, desde as referidas leis de 1769, e 17470. III - A permanencia dos encargos pios, applicados hoje ao Hospital, e Misericordia, não é incompativel com a abolição dos morgados. Della não resultam os prejuizos inherentes á circulação de bens; e muito menos a offensa dos principios de economia politica, ou o ataque ás idéas do verdadeiro progresso. IV - Da abolição dos encargos pios, deve resultar o crescimento da desgraça publica, - ou pelo augmento dos impostos a fim de compensar o Hospital e Misericordias a perda de taes encargos, ou pelo forçado abandono de um grande numero de infelizes, a quem se não possa socorrer.
José Maria António Nogueira (1822-1884). "Prolífico publicista. Associado correspondente da Secção de Arqueologia, 1876. Escriturário, colaborador da imprensa periódica, arqueólogo, militar. Editor de O rebelde : quinzenario de estudantes."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
30€

18 abril, 2024

REGULAMENTO DA REAL CASA DOS EXPOSTOS -
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA
. Lisboa, Imprensa Democratica, 1886. In-8.º (21,5x15 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Regulamento subscrito pelo Conde de Rio Maior, com interesse para a história dos "engeitados" de Lisboa, sendo este o primeiro documento do género que unifica e regula o funcionamento da instituição.
"Inclui o tipo de funcionários, o seu número e funções (algumas das quais relacionadas com os expostos), bem como algumas disposições gerais. É nestas últimas que se incluem normas de criação dos expostos, nomeadamente, relacionadas com: a sua colocação em bons mestres de ofícios; a entrega de expostas a pessoas de boa moral e conduta para aprendizagem; as emancipações; e, por fim, as normativas em caso de doença". (Paulino, Joana Vieira, A política assistencial face aos expostos: estudo de caso do encerramento da roda dos enjeitados na Lisboa Oitocentista, in "Revista de História da Sociedade e da Cultura Imprensa da Universidade de Coimbra", 2017)
"A Mêsa da Santa Casa da Mizericordia de Lisboa, considerando que o serviço dos expostos, commettido ao seu cuidado pelo Decreto de 4 de janeiro de 1768, que abolio a Mêsa dos engeitados, tende cada vez mais a dezenvolver-se e augmentar, sendo urgente estabelecer regras, que fixem e determinem este mesmo serviço:
Considerando que existindo actualmente diversos regulamentos com relação á Reál Casa dos expostos; todavia é conveniente harmonizal-os, ligando-os entre si por identicas regras e principios."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
[Preâmbulo] | I - os empregados. II - Do director. III - Do capellão dos baptismos e do ajudante. IV - Dos facultativos. V - Do Fiscal das despensas, e cozinha. VI - Do fiscal e ajudante encarregados da admissão de expostos e subsidiados. VII - Fiscalisação dos generos alimenticios. VIII - Apprendizado. IX - Da regente. X - Da escrivã. XI - Da casa da fazenda. XII - Da enfermaria, Serviço clinico, curativos, dietas, e limpesa. XIII - Do serviço das salas das amas, e das creanças, alimentadas a bules. XIV -Da mestra da aula. XV - Caza de lavôr. XVI - Dos collegios de D. Estephania, D. Maria e Sant'Anna. XVII - Collegio da Visitação. XVII - Officina das sapateiras. XVIII - Do fiel dos generos. XX - Da porteira. XXI - Dos empregados e empregadas menores. XXII - Das licenças e das visitas ás empregadas. XXIII - Penalidades. XXIV - Disposições geraes.
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381) 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

13 outubro, 2022

COSTA, Francisco Borges da & CONCEIÇÃO, Joaquim da - OS MENINOS DA RODA : a história e uma vida
. [S.l.], Afons'eiro edições, 1996. In-8.º (21 cm) de 52 p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho curioso e muito interessante sobre a roda dos enjeitados e as crianças entregues para adopção. Apesar de relativamente recente, trata-se de uma obra invulgar, acerca da qual existem poucas referências.
Livro composto por duas partes: a história dos expostos e o testemunho de um "exposto".
"Este trabalho aborda a problemática dos enjeitados ou expostos, crianças da Roda ou do Hospício, como teria sido chamado ao longo dos tempos e em vários locais.
Na minha terra, onde havia muitos, que aí demandavam, há dezenas de anos, com a carinhosa designação de meninos da Roda. Aí, se fizeram homens e mulheres, apesar de terem comido muito pão que o diabo amassou.
"A minha mãe vai buscar um(a) menino(a) à Roda."
Na infância, que já vai distante, ouvi esta carinhosa confidência a alguns dos meus companheiros de escola e de brincadeira.
Boa parte das vezes, era mais um a engrossar o já vasto número de membros da família receptadora, mas havia mesmo alegria quando o menino chegava, apesar de se antever que o pão, ou faltava, ou seria mais escasso e o espaço de habitabilidade mais limitado.
O menino, designação reveladora do amor, dedicação e estima era usado só em condições muito especiais.
Era o tempo do nascimento e do primeiro período de vida.
Depois lá vinha a designação - rapaz e rapariga.
Mas, nos momentos de dor, frutos da doença, de situação difícil, mas também quando a morte cumpria a sua cega missão, qualquer que fosse a idade, lá regressava o carinhoso tratamento de menino.
E são os meninos da minha e de todas as infâncias, que assim chamados, nunca o foram de verdade, que procurarei evocar, com rigor, mas também com emoção.
Falarei da história desta chaga social, das suas causas e razões, das medidas tomadas para ultrapassar o problema e dos sentimentos diversos provocados, em várias épocas.
Procurarei referir a forma como foram vivendo, ao longo dos tempos e encerrarei como o relato autêntico de uma vida, contada pelo próprio, que, apesar de totalmente verídica, assume aspectos quase romanescos."
(Excerto da Nota explicativa)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

20 junho, 2021

RIBEIRO, Victor - AS LOTARIAS DA MISERICORDIA E A ACADEMIA DAS SCIÊNCIAS. Por... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1914. In-4.º (23,5 cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre o relacionamento da Lotaria, administrada pela Misericórdia de Lisboa, com o governo da República.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"É êrro corrente hoje, e que tenho ouvido repetir, até a um inteligente e ilustrado ministro da República, que as lotarias são do Estado, e é êste quem subvenciona com parte dos lucros delas os estabelecimentos de beneficiência e assistência, quando a verdade histórica manda rectificar tal asserção. [...]
Apenas direi que na Gazeta [de Lisboa] , em 9 de dezembro de 1783, se noticiava o estabelecimento da nova lotaria anual de 360.000 cruzados, cujos lucros, formados por 12%, que tirariam aos prémios, seriam divididos em três quinhões iguais, sendo um para o Hospital de Todos os Santos, outro para o Hospital dos Expostos, (serviço que desde 1636 ficou englobado nas obrigações da Misericordia de Lisboa), e o terceiro para a Acadamia das Sciências. [...]
Rectificando pois desta fórma as erroneas afirmativas, que aliás de boa fé, se teem feito de ser originariamente do Estado a nossa Lotaria quando, desde a sua fundação, como se vê no Plano e nos bilhetes da primeira extracção e de todas as subsequentes, se designou sempre pertencer à Misericordia de Lisboa, compartilhando esta instituição de caridade os lucros havidos, com outros institutos e com o próprio Estado, em odediência a petições ou despachos do govêrno, que assim, em diversos tempos até ao presente, o teem determinado."
(Excerto do texto)
índice:
As lotarias da Misericordia a a Academia das Sciências. |. Notas: I - A primeira lotaria, em 1784. A) Como se vendeu. B) Prémios que se pagaram. II - Sequência das lotarias no seu primeiro quinquagenário segundo as colecções existentes no Arquivo da Misericordia de Lisboa. A) Planos e instrucções. B) Colecção de bilhetes. C) Relações de números premiados. III - Loterias brasileiras nos meados do século XIX. IV - As rodas da Lotaria.
V - Bibliografia.
Victor Maximiano Ribeiro (Lisboa, 1862 - Lisboa, 1930). "Escritor e jornalista, colaborou em muitos jornais e revistas do seu tempo. Historiador e publicista, os seus estudos históricos, ainda que “sem grande critério na selecção dos
dados apresentados” (José Mattoso), têm elementos de muita valia, particularmente para a história da assistência em Portugal durante a época moderna.  Investigador erudito, a sua biblioteca pessoal era constituída por obras de autores cimeiros do seu tempo. Com vasta obra publicada, uma de maior tiragem e outra integrando colecções populares e ilustradas, os seus trabalhos são apreciados e tiveram impacto historiográfico, sendo alguns recorrentemente citados em estudos de especialidade."
(Fonte: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/ribeiro_victor.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

10 abril, 2020

SINAIS DE EXPOSTOS. Exposição Histórico-Documental - SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LISBOA. [Programa e coordenação: Professora Doutora Maria João Madeira Rodrigues. Introdução: Dra. Maria José Nogueira Pinto]. Lisboa, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 1987. In-4.º (24,5 cm) de 171, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Recolha das marcas que acompanhavam os recém-nascidos entregues à roda dos expostos (ou roda dos enjeitados), mecanismo utilizado para abandonar (expor ou enjeitar na linguagem da época) crianças que ficavam à guarda de instituições de caridade.
Livro ilustrado com reproduções dos "sinais" dos expostos.
Tiragem: 1750 exemplares.
"Os documentos e objectos designados tradicionalmente por Sinais de Expostos referem uma prática de Assistência que, cometida à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde a Carta Régia de 1543, se adensou num processo complexo entre o anonimato do indivíduo que a outrém entrega uma criança e a pessoa colectiva Misericórdia de Lisboa. O modo de identificar o Exposto visando uma futura recuperação ou a manifestação de um liame originário é impreciso e inicia-se com a aposição à criança abandonada de documentos ou objectos que marquem a sua origem. É, pois, de marcas que se trata e não exactamente de sinais em que as cargas sígnicas encerrem mensagens voluntaristas cuja relevância adquira foros de uma sistemática. Trata-se de mensagens assistemáticas e monossémicas que dizem: esta criança tem uma origem, tem alguém que dela não se pode ocupar, mas a identifica como Ser. [...] A identificação é feita não só por documentos contendo dados genéricos e referências globais, mas sobretudo por objectos que adquirem um carácter quase mágico."
(Excerto da "reflexão")
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

26 dezembro, 2019

NEVES, Dr. Pedro Alexandre Cardoso - LOTARIA NACIONAL. Subsídios para a sua História : 1783-1983. Por:... [Prefácio de António Branquinho de Amaral Pereira]. [Lisboa], Edição da Lotaria Nacional, [1984]. In-8.º (22,5 cm) de 133, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo monográfico sobre a histórica Lotaria Nacional.
Ilustrado ao longo do livro com tabelas, desenhos e fotogravuras - algumas em página inteira.
"Por Decreto de 18 de Novembro de 1783 a rainha D. Maria I outorgou a concessão de uma lotaria à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Ficou a dever-se tal acto às incansáveis diligências do 2.º Duque de Lafões, D. João Carlos de Bragança, português notável que vivera vários anos em França onde, na corte de Luís XVI, colheu preciosos ensinamentos sobre Lotarias e a forma entusiástica como eram acolhidas pelo povo.
Estava criada, assim, a Lotaria Nacional Portuguesa, pois naquela se unificaram várias pequenas lotarias existentes."
(Excerto do Prefácio)
"O título desta obra - Lotaria Nacional Subsídios para a sua História 1783-1983 - não procura ser modesto. Fazer a história duma Instituição bicentenária, como é a Lotaria Nacional, requer uma interdisciplinariedade de áreas do saber como a economia, a sociologia, a psicologia social que só uma equipe de investigadores especializados pode fornecer.
Apesar do nosso objectivo primordial ser o estudo da Lotaria Nacional, não deixámos de fazer alusões às lotarias estrangeiras e às lotarias reais, sempre que tal se afigurou útil à compreensão geral da presente obra."
(Excerto de Introdução)
Índice: Prefácio. | Introdução. | I - Problemática do jogo e da Lotaria. II - Primórdios da Instituição. III - A crise das Lotarias no primeiro terço do século XIX. IV - Tentativas de reorganização das lotarias. V - A crise das lotarias nas últimas décadas do século XIX. VI - Reforma da Instituição. VII - Período de expansão. VIII - O pitoresco da lotaria. IX - Considerações finais. | Apêndice documental. | Bibliografia e referências documentais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

25 janeiro, 2019

AIDO, Paulo - HÁ HORAS DE SORTE. Histórias de milionários no jogo. Lisboa, Santa Casa da Misericórdia da Lisboa, 2001. In-8.º (21,5cm) de 143, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrações a p.b. em página inteira.
"Como o próprio autor refere, [Há Horas de Sorte], trata-se de um livro de contos, sendo, simultaneamente, um estudo que fica a meio caminho entre a reportagem e a ficção, utilizando uma linguagem de fácil leitura, que relata, com vivacidade e criatividade, algumas história de milionários dos jogos sociais - Totobola, Totoloto e Lotarias. Por outro lado, o trabalho enaltece a missão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. [...] Acresce que se trata de uma obra inovadora, contando histórias inéditas ou ainda não publicadas dos jogos sociais."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

26 agosto, 2017

SOARES, José Pinheiro de Freitas - MEMORIA SOBRE A PREFERENCIA DO LEITE DE VACCAS AO LEITE DE CABRAS PARA O SUSTENTO DAS CRIANÇAS, principalmente nas Grandes Casas dos Expostos; e sobre algumas outras materias, que dizem respeito á criação delles. Por... Correspondente do Numero da Academia Real das Sciencias; e publicada de ordem da mesma Academia. Lisboa, Na Typographia da Academia, 1812. Com licença de S. A. R. In-8.º (21,5cm) de 63, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre as Casas de Expostos, e a necessidade de introduzir o leite de vaca na alimentação das crianças.
"Como no Congresso dos Professores de Medicina, que a Excellentissima Meza da Misericordia desta Cidade de Lisboa fez convocar em 22 de Junho do corrente anno de 1812, se procedesse a Votos sobre os differentes Quesitos, que a mesma Excellentissima Meza então propôz, a fim de se evitar o excessivo número de mortes dos Recem-nascidos, que são conduzidos á Casa dos Expostos: e como hum dos Quesitos versasse ácerca da substituição alimentaria, que se podesse fazer ao Leite de peito, sem algum prejuizo da saude destas desgraçadas victimas, visto não haver hum sufficiente numero de Amas para os amammentar; e sobre este objecto me agradasse preferir o Leite de vaccas ao Leite de cabras, que já estava em uso: julguei faria hum serviço á Humanidade, em publicar os fundamentos, que esclarecem esta minha opinião; reduzindo-os a hum plano de Educação Fysica, para se poder usar nas Casas de Expostos, em quanto se não tomem medidas mais vantajosas para a segurança da vida destes infelices filhos da Patria, como vão lembradas no ultimo Artigo desta Memoria."
(Advertência)
José Pinheiro de Freitas Soares (1769-1831). Foi um médico português com obra publicada no domínio da saúde pública.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas da época, cansadas, com defeitos; lombada com falhas de papel. Parte das páginas apresentam carimbo de "40 reis" com o escudo de Portugal encimado por coroa real e a divisa "Cauza Publica".
Raro.
45€

30 maio, 2014

COLECTÂNEA LEGISLATIVA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LISBOA (1498-1998) - Santa Casa da Misericórdia de Lisboa : Secretaria Geral. Coordenação Geral e Prefácio: Elvira Brandão. Apresentação: Maria do Carmo Romão. Introdução: Rogério Seabra Cardoso. Lisboa, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa : Centro de Documentação, 1998. In-fólio (30,5cm) de XLV, [1], 220 p. ; [44] p. il. ; E.
Tiragem: 1000 exemplares.
Obra impressa em papel de qualidade superior, ilustrada em extratexto com 44 gravuras a p.b. e a cores impressas sobre papel couché.
"Poucas instituições portuguesas podem orgulhar-se de atravessarem cinco séculos de história e ainda menor será o número dos que, nesse período, produziram actividade tão intensa e meritória.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, fundamentada na palavra escrita do seu Compromisso original, encontrou sempre valioso apoio no normativo jurídico e na regulamentação que, no decurso dos tempos, foi estabelecendo elos de relacionamento entre o poder do Estado, a Instituição e os estratos mais desprotegidos da sociedade. Assim se compreende a importância da actividade legislativa no crescimento e desenvolvimento da Misericórdia de Lisboa.
Passados 500 anos, muitos diplomas jurídicos perderam valor impositivo e probatório, permanecendo, todavia, o seu valor histórico. Mediante o seu estudo poderão ser desvendados aspectos menos conhecidos e traçadas novas linhas de compreensão, contibuindo, de forma continuada, para a história desta nobre Instituição."
(excerto da apresentação)
Encadernação editorial em sintético com ferros gravados a ouro e aplicação manual de uma gravura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

05 janeiro, 2012

COMPROMISSO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ÉVORA. Évora, Grafica Eborense, 1937. In-8.º (16,5cm) de 39, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Exemplar brochado, com orifícios de arquivo, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

10 outubro, 2011

UM INSTRUMENTO PORTUGUÊS DE SOLIDARIEDADE SOCIAL NO SÉCULO XVI : O Compromisso da Misericórdia de Lisboa. Reedição fac-similada com Introdução, Comentários e Notas de Joaquim Verríssimo Serrão. [Lisboa], Chaves Ferreira, 1992. In-fólio (35cm) de 43, [62] p. ; il. ; E. Colecção Fundação Cidade de Lisboa.
Desta edição foram feitos 2500 exemplares numerados e assinados pelo editor. A este exemplar corresponde o número [002].
Belíssima edição de grande esmero e apuro gráfico.
A fundação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ocorreu a 15 de Agosto de 1498, devido à especial intervenção da Rainha D. Leonor. Decorria então, uma nova política da saúde e assistência em Portugal, caracterizada pela construção de hospitais, resultantes da fusão de pequenas instituições medievais. Foi no seio de uma sociedade atormentada pela fome, pela guerra e por sucessivas epidemias1 que a Rainha D. Leonor de Lencastre, viúva de D. João II, o Príncipe Perfeito, procedeu à criação da mais notável das suas obras, pela larga influência que teve no desenvolvimento das instituições de beneficência – a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia. 
"Não se conhece o original do Compromisso da Misericórdia de Lisboa, que certamente desapareceu com uma grande parte dos seus arquivos, quando do terramoto de 1 de Novembro de 1755. Guardavam-se do texto duas cópias, uma no cartório da Santa Casa e a outra no Convento da Trindade. Mas o seu conteúdo pode avaliar-se com base na edição de 1516 e das cópias manuscritas que foram objecto da publicação de Gabriel Pereira e Vítor Ribeiro. Pelo texto impresso fica-se sabendo que o Compromisso foi aprovado em Lisboa, a 15 de Novembro daquele ano, e escrito por André Pires. Não tardou o manuscrito seguir para o prelo, por ordem do rei D. Manuel I, cabendo a impressão a Valentim Fernandes e Hermão de Campos, a 21 de Dezembro seguinte. O opúsculo foi composto em caracteres góticos, contendo um total de 2 mais XVII fólios. A portada representa a Virgem Maria rodeada de reis, papas, religiosos, todos em adoração, sendo o conjunto enquadrado por tarjas e vinhetas com ornamentos de aves, insectos e flores." (da introdução)
Este livro foi editado graças ao alto patrocínio da Fundação Cidade de Lisboa, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e do Montepio Geral. O texto foi composto em caracteres Bodoni e reproduzido o fac-símile com impressão a seis cores sobre papel Galerie Art de 170 g. O acabamento foi feito em tela de seda, com ferros gravados a ouro, aplicação manual de uma gravura, estojo executado manualmente, impresso em serigrafia com o símbolo pessoal da Rainha D. Leonor.
Bom exemplar; assinatura de posse no anterrosto.
Invulgar, de grande interesse histórico.
80€

30 maio, 2011



GUIA DE PORTUGAL ARTÍSTICO : LISBOA-IV VOLUME. Coordenado por M. Costa Ramalho. Igreja de S. Roque-Capela de S. João Baptista-Museu de Arte Sacra- Misericórdia de Lisboa. Lisboa, [s.n. - Dep. Portugália Editora], [s.d.]. In-8º (24cm) de 68, 12 p. ; [4] f. il. ; mto il. ; B.
Com reproduções dos retratos de D. João III e da Rainha D. Catarina, ambos da autoria de Cristovão Lopes (séc. XVI), e das duas primeiras páginas iluminadas do códice do século XVI o Livro do Compromisso da Misericordia de Lisboa.
Bom exemplar.
15€