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23 abril, 2025

RIBEIRO, Fernando Curado -
DIÁRIO DUMA VOZ...
Inconfidências, Críticas, Programas, Entrevistas. Porto, Editora - Livraria Progredior, 1947. In-8.º (19x13 cm) de 263, [1] p. ; [6] f. il. ; B.
1.ª edição.
Livro de memórias de Curado Ribeiro, conhecido actor português e homem da rádio, cuja voz inconfundível acompanhou milhares de portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Ilustrado com 6 folhas separadas do texto.
Exemplar muito valorizado pela sua dedicatória autógrafa a António Miguel.
"Este livro não tem intenções literárias. Escrito a correr, respigado aqui e acolá, deste ou daquele apontamento, deste ou daquele papel esquecido, é um conjunto de ideias nascidas dos passos de um trabalho feito ao microfone ou por ele sugeridas.
Escrevi-o aos tombos, na mesa da locução ou sobre os tampos dos planos, à pressa, arrastado pela paixão da Rádio, na exiguidade de tempo de um homem que é simultâneamente locutor, cantor, produtor radiofónico, actor e jornalista."
(Excerto do Prefácio)
Fernando Teixeira Curado Ribeiro (Lisboa, 1919-1995). "Estudante de engenharia, dotado de boa figura e voz romântica, começou a cantar nos serões académicos do Instituto Industrial e acabou por trocar a engenharia pelas canções: em 1938 ingressa na Emissora Nacional, como cançonetista do conjunto Excêntricos do Ritmo. Em 1940 passa a locutor. Ainda cantou durante uns anos, mas a Emissora Nacional achou que quem cantava não poderia ler notícias sérias – e a vontade de fazer rádio foi preponderante. E foi a bela voz na rádio que despertou a atenção de Milú quando soube que Arthur Duarte procurava um galã para o filme “O Costa do Castelo”. Falou-lhe nele – e Curado Ribeiro acabou contratado ‘dez minutos depois de entrar no gabinete do realizador’, segundo o próprio actor confessou em entrevista, quarenta anos volvidos. Sem abandonar a rádio, Curado Ribeiro vai fazer uma série de filmes de seguida. Entretanto estreia-se no teatro – a cantar – na revista “Festa Rija”, em Novembro de 1944, no T. Avenida."
(Fonte: https://cinemaportuguesmemoriale.pt/Pessoas/id/3014/t/fernando-curado-ribeiro)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos, e pequena mancha no pé que se prolonga pelas primeiras páginas do livro.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e radiofónico.
25€

27 agosto, 2019

COELHO, José Manuel - OS MARCIANOS EM BRAGA. (Uma história de Rádio). Porto, Edições do Litoral, 1989. In-8.º (20,5 cm) de 167, [1] p. ; mto il. ; B. Colecção Os Protagonistas / 1
1.ª edição. 
Curiosíssima história de rádio-ficção científica, contada na 1.ª pessoa pelo idealista, produtor e participante da farça radiofónica que no final de 1988 assustou e pôs em pé de guerra a cidade de Braga, provocando desacatos e ameaças à integridade física do autor e dos seus colaboradores. 
A 30 de Outubro de 1988, a Rádio Braga, uma emissora pirata da capital do Minho, realizou uma emissão-homenagem dedicada a Orson Welles no 50.º aniversário da transmissão da peça teatral A Guerra dos Mundos que se comemorava nesse dia. Um colaborador da rádio adaptou a peça gravando efeitos sonoros incipientes e vozes de outros colaboradores da estação - administrativos, técnicos e jornalistas. A emissão foi anunciada em jornais locais e do Porto, e na própria antena. Não obstante a divulgação da iniciativa, tal como com Welles 50 anos antes nos EUA, a transmissão provocou o pânico entre os ouvintes, com episódios de histeria e tentativas de fuga documentadas na imprensa nos dias seguintes.
Livro ilustrado com inúmeras reproduções de capas e artigos de jornais da imprensa escrita - nacional e estrangeira - que noticiaram este assunto.
"Era um domingo de manhã, chuvoso e enevoado. Muitas famílias estariam na missa, muitos homens nos campos de futebol em jogos amadores. Mas muitos outros bracarenses estavam a ouvir rádio, uma emissora pirata a emitir em Braga há três anos, que resolveu homenagear Orson Welles. Porque era dia 30 de outubro de 1988 e se completavam 50 anos sobre a celébre emissão da Guerra dos Mundos que aterrorizou meia América, a Rádio Braga pôs os marcianos a aterrar em Cabanelas. E, tal como 50 anos antes, muitas pessoas não perceberam o carácter ficional da emissão e entraram em pânico. Muitas iniciaram um processo de fuga tendo como destino a Galiza, criando filas nos postos de abastecimento. Outras pessoas esconderam-se e outras ainda começaram a ligar para a rádio para perceber a veracidade dos acontecimentos. A história foi contada nos jornais do dia seguinte e chegou mesmo aos quatro cantos do mundo."
(fonte: https://mediascopio.wordpress.com/category/sociedade/)
Apesar de relativamente recente, dado o seu indubitável interesse e a sua curta tiragem, a presente obra é já encarada como uma peça de colecção do género, um 'clássico', com grande interesse bibliográfico para a história da Ficção Científica e da Rádio em Portugal - e da região minhota em particular, dada a dimensão regional que atingiu, provocando o pânico na população e posto em causa os meios e a actuação da Protecção Civil que, apanhada de surpresa pela 'brincadeira', "meteu os pés pelas mãos".
José Manuel Coelho (1956). Nasceu a 1 de Maio de 1956 em Braga. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, exerce a docência no ensino secundário desde 1980. Dinamizador de diversas actividades culturais em áreas adstritas ao Teatro e ao Cinema, inicia em 1986 a sua colaboração na Rádio, alcançando notória dimensão através da realização de A Guerra dos Mundos, adaptação radiofónica da obra homónima de H.G. Wells. 
Índice:
I - História de uma Homenagem. II - Reflexões. III - O Jovem Orson Wells. IV - H.G. Wells: Breves Notas. ANEXO I. A Guerra dos Mundos: Guião Original da peça radiofónica (Rádio Braga, 30 de Outubro de 1988). ANEXO II. A Guerra dos Mundos e a Imprensa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
30€
Reservado

26 junho, 2019

SAGUER, Teophilo - A RADIOTELEFONIA. Sua organização artística em Portugal. Lisboa, Imprensa Lucas & C.ª, 1933. In-8.º (21,5cm) de 45, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Colecção de artigos sobre "Radiotelefonia" publicados no Diário da Noite e aqui reunidos em livro, numa época em que a rádio dava os primeiros passos entre nós.
"A telefonia é um dos mais maravilhosos descobrimentos da sciencia moderna.
Dizemos maravilhosos - porque ha descobrimentos bons e descobrimentos maus.
Por bons entendem-se todos aqueles que servem o Bem, a arte a sciencia, a instrução, tudo que concorre para o aperfeiçoamento do bem-estar da humanidade em todos os campos.
Por maus, todos aqueles que podem aniquilar, destruindo os beneficios alcançados por aqueles.
A noção do Bem e do Mal é muito antiga, nasceu com o homem.
O que se torna necessario, e para isso se deve trabalhar, é aumentar o poder da força do Bem, para subjugar a força do Mal.
A telefonia é um elemento de enorme poder para essa grande batalha universal do espirito humano, tão diferente por esse mundo fora, e que a T. S. F. une como uma só alma.
As antigas fronteiras que isolavam os povos do convivio necessario á grande troca de ideias precisas ao desenvolvimento dos povos; a mercadoria precisa ao alimento da vida, que rareava nuns países e era abundante noutros; o isolamento que tornava os homens inimigos de país para país, e até de terra para terra; a presença de um desconhecido, que equivalia a uma especie de fera sujeita a todo o insulto e escarneo, foram destruidas em parte pelas linhas de caminho de ferro, pelo vapor, pelo telegrafo.
Foi um novo mensageiro que, sem credenciais, se apresentou para a conquista de melhores dias.
Porém, mais rápido, mais poderoso, mais intimo, mais eloquente e mais expressivo, se apresenta agora a T. S. F., que em Portugal o Estado está organizando para satifazer ás exigencias de um Portugal Maior."
(Excerto de A Radiotelefonia : Sua organização artistica em Portugal)
Índice:
- Introdução. - A Radiotelefonia : Sua organização artistica em Portugal. - A nacionalização da radiotelefonia. - A etiqueta estrangeira consagra e impõe se ao artigo nacional, por muito bom que ele seja. - A orquestra sinfónica ao serviço da Emissora e a crise dos artistas musicos. - O valor do diploma do Conservatório. - A orquestra sinfónica ao serviço da Emissora, será um novo valor astistico social patriótico. - A orquestra sinfónica ao serviço da Emissora,pode facilitar a adjudicação do teatro de S. Carlos. - Taxas a pagar para fazer face á criação da orquestra da Emissora. - Orquestras a menos e bandas a mais. - O congresso da Radiotelefonia. - A iniciativa particular e as funções do Estado.
Teófilo Saguer (1880-1954). "Filho de João Saguer Carbonell, natural de Peratallada, província de Girona (Catalunha) e de Francisca Antónia, filha ilegítima de João Alexandre Guerreiro Barradas, nasceu em Grândola em 1 de dezembro de 1880. Demonstrando, desde cedo, dotes musicais, assentou praça em Caçadores 5 e matriculou-se no Conservatório Nacional. Integrou a banda da Guarda Nacional, ingressou nas orquestras dos Teatros de São Carlos e da Trindade e, mais tarde, como trompista, nas orquestras sinfónicas de Lambertini, Blanch, Cardona e David de Sousa. Em 1912, casou com a violoncelista Adelaide Guerreiro Saguer e, nas palavras da filha Albertina Saguer, com ela viveu uma vida de perfeita comunhão de ideais, a par tocando, ensinando e escrevendo. 4 Em março de 1915 estreou-se como compositor no Teatro Politeama com o poema sinfónico Ode à Bélgica e, no mesmo ano, apresentou e dirigiu em São Carlos a Abertura Sinfónica. Quatro anos depois, tornou-se professor de Composição no Conservatório onde regeu as cadeiras de Ciências Musicais, Piano e Instrumentos de Sopro e Metal, atingindo o grau de professor de Alta-Composição. Dedicou-se ao estudo da musicologia e exerceu crítica musical publicando artigos em diversos jornais. Foi autor das seguintes obras: Monárquicos e Republicanos, Falemos da Guerra, A Entoação, A Anarquia dos Sons, Pedagogia Musical e A Radiotelefonia, para além de outras que deixou inéditas. Segundo sua filha, quando a doença o acometeu, veio despedir-se de Grândola, que entre todos os lugares da terra, ele, Teófilo, a conservou sempre no lugar que lhe cabia, e que para ele, seu filho distante e sempre presente, foi sempre o primeiro. Faleceu em Lisboa, em 1 de dezembro de 1954."
(Fonte: http://arquivo.cm-grandola.pt/_docs/Os%20Guerreiro%20Barradas%20e%20a%20M%C3%BAsica.pdf)

Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse para a história da Rádio em Portugal.
Indisponível

08 abril, 2018

ANUÁRIO RADIOFÓNICO PORTUGUÊS : 1936. Organizado por João de Moraes Palmeiro (Chefe da Redacção de Radio Semanal). Com a assistência técnica de Manuel Antunes (Redactor técnico de Radio Semanal e técnico da Emissora Nacional). Lisboa, Edição de «Radio Semanal» : Suplemento de «O Jornal do Comércio e das Colónias», 1936. In-8.º (18,5cm) de 304 p. ; il. ; [1] f. boletim assinatura ; B.
1.ª edição.
Importante anuário sobre o panorama radiofónico nacional. Trata-se do volume I, de um total de três que se terão publicado até 1938.
Ilustrado com publicidade da época.
Valorizado pela dedicatória autógrafa de Morais Palmeiro a Acúrcio Pereira, conhecido jornalista e pai do actor Óscar Acúrcio.
"A ideia que presidiu à organização e publicação do Anuário Radiofónico Português para 1936, é uma natural resultante da acção desenvolvida durante mais de um ano pelo suplemento do diário mais antigo do país: «Rádio-Semanal».
Como através de muitas dezenas de números «Rádio-Semanal» o tem provado em absoluto, a iniciativa de «O Jornal do Comércio e Colónias» em dotar o meio português com um semanário de carácter radiofónico que servisse aos radiófilos e ao público em geral como seguro guia e orientador em face das dezenas e dezenas de emissões radiofónicas nacionais e estrangeiras que diàriamente se realizam, foi coroada de êxito e tem-lhe merecido por parte de todos os seus leitores, das entidades interessadas e até mesmo dos Poderes Constituídos a mais larga, carinhosa e lisonjeira aceitação. [...]
Ocorreu-nos por isso a ideia de juntar num volume de formato prático, todos os assuntos que mais vulgarmente interessam os rádio-ouvintes, formando, por assim dizer, um útil complemento a «Rádio-Semanal». O «Anuário» destina-se aos trezentos e sessenta e cinco dias do ano que acaba de entrar e, em conjunto com cada número de «Rádio-Semanal» deve formar um guia certo, oportuno e prático."
(Excerto do preâmbulo)
E
xemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
20€

21 março, 2016

ESTUDIOS DO EMISSOR REGIONAL DO NORTE - PLANO DE RADIODIFUSÃO NACIONAL. Inaugurados em Julho de 1943. [Lisboa], [s.n. - imp. Bertrand (Irmãos), Lda., Lisboa], 1943. In-4.º (24cm) de 14, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Brochura publicada por ocasião da inauguração dos Estúdios do Emissor Regional do Norte. Muito ilustrada nas páginas do texto com fotografias das instalações e equipamentos do novo emissor.
Precede a "apresentação" das instalações, uma mensagem de Duarte Pacheco, Ministro das Obras Públicas e Comunicações, lida aos microfones da E. N., e aqui reproduzida, naquela que terá sido uma das suas últimas intervenções impressas, uma vez que viria a falecer poucos meses depois, em Novembro, num acidente de viação.
"A inauguração dos Estúdios do Emissor Regional do Norte corresponde, simultâneamente, a uma justa aspiração das populações nortenhas e a um vivo desejo do Govêrno. Todos nos encontramos agora irmanados da satisfação que proporciona a realização do objectivo comum. A obra inaugurada - embrião da Casa da Rádio do Pôrto - permite assegurar melhores condições de recepção no Norte do País. Marca, portanto, mais um passo em frente no cumprimento do plano de radiodifusão nacional, que visa a que a E. N. seja, na verdade, a voz de todos os portugueses: - a voz de Portugal no Mundo."
Ministro das Obras Públicas e Comunicações
Duarte Pacheco (assinatura fac-sim.)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Com sinais de humidade junto ao corte lateral das folhas, ao longo do opúsculo.
Raro.
Indisponível

27 abril, 2015

60 ANOS DE RÁDIO EM PORTUGAL : 1925-1985 - RDP : Radiodifusão Portuguesa E. P. Lisboa, Vega, 1986. In-4º (24cm) de 306, [2] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da Rádio em Portugal. Edição totalmente impressa sobre papel couché, ilustrada com gráficos, mapas e fotografias a pto e a cor, assinalando algumas ocasiões históricas da RDP.
“A Radiodifusão Portuguesa foi constituída em dezembro de 1975 com o nome de Empresa Pública de Radiodifusão e agrupava a Emissora Nacional de Radiodifusão - que transmitia para o país e para os territórios ultramarinos -, os Emissores Associados de Lisboa - grupo de estações privadas que transmitiam em Onda Média -, as empresa J. Ferreira & C.ª Lda. e Alfabeta - Rádio e Publicidade, e uma série de postos emissores e retransmissores de radiodifusão, entre os quais o Rádio Clube Português.
Em 1976, um decreto governamental determinou que a Empresa Pública de Radiodifusão adotasse em definitivo a designação Radiodifusão Portuguesa, mais conhecida por RDP. […]
A RDP é herdeira da Emissora Nacional de Radiodifusão que tinha sido criada a 4 de agosto de 1935. As primeiras emissões experimentais, a partir dos estúdios de Barcarena, já se tinham realizado em 1932 em Onda Média, sendo que a Onda Curta foi testada dois anos mais tarde. A onda curta assumiu, a partir de 1937, uma grande importância no seio da Emissora nacional porque permitia o acesso às comunidades emigrantes e aos pescadores da frota de bacalhoeiros. Nessa altura, destacava-se o programa "Hora da Saudade". Essa tradição mantém-se hoje em dia com a RDP - Internacional.
Nos anos 50, por iniciativa da Emissora Nacional, surgiram as orquestras Sinfónica, Típica e Ligeira, o Centro de Formação de Artistas da Rádio e o teatro radiofónico. Este estilo manteve-se até à revolução do 25 de abril de 1974, altura em que a Emissora Nacional foi ocupada pelo militares. Em 1976, deu então lugar à RDP.”
(in http://www.infopedia.pt/$rdp-radiodifusao-portuguesa)
"Não foi indiferente à preparação deste trabalho, e não o será eventualmente à sua discussão, a situação sócio-política de Portugal nesta Primavera de 1985. Sem poder ser exaustivo, direi que a situação nacional se caracteriza por uma palavra: confusão. Confusão que uns criam, voluntária ou involuntariamente; e de que outros aproveitam, sempre voluntariamente. Confusão de valores, de sinais, de pessoas, de competências, de experiências, de políticas, de estratégias, de lideranças, de cenários... Confunde-se, por exemplo, a crítica com a hostilidade; o diálogo com a barafunda; a verticalidade com o mau feitio; a lealdade com a idiotice; a competência profissional com o emblema partidário; a seriedade com a parvoíce; a cultura com o bla-bla atrevido; o sol da verdade com o manobrismo sombrio; a luta do dia a dia com o salve-se quem puder. É o tempo da ambiguidade do pragmatismo - ou do pragmatismo da ambiguidade...
Andam também confundidas a rádio velha e a rádio nova. [...] O que deveria ser a coexistência natural, pacífica, é de facto a surdina conflitual. O que deveria ter sido a passagem de um testemunho, foi e é ainda uma certa guerra fria..."
(excerto da comunicação Rádio Velha / Rádio Nova)
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

19 junho, 2011

JOGOS FLORAIS 1939 : produções poéticas classificadas - EMISSORA NACIONAL. [S.l.], [s.n. - imp. Of. Gráf. José Nunes dos Santos], 1939. In-8.º de 110 p., [3] f. ; B.
1.ª edição.
Livrinho valorizado pelo autógrafo de Fernando Pessa na folha de rosto.
"A Emissora Nacional, no intuito de dar a maior divulgação às produções poéticas premiadas com flores de oiro e de prata e classificadas com menção honrosa nos Jogos Florais de 1939, realizados por sua iniciativa, resolveu reüni-las no presente volume [...]"
(excerto da introdução)
"Uma iniciativa que viria a marcar a programação da EN ao longo de décadas foi a dos Jogos Florais, lançados em Fevereiro de 1936 com o intuito de assinalar os dez anos da revolução nacional. Tanto na área da prosa como na da poesia, os autores puderam concorrer em diversas categorias, com destaque para a poesia nacionalista, ou seja, poemas baseados nos valores em que assentava a «nacionalidade portuguesa»."
(Fonte: cc.bond.com.pt)
Encadernação em brochura com sobrecapa em veludo verde.
Exemplar em bom estado de conservação, com pequenas manchas superficiais nas capas.
Muito invulgar.
20€