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14 novembro, 2025

VENTURA, A. C. Quaresma -
ASSOCIATIVISMO POPULAR NA BEIRA-SERRA.
(Centenário das Comissões de Melhoramentos). [Arganil], Confraria Gastronómica do Bucho, 2008. In-4.º (24x16,5 cm) de 73, [3] p. (inc. capas) ; il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia sobre o associativismo popular em Arganil e concelhos vizinhos.
Ilustrada no texto com fotogravuras a p.b. de retratos de personalidades da região, paisagens, imóveis de interesse local e encontros e convívios.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "Ao prezado amigo José Caldeira".
"Nunca é demais salientar, pela sua importância e simbolismo, que foi no concelho de Arganil que nasceu e se desenvolveu o associativismo popular, vulgarmente designado por Regionalismo e que, baseado em Ligas, Comissões ou Associações, constituiu, pelo menos em potência, uma extraordinária manifestação de democracia participativa.
Fenómeno do início do século XX, que se alargou aos concelhos vizinhos, este movimento de cidadãos representou, tanto em capacidade realizadora da diáspora lisboeta, como a forma dos naturais migrados poderem levar até às suas terras, ainda que de forma superficial, um pouco do que era o progresso."
(Excerto de Recordar e homenagear)
"No ano de 1924, a fisionomia autárquica do concelho de Arganil foi alterada com a criação da freguesia de Barril de Alva, desanexada da de Vila Cova de Sub-Avô que, a partir de então, passou a ser designada oficialmente, por Vila Cova de Alva.
Esta medida administrativa, reconhecendo as potencialidades associativas e empresariais de Barril de Alva, procurou também pôr termo a uma confrontação doentia entre as duas localidades... [...]
Com a sua emancipação, Barril de Alva organizou logo nesse ano a sua primeira feira anual, que teve lugar no dia 28 de Outubro, dia de S. Simão."
(Excerto de Freguesia de Barril de Alva)
Índice:
Recordar e homenagear | Em louvor do associativismo | Nota prévia | I - A regionalização através dos tempos. A Beira ou as Beiras? - Nos primórdios da nacionalidade; - Do Liberalismo à República; Marcelo Caetano: regionalização e regionalismo; - O Estado Novo e as Regiões; - A regionalização na democracia. II - A Beira-Serra e o Associativismo. Sob os auspícios de Nossa Senhora do Mont'Alto - Breve história do santuário; - A comarca de Arganil inicia subscrição; - Início das obras. III - 14 de Agosto de 1908. Água no Mont'Alto: um marco histórico. IV - Acção da diáspora lisboeta.V - Bairrismo e Regionalismo. - As comissões de melhoramentos; - Comissão de Melhoramentos de Folques; - Sociedade de Melhoramentos de Pomares; - Concelho de Oliveira do Hospital; - Pampilhosa da Serra quer estrada; - Concelho de Góis: o exemplo de roda cimeira; - Freguesia de Barril de Alva; - As barrilenses eram assim; - Tábua: necessidades culturais; - Obras na Capela de S. Pedro; - A ideia de regionalismo; - Liga Regional Tabuense; - Grémio Regionalista da Comarca de Arganil. | Bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

24 outubro, 2025

SANTA RITTA, José -
O PSITACISMO E O ENSINO.
Por... Sócio da Sociedade de Estudos Pedagógicos, Professor do Liceu Pedro Nunes. Lisboa, Composto e impresso da Casa Portuguêsa : Papelaria e Tipografia, [1913]. In-8.º (22x15 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo pioneiro sobre o psitacismo publicado em separata da Revista de Educação - Geral e Técnica., tendo como tema principal o "decoranço", expediente utilizado por muitos alunos das escolas básicas e secundárias.
Definição de psitacismo: "Aprendizagem por repetição mecânica de palavras e frases, sem intervenção do raciocínio". (Infopédia)
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Joaquim Fontes (1892-1960, conhecido pedagogo, médico e professor catedrático.
"O psitacismo desenvolve-se tanto mais fácilmente quanto é certo que a imitação e o automatismo teem um papel importante na linguagem e se cada um de nós tem o seu vocabulário próprio, a mesma palavra evoca em cada um de nós imagens diferentes; isso ainda se agrava na criança, que tem uma mentalidade especial, vê as coisas por prismas diferentes do nosso e dá às palavras significações que nós não conhecemos, procedendo como se elas tivessem para a criança a significação precisa que nós lhes supomos. A criança repete muitas vezes a palavra sem lhe ligar sentido e nós, desde que ela a diga, satisfazemo-nos sem procurar verificar ao que a palavra corresponde. [...]
A vaidade das famílias exige dos seus filhos «boas notas», estasia-se perante a criança que papagueia lições e que, aos dez ou doze anos, deixa de brincar e correr para estudar e «fazer exercícios». A tendência do professor e da família é toda para a cultura livresca, fácil de transmitir e de adquirir e que, alêm disto, faz o pequeno estar quieto; para a aprendizagem do que vem no livro pode contar-se com a família, que ela faz o aluno estudar; para a cultura física e moral nada há a esperar dela. [...]
É uma lástima ver o estado em que os rapazes chegam aos liceus - e por que não dizê-lo? - o estado em que se conservam nos liceus. Só quem nunca interrogou um rapaz que vá fazer o seu exame de instrução primária ignora a forma porque êle sabe as coisas, jogando com palavras cuja significação desconhece."
(Excerto de Conseqùências no ensino)
Índice:
O Psitacismo [I-II] | Conseqùencias no ensino | Conseqùências sociais.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e pedagógico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

18 junho, 2025

OSORIO, Ana de Castro -
VIAGENS AVENTUROSAS DE FELÍCIO E FELIZARDA AO BRASIL.
Ilustrações de A. Jourdain. Lisboa, Lusitania Editora, Lda, 1923. In-8.º (20,5x14,5 cm) de 209, [3] p. ; il. ; C.
1.ª edição. 
Livro de leitura apresentado ao concurso aberto em Portugal pela Direcção Geral do Ensino Normal e Primario em 7 de Abril de 1920 e aprovado para leituras correntes da 5.ª classe da Escola Primaria, em 30 de Janeiro de 1922.
Obra interessante e educativa, belissimamente ilustrada por A. Jourdain, alguns em página inteira.
"É preciso semear, nos cidadãos do mundo e governantes das nações, uma consciencialização de que o espaço marítimo é da responsabilidade comum.
Foi nesta perspectiva que a escritora Ana de Castro Osório concebeu o audacioso projecto de, fundindo o real e o fantástico e recorrendo à retórica da personificação, ministrar, com a engenhosa imaginação de dois bonifrates, muitas e curiosas informações sobre as águas frias do Atlântico Norte, tendo deixado as águas tropicais do Atlântico Sul para uma próxima viagem de Felício e Felizarda. Esta é uma obra de urdidura narrativa simples e interessante que, inscrita agora também na temática Os Oceanos, Um Património para o Futuro, servirá para informar, formar e divertir tanto crianças como adultos."
(Fonte: Wook)
Com dedicatória manuscrita - em carimbo olegráfico - da Lusitânia Editora à redacção de O Mundo.
"Agora que já temos os nossos herois prontos para novas aventuras vamos tratar de os embarcar... - dizia o Pedrinho chamando a mãe para junto da sua cadeira de repouso.
- Bom! Cá estão eles vestidos a capricho, como verdadeiros viajantes que sabem as regras de bem viver... - respondeu ele, pegando nos bonecos e mostrando-os aos pequenos, que Pedrinho consentia que ouvissem a historia das maravilhosas aventuras que era costume sucederem aos seus queridos herois, com a condição de estarem com atenção e não interromperem a mãe com as suas intempestivas preguntas e observações. Ali estavam pois para ouvir e calar..."
(Excerto de I - Pela barra fóra)
Ana de Castro Osório (1872-1935). "Escritora, feminista e ativista republicana. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a coleção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objeto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas."
(Fonte: Wook)
Encadernação cartonada do editor dom deseno e letras a negro e amarelo.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Lombada apresenta pequena falha do revestimento.
Invulgar.
25€

15 maio, 2025

CARVALHO, Reis – A QUESTÃO DO ENSINO. Bases de uma reforma da instrução pública no Brasil. Rio de Janeiro, Tip. do Jornal do Comercio, de Rodrigues & Comp., 1910. In-8.º (22,5 cm) de VI, 88, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante ensaio sobre a instrução pública brasileira nos alvores do século XX.
"Como de novo se discute a velha questão da reforma do ensino, pareceu-nos oportuno e util reunir em volume o que publicámos na Kosmos, em Julho e Outubro de 1907.
A esta publicação, sumário esboço de uma situação atual do debatido problema, juntamos mais dous trabalho análogos, que escrevemos como membro do Centro Republicano Conservador.
De todos conclue-se que a verdadeira reforma do ensino é um problema cuja solução definitiva escapa ao Governo, está fóra da esfera do Estado, não compete ao Poder Temporal. Em todos fica patente que a reforma proposta tem caracter provisório; é apenas uma transação com os preceitos do nosso estatuto politico. Em todos o fim colimado é, sobretudo, a prática efetiva da disposição constitucional que, assegurando a liberdade de profissões, elimina consequentemente os privilegios de diplomas escolasticos ou académicos.
É possivel que muitos nos chamem demolidores ou demasiadamente adiantados e alguns, ao contrario, ainda nos achem atrazados; mas resta-nos a esperança de que ninguem, de boa fé, deixará de reconhecer o nosso desinteresse pessoal em pról do momentoso assunto."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos; falha de papel no canto superior dto na capa.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

04 janeiro, 2025

COELHO, F. Adolpho -
REFORMA DO ENSINO PUBLICO. Proposta do socio... Approvada Em Sessão de 6 de fevereiro de 1893. Sociedade de Geographia de Lisboa. Lisboa, Typ. do «Commercio de Portugal», 1894. In-4.º (25x18 cm) de 12, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para história da instrução pública em Portugal.
"Em 1890 apresentou o signatario d'estas linhas á nossa Sociedade o programma de um inquerito ao estado hodierno physico, moral, intellectual e artistico do povo portuguez, no qual devia ser dado logar importante á instrucção publica. [...]
O projecto de reforma poderá constar de duas partes:
I - Bases da reforma em articulado;
II - Discussões e documentos justificativos d'essas bases.
[...]
Não desconhece o signatario as difficuldades graves da empreza que se propõe iniciar; não se lisonjeia com a ideia de que realisada ella, embora nas melhores condições, venha a inffluir immediatamente na organisação escolar."
(Excerto de I - Proposta do socio F. Adolpho Coelho)
Índice:
I - Proposta do socio F. Adolpho Coelho | Proposta [4 Artigos] | II - Bases geraes de uma reforma do ensino publico portuguez. [Fundação de uma universidade em Lisboa, que compreenderá as seguintes faculdades: I - Faculdade de mathematica e sciencias da natureza (Escola polytechcnica); II - Faculdade de medicina (Escola medico-cirurgica); III - Faculdade de sciencias mentaes e historicas (Curso superior de lettras); IV - Faculdade de sciencias administrativas (incluindo a administração colonial).].
Francisco Adolfo Coelho (1847-1919). "Membro destacado da chamada Geração de 70, Francisco Adolfo Coelho nasceu em Coimbra, em 1847, e morreu em Carcavelos, em 1919. Autor de A Língua Portuguesa, obra de 1868, onde procedeu ao estudo comparativo das línguas românicas, foi também filólogo, pedagogo, etnógrafo, historiador, crítico literário e introdutor dos estudos de Filologia Comparada em Portugal, cadeira que lecionou no Curso Superior de Letras desde 1878. Em 1871, participou nas Conferências Democráticas do Casino, proferindo a última conferência, "O ensino" (texto que viria a ser publicado em 1872 sob o título A questão do ensino), onde propôs uma reforma do ensino baseada na separação do Estado e da Igreja e no princípio da liberdade de consciência; estes pressupostos viriam a fazer escândalo entre os jornais conservadores da época. Para além de uma vasta bibliografia relacionada com as áreas da Filologia e da História da Língua, em que foi especialista, publicou de 1873 a 1875 a revista Bibliografia Crítica de História e Literatura, onde apreciava a produção intelectual portuguesa e estrangeira nos mais diversos domínios. Colaborou igualmente em periódicos como O Cenáculo e O Positivismo."
(Fonte: https://www.portoeditora.pt/autor/adolfo-coelho/9209)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
10€

01 dezembro, 2024

MAGALHÃES, Justino Pereira de -
LER E ESCREVER NO MUNDO RURAL DO ANTIGO REGIME.
Um contributo para a história da alfabetização e da escolarização em Portugal. Prefácio de António Nóvoa. Braga, Universidade do Minho : Instituto de Educação, 1994. In-4.º (23x17 cm) de [V], [1], 595, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego, importante contributo para a história da alfabetização em Portugal. Trata-se da dissertação de doutoramento do autor no Ramo de Educação, na Área de Conhecimento de História da Educação, apresentada na Universidade do Minho.
Livro ilustrado no texto com quadros, gráficos e reprodução de assinaturas - marcas de "alfabetização" - de setecentos e oitocentos.
"Portugal país de analfabetos é um tema recorrente da nossa indignação como educadores, e da nossa incompreensão face à persistência de um fenómeno que gerações sucessivas quiseram resolver; mas não souberam ou puderam... Hoje e ontem. Os reformadores do final do século passado acordaram do seu sonho escolar, repentinamente, com a revelação dos números do Censo da População de 1890: 5 milhões de portugueses, 1 milhão e alfabetizados. Gritou-se então contra o déficit intelectual, um déficit que atingia 80% da população: 4 milhões de analfabetos. Mais tarde, por meados do século XX, tornar-se-à dominante a imagem de um país que se encontra na "cauda da Europa". Por aqui se explicaram, quase sempre, os atrasos de Portugal: para uns era preciso começar pela educação como forma de assegurar o desenvolvimento, para outros só o crescimento económico traria a melhoria dos níveis educativos. Uns e outros coincidiam na interrelação estreita entre a alfabetização e desenvolvimento. [...]
Estas duas convicções (alfabetização = desenvolvimento e alfabetização = escolarização), tão arreigadas na nossa maneira de pensar a história e a educação, são postas em causa, a vários títulos, pela tese revolucionária de Justino Magalhães. De forma serena, paciente, meticulosa, o autor aborda uma argumentação sólida sobre a leitura e a escrita no mundo rural do Antigo Regime..."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio | Introdução | I. Parte - Uma história da alfabetização em vias de renovação: A) Sobre a problemática histórica, sociológica e antropológica da escrita. B) História da alfabetização - problemas, métodos, resultados. C) Ler e escrever em Portugal no Antigo Regime. II. Parte - Um contributo metodológico e substantivo para a história da alfabetização e da escolarização no mundo rural do Antigo Regime em Portugal: D) Problemáticas, fontes e método. E) Aplicação e estudos de caso [Pico - Açores] ((Couto) de Ronfe / Poiares - Freixo de Espada-à-Cinta. F) Da alfabetização à escolarização - estudos exploratórios. | Conclusão | Bibliografia | Manuscritos | Anexos | Índice de autores.
Justino Pereira de Magalhães. (n. 1953). "Professor catedrático jubilado do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Concluiu o(a) Título de Agregado em Agregação em História da Educação e da Pedagogia em 2000/10 pelo(a) Universidade do Minho, Doutoramento em Doutoramento em História da Educação em 1994/07 pelo(a) Universidade do Minho, Mestrado em Provas de Aptidão Pedagógica em 1989/05 pelo(a) Universidade do Minho, Licenciatura em Graduate - History em 1978/07 pelo(a) Universidade do Porto Faculdade de Letras, Docteur em Estágio de Investigação History, Language and Education, sob orientação de Peter Burke em 2008 pelo(a) University of Cambridge Emmanuel College e Docteur em Pós-doutoramento sob orientação de Roger Chartier (Professeur au Collége de France) em 2010/07 pelo(a) Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales. É Investigador no(a) Universidade de Lisboa Centro de História e Investigador no(a) Universidade de Lisboa, Instituto de Educação."
(Fonte: https://www.cienciavitae.pt/portal/2919-3D7C-E886)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

28 novembro, 2024

CHABY, Manoel de -
TABOADA DO NOVO SYSTEMA LEGAL DE PESOS E MEDIDAS APPROVADA PELA JUNTA CONSULTIVA DE INSTRUCÇÃO PUBLICA para uso das escólas de instrucção primaria.
Por... Terceira edição. Lisboa, Lallemant Frères, Typographos, 1870. In-8.º (16x10,5 cm) de 67, [1] p. ; il. ; E.
Importante subsídio para o ensino da aritmética no ensino primário entre nós.
Ilustrado com desenhos esquemáticos, quadros e 22 tabelas em página inteira no interior.
Inclui ainda cinco folhas separadas do texto de várias dimensões, sendo três delas desdobráveis, representando os pesos e medidas.
"Achando-se extinctas a primeira e segunda edições da nossa Taboada do novo systema legal de pesos e medidas, que em tempos publicamos com official approvação, e que, desde a primeira edição permanece em uso nas escolas do reino, e sendo-nos indicada por alguns dignos professores de instrucção primaria, a conveniencia de uma nova publicação da mesma Taboada; por tal indicação, e confiado na benevolencia do publico, emprehendemos esta 3.ª edição, sem que nos afastamos das condições de simplicidade e claresa que devem ser caracteristico dos trabalhos deste genero, conservando todavia, as ampliações que na segunda edição realisamos, e o addicionamento de varias figuras, que então n os pareceram apropriadas para mais facil comprehensão do texto."
(Excerto da nota introdutória)
Manuel Bernardo Pereira de Chaby (1827-1908). "Ajudante do inspector-geral. Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. Repartição de Pesos e Medidas."
(Fonte: https://arquivohistorico.sgeconomia.gov.pt/details?id=220125)
Encadernação simples, lisa, em percalina.
Exemplar em bom estado de conservação. Apresenta rubrica de posse - "Lobão" - na f. rosto. Com algumas (poucas) folhas soltas.
Raro.
Com interesse histórico e educativo.
Indisponível

24 novembro, 2024

ENNES, Guilherme José -
OS AMIGOS DAS CREANÇAS. Por...
Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (19x12,5 cm) de 128, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro relativo à protecção da criança. Trabalho devotado aos mais novos e aos "ambientes" favoráveis e propícios ao seu bem-estar e desenvolvimento.
A BNP não menciona este trabalho; entre outros de merecimento, o autor publicou no ano anterior (1903) Os inimigos das creanças, sendo que, o presente, não vem referenciado em nenhuma fonte bibliográfica.
"São muitos os inimigos das creanças. O abandono moral, intellectual e physico, a que são votadas muitas d'ellas, exigem, como instrumentos do bem, leis salvadoras dirigidas á questão e ao estado social das creanças. Por ellas, gemem todos os que proclamam a prioridade de educação sobre a instrucção, e a necessidade de manter em toda a sua pureza a alma e as faculdades das creanças.
Terreno novo, é preciso semeal-o todo do bem; só assim não ficara logar para a herva damninha.
Mas, contra os inimigos das creanças, combatem os «amigos das creanças». São todos os que teem uma viva sollicitude pela condição dos innocentes de mui tenra edade, todos os que cuidam incessantemente em os defender, confortar, e querer-lhes bem. Entre esses melhores amigos da infancia, não será, sem interesse, commemorar a mãe, a avósinha, a tia que não casou, a religiosa, o professor e a escola. De todos, e, em especial, do modo como é exercida a sua parte de influencia e sympathia para com as c reanças, nos vamos occupar nas notas seguintes. Constituem as mais fortes raizes e as mais firmes esperanças com que ellas entram no mundo, amparadas na familia somente, ou na familia substituida ou auxiliada por elementos extranhos, mas indispensaveis."
(Excerto de Parentes e Professores - I - As mães)
Indice:
1.ª Parte - Parentes e Professores. 2.ª Parte - A escola. 3.ª Parte - Colonias de férias.
Guilherme José Enes (1839-1920). "Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, terminando o curso em 1859. Neste ano, alistou-se no Exército. Fez parte de comissões encarregues de elaborarem formulários para os hospitais militares. Foi sub-chefe da 6.ª repartição do Ministério da Guerra e cirurgião-mor (1881), e director do Hospital de Chaves (1888). Em 1884, quando o cólera invadiu a Espanha, foi encarregado, com o Dr. Cunha Belém, de pôr em execução o plano de defesa sanitária, tendo organizado os lazaretos de Elvas e de Vilar Formoso. Em 1890, foi nomeado inspector dos lazaretos. Em 1891, foi nomeado director do Hospital da Estrela a que estava ligada desde o início da carreira militar. Exerceu os cargos de vogal da Junta Consultiva de Saúde Pública, membro do Conselho Geral de Saúde e Higiene do concelho de Lisboa. Instituiu o Parque Vacinogénico. Em 1903, por ter atingido o limite de idade, abandonou o serviço activo no posto de General de Brigada. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências. Como delegado do Ministério da Guerra tomou parte em congressos internacionais ligados às questões da saúde e da higiene e medicina militar que decorreram nos anos 70 e 80 do século XIX, em Londres, Paris, Amesterdão, Genebra e Viena. Participou na conferência da Cruz Vermelha em 1887. Foi autor de artigos e estudos sobre saúde e higiene, entre eles sobre o cólera, e medicina militar, tendo colaborado com o Dr. Cunha Belém. Com este e João Vicente Barros da Fonseca, em 1877, publicou a Gazeta dos Hospitais Militares, até 1884. Era Conselheiro, Oficial das Ordens de Avis, Santiago, de Torre e Espada e de Cristo, Cavaleiro de Carlos III de Espanha; recebeu a cruz de 2.ª classe da Coroa de Ferro da Áustria e a cruz de 2.ª classe do Mérito Militar de Espanha. Foi o inventor do Formolizador Enes (aparelho destinado à desinfecção pelo formol, sob pressão, de quartos e de casas)."
(Fonte: file:///C:/Users/aassm/Downloads/Ol%C3%ADmpia%20de%20Jesus%20de%20Bastos%20Mourato%20Nabo.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa vincada. Lombada apresenta parte de selo de biblioteca no pé.
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

14 abril, 2024

FONSECA, Tomás da -
ENSINO LAICO : educação racionalista e acção confessional. [Por]... Prof. de História da Civilização. Lisboa - Porto - Coimbra, "Lvmen" : Empresa Internacional Editora, 1923. In-8.º (19,5x12,5 cm) de XII, 187, [9] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a laicidade no ensino, uma das tarefas de vida de Tomás da Fonseca, figura da proa da República, anticlerical, intransigente defensor da ciência em oposição aos preceitos religiosos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O problema do laicismo continua sendo, em nossos dias, aquele perturbante conflito que o século XIX viu nascer e debater-se entre dois mundos, igualmente aguerridos, que presentam - um o Passado, com toda a sua Intolerância, outro o Espírito Novo que, pelos seus princípios e aspirações morais, torna maior o sêr humano, procurando dar a cada um e consciência de si próprio.
«Penso assim e quero assim, diz o primeiro, porque assim pensaram e quiseram também os meus avós».
E adentro desta fórmula, terrível como uma gragalheira de aço, encerram toda a possível discussão. É  avelha metafísica, teologal, dogmática, absurda que, fechando a porta ao raciocínio, recusa ao mesmo tempo a certeza que do facto nasceu.
É a sciência feita, em luta contra a verdadeira Sciência, que nunca cessa de fazer-se, a qual, como as águas correntes que por si próprias vão rasgando novos leitos, segue sempre, através do tempo e do espaço, abrindo ao pensamento e à acção novos campos, novos mundos onde a vida procure e encontre uma seiva mais pura, uma arte mais bela e um coração mais alto."
(Excerto do preâmbulo)
Tomás da Fonseca (1877-1968). "Poeta, ficcionista, historiógrafo, jornalista, professor e militante republicano de cariz anti-clerical, José Tomás da Fonseca colaborou, com o advento da República, na reforma do ensino primário normal e organizou e animou diversas associações de carácter cultural. Foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director da Escola Normal de Lisboa e de Coimbra - das quais foi afastado pelo sidonismo e pelo Estado Novo - e um dos fundadores da Universidade Livre de Coimbra. É muito vasta a sua colaboração na imprensa periódica nomeadamente em A Pátria, O Mundo, A Vanguarda, República, Alma Nacional ou, entre outros, no Arquivo Democrático, de que foi director. Em Evangelho de um Seminarista, Memórias dum Chefe de Gabinete e Memórias do Cárcere encontramos, passados a letra de imprensa, testemunhos da sua vivência."
(Fonte: https://purl.pt/13858/1/volta-textos/209.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas falhas de papel marginais.
Invulgar.
Indisponível

26 fevereiro, 2024

LEGOUVÉ, Ernesto - O ESTUDO DA FALLA.
Traducção do Abbade d'Arcozello. Porto, Livraria Portuense de Clavel & C.ª - Editores, 1882. In-8.º (19,12 cm) de XII, [1], 88 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso ensaio sobre a arte da fala aplicada ao ensino.
"Muitos alumnos, e alguns já habilitados com os examos de latim e francez, me teem procurado, pedindo-me explicações a fim de corrigir o defeito cicioso, do rotacismo e ainda da gaguez, ou balbuciação. [...]
Depois que li o pequeno tratado de leitura em voz alta, ou melhor, o Estudo da falla de Mr. Ernesto Legouvé, que indica os processos para corrigir semelhantes defeitos, não pude resistir ao desejo de o vêr publicado em portuguez a fim de que cada um consiga independentemente do meu modesto concurso, aquillo de que carece, que consiste em praticar a gymnastica organica, indicada n'este livro. [...]
São interessantes todos os tratados que este pequeno livro contém, especialmente o tratado da voz, da respiração, da pronunciação, e os tratados que conteem os processos que corrigem os defeitos de ciciar e rotacismar; muito podem aproveitar os balbuciantes ou gagos, como tambem os que teem de lêr, orar, ou recitar o verso em publico."
(Excerto de Ao leitor)
"A leitura em voz alta é considerada na America como um dos elementos mais importantes da instrucção primaria: é já uma das bases do ensino primario.
Em França ainda não é considerada como arte; passa, apenas, como curiosidade, como apparato, ou ainda como pretensão.
A arte de lêr em voz alta ainda não entrou no programma das escólas primarias, das escólar normaes, industriaes, ou commerciaes, nem ainda nos lyceus: não se tem pensado n'esta arte no ensino de mestres ou discipulos: não ha magistrado, procurador, tabelliaão, ou socio de academias, que tenha sido educado por esta arte."
(Excerto de Parte Primeira - Capitulo I)
Gabriel Jean Baptiste Ernest Wilfrid Legouvé (Paris, 1807-1903). "Foi um escritor francês, dramaturgo, poeta, moralista, crítico e publicista. Membro da Academia Francesa. Considerado um dos percursores do feminismo pelos seus estudos sobre a história moral da mulher e a defesa da sua educação. Defendeu a igualdade, enfatizando a divisão entre os sexos e defendendo a superioridade moral da mulher."
(Fonte: Wikipédia)
Cândido José Aires de Madureira (Agrobom, Alfândega da Fé, 1825 - Porto, 1900). "Mais conhecido principalmente pelo título de Abade de Arcozelo. É considerado, juntamente com Castilho e João de Deus, um dos mais importantes pedagogistas portugueses do século XIX. O seu trabalho foi, porém, sustentado por estudos de índole científica mais rigorosos que no caso dos outros dois. Foi, aliás, amigo de João de Deus, tendo-lhe publicado a "Arte de Leitura" (Cartilha Maternal), como consta no frontispício da mesma. Profundo conhecedor dos métodos de ensino da leitura e escrita então em voga (incluindo o que se fazia no Brasil, como os esforços de Abílio César Borges) foi autor de uma Historia dos Methodos de Ensino da Linguagem em Portugal desde Castilho, de 1886."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenas falhas marginais.
Muito invulgar.
10€

19 fevereiro, 2024

COELHO, F. Adolpho -
OS EXERCICIOS MILITARES NA ESCOLA.
Questões Pedagogicas I. Separata de «O Instituto», vol. 58.º. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1911. In-4.º (24,5x16 cm) de 16 p. ; B
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história da educação física nas escolas, e a perspectiva de introdução dos exercícios militares na instituição.
Ensaio raro e muito curioso.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "A seu primo e amigo João Coelho".
"A orientação militar da ginástica escolar e, num certo sentido, o despropósito de uma instrução militar como um fim em si mesma - é-nos dada pela pena de Adolfo Coelho. É, ao mesmo tempo, um retrato impressivo sobre a forma como a instrução militar configurou o quotidiano escolar; a crítica de Adolfo Coelho resulta do conhecimento que tem da orientação dada à educação física em vários países europeus, particularmente na Alemanha.
Eu reconhecera que esses exercícios imbecilizavam os rapazinhos. Assisti à instrução militar naquelas escolas, e visitei por 1883 (e ainda depois) as aulas de quase todas as centrais já então criadas em Lisboa, e vi ali muitos alunos hirtos, sorumbáticos, mecanizados, por efeito dessa instrução, e conversando com alguns colhi a confissão suficientemente clara de que os instrutores lhes inspiravam receio de algum castigo, sem que os levassem a tomar a sério os exercícios, e a respeitar quem os instruía." (Coelho, 1911, p. 29)
"O soldado, segundo o justo pensamento do commandante Legros, educa-se para a morte; a creança, o adolescente, até á entrada do serviço militar, educa-se para a vida.
Da não intelligencia do que seja a creança, do que seja o adolescente, do que seja a vida num e noutro, de como nessa vida se hão de lançar as bases para a vida ulterior, nos seus aspectos, intimamente ligados, individual e social, resultam os erros dos planos de ensino primario e secundario e de methodo desse ensino, resulta a insistencia que resurge agora, no regime republicano, como surgira no monarchico, em começar na escola geral a educação especial do soldado.
Parte-se da ideia da defesa da patria, de que é necessario ter o maior numero possivel de homens aptos para essa defesa e chega-se a julgar boa a traça de começar cedo a instrucção militar e sem mais tende-se para decretar ou vae-se até decretar que essa instrucção faça parte do plano das escolas de ensino geral e ainda das de ensino especial frequentadas antes dos dezoito annos. Do mesmo modo ha a mania de introduzir elementos de ensino profissional de diversas naturezas na escola primaria e secundaria."
(Excerto do Cap. III)
Francisco Adolfo Coelho (1847-1919). "Membro destacado da chamada Geração de 70, Francisco Adolfo Coelho nasceu em Coimbra, em 1847, e morreu em Carcavelos, em 1919. Autor de A Língua Portuguesa, obra de 1868, onde procedeu ao estudo comparativo das línguas românicas, foi também filólogo, pedagogo, etnógrafo, historiador, crítico literário e introdutor dos estudos de Filologia Comparada em Portugal, cadeira que lecionou no Curso Superior de Letras desde 1878. Em 1871, participou nas Conferências Democráticas do Casino, proferindo a última conferência, "O ensino" (texto que viria a ser publicado em 1872 sob o título A questão do ensino), onde propôs uma reforma do ensino baseada na separação do Estado e da Igreja e no princípio da liberdade de consciência; estes pressupostos viriam a fazer escândalo entre os jornais conservadores da época. Para além de uma vasta bibliografia relacionada com as áreas da Filologia e da História da Língua, em que foi especialista, publicou de 1873 a 1875 a revista Bibliografia Crítica de História e Literatura, onde apreciava a produção intelectual portuguesa e estrangeira nos mais diversos domínios. Colaborou igualmente em periódicos como O Cenáculo e O Positivismo."
(Fonte: https://www.portoeditora.pt/autor/adolfo-coelho/9209)
Exemplar brochado - protegido por capas lisas - em bom estado geral de conservação. Conserva as capas originais que se encontram manchadas, com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico.
25€
Reservado

24 novembro, 2023

AVELLINO, Dr. André A. -
DISCURSO RECITADO NA SESSÃO SOLEMNE D'ABERTURA DE AULAS NO LYCEU DE PONTA-DELGADA em 1 de Outubro de 1863,
Pelo..., Commissario dos Estudos e Reitor do mesmo Lyceu. Ponta-Delgada, Typ. da Persuasão. 1863. In-8.º (18x11 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo valorizado pela dedicatória manuscrita do autor na f. rosto, à cabeça, parcialmente obliterada.
"O começo do anno lectivo deve ser, e é com effeito para a mocidade estudiosa, dia de grande gala escholastica. Preparados os animos, descançados pelas ferias das fadigas preteritas, se é sincero o amor da sciencia, se ha verdadeiro desejo de aprender, a lembrança da acquisição de novos conhecimentos, do aperfeiçoamento dos já adquiridos, desperta honrosos brios para as subsequentes lides; e este amor do saber, que, no homem de lettras, vae sempre a crescer e que só com a morte se extingue, consegue novas forças á medida que o horisonte se alarga, e que o espirito se enriquece com mais acuradas e perfeitas noções. Já não é a curiosidade instinctiva da puericia, mas sim o porquê solido as cousas, a causa dos effeitos observados, o que na vossa edade juvenil, e no progresso dos vossos estudos vos serve hoje de guia a vossos scientificos trabalhos."
(Excerto do Discurso)
André António Avelino (1808-1869). "Doutor em Medicina pela Faculdade de Paris, graduado em 19 de Abril de 1836 e confirmado em Lisboa a 7 de Junho desse mesmo ano, o médico André António Avelino foi um faialense que bastante se distinguiu. Após a sua formatura na capital francesa, o Dr. André Avelino veio trabalhar para Ponta Delgada, talvez influenciado pelo colega de curso e amigo íntimo, o micaelense Dr. José Pereira Botelho, que, igualmente, foi médico de elevado renome. Estabelecido na ilha de São Miguel em 1836, foi médico do Hospital da Misericórdia e professor das cadeiras de Patologia, Matéria Médica e Terapêutica da Escola Médico - Cirúrgica de Ponta Delgada que funcionou de 1839 a 1844. Sem deixar o exercício da medicina, em 1858 foi nomeado Comissário de Estudos no distrito de Ponta Delgada e, de acordo com a lei então vigente, assumiu o lugar de Reitor do Liceu daquela cidade, cargo que exerceu durante 10 anos, até falecer. Nesta qualidade, proferiu anualmente os discursos da abertura das aulas, acto a que imprimia muita solenidade e onde expunha as suas ideias pedagógicas. Todos esses discursos foram impressos, o mesmo sucedendo à sua “Thése pour le doctorat en Médecin. Diagnostic differentiel entre l’hemorragie et le ramolissement cerebral” (Paris, 1836) e à “Memória acerca de dois casos de febre amarela observados no Hospital da Misericórdia de Ponta Delgada” (1858)."
(Fonte: https://tribunadasilhas.pt/retalhos-da-nossa-historia-cxxxix-dr-andre-avelino-reitor-do-liceu-e-professor-da-escola-cirurgica-de-ponta-delgada/)
Exemplar desencadernado em bom estado geral de conservação. Aparado, em certas páginas com prejuízo marginal do texto. Sem capas de brochura, terá feito parte de miscelânia.
No verso da f. rosto tem inscrição manuscrita: "Pertence ao Gremio Litterario d'Angra do Heroismo. O Secretario da Direcção [Assinatura ilegível]"
Raro.
Com interesse histórico e insular.
Indisponível

19 junho, 2023

A ESTRUTURA DA CAUSA -
Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra. [Coimbra], DG / AAC, 2004 [imp. 2005]. In-4.º (23 cm) de 126, [6] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo sobre os novos caminhos do ensino superior público pelo prisma do movimento associativo académico coimbrão. Trata-se de uma espécie de manifesto que convida à reflexão nas questões de política educativa adequada aos novos tempos.
Ilustrado no texto com gráficos e tabelas.
"A Associação Académica de Coimbra, fundada em 1887, pautou o seu percurso pela intervenção política em defesa dos direitos, liberdades e garantias de cidadãos de acordo com as circunstâncias da própria história. Sempre foi reconhecida pelo papel progressista ao serviço destes valores e, apesar do seu inconformismo permanente ter resultado em momentos de alguma incompreensão, a verdade é que foi esta postura que construi a sua história. [...]
Explicar, fundamentar a causa estudantil é imprescindível num momento em que a discussão pública da substância das reivindicações estudantis estagnou, para dar lugar à discussão sobre as formas da luta estudantil. É neste sentido que, com esta publicação, pretendemos centrar o debate na substância e sobretudo eliminar os dogmas inerentes à análise, quer da política educativa, quer da intervenção do movimento associativo.
Ao mesmo tempo contamos com alguns textos de ilustres personalidades da Academia Coimbrã, que dão o seu honroso contributo em matérias fundamentais para a plenitude desta publicação.
Causa estudantil, causa de progresso, são conceitos que se aproximam através desta publicação, lançando um desafio à reflexão intitulado "A estrutura da causa"."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Miguel Duarte - Prefácio | I - Associativismo: Prof. Doutor Luís Reis Torgal - Associativismo e movimentos estudantis; Acção cultural e inconformismo - "Uma reflexão". II - Contexto sociológico: Universidade actual Vs Universidade dos anos setenta: Doutor Elísio Estanque - A Universidade e os estudantes de Coimbra. III - A estrutura da Causa: Financiamento; Acção Social; Internacionalização do Ensino Superior - "Do Papel à Prática"; Autonomia Universitária. IV - Encruzilhadas da Autonomia Universitária: Prof. Doutor Rui de Alarcão - Encruzilhadas da Autonomia Universitária - "Tópicos". V - Relatório Europeu na Cauda da Europa. VII - Carta de Princípios para o Ensino Superior Público. Carta de princípios.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

02 agosto, 2022

ACTAS DO 1.º ENCONTRO DE ESTUDOS LOCAIS - DISTRITO DE SETÚBAL : 25-26-27 Novembro 1988.
Edição subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian
. [S.l.], Escola Superior de Educação : Instituto Politécnico de Setúbal, 1990. In-8.º (20,5 cm) de [3[, 345, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Volume das Actas deste importante certame regional realizado em 1988, que inclui as reflexões, análise e propostas dos intervenientes para o distrito de Setúbal. 
Livro ilustrado no texto com mapas, cartogramas, desenhos esquemáticos, tabelas e diagramas.
Documento de época, policopiado, raro e muito interessante.
"As mudanças tecnológicas, a evolução sócio-económica e a dinâmica urbana são alguns dos factores que certamente vão determinar a ocupação do solo nos próximos anos na Área Metropolitana da Região de Lisboa (A.M.R.L.).
Não pretendendo entrar nesta vasta problemática o presente "apontamento", parte da premissa de que a 3ª Revolução Industrial potencia fortemente um incremento das actividades de Turismo, Desporto, Recreio e Lazer que já se vinham a desenvolver desde os anos sessenta."
(Excerto de Secção 2, Área Metropolitana da Região de Lisboa - Margem Sul - Algumas reflexões)
"A compreensão do Mundo Actual na Escola não deve de modo algum dar lugar à introdução de uma nova disciplina, num programa já carregado.
Deve antes ser uma preocupação das diferentes disciplinas já que a "Educação" deve visar o pleno desenvolvimento da personalidade humana e o reforço do respeito dos direitos do homem e das liberdades fundamentais. Deve favorecer a compreensão, a tolerância, a amizade entre todos os indivíduos, grupos raciais e religiosos e nações... (artigo 26, alínea 2 da Carta dos Direitos do Homem).
Isto não é possível sem o desenvolvimento nos alunos de atitudes de respeito mútuo e autonomia quer moral quer intelectual."
(Excerto de Secção 3, A Escola e Mundo Actual)
"Nos anos 80, a conjugação de factores internos e externos conduziu a Península de Setúbal a uma grave crise económico-social. São bem conhecidas as manifestações dessa crise, embora  análise da génese do fenómeno divirja, consoante os modelos tomados como referencial.
Os actores envolvidos no processo e desenvolvimento deste território, não se quedaram perante as dificuldades e a procura de soluções tem sido uma constante."
(Excerto de Secção 4, Análise comparativa dos três instrumentos de planeamento elaborados para a Península de Setúbal)
Índice:
Secção 2 - Meio Ambiente e Recursos Naturais. Secção 3 - Educação: a escola e a comunidade. Secção 4 - Setúbal: regionalização e desenvolvimento.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
35€

24 janeiro, 2022

SILVA, Cesaltina do Nascimento & LEITÃO, Maria Noémia de Melo - INSTITUTO DE ODIVELAS
. Lisboa, [s.n. - Execução Gráfica de Cegraf], 1990. In-4.º (23 cm) de 111, [1] ; il. ; B.
1.ª edição.
Edição comemorativa dos nonagésimo aniversário do conhecido colégio feminino de Odivelas.
Livro graficamente atraente, totalmente impresso sobre papel couché, profusamente ilustrado ao longo do texto a p.b e a cores, e no final, em página inteira.
"O Instituto de Odivelas (Infante D. Afonso) foi uma escola portuguesa pública de ensino não superior, tutelada pelo Exército e destinada a jovens do sexo feminino. Fundado a 14 de Janeiro de 1900 pelo irmão do rei D. Carlos I de Portugal, o Infante D. Afonso, estava sediado no Mosteiro de São Dinis (monumento nacional), em Odivelas, nos arredores de Lisboa. As suas alunas frequentavam o Instituto entre o 5.º e o 12.º anos de escolaridade em regime de internato ou externato.
Por despacho do ministro da Defesa, Ministro José Pedro Aguiar-Branco, em 2013, o Instituto de Odivelas encerrou no final do ano letivo de 2014/2015, podendo as alunas transitar para o Colégio Militar, em Lisboa. Tratando-se de uma escola com tradições, diferenciada e regularmente no topo dos rankings das escolas públicas, esta decisão teve a oposição das associações de antigos alunos e de pais e encarregados de educação de ambas as escolas."
(Fonte: wikipédia)
"Em 1990, o Instituto de Odivelas completa 90 anos de actividade, tempo cronológico relativamente curto para uma instituição que, ao ser criada não impõe limites de existência, mas tempo vivencial e existencial relativamente longo, dado o labor e significado profundos das tarefas realizadas no transcurso das nove dezenas de anos que leva de contado. [...]
A consulta da documentação relacionada com a criação das estruturas que deram corpo e tornaram e tornaram eficaz esta obra, nascida de um grupo de idealistas que se entregaram à causa do bem e da vida, foi cuidadosa e meticulosa, por forma a permitir que não fossem atraiçoados o espírito e a letra de legisladores e educadores. [...]
Por isso, este livro descreve o que há de fundamental e primordial sobre o I.O. está longe de satisfazer a nossa exigência e a de todos quanto pretendiam que ele narrasse, exaustivamente, os métodos pedagógicos e filosofia de educação aqui aplicados durante os noventa anos da sua exitência."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

28 junho, 2021

RAMALHO, Albano - IMPRESSÕES SOBRE AS ESCOLAS DE FRANÇA E BELGICA E CRITICA DA EDUCAÇÃO E INSTRUCÇÃO PRIMARIA EM PORTUGAL.
Por... Professor ex-pensionista do Estado em França e Belgica
. Porto, Casa editora de Antonio Figueirinhas, 1909. In-8.º (18,5 cm) de 356 p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da instrução primária em Portugal. Raro e muito interessante. A preocupação com novos métodos de ensino teve início no período imediatamente anterior à instauração da República (1907-1909), projectando o seu efeito reformador entre nós na década seguinte.
"Nas três primeiras décadas do século XX, num período que cobre o arco temporal que vai do declínio da monarquia aos primórdios da ditadura, com uma maior concentração nas extremidades do referido arco, realizou-se um conjunto de viagens de bolseiros portugueses a instituições educativas de países europeus considerados, desse ponto de vista, mais desenvolvidos. [...]
As deslocações vão realizar-se, no essencial, entre os anos de 1907 e 1908, ainda que uma parte dos relatórios seja publicada no Diário do Governo já em 1909. Um dos mais interessantes de entre os relatórios produzidos é o subscrito por Albano Ramalho, então professor primário, depois inspector escolar e um dos fundadores da Revista Escolar, uma das grandes revistas pedagógicas, com um carácter inovador, que se vai publicar entre os anos vinte e os anos trinta (Nóvoa, 2003). Albano Ramalho opta por uma concepção alargada relativamente ao solicitado relatório, publicando, para o efeito, um volume com cerca de três centenas e meia de páginas, intitulado Impressões sobre as escolas de França e Bélgica e crítica da educação e instrução primária em Portugal (Ramalho, 1909). O texto de Ramalho não é muito específico em relação ao percurso por ele seguido e às escolas de instrução primária visitadas (bem como jardins de infância), já que privilegia uma organização de base temática e procede a comparações de ordem geral entre, por um lado, as escolas belgas e francesas e, por outro, entre estas e as portuguesas. As referências a autores e a ideias inovadoras são abundantes. O autor sublinha a importância da “ideia nova”, de que ele próprio foi beneficiário, de se enviarem professores aos países que mais “progressos” têm realizado em “matéria de educação”, onde novos métodos e processos estavam a ser postos em prática e aproveita para elogiar o governante que a corporizou - João Franco -, então já afastado do poder, afirmando ser este um “princípio que, só por si, honra este estadista por o ter concebido e posto em prática.”
(Fonte: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/4007/1/Imagens%20e%20leituras%20da%20educa%C3%A7%C3%A3o%20nova.pdf)
"Durante alguns annos de contacto com representantes do corpo educativo da primeira infancia em Portugal, tivemos occasião de conhecer, quasi directamente, pela experiencia, pelas exposições de uns cheias de descrença, pelos brados de indignação de outros, pelas pungentes reclamações de muitos e pela passividade de alguns, qual o systema educativo em Portugal e o estado da sua escola primaria. Uma lei do paiz convidou-nos a estudar diversos problemas de instrucção nas escolas primarias e normaes da França e Belgica.
Sahimos para fóra de Portugal. Durante alguns mezes nos encontrámos em contacto com povos de civilização muito differente da nossa. E assim vivemos entre educadores dos dois paizes, a dentro das suas escolas, em presença de alumnos e mestres.
Toda a energia que nos foi possivel dispender, a empregamos em conhecer os seus systemas educativos, os meios empregados para formarem uma geração - mais rica de saude, mais perfeita de corpo e completa de espirito. Cada passo que davamos para uma escola, para uma licção, para um jardim publico, para uma conferencia, recordava-nos o cahos da nossa instrucção nacional."
(Excerto do Prefacio)
Indice:
Livro I - Impressões sobre as escolas de França e Belgica. I. Educação fisica. II - Organização pedagogica e caracter scientifico e pratico dos programmas. III - A disciplina, a emulução e o respeito pela personalidade do alumno. IV - Processos modernos de educação e instrucção. V - Educação social. VI - A educação moral, religiosa e civica. VII - A agricultura e os jardins escolares. VIII - Os trabalhos manuaes, o desenho e a educação estetica. IX - O ensino das diversas disciplinas. X - Educação da infancia antes da escola primaria. XI - Educação da infancia anormal. XII - O ensino normal.
Livro II - Critica da educação e instrucção primaria em Portugal. I - A descentralização. II - Falta duma categoria de estabelecimentos de educação. As escolas maternaes. III - A miseria material, moral e intellectual. IV - Os sacrificios da Belgica pela instrucção. V - A independencia do professor. VI - O ensino obrigatorio. A escola não offerece confiança. VII - Reorganização do ensino normal. VIII - Um exemplo dos nossos processos de ensino. Confronto com os processos empregados na Escola Normal de Bruxellas. IX - A inferioridade mental da creança portuguêsa perante a francêsa e belga da mesma edade. X - O ensino da vida pratica não entra na escola portuguêsa. XI - A questão dos exames e a orientação do ensino. XII - Necessidade dum remodelação no nosso sistema de educação. XIII - A insufficiencia da instrucção primaria. Necessidade das instituições «post-scolaires». XIV - A crise moral e politica em Portugal. XV - Pensões de estudo no estrangeiro. XVI - A educação no regimento. XVII - Conclusão e juizo comparativo.
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura possessória na capa.
Raro.
Com interesse histórico.
A BNP tem registado apenas um exemplar na sua base de dados.
Indisponível

29 dezembro, 2020

RÉGIO, José - POESIA DE ONTEM E DE HOJE
. Plano de Educação Popular. Lisboa, Campanha Nacional de Educação de Adultos, 1956. In-8.º (16 cm) de 116 p. ; il. ; B. Colecção Educativa, série G, número 5.
1.ª edição.
Capa e ilustrações de António Vaz Pereira.
Compilação por José Régio, que prefacia o livro.
Ilustrado com belíssimas gravuras a cores em separado.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€