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11 setembro, 2023

SERRÃO, Joaquim Veríssimo -
UMA ESTIMATIVA DA POPULAÇÃO EM 1640
. Lisboa, Academia das Ciências, 1975. In-4.º (24,5x18,5 cm) de [4], 91 (213-303 pp.), [5] p. ; B.
1.ª edição independente.
Separata de «Memórias da Academia das Ciências» - Volume XVI. pp. 213-303.
Interessante estudo demográfico do tempo da restauração nacional baseada em documentos coevos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão ao jornalista Torquato da Luz.
"Conhecem-se as dificuldades para assentar, com o necessário rigor, o cômputo da população de Portugal no período anterior ao século XVIII.
Os dados obtidos no cadastro de 1527 a 1531, os capítulos de Cotes, as obras de intenção geográfica de Duarte Nunes de Leão e de Manuel Severim de Faria, as monografias de história local e os relatos de viajantes nacionais e estrangeiros conduzem apenas a numeramentos dispersos à escala regional, não fornecendo dados fixos para a contagem dos habitantes do Reino. [...]
O documento que serve de base ao nosso estudo encontra-se na Biblioteca Nacional de Paris, manuscrits espagnols, códice 324, fols. 4-40, formando uma miscelânea de grande interesse para a história geográfica, política, militar, religiosa e social da Península Ibérica no século XVII.
Trata-se de uma descrição abreviada das cidades e vilas de Espanha por ordem de províncias: Castela, Extremadura, Andaluzia, Reino de Granada, Aragão e Portugal. [...] Nesse conjunto, o reino de Portugal surge com 19 cidades, 158 vilas e 17 lugares de maior importância, com um total de 338 paróquias; 175 Conventos de frades e 93 de freiras; 3 Arcebispados e 10 Bispados com o rendimento de 312.000 ducados; 19 Corregedorias; e uma população de 187.130 «vizinhos» nas cidades, vilas e principais lugares.
Descrição abreviada, repetimos, embora se conheça a fonte directa desse valioso testemunho. A análise do texto permite concluir que se trata de uma versão colhida na Población General de España, de Rodrigo Mendez Silva, que saiu em Madrid no ano de 1645. Este autor levou vários anos a coligir as notícias que compõem a obra, sendo evidente que a descrição das terras de Portugal foi ainda composta ou os seus elementos obtidos no período dos Filipes.
Que razões assistem para tal juízo? - Não apenas a narração do Reino surge incluída no quadro ibérico, sem qualquer referência à Restauração de 1640, como também os últimos dados cronológicos do manuscrito respeitam ao governo de Filipe IV de Espanha."
(Excerto do Estudo)
Joaquim Veríssimo Serrão (1925-2020). Foi Professor Catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e um dos maiores vultos da historiografia portuguesa contemporânea. Autor de uma vasta bibliografia, nela se destacam os trabalhos dedicados à História de Portugal dos séculos XV a XVIII e à História do Brasil dos séculos XVI e XVII. Foi presidente da Academia Portuguesa da História. Foi galardoado em 1995 com o Prémio Príncipe das Astúrias em Ciências Sociais. Membro da Academia das Ciências de Lisboa foi, entre outras instituições científicas estrangeiras, Membro Efetivo da Academia de Yuste."
(Fonte: Wook)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta sombreado à cabeça por acção da luz.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

26 fevereiro, 2022

MORAIS, Maria da Graça David de - CAUSAS DE MORTE NO SÉCULO XX. Transição e Estruturas da Mortalidade em Portugal Continental. [Prefácio de Joaquim Manuel Nazareth]. [S.l.], Edições Colibri : Centro Interdisciplinar de História, Cultura e Sociedades da Universidade de Évora, 2002. In-4.º (23 cm) de 393, [3] p. ; il. ; B. Colecção: Biblioteca - Estudos & Colóquios, 4
1.ª edição.
Importante ensaio socio-antropológico sobre a mortalidade em Portugal Continental no século XX.
Livro ilustrado ao longo do texto com gráficos, tabelas, quadros estatísticos e mapas demográficos.
"A transição da mortalidade não se desenvolveu de forma homogénea no espaço e no tempo - a heterogeneidade espacial, a diferença distrital, observou-se no calendário, na duração e na intensidade do processo.
As causas da desigual dinâmica da mortalidade distrital foram variadas. Por um lado, muito provavelmente, a existência de desequilíbrios estruturais: desenvolvimento socioeconómico desigual, peculiaridades culturais ou de estilo de vida, factores ambientais, etc. Por outro lado, a não acessibilidade às novas formas de luta contra as causas de morte dominantes, foram também obstáculos presentes.
Consequentemente, uns distritos aceleraram a transicão da mortalidade enquanto outros se constituíram como autênticos freios à mesma, em determinadas épocas do século XX. Mas independentemente do declínio da intensidade e das mutações do calendário da morte, a transição da mortalidade foi definida por uma perceptível reestruturação das principais causas de morte que se desenvolveu segundo uma tendência que é definida como de "Transição Epidemiológica"..."
(Retirado da contracapa)
"Em si, a mortalidade constitui uma matéria que vem suscitando um interesse cada vez mais crescente, muito em especial a partir da década de 80, tanto a nível dos estudiosos da matéria como no nosso próprio interesse, pelo triunfo da humanidade sobre  doença e a morte e o seu reflexo nas actuais condições da existência humana. A necessidade experimentada de um aprofundamento do fenómeno encaminhou-nos para a exploração de uma as vertentes possíveis do seu estudo: as causas de morte na linha do seu contributo para o conhecimento mais pormenorizado da transição demográfica e da transição epidemiológica em
Portugal, as quais são ainda pouco percepcionadas, tirante as suas linhas gerais."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | I Parte - A transição da mortalidade no século XX. Introdução. Capítulo 1 - A transição da mortalidade no contexto da transição demográfica: as Teorias. Capítulo 2 – A transição da mortalidade no contexto mundial e europeu: os Factos. Capítulo 3 – A mortalidade em Portugal: os factos através dos estudos de alguns autores. Capítulo 4 – A mortalidade em Portugal: fontes e métodos de análise. Capítulo 5 – A tipologia da mudança durante o século XX: níveis e tendências da mortalidade em Portugal Continental. II Parte — A mortalidade diferencial em Portugal Continental no século XX. Introdução. Capítulo 1 – A mortalidade por idades e por sexo. Capítulo 2 – Um tipo particular de mortalidade: a mortalidade infantil. Capítulo 3 – A mortalidade por causas. III Parte - A transição da mortalidade e estruturas de causas de morte em Portugal Continental durante o século XX. Introdução. Capítulo 1 – A variação espacial das doze principais causas de morte. Capítulo 2 — Transição da mortalidade e evolução das estruturas de causas de morte. | Conclusão. | Fontes e Bibliografia. | Índice dos Quadros. | Índice das Figuras. Anexos estatísticos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

30 julho, 2021

MACHADO, J. T. Montalvão - GRANDEZAS E FRAQUEZAS DEMOGRÁFICAS DA PROVÍNCIA DE TRÁS-OS-MONTES.
[Por]... Delegado de Saúde
. [S.l.], Edição da Comissão Regional de Chaves da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro : por amável deferência do Autor, [1959]. In-4.º (23,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Palestra realizada na «Casa de Trás-os-Montes», em Lisboa, em 26-2-1958.
Importante ensaio/palestra sobre a demografia transmontana no final da década de 50 do século passado.
"Debatem-se problemas políticos, à roda de ideologias, as mais antagónicas; discutem-se problemas económicos, subordinados às mais tirânicas influências da natureza; encaram-se as necessidades de educar e instruir a mocidade, de salvaguardar a saúde pública, de velar pela defesa nacional, mas, sempre e em todos os casos, ao enfrentar cada um dêsses problemas, é ao homnm que temos de referir cada monómio da nossa equação e é para o homem e a favor do homem que devemos orientar o estudo de cada questão. De nada nos valerão as vinhas das nossas encostas, nem as hortas dos nosso vales, os extensos olivais e os pomares de deliciosas frutas, as searas douradas, os minérios da Borralha, Jales e Reboredo, se o homem, são e robusto, não aparecer a secundar, com trabalho e inteligência, os favores e oportunidades da Natureza.
Quantas pessoas habitam a Província de Trás-os-Montes? Quantos nascem e quantas morrem em cada ano? Quantas se casam? Quantas emigram e quantas regressam? Quantos são os activos e os inactivos? Quais são os seus índices de saúde e doença?
Eis aqui uma série de perguntas, sempre oportunas, jámais indiscretas, cujas respostas precisas devem constituir a segura base informadora do estudo e solução dos problemas económicos e sociais, educacionais e sanitários, fiscais e militares."
(Excerto de Importância da Demografia)
Sumário:
a) Importância da Demografia; b) Densidade Populacional; c) Formas de povoamento e actividades profissionais; d) Natalidade Geral; e) Nascimentos legítimo e ilegítimos; f) Casamentos e divórcios; g) Emigração; h) Mortalidade geral; i) Mortalidade por doenças evitáveis e curáveis; j) Duração média de vida; l) Atrozes deficiências; m) Urge incrementar a assistência médica rural; n) Para finalizar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

27 novembro, 2019

SILVA, Armando Carneiro da - EVOLUÇÃO POPULACIONAL COIMBRÃ. Coimbra, [s.n. - Oficinas Gráficas da «Coimbra Editora, Limitada»], 1967. In-4.º (25 cm) de 116, [4] p. ; [5] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo socio-demográfico sobre Coimbra - cidade, concelho e distrito.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Prof. Doutor Sebastião da Silva Dias (1916-1994), conhecido filósofo e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Livro ilustrado no texto, em página inteira e em separado, com estampas, gráficos, tabelas e mapas estatísticos e territoriais, alguns desdobráveis, de várias épocas, relativos à cidade e ao concelho de Coimbra.
"Para um correcto entendimento dos acontecimentos sociais, políticos e económicos de uma região ou de um país, procura-se determinar a sua exacta evolução temporal através da contagem sistemática dos fenómenos com eles relacionados.
Assim se chegou ao estabelecimento de uma nova técnica, a estatística, estabelecida hoje como suporte técnico de toda a administração pública e privada.
Movimentando-nos num mundo altamente industrializado, ou em vias disso, com produções em alto número, onde em algumas zonas o crescimento humano, vertiginoso, cria graves problemas sociológicos, a elaboração das estatísticas, sua consulta e estudo comparativo, tornou-se tão necessária como o emprego na técnica de tabelas e dados científicos. É assim que a administração e o ensino, com frequência, baseiam as suas determinações ou conclusões no estudo do devir socio-económico das massas, coligindo-se exaustivamente, nas estatísticas modernas, números que a todo o passo são solicitados junto das bibliotecas públicas.
Entende-se, por isso, publicar este condensado trabalho sobre a evolução populacional de Coimbra, focando independentemente a população das suas freguesias, do seu concelho e distrito, juntando-lhe, para melhor entendimento da exposição, ou para ulterior estudo em maior profundidade, algumas notas da sua evolução histórica e dos trabalhos estatísticos realizados no decorrer dos tempos, até chegarmos ao período dos modernos recenseamentos, de base científica."
(Excerto da introdução, Como intróito)
Matérias:
1. Como intróito. 2. Conspecto histórico. 3. Período dos numeramentos, cômputos e informações paroquiais. 4. Período das estatísticas com base programada. 5. A evolução física da cidade.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e sociológico.
40€

02 novembro, 2015

ROCHA, Gilberta - OS AÇORES NA VIRAGEM DO SÉCULO (1860-1930): Características da sua Evolução Demográfica. [Funchal], Região Autónoma da Madeira : Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigração : Centro de Estudos de História do Atlântico, [1990]. In-4.º (25cm) de [15], [1] p. (849-863 pp) ; il. ; B. Colecção Separatas, 53
Separata das Actas do II Colóquio Internacional de História da Madeira, 53
1.ª edição independente.
Ilustrada com 14 quadros estatísticos nas páginas do texto:
I - Evolução do crescimento populacional, nos anos de 1864 e 1930, nas ilhas dos Açores. II - Evolução das densidades populacionais, nos anos de 1864 a 1930, nas ilhas dos Açores. III - Evolução da importância relativa dos jovens, nos anos de 1890 e 1930, nas várias ilhas dos Açores. IV - Evolução da importância relativa dos velhos, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores. V - Evolução da importância relativa dos activos, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores. VI - Evolução de masculinidade global, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores. VII - Evolução da relação de masculinidade dos jovens, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores. VIII - Evolução da relação de masculinidade dos velhos, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores. IX - Evolução da relação de masculinidade dos activos, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores. X - Evolução da relação da TBM nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores (%o). XI - Evolução da relação da TBN nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores (%o). XII - Evolução da relação da TFG nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores. XIII - Evolução do celibato definitivo, por sexos, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores (%o). XIV - Evolução da emigração, nos anos de 1890 a 1930, nas ilhas dos Açores (%o).
                                   ......................................
"Pretende-se com este trabalho observar as linhas gerais da evolução demográfica do arquipélago dos Açores, particularmente em cada uma das suas ilhas que, como sabemos, apresentam características bastante diversificadas. [...]
Assim e dado que o primeiro recenseamento português respeita ao ano de 1864, é nesta data que iniciaremos a análise da evolução macrodemográfica, ou seja, o volume e a estrutura da população."
(excerto do texto)
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Gilberta Margarida de Medeiros Pavão Nunes Rocha. "Professora Catedrática da Universidade dos Açores, é doutorada em Ciências Sociais, especialidade de Demografia,tem trabalhos publicados a nível nacional e internacional nas áreas da Dinâmica Demográfica, Migrações, Envelhecimento Populacional, Família e Género. Autora de cerca de duas centenas de títulos nacionais e internacionais."
(Fonte: www.ces-ua.uac.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
10€

28 setembro, 2015

LIMA, Manuela - O CONTRIBUTO DA DEMOGRAFIA HISTÓRICA PARA OS ESTUDOS EM ANTROPOLOGIA GENÉTICA. Ponta Delgada, Separata da Revista "Insvlana", 1999. In-8º (21cm) de 14 p. ; il. ; B.
Comunicação preparada pela Professora Doutora Manuela Lima para o colóquio realizado na Ilha das Flores, a 3 de Setembro de 1999, no âmbito do Projecto "Aspectos da História e da Biodemografia da Ilha das Flores". Insvlana, LV-1999, pp. 201 a 210.
                   ..............................
"Para além de todos os aspectos de natureza iminentemente histórica e cultural que podem ser estudados a partir da base de dadaos da ilha das Flores, ela irá permitir a análise de aspectos ligados à estrutura genética desta população. Com efeito, o marcado isolamento geográfico, e o tamanho previsto para a população florentina inicial, fazem da ilha das Flores um campo de estudo extremamente apelativo em Genética Populacional Humana."
(excerto de O Projecto "Demografia Histórica e Dinâmica Bio-Cultural da Ilha das Flores")
Matérias:
- Os Dados da Demografia Histórica e a Antropologia Genética. - As Bases de Dados Populacionais. - O Projecto "Demografia Histórica e Dinâmica Bio-Cultural da Ilha das Flores".
Exemplar brochado em bom estado conservação.
Invulgar.
Com interesse regional.
10€

14 julho, 2015

BETTENCOURT, José de Sousa - O FENÓMENO DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA. Luanda, Instituto de Investigação Científica de Angola : Departamento de Ciências Humanas : Divisão de Sociologia, 1961. In-4º (25cm) de 95, [5] p. ; [1] mapa ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico e socio-cultural acerca da emigração portuguesa. Publicado em Luanda.
"A expansão do homem é um fenómeno inerente à própria natureza humana; certo, porém no caso português ele foi directamente favorecido por um conjunto de causas determinantes e interdependentes.
Alguém escreveu que o português nasceu emigrante. Na realidade, a emigração portuguesa foi a parte dinâmica da expansão, e esta, realmente, pode dizer-se contemporânea da consolidação da própria nacionalidade. [...]
A observação do movimento emigratório português, pela forma como ele se operou, mostra-o como um valor de orientação da sociedade, já que foi recorrente e contínuo, dentro de tempo e do espaço. Resultou, naturalmente, dum sistema de acção, definido funcionalmente pelas relações entre as sociedade, a cultura e a personalidade.
A emigração portuguesa está ainda, segundo a nossa maneira de ver, ligada implicitamente às consequências socio-culturais que resultaram da expansão. Lançando-se através de mares e oceanos, os portugueses foram descobrindo novas regiões, e fixando-se sempre ali onde as circunstâncias o permitiam. [...]
Enfim, o trabalho que apresentamos acerca do «Fenómeno da Emigração Portuguesa», constitui mera tentativa de interpretação deste problema de comportamento do grupo português, ante as vastas consequências de ordem socio-cultural que dele resultaram."
(excerto do prefácio)
Matérias:
Capítulo I - Introdução
a) Problemática. b) Condições Geofísicas do Continente Português. c) O Tipo Racial. d) Evolução da População.
Capítulo II - Prolegómenos da Expansão Portuguesa
a) Factores Prováveis de Mutação Social. b) A Expedição a Ceuta. c) As Ilhas Adjacentes. d) Limites Geográfico dos Descobrimentos.
Capítulo III - A Emigração nos Séculos XV a XVII
a) Expressão Numérica. b) Formas Institucionais de Fixação. c) Contactos Sócio-Culturais.
Capítulo IV - A Emigração na Europa Moderna
a) Panorama Social. b) As Correntes Emigratórias no Século XIX. c) Os Portugueses nos Estados Unidos da América. d) A emigração de 1900 a 1957. e) Características.
Capítulo V - Política de Emigração
a) Possibilidades Demográficas. b) A Emigração e as Comunidades Portuguesas no Estrangeiro. c) A Emigração e o Ultramar Português.
Capítulo VI - A Emigração : Fenómeno Sociológico
a) Interdependência dos Factores Determinantes. b) Sobre o Acerto de um Sistema de Acção. c) Consequências Socio-Culturais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

17 outubro, 2014

CAMPOS, Ezequiel de - A GREI. Subsidios para a Demografia Portuguesa. Lições efectuadas na Universidade Popular do Porto em novembro de 1913. Porto, Edição da Renascença Portuguesa, [1915]. In-8º (19cm) de 273, [7] p. ; B.
1.ª edição. Muito valorizada pela curiosa dedicatória manuscrita do Prof. Ezequiel de Campos: - Se leio o "Janeiro", não deixo de ler "A Tribuna Livre". E gosto. Por isso lhe of. o Autor estas páginas amargas.
Importante trabalho sobre a demografia portuguesa. Ilustrado nas folhas do texto com mapas de Portugal continental.
Matérias:
I - Evolução numerica da População portugueza metropolitana atravez da vida nacional. A Evolução demografica de 1864 a 1911. II - A crise demografica actual: 1911, 1912 e 1913. III - Terras Estacionarias e em Despovoamento. Desproporção do numero de fêmeas para o dos varões. IV - Terras em povoamento progressivo. V - O Povoamento e o Clima. VI - A Concentração da População. VII - As causas da Emigração. VIII - A Economia Nacional e o Povoamento do Paiz. IX - A Emigração e o Futuro Nacional. 
Ezequiel de Campos (1874-1965). Engenheiro e professor português. “No ano lectivo de 1892/93 ingressou na Academia Politécnica do Porto, no curso de Engenharia Civil, que viria a concluir em 1898. Em 1899, por falta de oportunidades de trabalho em Portugal, aceitou um contrato para as obras públicas em São Tomé e Príncipe, iniciando, assim, a sua vida profissional como engenheiro. Aí desenvolveu um trabalho meritório, em prol dessas Ilhas, projectando reformas agrícolas e de viação ferroviária, bem como um programa de educação destinado às populações locais. Em 1911, após a proclamação da República, foi eleito deputado à Assembleia Constituinte pelo Círculo de Santo Tirso. Em 1918 foi nomeado pelo ministro Francisco Xavier Esteves para dirigir os Estudos Hidráulicos do Douro, Cávado e Tejo. Entre 1922 e 1939 desempenhou o cargo de director dos Serviços Municipalizados de Gás e Electricidade do Porto. Foi Ministro da Agricultura durante alguns meses do ano de 1924, no breve governo de José Domingues dos Santos. Durante o Estado Novo, foi Procurador à Câmara Corporativa. Entre 1957 e 1964 pertenceu ao Conselho da Presidência. Ezequiel de Campos exerceu, ainda, funções docentes no Ensino Superior: no Instituto Superior do Comércio do Porto, entre 1925 e 1927; na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, entre 1928 e 1944. Proferiu a sua última lição em 12 de Dezembro de 1944, intitulada "A Ideia, a Produção mais Valiosa do Mundo”. Ezequiel de Campos pertenceu ao grupo da Renascença Portuguesa e, em 1921, foi um dos fundadores do Grupo Seara Nova, cujo primeiro número data de 16 de Outubro de 1921. Ezequiel de Campos deixou uma vasta obra. Para além dos seus estudos sobre os recursos naturais de Portugal - o aproveitamento hidroeléctrico (Carrapatelo foi projecto da sua autoria) e vários projectos na área da agricultura, o Engenheiro Ezequiel de Campos apresentou soluções para diversos problemas do país. A sua produção bibliográfica é extensa, assim como a sua colaboração na imprensa da época, nomeadamente no jornal "O Comércio do Porto" e no "Jornal de Notícias".
(in http://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?P_pagina=1000761)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Pequena falha de papel na base da lombada; falha de papel no canto superior esq. da capa posterior.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€