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11 julho, 2023

ARANTES, Tito -
O RISCO DA PROFISSÃO E A PROFISSÃO DO RISCO. (A colhida dum moço de forcado não constitue acidente de trabalho).
Alegações da recorrida Sociedade do Campo Pequeno, Ltd.ª Contra Estevão Carraça. Pelo Advogado... Supremo Tribunal Administrativo. [S.l.], [s.n. - Soc. Nac. de Tip. - Lisboa], [1942]. In-4.º (24x18 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa peça jurídica relacionada com a colhida de um forcado de Alcochete - "marítimo" de profissão -, em 6 de Abril de 1941, na Praça do Campo Pequeno.
Tiragem: 500 exemplares.
"As breves alegações que se seguem não têm qualquer valor que justifique a sua impressão, visto o trabalho do advogado ter equivalido ao de arrombar uma porta aberta.
O que determinou, pois, a distribüição do presente folheto foi exclusivamente o desejo de pôr em foco um processo onde se ousou formular, pela primeira vez em Portugal, um pedido que, a triunfar, poria em grave risco, não só os interêsses de todos aqueles que aparenta defender, mas o próprio desenvolvimento da Causa Desportiva Portuguesa."
(Preâmbulo)
"Numa corrida de touros na Praça do Campo Pequeno, foi colhido o forcado Carraça, ora Recorrente.
Pretendem os Hospitais Civis de Lisboa (porque ao sinistrado, honra lhe seja, nunca ocorreu semelhante fantasia) que êste acidente envolve a responsabilidade da Empreza exploradora da Praça, como se se tratassem dum vulgar acidente de trabalho."
(Excerto de Alegações da Recorrida...)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse jurídico e tauromáquico.
25€

18 abril, 2012

ARANTES, Tito - COMO SE RESPEITOU A CONSTITUIÇÃO DE 1911. Discurso pronunciado pelo Dr. Tito Arantes, na sessão de Viseu no dia 1 de Fevereiro de 1949. Lisboa, [s.n. - comp. imp. Companhia Nacional Editora], 1949. In-8º grd. (24cm) de 15 p. ; B.
Tópicos: «Atentava-se contra a vida alheia apenas para marcar uma atitude»; «Garantias constitucionais desmentidas pela realidade»; «A "liberdade" do direito de reunião e de associação»; «Duas excepções»; «As promessas do candidato da oposição»; Os chamados processos democráticos levaram Portugal à irrisão do Mundo»; «A obra de reconstrução nacional»; «O que quer fazer a oposição?»; «Um Estado caloteiro»; «Uma fase de grande actividade - a dos incêndios»; «A falta de liberdade»; «Quando não estão no Poder, os políticos estão sempre contra o Poder»; «Um país onde a oposição viveria feliz»; «O comunismo - um papão inventado pelos "fascistas"»; «Os eleitores vão escolher entre duas obras»; «O candidato da oposição vive dos mitos românticos que fizeram furor à 160 anos»; «A "cordura" dos partidos»; «"Estabeleçamos umas tréguas!"».
Bom exemplar.
Invulgar, com interesse histórico. 
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