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20 outubro, 2024

FELGAS, Hélio Esteves -
A, B, C DO CANDIDATO A CONDUTOR DE AUTOMÓVEIS. (Questionários sobre mecânica, Código e circulação).
Pelo Capitão... Todos os direitos reservados e edição registada por "O Volante". Preço 12 escudos. [Lisboa], "O Volante", [1949]. In-8.º (16x12 cm) de 103, [5] p. ; [3] desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de mecânica e condução dirigido aos profissionais e "amadores".
Ilustrado com desenhos, tabelas e quadro das "despesas" com o carro no texto, e em separado, três desdobráveis: Sinalização adoptada em Portugal [com os sinais de trânsito a cores]; Gráfico de um «chassis» indicando os principais pontos a lubrificar; Mapa das Estradas de Portugal (40x22,5 cm).
Obra rara e muito interessante. Inclui um capítulo inovador dedicado às motos: "Exame de motociclos", onde ensina a condução e mecânica pelo método pergunta/resposta, não se coibindo o autor. no entanto, de criticar as disposições regulamentares do respectivo exame de condução.
"«O Volante», fiel à missão que se impôs, de contribuir, por todos os meios ao seu alcance, para o desenvolvimento do automobilismo em Portugal, tem o prazer de dar à luz da publicidade mais uma edição técnica - o «A, B, C do Candidato a Condutor de Automóveis». Há muito que fazia falta, no nosso meio, um livrinho como este que,de forma simples e o mais sucinta possível, ministrasse aos alunos de condução de automóveis os conhecimentos indispensáveis. [...]
Na presente edição, o autor teve tanto a preocupação de poupar tempo e trabalho aos instrutores e aprendizes de condução, que dividiu estes em amadores e profissionais, ministrando mais ensinamentos aos segundos do que aos primeiros. A uns e outros o ensino é feito em forma de questionário adequado às provas de exame, juntando-se mesmo alguns modelos de prova escrita.
O trabalho do sr. Capitão Felgas termina com ensinamentos especialmente dedicados aos candidatos a motociclistas e com as respostas às perguntas hoje mais geralmente feitas nos exames de condutores de automóveis."
(Excerto do Prefácio do editor)
"Discordamos abertamente da forma como se desenvolve no presente a prova prática do exame de motociclos, visto que o julgamento de tal prova pode ser feito por qualquer cidadão, saiba ou não conduzir motos, e o próprio exame é uma questão e sorte.
O facto de este exame ser uma prova de perseguição que o candidato move ao automóvel do examinador é, porém, assunto que está fora do âmbito do problema que estamos tratando e por isso não o abordaremos por agora.
A prova escrita do exame de motos compor-se-á, como todas as outras, de duas partes distintas: a primeira, versando sobre circulação, código e condução, que deve ser severa, difícil mesmo; a segunda, sobre mecânica aplicada, que deve ser relativamente fácil e incidindo apenas sobre os pontos cujo conhecimento seja, de facto, necessário ao candidato."
(Excerto de Exame de motociclos)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo sujas. Com sublinhados e notas a tinta no interior. Mapa das Estradas apresenta rasgão, sem perda de suporte.
Raro.
25€

14 setembro, 2020

GARRETT, Francisco Lancastre de Almeida - ESTRADAS : antigas e modernas. Sua construção e reparação. [Por]... Visconde de Almeida Garrett. [S.l.], Missão de Estudo na Junta Autónoma das Estrada : Direcção de Estradas do Distrito do Porto : Setembro - Dezembro de 1930, [1931]. In-4.º (24,5 cm) de 114, [2] p. ; [9] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Rara e interessante monografia sobre a construção e conservação das estradas. Estudo pioneiro elaborado em época de grandes transformações rodoviárias, pouco tempo após a criação da JAE.
"Com a criação da Junta Autónoma de Estradas em 1927 foi proposta uma divisão das estradas nacionais em duas classes. Aquela proposta foi implementada no plano estabelecido em 1933. Por este plano passaram a existir estradas nacionais de 1ª e de 2ª classe. As estradas de 1ª classe, constituiriam a malha principal da rede, ligando Lisboa, as capitais de distrito entre si e outros locais de importância nacional. As estradas de 2.ª classe (correspondendo, grosso modo às antigas estradas distritais do plano de 1889) ligariam, essencialmente as capitais de distrito às suas sedes de concelho e a outros locais de importância distrital. Além disso continuaram a existir as estradas municipais (ligando as sedes às outras povoações dos concelhos) e os caminhos vicinais (correspondendo aos anteriores caminhos públicos)."
(Fonte: wikipédia)
Foram desta obra tirados 170 exemplares, numerados de 1 a 170 e rubricados pelo autor. O presente leva o n.º 96.
Livro ilustrado ao longo do texto com tabelas e desenhos esquemáticos, e em separado, com 9 estampas impressas sobre papel couché reproduzindo fotogravuras da época.
Estampas: 1) S. Ex.ª o Snr. General Teofilo da Trindade visitando as obras da Estrada de Penafiel; 2) Cilindro-compressor «Fowler»; 3) Limpando com vassouras fortes o pavimento antes do lançamento de betuminoso; 4) Ventoinha para limpeza do pavimento. J. A. E. (Distrito do Porto); 5) Cilindro-compressor «Fowler» usado na J. A. E. (Direcção de Estradas do Distrito do Porto); 6) Fiscal observando os trabalhos de limpeza do pavimento; 7) Reparação das valetas na Estrada Ponte da Pedra à Trofa; 8) Um trecho da Estrada Ponte da Pedra à Trofa; 9) Um trecho da Estrada Porto - Vila do Conde.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Gaspar Monteiro.
"Lendo os jornais de há bastantes anos, veríamos considerada como loucura a velocidade de 60 quilómetro por hora, velocidade que, pelos técnicos de então, fôra julgada inultrapassável. Hoje atinge-se 150, 180, etc., em estradas largas e duma construção perfeitíssima.
Se antigamente a estrada era considerada como a via terrestre mais barata, ela pode hoje ultrapassar no custo as mais caras linhas férreas. Nem em comodidade nem em velocidade se chegava há 60 e 80 anos, ao que hoje a engenharia moderna conseguiu, mercê de aturados estudos.
Mas, se os meios de transporte de então, a mala-posta e a deligência, eram considerados comodíssimos, êles são hoje para nós só relíquias. Hoje, em face dos progressos obtidos, chegamos a irritar-nos com um expresso cuja comodidade não seja absoluta, com um pequeno atrazo que sofremos, etc. Que formidável êste século XX, que grandeza no modo de tudo encarar da moderna geração!"
(Excerto de Como se viajou, como se viaja)
Índice:
Palavras prévias. | Introdução. História da Estrada: I - Como se viajou, como se viaja; II - Como nasceu a estrada; III - Como se chegou à moderna construção das estradas. | A moderna construção. I Parte - Como se constroem estradas em Portugal. II Parte - O que sôbre o assunto se faz no estrangeiro. | O que mais se poderia dizer. Palavras finais; O caminho de ferro e a estrada; O triangulo de turismo «Lisboa-Sintra-Cascais»; Estradas modernas no estrangeiro. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas "empoeiradas" com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e técnico.
45€