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01 junho, 2026

MANUAL DA PEREGRINAÇÃO OPERÁRIA A FÁTIMA :
3 e 4 de Outubro 1943
. [Lisboa], Edições ACP, 1943. In-8.º (15 cm) de 96 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual da histórica peregrinação do operariado português a Fátima, a primeira, sendo responsável máximo e presidente da Comissão Executiva da Peregrinação Abel Varzim, conhecido sacerdote, activista católico no período do Estado Novo, regime com quem, por vezes, entrou em conflito.
Inclui no interior a letra de marchas, cânticos e hinos relacionados com o evento, entre outros, a Marcha dos Desempregados.
Livro ilustrado com 5 belíssimas estampas em página inteira.
Junta-se um exemplar de O Semeador, Ano IV - N.º 4 : Domingo, 23 de Janeiro de 1949.

"A Nossa Peregrinação vai ser:
Um acto de Reparação nacional por tôda a classe operária, que tanto tem ofendido a Deus.
Uma afirmação colectiva da nossa dignidade humana e cristã.
Uma demonstração de brio e de camaradagem, dando um exemplo de aprumo e boa educação.

Para isto:
a) preparemo-nos espiritualmente com dignidade;
b) procuremos evitar palavriado inconveniente;
c) em tôdas as circunstâncias, mostremos que somos cristãos, tratando-nos uns aos outros como verdadeiros irmãos e camaradas;
d) nos percursos a pé, marcharemos ordenadamente, não como soldados, mas sem nos separarmos uns dos outros, sem procurarmos ser engraçados. A nossa romagem é santa!
e) evitemos cestos e malas de mão que dão uma ideia triste da nossa jornada; levemos antes sacos alpinos ou sacolas;
f) sigamos em tudo as instruções que nos forem dadas.

Não nos esqueçamos
de lenços de bolso;
de uma toalha para nos limparmos;
de um pouco de sabão ou sabonete;
de um pente;
de um copo, mesmo de papel;
de calçarmos sapatos cómodos, que não magoem os pés;
de um agasalho por causa do frio da noite.

As nossa intenções:
Peregrinos! Não vamos a uma romaria, nem a um passeio! Vamos fazer uma Peregrinação de sacrifício e de penitência, pedindo à Virgem Santíssima que nos alcance, para tôda a classe operária,
Paz, Pão e Trabalho
E uma vida mais digna, mais cristã e mais pura.
No caminha para Fátima
Alegria, dignidade, espírito de sacrifício e de oração.

Na terra bendita de Fátima
Fé;
Disciplina;
Confiança;
Obediência pronta.

Os actos de Peregrinação decorrerão com o brilho que a tua disciplina lhes quiser dar."

(A Nossa Peregrinação)
Índice: A Nossa Peregrinação | Programa | Desfile | Via Sacra | Procissão das Velas | Adoração nocturna | Assembleia Geral e Côro falado | Missa dialogada: - Preparação: I Parte: As Almas purificam-se; II Parte: As Almas instruem-se. / O Sacrifício: I Parte: As Almas oferecem-se a Deus. II Parte: Eucaristia - As Almas unem-se ao sacrifício de Cristo. III Parte: Comunhão - As Almas participam sacramentalmente no sacrifício de Cristo. / Conclusão. / Procissão do Adeus. | A Minha Confissão | Oração operária a Nossa Senhora de Fátima.
Abel Varzim da Cunha e Silva (Cristelo, Barcelos, 1902-1964). "Foi um sacerdote católico português. Nasceu em Cristelo (Barcelos), diocese de Braga, no seio de uma família da classe média rural, sendo filho de Adelino da Costa e Silva, proprietário, natural da freguesia de Vilar de Figos, concelho de Barcelos, e de Adelaide Rosa Varzim da Cunha e Silva, professora do ensino oficial, natural da freguesia e concelho da Póvoa de Varzim. Ingressou na escola onde sua mãe era professora, tendo concluído a “instrução primária”, com o exame da quarta classe, em julho de 1912, aos dez anos. Querendo ser sacerdote, teve de ingressar no liceu da Póvoa de Varzim, por não haver seminário menor em Braga, pois este tinha sido ocupado militarmente em 1911. Em 1916, quando terminou o liceu, esse problema estava resolvido e Abel Varzim concluiu então os estudos preparatórios. Em 1921, entrou para o Seminário Conciliar daquela cidade, onde se formou em Teologia, tendo celebrado “Missa Nova”, a 3 de julho de 1925, na Póvoa de Varzim. Correspondendo a um pedido do Bispo de Beja, D. José do Patrocínio Dias, o prelado Bracarense, D. Manuel Vieira de Matos, cede o novo sacerdote à Diocese de Beja, tendo sido colocado no Seminário Menor de Serpa como professor e prefeito, desde a sua inauguração em 21 de novembro de 1925. Ali lecionou durante cinco anos e aplicou o seu dinamismo, tendo apoiado, inclusivamente, a iniciativa da Equipa Educativa do Seminário, na fundação do agrupamento de escuteiros n.º 38 (Beato Nuno Álvares Pereira) do C.N.S. [Corpo Nacional de Scouts - atual Corpo Nacional de Escutas], do qual foi nomeado Chefe. Após esta estadia em Serpa, seguiu para a Universidade de Lovaina, na Bélgica, o que lhe rasgou novas perspetivas e abriu mais largos horizontes. Quatro anos depois, em 23 de abril de 1934, doutorava-se em Ciências Políticas e Sociais. De regresso a Portugal, redigiu, com o Padre Manuel Rocha, os Estatutos da Acção Católica Portuguesa (ACP), pugnando para que esta fosse constituída por organismos especializados, de jovens e adultos, e de agricultores, operários, universitários, etc.. Este documento, mau grado a oposição do Estado Português, foi aprovado pela Santa Sé. Esteve também na fundação da Liga Operária Católica, o Organismo Especializado da ACP, criado oficialmente em 30 de junho de 1935, e que iniciou a sua atividade em 1936, da qual foi Assistente Geral até 1948. Foi o grande impulsionador do jornal “O Trabalhador”, ao qual se dedicou depois de alma e coração. Aquando do seu regresso a Portugal, profundamente interessado pelos problemas sociais, e consciente do atraso estrutural em que o país se encontrava, acolheu como boa a solução imposta por Salazar, de um Estado Unitário Corporativo, aceitando por isso o “Estatuto do Trabalho Nacional”. Cedo, contudo, verificou que estava equivocado, e que o regime do Estado Novo não respondia aos problemas que afligiam os trabalhadores, e o comum dos portugueses. Foi deputado à Assembleia Nacional, na legislatura de 1938/1942, ficando célebre um “Aviso-Prévio” que ali apresentou em 17 de fevereiro de 1939, sobre os Sindicatos Nacionais, em que criticava certos aspetos da organização sindical corporativa, onde mencionava a ação do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência, e nomeadamente a sua ineficácia em muitos aspetos. Esta passagem pela Assembleia Nacional ficou também marcada pela intervenção que proferiu, no dia 6 de fevereiro de 1941, “manifestando a sua discordância” com os termos do Decreto-Lei n.º 31.107, que regulamentava as condições económicas do casamento dos militares em serviço. Os ataques e ameaças que, então, enfrentou afastaram-no definitivamente das ideias do Estado Novo. Começou então a conhecer os caminhos amargos da perseguição política (e não só), ao mesmo tempo que realizava com forte empenho ações de formação para trabalhadores e estudantes universitários, naquilo a que hoje chamaríamos “formação para a cidadania”."
(Fonte: Wikipédia) 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo manchadas.
Muito raro.
Com interesse histórico e religioso.
Peça de colecção.
Indisponível

01 janeiro, 2022

À CONQUISTA DA VITÓRIA.
(Conselhos de ordem moral, religiosa e cívica e devocionário para os soldados)
. [Lisboa], Edição da Obra dos Soldados (Direcção Nacional da Juventude Católica), 1957. In-8.º (14 cm) de 152 p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
"Catecismo" do soldado português. Raro e muitíssimo interessante. Excelente exemplo de propaganda patriótica e influência religiosa nas Forças Armadas durante o regime do Estado Novo, onde é visível uma especial devoção à causa de Fátima.
Ilustrado em separado com um retrato do Santo Condestável - Nuno Álvares Pereira - estudo do Arq. José Pedro Martins Barata, e no texto, ao longo do livro, com bonitas figurinhas.
Inclui no início do livro, em página inteira, uma Declaração: "Declaro professar a Religião Católica Apostólica Romana. Em caso de acidente grave ou transporte urgente para o hospital, desejo a assistência de um sacerdote católico. Se morrer, quero a assistência da Igreja Católica e o funeral religioso. É esta a minha vontade formal...", etc.
Juntam-se duas memórias fúnebres de um jovem oficial português, falecido em combate, Angola (1963), a quem por certo terá pertencido este livrinho.
"Só o egoista e o degenerado não sentem o amor da Pátria, este amor de, depois do amor de Deus, fez grandes os povos.
Não há sentimento mais cristão que o da Pátria: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» - disse Jesus Cristo. Este amor abre-se à medida que se estende, em redor de nós, o círculo de pessoas, a área dos nossos próximo. Todos fomos feito à imagem do Criador e somos chamados a participar, juntos, do mesmo destino eterno.
Podes dizer muito bem: «Eu quero à minha família mais que quero a mim próprio; à minha terra mais que à minha família; à minha nação mais que à minha terra».
Ainda que Portugal não tivesse sido tão glorioso na história, ainda que não tivesse iluminado, com a sua fé, quase todo o mundo, deveria ser amado por ti. Portugal é uma sociedade de irmãos, que estão fixados em território comum.
A Pátria és tu com os teus pais, o teu querido lar, os teus irmãos, as tuas empresas; tu connosco, unidos numa sociedade, para nos fazermos mùtuamente felizes, no caminho para outra vida futura e eterna.
Soldado! quando no parapeito erguido no cimo da montanha, vigias o posto, pensa em Portugal e vê ao longe a tua região e dentro dela, a tua terra, e, na tua terra, a casa de teus pais,  junto aos campos semeados, com a quinta... junto a tudo isso, o trato e a convivência com os outros que também querem vivem em paz e em sociedade contigo e com os teus.
Àmanhã, voltarás à tua lavoura, à tua oficina, à tua fábrica."
(A tua Pátria)
Índice: Duas palavras de abertura, Pel'a Obra dos Soldados - F. Fernandes Mascarenhas, Tenente-Miliciano. | Conselhos de ordem Moral, Religiosa e Cívica: Deveres do Soldado Português; A tua Religião; As tuas orações; A tua confissão; O teu crucifixo; A tua Virgem Maria; O teu Terço; A religião não é só um rito; A tua Pátria; Os teus Chefes; O teu posto; As tuas convicções; A impureza; A Lei da Vida; O teu inimigo; A tua noiva; As tuas leituras; Como salvar a civilização cristã; Uma queixa do Papa Pio XI; Não tenhas ódio; Não sejas cruel; As tuas conversas; O apostolado da tua palavra; O teu capelão; A tua morte; Como será a tua morte. | Devocionário: A minha Missa; Missa para o tempo de guerra; Modo de ajudar à Missa; Simbolismo do Altar e de algumas alfaias utilizadas na celebração da Missa; Oração da manhã; Orações para antes da comida; Orações para depois da comida; Às Avé Marias; Nas tentações e em qualquer momento; Orações da noite; Credo; a Confissão; A minha comunhão; Preceitos sobre o jejum eucarístico; Orações para antes da Comunhão; Orações para depois da Comunhão; Recitação do Terço do Rosário; Mistérios Gozosos; Mistérios Dolorosos; Mistérios Gloriosos; Salvé Rainha; Ladainha de Nossa Senhora; Orações de Fátima; Acto de Consagração ao Imaculado C. de Maria; Via-Sacra; Consagração do género humano ao S. C. Jesus; Oração do Soldado; O Santo Condestável; Oração ao Santo Condestável; O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo; Santo António; Oração a Santo António; Oração a S. Francisco Xavier, o grande Apóstolo das índias. Cânticos: O Salutáris; Tantum Ergo; Lauda Jerusalém; Adorémus in aetérnum; Benédictus; Santos Anjos; Ó Anjos, cantai comigo; Louvado seja!; Ó meu Jesus; Cantemos a Jesus Sacramentado; Cremos em Vós; Bendito; Queremos Deus; Portugal ao Coração de Jesus; Glória de Portugal; Salvé Rainha de Fátima; Coração Santo Tu Reinarás; Hino da Fátima; Avé de Fátima; Meu Deus, eu creio; Ó Sanctíssima; Christus Vincit; Doação; Juventude; Raça Lusa; Hino Jòcista; Nossa Grandeza (Marcha Jòcista); Hino da Acção Católica; Hino Nacional.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas ligeiramente oxidadas; lombada apresenta falhas de papel.
Muito raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
75€