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23 junho, 2026

FIGUEIREDO, Alfredo de -
FUTEBOL E SUAS LEIS.
Por... Do Colégio de árbitros do Pôrto. [S.l.], Composto e impresso na Tipografia A Desportiva, Lda. - Porto], [1939]. In-8.º (18,5x12 cm) de [6], 184, [6] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Publicação muito curiosa, dedicada ao desporto-rei e suas leis, sendo seu principal objectivo, de acordo com o autor, moralizar o futebol(!). Ontem como hoje...
Obra rara e muito interessante.
Ilustrada no texto e em página inteira com desenhos, croquis e publicidade da época.
"Pelo estranho poder de sugestão que exerce sôbre as massas, pela sua extraordinária acção dinamizadora, o Futebol estava destinado a conquistar rápidamente tôdas as simpatias e a criar uma enorme legião de apaixonados. Portugal não podia fugir à regra, e assim é que a breve trecho o futebol ganhou, em público, a primazia de todos os desportos, conquistando justamente os pergaminhos de desporto popular por excelência.
Êste facto, aparentemente lisongeiro, havia de trazer, como conseqüência inevitável, alguns inconvenientes dignos de ponderação.
O entusiasmo das massas, crescente e indisciplinado, trouxe consigo a improvisação de tudo, - de campos, de jogadores, de árbitros, de fiscais de linha, e até mesmo de público, por muito paradoxal que a nossa afirmação pareça. Queremos nós dizer que até o público devia ter sido preparado, tanto sob o ponto de vista técnico como sob o ponto de vista moral, por forma a tornar-se apto a bem compreender todos os seus deveres de cavalheirismo e de cidadania, não só em relação a árbitros e a jogadores, mas até mesmo em relação a si próprio. Público que não sabe respeitar, é incapaz de respeitar-se e é indigno de ser respeitado.
Mas não só o público deixou de ser convenientemente preparado a tempo; nem sempre os grupos foram constituídos pelos jogadores mais capazes, mediante selecção rigorosa, (seja sob o ponto de vista físico e técnico, seja ainda sob o ponto de vista moral), e ao mesmo pecadilho da improvisação nem sempre conseguiu esquivar-se a escôlha de árbitros e de directores de Clubes, de Associações e de Federações de Futebol.
Quere isto dizer que tudo se fez precipitadamente, com grande velocidade, - no que, aliás, Portugal, não constitue caso único - e fazer muito de-pressa e bem é milagre que não se encontra no domínio das possibilidades humanas.
Há que voltar ao princípio, por forma a reparar êrros acumulados e lacunas graves de que não poucas vezes temos sofrido irreparáveis conseqüências, e isto só pode conseguir-se através duma intensiva e porfiada propaganda, ou antes, duma aturada e regeneradora faina de divulgação.
Têm aparecido, nos últimos anos, numerosas publicações desportivas - algumas delas inegavelmente valiosas - e a muitas delas deve a educação física da mocidade serviçoes de inestimável preço. Contudo, a grande maioria destas publicações tem-se preocupado mais em visar objectivos críticos e noticiosos do que pròpriamente aqueles que julgamos primaciais: os da divulgação educativa."
(Excerto do Prefácio do Autor)
Alfredo de Figueiredo (?-?). Foi uma figura de relevo no futebol português, destacando-se como futebolista, árbitro e um dos primeiros pensadores do desporto em Portugal. Jogador do FC Porto (tal como seu irmão Camilo de Figueiredo), fez parte do plantel principal nos primeiros anos de existência do clube. Sagrou-se bicampeão regional no Campeonato do Porto (nas épocas de 1914/1915 e 1915/1916) e conquistou a Taça José Monteiro da Costa em 1914. Destacou-se ainda como árbitro, representando o pioneirismo na arbitragem portuguesa. Esteve presente no primeiro jogo oficial de âmbito nacional em Portugal (no dia 3 de junho de 1923), dirigindo o jogo entre o Sporting Clube de Braga e a Académica de Coimbra. Também apitou a célebre final do II Campeonato de Portugal. Escreveu o livro "O Futebol e as Suas Leis" (1939), uma das primeiras obras de reflexão teórica e regulamentar sobre o futebol no país. (IA)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
50€

01 maio, 2026

CLUBE NAVAL DE SESIMBRA : Fundado em 4 de Setembro de 1930 -
ESTATUTOS. [S.l.], [s.n. - Gráfica Imperial, Lda. - Lisboa], 1979. In-8.º (21,5x15 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição
Estatutos da conhecida agremiação naval sesimbrense, actualmente à beira do centenário da sua fundação.
"O Clube Naval de Sesimbra, designado por CNS, é uma associação de desportos de mar, fundada em 4 de Setembro de 1930, rege-se pelos presentes estatutos, pelos regulamentos internos e pela legislação em vigor e durará por tempo indeterminado." (Art.º 1.º)
O CNS tem por finalidade:
1 - Desenvolver nos seus sócios o gosto pelos desportos de mar, de recreio e competição, adoptando todas as iniciativas para a melhor execução dos seus fins, para os quais, dentro das sua possibilidades, procurará, designadamente:
a) Fomentar actividades de natação, remos, vela, motonáutica, ski náutico, pesca desportiva, mergulho amador e outras, que vierem a ser criadas;
b) Organizar escolas de prepação para obtenção de cartas que habilitem a conduzir embarcações de harmonia com a legislação em vigor;
c) Fomentar a organização, sempre que possível, de regatas e demais manifestações náuticas;
d) Participar em provas desportivas por intermédio dos seus sócios, autorizando estes a representar o CNS;
e) Fomentar o estreitamento de relações com organismos congéneres nacionais e estrangeiros." (Art.º 2.º)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
10€

21 setembro, 2025

REDONDO, Belo -
GUIA DA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA : História da "Volta".
Por... Prefácio do Prof. Beirão a Veiga. Com um desenho de Ferreira de Albuquerque e várias fotografias. Regulamento da prova - Itinerários das 16 étapas e respectiva quilometragem - Mapas dos récordes, tabelas das corridas, lista dos campiões. O mais completo guia ilustrado da VI Volta a Portugal, indispensável a todos os desportistas. Lisboa, [s.n.], 1935. In-8.º (18x12,5 cm) de 71, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Volta a Portugal em Bicicleta.
Trata-se do primeiro guia especializado sobre o evento, que conta com o prefácio de Caetano Beirão - o ideólogo e dinamizador da "Volta".
Inclui uma espécie de carnet em branco - "As étapas e os resultados da VI Volta" - para preenchimento com notas e apontamentos relevantes sobre a prova, etapa a etapa, e observações sobre as classificações.
"Especificamente sobre a Volta, o primeiro registo é de Júlio Guimarães, chama-se Recordação da IV Volta a Portugal em Bicicleta: Verso e Prosa, de 1933, sendo uma elegia ao evento e aos seus campeões, nomeadamente Nicolau e Trindade; data de 1935 o primeiro esboço da história da Volta, elaborado por Belo Redondo, Guia da Volta a Portugal: História da Volta, no qual são descritas as cinco primeiras edições, bem como os respectivos campeões."
(Fonte: https://www.mundossociais.com/temps/livros/08_03_11_29_voltaffindiceintrodt.pdf)
Ilustrado com uma caricatura de corpo inteiro que antecede o prefácio - "O Prof. Dr. Beirão da Veiga, criador da "Volta a Portugal", visto por Ferreira de Albuquerque", bem como quadros, tabelas e fotografias de dirigentes e atletas no texto.
A Volta a Portugal, também conhecida como Volta a Portugal em Bicicleta, é uma corrida de longa distância, realizada por etapas, em Portugal. A 1.ª edição realizou-se em 1927 e é considerada a maior prova do ciclismo português, seguida pela Volta ao Algarve. É uma das competições por etapas mais antigas do mundo.
A Volta foi organizada por uma parceria entre os jornais Diário de Notícias e Os Sports que se inspiram no Tour de France, inventado pelo jornal L’Auto em 1903. A Volta aparece a seguir ao Giro d'Italia organizado pela La Gazeta dello Sport em Maio de 1909, e antes da Vuelta a España realizada pelo Informaciones em 1935. Tanto a Volta a Portugal como o Tour de France são corridas de bicicletas que se distinguem de todas as outras pela articulação que os primeiros traçados estabelecem com a linha da fronteira territorial dos respectivos países, seguindo os seus contornos durante algumas décadas. A competição iniciou-se a 26 de abril de 1927 e percorreu o país durante 20 dias, num percurso de 2 000 km repartidos por 18 etapas terminando com uma recepção em apoteose pela população em Lisboa. António Augusto Carvalho sagrou-se o primeiro vencedor naquela que viria a ser chamada de Prova Rainha do ciclismo português."
(Fonte: Wikipédia)
"Os que discordam da «Volta a Portugal» em bicicleta, fundados nos supostos prejuízos que causa o esfôrço a que ela obriga, ignoram que se trata de uma manifestação desportiva a que só são chamados os consagrados «ases» do velocipedismo. A «Volta a Portugal» em bicicleta é uma prova para campeões. E se em tôda a manifestação desportiva, além dos bons recursos atléticos, é indispensável a preparação, segue-se que, escolhendo os organizadores os concorrentes entre os ciclistas que com melhores «tempos» fizeram no ano, na «Volta» só tomam parte atletas em boas condições físicas e suficientemente treinados. O que seria excessivo para o comum dos mortais é, portanto, normal para êles."
(Excerto de As cinco Voltas da Volta)
Índice:
Prefácio - Duas palavras do Prof. Dr. Caetano Beirão | A história da prova - Pelo jornalista Belo Redondo: As cinco Voltas da Volta | Notas sobre o Regulamento | Os conquistadores de étapas | As étapas e os resultados da VI Volta.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Infelizmente manchado na capa e "enrugado" por acção da humidade.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

04 abril, 2025

HOMENAGEM A FERNANDO PEYROTEO.
Luanda - 3.X.1964 e Benguela - 5.X.1964. In-4.º (23x17 cm) de [28] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Singela homenagem de um grupo de admiradores organizada em Angola, de onde o jogador era natural.
Fernando Peyroteo (Humpata, 1918 - Lisboa, 1978), foi um futebolista português, natural de Humpata, Huíla (Angola). Integrou com Albano, Jesus Correia, Travassos e Vasques a famosa linha avançada do Sporting - os «Cinco Violinos» - destacando-se dos demais pela estampa atlética e veia goleadora.
Opúsculo ilustrado no interior com publicidade da época, incluindo da Pepsi Cola que na Metrópole, junto com as outras "Colas", estavam proibidas pelo regime.
invulgar e muito curioso; a BNP não menciona.
"Fernando Peyroteo foi, sem dúvida, o nosso mais extraordinário avançado-centro.
Não terá sido, porventura, o avançado-centro mais popular, por nunca ter jogado no Benfica. que é, sem dúvida, o clube de maior projecção nas camadas populares, tanto por ter sido desde a sua origem um clube restritamente português, outro tanto, se não mais ainda, por adoptar a camisola vermelha, a cor que exerce mais demorada e mais agradável sensação na retina do espectador. Mas, sem ter sido tão popular como Victor Silva e Espírito Santo (dois excelentes jogadores da mesma posição, ambos do Benfica) conseguiu ser, na opinião geral, o mais notável de todos os avançados-centro devido à sua extraordinária propensão para a tarefa principal desse posto, e que é, como sabemos todos, o poder de remate à baliza. Bastará recordar que durante a sua carreira de jogador do Sporting e da Equipa Nacional, carreira que foi prematuramente interrompida, ele marcou 700 golos - uma enormidade!"
(Excerto de O que o saudoso Cândido de Oliveira disse de Fernando Peyroteo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Manchado e aparado à cabeça (corte tosco).
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
35€

03 novembro, 2024

SABBO, Augusto -
FOOTBALL. (Técnica e Didáctica de Jôgo). [Por]... Antigo jogador d
o Mittweidaer Ballspiel Club, da Saxónia; do Club Internacional de Football, de Lisboa, e do grupo representativo da Liga Portuguesa de Football. Lisboa, Emprêsa Literária Fluminense, L.ᴰᴬ, 1923. In-8.º (19 cm) de 76, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual técnico e táctico de "Football Association", escrito por Sabbo, na época treinador do SCP. Apresentado em três prefácios pelos senhores: F. Pinto de Miranda, Médico, inpector de Ginástica e antigo Presidente da Associação e Football de Lisboa; Fernando Martins Pereira, Médico e ex-Presidente da Direcção a Associação de Football de Lisboa; Carlos Alberto Guimarães Lello, Presidente da Associação de Football do Pôrto.
Sobre esta obra centenária, pioneira no futebol português, e o seu autor, com a devida vénia a "Leão Zargo" pelo excelente artigo publicado no blog Camarote Leonino, reproduzimos o excerto que se segue:
"Na época de 1921-22 o Sporting contratou um treinador invulgar para os padrões do seu tempo. Refiro-me a Augusto Sabbo (1887-1971), um engenheiro luso-alemão que dirigiu a montagem da rede de tracção eléctrica da cidade de Coimbra. Antes de Sabbo há apenas o conhecimento doutro treinador no clube, o inglês Charles Bell. Até aí a equipa era dirigida por um jogador que desempenhava as funções de “capitão geral” e que fazia, nomeadamente, a ligação com os directores e coordenava os treinos. Francisco Stromp e Jorge Vieira terão sido os maiores neste posto. 
Antes de chegar ao Sporting, Augusto Sabbo jogou no Mittweidaer Ballspiel Club, na Saxónia, e foi referência no CIF, no início do século XX, enquanto jogador, capitão da equipa e capitão geral. No Sporting permaneceu desde Janeiro de 1922 ao Verão de 1924.
Sabbo notabilizou-se por utilizar métodos inovadores de treino e, principalmente, pela sua concepção teórica e prática do futebol que conjugava, simultaneamente, as vertentes técnica, táctica e física que era preconizada por Herbert Chapman, treinador do Arsenal de Londres.
Era extremamente exigente na preparação da condição física dos atletas, realizando treinos sem bola que incluíam exercícios de inspiração militar e salto à corda. Por vezes, os jogadores desciam e subiam a Avenida da Liberdade em passo de ginástica. Contratou Santos Ruivo, pugilista profissional, com a finalidade orientar sessões de treino físico e ministrar noções de boxe.
Augusto Sabbo era um estudioso metódico do fenómeno do futebol e profundo conhecedor do que se passava na Europa, nomeadamente na Inglaterra e na Europa central. Quando treinou o CIF introduziu a "teoria da triangulação", que mais tarde aplicou no Sporting. Essa teoria preconizava que a acção dos seus jogadores no campo teria por finalidade que os adversários fossem obrigados a executar os movimentos convenientes que permitissem a execução das jogadas da sua equipa. Hoje dir-se-ia “a construção do jogo”!
A "teoria da triangulação" tornou Sabbo um dos precursores da introdução do sistema WM (3-2-2-3) em Portugal. Conhecedor do pensamento táctico de Chapman e do 2-3-5 aplicado na Europa Central (designado por Escola do Danúbio), Sabbo durante os jogos, por vezes, recuava o médio central para junto dos dois defesas. Os próprios avançados interiores não tinham a habitual liberdade de movimentos, estando mais atentos aos adversários do que era norma nesse tempo. […]
Augusto Sabbo era um intelectual do futebol, privilegiando os diversos aspectos que decorriam da técnica e da táctica do jogo e da preparação física. Publicou duas obra na altura consideradas inovadoras e relevantes, “Football (Técnica e Didáctica de Jogo)”, em 1923, e “Estratégia e método-base do futebol científico”, em 1945."
Ffonte: http://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/augusto-sabbo-um-mourinho-avant-la-1488854)
"Aquele que meter ombros à estopante tarefa de ler este folhêto, porque o estilo lhe falta e a prosa é simples, deve ter em vista que o nosso único desejo, é iniciá-lo na parte técnica do jôgo, que reputamos interessante, e não deliciá-lo com boa prosa e estilo florido. O assunto, basta ser técnico, para ser maçadora a sua descrição, e muitas vezes lacónica a sua didáctica.
A iniciação que vamos tentar, não se assuste o leitor, não será aquela em que lhe diríamos que o jôgo de football se joga entre 22 rapazes, dispostos duma certa maneira, num campo raso, muito grande, limitado por linhas brancas e fortes barreiras, que na maior parte das vezes conteem uma multidão nada pacífica, que insulta e apupa os jogadores, apesar da vontade que êles mostram em bem fazer, dentro do tal recinto, movimentos cingidos a certas regras, a que muitos por não perceberem o fundo scientífico do jôgo, chamam cabriolas de doidos."
(Excerto de I – Iniciação)
Índice:
Prefácio[s] | Técnica e Didáctica do Football Association: I – Iniciação. II – Elemento necessário ao jogo e qualidades primordiais necessárias a esse elemento. III – A técnica do football. IV – O treinador ou instrutor. V – Treinos progressivos – Treinos intensivos – Treinos de ensaio. VI – Introdução às teorias. VII – Teoria da triangulação. VIII – Principios gerais de aplicação prática. IX – Passe iniciais do jôgo quando se emprega a teoria da triangulação. X – Teoria do off-side. XI – Principios gerais de aplicação prática. XII – Teoria dos movimentos relativos. XIII – Principios gerais de aplicação prática. XIV – Passes iniciais do jôgo quando se aplica a teoria dos movimentos relativos. XV - Conclusão.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e desportivo.
Peça de colecção.
85€

26 outubro, 2024

VILARINHO, José -
ESPADAS E FLORETES : contribuição para a história do desporto em Portugal.
A esgrima portuguesa e as suas estórias de espadachins e atiradores, de duelos e assaltos, das justas aos Jogos Olímpicos e dos alfagemes às espadas eléctricas. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Gráfica Maiadouro, S. A. - Maia], 1993. In-4.º (24x17 cm) de 176, [2], [77], [1] p. il. ; [4] p. ; B.
1.ª edição.
Na capa, José da Costa Amorim, um dos grandes esgrimistas do princípio do século XX.
Importante subsídio para a história da Esgrima entre nós. Trata-se de um interessante contributo com interesse histórico e desportivo, ilustrado em separado com 77 estampas impressas sobre papel couché.
"A esgrima constituía nos últimos anos da Monarquia e nos primeiros da República uma das mais importantes disciplinas do desporto português e, a partir de finais da primeira década do século XX, foi-se tornando a nossa mais representativa modalidade a nível internacional, marcando posição de elevo em grandes torneios europeus e nos Jogos Olímpicos. Nesses anos, pouco depois da viragem do século, o desporto em Portugal era assunto das classes elevadas, actividades de tempos livres para quem os tinha. Talvez ainda mais do que outras modalidades, a Esgrima, "elegantíssimo género de sport", como se lhe referiam os periódicos da época, era uma das práticas favoritas de reis e príncipes, de moços aristocratas e da burguesia endinheirada, actividade obrigatória das escolas militares, passatempo de médicos e advogados, de engenheiros e artistas, de jornalistas e políticos, pares do reino ou deputados.
As festas da Esgrima, torneios, saraus ou mesmo assaltos como, por vezes, eram designados realizavam-se nos locais de maior prestígio de Lisboa ou do Porto e constituíam importantes acontecimentos mundanos, reunindo assistências numerosas das elites de então. [...]
Não se pense porém que, com a queda da Monarquia, a Esgrima perdeu as suas características e importância: Em Junho de 1910 D. Manuel II presidira à Semana das Armas e, pouco tempo depois, em Novembro, três ministros da República implantada um mês antes honraram, com Afonso Costa (um esgrimista) à cabeça, a sessão de reabertura dos trabalhos do Centro Nacional de Esgrima.
Os esgrimistas desse tempo, por vezes conflituosos e dados a grandes antagonismos e rivalidades, frequentemente caprichosos e nem sempre seguidores à risca das regras de fair play por eles próprios estabelecidas foram, não obstante, os grandes percursores do desporto de competição no nosso país e os primeiros a torná-lo conhecido e respeitado além fronteiras. Eram, também, desportistas ecléticos, como era de uso. Muito se surpreenderiam os praticantes de hoje se, para além de os encontrarem cruzando armas nas elegantes salas de outrora, quase todas situadas na zona do Chiado que era a mais nobre de Lisboa, com eles deparassem depois montando a cavalo no hipódromo de Belém, remando ou tripulando ágeis veleiros no Tejo, pedalando em provas ciclistas nas poeirentas estradas da periferia, procurando bater recordes em automóvel ou motocicleta, jogando futebol na Cruz Quebrada, lutando ou levantando halteres nos salões do Atheneu ou do Real Gymnasio Clube, atirando aos pombos na Ajuda ou mesmo pegando touros em Vila Franca ou Almeirim. Constituíam a juventude dourada da época e a imprensa designava-os por "distintos sportsmen"..."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | I - Dos Relevos Egípcios às Bandas Desenhadas. II - Dos Combates Medievais às Salas de Armas. III - Do Soldado Liberal ao Mestre da Corte. IV - Da Elegância dos Saraus às Rivalidades nas Pranchas. V - Do Desaire de Madrid à Vitória em Paris. VI - Da Tragédia dos Paredes ao Jogos de Estocolmo. VII - Do Sensacional Duelo da Ameixoeira aos Jogos de Anvers. VIII - Do Nascimento da Federação aos Jogos de Paris. IX - Do Torneio do Estoril à Medalha Olímpica de Amesterdão. X - Dos Grandes Encontros à Recusa aos Jogos de Los Angeles. XI - Dos Indícios da Decadência aos Jogos de Berlim. XII - Do Desinteresse pelas Competições ao Ocaso duma Época Brilhante. | Interrupção | Documentos Fotográficos [77 estampas].
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
45€

17 outubro, 2024

RUSSO, Alferes Américo José -
GUIA DO AGENTE FISCALIZADOR DA CAÇA E DA PESCA E DO RESPECTIVO DESPORTISTA.
Compilação do... Comandante da Secção da G. N. R. de Penafiel. Publicação autorizada pelo Comando Geral da Guarda Nacional Republicana. [S.l.], [s.n. - Centro Gráfico de Famalicão de José Casimiro da Silva - Vila Nova de Famalicão], 1958. In-8.º (16x11 cm) de 365, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso vade-mécum, reúne todas as informações pertinentes (e actualizadas) que regularizam a caça e a pesca em Portugal, incluindo todos os assuntos directa ou indirectamente ligados a estas actividades.
É muito interessante o capítulo dedicado ao Registo canino, que o autor divide em três grandes grupos, com as respectivas definições: os cães de caça; os cães de guarda; os cães de luxo, propondo ainda, em "Extinção dos cães vadios", uma (discreta) "solução final" para os cães da rua.
O tema da Caça fecha com 12 quadros-resumos em página inteira.
"O Decreto n.º 23.461, que regulamenta o exercício da caça, data de 1934, e, de então para cá, tem sofrido várias alterações que se encontram dispersas por vários diplomas, o que torna difícil a sua consulta.
O mesmo sucede com a legislação que regula o exercício a pesca, esta ainda mias complexa, porque não tem pròpriamente um diploma fundamental, pois sendo vários os que regulam este desporto, cada um trata da sua parte sem se referir quase aos outros, agravado pela circunstância de a maior parte dessa legislação se não encontrar publicada senão nos Diários do Governo, nem sempre fáceis de conseguir, visto alguns datarem de há mais de setenta anos.
Estas dificuldades deparadas a cada passo no desempenho das funções de Comandante da Secção Rural da Guarda Nacional  Republicana, encorajaram-me a reunir num único livro, a que dei o título de «Guia do agente fiscalizador da caça e da pesca e do respectivo desportista», toda a legislação que regula estes assuntos, no qual foi incluída também a que se refere a
Armas
Registo de cães
Vacina de cães
Polícia Florestal,
por se relacionar com a que orienta aqueles dois desportos.
E para maior utilidade deste trabalho, procurou-se dar a este livro um formato prático, fácil de transportar sem grande incómodo, dado que tanto o agente fiscalizador como o desportista têm necessidade de o trazer sempre consigo, para o consultarem a cada momento."
(Excerto de Advertência)
Índice:
Advertência | I- Caça. II - Armas. III - Registo de cães. IV - Vacina de cães. V - Polícia Florestal. VI - Pesca.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível

11 setembro, 2024

CORREIA, Dr. António - ALBERTO LUÍS GOMES : modelo de desportista e estudante. Pelo... Estudantes de Coimbra 1. Coimbra, Depositária: Coimbra Editora, Limitada, 1953. In-8.º (18x13 cm) de 30, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apontamento biográfico de António Gomes, estudante de Coimbra e jogador da Académica - tendo sido o primeiro internacional português da Briosa. Jogador-estudante, como na época era uso, teve diversos convites dos grandes portugueses - Benfica e Sporting - para "mudar de ares", com promessa de chorudos proventos, que recusou sempre.
Ilustrado com 3 fotografias, sendo duas delas em página inteira.
"Conheci o Alberto Gomes em Junho de 1937. Não o jogador de futebol que tinha vindo da cidade do Porto mas sim o estudante timorato que se vinha habilitar ao exame para entrar na Universidade. O primeiro obstáculo a vencer era o exame do 7.º ano, que já então se efectuava no liceu D. João III. [...]
Obtida a aprovação no exame do 7.º ano, principiámos a preparar-nos intensamente para vencer o grande e ambicionado salto: entrar na Universidade.
Se bem que eu então não conhecesse o Alberto Gomes como desportista de grande futuro, a verdade é que já nessa altura ele tinha de certa maneira conquistado um lugar no grupo de honra da Académica. Nada no entanto permitia prever até que ponto subiria na escala do desporto nacional."
(Excerto do Apontamento)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Páginas 27/28 e 29/30 alvo de restauro.
Muito invulgar.
15€

17 maio, 2024

I ROMAGEM AOS JERÓNIMOS : 1963 - CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA
. Rio de Janeiro - Brasil, [Clube de Regatas Vasco de Gama - Nobre Gráfica Editora Ltda - Barão de Bom Retiro], [1963]. In-4.º (23x16 cm) de 97, [7] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Memória da primeira romagem de uma comitiva do Vasco da Gama, popular clube carioca, ao Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa, no ano de 1963.
Livro raro, por certo com tiragem reduzida, profusamente ilustrado com fotografias a p.b. relacionadas com a viagem a Portugal, incluindo eventos com a presença de figuras de proa do regime português: o PR Almirante Américo Tomaz, o PC Prof. António de Oliveira Salazar e o Almirante Henrique Tenreiro. Registe-se ainda, a título de curiosidade, o registo fotográfico do banquete oferecido pela direcção do Sport Lisboa e Benfica à comitiva brasileira no Estoril, e da presença da equipa profissional de Benfica e Belenenses na homenagem prestada nos Jerónimos ao navegador português.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do presidente do clube vascaíno - Manoel Joaquim Lopes - a Jorge Felner da Costa, Director do Centro de Turismo de Portugal no Rio de Janeiro e do Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI), em Lisboa.
"Este documentário da Primeira Romagem aos Jerónimos realizada no ano administrativo de 1963 - sexagésimo quinto da fundação - é oferecido aos vascainos para guarda e lembrança do grande ato da vida social do Club de Regatas Vasco da Gama, em terras portuguêsas e em louvor de seu Imortal Patrono.
Dizemos "Primeira Romagem" porque confiamos plenamente no espírito cívico-sentimental dos associados de nossa agremiação para esperar outras visitas à Pátria-Mãe, berço do Almirante Navegador.
A Romagem aos Jerónimos, é indispensável que se explique, não representou uma promoção, no sentido moderno da expressão. Constitui o prosseguimento da tradicional linha de luso-brasilidade que desde a fundação do Club de Regatas Vasco da Gama se vem mantendo lealmente, para satisfação de quantos se agrupam em tôrno de sua gloriosa bandeira.
A fundação ocorreu quando o mundo político festejava com Portugal o 4º Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo das Índias.
A 9 de Setembro de 1900, durante a solenidade da posse do presidente Leandro Augusto Martins, na modesta sede da Travessa do Maia (mais tarde Passeio Público), inaugurou-se o retrato de Vasco da Gama oferecido pelo sócio João Rodrigues de Oliveira. Uma composição livre, sem traços precisos da real fisionomia do homenageado, fixadas todavia as linhas características do marinheiro e descobridor destemido."
(Excerto de Sentido histórico da Romagem)
Encadernação em percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e desportivo.
35€

05 janeiro, 2024

JOSEPH-RENAUD, Jean - LA DÉFENSE DANS LA RUE.
Par... Préface de M.-F. Goron, Anciem Chef de la Sûreté. Ouvrage orné de 48 pages d'illustrations photographiques hors texte. Sports-Bibliotèque. Paris, Pierre Lafitte & Cie, [1912]. In-8.º (20x14,5 cm) de XX, 419, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Edição original deste curioso manual de defesa pessoal publicado no início do século XX em Paris, França, na apreciada colecção Sports-Bibliotèque.
Obra de referência, redigida na língua original, em francês.
Ilustrada no texto e em página inteira com numerosos desenhos, gravuras e fotografias exemplificativas dos movimentos de defesa e ataque.
"Jean Joseph-Renaud procurou, ao longo destas páginas, esclarecer os virtuosos do boxe, do tiro, da bengala, do jiu-jitsu, etc., praticantes empenhados, os aspectos mais práticos destes desportos, mas também para ensinar as pessoas que têm pouco tempo para dedicar ao treino de alguns meios de defesa fáceis e seguros. Este grosso volume está estruturado em torno dos títulos dos capítulos: o revólver, a bengala, a esgrima prática com a bengala, distâncias mais curtas, boxe francês, pontapés altos, exame do método Charlemont, socos, séries de treino, combate corpo a corpo, jiu- jitsu, quedas principais, combate no chão, prática de jiu-jitsu em combate, apoios em pé, associação fundamentada dos três desportos, boxe francês versus boxe inglês, socos ou jiu-jitsu contra pontapés, jiu-jitsu contra socos, faca, contra o revólver, contra a faca, as tácticas de luta de rua e a defesa da mulher."
(Fonte: Wook - Sinopse reedição)
"Il y a a quelques années, on s'aperçut que, telle qu'on la pratiquait alors, l'escrime préparait mal au duel et que c'était un grand tort qu'accuser le hasard lorsqu'un virtuose d salle d'armes se faisait blesser ou tuer sur le terrain par um inexpérimenté.
On remplaça le fleuret par lépée.
Aujourd'hui que les concours ont lieu en une touche, en plein air et avec pointe d'arrête, il n'y a plus guère entre un assaute de tornoi et un duel que la différence de danger.
Les sports dits «de défense» n'ont pas encore subi pareille et indispensable réforme.
Elle leus serait pourtant bien nécessaire!... Qu'il s?agisse de boxe, de canne, de lutte, de jiu-jitsu, etc., je vois enseigner un grand nombre de mouvements qui, dans un vrai combat, seraient impossibles ou dangereux.
Ces sports développent certes la résistance, la vitesse, la combativité, la force, mais ils ne préparent pas directement au vrai combat."
(Excerto de Plan général - Vers le réalisme)
Jean-Joseph Renaud (1873-1953). "Esgrimista francês, competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900. Foi um prolífico jornalista, autor e dramaturgo, cujos livros L'Escrime (1911) e La Défense dans la rue (1912) são, reconhecidamente, importantes contributos para a literatura especializada do género. Foi um defensor das questões de honra, tendo dito: "De todos os pontos de vista, o duelo é benéfico." Arbitrou algumas contendas, incluindo as que envolveram Clemenceau e Leon Blum, e combateu ele próprio  em duelo  pelo menos 15 vezes, sendo que, 4 deles, foram travados com pistolas; saiu vitorioso em todos eles.
Encadernação do editor com letras gravadas na lombada e na pasta anterior, tendo esta, ao centro, gravura do autor em "posição de combate".
Exemplar em bom estado de conservação. Páginas 5-8 apresentam falha de papel no pé, sem prejuízo da mancha tipográfica.
Raro.
Indisponível

27 maio, 2023

REIS, A. Ribeiro dos -
FUTEBOL : divulgação das suas leis.
Texto oficial e sua interpretação. Questionário para árbitros. Gráficos explicativos. [Lisboa], Edição do Autor, [1943]. In-8.º (19,5 cm) de [4], 277, [3] p. ; [24] p. pub. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da arbitragem e o conhecimento das leis do jogo por António Ribeiro dos Reis, uma das mais insignes figuras do nosso futebol. Ontem como hoje, agora como há 80 anos, verifica-se que a arbitragem foi (e é) terreno fértil para justificar más decisões em campo e fora dele.
Livro ilustrado com desenhos esquemáticos no texto, e 24 páginas em separado dedicadas exclusivamente à promoção de marcas de produtos e serviços.
Muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa de Mestre Ribeiro dos Reis à redacção do "Diário de Coimbra".
"A divulgação das leis do jôgo constitue uma necessidade urgente para debelar a crise de arbitragem, que é um dos problemas mais graves do nosso futebol, pelos incidentes a que dá margem e que tanto perturbam o ambiente dos jogos.
Num artigo sôbre árbitros e arbitragens, publicado há tempo na revista «Stadium» pelo nosso camarada Candido de Oliveira, entre outras causas da crise fixava-se esta:
«Ignorancia das leis do jôgo, pela grande maioria dos dirigentes, dos jogadores e dos espectadores, o que concorre para serem consideradas erradas uma boa percentagem de decisões do árbitro, que estão absolutamente certas!».
Tem carradas de razão o nosso ilustre camarada.
Dos vários milhares de espectadores que entre nós assistem a desafios de futebol podem quási apontar-se a dedo os que alguma vez se deram ao trabalho de consulta e estudar o Código do Jôgo.
A maioria sabe de ouvido os pontos principais, mas não está habilitada a profundar o espírito da lei, porque nunca teve o cuidado de a ler com interêsse.
No entanto, todos se julgam com autoridade, para apreciar a acção do árbitro, flagelando-o até com as críticas mais irreverentes.
E o que se diz em relação aos espectadores diz-se em relação aos próprios dirigentes - tantas vezes injustos nas suas apreciações precipitadas e que se revestem de maior gravidade por partirem de quem partem - e estende-se até aos próprios jogadores. [...]
O ensino das regras de jôgo aos seus praticantes deve constituir uma das mais importantes missões dos treinadores ou de qualquer outro dirigente que esteja em contacto assíduo com aqueles.
Por tudo isto nos parece extremamente útil a tarefa de divulgação das Leis do Jôgo.
A êsse objectivo consagramos o presente livrinho. Vamos passar em revista as Leis do Código do Jôgo, procurando profundar o seu espírito e aclarar o seu texto; esclarecendo pontos duvidosos para evitar embaraços e dificuldades; estudando os casos menos frequentes, que podem constituir surpreza e exemplificando com casos concretos, a solução a adoptar."
(Excerto de A abrir...)
António Ribeiro dos Reis (1896-1961). Foi um militar, jogador de futebol, dirigente e jornalista desportivo português, fundador do jornal A Bola, conjuntamente com Cândido de Oliveira e Vicente de Melo.
"Se como jogador e jornalista pediu meças aos melhores, ficou também com um lugar na história do futebol como treinador, seleccionador, árbitro e dirigente. Na qualidade de treinador, foi campeão pelo Benfica em 1929/30, vencedor da Taça de Portugal em 1952/53 e seleccionador nacional entre 1924 e 1926 e entre 1933 e 1934. Foi na Casa Pia que estudou, se fez homem e descobriu o fascínio pelo futebol e atletismo. Estreou-se com a camisola do Benfica, a sua grande paixão, contra o Sacavenense, no campo de Sete Rios, com uma vitória por 8-0. Tinha 16 anos. Não foi futebolista de classe, mas revelou-se sempre de grande utilidade no Benfica pela sua estonteante velocidade (que lhe valera títulos de campeão de atletismo na estafeta do clube). Sempre que o Benfica entrava em crise técnica era convidado a tomar conta da equipa, em jeito sebastiânico. Sempre gratuitamente. Viveu momentos de glória, mas a conquista mais arrebatante foi o campeonato de Lisboa de 1932. Há 13 anos que o Benfica nada ganhava nas primeiras categorias, ofuscados pelo Belenenses e pelo Sporting. Assinou o seu último título pelo Benfica em 1953, coroado com uma vitória de 5-0 sobre o FC Porto de... Cândido de Oliveira! No primeiro Portugal-Espanha, Ribeiro dos Reis desempenhou vários papéis. Ele próprio recordou mais tarde: «fui avançado-centro, a seguir ao jogo escrevi a crónica para o Sport de Lisboa, onde era redactor, e por fim, no banquete, na altura dos brindes, tive de ler o discurso da Federação portuguesa, pois o delegado oficial, o sr. Raul Nunes, mal podia falar devido a uma inflamação da laringe...»."
(Fonte: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-bwin/benfica/detalhe/100-anos-ribeiro-dos-reis)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Vestígios antigos de humidade marginal na capa e f. rosto. Páginas com acidez própria da qualidade do papel.
Muito invulgar.
Peça de colecção.
75€

25 novembro, 2022

IN MEMORIAM DO DR. ANTONIO MARTINS - LISBOA : 1930-1931. Homenagem ao ilustre e honrado Português que em vida se chamou Antonio Augusto da Silva Martins : gratidão de seus irmãos, admiração e veneração de seus amigos. 3/10/930. Lisboa, [s.n. - imp. Tip. Henrique Torres, Lisboa], 1931. In-4.º (25,5 cm) de XVI, 244 p. ; [38] f. il. ; E.
1.ª edição.
Homenagem ao Dr. António Martins, conhecido médico e desportista português que integrou o C. E. P., em FrançaConjunto de testemunhos de amigos, colegas e camaradas de armas.
Livro iustrado com 38 fotogravuras impressas em folhas separadas do texto.
"No princípio da tarde do dia 4, a linda capital portuguesa oferecia um aspecto singular e inconfundível: o contraste vivo entre uma festa nacional e política e os funerais dum grande e glorioso Português. [...]
O extinto era o Dr. Antonio Martins, glorificador de Portugal na linha de fogo em Flandres, no campeonato do Tiro, que lhe conferiu honras primaciais em todo o mundo, e na sciencia medica, da qual foi, mais do que profissional insigne, uma gloria admiravel pela abnegação, pela caridade cristianissima, pelo zelo ardente, digno de um genuino apóstolo."
(Excerto de A Capital de Luto : os imponentes funeraes do Dr. Antonio Martins)
António Augusto da Silva Martins (1892-1930). "Nasceu em Abrantes, no dia 4 de Abril de 1892. Médico, desportista e combatente, este filho de Abrantes, esteve no Corpo Expedicionário Português (C.E.P.) em França, servindo no Regimento de Infantaria 23 (R.I. 23), sob o comando do então Major Hélder Ribeiro. Tomou parte na ofensiva geral dos aliados, com o posto de Tenente Médico, onde foi condecorado com a fourragère da Torre e Espada, a Ordem de Cristo, em campanha, com palma e a medalha da Vitória.
Da sua folha militar consta: “...incorporado em 1912, por ter a idade própria, na 
7.ª companhia de Saúde, onde foi encarregado de fazer um curso de ginástica sueca para a referida companhia, tendo como monitores estudantes de medicina. Frequentou as escolas de cabos e sargentos, sendo licenciado neste último posto.
Em 1918 foi mobilizado e incorporado como tenente medico no batalhão de infantaria 14, com o qual partiu para França, em 18 de Maio, fazendo parte do C. E. P., mais tarde transferido para o 6.º grupo de Metralhadoras, na retaguarda...”.
“Por esta altura, soube-se que o Regimento 23 ia ser enviado para a linha de batalha e o Dr. António Martins ofereceu-se (*). Na perseguição aos alemães, atravessou o rio Escalda ficando a alguns quilómetros ao norte de Tournai, por ter findado a guerra em 11 de Novembro” (data do Armistício).

Ainda em França, no C.E.P., durante a guerra não descurando a parte desportiva e aproveitando a camaradagem de um oficial inglês, o seu entusiasmo pelo desporto, fê-lo aperfeiçoar o seu estilo no lançamento do disco, tendo ultrapassado os 35 metros, o que constituiu o “recorde” nacional.
No último período da guerra, em França, nos Jogos Pershing, recebeu este combatente, o seu baptismo internacional, com a pistola de precisão.
O Dr. António Martins cultivou quase todos os desportos, especialmente tiro. Fez natação, esgrima, equitação, atletismo, e chegou a dar lições de “boxe” com Silva Ruivo. Os desportos atléticos, iniciados no liceu de Coimbra, continuaram de 1912 a 1921, no Club Internacional de “Footbal”.
Porém, onde o seu vulto desportivo mais se ergueu, foi no tiro de pistola, onde atingiu a sublime perfeição das modalidades desportivas praticadas, na então “Sociedade de Tiro N.º 2 (Antigo Grupo Pátria). Combatente, desportista e eminente médico, Dr. António Augusto da Silva Martins, foi vítima mortal de acidente aos 38 anos de idade, quando treinava na Carreira de Tiro de Pedrouços. Lembremos pois, este “Combatente de Portugal, filho de Abrantes”, com um episódio da sua gloriosa vida de atirador e amor à Pátria: Na carreira de “Tiro de Santander”, Espanha, em 1926, oito anos depois do Armistício (11NOV18), o notável médico, envergou a sua velha e honrada farda de oficial combatente da Grande Guerra, e obteve o 1º lugar na modalidade “tiro de pistola”.
(*) No “Aditamento N.º 2”, anexo ao relatório do C.E.P. – 1ª D. – 2ª B.I., B.I.23 – (IV Bat.) de 23 de Novembro de 1918, feito em Englos – França, o então Ten. Médico António da Silva Martins, do 6º G.M. (Grupo de Metralhadoras) consta na relação dos oficiais que a seu pedido, se oferecem para a frente de combate, para servir no B.I.23. (pg. 73 da História Militar, Guerra e Marginalidade de Luís Alves Fraga)."
(Fonte: http://coisasdeabrantes.blogspot.pt/2008/05/dr-augusto-da-silva-martins-combatente.html, com a devida vénia a José Manuel d’Oliveira Vieira, autor do artigo biográfico aqui reproduzido)
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas com pequenos defeitos. Primeira folha apresenta restauro.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

22 novembro, 2022

GUIA TV DO EUROPEU DE FUTEBOL : 1984.
[Tudo sobre os "Patrícios"]
. Lisboa, Edicria, 1984. In-8.º (20,5 cm) de 263, [1], XXI, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Guia histórico. "Bíblia" do Europeu 84, torneio de futebol onde, após 18 anos de ausência de fases finais de grandes competições, - Europeus e Mundiais, - Portugal partcipou, tendo obtido ex aequo com a Dinamarca o 3.º lugar. Depois de uma meia final de loucos, Portugal viria a sucumbir no final do prolongamento por 2-3 com a França, país organizador, onde pontificavam figuras de primeiríssimo plano do futebol internacional como Michel Platini, Alain Giresse e Jean Tigana, que viria a vencer o certame (2-0 à Espanha). Apesar da honrosa classificação, nem tudo foram rosas, sabendo-se que a liderança quadricéfala da Selecção Nacional - uma comissão constituída por Toni, José Augusto, Fernando Cabrita e António Morais - que representavam as tendências clubistas na Selecção - Benfica (8 jogadores) e Porto (9 jogadores) - teve inúmeros problemas para construir um 11 base, tendo de ultrapassar melindres, vaidades e "egos" pessoais, com um conjunto de jogadores que não se davam propriamente bem. Aliás, o França 84, no que à disciplina diz respeito, não seria caso único; dois anos mais tarde, durante o México 86, eclodiria o que ficaria conhecido para a história como o "Escândalo de Saltillo", com os jogadores, por questões de prémios, a tomarem posição contra a FPF, chegando a ameaçar com uma greve.
Antes disso, apenas por uma vez tínhamos participado numa fase final - a do longínquo Mundial de 1966 de 'boa memória', em Inglaterra, (com Eusébio em grande), onde a Selecção conquistaria o 3.º lugar mercê da vitória sobe a U.R.S.S. de Yashin (2-1), no jogo de atribuição do 3.º/4.º lugar.
O livro contém, para além da análise individual dos jogadores convocados, histórias sobre a Selecção, e todos os jogos da fase de grupos (que Portugal venceu, in extremis, no último jogo - vitória sobre a U.R.S.S. com um penálti "fantasma" arrancado por Fernando Chalana). Inclui ainda uma entrevista com Otto Glória.
Importante peça do jornalismo desportivo nacional, muito ilustrada ao longo do texto, o presente Guia recebeu colaboração de alguns dos melhores profissionais da época: Orlando Dias Agudo; Rui Tovar; Almeida Ribeiro; António Castro; Dias Neves; Jaime Figueiredo; Neves de Sousa; António Pedro; Fernando Correia; Bessa Tavares; Manuel Silva Pereira.
Convocados para o Europeu:
Guarda-redes: Manuel Bento (Benfica), Jorge Martins (V. Setúbal), Vítor Damas (Portimonense); Defesas: António Veloso (Benfica), João Pinto (FC Porto), Lima Pereira (FC Porto), Eurico Gomes (FC Porto), António Bastos Lopes (Benfica), Álvaro (Benfica), Eduardo Luís (FC Porto); Médios: Chalana (Benfica), Vermelhinho (FC Porto), Carlos Manuel (Benfica), Sousa (FC Porto), Frasco (FC Porto), Jaime Pacheco (FC Porto), Diamantino (Benfica); Avançados: Nené (Benfica), Jordão (Sporting), Fernando Gomes (FC
Porto).
Índice:
Editorial: a estreia europeia. | Porque vamos a França? | Todos os Calendários. | Horários e Transmissões. | Equipas e os Árbitros. | Cidades e Estádios. | Caminhos para Paris. | Regras do Jogo. | Retrospectiva dos "Europeus". | Futebol em Portugal. | Faça você mesmo o "Europeu-84.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

15 outubro, 2022

GALVÃO, Vasco - PARA SER UM BOM JOGADOR DE TENNIS
. Porto, Edições "Sporting", [192-]. In-8.º (15,5 cm) de 61, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de aprendizagem de Ténis editado na segunda década do século passado, o primeiro que sobre este assunto se publicou entre nós.
Livrinho muito ilustrado ao longo do texto com desenhos e fotogravuras evidenciando os diversos movimentos do Ténis.
"Vasco Galvão assinou o primeiro compendio em portuguez d'este interessante desporto e com isso a raquete vai ter mais cultores em Portugal, vai trazer aos courts mais amigos e praticantes.
Vasco Galvão é um nome no Tennis Portuguez, pois, como treinador dos nossos melhores tennistas os seus conhecimentos são profundos. Com a escola ingleza - país que deu origem ao tennis no continente europeu - Vasco Galvão prestou um novo serviço ao seu sport escrevendo este pequeno livro."
(Excerto de O Tennis)
Indice:
O Tennis. | Origem do Tennis. | Regras do jogo. | Recinto, material e trajo do jogador. | A tatica. | A tatica do jogo de pares. | O treino. | O encontro. | Os partidos. | Torneios e Isentos. | A alimentação nos sports.
Vasco Galvão (1895-). "Nascido em 14 de Fevereiro de 1895, Vasco Galvão destacou-se como técnico, dirigente e jornalista. Tendo chegado a fazer parte em 1926 do elenco federativo de Guilherme Pinto Basto como vogal, foi como treinador que mais se evidenciou.
Desportista ecléctico, começou por dar nas vistas como futebolista, envergando a camisola do Club Internacional de Foot-Ball. Mas a sua vida modificou-se definitivamente quando em 1928 encetou uma viagem a Inglaterra para assistir a um curso de ténis no All England Lawn Tennis and Croquet Club de Wimbledon, a «catedral» da modalidade. Aos 33 anos, Vasco Galvão decidiu passar a viver exclusivamente da modalidade.
Enquanto profissional de ténis, a sua participação nos Campeonatos Nacionais estava proibida. Para poder competir, ainda regressou temporariamente ao estatuto de amador, mas a vontade de ensinar os jovens jogadores era mais forte e o profissionalismo voltou a ser assumido a cem por cento. Vasco Galvão criou a primeira escola de ténis em Portugal - a Escola de Ténis V.P.G., assim denominada em memória do seu filho Vasco Pistacchini Galvão, de entre os seus descendentes o mais dotado para a modalidade, mas que teve morte prematura. Pela V P.G. passaram muitos dos jogadores que se destacaram nas décadas de 50 e 60, como David Cohen, Peggy Brixhe e António Azevedo Gomes, que Vasco Galvao ainda viu serem campeões, antes da sua morte em 21 de Setembro de 1966.Na sua actividade como jornalista colaborou em diversas publicações, tendo lançado em 13 de Julho de 1930 a revista «Tennis», que se publicou de forma muito irregular até Abril de 1937, tendo inclusive mudado de nome por duas vezes (primeiro, para «Desportos Elegantes»; depois, para «Tennis & Golf») e focado outras modalidades - entre as quais o futebol -, no sentido de manter um lote fiel de leitores. Deste esforço inglório ficaram para a história as crónicas dos torneios da altura e os brilhantes ensaios sobre técnica da autoria do «Director, Proprietário e Editor» Vasco Galvão."
(Fonte: http://www.tenis.pt/index.php/smashtour/media/131-fpt/historia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Lombada enferma de falha de papel relevante. Contracapa com escritos a lápis.
Raro.
Sem registo na BNP.
25€

02 setembro, 2022

PESSANHA, Henrique A. - DAS FESTAS DOS MERCADOS AO SPORT DA CONQUISTA  Á FLÔR
. Lisboa, [s.n. - Imp. Lucas & C.ª, Lisboa], 1925. In-8.º (19,5 cm) de 223, [3] p. ; [1] mapa desd. ; il. ; B.

1.ª edição.
Curioso projecto desportivo do autor - um verdadeiro "protector" dos direitos das flores - para instituir em Lisboa a realização de jogos 'florais' que pudessem "concorrer" com os desportos físicos onde, segundo ele, prevalecia a compleição e força bruta, o que prejudicaria o desenvolvimento mental da juventude.
Ilustrado nas folhas de texto com desenhos representativos das braçadeiras e distintivos do Júris e dos "Gladiadores", Galhardetes e Bandeiras, e do Distintivo do Sport; Apito; Craveira e Surpresa Victoriosa, e em separado, com o "Mapa Classificativo" em folha desdobrável. Raro e muito interessante.
"Em Portugal tem-se desenvolvido ultimamente, duma maneira progressiva o gosto pelo sport. A mocidade das oficinas, a mocidade das escolas, numa palavra os jovens que estudam e os que trabalham como proletarios do campo e da cidade, entregam-se vivamente ao exercicio de varios jogos e de variadas manifestações sportivas. Os domingos de Lisboa são a caracteristica evidente desse entusiasmo, dessa verdadeira devoção, que dia a dia se vai mais se vai avolumando, que hora a hora vai adquirindo maior incremento. Os torneios hipicos, as corridas ciclistas, os desafios de foot-ball, principalmente, representam o maior aperitivo da mocidade de hoje. Chega até a assustar essa tendencia absorvente de energias e de actividade, pela exibição do sport, se verificarmos que, paralelamente não corre a actividade mental. [...]
Toda a obcessão é prejudicial, todo o excesso é nocivo, mas, quando essa obcessão, quando esse excesso assentam no exercicio de diversões em que o instinto e a materia se dilatam sem o contrabalanço da educação intelectual, só ha que receiar que avultem tendencias grosseiras, manifestações boçais que definhando a raça psiquicamente, levem á pratica de atos menos consentaneos com as exigencias duma civilisação adiantada. [...]
O sr. Henrique Augusto Pessanha a quem o movimento sportivo internacional seduz, mas que não leva o seu gosto a tumultuarias e desordenadas manifestações de apreço por ele, vem numa cruzada de benemerencia, numa ancia de renovação moral, apresentar a publico um jogo gracioso, delicado, persuasivo e fino a que deu a denominação sugestiva de: Sport de Conquista á Flôr. [...]
O Sport da Conquista á Flôr, tem todos os aspectos de consagração á flôr, desbanalisando-a, aprumando-a no seu vertice de maravilha. A sensibilidade das flôres opõe-se a que as sacrifiquem a usos antiquados, defeituosos em que a personalidade da flôr é vexada, quando não desdenhada. Sujeitar a flôr a costumes, a usanças ridiculas, humilhantes, maguando-a, escravisando-a, é um crime. O Sport da Conquista á Flôr é um sport delicadissimo, duma elegancia e dum requinte quasi cavalheiresco. A luta nessa conquista galante tem o aroma tradicional dum torneio medieval, reveste por vezes aspectos dum palacianismo delicioso. É uma luta de ardil, mas uma luta de graça leve em que a flôr é alvejada por processos curiosos e subtis. Já que se comete o crime de colher a flôr, ao menos que a sua posse seja disputada com galhardia, com amõr, com finura.
O cerimonial deste sport é exuberante, variado, com pormenores duma grande gentileza."
(Excerto do prefácio)
Índice:
Em prol da Flôr. Á guisa de prefacio. A lenda da rosa vermelha. I - Explicando. Do Autor para o Leitor. II - Cerimoniais e elementos indispensaveis á sua constituição: Cerimonia nupcial; Cerimonia do «copo de agua»; Alianças, braceletes e travessões; Como se devem jusar os braceletes, as alianças e os travessões. III - Recordam-se as festas dos mercados: Os travessões ou barretes; As alianças; Os meus festejos; Descrição das minhas festas independentemente da parte oficial; Das festas do Mercado [da Praça da Figueira]; O Mercado á noite; Praça da Figueira; Agradecimento. IV - Uma grandiosa festa promovida por dois amores-perfeitos. V - Ao Sport da Conquista á Flor [regras e regulamento do jogo (com 103 artigos)].
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos, e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com evidente interesse olisiponense.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Indisponível