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11 novembro, 2025

TAVARES, Lorjó -
INGLEZES...
Comedia em 3 actos. Pôrto, Livraria e Imprensa Civilização - Editora, 1925. In-8.º (18,5x12 cm) de 148, [6] f. il. ; E.
1.ª edição.
Interessante comédia. "A peça tem leveza, graciosidade e perfume. Caracteres e sentimentos, definidos apenas em traços leves, conseguem, pela ternura leve e fugitiva que envolve os personagens, crear uma atmosphera de sympathia, mantendo no espectador um quasi permanente sorriso."
1.º e 2.º acto em Lisbôa - 3.º acto em Torres Novas.
Obra ilustrada com o retrato do autor e dos actores que participaram na peça distribuídos por 6 folhas separadas do texto.
José Bernardo Camilo Lorjó Tavares (Faro, 1857 - Colares, 1939). Conhecido por apenas Lorjó Tavares, foi um dramaturgo e publicista português, diretor da revista Brasil-Portugal (1899-1914) e colaborador da A illustração portugueza (1884-1890). Faleceu no asilo dos intelectuais e artistas em Colares."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta leve desgaste nas pastas.
Muito invulgar.
15€

21 abril, 2025

PEREIRA, Isaías da Rosa -
VISITAS PAROQUIAIS NA REGIÃO DE TORRES NOVAS (SÉC. XVII-XVIII).
Colecção Temas Torrejanos. Torres Novas, Edição Serviços Culturais Câmara Municipal de Torres Novas, 1992. In-8.º (20,5x15 cm) de 87, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante estudo sobre os procedimentos do Clero na zona de Torres Novas. Trata-se de dois artigos antes publicados, respectivamente, na revista Lumen (MS 148 - 1964) e Revista da Faculdade de Letras (MSS 506/526 - 1973).
Ilustrado no texto com quadros e tabelas.
"As visitas paroquiais constituem documentos históricos de inestimável valor. [...]
O Livro n.º 148 inclui nove visitas à Igreja de Sant'Iago de Torres Novas entre os anos de 1677 e 1756. Procurei extrair dele os nomes de alguns párocos da época, nomes de visitadores com os respectivos cargos e as Irmandades a que se fazem referências.
As visitações contidas nos MSS 506 e 524 são do ano de 1760 e fornecem elementos mais abundantes para a história da Vila de Torres Novas e da região. Agrupei-os nos seguintes títulos: estatística da população; vida do clero; remunerações; cultura, comportamento, distribuição do clérigos pelas paróquias; existência de casas religiosas e misericórdias; confrarias ou irmandades; estado dos templos; modo de nomeação dos párocos."
(Excerto da Introdução)
"Ninguém ignora o grande interesse que possuem os livros de visitas paroquiais. Além da notícia histórica da passagem do Bispo, ou do delegado, na sua missão de Pastor, dão-nos uma ideia da vida das paróquias, com as suas tradições, costumes e cultura, o seu fervor e os seus defeitos. E têm não menor interesse para a toponímia, a arqueologia, a liturgia e o direito canónico."
(Excerto de Livro dos Capitulos da vesita da Igreja de São Tiago da Villa de Torres Novas que começa no anno de (1)677)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€

17 março, 2025

AZEVEDO, P. Candido Mendes de -
O COLLEGIO DE S. FIEL.
Resposta ao Relatorio do advogado Sr. José Ramos Preto. Pelo... da Companhia de Jesus, professor, ultimo ministro e prefeito dos estudos no collegio. Com um prologo do R. P. Antonio Cordeiro, penultimo director do mesmo collegio. Madrid, Imprenta de Gabriel López del Horno, 1911. In-8.º (22 cm) de XXIV, 86, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Contestação do Padre Mendes de Azevedo, reitor do Colégio de S. Fiel, Louriçal do Campo (Castelo Branco), ao relatório de Ramos Preto, advogado encarregado por Afonso Costa, na época Ministro da Justiça, de "desancar" a Companhia de Jesus e o ensino jesuíta, e S. Fiel em particular. Livro importante, publicado em Madrid, com indubitável valia histórica, política e religiosa dado o contexto tumultuoso que se vivia em Portugal, cerce de liberdades e garantias, onde o último reitor do Colégio rebate as acusações imputadas aos religiosos jesuítas ponto por ponto.
Obra com interesse para a história da Companhia e da sua expulsão do país pelos vencedores da Revolução de 5 de Outubro.
"O Colégio de São Fiel (1863-1910) foi um estabelecimento de ensino básico e secundário, a cargo da Companhia de Jesus, situado na freguesia de Louriçal do Campo, nas faldas da Serra da Gardunha. O Colégio de São Fiel foi uma das mais prestigiosas instituições de ensino portuguesa nas últimas décadas do século XIX, tendo sido extinto em 1910 em resultado da confiscação dos bens da Igreja Católica após a implantação da República."
(Fonte: Wikipédia)
"Como os leitores talvez não desconheçam, vai para 3 meses, que o Sr. Dr. José Ramos Preto publicou por ordem, ou a convite do Sr. Ministro da Justiça da Republica Portuguesa, Affonso Costa, um Relatorio, que desde a primeira á ultima folha não é mais que um libello accusatorio contra a Companhia de Jesus, em geral, e contra o Collegio de S. Fiel mais directa e particularmente.
A leitores superficiaes e que de animo leve tenham passado os olhos pelas paginas do dicto Relatorio; ou ainda áquelles  que, por desconhecerem os factos, que ahi se narram, tenham tomado a vulto as affirmações do Dr. Dr., sem as examinarem miuda e imparcialmente, poderá parecer, que taes affirmações, não tendo sido até hoje contestadas pelos accusados, devem passar em julgado, e que o illustre causidico se saiu airosamente do encargo, que de sua competencia profissional confiou o sobredicto Ministro da Justiça.
É principalmente para leitores d'estes e em geral para aquelles, que de boa fé podem ter sido illudidos pela leitura do citado Relatorio. [...]
Notemos antes de mais nada, que muito infelizmente andou o Sr. Affonso Costa em confiar a composição de referido Relatorio ao Sr.  Dr. Ramos Preto, e mais ainda este em lh'a acceitar.
Em trabalhos d'esta natureza pede a boa razão e justiça, que seja d'elles encarregada pessoa imparcial, em quem não possa caber suspeição, e muito menos a quasi certeza de odio ou affeição apaixonada para com o suspeito reu, que tôlham a lucidez, sangue frio, inteireza e hombridade necessarias para apreciar devida e desapaixonadamente pessoas e factos incriminados, jámais se tanto umas, como os outros respeitam uma Corporação tão contradictoriamente julgada, como o é e foi sempre a Companhia de Jesus."
(Excerto do Prologo)
Cândido de Azevedo Mendes, S.J. (Torres Novas, 1874 - Ceará, Brasil, 1943). "Ingressou na Companhia de Jesus no dia 17 de setembro de 1888. Estudou Humanidades no Noviciado do Barro em Torres Vedras e no Colégio de São Francisco em Setúbal (1890-1893) e Filosofia e Ciências Naturais no Colégio de São Fiel em Louriçal do Campo (1893–1896). Entre 1896 e 1902, foi professor de Matemática, Física, Química e Ciências Naturais em São Fiel, onde fundou em 1902, com Joaquim da Silva Tavares, S.J. (1866-1931) e Carlos Zimmermann S. J. (1871-1950), a revista científica Brotéria: Sciencias Naturaes. Entre 1902 e 1906, estudou Teologia na Universidade Gregoriana em Roma, tendo sido ordenado sacerdote no ano de 1905. Em 1906, regressou a Portugal para terminar a sua formação na Companhia de Jesus. Esteve um ano no Noviciado do Barro e depois regressou a São Fiel como professor de Matemática, Física, Química e Ciências Naturais.
Azevedo Mendes foi um dos autores mais profícuos da Brotéria, tendo publicado ao longo da sua carreira 48 artigos. A maioria dos seus trabalhos incidiu sobre a identificação e classificação de novas espécies de lepidópteros em Portugal, Espanha, Moçambique, Angola e Roma. Entre 1902 e 1913, o jesuíta publicou na Brotéria os seus primeiros trabalhos de classificação sobre os lepidópteros da região de São Fiel. [...]
Após a expulsão dos jesuítas em 1910, as suas coleções de lepidópteros foram confiscadas pelo Governo Provisório da República Portuguesa e enviadas para a Universidade de Coimbra. Exilado em Salamanca, Azevedo Mendes ainda se empenhou em recuperá-las, mas não teve sucesso. Entre 1911 e 1913, publicou dois importantes opúsculos: A Brotéria no exílio e O Collegio de São Fiel: Resposta ao Relatório do Sr. Advogado José Ramos Preto. Centrados na expulsão republicana, estes textos pretendiam rebater as principais acusações sobre o ensino dos jesuítas em Portugal e ilustrar a indignação da comunidade científica nacional e internacional em relação ao destino das coleções científicas dos jesuítas portugueses."
(Fonte: https://dicionario.ciuhct.org/mendes-candido-de-azevedo/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa ligeiramente oxidada com rasgão (sem perda de suporte). Contracapa e duas últimas folhas apresentam falha de papel no canto inferior esquerdo, atingindo apenas, na penúltima folha, a parte do índice correspondente à numeração, e mesmo assim estarão em causa apenas duas linhas.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

26 novembro, 2024

BRETES, Faustino
- CENTENÁRIO DO MUTUALISMO EM TORRES NOVAS : 1862-1962
. [S.l.], Edição do Autor, 1962. In-4.º (24x16 cm) de 53, [3] p. ; il. ;B.
1.ª edição.
A vinheta da capa foi expressamente desenhada por B. Benedy.
Importante contributo para a história do mutualismo torrejano.
Livro ilustrado com quadros no texto e com 3 estampas em página inteira.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor - datada de 21/5/962 - ao seu "amigo e conterrâneo" Júlio Coutinho Coelho Tuna.

"Torres Novas, nobre terra,
Formoso rincão natal,
Por assim dizer encerra,
A essência de Portugal."

(Pórtico)

"Muitas pessoas costumam surpreender-se não só em presença, mas igualmente com a simples notícia das mais diversas ocorrências. Desta forma, parece acreditarem na suposta eficácia da bruxaria, como se, afinal, tudo fosse operado pelo especial sortilégio de mágico poder. E então, ou por ignorância das verdadeiras causas, ou ùnicamente por preguiça mental, usam, para cómoda explicação dos mais variados acontecimentos, socorrer-se das palavras «destino», «acaso», «fatalidade» e outras de idêntica significação.
Ora, no decorrer deste exórdio, procuraremos adoptar processo capaz de mostrar todo o vazio do proverbial recurso.
Esse processo consistirá em referirmos não pequena parte dos mais retumbantes casos no nosso país verificados durante convulsionado período histórico contemporâneo, para assim poder chegar-se à formulação de seguro juízo acerca das determinantes do «clima» que, em louvável exemplo, nesta vila tornou possível e mesmo indispensável a fundação do actual Montepio, cujo centenário é motivo deste despretensioso trabalho."
(Excerto de I - Alvorecer do mutualismo)
Índice:
Pórtico | Homenagem | Ligeira definição | I - Alvorecer do mutualismo. II - O mutualismo em Torres Novas. III - Tributo especial. | Lista dos fundadores [quadro c/ 8 pp.] | Primeiros Corpos Sociais Eleitos | Relação incompleta do número de sócios existentes em 31 de Dezembro [quadro] | Quotização através dos tempos [quadro] | «Luz do meu caminho» e a Imprensa.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta um ou outra mancha pouco expressiva.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
20€

21 abril, 2021

PINHO, Manuel S. - A REVOLTA DE TORRES NOVAS.
(Apontamentos para a sua história)
. [S.l.], O Almonda [Gráfica Almondina - Torres Novas], 1927 [1986]. In-4.º (23,5 cm) de 312, [6] p. ; B.
1.ª edição independente.
Certamente, com tiragem restrita. Este livro é uma edição fac-similada dos originais publicados em 1927 no jornal «O Almonda».
As deficiências gráficas que por vezes apresenta, são motivadas, apenas, pelo facto de alguns originais já estarem pouco legíveis, devido ao tempo e aos processos de impressão da época.
Importante subsídio para a história do conturbado período que se seguiu às guerras liberais, e em particular para a cidade - na época, vila - de Torres Novas, onde teve início a rebelião contra o governo de Costa Cabral, tudo tendo culminado na capitulação de Almeida após prolongado cerco. Os efeitos da intentona prolongaram-se no tempo, noutros cenários estratégicos, nomeadamente através de alianças políticas e militares, destacando-se neste particular, as acções de guerrilha levadas a cabo por bandos de malfeitores, onde pontificavam, entre outros, os Brandões, que nesse período puseram as Beiras a ferro e fogo, deixando um rasto de intimidação e morte.
"A revolta de Torres Novas - Apontamentos para a sua história, é um modestíssimo trabalho, fruto da paciência, e não da erudição ou inteligência, porquanto a prosa do texto é fraca e comezinha, e a coordenação talvez disparatada e sujeita a muita crítica.
Compõe-se êle apenas de elementos que se acham disseminados em variadas obras, jornais, e arquivos, e podem servir a quem com mais competência, pretenda um dia, fazer a história da revolta que, em Torres Novas rebentou no ano de 1844, e que se tivesse vingado, teria certamente evitado os pronunciamentos de 1846, que constituiram o conhecido movimento da Maria de Fonte."
(Excerto do Antelóquio)
"António César de Vasconcelos Correia, mais tarde conde de Tôrres Novas , e então coronel de cavalaria na 3.ª secção do exército, foi quem deu o brado de revolta na noite de domingo, de 4 para 5 de Fevereiro de 1844, na vila de Tôrres Novas, enviando uma carta ao coronel Pina, comandante do regimento de cavalaria n.º 4, ali aquartelado, (cujos soldados queriam tanto ao coronel César de Vasconcelos «como a um amigo, ou a um pai» do dizer de Jacinto Augusto de Freitas e Oliveira), convidando-o a aderir, ou então, a retirar-se para onde lhe aprouvesse. [...]
O coronel Pina porém, não aderiu e retirou-se para Santarém, acompanhado do ajudante, quatro oficiais, e vinte e seis praças a cavalo e algumas desmontadas, onde se apresentou ao respectivo governador civil pelas oito horas da manhã de terça feira, dia 6.
Com efeito, na madrugada do dia 5, chegaram às proximidades da vila, dois destacamentos do regimento de cavalaria n.º 4, vindos um de Rio Maior, e outro de Aldeia Galega do Ribatejo, comandados respectivamente pelos alferes Francisco José de Miranda Pego e Guilherme Frederico Portugal e Vasconcelos que surpreenderam em Alcanena uma fôrça do Corpo de Segurança Pública do distrito de Santarém, às ordens do tenente José Maria Limpo de Lacerda, que conseguiu evadir-se para aquela cidade com três dos seus soldados, tendo os restantes sido depois abandonados  pelos revoltosos, por, segundo se dizia em Tôrres Novas, não estarem em condições de poder acompanhar aqueles destacamentos de cavalaria. [...]
Em Tôrres Novas muitos indivíduos tinham conhecimento da revolta, alguns até por terem prestado um bom concurso para a sua efectivação, como Agnelo Freire Salter de Sousa Cid, José Maria Queirós, e outros.
Os soldados e sargentos do regimento de cavalaria n.º 4 que na noite de domingo haviam abandonado o seu comandante, juntaram-se aos dois destacamentos chegados, com os oficiais da mesma unidade, capitães António Germano de Oliveira Sampaio, Guilherme Xavier de Vasconcelos Correia, e alferes Manuel Lourenço da Cunha, bem como o capitão de cavalaria na 3.ª secção do exército, João Cesário de Oliveira Sampaio, o tenente do estado maior Francisco Maria de Sousa Brandão, aos quais por sua vez se reüniram José Gerardo Ferreira de Passos coronel de artilharia, José Estevão Coelho de Magalhães capitão da mesma arma, e Joaquim Tomás Lôbo de Ávila, alferes do regimento de infantaria n.º 1, que tinham chegado no sábado de Lisbôa.
Foi então que António César de Vasconcelos Correia tomou o comando das fôrças revoltadas, e como chefe começou a dirigir a sedição, estabelecendo na Quinta do Minhoto o seu quartel general."
(Excerto do Cap. III - O grito de revolta)
Índice:
[Antelóquio preventivo]. | [Dedicatória]. | I - A atmosfera carregada. II - As  representações. III - O grito da revolta. IV - De Tôrres Novas à Guarda. V - O cêrco de Almeida. VI - O trio  pacificador. VII - A capitulação de Almeida. VIII - Pelas malhas do cêrco ou aventuras de José Estevão. IX - As guerrilhas. X - Os Relatórios. XI - No exílio. XII - O regresso dos emigrados. | Notas. | Manancial bibliográfico. | Índice.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e miltar.
75€

25 novembro, 2020

CARDOSO, Nuno Catharino - LAPIDES E SEPULTURAS BRASONADAS.
Relação de 76 lápides brasonadas em Evora, no Espinheiro, em Torres Novas, Silves, Arraiolos, S. Domingos de Bemfica, Bragança, Funchal, Leiria e Lisboa, acompanhadas de ilucidativas gravuras
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XVII
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com desenhos de escudos heráldicos ao longo do texto.
Tiragem: 350 exemplares.
"Há muitas [lapides e sepulturas brasonadas] em Portugal, formando um importante e belo conjunto.
Apesar da acção do tempo e dos homens haverem já apagado, na sua faina destruidora, muitas delas, tornando-as ilegiveis, e indecifraveis os brasões que as ornamentavam, quem tiver percorrido o país e examinado muitas dessas lapides e sepulturas verá, apesar de tudo, como são ainda deveras interessantes.
Como se sabe, só em setembro de 1835 é que começaram a funcionar em Portugal os cemitérios, criados em 28 de março de 1805. Antes dessa medida ter sido posta em execução, os enterramentos faziam-se nos adros e no interior dos templos. É esta a razão porque em tantas igrejas, mosteiros e claustros ainda hoje se encontram sepulturas e, dentre elas, muitas brasonadas que se referem a pessoas nobres, a bispos, arcebispos e a outros vultos ilustres da Igreja Católica."
(Excerto do preâmbulo, Lapides e sepulturas brasonadas)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

09 maio, 2020

CORVO, João de Andrade - ECONOMIA POLITICA PARA TODOS. Por... Lisboa, Editora - Empreza Commercial e Industrial de  Agricola, 1881. In-8.º (16 cm) de 162, [14] p. ; il. ; B. Col. Bibliotheca de Agricultura e Sciencias, III
1.ª edição.
Estudo sobre Economia publicado Bibliotheca de Agricultura e Sciencias, apreciada colecção da responsabilidade do autor e que versa as mais variadas áreas de conteúdos económicos, técnico-industriais e agrícolas.
As últimas folhas do livro estão preenchidas com propaganda de empresas fornecedoras de maquinaria industrial, acompanhadas com gravuras do material.
"É grande o interesse que todos temos em conhecer o que na sociedade, de que fazemos parte, se passa, com relação aos factos economicos que promovem e desenvolvem a prosperidade, o bem estar dos individuos, quer isolados quer em familia, e a riqueza das nações. São frequentes os erros que vogam ácerca das leis que presidem á producção, ao consumo, á distribuição das riquezas; esses erros são difficeis de destruir; e não menos difficil é de attingir a verdade em assumptos tão complexos, e que tão de perto interessam o homem, a quem facilmente segam as paixões e guiam os impulsos do egoismo, ou os preconceitos arreigados no espirito por uma observação incompleta dos factos. [...]
São muito variadas e de diversas naturezas as acções do homem. A sua organisação é complexa, e complexas são tambem as sciencias que tem por fim estudal-o. Dividem-se essas sciencias em dois grupos distinctos, que correspondem: um, á parte physica da sua natureza; outro, á parte mental d'essa mesma natureza. A Anatomia, a Physiologia, a Chimica Organica pertencem ao primeiro grupo; ao segundo, a Psychologia, a Ethica, a Politica, e a sciencia que se chama a Economia Politica.
É esta sciencia que estuda os variados actos da producção, do consumo, da distribuição, etc., que fornecem as relações economicas da sociedade, e de que resulta a creação da riqueza. Mas um tal estudo não póde - para se tornar pratico e util - deixar de ter em conta as necessidades physicas e as necessidades moraes do homem, as suas faculdades, as suas aptidões, as suas boas e más qualidades, os seus sentimentos; embora busque reconhecer as leis a que obedecem os factos economicos nas sociedades, quando se consideram de um modo abstracto."
(Excerto do Cap. I, Considerações preliminares)
Matérias:
I - Considerações preliminares. II - Definições. III - Producção. IV - Agentes naturaes. V - Trabalho. VI - Divisão do trabalho. VII - Machinas. VIII - Consumo. IX - Troca e valor. X - Moeda. XI - Procura e oferta. XII - Capital. XIII - Credito. XIV - Destribuição.
Exemplar em razoável estado de conservação, com excepção das capas que se apresentam mal tratadas, com defeitos e falhas de papel.
Invulgar.
10€

08 fevereiro, 2020

ALVES, Augusto Durão - RAPARIGA EMANCIPADA. Torres Novas, [Edição do Autor]. Compôsto e impresso na Tipografia de O Almonda, 1944. In-8.º (19,5 cm) de 190, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Capa de Fausto Gonçalves.
Publicação de índole moralista do clérigo torrejano Durão Alves, que procura sensibilizar o público jovem feminino para os "perigos" da vida.
"Não vou falar-te nestas páginas dos problemas que outrora tanto trabalho te deram a resolver, e tantos aborrecimentos te causaram. Êsses já lá vão; o Colégio terminou para ti. Com o teu curso acabado, ou com um curso incompleto, feito de meia dúzia de disciplinas escabeçadas ou passadas pela tangente, ou mesmo sem curso algum, eis-te em casa de teus pais, liberta finalmente de trabalhos escolares, entregue a ti mesma numa tal ou qual independência, que era, de há muito, a tua aspiração.
É precisamente agora que surgem diante de ti novos problemas, que, não sendo problemas de aritmética ou de álgebra, são todavia problemas graves, e exigem uma solução satisfatória. [...]
Diante de ti, levantam-se nêste momento duas categorias de problemas: uns que tu mesma pões, e te preocupam sobremaneira; outros em que não pensas nunca, ou pensas pouco.
Os primeiros andam-te sempre no pensamento. Trazes a cabeça cheia deles, de tal sorte que são êles que dominam a tua actividade, e ocupam a tua vida inteira.
É pena ter que dizer-te que, por via de regra, os problemas que te absorvem - os teus problemas - são precisamente os que menos importância têm, os que menos interessam à tua vida.
Em que pensas afinal?
Pensas em conquistar admiradores; brilhar pela formosura e elegância; chamar a atenção de tôda a gente; dominar no teu meio, sobrepondo-te a conhecidas e amigas, não tanto por virtudes morais como por dotes físicos; gosar a tua mocidade e coroar-te de rosas enquanto elas não murcham; respirar a plenos pulmões as auras perfumadas da tua juventude, sem as impertinentes restrições da moral ou do simples bom senso; voar sem rumo nas asas do sonho e da quimera, como ave que se escapa da gaiola.
Eis a grande preocupação, a única preocupação talvez do teu espírito moço, do teu coração volúvel e inexperiente.
Descendo a um campo mais prático, aspiras talvez a uma profissão, que te atira para fora do lar, a um emprêgo público que te envolve no torvelinho da vida mundana, a qualquer ocupação rendosa que te dê a suspirada independência."
(Excerto do Cap. I, Os teus problemas)
Índice:
Duas palavras a propósito dêste livro. | Explicação prévia. | I - Os teus problemas. II - Já estou emancipada! III - Zona de tempestades. IV - Embuscadas. V - Curiosidade. VI - Cegueira. VII - Para quem? VIII - O teu noivo. IX - Miragens. X - Lar, ou bar? XI - Ridendo... XII - Pintada... para quê? XIII - Que pensarão êles? XIV - Roseira, ou... roble? XV - Sal que não salga. XVI - Camarada... XVII - Se tu soubesses. XVIII - Reacções e sintomas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. F. rosto ostenta assinatura de posse.
Invulgar.
15€

06 novembro, 2018

ALVES, Adelino - AS "VISÕES" DA LADEIRA : realidade ou mistificação? [S.l.], [s.n. - Gráfica Almondina, Torres Novas], 1978. In-8.º (21cm) de 64 p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho de investigação levado a cabo pelo autor visando desmistificar o fenómeno da Ladeira do Pinheiro protagonizado por Maria da Conceição, a vidente, publicado em artigos no jornal O Dia, e neste livro reunidos.
"Natural de Riachos, Torres Novas, Maria da Conceição Mendes Horta tinha 39 anos quando, internada no Hospital da Misericórdia, na Golegã, com uma leucemia, viu uma imagem do Senhor dos Passos a mexer-se. Terá ficado curada, afirmando desde então que tinha visões e falava com os Santos, reunindo ao seu redor um grupo de fiéis que chegou a trazer à Ladeira do Pinheiro pessoas do outro lado do Atlântico. Morreria em 2003, aos 72 anos, poucas semanas depois de ter sido excomungada por um ramo da Igreja Ortodoxa polaca, a única que apoiou o culto.
É uma história feita de vários episódios e uma certa mística de mártir que sempre rodeou Maria da Conceição, conhecida entre os fiéis por “Mãe Maria” ou “Santa da Ladeira” e pelos céticos como “bruxa da Meia Via”. Casada por duas vezes, tendo ficado viúva do primeiro marido, teve as suas primeiras visões nos anos 60, procurando desde então que o seu culto fosse aceite pela Igreja Católica. Não só nunca foi aceite como Maria da Conceição entrou em litígio com o pároco local.
A sua casa foi fechada pela GNR em 1972 e só depois do 25 de Abril, e com o fim do Estado Novo, a Igreja Católica Ortodoxa de Portugal deu o seu apoio a Maria da Conceição, criando-se o início da institucionalização do culto."
(fonte: www.mediotejo.net)
"Unicamente movido pelo interesse de servir a verdade, propus-me escrever, no jornal onde trabalho («O Dia»), um simples artigo sobre o famigerado «caso» da Ladeira do Pinheiro, mas, a breve trecho, verifiquei que me encontrava perante tarefa de maior fôlego, pelo que, durante dezassete dias, fui discorrendo sobre o assunto.
Muitos foram os leitores que me incitaram a publicar, em opúsculo, este trabalho, para que não morresse nas páginas fugazes dum jornal. Convicto, pois, de que prestarei um contributo, ainda que modesto, à verdade, aqui o ofereço a todas as pessoas bem intencionadas; a todas as pessoas que desejem ser esclarecidas."
(Palavras prévias do autor)
"Foi «O Dia» contactado para publicar o texto de uma carta que vários «peregrinos» da Ladeira do Pinheiro decidiram enviar ao Sr. Bispo de Santarém, a propósito da sua recente nota em que, mais uma vez, se declaravam não dignas de crédito as supostas aparições naquele local.
Nessa carta, que se diz ter sido assinada por cerca de 2 200 pessoas, os «signatários (...) vêm manifestar o mais veemente protesto contra a publicação da dita nota, a quel se apresenta isenta de razão e consciência, com total desrespeito por aqueles que há longos anos têm acompanhado muito perto todos os acontecimentos e casos sobrenaturais manifestados na Ladeira do Pinheiro». E prossegue a carta enviada ao prelado escalabitano: «Seria longa, mas muito longa, a nossa descrição sobre os principais acontecimentos lá ocorridos; e, até agora, como resposta, apenas tentativas de destruição se têm deparado da parte dalguns eclesiásticos. É pena haver quem afirme factos que não conhece ou dizer o que concretamente não sabe. A resposta concreta já teria aparecido se da parte dos responsáveis da Igreja Católica tivesse havido um inquérito consciencioso, isento de quaisquer subterfúgios. [...] A Ladeira do Pinheiro, como há muito se tem dito, é a continuação da mensagem de Fátima; local de penitência e oração; onde se canta e reza fervorosamente e onde a união de milhares de fiéis com Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, é uma constante. No meio de tanta confusão que vai por esse mundo além, é uma felicidade sentirmos a presença de Deus neste santo local»."
(Excerto de Cristãos em rebeldia contra a Igreja)
Matérias:
- Palavras prévias. - Cristãos em rebeldia contra a Igreja. - Mais de duzentas «aparições» desde 1930 até aos nossos dias... - Quando é verdadeira ou falsa uma aparição sobrenatural. - Quem é a «vidente». - Historietas para noites de Inverno. - O «milagre dos milagres». - Os satélites eram a luz do «Divino Espírito Santo»... - Só desgraças e tragédias. - Filmou o céu... e viu a Santíssima Trindade. - No restaurante «Garrafinhas». - «Clemente XV» foi hóspede da «vidente»! - O tribunal não absolveu a «vidente». Os «exorcismos». - Decidiu fazer «milagres». - São deste nível as «mensagens» da «vidente». - «Todos são chamados à pedra!». - Algo na sombra sustenta a Ladeira. - Surge no processo a Igreja Ortodoxa. - Pela vitória do bom senso! - O Bispo de Leiria exorta os peregrinos de Fátima a que não visitem a Ladeira.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse local e religioso.
Sem registo na BNP.
Indisponível

22 julho, 2016

OS MISTÉRIOS DA LADEIRA DO PINHEIRO. (Breves apontamentos dos factos de ordem sobrenatural verificados, desde há 10 anos, no local das aparições de Nossa Senhora das Graças, situados na Ladeira do Pinheiro; entre Torres Novas e Entroncamento) : Portugal. Zaragoza, Editorial Círculo, 1971. In-8.º (18 cm) de 284, [8] p. ; [16] p. il. ; B.
1.ª edição.
Obra publicada em Espanha, certamente para contornar a censura do Estado Novo.
Ilustrada com 16 páginas extratexto, reproduzindo actuações da mística, e outras.
Não existem referências à autoria do livro, e este não se encontra recenseado na base de dados da Biblioteca Nacional.
"Natural de Riachos, Torres Novas, Maria da Conceição Mendes Horta tinha 39 anos quando, internada no Hospital da Misericórdia, na Golegã, com uma leucemia, viu uma imagem do Senhor dos Passos a mexer-se. Terá ficado curada, afirmando desde então que tinha visões e falava com os Santos, reunindo ao seu redor um grupo de fiéis que chegou a trazer à Ladeira do Pinheiro pessoas do outro lado do Atlântico. Morreria em 2003, aos 72 anos, poucas semanas depois de ter sido excomungada por um ramo da Igreja Ortodoxa polaca, a única que apoiou o culto.
É uma história feita de vários episódios e uma certa mística de mártir que sempre rodeou Maria da Conceição, conhecida entre os fiéis por “Mãe Maria” ou “Santa da Ladeira” e pelos céticos como “bruxa da Meia Via”. Casada por duas vezes, tendo ficado viúva do primeiro marido, teve as suas primeiras visões nos anos 60, procurando desde então que o seu culto fosse aceite pela Igreja Católica. Não só nunca foi aceite como Maria da Conceição entrou em litígio com o pároco local.
A sua casa foi fechada pela GNR em 1972 e só depois do 25 de Abril, e com o fim do Estado Novo, a Igreja Católica Ortodoxa de Portugal deu o seu apoio a Maria da Conceição, criando-se o início da institucionalização do culto."
(Fonte: www.mediotejo.net)
"Antes de iniciar a descrição sucinta dos factos, que, por força das circunstâncias, estão de antemão sujeitos a criticas tão injustas como disparatadas, devo advertir, seriamente, que toda a matéria exposta foi investigada e comprovada em termos de não deixar dúvidas, como poderá certificar-se aquele que o desejar, pois está aberto a todos o campo da investigação. Não se trata, portanto, de «fantasias», «contos» ou «romances», cheios de enfeites, ornamentos ou poesias, que dão à leitura o encanto e deleite, segundo a imaginação  e o génio do autor. Mas aqui, apenas encontrarão a verdade intangível, crua e nua, como Deus a deitou ao mundo, sem uma brisa, suave e amena,  que a harmonize com os conceitos da mentalidade ou beleza da arte de escrever."
(excerto da introdução)
"Tudo quanto fica escrito relativamente às aparições de Nossa Senhora das Graças da Ladeira do Pinheiro, há-de, com certeza, merecer juízos diversos , segundo a condição de cada pessoa, porque uns acreditam em aparições, outros apenas crêem na Bíblia Sagrada, alguns só têm fé na existência de Deus, e uma grande parte não acredita em nada; de tal sorte que é impossível conciliarem-se as opiniões, a não ser que se transigisse até ao ponto de se atingir o alto nível intelectual do sábio que disse: «Só sei que nada sei...»
Mas o que importa é saber, se é ou não é possível a existência de um movimento de salvação sobrenatural, se os factos apontados têm ou não foros de verdade, e se a condição humana é ou não a causa de todas as controvérsias?!"
(Excerto do Cap. XII, Considerações finais)
Matérias:
Introdução. I - O princípio das revelações. II - O Mistério da Divina Eucaristia. III - A cura ou diagnóstico de doenças. IV - A translação misteriosa da vidente. V - Mistérios materializados. VI - Visões celestiais. VII - Prenunciação da mística. VIII - Martírios e angústias. IX - Milagre dos «40 dias». X - Extractos de êxtases. XI - Sincronismo de outras aparições. XII - Considerações finais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
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