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20 setembro, 2023

A CONSPIRAÇÃO DE 1817 CONTRA A VIDA DO GENERAL GOMES FREIRE DE ANDRADE,
3.º Grão Mestre da Maç.∙. Portugueza - Conferencia. [S.l.], [s.n.], [1903]. In-8.º (22,5x15,5 cm) de 19, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem da maçonaria portuguesa a Gomes Freire de Andrade (1757-1817), também ele maçon, executado por enforcamento junto ao Forte de São Julião da Barra (Oeiras), a 18 de Outubro de 1817, sob acusação de crime de traição à Pátria.
Conferência proferida por Böer, Irmão do grau 25, inclui breve apontamento biográfico - político e militar - sobre o General, e reproduz correspondência sua e diversos documentos oficiais da época.
Na contracapa foi impresso cliché do padrão erigido em memória de Gomes Freire de Andrade na esplanada do forte de S. Julião da Barra, realizado por ocasião da romaria maçónica de 18.10.1903.
"Fez hoje 86 annos que a Maç.∙. se cobriu de lucto pelo assassinato official do seu prestantissimo Ir.∙. «Porset», ven.∙. da R.∙. Loj.∙. Restauração n.º 341 e Sap.∙. G.∙. M.∙. da Maç.∙. em Portugal, elevado a este cargo de 1816.
O G.∙. Or.∙. Luz.∙. Uni.∙. Sup.∙. Cons.∙. da Maç.∙. Portugueza não póde nunca esquecer a morte affrontosa, tragica e iniqua dada a este benemerito da Patria, a este Portugueza patriota illustre, bravo militar Gomes Freire de Andrade, que em vida nobilitou a Nação com o seu grande valor e patriotismo, dentro e fóra do paiz, tendo tambem sido honrado por diversas nações estrangeiras que lhe confiaram logares de honra onde prestou relevantissimos serviços, deixando perpetuada a sua memoria e tendo recebido grandes demonstrações de apreço e reconhecimento ao inverso do que fez a Mãe-patria que só lhe serviu de madrasta da peor especie(!) pagando-lhe com ignomia, odio, inveja e com «morte na forca, decepada a cabeça e os restos reduzidos a cinza pelo fogo»... para que da sua envergadura não restasse memoria ou reliquia alguma aos vindouros, pois que a mesma sentença de morte ordenou «que as suas cinzas fossem lançadas no Oceano» onde se perderam!"
(Excerto da Conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos cortes e defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e maçónico.
Indisponível

01 junho, 2017

ESAGUY, Augusto d' - S. JULIÃO DA BARRA. [S.l.], Junta de Turismo de Cascais, 1956. In-8.º (22cm) de [28] p. ; mto il. : B.
1.ª edição. 
História do Forte de S. Julião da Barra, baluarte estratégico da defesa da barra do Tejo.
Monografia trilíngue (português-francês-inglês). Ilustrada com desenhos no texto, fotografias aéreas, e de militares de prestígio que visitaram a fortaleza, como o General Dwight Eisenhower (1951), o Marechal Montgomery (1952) e o Almirante McCormick (1952).
"Pertencente à cadeia de fortes e fortalezas, destinados à guarda e defesa de Lisboa, S. Julião da Barra, situado no concelho de Oeiras, a dois quilómetros da vila, na margem direita do Tejo, a marcar-lhe o limite, foi mandado construir no reinado de El-Rei D. João III, o Piedoso, para guarda e vigia do porto da cidade, que se tornara, com as descobertas da Índia e do Brasil, uma das praças mais importantes da Europa, do ponto de vista militar e de mercadores. Lisboa era, então, a cidade invejada e apetecida por todos os traficadores de oiro e de especiarias."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
10€

27 julho, 2014

LOPES, João Batista da Silva - ISTORIA DO CATIVEIRO DOS PREZOS D'ESTADO NA TORRE DE S. JULIÃO DA BARRA DE LISBOA DURANTE A DEZASTROZA EPOCA DA UZURPASÃO DO LEGITIMO GOVERNO CONSTITUCIONAL DESTE REINO DE PORTUGAL. Por..., Um dos martires da referida Torre. TOMO I [e II, III e IV]. LISBOA, NA IMPRENSA NACIONAL. 1833-1834. 4 vols in-8.º (16cm) de  VI, LXXVIII, 212, [4] p. (I), 355, [1] p. (II), 271, [1], (48) p. (III) e 223, [1] p. (IV) ; E. em dois tomos.
Edição original.
Contém a relação dos presos no Forte (618), por nome, lista extraída do Caderno dos asentos que havia na Torre, melhorada com as declarasões d'alguns dos prezos. e dos Malandros (12), cujo "calão, ou algaraviada", está listada no final do tomo I.
"Com o intuito de perpetuar a memoria dos males que um governo absoluto acarreta sobre os mizeraveis que teem a desgrasa de cair em suas garras, e despertar no animo de todo o omem que tenha conhecimento da sua dignidade, quanto é preferivel morrer d'uma ves com as armas na mão em defeza dos sagrados direitos da liberdade, do que curvar servilmente o colo á ferrea vara do despotismo, me dei ao trabalho de coligir os principaes acontecimentos que ocorrêrão nas prizões da Torre de S. Julião da Barra de Lisboa, em que esteve encerrada uma boa porsão de vitimas da asanhada crueza do governo uzurpador, que por seu delegado escolheu para mais atormentar eses malfadados o facinorozo Teles Jordão de sempre ezecravel memoria. Os tormentos e martirios, que este monstro e seus dignos satelites, infligirão aos prezos, darão brado não só em todo o Portugal, mas em toda a Europa; muitos parecerão incriveis; poso porem segurar, que tudo o referido nesta obra, ou foi por mim prezenseado, ou me foi contado pela propria vitima, e confirmado não poucas vezes por testemunhas oculares."
(excerto do prefácio)
Matérias:
TOMO I. Advertencia. Prefacio. Relasão dos Prezos d'Estado na Torre. Cap. I. Minha prizão em Lagos até ser removido para Lisboa. Cap. II. Prizão na cadeia da cidade do Limoeiro até ser trasladado para a Torre de S. Julião. Cap. III. Torre de S. Julião da Barra nos governos do coronel reformado Ignacio Joaquim de Castro, e do brigadeiro Joze Joaquim Simões. Cap. IV. Governo do brigadeiro Joaquim Teles Jordão - Janeiro 1829. Documento ilustrativo: - Calão, ou Algaraviada dos Malandros.
TOMO II. Cap. V. Continuasão do governo do Teles Jordão. - 1830. Cap. VI. Continuasão do governo do Teles Jordão. - 1831. Cap. VII. Continuasão do governo do Teles Jordão. - 1832. Documento ilustrativo. - Representasão do sr. D. J. M. de Souza Coutinho.
TOMO III. Cap. VIII. Governo do marexal de campo Diogo da Cunha Souto Maior. Cap. IX. Governo do brigadeiro Raimundo Joze Pinheiro. Cap. X. Continuasão do governo do dito. - Misionarios. Cap. XI. Governo do coronel Pedro Joze Santa Barbara.
Cap. XII. Novo governo do Teles Jordão. Documentos ilustrativos. N.º 1. Bilhete do sr. Ferrão a sua Irman. N.º 2. Bilhete do sr. Pereira e Melo a sua Irman. N.º 3. Requerimento do sr. Garrido. N.º 4. Bilhete do Pinete á mulher. N.º 5. Estrato da pratica do Misionario. N.º 6. Reprezentasão prezentada pelo Misionario. N.º 7. Resposta dos Prezos Ecleziasticos. N.º 8. Resposta do sr. Ramon de Masoti. N.º 9. Requerimento do Misionario, e Despaxo do governador. N.º 10. Projeto de resposta do sr. Pereira do Carmo. N.º 11. Resposta final ao Misionario. N.º 12. Sonetos. N.º 13. Sentensa do sr. F. A. Pinto. N.º 14. Agradecimentos ao Misionario. N.º 15. Boletim da molestia do sr. Xarrua.
TOMO IV. Cap. XIII. Remosão para Cascaes. - Governo do brigadeiro Tiago Pedro Martins. Cap. XIV. Regreso para a Torre de S. Julião. Cap. XV. Pasatempos dos Prezos. Cap. XVI. Concluzão. Lista dos Prezos falecidos. Dita dos srs. suscritores.
João Batista da Silva Lopes (1781-1850). "Nascido na cidade de Lagos, no Algarve, em 1781. Exerceu durante alguns anos na sua pátria a profissão de Advogado. Seguidor das doutrinas liberais, teve de sofrer por elas longo e penoso martírio, vendo-se forçado a emigrar em 1823, e sendo em 1828 preso a 24 de Maio, e lançado nos calabouços da torre de S. Julião da Barra, onde jazeu até 24 de Julho de 1833. Entrou depois no serviço do Estado na qualidade de Chefe adido á 1.ª Repartição do Arsenal do Exército. Nomeado Deputado às Cortes nas legislaturas de 1842 e 1848, aí apresentou varias propostas e projectos de lei sobre assuntos de administração civil e militar. Foi Socio da Acad. R. das Ciencias de Lisboa, da de Turim, e do Instituto Hist. Geogr. do Rio de Janeiro. Tendo-se-lhe agravado com a detenção na torre a falta de vista, que padecera desde a juventude, achou-se a final acometido em 1848 de um ataque de amaurosis, que o impossibilitou de toda e qualquer aplicação visual. N'este estado viveu ainda dous anos, até falecer em 1850."
(Inocêncio T. III, pp. 316)
Encadernações recentes em meia de pele com ferros gravados a ouro nas lombadas.
Exemplares em bom estado de conservação, aqui e ali com defeitos marginais, sobretudo nas primeiras páginas de cada volume. Em falta as duas gravuras (planta da prisão e do subterrâneo) e da partitura musical do código de assobios dos presos, que integram a obra, mas que só muito raramente a acompanham.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível