Mostrar mensagens com a etiqueta Música impressa / Partituras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música impressa / Partituras. Mostrar todas as mensagens

11 setembro, 2026

ALAIO, P. Manuel C. & TORRES, P. João de C. de Lima - ECOS DO SANTUÁRIO.
Colecção de motetes e cânticos religiosos a uma e duas vozes iguais com acompanhamento de orgão ou harmónio. 2.ª edição revista e ampliada. [S.l.], Depositários: Em Barcelos: «Anais» das F. M. de Maria. - Colegio do Menino Deus. Em Braga: Gualdino Correia & Comp.ª - Rua do Souto, 17, Edição do Autor, 1951. In-4.º (26,5x20,5 cm) de 169, [3] p. ; il. ; B.
Interessante compêndio de música religiosa. Trata-se da segunda edição deste álbum de composições sacras - preferível à primeira - porque consideravelmente aumentada.
Edição impressa em papel encorpado, toda ilustrada com partituras de motetes, cânticos, marchas, hinos, orações, etc.
Inclui em suplemento, entre outras, partituras relacionadas com Fátima: Romagem das J. C. à Cova da Iria, Carrilhão de Fátima, Avè de Fátima (popular), Sobre os braços da Azinheira, Marcha da Juv. Agrária Católica, Adeus á Virgem Maria.
Obra invulgar, com interesse para a bibliografia religiosa, Mariana e de Fátima, não mencionada na BNP (qualquer das edições).
Índice:
I. Parte - Motetes em Latim II. Parte - Cânticos em Português. | Suplemento.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Manuel de Carvalho Alaio (1888-1973). "Nasceu em Fão, Esposende, a 07 de dezembro de 1888 e morreu em Fão, a 17 de maio de 1973. Foi padre, professor, compositor e regente de coros, desenvolveu uma intensa actividade em Braga ao longo do primeiro terço do séc. XX: enquanto compositor de música religiosa,. pedagogo e regente."
(Fonte: https://www.meloteca.com/portfolio-item/manuel-de-carvalho-alaio/)
João Cândido de Lima Torres (1888-1968). "O compositor relojoeiro". Compositor de reconhecido mérito, o P. João Cândido de Lima Torres foi um estudioso da música sacra e um excelente organista, e até organeiro, mas foi ainda um excelente estudioso de relógios musicais. Foi um notável relojoeiro, autodidacta, construtor de relógios de torre, bem mais económicos do que os importados; segundo projecto seu, foram produzidos vários os relógios de torre pela firma Lusofaber, depois instalados em paróquias do Norte de Portugal."
(Fonte: https://jorgealvesbarbosa.pt/2025/08/20/joao-candido-de-lima-torres-1888-1968-o-compositor-relojoeiro/)
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€

28 abril, 2026

HISTORIA DO FADO. Versos de Avelino de Sousa. Musica de Alves Coelho. Lisboa, Valentim de Carvalho Editor, [s.d.]. In-fólio (31,5x27 cm) de 4 p. (inc. capas) ; B.

1.ª edição.
Capa de Stuart Carvalhais (dedicada ao Cap. Menezes Ferreira).
Canção patriótica, cujos versos exaltam o fado, a canção nacional, companheira na gesta portuguesa, - "Soluçou a sorrir nas caravelas (...) Gemeu chorando N'Alcacer Kibir - Cantou vibrando lá nas trincheiras em França."
A Biblioteca Nacional não dá notícia desta obra. O Museu do Fado possui uma cópia digitalizada, sendo no entanto diferente o desenho da capa, também da autoria de Stuart, mas sem a Grande Guerra por tema.
Pela sua beleza, interesse e raridade deve ser encadernado ou emoldurado.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Discreta assinatura de posse.
Raro.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção. 
35€
Reservado

07 fevereiro, 2026

CANTARES DE PORTUGAL. Música de Estefânia Cabreira - Letra de Oliveira Cabral - Ilustrações de Carlos Carneiro. Porto, Editorial Domingos Barreira, [1939]. In-8.º (21,5x15 cm) de 81, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante repositório de cantigas populares portuguesas, de teor patriótico umas - «Por Deus e pela Pátria», de raiz folclórico as outras - «Modas Populares».
Livro dedicado "Às crianças de Portugal, para que em suas almas germinem, cresçam e floresçam as crenças e o patriotismo dos nossos gloriosos antepassados."
Bonita peça de cultura musical, propaganda do regime do Estado Novo, ilustrada com belíssimos desenhos de Carlos Carneiro (1900-1971), conhecido pintor, natural do Porto.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas ligeiramente oxidadas, com pequena falha (arredondada) no revestimento da capa frontal, à cabeça.
Invulgar.
15€

09 agosto, 2025

LIMA, Augusto César Pires de -
AS ARTES E OS OFÍCIOS NAS TRADIÇÕES POPULARES.
Edições de «Portvcale». Porto, [s.n. - Marânus - Empresa Industrial Gráfica do Porto, L.da - Porto], 1947 [1950]. In-4.º (23,5x17 cm) de 95, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história das Artes & Ofícios entre nós, e as manifestações populares, crenças e tradições associadas aos misteres que os acompanham desde tempos imemoriais.
Ilustrado no texto com bonitos desenhos de Gouveia Portuense e Cândido da Cunha, reproduções de quadros e gravuras, fotografias e partituras de canções populares ligadas aos ofícios.
"Hoje o campo das forjas regionais sob o ponto de vista artístico é mais limitado, pois os ferreiros preocupam-se quase exclusivamente com o lado material,  dedicando-se ao fabrico de portões grosseiros, ferros para as ramadas e para os carros de bois (meias-luas, etc.), arados (relhas, cegas, etc.), grades (dentes), o aguçar dos picos, e o calçar dos sachos, sacholas e enxadas.
Além das forjas fixas, há também os ferreiros ambulantes, que, segundo me informa o distinto pintos aguarelista Gouveia Portuense  circulam na Beira Alta com a sua pequena bigorna que lixam fàcilmente em terra, improvisando uma oficina.
Os ditos satíricos contra os ferreiros, como veremos, não revelam desprezo, ao contrário do que sucede com as artes de alfaiate e de sapateiro, onde se admitem homens fracos e até mutilados, e, portanto, objecto de mofa."
(Excerto de II - Os Ferreiros)
Índice:
1 - Os Alfaiates. II - Os Ferreiros: 1. Ditados; 2. Cantigas; 3. Canções de Cinfães;4. Contos e lendas; 5. Anedota. III - Os Moleiros: I; II; III; IV Folclore: 1) Epigramas; 2) Orações ou mandamentos do moleiro; 3) Cancioneiro; 4) Adivinhas; 5) Brinquedos; 6) Comparações; 7) Ditados8) Contos e anedotas. IV - ["Desilusões" do autor] | Santos patronos ou Advogados, cujas imagens figuravam nas bandeiras dos ofícios: Santos Advogados: [10]; Santos: 1. Albardeiros; 2. Almocreves; 3. Barbeiros; 4. Bufarinheiro; 5. Caldeireiro; 6. Cantadores, cantadeiras e tocadores; 7. Carpinteiros; 8. Carvoeiros; 9. Cesteiros; 10. Mineiros; 11. Pedreiros; 12. Saleiros; 13. Sapateiros; 14. Taberneiros, vendeiros e tendeiros; 15. Tecedeiras; 16. Trolhas.
Augusto César Pires de Lima ComIP (Santo Tirso, São Tiago de Areias, 1883 - Caldas da Saúde, 1959). "Foi um professor liceal, etnógrafo e filólogo. Licenciado em Direito, dedicou-se ao ensino e à investigação histórica e etnográfica, campo em que se destacou."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas manchas de acidez à cabeça.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
Indisponível

05 novembro, 2024

PROLA, P. Joseph Maria - NOVENA // DO // GLORIOSO PATRIARCA //  S. JOSEPH, // CASTISSIMO ESPOSO DA SEMPRE // VIRGEM MARIA, // COMPOSTA // PELO P. JOSEPH MARIA PROLA, // Da Companhia de Jesus. // Que principia a I0 de Março. // E agora resumida, por hum Devo- // to, nesta ultima impressaõ. //
LISBOA // Na Off. de Francisco Luiz Ameno. // M. DCC. XCI. // Com licença da Real Mesa da Commissaõ Geral // sobre o Exame, e Censura dos Livros. In-8.º (15x9,5 cm) de 93, [3] p. ; E.
Novena setecentista ilustrada no texto com partituras de hinos em honra de S. José.
Obra rara e muito curiosa.
"O Dia festivo, que com principal, e universal solemnidade celébra a santa Igreja á honra de S. Joseph, he a 19 de Março. Para honrallo com dignidade mais agradavel ao Santo, e mais proporcionada á vossa utilidade, vos proponho o exercicio daquelles dois efficacissimos ensinados pelos Santos Padres, a fim de conservar o necessario, e proveitoso commercio com o Ceo: isto he a Oraçaõ mental , e a vocal. Huma para illustrar o entendimento com a noticia dos sagrados mysterios, e affervorar a vontade com os motivos das verdades bem penetradas; e a outra para impetrar do thesouro da Divina beneficiencia as graças convenientes á vossa necessidade. A meditaçaõ nos faz vêr o que nos falta, a Oraçaõ o impetra."
(Excerto do preâmbulo).
Encadernação inteira de pele com dourados na lombada.
Exemplar em razoável estade de conservação. No interior, algumas das páginas foram cortadas junto às margens, sendo que num ou noutro caso, prejudica o texto. Com rabiscos a lápis, nas folhas de guarda, anteriores e posteriores.
Raro.
Indisponível

13 agosto, 2024

THOMAZ, Pedro Fernandes - CANÇÕES POPULARES DA BEIRA. Acompanhadas de 52 melodias recolhidas directamente da tradição oral, e arranjadas para piano. Com uma introducção por J. Leite de Vasconcellos. Figueira, Imprensa Lusitana, 1896. In-8.º (20,5x13,5 cm) de XXXIII, [3], 221, [7] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Rara edição original deste importante repositório de canções da "pitoresca" província da Beira.
Obra de referência, publicada na Figueira da Foz, com interesse regional, histórico e etnográfico.
Ilustrada com inúmeras partituras no texto.
"Iniciamos com a publicação do presente volume o archivo da poesia e da musica do nosso povo, que de ha muito vimos recolhendo em differentes pontos do paiz. [...]
Começamos, na vasta colheita regional que temos feito, pela publicação das canções populares da pittoresca provincia da Beira, uma das mais originaes e caracteristicas do paiz, e onde se conservam ainda vivas e persistentes na memoria do povo innumeras lendas, canções e outros contos tradiccionaes, offerecendo ao explorador dedicado largo campo de investigação na litteratura e arte popular.
A facilidade de communicações que actualmente põe em contacto directo a população das aldeias com as cidades, a emigração crescente para os centros populosos, tem influido d'uma maneira desastrosa nas canções do nosso povo, que vae abandonando as formosas e singelas cantigas tradiccionaes, e as suas caracteristicas danças tão variadas e originaes, trocando-as pelas pretenciosas danças de sala, ou pelos «motivos» mais ou menos deturpados da «operetta» em voga, pelo «fado», transportado pelas vielas escuras das cidades para os campos e para as aldeias, com a substituição da antiga «viola d'arame» pela moderna guitarra...
Urge pois archivar o que ainda resta de verdadeiramente original nas ingenuas canções do nosso povo, e são esses os intuitos d'este livro."
(Excerto do preâmbulo)
Pedro Fernandes Tomás (1853-1927). "Era sobrinho-neto do jurisconsulto e político liberal Fernandes Tomás, tendo-se notabilizado por mérito próprio. Filho de João Pedro Fernandes Tomás e de Maria José Baptista Fernandes Tomás, nasceu no município português da Figueira da Foz a 30 de abril de 1852. Viria a falecer na sua terra natal, vítima de doença, a 4 de agosto de 1927. Passou pelo liceu e pelo seminário de Coimbra, não tendo seguido estudos superiores. Além de Coimbra, residiu alguns anos na Lousã. A partir de 1875 habitou e trabalhou regularmente na Figueira da Foz.
Foi professor do ensino particular, professor e diretor da Escola Industrial Bernardino Machado, da Figueira da Foz, jornalista, recoletor musical, estudioso e temas de arqueologia, epigrafia, história e etnografia. Foi sócio do Instituto de Coimbra e um dos fundadores da Sociedade Arqueológica da Figueira da Foz, a que também pertenceu o Dr. António dos Santos Rocha.
Como autor deixou vasta obra dispersa em páginas de jornais e escreveu monografias e memórias, algumas das quais ainda hoje trabalhos de referência que podem ser consultados através do catálogo da Biblioteca Pública Municipal da Figueira da Foz (BPMPFT). Teve ligações ao ideário republicano e maçon. Foi ainda conservador da Biblioteca Pública Municipal da Figueira da Foz, de que é patrono.
Interessado pela música popular, iniciou na década de 1890 a publicação de recolhas realizadas em diversas localidades de Portugal e de repertório que lhe foi sendo enviado por amigos e colaboradores. PFT procurou notar as melodias como eram interpretadas pelas comunidades de prática, sem recorrer à moda burguesa das harmonizações para piano. Deixou vasta obra no âmbito da música popular e foi um dos poucos musicólogos que não hesitou em incluir a Beira Litoral e Coimbra no mapa musical de Portugal. Pena é que nas suas viagens de campo não se tenha feito acompanhar de fonógrafos e gramofones de suporte ao registo sonoro."
(Fonte: https://guitarradecoimbra4.blogspot.com/2016/03/pedro-fernandes-tomas.html)
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a negro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas apresentam desgaste, sobretudo nos cantos. Escrito coevo em verso na f. guarda. Com assinatura de posse - Pe. Antonio Vaz Barreiros - na f. rosto, e decalques a cores espalhados pelo livro, incluindo na folha antes referida.
Raro.
50€

16 abril, 2021

PINTO, Mário G. L. Barros - O CANTO DAS CRUZES NO SOAJO
. [S.l.], Grupo de Estudos do Património Arcuense (G. E. P. A.), [1985?]. In-4.º (23 cm) de 23, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso trabalho sobre os cantares religiosos do Soajo, Arcos de Valdevez. Com interesse antropolológico e etnográfico.
Livro ilustrado com fotogravuras no texto (1) e em página inteira (3). Inclui ainda a letra dos cantos, bem como as respectivas partituras.
"Soajo estende-se por larga área a nascente das Terras de Val e Vez, à ilharga do rio Lima, separado da Galiza, a quem dá os bons dias, pelo rio Laboreiro, integrado numa zona de grande interesse antropológico e natural, - o Parque Nacional Peneda-Gerês.
Cabeça de montaria e senhora de privilégios reais antiquíssimos («não só são isentos seus moradores de todos os tributos, salvo Siza & Usual mas nunca pagárão palha, nem derão alojamento, nem Soldados no tempo da guerra, a que não são obrigados ir senão com ElRey, quando elle pelo mesmo Concelho a faça»), os seus habitantes apresentam traços característicos muito marcados que lhes conferem um lugar especial na geografia humana da região.
Dali era o homem rude mas cheio de sabedoria e orgulho, influência certamente dos grandes espaços e das imensas moles de granito que o dominam, - o Juiz de Soajo, cuja sentença foi lição para os «juízes de senhoria»: - «cadeira em que se sentou jamais a levantou». [...]
Foi nesta freguesia dos sete cemitérios, cheia de lenda e tradições, que fomos colher o
«Canto das Cruzes».
De facto, uma das tradições mais antigas de Soajo é a comemoração da Paixão de Cristo vulgarmente conhecida pelo Canto das Cruzes.
Celebrava-se em cada ano, com início na 4.ª feira de Cinzas e durava até às endoenças da 5.ª feira Santa.
Os homens reuniam-se, ao toque do sino, depois da ceia, no adro da Igreja, e dividiam-se em dois grupos separados aí coisa de uns quarenta passos, mas que podiam variar conforme as distâncias entre os cruzeiros de pedra. [...]
O Canto das Cruzes principiava e acabava na Igreja, e tudo de realizava às escuras, com um grupo a cantar os primeiros versos junto de uma cruz, e o outro, colocado na cruz anterior, a responder."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

16 setembro, 2019

FADO PATRIOTICO. Canções de Portugal - Coimbra [do reportorio do Orfeon da Universidade]. Ao muito amigo Vasco Macieira. Por Antonio Menano. Letra de Fernandes Martins. 3.ª edição. Lisboa, P. Santos & C.ª : Salão Mosart, [1922]. In-fólio (32,5 cm) de 4 p. (inc. capas) ; B.
Canção patriótica cujos versos exaltam os portugueses a pegar em armas para defender o país.
Belíssima capa (não assinada) tendo como motivo a Grande Guerra - em 1.º plano, a República "imaculada", e em 2.º plano, os campos de batalha da Flandres sob céu tinto de sangue.

"Já se ouviu de serra em serra
A vóz da Patria a gritar:
Tomai as armas, meus filhos
Que temos de batalhar.

Erguei-vos novo e velhos
A pé todos em geral!
Erguei-vos todos á uma
Para salvar Portugal."

(Excerto da letra)

Exemplar em bom estado geral de conservação. Pequenos rasgôes marginais (sem perda de papel).
Pela sua beleza, interesse e raridade deve ser encadernado ou emoldurado.
Raro.
A BNP possui um exemplar registado na sua base de dados.
Peça de colecção.
Indisponível

06 julho, 2019

PESSOA, Álvaro Cardoso - PIFARADAS : 1780-1988. Cancioneiro etnográfico intitulado As Danças e Cantares dos Pastores de Unhais da Serra - Serra da Estrela - Portugal. Autor, compositor, música e recolha de:... [S.l.], [s.n. - Composto e Impresso na Tip. Notícias da Covilhã, Covilhã], [1988]. In-8.º (20,5cm) de 47, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curioso e muito interessante trabalho de recolha etnográfica respeitante a Unhais da Serra, bonita freguesia do concelho da Covilhã, situada na base da vertente sudoeste da Serra da Estrela, num vale glaciar, a uma altitude de 750 metros.
Livro muito ilustrado ao longo do texto com pautas musicais e fotografias a p.b. das gentes da Serra da Estrela em seus misteres.
"Eu fiz este Cancioneiro para divulgar a etnografia real sem imitações da minha terra natal mas fi-lo com muito sacrifício e carinho porque representa a verdade dos usos e costumes, alegrias e tristezas das nossas profissões e gerações e grande parte da minha porque eu passei um pouco de tudo o que aqui está escrito mas fi-lo nas horas livres inspirando-me junto dos meus familiares... [...] Este Cancioneiro enriquece a nossa terra e a região. Assim, agradeço o apoio moral das pessoas que sempre acarinharam a minha maneira de trabalhar, honesta, dando toda a minha força de divulgar toda a etnografia da nossa Vila de Unhais da Serra que é das localidades com mais cultura natural e paisagística a nível nacional só que as organizações vivas de Unhais devem ter orgulho e o dever e a responsabilidade da divulgar rigorosamente como ela é e não confundi-la com outras... [...]
Assim, eu resistindo contra tudo e todos, mas sempre de cabeça erguida para levar às mãos dos leitores para reviverem o que fazia o meu visavô Firmino Músico em 1780, através deste Cancioneiro Etnográfico que divulga algumas profissões desta bonita Vila de Unhais da Serra da Estrela."
(Excerto do Editorial)
"O Pastor de Unhais é uma personalidade forte e carinhosa e alegre cantando e tocando as suas pifaradas à Senhora da Estrela para lhe proteger o seu rebanho dos lobos, das pestes e da malina mas criando peles lá lá prós bombos carne e o leite incomparável e saboroso queijo etc. para nossa alimentação e agasalho mas nunca sabe a quantidade do seu rebanho é um caso típico e estranho mas se lhe faltar alguma cabeça de gado o pastor dá logo por falta dela, nos dias calmos de sol abrasador no cimo da serra com as suas mãos hábeis apenas com o bico de uma navalha constrói incomparáveis, valiosas e admiráveis peças de artesanato em madeira mas passando muito sacrifício e trabalho enfrentando os lobos debaixo de neve, trovoadas e chuva."
(O Pastor de Unhais)
Índice: Editorial. | Grupo Folclórico Zabumba Típico de Unhais. | O Hino do Zabumba de Unhais. | O Ganhão de Unhais. | Meu pai comprou uma nora. | Ceifeiro ceifa de madrugada. | Malhadores de Unhais. | Acarretadores de Feno. | A Moleira de Unhais. | Os Forneiros de Unhais. | Carvoeiros de Unhais. | Senhora da Estrela. | O Pastor de Unhais. | A minha cabra merendeira. | Desnatadeiras de Unhais. | O Lobos atacam os rebanhos. | Somos de Unhais somos Serranos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
30€ 
Reservado

21 outubro, 2018

HYMNO DO ENTERRO DO GRAU. Letra de Gomes da Silva (Quartanista de Direito). Música para piano de Henrique L. Doria Homem Côrte-Real. [S.l.], [s.n.], [1905?]. In-4.º (27cm) de 4 p.
1.ª edição.
Folheto raro e muito curioso, impresso no início do século passado, com interesse histórico para a bibliografia académica coimbrã. Consta da letra e da partitura musical compostas para o Hino do Grau.
O "Enterro do Grau", era uma tradição académica sobre a extinção do grau de bacharel, tendo especial relevância no cerimonial a participação do aluno e do lente mais antigo presente.
"O grau de bacharel era um título científico conferido solenemente pela universidade, até 1905, obtida a aprovação no penúltimo ano (em Direito, concluído o 4.º ano), e até 1910, depois da aprovação no exame de todas as cadeiras do curso." (Alberto de Sousa Lamy - A Academia de Coimbra)
Segundo Rodrigues Costa (blog A' Cerca de Coimbra), "a Tradição Académica encontra-se associada a diversas celebrações que pontuam o calendário estudantil. Em Coimbra, as primeiras manifestações deste tipo remontam aos festejos do centenário da sebenta, aos que marcavam o início e o fim das aulas, aos do enterro do grau, etc.".

"Requiesce in pace,
Nas sempiternas alturas,
Velho Cabo Tormentoso
Das antigas formaturas.

Cáia o pranto derradeiro
Na sepultura do Grau.
Morreu mais triste e secco
Do que um secco bacalhau.

Requiesce in pace,
Nas sempiternas alturas, etc...."

(Excerto do Hino)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Sem registo na BNP, ou em qualquer outra fonte bibliográfica.
Indisponível

10 julho, 2015

KEIL, Alfredo - TOJOS E ROSMANINHOS : contos da serra. [Prefácio de João da Câmara]. Lisboa, "A Editora", 1907. In-fólio (35,5x26cm) de 151, [5] p. ; [19] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Obra monumental, totalmente impressa sobre papel couché, muito ilustrada nas páginas do texto e em separado com reproduções de belíssimos desenhos do autor, a p.b. e a cores.
Contém um retrato de Alfredo Keil em extratexto.
"Monte e valles, hortas risonhas e nos regatinhos a agua d'uma nora chilreando beijos em tardes quentes, charnecas vastas onde as cobras se arrastam sinuosas pelos mattos, penedias por onde as cabras vão trepando e de cujos altos os pastores atiram os olhos longos e scismadores pelas ondas floridas dos mattagaes, pinhaes que sussurram queixas, ribeiros rugindo coleras, charcos espelhando estrellas, por toda a parte uma alma geme ou canta, conta n'uma amargura tristezas ou livre se expande em alegrias. [...]
O que elle [o autor] sentira em sua alma, o que sentia o povo em suas aalegrias e dôres, procurou exprimir em palavras. Com ellas quiz explicar seu trabalho de pintor e d'ellas fazer legenda a seus quadros; quiz que as notas de suas canções gemessem melancolias ou brilhantes, vibrassem sobre as syllabas sonoras da nossa lingua, da lingua dulcissima falada pelas serranas que o inspiraram e logo fizeram d'elle um poeta.
D'ahi a composição d'este livro raro, em que Alfredo Keil se nos apresenta com todas as suas aptidões, em dois ramos d'arte como mestre victorioso, n'outro agora buscando uma nova consagração.
Mas o artista em tudo se revela. Se o pintor e o musico nos falaram já muita vez do poeta, é o poeta agora quem nos descreve paisagens da nossa terra, nos diz a poesia de suas canções."
(excerto do prefácio)
Alfredo Keil (1850-1907). “Autor da música de A Portuguesa (o hino nacional). Alfredo Keil nasceu em Lisboa no dia 3 de Julho de 1850. O pai, João Cristiano Keil, era alemão e tinha-se instalado em Portugal ainda solteiro, em 1838. Tornou-se um dos alfaiates mais famosos daquele tempo e casou com uma rapariga de origem alemã, Maria Josefina Stellflug.
Alfredo estudou no Colégio Britânico e desde pequeno mostrou ter muito talento para o desenho e para a música. Fez a primeira composição musical aos 12 anos: Pensée Musicalé. Quando terminou o liceu foi estudar Artes para a cidade de Nuremberga na Alemanha. Estudou desenho na Academia dirigida pelo pintor Kremling e música com o célebre Kaulbach. Em 1870 regressou a Portugal e voltou às aulas de desenho com Prieto e Miguel Lupi.
Alfredo Keil teve grande sucesso a nível nacional e internacional. Em 1874 recebeu duas medalhas da Sociedade Promotora de Belas Artes e em 1876 os seus quadros Sesta e Meditação foram premiados com medalhas de prata. No ano seguinte o seu quadro Melancolia recebeu uma menção honrosa numa mostra em Paris e em 1879 recebeu a medalha de ouro numa exposição no Rio de Janeiro. Em Madrid foi condecorado com a Ordem de Carlos III e em Portugal o rei D. Luís condecorou-o com a Ordem de Cristo.
A par da actividade como pintor também se dedicou à música. Em 1883, estreou-se no Teatro Trindade com a ópera cómica Susana, no ano seguinte a sua cantata Patrie foi executada por um grupo de amadores no Coliseu. A Real Academia de Amadores de Música executou no Salão Trindade, em 1885, o seu poema sinfónico Uma Caçada na Corte. Também nesta área Alfredo Keil teve sucesso, as suas músicas, sobretudo as óperas, foram apresentadas nos teatros mais importantes, do Brasil, de Itália e de Portugal, tendo mesmo feito apresentações para o rei D. Luís.
Em 1890, o ultimato inglês inspirou Alfredo Keil que deu voz à indignação geral compondo "A Portuguesa". Henrique Lopes de Mendonça escreveu para esta música o poema Heróis do Mar, que se tornou popular em todo o país e veio a ser adoptada pela Assembleia Constituinte como hino nacional da República Portuguesa em 1911.
Mas Alfredo Keil não chegou a saber porque morreu em Hamburgo a 4 de Outubro de 1907 onde tinha ido submeter-se a uma operação cirúrgica."
(in http://centenariorepublica.pt)
Encadernação editorial inteira de tela.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem lombada (o pedaço existente está preservado à parte, separado do livro, para eventual reparação; por consequência, os cadernos encontram-se soltos. Pasta frontal apresenta sinais de humidade. Obra que pela sua beleza, interesse e raridade justifica restauro.
Muito invulgar.
Indisponível

11 abril, 2013

MORAIS, Manuel - CANCIONEIRO MUSICAL DE BELÉM. Música Portuguesa Maneirista. Estudo introdutório e transcrição de... Edição bilingue. Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda : Correios e Telecomunicações de Portugal - Telefones de Lisboa e Porto, 1988. In-fólio (31,5 cm) de 140, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Na sobrecapa está reproduzido Coroação da Virgem (Sevilha, 1604) de Vasco Pereira Lusitano, Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, Açores.
"O Cancioneiro Musical de Belém, ou simplesmente Cancioneiro de Belém (Santa Maria de Belém, Lisboa), Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, Ms 3391) é um manuscrito português do início do século XVII contendo música e poemas da época renascentista.
Este pequeno cancioneiro de apenas 18 canções foi descoberto entre os códices do Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, em Belém, no final da década dos 60 pelos professores Arthur Lee-Francis Askins e Jack Sage, especialistas na lírica quinhentista ibérica. Posteriormente Manuel Morais estudou-o e publicou em 1988 uma edição crítica do cancioneiro, juntamente com a transcrição para notação musical moderna de todas as dezoito músicas.
O manuscrito chegou aos nossos dias com 77 fólios de tamanho 191x130 mm, sendo que as canções se estendem do fólio 58v ao 74. Em data ainda desconhecida, recebeu uma encadernação em pele castanha, em cuja lombada se lê o título Manuscriptos / Varios.
No interior do cancioneiro uma inscrição informa: Porto, dia de S. Miguel, [1]603. Entretanto, as músicas nele contidas são anteriores a 1603, tendo sido datadas como pertencentes à segunda metade do século XVI (c. 1560-1580). No cancioneiro estão registrados os únicos madrigais portugueses manuscritos de que se tem notícia, além de vilancetes, cantigas e dois raros exemplos de vilancicos religiosos, um para o Natal (Pues a Dios humano vemos) e outro para Corpus Christi (O manjar bivo, dulçe i provechoso). 
Algumas poucas canções encontram-se duplicadas em outros manuscritos portugueses, como por exemplo no Cancioneiro de Elvas, e em algumas edições impressas espanholas do século XVI, mas a maioria delas acham-se unicamente neste manuscrito.
Entre os poetas identificados encontram-se Dom Manuel de Portugal (1520?-1601) e o poeta-músico Jorge de Montemor (c.1520-1561), bem como os castelhanos Garcilaso de la Vega (1503-1536) e a desconhecida poetisa Cetina «a monja»". 
(Fonte: Wikipédia) 
Encadernação em tela de seda, com ferros gravados a seco e a negro nas pasta anterior e na lombada, protegida por sobrecapa policromada. 
Exemplar em bom estado de conservação. Esfoladela na sobrecapa, no canto superior direito, não desmerece. 
Invulgar. 
Com interesse histórico. 
25€

09 outubro, 2012

LEITE, Teixeira - COMO NASCEU A PORTUGUESA. Lisboa, Terra Livre, 1978. In-8º (20,5cm) de 63, [1] p. ; il. ; B. Colecção Portugal Ontem, Portugal Hoje
Ilustrado com reproduções de retratos de Machado Santos, Henrique Lopes de Mendonça, Alfredo Keil e Anselmo Braamcamp Freire, e fotografias do poema e partitura d’A Portuguesa.
 “[…] Quando se proclamou a República (5 de Outubro de 1910), instintivamente foi adoptada A Portuguesa como sua legítima expressão musical. O Ministro da Guerra do Governo Provisório, em nota de 17 de Novembro desse ano, determinava perentoriamente: «Que sempre se execute o hino nacional, A Portuguesa!» A Assembleia Nacional, depois, consagrá-la-ia na sua sessão de 19 de Junho de 1911, ao celebrá-la. Anselmo Braamcamp Freire, descendente de liberais e vintistas, presidente da Constituinte, exclamou: - O hino nacional é A Portuguesa! «Não pôde continuar. Reboaram as aclamações delirantes na sala onde se firmavam as leis básicas do regime» (Rocha Martins)” (excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
10€

10 julho, 2012

REPUBLICA PORTUGUESA : 5 DE OUTUBRO DE 1910 - 5 DE OUTUBRO DE 1911. Aos portugueses residentes na California a Republica Portuguesa sauda cordialmente. Lisboa, Albano Martins, 1911.
Pagela (32x12,5cm) tendo na frente, do lado direito a bandeira da República, e do lado esquerdo a esfinge de Manuel de Arriaga, primeiro presidente eleito da República Portuguesa, e no verso, do lado direito o busto da República e a letra de A Portuguesa, tendo do lado esquerdo a partitura do Hino Nacional.
Exemplar em bom estado de conservação.
Peça de colecção.
Indisponível

04 abril, 2012

NOVENA // DO // GLORIOSO PATRIARCA // S. DOMINGOS // DE GUSMÃO, // Fundador da sagrada Ordem dos // Prégadores, // Ordenado por seus indignos filhos os Reli- // giosos dos Convento de Lisboa, // E OFFERECIDA AO // SERAFICO PATRIARCA // dos Frades Menores // S. FRANCISCO // DE ASSIS. // LISBOA, // Na Officina de Miguel Manescal da Costa, // Impressor do Santo Officio. // Anno M. DCC. LIV. // Com todas as licenças necessarias.
Encadernação inteira de pele com ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação; canto inferior dto da pasta anterior com desgaste; apresenta manchas de humidade em tom rosa (ténue), sobretudo nas primeiras páginas.
Raro.
40€

14 outubro, 2011

PIMENTEL, Alberto - A TRISTE CANÇÃO DO SUL (Subsidios para a Historia do Fado). Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1904. In-8º (18,5cm) de 302, [4] p. ; il. ; E.
Ilustrado no texto.
1ª edição.
A história do fado pela pena da Alberto Pimentel. Matérias: Origens do fado; Fadistas; Os assumptos do Fado; A Severe e o Conde de Vimioso; Fados de nomenclatura - Fados litterarios; Bibliographia musical do Fado; Notas finaes.  
"A Triste Canção do Sul descreve a historia do fado mas apresenta uma novidade, trás as partituras de seis fados: Fado Corrido (pp.86), Fado Choradinho (pp.139), Fado da Severa (pp.158), Fado do Conde de Vimioso (pp.183), Fado Serenata (pp.226) e O Último Fado (pp.228)."
Encadernação azul em sitético com ferros a ouro na pasta anterior e lombada, com leve descoloração junto à margem; s/ guardas de brochura.
Bom exemplar; fotografia antiga de busto feminino (fadista?) na 1ª página de texto, à cabeça.
Invulgar.
Indisponível