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30 janeiro, 2026

A QUESTÃO DINÁSTICA - DOCUMENTOS PARA A HISTORIA.
Mandados coligir e publicar pela Junta Central do Integralismo Lusitano. Lisboa, Empresa Nacional de Industrias Graficas, Limitada, 1921. In-fólio (31,5x23 cm) de [4], 631, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante documento sobre a sucessão de D. Manuel II, último rei de Portugal, dada a recusa deste em conspirar contra o estado republicano, tendo em vista eventual restauração do regime monárquico. Com interesse para a história do movimento integralista português.
"Reunindo em volume todos os documentos oficiáis, referentes ao conflito aberto ha quasi dois anos, entre o Integralismo Lusitano e o Senhor Dom Manuel II que foi Rei de Portugal, serve-se apenas o proposito de actualizar e perpetuar os termos liais e exactos de uma questão politica, já hoje tão esquecida e deturpada nas suas razões fundamentais.
As pessoas de boa-fé que quiserem conhece-la ou recorda-la em toda a sua expressão de verdade, encontrarão neste livro os necessarios recursos para sua completa elucidação.
Essa questão politica está hoje morta e ninguém pode pensar em ressuscita-la. No entanto, publicando todas as peças do processo, algum serviço se presta á verdade e aos direitos da justiça daqueles que, em nome dos principios monarquicos e do interesse nacional que por eles se define, tiveram o doloroso dever de a provocar e a honra de a sustentar, obedecendo aos ditames da sua inteligencia e á sua dignidade de portugueses e de patriotas.
"
(Introdução - A quem ler)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
20€

07 maio, 2025

SÁ, João Jorge Moreira de -
ACLARANDO A VERDADE (1910-1940).
Narrativa sucinta de quanto se passou a bordo do "Amélia" na ida para Gibraltar, no dia 5 de Outubro de 1910. [Por]... Vice-Almirante reformado. Lisboa, [s.n.], 1940. In-8.º (22,5x15,5 cm) de 77, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Depoimento de João Moreira de Sá, na época imediato do Yacht Real Amélia, que transportou D. Manuel II rumo ao exílio após a eclosão do movimento republicano de 5 de Outubro de 1910.
"Aclarando a Verdade constitui a principal fonte, cremos que a única conhecida, do que ocorreu no iate Amélia no dia 5 de Outubro de 1910, quando da grave opção posta à Família Real sobre o destino da viagem; seguir ou não para o exílio. Mesmo tratando-se de um depoimento pessoal, são textos desta amplitude que permitem aos historiadores compreender o horizonte de esperanças e inquietações com que o rei D. Manuel II se defrontou na hora em que viu o Trono derrubado. A narrativa do vice-almirante Moreira de Sá completa a que José Jacob Bensabat deixou no opúsculo A Verdade dos Factos [1929]."
(Excerto prefácio da edição mais recente do Prof. J. Veríssimo Serrão)
"Alguns amigos, conhecedores dos factos ocorridos a bordo do Yacht «Amélia», a 5 de Outubro de 1910, aconselharam-me e instaram comigo para que, no intuito de aclarar a verdade, relatasse na mais singela e absoluta pureza, quanto ali se passou.
É isso o que vou fazer.
Após vinte e quatro anos de pelourinho, fustigado mesmo por aquêles que sabiam como os acontecimentos se tinham dado e que, por escrúpulo de consciência, deviam sêr os primeiros a autenticá-los, aceitei os conselhos dêsses amigos e, com pesar, resolvi escrever esta resumida narrativa."
(Preâmbulo - Palavras curtas)
"Nos últimos dias do regime monárquico a propaganda republicana fazia-se com desplante e com audácia por todo o país, sem que a necessária repressão a entravasse.
Dir-se-ía que os poderes constituídos, se não a auxiliavam, também nenhuma espécie de importância lhe concediam.
Na imprensa, nos comícios, nos centros de conversação, nos clubes, nos cafés, semelhante propaganda fazia-se às claras, com pertinácia e audácia inacreditáveis, e com tanto maior incremento quanto era certo as autoridades consentirem-na em nome de uma liberdade que tocava as raias da licença e que, estabelecido o novo regime, nunca mais houve.
Sentia-se, palpava-se, pairava em densa atmosfera por tôda a parte e muito especialmente, nos quartéis, entre as guarnições dos navios, actuando no espírito da soldadesca, da marinhagem.
Fora dêste meio, onde quer que se formasse um grupo, aí estava ou surgia inesperadamente um missionário da república.
No Paço, os altos dirigentes afirmavam, todavia, que todo êsse torvelinho, propulsor a agitação do país, era absolutamente inofensivo, não passava de ridícula atoarda.
A família real acreditava nestas calmantes informações, talvez sinceras, mas que, impõe-se dizê-lo, eram demasiado ingénuas e condenadamente irreflectidas."
(Excerto da Narrativa)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas levemente manchadas.
Muito invulgar.
30€

26 dezembro, 2023

CRÊ-TCHÊU - FAÇA-SE JUSTIÇA! Lisboa, Ofic. da Sociedade Nacional de Tipografia, 1926. In-4.º (24,5x17 cm) de 8 p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Opúsculo de desagravo à figura de D. Manuel II, que segundo a autora - Crê-Tchêu - pseudónimo de Amália Gomes Barbosa -, foi injustamente destratado pela República.
Reproduz um trabalho de Sir Arthur Harding (1859-1933), com o título D. Manuel poderia ter sido salvo? - onde o diplomata explica os meandros políticos internacionais da época que conduziram à abdicação do monarca. No mesmo, é contada a história de um busto de Afonso Costa, enviado pelo próprio(?), ao último rei português. Reproduz ainda um artigo da escritora Miriam - publicado no Correio da Manhã - relacionado com a boda de D. Manuel, que é exemplo do seu sentimento patriótico.
Valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
"Duas palavras que veem iluminar com verdade o embrenhado tecido de mentiras que é a historia desses sangrentos dias de Outubro de 1910; que veem derrubar as infamias, as ignominias que se ergueram criminosamente em redor do Vulto mais prestigioso da vida portuguêsa de então.
Palavras que são autenticadas pelo nome de um diplomata ilustre que viveu entre nós, que bem conheceu o bas-fond da politica e os injustificaveis interesses de quem punha acima do sagrado interêsse da Patria e da Nação, os seus vis, mesquinhos e inconfessaveis desejos.
Neste folheto é Sir Arthur Hardinge que fala, pondo em estaque esse grande patriota, essa alma de eleição que é el-rei D. Manuel II, esse rei que embora exilado e perseguido não hesitou em saudar a bandeira do regimen que o afastara dos seus e do trono, respondendo aos que extranhavam o facto:
- É a bandeira que cobriu tantos soldados portuguêses mortos na guerra!"
(Excerto do preâmbulo - Duas palavras)
Índice:
Duas palavras | Nota de Miriam, intitulada Cerimonial Comovente | D. Manuel poderia ter sido salvo? - Indiferença britanica; - Outras amizades; - As opiniões do ex-Kaiser; - Esforços prolongados.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Frágil, com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível

20 agosto, 2020

O EMBARQUE : um dia na História de Portugal. Prefácio: D. Duarte, Duque de Bragança. Apresentação: João Marques de Almeida (Tibúrcio). Introdução: Jorge de Morais. Selecção e Notas: Manuel J. Gandra. [Ericeira], Acontecimento : Estudos e Edições, Ldª., [1992]. In-8.º (21 cm) de [4], 299, [1] p. ; il. ; B.
"Este livro é o mais completo trabalho documental, escrito e iconográfico, publicado até ao momento sobre este tema: o embarque da família real para o exílio." (wook).
Conjunto de testemunhos e depoimentos de personalidades que, directa ou indirectamente, estiveram envolvidos na fuga da Família Real para o exílio, a partir da Ericeira, rumo a Gibraltar.
Livro ilustrado ao longo das páginas do texto com desenhos e fotogravuras, bem como fac-símiles de missivas e correspondência relacionada com o assunto, na sua maioria em página inteira.
"O primeiro drama político da República foi, sem dúvida, o golpe por definição antidemocrático que lhe deu vida.
Recordemos que até à véspera do 5 de Outubro de 1910 o partido republicano não conseguira conquistar mais do que 7% do Eleitorado nacional.
Decidiu-se, então, pelo golpe... numa das mais liberais e democráticas monarquias da época. O embarque da Família Real, na Ericeira, foi, por outro lado, o primeiro drama humano (agravado alguns dias depois pelo decreto do Governo Provisório da República de proscrição para sempre da Família de Bragança) da implantada República.
Este livro é assim um testemunho de dois dramas."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. | Apresentação. | Introdução. | I - Aires de Sá. II - Francisco Maria Pino da Rocha. III - D. Tomás de Mello Breyner. IV - José de Azevedo Coutinho. V - José Tomás. VI - Júlio Ivo: Inquérito feito em Mafra: Inquérito feito na Ericeira. VII - Tomás Joaquim de Almeida. VIII - Patrocínio Ribeiro. IX - José Jacob Bensabat: A verdade dos factos. X - José Camarate Carrilho. XI - Hilário dos Santos Pereira. XII - D. Manuel II. XIII - António Serrão Franco. XIV - João Jorge Moreira de Sá: Aclarando a verdade. XV - D. Amélia: Entrevista de Leitão de Barros à Rainha D. Amélia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
25€

26 julho, 2018

D. MANUEL II : nascimento, infancia e adolescencia : o seu reinado. Porto, Escriptorio de Publicações J. Ferreira dos Santos - Editor, 1908. In-8.º (21,5cm) de 64 p. ; [3] f. il. ; B. Bibliotheca de Assumptos Notaveis
1.ª edição.
Historia dos reis de Portugal desde D. Pedro IV (Luctas civis pela liberdade e pelo absolutismo, revoluções, acontecimentos celebres, etc.). Os tres ultimos reinados: D. Pedro V, D. Luiz e D. Carlos - D. Pedro V comparado a D. Manuel II: reinou soffrendo; como o povo o amava e como elle afrontou a morte - Revista e genealogia dos imperadores, reis, principes e outros chefes d'Estado do Mundo. Lista completa das familias reinantes. Familia real portugueza; parentesco com a realeza extrangeira - D. Manuel II: Sua vida: nascimento, infancia e adolescencia - O estudante, o marinheiro - Ascensão ao throno - O seu reinado: desfazendo a obra do pae - Anecdotas, ditos e perdilecções.
Publicado pouco tempo após o regicídio, trata-se de um curioso e muito raro opúsculo dedicado a D. Manuel II e à família real portuguesa, com uma resumida exposição dos laços de sangue desta com as casas reinantes da Europa.
Inclui uma breve alusão aos momentos que se seguiram ao tiroteio no Terreiro do Paço, e ao ferimento daí resultante em D. Manuel II.
Apesar do pouco tempo passado sobre o atentado contra a familía real, e a saída de cena do defunto rei, o autor, que escreve sob a capa do anonimato, e utiliza uma prosa favorável a D. Manuel II, não se coíbe de "acusar" D. Carlos de atentar contra a Carta Constitucional, e por conseguinte, contra os direitos dos cidadãos.
Livro ilustrado com três folhas extratexto contendo fotogravuras do rei D. Manuel II em diversas épocas da sua vida.
"Porque o infante D. Manuel era filho segundo do senhor D. Carlos, rei de Portugal, havendo portanto, o primogenito D. Luiz Philippe, seu irmão mais velho, nunca se esperou que aquelle infante tão cêdo subisse os degras do throno. O principe real D. Luiz era havido como o legitimo successor de seu pae, e, como tal, fôra educado mais politicamente do que seu irmão D. Manuel. A viagem ás colonias fôra um dos numeros mais importantes do programma da sua instrucção real. Pouco aproveitava com ella, todavia, o jovem principe; dentro em poucos mezes era morto pela carabina de Manuel Buissa, na tarde fatal de 1 de fevereiro.
Está ainda na memoria de todos como se realisou o attentado contra a familia real, antecedido de outros attentados praticados pelo rei e seu primeiro ministro João Franco contra os direitos politicos e civis dos portuguezes. Vivia-se n'uma epocha de terror: não havia lei, a Carta Constitucional, outhorgada pelo bisavô de D. Carlos, fôra eliminada por êste monarcha, não existindo senão a sua vontade e a de João Franco."
(Excerto de D. Manuel. Causas que deram logar á sua ascenção ao throno)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel. Pelo interesse e raridade, justifica encadernar.
Raro.
Peça de colecção.
25€

09 dezembro, 2017

PIMENTA, Alfredo - CARTAS POLITICAS DE SUA MAGESTADE EL-REI O SENHOR DOM MANUEL II. Colligidas por... Com um prefacio de «um monarchico». Lisboa, [Centro Typographico Colonial] - depositaria - Portugalia, 1922. In-4.º (23cm) de [2], 47, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de cartas de D. Manuel II dirigida a diversas personalidades, datadas de 1909 até 1920, onde são abordados, entre outros temas, o clima social vivido antes da revolução de Outubro, o período pós-revolucionário, a conflagração europeia e a assinatura do armistício.
"As Suas cartas teem uma lucidez que encanta, e affirmam uma profundidade de pensamento que impressiona. Nem rethoricas, nem banais. São cartas de um Rei que pensa, e conhece muito bem a responsabilidade da Sua missão. Rei de Portugal, para Elle só ha portuguezes. No dia em que mataram Miguel Bombarda, havia assignatura. El-Rei estava á Sua Secretária, assignando os diplomas do Estado. Nisto, entra um official ás ordens, e dá a noticia, empregando, para definir o assassinado, uma expressão depreciativa. El- Rei poisou a pena, ergueu os olhos do diploma que acabara de assignar, e observou: «porque chama isso ao Bombarda? porque é republicano? Não é razão. Todos têem o direito de ser o que quizerem..."
(excerto do prefácio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas, ligeiramente oxidadas. Assinatura de posse na capa.
Raro.
Com interesse histórico.
10€

16 fevereiro, 2013

ALBUQUERQUE, José Victorino de Sousa - ALLOCUÇÃO : proferida no acto da inauguração do retrato de S. M. El-Rei Senhor D. Manoel II no regimento de infantaria n.º 16. Por... Major do mesmo regimento. 29 de abril de 1909. Lisboa, Typographia da Cooperativa Militar, 1909. In-4.º (23cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
"Rei forte temos nós, para garantia das prosperidades e bem-estar de que necessitamos, e um Rei forte fortalece a fraca gente. O nosso amado Soberano, porém, não só possue força de vontade, mas tambem magnanimidade de coração, que vibra sempre aos impulsos da philantropia e da clemencia ou perante os infortunios do seu povo. A divisa adoptada pelo percursor dos nossos descobrimentos maritimos encarnou-se em D. Manoel, que em todos os seus actos e propositos revela o Talent de bien faire; e até parece receber suggestões do Rei Saudoso, pela espontaneidade com que acorre a enxugar lagrimas e a suavisar dôres e sofrimentos."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos; selo de biblioteca na capa; carimbo da biblioteca do Regimento de Infantaria n.º 3 na f. rosto.
Invulgar.
10€
Reservado

08 janeiro, 2013

SANCHES, José Dias - O REI SAÜDADE. Prefacio do Ex.mo Professor Dr. Thomaz de Mello Breyner, Conde de Mafra. Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1932. In-4º (26cm) de XV, [1], 78, [2] p. ; [1] f. il. ; [40] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Biografia de D. Manuel II publicada pouco depois da sua morte. Edição muitíssimo ilustrada em separado e no texto, impressa em papel de qualidade superior.
D. Manuel II de Portugal (nome completo: Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha) GCNSC (15 de Novembro de 1889 – 2 de Julho de 1932)). "Foi o trigésimo-quinto e último Rei de Portugal. D. Manuel II sucedeu ao seu pai, o Rei D. Carlos I, depois do assassinato deste e do seu irmão mais velho, o Príncipe Real D. Luís Filipe, a 1 de Fevereiro de 1908. Antes da sua ascensão ao trono, D. Manuel foi duque de Beja e Infante de Portugal."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam defeitos de relevo, com uma ou outra falha de papel.
Invulgar.
Indisponível

02 julho, 2012

CAVALHEIRO, Rodrigues - D. MANUEL II E JOÃO FRANCO : Correspondência Inédita. 2ª edição. Lisboa, [s.n. - comp. e imp. nas Oficinas de São José], 1970. In-8º (19cm) de 109, [3] p. ; [2] f. il. ; B. Biblioteca do Pensamento Político, 5
Contém em extratexto os retratos d'El -Rei D. Manuel II e João Franco, com as respectivas assinaturas facsimiladas.
"Em Janeiro de 1911 estavam ambos no exílio: - D. Manuel II, expulso do Trono por uma revolução, que a maior parte dos políticos e servidores de que se rodeara não soubera prever e muito menos evitar ou dominar; João Franco, que o Monarca sacrificara desde o início do seu reinado e que era, afinal, o único homem público que poderia ter feito frente às arremetidas dos adversários da Coroa."
"Embora já falecidos há muito, o último Monarca constitucional e João Franco, as cartas são elemento indispensável para avaliação justa dos maus conselhos e das más influências que enredaram e dominaram os dois últimos anos da Monarquia."
"Esta correspondência inédita [...] foi publicada, em 1967, numa edição de reduzido número de exmplares, a maior parte dos quais  destinados a ofertas..." (excertos da obra)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€

24 março, 2012

O EMBARQUE : um dia na História de Portugal. A Família Real parte da Ericeira em Outubro de 1910. Prefácio: D. Duarte Nuno, Duque de Bragança Apresentação: João Marques de Almeida (Tibúrcio). Introdução: Jorge de Morais. Selecção e Notas: Manuel J. Gandara. Ericeira, Edição de O Acontecimento/Ericina, 1990. In-4.º (24 cm) de 213, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra com interesse histórico, reúne relatos e depoimentos dos intervenientes na partida da Família Real para o exílio, momento que marcou o final da Monarquia e o início da I República.
Ilustrada com inúmeras fotografias a p.b. reproduzindo gravuras e fac-símiles de correspondência de D. Manuel II.
“Na luta contra os espanhóis D. João IV, segundo Duque de Bragança, foi o Rei desejado. Três séculos mais tarde, depois do regicídio, a República obriga os seus descendentes a sair do País. Das praias da Ericeira partiram, nesse dia da História de Portugal, o Rei D. Manuel II, o Infante D. Afonso e as Rainhas D. Amélia e D. Maria Pia. Este livro reúne os relatos frios ou apaixonados desse acontecimento.”
(João Marques de Almeida 'Tibúrcio')
Testemunhos: I – Aires de Sá; II – Francisco Maria Pinto da Rocha; III – D. Tomás de Mello Breyner; IV – José de Azevedo Coutinho; V – José Tomás; VI – Júlio Ivo (inquérito feito em Mafra; inquérito feito na Ericeira); VII – Tomás Joaquim de Almeida; VIII – Patrocínio Ribeiro; IX – José Jacob Bensabat (A Verdade dos Factos); X – José Camarate Carrilho; XI – Hilário dos Santos Pereira; XII – D. Manuel II; XIII – António Serrão Franco; XIV – João Jorge Morais de Sá; XV – D. Amélia; Derradeira entrevista da Rainha D. Amélia.
Bom exemplar.
Ex-libris de posse na f. guarda anterior.
Muito invulgar.
Indisponível

10 fevereiro, 2012

DOCUMENTOS POLÍTICOS : ENCONTRADOS NOS PALACIOS RIAIS DEPOIS DA REVOLUÇÃO REPUBLICANA DE 5 DE OUTUBRO DE 1910. Edição ordenada pela Assemblea Nacional Constituinte em Sessão de 13 de Julho de 1911. [Lisboa], Imprensa Nacional de Lisboa, 1915. In-4º (30cm) de VII, 149 p : E.
Encadernação em meia de percalina com ferros a ouro na lombada; conserva as capas originais.
"Divulgação de um importante acervo de documentos políticos, constituído por cartas assinadas por D. Manulel, João Franco, Ferreira do Amaral, José Luciano de Castro, Júlio de Vilhena, Wenceslau de Lima, Teixeira de Sousa, José Maria de Alpoim, Aquiles Monteverde, etc., sendo algumas das cartas reais reproduzidas em fac-símile."
Exemplar em bom estado geral de conservação, apresenta, no entanto, manchas de humidade, sobretudo na capa e nas primeiras páginas de texto, sem contudo, afectar o texto; assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar, com interesse histórico.
10€ 

15 janeiro, 2012

AMARAL, Augusto Ferreira do - A ACALMAÇÃO E DOM MANUEL II : Estudo histórico-político do primeiro ministério de D. Manuel II, baseado em numerosos documentos inéditos, incluindo cartas do Rei. Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade, 1966. In-8º (18cm) de 365 p. ; il. ; B. Colecção Pequena História.
Ilustrado no texto e em separado com fac-símiles de cartas e fotografias da época. Contém ainda, retratos de D. Manuel II, por Henrique de Medina, D. Carlos e do Almirante Ferreira do Amaral.
"De há já algum tempo que se contava entre as minhas ocupações a de aproveitar o facto de haver na posse da minha família cartas régias para realizar um estudo histórico sobre um período que para mim tinha triplo interesse - o periodo durante o qual meu bisavô paterno, o Almirante Ferreira do Amaral, presidiu ao ministério que foi o primeiro do reinado de D. Manuel II. Triplo interesse porque três são os especiais motivos de atracção que me fizeram embrenhar nesse labor. Por um lado, o facto de estar na fruição de elementos inéditos de evidente valor histórico; por outro, o de se tratar de uma época de relevância acentuada no destino da Monarquia, instituição que já contou com as minhas simpatias; e, finalmente, por ser figura principal desse período um membro da minha família, para mais caluniado pelos que posteriormente analisaram o papel que desempenhou. [...] Pretendi fornecer, aos estudiosos que acaso se debrucem sobre o curto período que este trabalho versa, novos documentos com factos inéditos e facetas originais de personagens imperfeitamente estudadas." (excerto do prólogo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação; capa vincada; assinatura de posse no anterrosto e rosto.
Raro, com interesse histórico. 
Indisponível

18 agosto, 2011

CARDOSO, Eurico Carlos Esteves Lage - D. MANUEL II : O REI PATRIOTA. Prefácio: Seomara da Veiga Ferreira. Lisboa, Edição do Autor, 2003. In-8º (21cm) de 238 p. ; il. ; B.
Ilustrado em extratexto.
"«......Qualquer que fosse o mortal que se sentasse no trono de Portugal em 2 de Fevereiro de 1908, dificilmente teria outra sorte do que a de ver esboroarem-se as estruturas monárquicas. Fosse um velho experimentado das lides políticas; fosse um sagacíssimo estadista; fosse um habilíssimo diplomata; fosse um irrepreensível santo; fosse um imaculado herói: não vejo como seria possível, nas circunstâncias em que reinava, rodeado dos homens que pontificavam na política de então, herdando a procela que herdava, dar outro caminho mais venturoso ao regime.»" (Augusto Ferreira do Amaral, do resumo)
Bom exemplar, como novo.
Indisponível