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21 junho, 2026

OLIVEIRA, P. Miguel de -
AS PARÓQUIAS RURAIS PORTUGUESAS : sua origem e formação
. Lisboa, União Gráfica, 1950. In-8.º (19,5x14 cm) de 220, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho de recolha histórica sobre a presença da Igreja no meio rural. "Trata-se de uma obra de referência na historiografia eclesiástica e na história local de Portugal. O estudo analisa o povoamento e a organização religiosa no território. Analisa a organização paroquial desde a Alta Idade Média, passando pelos domínios suevo e visigótico, e a transição e relação entre igrejas, mosteiros, vilas e as populações, bem como o surgimento do regime de padroado e a respetiva provisão dos benefícios eclesiásticos." (IA)
"O primeiro problema que se oferece a quem pretende estudar a história duma freguesia rural, é naturalmente o da sua origem. Quando começou a freguesia? Como se constituiu o seu território? Por que se congregou este povo ao redor do campanário? Se a paróquia é anterior à fundação da Monarquia, estas perguntas ficam quase sempre sem resposta. Os autores de monografias locais contentam-se em exprimir, em fórmulas vagas, o mistério em que costuma envolver-se a origem de todas as coisas. [...]
A vida medieval é hoje para nós como uma grane composição de mosaico, desconjuntada pelo tempo. Conhecem-se aproximadamente os contornos e restam, aqui e além, figuras completas, trechos de paisagem e lindos ornatos. Como, porém, se perdeu o desenho total e faltam com certeza muitas das pequeninas pedras, no trabalho de reconstituição entra sempre um pouco do gosto e fantasia do artista. Ele próprio pode experimentar várias formas de dispor os fragmentos existentes e imaginar de diversos modos o que falta, de acordo com o estilo primitivo."
(Excerto do Preâmbulo)
Segundo as disposições do Código de Direito Canónico, a diocese deve dividir-se em partes territoriais distintas, cada qual com a sua igreja particular, o seu povo determinado e o reitor próprio. Cada uma dessas fracções territoriais tem o nome de paróquia; o sacerdote ou pessoa moral a quem ela é conferida como título, com o encargo de exercer a cura de almas sob a autoridade episcopal, chama-se pároco. [...]
A organização as paróquias não resultou de decreto geral, pontifício ou conciliar; operou-se gradualmente, segundo as circunstâncias especiais e cada região, e em épocas diversas.
Nos primeiros tempos, não havia párocos com residência estável e fiéis próprios em território certo. Havia na urbe episcopal uma só igreja em que se reuniam ao domingo os cristãos da cidade e dos campos. O bispo era o pastor único de toda a diocese e utilizava, onde fosse preciso, o ministério dos presbíteros e diáconos que constituíam o seu presbyterium. [...]
No aspecto social, a paróquia tem sido das instituições mais fecundas. Como diz Imbart de la Tour, «ela foi durante muitos séculos o único centro da actividade local. Foi a redor da igreja que se agruparam sucessivas gerações de homens: foi junto do altar, sob o olhas do seu Deus ou do seu santo, que eles viveram, trabalharam, esperaram, sofreram. A história das paróquias está estreitamente unida à história das instituições, das crenças e dos costumes».
A fundação das paróquias rurais continuou através dos tempos e ainda hoje prossegue, de harmonia com as necessidades religiosas da população, elevando-se geralmente à categoria de paroquial uma capela distante da igreja, como aconteceu na Idade Média."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | Primeira Parte - As Paróquias primitivas: I. Origens da organização paroquial; II. As Paróquias no domínio suévico; III. As Paróquias no domínio visigótico. Segunda Parte - As Paróquias da Reconquista: I. A população - O problema do ermamento; II. Os territórios - Teoria das vilas; III. Igrejas e Mosteiros; IV - Clero e fiéis - A freguesia. Terceira Parte - As Paróquias em regime de Padroado: I. Igrejas próprias; II. O direito de Padroado; III. Provimento dos párocos; IV. Vida cristã - A comunidade paroquial. | Conclusão | Apêndice: - Mosteiros antigos do norte de Portugal; - Elenco bibliográfico.
Miguel Augusto de Oliveira (1897–1969). "Religioso português. Foi um insigne historiador e jornalista, amplamente considerado uma referência na investigação da História da Igreja em Portugal.
Nascido em Válega (Ovar), formou-se em teologia e destacou-se ao longo de 25 anos como chefe de redação do jornal Novidades. Como investigador, notabilizou-se pelo rigor científico, deixando inúmeras obras de referência.
Devido ao seu vasto trabalho historiográfico, foi distinguido pelo Vaticano com o título honorífico de Monsenhor." (IA)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas ligeiramente oxidadas. Assinatura de posse na f. rosto e ante-rosto.
Muito invulgar.
35€

07 dezembro, 2024

OLIVEIRA, Pe. Miguel de -
A CAMPANHA DE ENTRE DOURO E VOUGA NA SEGUNDA INVASÃO FRANCESA
. Coimbra, Coimbra Editora, 1945. In-4.º (24x17 cm) de 17, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante subsídio para a história das invasões napoleónicas, no caso, parte da segunda protagonizada por Soult, publicada em separata do Vol. XI do Arquivo do Distrito e Aveiro.
"Ainda hoje o «tempo dos franceses» marca época no espírito do nosso povo. Recordam-se atrocidades e vinganças, cenas de pavor e rasgos de heroísmo, daqueles dias em que Portugal, como diz Camilo, era «tão façanhoso contra franceses e tão roupa deles». Quando, porém, se pretende concretizar algum episódio referido pela tradição, tudo aparece vago e confuso.
Vamos dar sumária notícia do que se passou entre Douro e Vouga, para mais fàcilmente se poderem situar no quadro histórico quaisquer memórias, documentos ou tradições, com que os leitores desejem contribuir para o esclarecimento dessa campanha."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
A invasão dos franceses | A ofensiva luso-britânica | O morticínio da Arrifana | S. João da Madeira e Arrifana | O Pinheiro das Sete Cruzes | Operações na beira-mar.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

14 julho, 2023

OLIVEIRA, P. Miguel de -
HISTÓRIA ECLESIÁSTICA DE PORTUGAL. 2.ª edição. Lisboa, União Gráfica, 1948. In-8.º (19 cm) de 474, [6] p. ; il. ; B.
Importante subsídio para a história da Igreja em Portugal.
Trata-se da segunda edição desta interessante obra, melhorada e acrescentada.
"História Eclesiástica de Portugal é uma obra objectiva e não apologética sobre uma instituição que influenciou decisivamente o destino de Portugal.
 O Padre Miguel de Oliveira, cuja honestidade científica foi amplamente reconhecida, traça a evolução da Igreja Católica no nosso país, desde os alvores do cristianismo, com o domínio romano, até aos nossos dias, passando em revista vinte séculos de evangelização.
 Numa abordagem equilibrada e sintética, analisam-se, com rigor e isenção, assuntos como as relações entre a Igreja e o Estado ou a actividade missionária e pedagógica das ordens religiosas, entre muitos outros.
Conhecer a história eclesiástica de Portugal é um caminho fundamental para compreender a realidade em que vivemos e o legado de fé e de ecumenismo que os nossos antepassados nos transmitiram."
(Fonte: Wook)
Livro ilustrado no texto com desenhos, fotografias e reproduções de pintura e gravuras.
"Traçamos nesta edição, antes de cada período, breve resumo da história da Igreja, para mostrar como nela e inserem as particularidades respeitantes ao nosso país. Pusemos especial cuidado na revisão dos Catálogos episcopais, tarefa ingrata que Herculano dizia não invejar para si, tal a dificuldade de averiguar as datas."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Lombada "partida". Capas oxidadas. Com alguns trechos sublinhados a caneta no interior e notas manuscritas. Ostenta ex-libris de Carlos Marques na f. rosto.
Invulgar.
15€

17 março, 2017

OLIVEIRA, P. Miguel de & NEVES, P. Moreira das - A PADROEIRA DE PORTUGAL : notas e documentos. Lisboa, Edições Letras e Artes, 1940. In-8.º (18,5 cm) de 54, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Monografia sobre Nossa Senhora de Fátima (ou N. Sra da Conceição), Padroeira de Portugal, publicada na sequência das comemorações do duplo centenário da Fundação e da Restauração de Portugal, celebrado em 1940.
Ilustrada com bonitas vinhetas.
"É vastíssima a bibliografia mariana portuguesa. Mas sente-se a falta dum volume cómodo e breve, em que o leitor não tenha de prevenir-se contra o elemento lendário, aliás tão curioso, nem se exponha a fatigar-se com intrincadas análises eruditas.
A Padroeira de Portugal apresenta-se com a simplicidade que, no pensamento dos autores, foi propósito.
Verdades que andavam misturadas com devotas ilusões, notas esparsas, documentos abandonados ou mal conhecidos, de tudo aqui ficará um pouco, mais em louvor da Virgem da Conceição do que em jeito de lição de história religiosa e nacional."
(Excerto da introdução)
"O dogma da Imaculada Conceição foi-se precisando na doutrina da Igreja por um esfôrço secular de tradição cristã. Nos primeiros séculos, os escritores eclesiásticos dão claro testemunho da elevada santidade da Virgem Maria e afirmam cada vez mais solenemente a sua absoluta pureza, mas não fazem referência expressa àquele mistério.
Só na Idade Média, com o aparecimento da festa da Conceição de N. Senhora, surgiram controvérsias teológicas sôbre as quais a Igreja evitava pronunciar-se, mas que contribuíram notàvelmentte para o esclarecimento da doutrina."
(excerto de História do dogma)
Índice:
- História do dogma. - Origens da festa. - Primícias do culto em Portugal. - A eleição da Padroeira. - Breve de Clemente X, confirmando a eleição. - Novos testemunhos da devoção portuguesa. - Lápides votivas. - Em louvor da Padroeira.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Dedicatória (não dos autores) na f. anterrosto.
Raro.
Indisponível

02 outubro, 2011

OLIVEIRA, P. Miguel de - OURIQUE EM ESPANHA. Nova solução de um velho problema. Por... Lisboa, Editora Pro Domo, Limitada, MCMXLIV [na capa, 1945]. In-8.º (19 cm) de 139, [8] p. ; B. Col. Cultura Histórica, 1
1.ª edição.
"Importa mais à história fixar com verdade o local do acontecimento do que deixá-lo vago e incerto. E aos espíritos sérios, a jornada de Ourique interessa realmente pelas suas proporções históricas, e não pelas suas florituras, tanto mais acreditadas quanto mais extravagantes, com que a embelezam os cronistas."
(Excerto da Nota preliminar)
Exemplar em bom estado geral de conservação; capas oxidadas; páginas amarelecidas por acção do tempo.
Invulgar.
Indisponível