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21 maio, 2026

NEVES, C. M. Baeta -
PARQUES E RESERVAS.
Por... Publicações da «Liga para a Protecção da Natureza» - II. Lisboa, [s.n. Composto e impresso na Sociedade Astória, Lda. - Lisboa], 1950. In-4.º (24,5x17,5 cm) de 24 p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Reflexões do autor a propósito da criação de Parques e Reservas, comparando para o efeito diversas reservas estrangeiras. Trabalho publicado em separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, N.ºs 11-12 Novembro e Dezembro - 1949.
Opúsculo ilustrado em página inteira com fotografias a p.b. e um mapa.
"Embora seja uma triste conclusão pode-se afirmar que: «o curso do desenvolvimento da civilização humana é ao mesmo tempo a história da destruição e devastação da Natureza» (Schoenichen in Flores).
É certo que na Europa desde os primeiros tempos de Idade Média foram decretados pelos monarcas mais avisados numerosas medidas de protecção à fauna e flora, mas a acção daquelas, apesar de tudo, não conseguiu evitar que o problema fosse aumentando cada vez mais de importância e complexidade, a ponto de justificar como legítima aquela síntese."
(Excerto da Palestra)
Carlos Manuel Leitão Baeta Neves (1916-1992). "Silvicultor, professor, cientista e divulgador, Baeta Neves foi uma das maiores figuras deste país no domínio da Silvicultura e Conservação da Natureza.
Publicou perto de 200 trabalhos de carácter científico e cerca de 850 de divulgação, disseminando saber e energia por áreas tão diversificadas como o Ensino Florestal e a Investigação, a Entomologia, a Conservação dos Produtos Armazenados, a Silvicultura, a Aquicultura, a Cinegética, a Arquitectura Paisagista, a Conservação do Património, a História Florestal e a Conservação da Natureza."
(Fonte: https://www.isa.ulisboa.pt/ceabn/content/1/100/professor-carlos-manuel-leitao-baeta-neves)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
10€
Reservado

12 maio, 2026

NOVO DICCIONARIO DAS FLORES : Folhas, Fructos. Hervas, Raizes, Cores e Gestos.
Quarta edição (Muito melhorada). Lisboa, Livraria Barateira, [192-]. In-8.º (19,5x13,5 cm) de 48 p. ; B.
Curioso "dicionário" do amor, utilizando o universo botânico de forma que todas as plantas têm um significado oculto e uma correspondência amorosa em palavras e ideias, que facilitaria a comunicação cifrada dos namorados.
Índice:
Primeira Parte: Folhas, Fructos. Hervas, Raizes, Cores e Gestos. Segunda Parte: Contém as palavras que são representadas por flores, folhas, frutos, hervas raizes. E outros aasumptos para maior facilidade de um recado de amores. Terceira Parte: Das pedras preciosas. Quarta Parte: Quadro synoptico das diversas especies de amor.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos. Capa apresenta pequenas falhas de papel marginais.
Raro.
Indisponível

08 maio, 2026

SILVA, Maria Luísa Mercês de Mello Alarcão e & SILVA, Alberto Eduardo Alarcão e -
A REAL TAPADA D'ALCÂNTARA / AJUDA. Lisboa, Junta de Freguesia de Alcântara, 2013. In-8.º (21x15 cm) de 39, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Bonita monografia sobre a Tapada da Ajuda e a sua história.
Ilustrada no texto com reprodução de gravuras, fotografias e uma planta a cores: "Planta da Real Quinta do Calvário. Levantada e desenhada por Jozé Antonio de Abreu, capitão engenheiro, vogal secretário da Comissão do Tombo dos Bens da Coroa em 1844."
"A Tapada da Ajuda é um Parque Botânico de reconhecido interesse, com c. 100 hectares, localizado no interior da cidade de Lisboa, entre o Parque Florestal de Monsanto e o vale de Alcântara. Nela encontra-se um extenso património natural, histórico, arqueológico e arquitetónico, este último dos séculos XVII ao XX. [...] No que concerne ao património natural, destaca-se uma Reserva Botânica, arboretos diversos, viveiros florestais, terrenos de cultura (pomares, vinhas, prados, culturas arvenses e hortícolas), diversas espécies domésticas e silvestres características, e jardins. De entre estes últimos, realcem-se o Jardim da Parada, o Jardim da Rainha e o Jardim do Auditório. No primeiro, em frente ao Pavilhão de Exposições, ocorriam paradas militares e, na altura da Exposição, desfiles de animais e alfaias agrícolas. No segundo, existem três bancos forrados a azulejos, da década de 1940, que retratam episódios históricos e religiosos. No último, situado no extremo sul da Tapada, encontra-se um Anfiteatro de Pedra, da autoria do Arquiteto Francisco Caldeira Cabral. No ponto mais alto da Tapada, junto ao marco geodésico (134 m de altitude), existe um miradouro que oferece um vasto panorama sobre a cidade e o rio Tejo. O conjunto intramuros da Tapada da Ajuda encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público."
(Fonte: https://www.ulisboa.pt/patrimonio/tapada-da-ajuda)
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa dos autores ao Professor António Martins Alves.
"A "Tapada d'Alcântara", ou tão simplesmente "A Tapada", como os habitantes do local a conheceram e designaram, de jeito quase familiar, mudada que foi - devido ao terramoto do dia 1 de Novembro de 1755 - a residência régia habitual do Terreiro do Paço para construções provisórias de madeira (A "Real Barraca") na zona da Ajuda, "é natural que passasse a Tapada, quanto ao nome, a sofrer a influência da nova valorização dos sítios confinantes: Alcântara decairia em favor da Ajuda, sobranceira e firme; a dois passos, confinada entre os seus altos muros, vista agora do cimo do monte melhor figurava a vasta propriedade a soberania de seus donos, como que formando traço de união um tanto agreste entre o paço e a cidade."
(Excerto da Apresentação)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
 

31 julho, 2025

CID, A. Salter - PLANTAS AROMATICAS E PERFUMES. Agricultura Colonial. Lisboa, Typographia da Livraria Ferin, 1906. In-8.º (21 cm) de 46, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante manual de fabrico de perfumes elaborado a partir da identificação e transformação de plantas aromáticas produzidas nas colónias portuguesas.
O autor justifica o cultivo destas plantas em solo ultramarino com o crescente interesse dos mercados internacionais nestes produtos, dando como exemplo a França - um dos potentados da indústria perfumeira -, a Alemanha e a Inglaterra, ilustrando o apontamento com alguns dados estatísticos sobre a importação de matérias primas similares realizadas por estes países.
"Pensamos que teria alguma cousa de util e opportuno chamar a attenção dos colonos portuguezes para a exploração de algumas plantas uteis e de bastante importancia commercial, por isso nos resolvemos a confeccionar este modesto trabalho em que trataremos de um dos muitos gruppos d'essas plantas uteis que conviria explorar, - as plantas aromaticas. [...]
Ao grande valor venal dos productos da industria de perfumaria accresce a enorme vantagem, sobretudo para as colonias longinquas, do seu pequeno volume e portanto diminutas despezas de transporte.
O material industrial para a sua fabricação é tambem, relativamente insignificante e pouco braços exige a sua laboração.
Como em portuguez pouco se tem escripto sobre esta especialidade, talvez alguma utilidade tenha esta publicação que, embora d'um modo resumido, encerra o essencial que ao colono europeu convêm saber sobre a cultura de algumas das principaes plantas aromaticas de que se extrahem perfumes."
(Excerto do Prefacio)
Indice:
Prefacio. | Badiana. | Belgate - Chá do Gabão. | Benjoin. | Canneleira. | Geranio Rosat. | Girofeiro. | Patchouly. | Vanilheira. | Ylang-Ylang.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior direito.
Raro.
35€

25 novembro, 2023

BENEVIDES, Dr. Antonio Albino da Fonseca -
DICCIONARIO DE GLOSSOLOGIA BOTANICA OU DESCRIPÇÃO DOS TERMOS TECHNICOS DE ORGANOGRAPHIA, TAXONOMIA, PHYSIOLOGIA, E PATHOLOGIA VEGETAL.
Com a exposição succinta das familias naturaes e suas tribus actualmente adoptadas, redigido á vista dos melhores diccionarios botanicos, em que se acha refundido especialmente o do Dr. Brotero. Para uso dos que se dedicão a este ramo das sciencias naturaes. Pelo author do Compendio de Botanica, já impresso pela Academia Real das Sciencias, o... Socio Livre... [etc.] Lisboa. Na Typografia da Academia Real das Sciencias. 1841. In-8.º (21x14,5 cm) de [4], IV, 487, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Dicionário de termos botânico. Obra de referência, trata-se de um importante subsídio oitocentista sobre o assunto e pioneiro na época.
"Sendo os Diccionarios scientificos destinados para exprimir o aperfeiçoamento, a que tem chegado a linguagem techinica de qualquer Sciencia; o estado actual da Botanica exigia que na nossa lingua se publicasse huma Obra desta natureza, em razão dos progressos que esta parte das Sciencias Naturaes tem feito nos ultimos tempos. A Botanica Portugueza carecia inteiramente de hum Diccionario, porquanto aquelle que o Dr. Brotero inserio no 2.º Tomo do seu Compendio de Botanica, impresso em Paris em 1788, comprehende unicamente os termos Latinos, faltando todos os que do Grego se tem novamente adoptado. [...] Verdade he que o nosso illustre Botanico , tambem introduzio maior numero de termos na sua Flora Lusitana e Phytographia: porêm como estas obras são em Latim, grande parte dos termos ainda se não achão vertidos em Portuguez, apezar do que escreveo o Dr. Figueiredo na sua Flora pharmaceutica e alimentar, e do que se acha escripto em algumas Memorias botanicas impressas em nossas Collecções Academicas, e Jornaes scientificos portuguezes; he evidente que não existe entre nós hum Diccionario completo de Glossologia Botanica, e por consequencia huma Obra de similhante natureza, que sahe á luz a primeira vez..."
(Excerto do Proemio)
António Albino da Fonseca Benevides (Lisboa, 1816 - Lisboa, 1885). "Foi um médico português, doutorado em Medicina pela Universidade de Pisa, médico honorário da Real Câmara, do hospital de S. José, das cadeias civis e da Misericórdia, bem como sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, e doutorou-se na Universidade de Pisa. Em 25 de Outubro de 1836 foi nomeado médico do hospital de S. José, ficando efectivo a 24 de Janeiro de 1845, sendo aposentado a 10 de Outubro de 1876.
Principais Publicações: Compendio de Botanica do Doutor Felix de Avellar Brotero, addicionado e posto em harmonia com os conhecimentos actuaes d’esta sciencia, segundo os botanicos mais celebres, como Mirbel, De Candolle, Richard, Lecoq, e outros; Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa, Lisboa, 1837‑1839; 2 volumes com estampas; Diccionario de Glossologia Botanica, ou descripção dos termos technicos de Organographia, Taxonomia, Physiologia e Pathologia vegetal; para uso dos que se dedicam a este ramo das Sciencias naturaes; Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa; Lisboa, 1841; Memoria sobre o uso das nossas aguas mineraes sulphurosas nas molestias cutaneas, comprovado por observações, tanto dos medicos antigos como modernos, e destinada a generalisar a sua applicação nestas enfermidades; Lisboa, 1843; Memoria sobre as aguas mineraes sulfurosas, no tomo I da 2.ª série das Memorias da Academia Real das Ciências; Lisboa 1844.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas apresentam desgaste nos cantos. Mancha de humidade visível nas últimas páginas junto ao festo, não prejudica a mancha tipográfica.
Raro.
Com interesse histórico.
85€

27 setembro, 2023

SEQUEIRA, Eduardo -
BOTANICA RECREATIVA.
Com 191 Gravuras e o Retrato do Auctor. Porto, Gazeta das Aldeias, 1910. In-8.º (18,5 cm) de 311, [1] p. ; [1] f. il. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Importante estudo botânico que inclui a descrição, plantação, aplicações e o aproveitamento ornamental de inúmeros frutos e espécies vegetais. Manual raro e muito curioso, algo surpreendente.
Muito ilustrado no texto com bonitos desenhos, e em separado, com um retrato do autor e o seu Cão de Água Português, cliché da casa Marques Abreu & C.ª, do Porto.
"As ultimas palavras de Goethe, o grande escritor allemão, foram: Luz, mais luz, muita luz!
E, como muito bem accentuou o divino escriptor francez Michelet em um dos seus mais encantadores volumes, o que o grande genio, filho dilecto de Deus, disse nos seus ultimos momentos, repete-o em cessar toda a criação, desde o mollusco que vive no fundo do mar, até á ave que vôa nas mais altas regiões do ceu, desde a mais humilde planta até ás arvores gigantes das florestas seculares.
A luz é a vida, a luz é a alegria, a luz é a força e o vigor. Todo o ser animal ou vegetal, privado de luz, enfraquece de prompto e morre em breve, precocemente caduco. É facil verificar, em poucas horas, os effeitos da falta de luz nas plantas, semeando, por exemplo, grãos de Trigo em um pequeno vaso, que se mantem em local escuro, mas sempre com a terra sufficientemente humida, affim de favorecer a germinação do grão. Os pequeninos vegetaes, assim privados de luz, não só rebentam sem vigor, mal podendo erguer as suas debeis hastes, mas tambem estas nascem completamente brancas. Retirados da escuridão e levados gradualmente para a luz, fortalecem-se, levantam triumphalmente as suas hastes e adquirem, de prompto, o seu lindo e brilhante colorido verde.
A planta procura sempre a luz.
D'ahi o vermos frequentemente, nos campos, nos jardins, nos bosques, arbustos e arvores plantados proximo de muros ou em locaes assombrados parcialmente por qualquer obstaculo, torcerem-se, perderem a sua usual fórma erecta, para irem procurar, em direcção irregular e forçada, a luz que é a sua alegria, a sua vida."
(Excerto de O effeito da luz nos vegetaes)
Indice das materias contidas n'este livro:
Dedicatoria. | Os effeitos da luz nos vegetaes. | Os casamentos das plantas. Fecundações naturaes e ecundações artificiaes. | Germinações curiosas. | Germinação instantanea de sementes. | Os infinitamente pequenos. | A flora das moedas e das notas. | Sementes que se fazem transportar. Sementes com harpões. | Sementes que voam. | Sementes que saltam. | As sementes lagartas. | Folhas que dançam. | Plantas que andam. | A teimosia das plantas. | O enraizamento das plantas. | As raizes extravagantes. | Os caprichos das raizes. | As enxertias das Cacteas. | Os caprichos das flores. | Curiosa planta barometro. | Higrometros vegetaes. | A bussula de Flora. | Plantas detonantes. | Uma planta electrica. | A planta renda. | A Sensitiva. | As plantas bebedouros. | Colchico do outono. | As flores comestiveis. | A historia da arvore. | As bengalas rusticas. | Jogos e divertimentos varios. | As Cerejas. | Os enffeites de fructos sêccos. | Illuminações e fogos d'artificio com fructos. | Fructos com desenhos e fructos em garrafas. | As applicações populares do Sabugueiro. | Os instrumentos musicaes primitivos. | O Chocalho de Junco. | As flores e fructos pittorescos. | Cestas para flores. | Trabalhos com gramineas. | Desenhos de flores. | As ornamentações com flores sêccas. | Grão que dança e salta, e Maçã magica. | As folhas sêccas. | A colorisação das flores. | Uma planta extravagante. | Cultura recreativa dos Jacinthos. | As Aboboras e um Repuxo original. | Arvores em vaso. | Indice das gravuras. | Indice das plantas e fructos estudados ou mencionados n'este livro.
Encadernação lisa inteira de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura e posse na f. ante-rosto. Capa algo oxidada.
Raro.
Indisponível

18 agosto, 2023

FEIJÃO, Dr. Méd. Raúl d'Oliveira - ELUCIDÁRIO FITOLÓGICO. Plantas vulgares de Portugal Continental, Insular e Ultramarino (classificação, nomes vernáculos e aplicações). [Por]... Da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, Da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais. Volume I A-H [Volume II I-O e Volume III P-Z]. Artigo de Divulgação N.º 8 [9 e 10]. Lisboa, Editado pelo Instituto Botânico de Lisboa, 1960-1961-1963. 3 vols in-4.º (24x16,5 cm) de [6], 472, [2] p. (I) - 462, [2] P. (II) - 394, [2] P. (III) ; B.
1.ª edição.
Importante repositório botânico - pioneiro - de Portugal Continental, Ilhas e Províncias Ultramarinas.
Obra de fôlego - em três volumes (completo) - com texto impresso a duas colunas, prefaciado por Rui Teles Palhinha, conhecido botânico e professor, natural de Angra do Heroísmo.
Volume I valorizado pela dedicatória autógrafa do autor, na f. ante-rosto, "Ao Colega e grande amigo Dr. Abel Alves".
"A ideia do trabalho que hoje apresentamos a público sob o título Elucidário Fitológico, nasceu das necessidades e dificuldades que o autor encontrou ao procurar os nomes comuns e aplicações correntes das plantas vulgares com nomes vernáculos conhecidos, quer espontâneas, quer subespontâneas ou cultivadas, no Continente, Ilhas Adjacentes e Províncias Ultramarinas, investigação essa destinada a um outro trabalho que o autor projecta executar.
Repositório cuidado e minucioso de tudo quanto pôde chegar ao nosso conhecimento através de muitas horas de persistente labor, está longe (e muito longe mesmo) de poder corresponder à perfeição absoluta, mas, esperamos, marcará como primeiro passo para uma futura e mais completa obra que outros poderão, certamente, realizar em melhores condições que nós o pudemos fazer. [...]
A grafia dos nomes vernáculos respeitantes às diferentes espécies usualmente conhecidas, quer na Província, onde a pronúncia é por vezes alterada ao sabor popular, quer nos diferentes territórios do nosso vasto Portugal, onde tantos idiomas e dialectos se falam, é, por vezes, bastante complicada.
Os sons empregados pelos naturais das nossas Ilhas Adjacentes ou pelos indígenas dos diferentes Continentes se localizam, podem, como muito bem diz Conde de Ficalho na sua bela obra «Plantas Úteis da África Portuguesa», ferir de modo variável os diferentes ouvidos, resultando ser a ortografia recolhida nas várias obras consultadas, a maior parte das vezes forçosamente sónica, e por isso muito flutuante na sua grafia. [...]
Em caso, porém, de qualquer dúvida acerca do modo como se encontre inscrita determinada espécie, deverá sempre o leitor reportar-se ao "Índice dos Nomes Botânicos", que fàcilmente o remeterá à página onde se encontra a planta desejada, etiquetada sob o nome mais vulgarmente usado e seguida dos nomes vernáculos por nós conhecidos, bem como das suas principais propriedades e aplicações."
(Excerto de Explicação prévia)
Exemplares em brochura, bem conservados.
Obra invulgar.
Indisponível

21 julho, 2023

GUIMARÃES, Júlio - A SAÚDE PELAS PLANTAS. 250 receitas de remédios compostos com plantas medicianis e descriminação da utilidade das mesmas, de frutos, legumes, vegetais, preparação de tisanas, xaropes, etc. Coordenação de... 1.ª Parte [2.ª Parte].  Colecção Doméstica n.º 17/18-A. Lisboa, Livraria Barateira, [19--]. 2 vols in-8.º (19,5 cm) de 30, [2] p. (I) e 31, [1] p. (II) ; B.
1.ª edição.
Conjunto de mézinhas e panaceias preparadas a partir de frutos e plantas medicinais para resolução dos mais diversos problemas de saúde.
Interessante repositório de receitas em 2 volumes (completo). Raro e muito curioso. A BNP não menciona.
Contém no início do vol. I a "Significação de algumas palavras""Para mais fácil compreensão de alguns termos técnicos empregados na medicina, e que se encontram no decorrer dêste livro, publicamos a significação em linguagem popular."
Ex-libris nos dois exemplares de José Coelho (1887-1977), conhecido professor e arqueólogo viseense - conhecido carinhosamente por "Indiana Jones de Viseu".
Exemplares brochados, agrafado, em bom estado geral de conservação. Capa do 1.º volume apresenta falha de papel nos cantos exteriores. Inclui factura e documento de cobrança da Livraria Barateira em nome de José Coelho.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

28 janeiro, 2023

VASCONCELLOS, J. de Carvalho e & FRANCO, J. do Amaral - AS PALMEIRAS DE LISBOA E ARREDORES.
Por... Separata de: «Portugaliae Acta Biológica» : Vol. II, fac. 4, págs 289-425
. [S.l.], [s.n.], 1948. In-4.º (24 cm) de 137, [1] p. (289-425 pp.) ; (XXXI) f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante trabalho monográfico com interesse histórico e botânico. Trata-se, julgamos, do único trabalho com a grandeza e pormenor dedicado a esta planta/árvore ornamental, que passa pelo levantamento exaustivo de todas as espécies de palmeiras existentes na a área metropolitana de Lisboa - com a respectiva descrição técnica -, amostra que, reconhecidamente, reflete a realidade do território nacional.
Livro ilustrado a p.b. com 31 desenhos e fotografias em página inteira.
"A necessidade de possuirmos bases seguras para a identificação das palmeiras cultivadas em Portugal é a causa do presente trabalho, em que as referidas bases são procuradas.
Como não nos foi possível de momento fazer o reconhecimento minucioso das espécies cultivadas em todo o País, iniciámos este estudo pela identificação das cultivadas em Lisboa e seus arredores, onde, sem dúvida, a maior parte está representada e na posse destes elementos será mais fácil de futuro completar esta identificação.
As palmeiras constituem motivo ornamental frequente nos nossos jardins, parques, avenidas e outros locais, vegetando grande número das suas espécies, entre nós cultivadas, perfeitamente ao ar livre, florescendo e frutificando regularmente e algumas mesmo tendo em determinadas condições regeneração natural. Embora nem sempre concordemos com o seu emprego, não deixamos de considerar que têm o seu lugar próprio entre a Flora ornamental utilizável no nosso País. Como possuem aspectos estéticos diferentes, dimensões diversas, exigências particulares, as variadas espécies de palmeiras apresentam aplicações apropriadas a cada caso, em que a sua utilização seja aconselhável. Por esse motivo, torna-se necessária a sua perfeita determinação e conhecimento, a fim de evitar erros de identificação que conduziriam possìvelmente à aplicação menos adequada dos indivíduos erròneamente classificados."
(Excerto da Introdução)
Matérias:
I - Introdução. II - Referências gerais. III - Descrição das palmeiras estudadas. | Autores citados. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

12 maio, 2015

[CHERNOVIZ, Pedro Luís Napoleão] - MEMORIAL THERAPEUTICO OU BREVE INDICAÇÃO DE VARIAS FORMULAS EMPREGADAS COM INEXCEDIVEL EXITO NO DECURSO DE MAIS DE TRINTA ANNOS DE EXERCICIO PRATICO DE CLINICA E PHARMACIA NO IMPERIO DO BRAZIL. Acompanhado como additamento de uma exposição botanica das plantas medicinaes brazileiras, cujos usos vão indicados no texto d'esta obra. Lisboa, Typgraphia Universal de Thomaz Q. Antunes, Impressor da Casa Real, 1873. In-8.º peq. (13,5cm) de [2], 123, [1] p. ; E.
1.ª (e única) edição.
Curiosíssimo trabalho publicado sob anonimato, sabe-se que o seu autor foi Pedro Luís Napoleão Chernoviz, médico polaco, durante muitos anos radicado no Brasil. O livro divide-se em duas partes:
O Memorial Therapeutico, que inclui 185 preparados;
A Descripção das Plantas Medicinaes Brazileiras citadas em varias fórmulas d'este Memorial.
Mais tarde, o autor integraria esta obra em edições posteriores do seu conhecido Formulario ou Guia Médica (1841), julgamos que, a partir da 10.ª edição (1879).
"A presente publicação nada tem de commum com essa alluvião de formularios, que um desejo de ganhar nome, ou a cubiça do lucro acarretam quasi quotidianamente para o mercado dos livros; não passando a maior parte das vezes de meras especulações, com que se illude a credulidade do vulgo ignaro sem proveito da sciencia.
As fórmulas recoplidas n'este livrinho, e entregues hoje á publicidade, são exclusivamente o fructo de conscenciosas observações e experiencias medico-pharmaceuticas, emprehendidas e executadas no periodo de tres decadas de annos em que o auctor residiu e exerceu os dois ramos da arte de curar no imperio de Vera Cruz."
(excerto da introdução)
Pedro Luiz Napoleão Chernoviz (1812-1881). "O doutor Pedro Luiz Napoleão Chernoviz, nome abrasileirado de Piotr Czerniewicz, nasceu na Polônia (Lukov), em 1812. Em 1830, já como estudante de medicina na Faculdade de Varsóvia, foi obrigado a sair de seu país, ainda bem jovem, por ter participado de um levante contra o domínio russo. Assim como milhares de outros poloneses, recebeu abrigo em território francês, onde pôde continuar seus estudos, doutorando-se, aos 25 anos, em medicina pela Faculdade de Montpellier.
Na busca de fama e fortuna, resolveu, em 1840, aventurar-se pelas terras brasileiras, uma vez que o país era visto como promissor na área da saúde. Em dezembro do mesmo ano, teve seu diploma reconhecido pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e foi aceito na Academia Imperial de Medicina, como membro titular. Entretanto, ao entrar em contato com as vivências e costumes da capital brasileira, percebeu que, para atingir seus propósitos de enriquecimento, o meio mais eficaz não seria clinicar ou dedicar-se à arte cirúrgica. Isto porque já existiam muitos consultórios médicos e de cirurgiões renomados na cidade carioca.
Entretanto, esse quadro não se repetia nos vilarejos interioranos, afastados dos grandes centros urbanos. Havia uma numerosa população rural carente de todo tipo de assistência relacionada à saúde. A partir dessa constatação, Chernoviz dedicou-se à idéia de produzir manuais em língua portuguesa, que tivessem explicações sobre o conjunto posológico e indicações de procedimentos básicos, que pudessem orientar leigos e acadêmicos nos atendimentos diários e nos primeiros diagnósticos.
A idéia viria a se materializar com as publicações do Formulário e Guia Médico (1841) e do Dicionário de Medicina Popular e das Ciências Acessórias (1842), que se tornaram referência para as questões médicas. Grande foi a aceitação desses manuais, o que resultou na publicação de várias edições. Segundo o estudioso Hilton Seda, possivelmente em virtude das críticas que estava recebendo pelo fato de seus manuais facilitarem o acesso dos leigos à medicina, Chernoviz teria se desligado, em 1848, da Academia Imperial de Medicina.
Em 1855, retornou a França, em companhia de sua mulher Julie Bernard e de seus seis filhos (um dos quais daria continuidade a seu grande projeto editorial) e morreu, em Paris, em 1881. Sem dúvida, foram várias as contribuições de Chernoviz para o campo da saúde: publicou diversos artigos na Revista Médica Fluminense e na Gazeta Médica da Bahia. Entretanto, não ficou conhecido no Brasil por sua atuação acadêmica ou clínica, mas por seus manuais médicos, que se tornaram instrumentos essenciais para disseminar práticas e saberes aprovados pelas instituições médicas oficiais no cotidiano daquela população.
A imagem de Chernoviz foi, assim, associada aos próprios manuais, como fica claro a partir do poema Dr. Mágico, de Carlos Drummond de Andrade: "Dr. Pedro Luís Napoleão Chernoviz / Tem a maior clientela da cidade. / Não atende a domicílio / Nem tem escritório. / Ninguém lhe vê a cara. / Misterioso doutor de capa preta ou invisível, (...)"."
(Fonte: http://www.museudavida.fiocruz.br/brasiliana/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=40&sid=30)
Encadernação inteira de percalina com título da obra gravado a seco e a ouro na pasta frontal.
Raro.
Indisponível

15 dezembro, 2014

LANDOLT, Cândido Augusto - FAUNA E FLORA MARITÍMAS DA PÓVOA DE VARZIM. Por... (Com um prefácio do Ilustre Prof. Dr. Duarte Carrilho). Braga, Tipografia Sousa Cruz, 1928. In-4º (22cm) de 59, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Com um retrato do autor em extratexto.
Curioso estudo sobre as espécies que habitam o litoral poveiro.
Matérias:
Breves noções sobre a classificação natural dos seres vivos.
I - Animais e vegetais. II - Classificação dos seres vivos. Classificações artificiais e naturais. III - Classificação actual dos seres vivos. Classificação botânica. IV - Uso das Floras. V - Classificação dos animais. VI - Classificação dos seres vivos, citados neste livro. VII - Mamíferos. Cetáceos. VIII - Aves. IX - Estudo alfabetado das espécies observadas. X - Observação do prefaciante. XI - Reptis e batráquios. XII - Estudo de alguns reptis. XIII - Estudo de alguns batráquios. XIV - Peixes. Estudo de alguns peixes. XV - Invertebrados. XVI - Esboço da classificação dos invertebrados. XVII - Alguns invertebrados da Póvoa de Varzim, alfabetados.
Nota final.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

25 setembro, 2014

ARTE DA AGRICULTURA PALMARICA : em que se ensina o modo de plantar as palmeiras, conservar e grangear os palmares, conforme foi impressa no n.º 8 (Janeiro de 1855) do Boletim e Annaes do Conselho Ultramarino. Lisboa, Imprensa Nacional, 1855. In-8.º (15,5cm) de VI, [2], 49, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de plantação de palmeiras, especialmente impresso para a divulgação do seu cultivo na África portuguesa.
"Entre as numerosas producções com que a mão do Creador enriqueceu a Zona intertropical, poucas são talvez tão preciosas, como em geral são as diversas especies da numerosissima familia das palmeiras."
(excerto da introdução)
"A arte que se vai lêr, é o fructo do trabalho e longa experiencia de um Leigo Jesuita, que esteve á testa das grandes e numerosas fazendas, que aquella riquissima ordem possuia na Provincia de Salsete. Não consta que fosse impressa, a não ser que ha pouco tempo se estamparam algumas paginas. Só existe na mão de alguns curiosos, mas tão inçada de erros dos copistas ignorantes, que verdadeiramente a tornam inintelligivel em muitas partes. Não fiz portanto mais do que, confrontando varias copias, purga-la d'estas manchas grosseiras; e explicar em notas especialmente alguns nomes e termos usados na India e em Gôa, e que debalde se procurarão nos Diccionarios de lingua portugueza."
(Advertência ao leitor)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos. Carimbo de oferta do Ministério da Colónias na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

30 dezembro, 2011

LISBOA, Frei Cristóvão de - HISTÓRIA DOS ANIMAIS E ÁRVORES DO MARANHÃO. Estudo e notas do Dr. Jaime Walter ; prefácio de Alberto Iria. Lisboa, Publicação do Arquivo Histórico Ultramarino e Centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1967. In-fólio (31cm) de XII, 158, [186] p. ; il. ; B.
Exemplar valorizado com extensa dedicatória autógrafa do prefaciador ao "Dr. Clemente Rogeiro, eminente Director Geral de Informação, no dia da posse deste seu alto cargo...".
Tabuada: Prefácio; I - Explicação; II - Estudo; III - Leituras e comentários; IV - Reprodução fac-similada do códice; V - Índice dos peixes do Maranhão e do Pará, plantas, árvores e pássaros.
"Na secção de «Reservados» da biblioteca do Arquivo Histórico Ultramarino existe um códice que mede 0,30 cm X 0,22 cm, com encadernação inteira de pergaminho grosso, já amarelo-carregado, tendo na lombada, em caracteres do século XVII, escritos com tinta castanho-escura, a indicação Animaes do Maranhão. Contém esse livro cento e noventa e oito folhas de papel, todas em bom estado, com uma marca de água que não conseguimos identificar. A folha do frontispício dá-nos a indicação de se tratar da História dos animaes, e arvores do/Maranhão/Pelo muito Reverendo Padre Fr. Chris-/tovão de Lisboa Calificador do Santo/Officio, e fundador da Custodia do/Maranhão da Recolecção de/Santo António de/Lisboa. Anno... não indicando, como se verifica, além da palavra ano, a data em que foi escrita ou se fizera a sua compilação. As três primeiras folhas, a seguir, sem numeração, são ocupadas por um índice alfabético dos nomes das espécies contidas no códice. As cento e sessenta e quatro folhas seguintes, todas numeradas, contêm desenhos variados, feitos a lápis e cobertos a tinta, com um ou outro esboço ainda a lápis, apresentando-se em branco as fols. 29, 30, 31, 61 e 70, e havendo vestígios de ter sido arrancada a fol. 35. As trinta folhas restantes são as que contêm um texto escrito, relacionado com as espécies desenhadas, estando igualmente em branco a fol. 171." (excerto do estudo)
Frei Cristóvão de Lisboa (1583-1652) foi um missionário português. "Escreveu A História dos Animais e Árvores do Maranhão, presumivelmente, entre 1624 e 1627, mas foi impressa apenas em 1967. Frei Cristóvão soube, durante o seu trabalho de evangelização, captar e valorizar informações sobre os habitantes e a natureza maranhenses. Realçe na obra, para os desenhos e a acuidade da caracterização descritiva e dos comentários feitos pelo franciscano português. A interpretação sonora e a transcrição do nome pelo qual era conhecida a espécie pelos habitantes locais, bem como a citação do modo de tratar e usar como alimento as suas sementes, como feitos por Frei Cristóvão, trazem à tona uma pequena fracção do saber sobre a natureza que as populações autóctones detinham antes da chegada dos europeus ao território brasileiro e de como este conhecimento pode ser captado e valorizado."
Exemplar brochado com as capas plastificadas reproduzindo a encadernação original inteira de pergaminho.
Excelente exemplar.
Invulgar, com interesse histórico.
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25 setembro, 2011

BONANÇA, João - HISTORIA DA LUZITANIA E DA IBERIA : Desde os Tempos Primitivos ao Estabeleciemnto Definitivo do Dominio Romano : Parte Fundada em Documentos atá ao Presente Indecifraveis : Obra illustrada de muitas gravuras de plantas e animaes das eras geologicas dos primeiros productos da industria humana e das primitivas moedas hispanicas; dos duzentos caracteres do alphabeto luziberico e de um amplo mappa geographico da Hispanha antiga contendo consideravel numero de povoações mais do que as inscriptas nos mappas até agora publicados e do que as mencionadas pelos antigos escriptores : por... Volume I [e único]. Lisboa, Imprensa Nacional [na capa] ; Empresa da Historia da Luzitania e da Iberia, 1891 [na capa] [no verso do rosto vem assinalado 1887]. In-4º (28cm) de 900, [5] p. il. ; il. ; E.
"João Bonança (1836-1924), foi um jornalista, escritor e político. Personagem controverso, foi padre, mas afastou-se da Igreja em 1870. Tornou-se jornalista e entrou na política. Participou em vários movimentos nacionais, entre eles na corrente para abolir a pena de morte e para a introdução do código civil. Escreveu sobre religião e sobre mudanças sociais. Ajudou a fundar o jornal “O Trabalho”. Era amigo de Antero de Quental e de Teófilo Braga, entre outros nomes da geração de 70. Em 1911, forma o partido político "Integridade Republicana", tendo-se candidatado à Presidência da Repúnlica, embora sem resultado."
Belíssima encadernação contemporânea inteira de pele com cercadura a ouro nas pastas e dourados na lombada; conserva as capas originais; a assinalar um pequeno restauro de amador no pé da capa anterior e uma assinatura de posse no anterrosto, em tudo o mais, estamos em presença de um excelente exemplar.
Invulgar.
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