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08 junho, 2026

MELLO, Dr. Antão de - 
A IMBECILIDADE E A DEGENERESCENCIA NAS FAMILIAS REAES. A Hereditariedade, as suas taras phisicas, os estygmas intellectuaes da degenerescencia, perturbações nutritivas, a educação, o problema sexual, a loucura mystica, etc. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1908. In-8.º (19x11 cm) de 106, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho "científico" sem ordem cronológica aparente: na primeira parte da obra, o autor discorre sobre várias famílias reais europeias, dos Romanov a Roma e a Júlio César, sendo a segunda parte dedicada, quase que exclusivamente, à realeza portuguesa, onde, na sua análise impiedosa, praticamente ninguém fica a salvo.
"O resultado de uma investigação scientifica não será, com certeza, tomado á conta de pessimismo, ou de ataque directo a qualquer classe.
Por contrario que possa parecer ao bom sentido, terá sempre uma parte de verdade. Ter-se-ha obtido por a experiencia e a reflexão sobre as experiencias, e se os individuos que hão experimentado e reflexionado, são normaes, conterá alguma coisa que deva poder acceitar-se por outros individuos normaes."
(Excerto do Preâmbulo)
A côrte portugueza, na primeira dinastia não sahiu de um estado semi-barbaro, oscilando entre a violencia da vida guerreira e a carnalidade dos prazeres animaes. Alternando o terror do inferno com o embrutecimento da sensualidade, e acabando n'uma positiva orgia de impudicia, tão desbragada que offendeu a curta castidade dos tempos."
(Excerto do Estudo)
Antão de Melo. "Foi um médico e escritor português, célebre pela autoria do polémico ensaio A Imbecilidade e a Degenerescência nas Famílias Reais (1908). Publicado no ano do Regicídio, procurou aplicar teorias médicas e genéticas da época para defender que as dinastias europeias se tinham degradado. Ele atribuía a decadência das famílias reais à endogamia, a taras físicas e a problemas hereditários. Ideologicamente alinhado com o pensamento republicano da época, Antão de Mello via o sistema monárquico como um obstáculo ao progresso, argumentando que a própria dinastia de Bragança era uma causa da decadência nacional." (IA)
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado geral de conservação. Contracapa apresenta pequena falha de papel à cabeça. Com etiqueta de biblioteca na lombada.
Raro.
35€

31 março, 2026

CARDOSO, Dr. Sunana de Figueiredo - TOILETTE SECRETO DAS DAMAS.
Segredos para o aperfeiçoamento e embellezamento do corpo feminino. 6.ª edição.
[Bibliotheca Popular Scientifico - Sexual]. Lisboa, Imprensa Nunes [Capa - Livraria do Povo de Francisco Silva, [19--]. 
In-8.º (17,5x11 cm) de 96 p. ; B.
Interessantíssimo manual feminino de sãos "procedimentos", polémico na época pelo seu conteúdo, desvenda, entre outras panaceias, as "formulas para o embellesamento do corpo humano".
Raro e muito curioso.
Sunana Cardoso, será, por certo, o pseudónimo de um "conhecedor" das matérias em apreço.
"Nem sempre as mais santas intenções são geralmente reconhecidas nem apreciadas porque apparecem sempre Aristarcos criticos que, incapazes de sentirem estimulos generosos, não admittem que outros os sintam e por isso buscam sempre o lado menos bello de qualquer facto para o apreciarem e aquilatarem.
Não faltará por isso quem, ardendo no fogo sagrado de um pudor de encommenda, critique talvez com desmesurada severidade a nossa audacia, dirão, de reunir n'este volume uma serie de conselhos e receitas, que escandalisa os puristas, as devotas velhacas, e os catões da moralidade.
Ora já o Bocage exclamava com razão e justiça esta grande verdade:
«Isto de moral e pudor é tudo peta».
É, e principalmente da parte dos homens; as suas exigencias de honestidade e castidade são só... para inglez ver; todos querem que uma mulher moça e bonita seja honesta rigorosamente... para os outros, porque o prazer de cada um é... deshonestal-as. Deixemos pois os moralistas conspicuos, que se metterem a mão na consciencia talvez a retirem mais negra do que carvão, e expliquemo-nos com as nossa formosas leitoras, a quem o nosso trabalho é consagrado.
 Não ha mais legitima aspiração da parte de uma pessoa do sexo feminino do que aperfeiçoar os encantos que a natureza lhe concedeu para melhor assegurar os seus triumphos na sociedade, triumphos a que tanto aspiram as senhoras solteiras, como as casadas e as viuvas; e para que isto succeda não ha perigo para a reputação, nem para a sua honestidade, porque uma senhora pode ser declarada a mais gentil e a mais formosa, sem que deixe de ser considerada tambem virtuosa e honesta. 
Depois, entre a virtude, perfeição do espirito, e belleza, perfeição esthetica, não ha incompatibilidade alguma, e bem servidos estariamos se a virtude coubesse só ás mulheres feias, desastradas e demazelladas, que não curam de se alindar e aformosear. Cremos que o proprio Deus se enjoaria até de taes virtudes. An tes pelo contrario, Deus eve estimar as mulheres bonitas, porque ellas são um attestado vigoroso da sua omnipotencia e prova de que o mesmo Deus aprecia o Bello."
(Excerto do Proemio)
Summario (retirado da capa):
Maneira de encobrir uma primeira falta. | A virgindade. | Como se obteem filhos bonitos. | Modo de augmentar ou diminuir o volume dos seios. | A prenhez, o parto e o aleitamento. | Modo de evitar o parto. - Enfermidades secretas. | Conservação da formusura. | Maneira de engordar ou emmagrecer. | Modo de extrahir as manchas da pelle, as sardas, as rugas, as verrugas, frieiras, cieiro, etc.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível

28 dezembro, 2025

M
ONIZ, Dr. Egas - A NEUROLOGIA NA GUERRA. Pelo... Professor de Neurologia na Faculdade de Medicina de Lisboa. Ilustrada com 91 gravuras no texto. Lisboa, Livraria Ferreira, 1917. In-4.º (23,5x15,5cm) de 334, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro sobre o «stress pós-traumático» - sintomatologia presente em parte importante dos soldados que lutaram na Grande Guerra, o primeiro que sobre este assunto se publicou entre nós
, nunca reeditado.
Ilustrado no texto com inúmeras figuras.
"Quis a Faculdade de Medicina de Lisboa nomear-me seu delegado, a fim de estudar em França os últimos progressos da Neurologia a que a guerra veio trazer tão numerosos subsídios. Dessa missão me desempenhei o melhor que pude, e como me impus a obrigação de apresentar um relatório do que vi e estudei, resolvo fazê-lo um pouco mais extenso e documentado, dar-lhe mesmo uma forma didática e entregá-lo à publicidade, convencido de que com êle algum serviço posso prestar, pois contém doutrina que a todos os médicos portugueses interessa conhecer neste momento, atentas as nossas condições especiais perante o conflito europeu.
As novas aquisições da Neurologia não foram muito numerosas. Muitos dos assuntos se conheciam já, mas uns incompletamente, outros com deficientes aplicações clínicas e quási todos estavam mais ou menos esquecidos na prática corrente, por carência de material. Veio a guerra e êste aumentou tão prodigiosamente, que as séries intermináveis de perturbações, não examinadas normalmente, fez concentrar a atenção dos neurologistas sôbre assuntos que até aí lhes tinham sido quási indiferentes. E assim, se de facto as descobertas neurológicas - e algumas tem havido -  não têm sido extraordinárias, as aquisições que a clínica neurológica acaba de fazer são verdadeiramente notáveis.
Não só novas entidades nosológicas começam a definir-se, mas completam-se capítulos ainda não concluídos e confirmam-se factos sôbre que experiências numerosas e concludentes não tinham ainda pronunciado o último veredicto. O grande conflito fez avançar de muito anos a Neurologia e sobretudo demonstrou que esta especialidade é de tal forma indispensável na guerra que a França não julga ainda suficientes os seus 27 centros neurológicos, sendo 7 da frente e 20 da retaguarda. [...]
O livro que hoje publicamos representa um trabalho de momento que, em alguns casos, não pôde sequer socorrer-se de tudo o que acontece em França, pois há estatísticas que, por motivos militares, não foram ainda publicadas. Só terminada a guerra e conhecidos dos dois lados dos combatentes e em todas as frentes a estatística mórbida e os trabalhos realizados, se poderá fazer obra de conjunto bem documentada e de que as conclusões podem ser definitivas. O nosso propósito é muito modesto: levar aos médicos portugueses o conhecimento do que até hoje nos ensinou a guerra no campo neurológico e aconselhar a prática que reputamos mais vantajosa.
Nos dois últimos capítulos tratamos dos simuladores e dos direitos dos feridos de guerra. Êste último assunto apaixonou a França e, nomeadamente, os médicos e juristas, a propósito dum tratamento executado em Tours pelo neurologista Clovis Vincent e a que os soldados deram o nome de torpedeamento. A questão depois generalizou-se. Pretendeu-se saber se um ferido de guerra tinha ou não o direito de recusar não só os tratamentos eléctricos dolorosos, mas também os tratamentos cirúrgicos, fôsse qual fôsse a sua gravidade. Examiná-la hemos sob estes dois curiosos aspectos."
(Excerto do Prólogo)
"Dois assumtos importantes prendem neste momento a atenção dos neurologistas. Um, é a neurologia de guerra própriamente dita, visto a neurologia, e subsidiáriamente a psiquiatria, terem tomado no grande conflito um lugar importantíssimo entre as demais especialidades médico-cirúrgicas. Outro, ainda mais importante do que o primeiro, é a nova patologia neurológica nascida do exame de milhares de casos de perturbações e feridas nervosas que em tempo normal só raras vezes se observavam e algumas mesmo nunca se viam. E quantas correntes e orientações diversas surgiram após o estudo dêsse grande, dêsse imenso material clínico! E quantas decisões, scientificamente comprovadas, há ainda a tomar!"
(Excerto do Preâmbulo)
Indice:
- Lesões do crânio e cérebro. - Lesões do ráquis e da medula. - Lesões dos nervos periféricos. - Lesões dos nervos do membro superior. - Lesões dos nervos do membro inferior. - Os comocionados. - As perturbações chamadas de ordem reflexa. - Simuladores e exageradores. - Os direitos dos feridos de guerra. - Conclusão.
António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz (1874-1955). “Nasceu em Avanca, concelho de Estarreja, em 29 de Novembro de 1874. Formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1899, e defendeu a tese de licenciatura em 1900. Em 1901 prestou provas de doutoramento e em 1902 entrou para o quadro docente como professor substituto. Inicialmente trabalhou nas disciplinas de Anatomia, Histologia e, mais tarde, de Patologia Geral. Em 1910 tornou-se professor catedrático. Em 1911 transferiu-se para a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde ficou responsável pela cadeira de Clínica Neurológica. Abriu consultório em Lisboa e começou a fazer deslocações regulares a outros países, principalmente a França. Desde os seus tempos de estudante que tinha uma actividade política intensa. Era defensor activo da liberdade de expressão e pensamento e em 1908 foi preso por estar envolvido na tentativa de golpe de estado de 28 de Janeiro contra a ditadura de João Franco (1855-1929). Foi deputado em várias legislaturas, de 1903 a 1917. Em 1910 fez a sua iniciação na maçonaria, na Loja Simpatia e União, de Lisboa. Em 1917 fundou o Partido Centrista, que pretendia unir antigos monárquicos de corrente progressista e republicanos que se afastavam do Partido Evolucionista. Defendia uma aliança entre o capital e o trabalho e preconizava a aplicação de medidas de protecção das classes trabalhadoras. Defensor das liberdades públicas e dos direitos individuais, liderou a corrente parlamentarista do Partido Nacional Republicano resultante da aliança entre os Partido Centrista e os sidonistas, apoiantes do golpe que instaurou em 1917 a ditadura de Sidónio Pais (1872-1918). Em 1917 foi nomeado Ministro de Portugal em Madrid e em 1918 foi Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Sidónio Pais. No desempenho deste último cargo presidiu a delegação portuguesa na Conferência de Paz de Versalhes em 1918. Em 1919, após o assassinato de Sidónio Pais, foi substituído neste cargo por Afonso Costa (1871-1937) e decidiu abandonar a política activa. Passou então a dedicar-se à sua carreira científica, após ter publicado a obra Um Ano de Política, onde expõe os seus sentimentos e opiniões sobre o seu percurso político. Foi nomeado director do Hospital Escolar de Lisboa em 1922 e tornou-se sócio efectivo da Academias das Ciências de Lisboa em 1923, instituição de que veio a ser presidente pela primeira vez em 1928, vindo a ocupar posteriormente esse cargo por diversas vezes. Foi director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa entre 1929 e 1931. Em 1939, quando tinha 65 anos, sofreu um atentado no seu consultório, por parte de um seu doente, que o alvejou com oito tiros, dos quais cinco o atingiram. Sobreviveu e jubilou-se em 1944. Em 1945 foi-lhe entregue o prémio de Oslo e em 1949 foi-lhe atribuído o prémio Nobel de Medicina e Fisiologia. Faleceu em Lisboa em 13 de Dezembro de 1955."
(Fonte: cvc.instituto-camoes.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas com defeitos e falhas de papel. Lombada "partida". Interior correcto.
Raro.
45€

27 maio, 2025

OLIVEIRA, J. Domingues d' -
OS CANCROS E O RADIO. Subsidios para a diagnose precoce d'alguns e para a sua curietherapeutica. Por... Combate do Cancro e Protecção aos Cancerosos (Congresso luso-hespanhol - Porto 1921). Porto, Typographia Pereira, 1923. In-4.º (23x15 cm) de XXI, [3], 189, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho sobre o cancro, o seu diagnóstico e combate, por José Domingues de Oliveira, pioneiro na luta contra o cancro no nosso país, introdutor da prática da radioterapia.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a seu amigo Joaquim Pacheco.
"Dezenas de milhares de pessoas morrem de cancro.
Calcula-se a proporção de 1 para 10. As estatisticas de todos os paizes civilisados marcam-lhe o seu graphico ascendente; em algumas regiões, e em idades para além dos quarenta annos, já elle vae acima do da tuberculose. [...]
Dos meus apontamentos, colhidos das lições e das observações dos professores de Paris, seguidas em muitos mêses de assistencia hospitalar, desfiados e annotados no remanso das férias na minha Leça compuz quinze capitulos a que dou publicidade. [...]
N'estes capitulos vão elementos d'uma therapeutica nova que, emaranhada ainda nas incognitas de tantas hesitações dão aos primeiros passos, se firma já, com confiança, em acquisições obtidas na experiencia, vindas de tentativas, que não têem sido sempre estereis, e que no seu esforça trazem o segredo da resistencia a oppôr á impetuosa acção da critica e á dissolvente reacção da invidia medicorum."
(Excerto da introdução - Os porquês)
José Domingues de Oliveira (1865-1925). "Natural de Leça da Palmeira. Foi um médico notável. Exerceu atividade, durante muitos anos, na Estação de saúde de Leixões. Através do seu estudo em Paris de Curieterapia (tratamento por aplicação de radio) e pela sua ação vem a ser criado no Hospital Geral de Santo António, no Porto, um serviço pioneiro de Curieterapia. Foi autor de vários livros de medicina de relevo. Em 1907 foi presidente, no Porto da Cruz Vermelha. Em 1921 fez parte da comissão de combate ao cancro e à proteção dos doentes oncológicos. Foi condecorado pelo governo português com o grau de “Cavaleiro da Ordem de Cristo” e com o grau da “Ordem de Santiago d’ Espada”. Foi também condecorado pelo governo francês com a “Cruz da Legião de Honra” pelos serviços que prestou à esquadrilha francesa ancorada no Porto de Leixões durante a Primeira Guerra Mundial."
(Fonte: https://www.cm-matosinhos.pt/frontoffice/pages/1468?poi_id=8414)
Exemplar brochado em bom estado geral e conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas manchas.
Muito invulgar.
20€

15 abril, 2025

LEMOS, A. Tovar de -
RELATÓRIO DOS SERVIÇOS REFERENTES À PROSTITUIÇÃO. No ano de 1952. Por... Director do Dispensário de Higiene Social de Lisboa, etc. Direcção Geral de Saúde : Dispensário de Higiene Social - Lisboa. Lisboa, Tipografia Americana, 1953. In-8.º (21x14 cm) de 18 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Relatório dos serviços de apoio à prostituição na capital. Trabalho curioso e interessante, sendo um manancial de informação sobre o assunto.
Ilustrado com desenhos no texto.
Invulgar, a BNP não menciona este relatório, apenas o do ano anterior - 1951 (1952).
"O nosso relatório deste ano, como já o referente no ano anterior, apresenta o movimento do serviço não só de inspecção das toleradas, mas também o das mulheres encontradas exercendo a prostituição sob o aspecto clandestino e ainda o despiste dos contágios comunicados em conformidade com as leis vigentes."
(Abertura)
Índice:
[Abertura] | I Parte - Inspecção das toleradas: A) Número de mulheres observadas. B) Número de mulheres que baixaram ao hospital. C) Número de inspecções feitas. D) Número de baixas e motivos. E) Morbilidade venérea. F) Tratamentos. G) Análises. H) Total dos Serviços Clínicos. I) Desaparecidas durante o ano. J) Grávidas. II - Parte - Clandestinas. Observações. Tratamentos. III Parte - Contágios participados (Nacionais e estrangeiros).
Alfredo Tovar de Lemos Júnior (1885-?). "Licenciado em medicina aos 23 anos, cedo começou a preocupar-se com os problemas sociais e com a saúde dos mais desprotegidos. Dedicou-se ao estudo da Higiene Social e à propaganda da Educação Física, e dirigiu a primeira Escola de Reeducação de Sinistrados do Trabalho. Desempenhou diversos cargos públicos, tendo sido Director do Dispensário de Higiene Social de Lisboa, Delegado de Saúde e Vereador da Câmara de Lisboa."
(Fonte: https://antigosescoteiros.blogspot.com/2010/12/dr-alfredo-tovar-de-lemos.html)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€

25 janeiro, 2025

VALLE, Libanio Northway do - GRANDE ALMANACH DE SAUDE. Vade-mecum therapeutico e pharmacologico. Compilação de indicações, descripção de doenças e seu tratamento propriedade e dozagem dos medicamentos. Pelo Facultativo civil e major de infanteria reformado... Cavalleiro da Real Ordem Militar de S. Bento de Aviz, antigo alumno do Real Colegio Militar. Anno de 1897. Lisboa, Editor - J. M. O. Valle, 1896. In-8.º (14x9,5 cm) de 192 p. ; E.
1.ª edição.
Precioso almanaque, abrangendo diversas áreas da saúde, sobretudo as relacionadas com o diagnóstico das doenças e farmácia e preparação de medicamentos.
Obra rara. A BNP não menciona.
Índice:
Epocas memoraveis - Computo ecclesiastico - Temporas - Festas moveis - Estações do anno - Ferias - Bençãos matrimoniaes - Eclipses | Meses e dias santos | Pharmacia - Indicações geraes | Hygiene Therapeutica | Therapeutica - Formulario therapeutico | Envenenamentos | Formulario [Preparação de medicamentos].
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Interior correcto, escurecido.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

19 outubro, 2024

CAUFEYNON, Doutor - O CASAMENTO E SUA HYGIENE. Traducção de A. de Casto. 2.ª edição. Lisboa, Livraria do Povo : Silva & Carneiro, [191-]. In-8.º (17,5 cm) de 77, [3] p. ; B. Bibliotheca Scientifica, N.º 5
Interessante ensaio sobre o casamento e a sexualidade no matrimónio.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do tradutor.
"Apenas tenha attingido a edade da maturidade procreadora, o homem sente-se attrahido insistentemente para a mulher.
Todas as suas aspirações convergem então para esse fim; é uma verdadeira crise do espirito e do corpo que se prepara, e cuja solução mais natural e moral, mais favoravel á sociedade e ao individuo, é o casamento.
Se o acto sexual não é absolutamente indispensavel para a conservação da saude, pelo menos exalta a vida e constitue uma necessidade real, sobretudo para a mulher, que não adquire a plenitude dos seus encantos physicos, senão depois do casamento."
(Excerto de O casamento sob o ponto de vista sexual)
Summario:
I - O casamento sob o ponto de vista sexual. II - Primeira noite de nupcias. III - Os fins do casamento. IV - O momento da procreação. V - Gravidez e a edade critica. - VI - O Vaginismo. VII - Hygiene dos esposos. VIII - As fraudes conjugaes.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas algo oxidadas.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

07 outubro, 2024

AS BAIXAS DO FORO NEUROPSIQUIÁTRICO EM COMBATE -
Ministério do Exército : Estado Maior do Exército - 1.ª Repartição
. [S.l.], [Ministério do Exército], [196?]. In-8.º (20,5x16,5 cm) de 55, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Peça da Guerra Colonial. Exemplar batido à máquina e policopiado. Trata-se da tradução livre de duas publicações do Exército americano, obra empreendida por dois oficiais médicos do Exército português, preenchendo uma lacuna na literatura médica militar especializada relacionada com o stress pós-traumático.
"À semelhança do regulamento Norte-americano, o nosso "Regulamento para o Serviço de Campanha - Serviço de Saúde" concede especial importância ao ramo neuropsiquiátrico do Serviço de Saúde, fixando as linhas gerais da sua organização e funcionamento. Não entra, contudo, em detalhes de ordem técnica, quer no que se refere ao diagnóstico, quer no que diz respeito à triagem e ao tratamento das baixas desta categoria, assuntos que, pela sua índole, estão fora do âmbito duma publicação daquela natureza. Todavia, são esses assuntos da maior importância para os médicos das unidades e até mesmo para os oficiais das diferentes Armas, especialmente da Infantaria, pois que, como veremos, a recuperação destas baixas depende, em grande parte, do conhecimento que esse pessoal possa ter do que é uma baixa do foro neuropsiquiátrico e da assistência que deverá prestar-lhe. Por outro lado trata-se de conhecimentos especializados que, pela sua própria natureza, se nos afigura terem entre nós uma difusão muito limitada.
Com o presente trabalho temos principalmente em vista contribuir para a divulgação dos conhecimentos elementares necessários para que esta categoria de baixas receba, desde o início, a assistência conveniente; só assim poderá conseguir-se a sua rápida recuperação nas altas percentagens atingidas pelo Serviço de Saúde do Exército dos E. U. A. durante a última Guerra Mundial e a Guerra da Coreia."
(Excerto da Nota prévia)
Índice:
Nota prévia | I - As forças que afectam o combatente: 1 - A situação; 2 - As defesas contra a "tenção emocional"; 3 - A "quebra" das defesas contra a tenção emocional; 4 - A natureza da quebra das defesas. II - Quadro da exaustão pelo combate: 1 - Fase inicial; 2 - Fase de alteração parcial; 3 - Fase de alteração completa; 4 - Síndroma do posto de socorros de batalhão; 5 - Exame geral dos quadros psiquiátricos que se observam no posto de socorros de batalhão; 6 - Evolução do quadro; 7 - No posto de socorros divisionário; 8 - No centro de tratamento neuropsiquiátrico do Exército; 9 - Nos Hospital geral. III - Tratamento da exaustão pelo combete na zona de combate: 1 - Organização e funcionamento; 2 - Tratamento na unidade; 3 - Tratamento nos postos de socorros de batalhão e regimentais; 4 - Tratamento no posto de socorros divisionário e no Centro de Tratamento Neuropsiquiátrico do Exército.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

19 setembro, 2024

BRENNUS, Dr. -
AMOR E SEGURANÇA.
Traducção de Augusto e Castro. 6.ª edição. Editor João Carneiro. Lisboa, Deposito: Livraria do Povo : Silva & Carneiro, [19--]. In-8.º (16,5x12 cm) de 156, [4] p. ; il. ; B.
Curioso manual, muito informativo e ecléctico pela variedade de matérias abordadas, quer sob o ponto de vista dos conselhos médicos, incluindo a higiene e a prevenção, quer sob o ponto de vista sugestivo sobre o amor e o erotismo, com as mais inusitadas receitas, como o "meio de uma mulher se manter sempre virgem"(!), modos de excitação por meios arcaicos e bastante duvidosos, etc.
Livrinho publicado na primeira/segunda década do século XX, ilustrado no texto com desenhos esquemáticos de aparelhos inovadores para uso doméstico.
Raro e muito interessante.
"É na lucta das novas aspirações do povo e do progresso contra as tradições e interesses de uma sociedade velha e rotinaria, na lucta do capital contra o pauperismo, que é preciso procurar a conclusão do que precede.
Qualquer ideia nova, capaz de modificar as condições actuaes da existencia do proletariado, será combatida e condemnada.
Amor e Segurança não só propaga uma demonstração economica e social, mas ainda indica a fórma de a applicar.
Uma solução inesperada foi encontrada para o problema social. O capital teve medo e persegui-a.
É um procedimento logico estabelecido e applicado pelas convenções humanas n'este belo seculo de liberdades!
A razão do mais forte é sempre a melhor.
É verdade que se apoiam na moral; é preciso, dizem elles, custe o que custar, preservar as famillias do microbio corruptor que lhes profane os castos pensamentos.
Ah! a moral!
Mas o que é esta moral?
A moral actual não é mais do que uma serie de convenções injustas e prejuizos estupidos.
Não queremos discutir-lhes as imprefeições, mas o que é positivo, é que a moralidade de um facto depende depende d'aquelle que o pratica e das circunstancias em que esse facto se produz.
Está socialmente estabelecido entre essa gente, que uma rapariga, mediante o consentimento dos paes e a chancella da auctoridade ou a benção de um padre, pode ser entregue a um homem que ella não conhece bem, que pode ser um doente, um mau homem e contra o qual a lei não lhe faculta meio de defeza, emquanto um simples beijp, embora sincero, mas não legalisado, macula a honra e reputação d'essa mulher."
(Excerto de A critica e os criticos)
Jean Fauconney (1870-1970). Antigo médico militar nas colónias e verdadeiro líder da edição sexológica popular francesa sob vários pseudónimos (como Jaff ou Jaf e Brennus), publicou cerca de uma centena de obras “sexológicas” entre 1901 e 1950 na “Biblioteca Popular de Conhecimento Médico”. Esta “biblioteca” foi escrita para a livraria de Charles Offenstadt pelo Dr. Caufeynon, pseudónimo anagramático de Jean Fauconney, e versava temas relativos à sífilis, onanismo , pederastia, menstruação, virgindade, aborto, etc.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel marginais. Interior correcto.
Raro.
20€

18 julho, 2024

BREVE NOTICIA SOBRE AS CALDAS DO GEREZ.
Estabelecimentos thermaes e hydrotherapicos - Portugal. Porto, Typographia do «Commercio do Porto», 1900. In-8.º (22x14,5 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa monografia de propaganda às Caldas do Gerês, composta por um resumo das características técnicas das suas águas, sendo a segunda parte da obra dedicada aos testemunhos de diversas personalidades, sobretudo da classe médica, recomendando os banhos e exaltando as propriedades e sãs qualidades das águas.
Contém um quadro no texto com o nome das nascentes (12) que abastecem as Caldas do Gerês, incluindo dados estatísticos sobre o seu caudal e temperatura.
"A povoação das Caldas do Gerez deve a sua existencia e desenvolvimento ás suas aguas thermaes e á concorrencia crescente de doentes que aos seus banhos e bebida vão pedir a cura dos seus males.
Moedas encontradas recentemente junto ás nascentes vieram indicar que os romanos as frequentaram e foram utilisadas tambem nos seculos XIII, XIV e XV. [...]
Nos dias maiores os raios solares só desde as 7 horas da manhã ás 5 da tarde dão no povoado, permittindo passeios sem sol durante as restantes horas do dia. As tardes e manhãs são frescas e agradaveis; as variantes de temperatura são frequentes; o ar é vivo, tonico e puro, constantemente renovado pelas brisas da montanha. As aguas potaveis são excellentes pela sua frescura e pureza, quasi isentas de saes terrosos.
A localidade, muito melhorada nos tres ultimos annos, é a mais importantes do concelho de Terras de Bouro, a que pertence. Conta cerca de 250 habitantes. Durante a epocha termal juntam-se, por vezes, perto de 800 forasteiros e doentes; em todo o periodo de banhos a concorrencia annual tem sido cerca de 2:000, tende, porém, a augmentar rapidamente.
Uma avenida com largos passeios e arborisação, ainda em conclusão, atravessa a estancia de sul a norte; é na Avenida das Aguas que estão os principaes edificios.
Os hoteis principaes são do sul para o norte: Hotel do Parque, Hotel Ribeiro, Hotel Universal, Hotel Araujo, Hotel Continental e Hotel Central. Em todos ha mesa redonda com alimentação mixta para adietados e não adietados, ás horas indicadas para cada hotel. Poderá haver meza especial ou alimentação no quarto, com pequeno augmento de preço. Preços, comprehendendo quarto, serviço e alimentação, de 1$000 a 1$800 réis diarios por pessoa.
Ha chalets e casas mobiladas para alugar, podendo fornecer tambem louças e roupas - Chalet Fernandes, Chalet Tait, Chalet Ribeiro, Chalet Santiago, etc. Casa Passos, Casa Neves, Casa Monteiro e outras. Preços, de 1$000 a 4$500 réis diarios."
(Excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem capas.
Raro.
15€

05 julho, 2024

NORMAS GERAIS PARA A MANUTENÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CÃES MILITARES -
Ministério do Exército : Direcção do Serviço de Saúde
. [Lisboa], SPEME, 1965. In-8.º (18x12,5 cm) de 23, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Manual militar para utilização do cão em condições extremas nas ex-Províncias Ultramarinas, durante a guerra colonial.
Informação dos Serviços do Exército, de acesso reservado.
Obra rara. A BNP não menciona.
"A importância e diversidade das missões que podem ser confiadas aos cães militares em serviço no Ultramar e o desconhecimento generalizado, por parte das tropas, das normas principais da sua utilização, justificam a necessidade da divulgação dum folheto.
Não é do âmbito deste folheto falar em pormenores do treino, que dizem respeito aos Centros Cinotécnicos, interessando principalmente focar os aspectos da manutenção e utilização."
(Introdução)
"Em todas as missões, quer defensivas ou de segurança, quer ofensivas, a presença dos cães representa um elemento de apoio moral para o pessoal.
É susceptível de reforçar o moral e contribuir consideràvelmente para o bom êxito de certas missões.
Na prática o cão age como um «radar vivo», especializado segundo a orientação do treino.
Ele manifesta por vezes reacções extremamente discretas mas que necessitam ser registadas e interpretadas. Em todas as missões trata-se sempre de um trabalho de detecção baseado nos seus sentidos extraordinàriamente desenvolvidos.
O seu emprego é limitado pelo meio geográfico (natureza do terreno, clima) e as condições tácticas. Daí a necessidade de fazer do seu utilizador um especialista que deve saber interpretar as suas indicações."
(Excerto de Utilização: - Princípios gerais)
Índice:
Normas gerais para a manutenção e utilização de cães militares: - Introdução. História. Pessoal: - Missão do condutor; - Missão do comandante de secção. Material. Higiene individual. Alimentação. Alojamentos: - Higiene do canis. Utilização: - Princípios gerais.
Conselhos práticos aos condutores de cães: Utilização própriamente dita. Missões de guarda: - Guarda fixa; - Guarda em sistema de «Trolley»; - Guarda em corredor de ronda; - Guarda em liberdade. Missões de patrulhamento. Missões em pistagem.
Factores que favorecem a conservação da «pista» e consequentemente podem facilitar o trabalho do cão.
Factores que prejudicam a conservação da pista e consequentemente dificultam o trabalho do cão.
Conselhos práticos aos condutores de cães de pista.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

19 outubro, 2023

LACERDA, Antonio do Prado de Souza - VIAGEM Á SERRA DA ESTRELLA.
Guia do excursionista, do alpinista e do tuberculoso. Topologia - Ethnographia - Physiologia - Mineralogia - Thesoiros - Aerotherapia - Sanatorios de Manteigas - Sanatorio da Covilhã - Hydrographia - Rios e Lagôas - Flora - Fauna - Povoações actuaes - Georgenia Herminia Prehistorica (Visão do Passado). 
Por... Bacharel formado na faculdade de Direito. Lisboa, Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor, 1908. In-8.º (19x11,5cm) de [2], 120, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso roteiro da Serra da Estrela, dos primeiros com estas características a ser publicados entre nós, numa época em que a Serra principiava a ser divulgada.
"Este opusculo é uma tentativa rapida, mas methodica, uma pequena bibliotheca dos Herminios, desde os tempos prehistoricos até á actualidade: é um pequeno quadro historico da Montanha Lusitana: o seu fim é tornar bem conhecida do publico a nossa Serra da Estrella que é apreciada pelos estrangeiros: porém ali só ha a bella e pujante Natureza em toda a sua doçura e rudeza. É um incentivo para digressões no verão: é um livrinho que está á moda, em harmonia com as aspirações nacionaes. [...]
Para tornar conhecidos os nossos Sanatorios da Serra a Estrella e as bellezas da fauna e da flora herminia tentei escrever este opusculo, à vol d'oiseau, nos intervallos de longa e cruel doença pulmonar que me trouxe, como que desterrado 3 annos pelos paramos dos Herminios."
(Excerto da apresentação)
Indice:
Guia Theorico | Guia Pratico | I - Topologia da Serra da Estrella. II - Ethnographia da Serra da Estrella. III - Physiographia dos Montes Herminios. IV - Mineralogia dos Herminios. V - Thesoiros. VI - Aerotherapia da Serra da Estrella - Sanatorios. VII - Sanatorio da Covilhã. VIII - Hydrographia Herminia. IX - Lagoas da Serra da Estrella. X - Flora dos Herminios. XI - Fauna da Serra da Estrella. XII - Povoações actuaes.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel marginais. Ex-libris de Celestino Domingues no verso da capa.
Raro.
Indisponível

21 julho, 2023

GUIMARÃES, Júlio - A SAÚDE PELAS PLANTAS. 250 receitas de remédios compostos com plantas medicianis e descriminação da utilidade das mesmas, de frutos, legumes, vegetais, preparação de tisanas, xaropes, etc. Coordenação de... 1.ª Parte [2.ª Parte].  Colecção Doméstica n.º 17/18-A. Lisboa, Livraria Barateira, [19--]. 2 vols in-8.º (19,5 cm) de 30, [2] p. (I) e 31, [1] p. (II) ; B.
1.ª edição.
Conjunto de mézinhas e panaceias preparadas a partir de frutos e plantas medicinais para resolução dos mais diversos problemas de saúde.
Interessante repositório de receitas em 2 volumes (completo). Raro e muito curioso. A BNP não menciona.
Contém no início do vol. I a "Significação de algumas palavras""Para mais fácil compreensão de alguns termos técnicos empregados na medicina, e que se encontram no decorrer dêste livro, publicamos a significação em linguagem popular."
Ex-libris nos dois exemplares de José Coelho (1887-1977), conhecido professor e arqueólogo viseense - conhecido carinhosamente por "Indiana Jones de Viseu".
Exemplares brochados, agrafado, em bom estado geral de conservação. Capa do 1.º volume apresenta falha de papel nos cantos exteriores. Inclui factura e documento de cobrança da Livraria Barateira em nome de José Coelho.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

29 maio, 2023

SALGADO, Joaquim Antonio - O CHLOROFORMIO NO PARTO. These inaugural apresentada e defendida perante a Escola Medico-Cirurgica de Lisboa em Julho de 1880. Por... Escola Medico-Cirurgica de Lisboa - 3.ª Serie : These n.º 68. Lisboa, Imprensa de J. G. de Sousa Neves, 1880. In-8.º (18,5 cm) de [12], 98, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante trabalho académico sobre a utilização do clorofórmio no parto, época em que este anestésico principiava em conhecer uma utilização cirúrgica intensa, e as consequências da sua utilização para a saúde da mãe e da criança.
Exemplar valorizado pela dedicatória manuscrita do autor "ao seu particular amigo, e colega José Maria da Costa Alvares".
"Não é nosso intento tratar desenvolvidamente este assumpto, aliás só elle deveria constituir a totalidade da these; apenas accentuaremos o que é a physiologia, e a observação clinica têem dado, a respeito da influencia do chloroformio, sobre os orgãos, que concorrem para a parturição.
 O parto não sendo mais do que um esforço physiologico, comprehende essencialmente duas ordens de forças; umas, activas, efficientes: contracções uterinas, contracção dos musculos abdominaes; outras, passivas: resistencia do perineo, resistencia do colo uterino."
(Excerto de Acção physiologica do chloroformio)
Índice:
Historia da anesthesia obstetrica. | Acção physiologica do chloroformio. | Anesthesicos, que têem sido empregados no parto, e seu valor. | Gráos da anesthesia. | Influencia da anesthesia sobre a saude e vida da mulher. | Influencia da anesthesia sobre a saude e vida da creança. | Indicações do emprego do chloroformio, em obstetricia. | Contra-indicações. | Conclusões. | Observações. | Proposições. | Jury.
Encadernação em meia de percalina, sem o lombo, e sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado, com falhas e pequenos defeitos.
Raro.
25€

15 abril, 2023

AMARAL, Dr. M. Almeida -
O TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS DOENÇAS MENTAIS.
Pelo... Director da Casa de Saúde de Idanha (Hospital Psiquiatria), Director da Clínica de Neuro-Psiquiatria do Hospital da Marinha, Ex-Assistente da Psiquiatria da Faculdade de Medicina. Prefácio do Prof. Egas Moniz. Manuais Práticos de Medicina e Cirurgia. Lisboa - Barcelona, Livraria Luso - Espanhola, 1945. In-4.º (24 cm) de XV, 147, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a leucotomia - técnica operatória que notabilizou Egas Moniz - que prefacia o livro -, método "perfilhado", estudado e desenvolvido pelo autor, seu discípulo e admirador.
Trata-se de um trabalho baseado na sua tese de licenciatura - apresentada um ano antes à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa - intitulada O tratamento cirúrgico das doenças mentais : contribuição para o estudo dos resultados terapêuticos da leucotomia pré-frontal. Inclui relatório de 12 "casos" que o autor acompanhou de perto.
Livro ilustrado no texto com desenhos esquemáticos e fotografias de pacientes, antes e (ou) depois de submetidos à polémica cirurgia.
Exemplar muito valorizado pela extensa dedicatória autógrafa de Almeida Amaral, datada de 1945, ao seu colega e condiscípulo Dr. Américo de Assunção.
"O sr. Dr. Almeida Amaral tem sido, em Portugal, o grande paladino da leucotomia pré-frontal.
Desde que a realizámos acompanhou os nossos trabalhos com entusiasmo, procurando indagar os resultados obtidos.
Passou a dar aturado labor ao estudo psiquiátrico dos operados, seguindo-os com meticuloso cuidado, em repetidas e longas observações. Foi assim que se convenceu da importância do novo tratamento cirúrgico, cujos resultados não ofereciam dúvidas em certos casos. Com grande imparcialidade e justa apreciação, também verificou que, em alguns doentes, os benefícios não correspondiam à nossa expectativa. Fêz assim trabalho honesto e seguro, tendo-nos dado valiosa colaboração. Concorreu, ao nosso lado e de Almeida Lima, para que a operação merecesse, entre nós, a divulgação possível."
(Excerto do Prefácio)
Sumário: I - Introdução e história do método psicocirúrgico de Egas Moniz. II - Generalidades sobre a anatomia do lobo frontal: A) Limites macroscópicos; B) Arquitectura do cortex frontal; C) Substância branca. III - Generalidades sobre a fisiologia do lobo frontal: A) Experiências e observações em animais; B) Lesões traumáticas dos lobos frontais; C) Doenças dos lobos frontais; D) Tumores dos lobos frontais; E) Amputações do lobo frontal; F) Leucotomias e lobotomias pre-frontais: a) sintomas gerais; b) sintomas neurológicos; c) sintomas psíquicos. IV - Técnica operatória da leucotomia pre-frontal de Egas Moniz: A) Leucotomia; B) Técnica operatória de leucotomia; C) Injecções de alcool; D) Nova técnica de leucotomia frontal (Lobotomia de Freeman, bases de técnica; técnica operatória). V - Casos clínicos. VI - Sumário dos resultados. VII - Discussão e crítica do método empregado. VIII - Conclusões e considerações finais.
Manuel Almeida Amaral (1903-1960). "Médico, natural de Lisboa, nasceu a 12-03-1903 e faleceu a 15-05-1960. Formou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1926 com a tese de licenciatura "Tratamento Cirúrgico das Doenças Mentais". Dedicou-se à psiquiatria, tendo sido Assistente da respectiva cadeira em 1927.
Discípulo do Professor Sobral Cid, frequentou as mais importantes clínicas da especialidade em França, Espanha, Suíça, onde estudou a aplicação da ergoterapia nos hospitais de doenças mentais.
Médico da Armada, foi Chefe de Neuropsiquiatria do Hospital da Marinha em 1933 e instituiu a selecção psicotécnica na admissão dos futuros marinheiros. Director do Hospital Miguel Bombarda (hoje com o seu nome), onde imprimiu profundas transformações que muito melhoraram as condições de hospitalização e tratamento dos doentes alienados. Doutorou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1944. Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria."
(Fonte: "Câmara Municipal de Lisboa – Toponímia de Lisboa")
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico e clínico.
35€

24 março, 2023

NAVIO GIL EANNES : ANO DE 1955
. Viana do Castelo, Edições À Bolina, 2015. In-8.º (21 cm) de 32 p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. À Bolina - Folheto Num. 4 
1.ª edição. 
Folheto de reputadíssimo interesse para todos aqueles que se desejam informados sobre as ressonâncias que teve na imprensa lusa a entrega deste navio hospital, a 20 de Março de 1955, reservado ao amparo do corpo e da alma dos intrépidos pescadores do bacalhau nos mares da Terra Nova e da Gronelândia : aqui se informa de quais os relatos produzidos pelos seguintes jornais: Notícias de Portugal, Diário de Notícias, Comércio do Porto, Notícias de Viana, O Século e Diário Popular. 
Homenagem ao navio hospital Gil Eannes, durante décadas o amparo da frota bacalhoeira portuguesa na Faina Maior, nas gélidas águas da Terra Nova e Gronelândia.
Livro ilustrado com reprodução dos artigos que noticiaram o bota-abaixo do Gil Eannes, nos ENVC, em 1955.
Tiragem: 750 exemplares em papel reciclado brando - 90 grs. e capa em cartolina kraft - 240 grs.
"O Navio Hospital Gil Eannes foi construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.
Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a todos os pescadores e tripulantes, o Gil Eannes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau."
(Excerto do preâmbulo - Memória viva do passado marítimo)
Índice:
Memória viva do passado marítimo. | Ecos da imprensa a propósito da conclusão e entrega do navio Gil Eannes: Notícias de Portugal - Modernos estaleiros; Diário de Notícias - Nem o mau tempo arrefeceu entusiasmos; Comércio do Porto - A bênção da capela foi o primeiro acto; Notícias de Viana - Discursos vibrantes; O Século - O Navio-Apoio "Gil Eanes" e o novo bacalhoeiro "S. Tiago" receberam ontem o baptismo do mar numa cerimónia que teve carácter nacional, embora o mau tempo prejudicasse o seu brilho; Diário Popular - O Chefe da Nação visita o Gil Eannes. | Particularidades do navio Gil Eannes e dos ENVC.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

16 dezembro, 2022

ENNES, Guilherme José - OS AMIGOS DAS CREANÇAS.
Por... Lisboa, Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso, 1904. In-8.º (19 cm) de 128, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio pedagógico para acompanhamento e educação dos mais jovens.
Estudo completo e visionário do Conselheiro Guilherme Enes, académico e médico militar (1839-1920), promove e desenvolve conceitos ainda hoje actuais.
Obra rara e muito curiosa, revestida por capa belíssima, não assinada.
"São muitos os inimigos das creanças. O abandono moral, intellectual e physico, a que são votadas muitas d'ellas, exigem, como intrumentos do bem, leis salvadoras dirigidas á questão e ao estado social das creanças. Por ellas, gemem todos os que proclamam a prioridade de educação sobre a instrucção, e a necessidade de manter em toda a sua pureza a alma e as faculdades das creanças.
Terreno novo, é preciso semeal-o todo do bem; só assim não ficara logar para a herva damninha.
Mas, contra os inimigos das creanças, combatem os «amigos das creanças». São todos os que teem uma vida sollicitude pela condição dos innocentes de mui tenra edade, todos os que cuidam incessantemente em os defender, confortar, e querer-lhes bem."
(Excerto de 1.ª Parte - Parentes e Professores)
Indice:
1.ª Parte - Parentes e Professores: I - as mães. II - A avósinha. III - As mulheres estereis e as tias que não casam. IV - A religiosa. V - O professor.
2.ª Parte - A Escola: VI - A escola. VII - Meio salubre. VIII - Hygiene pedagogica. IX - Ensino moral - Duração do trabalho intellectual diario. X - A edade das sensações - A gradação no ensino. XI - Lições curtas - Explicações breves. XII - Férias - Gymnastica. XIII - Poucos livros ou mesmo nada de livros. XIV - Livros infectados - A agua, amigo dilecto das creanças. XV - O somno no periodo escolar - Um collegio modelo - Temperatura das aulas. XVI - O sobrado das escolas - A côr azul ou verde das paredes - Resistencia das paredes á cultura de microbios. XVII - Creanças difficeis - creanças rebeldes - creanças depravadas. XVIII - Nascer direito e tornar-se torto - As atittudes escolares viciosas - O tronco e o caderno da escrita. XIX - A mão canhota - O espartilho e o banco escolar - Doenças infeciosas intistinaes - Modo de se evitar a sua diffusão na escola. XX - Encerramento da escola. XXI - As rezas que se dizem e se aprendem na escola. XXII - A recreação. XXIII - Jardins de infancia. XXIV - Ainda os jardins de infancia. XXV - O cabello comprido ou curto - Os livros e a myopia escolar. XXVI - Illuminação natural e artificial - Ventillação - Aquecimento - Mobilia escolar. XXVII - Excellencias do nosso regime escolar - A hygiene na escola primaria. XVIII - Regulamentação hygienica das escolas.
3.ª Parte - Colonias de férias: XXXIX - Colonias de creanças em férias. XXX - Estudo da questão em Portugal - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Manuseado. Capas cansadas com pequenas manchas.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

04 novembro, 2022

O PÉ DESCALÇO : uma vergonha nacional que urge extinguir - Liga Portuguesa de Profilaxia Social. Porto, Imprensa Social, 1956. In-8.º (19 cm) de [8], 324, [12] p. ; il. ; B. Col. Liga Portuguesa de Profilaxia Social, 16
1.ª edição.
Curioso estudo sobre o hábito de andar descalço, comportamento arreigado numa faixa importante da população até meados do séc. XX, e que mereceram do Estado português vigorosas medidas de repressão.
"Foi em Janeiro de 1928 que a Liga Portuguesa de Profilaxia Social iniciou a campanha contra o indecoroso, inestético e anti-higiénico hábito do pé descalço. O que tem sido a sua acção através de longos anos, para pôr cobro a tão vergonhoso costume, pode ser facilmente avaliado se considerarmos que semelhante campanha era profundamente adversa à índole do nosso povo, aferrado a uma tradição de muitos séculos, à incultura e incompreensão dos visados, à comodidade e ao interesse mal compreendido de quem receava ter de aumentar uns tristes centavos ao salário magro dos seus servidores."
(Excerto da introdução)
"«Entra definitivamente em vigor, no próximo dia 15, a ordem que extermina «os pés descalços». O Porto, a partir do dia 15, pula à sua própria categoria na Civilização. Nada explicava, nada podia perdoar a persistência desse velho hábito, revelador apenas do relaxamento, de indiferença, de falta de gosto e provocador de mil prejuízos morais, estéticos e até materiais. Esse costume produzia, na mulher, um desfeiamento lento, espalmava-lhe os pés, quebrava-lhe toda a graça, masculinizava-a... No homem, levava-o, à semelhança dos selvagens do interior africano - e só desses selvagens, visto que os da América, os «peles vermelhas», calçam uma espécie de alpergatas a que chamamos «Swantzor»..."

(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.

20€

14 junho, 2022

SANTOS, João César - CICATRIZES DA MEMÓRIA : 30 anos de Medicina Rural
. [S.l.], [Edição do Autor], [2010?]. In-4.º (24 cm) de 68 p. ; C.
1.ª edição.
Conjunto de episódios picarescos narrados pelo autor - "Clínico Geral" em Santa Comba Dão -, fruto do seu labor e vivências enquanto médico de província.
Edição do autor, por certo com tiragem reduzida. BNP não menciona.
"Confesso que não fiquei muito surpreendido, quando o meu amigo Dr. João Santos me revelou ter escrito um livro centrado em episódios retirados da sua actividade de médico rural, correspondendo, desta maneira, a um repto que alguém do meio lhe havia feito. E não fiquei surpreso pelo conhecimento que tenho  do apego do autor pela sua profissão, do espírito de iniciativa que o anima em fazer mais e melhor, a sua especial vocação para animar conversas com as suas "estórias", e da forte ligação que o une aos seus doentes, que ultrapassa, em muito, a do simples acto médico.
Sei isso porque percorri com o Dr. João um pedaço do meu percurso profissional, partilhando com ele muitas preocupações, algumas horas difíceis, mas também algumas satisfações."
(Excerto do Prefácio)
"Só faltava a Beira Alta. Nascido na Beira Litoral, criado na Beira Baixa, após uns anos nos HUC, ia continuar vida profissional na Beira Alta, no extinto e quase pré-histórico Serviço Médico à Periferia. No século passado, claro, Janeiro de 1980 e motivado por uma Câmara Municipal que, nessa época, disponibilizava casa aos médicos que se quisessem radicar, com rendas simbólicas, num bairro de de casas de madeira pré-fabricadas, quase palácios para quem estava a começar vida. Que saudades desses tempos, mesmo do trabalho de andar a limpar silvas que bordejavam o caminho de acesso ao bairro para não riscar os carritos, em segunda ou terceira mão e pagos a prestações! Bons tempos! É o que todos dizemos quando, em conversa, recordamos essa época. E eis como por uma opção política, eu e mais alguns já levamos um percurso profissional de 30 anos em terras de Santa Columba."
(Excerto da Introdução)
Índice:
[Preâmbulo].  Prefácio. | Introdução. | - O Roque e o Amigo. - O Baltasar. - O Apêndice. - A desprezada. - O José M. - O Africano. - A Senhora. - O Mito. - O Pinto. - O Manhas. - A Lembrança. - O Guga. - O Café. -  Ternura. - A Marcação. - Relatividade. - O Matalouco. - O Estragado. - A Missa.
Exemplar cartonado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Com interesse clínico e regional.
25€