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15 janeiro, 2026

O 9 DE ABRIL : luz do passado -
[AAVV]. [2.ª edição]. Pôrto, Tipografia Gonçalves, [1937]. In-8.º (19x14 cm) de [1], 26, [3] p. ; B.
Importante conjunto de crónicas e episódios dedicados ao 9 de Abril de 1918.
Trata-se de um apanhado de textos sobre o 9 de Abril, episódio desastroso da história militar portuguesa, também conhecido por Batalha do Lys, assinados por conhecidas figuras do meio literário e militar: Manuel Ribas; Freitas Soares; Rocha Martins; Gen. Ferreira Martins.
Inclui ainda um balanço do esforço de guerra feito pela Agência do Porto da Liga dos Combatentes da Grande Guerra.
"O soldado desconhecido é o herói obscuro de tôdas as horas. Vem das serranias e das planícies. Apontam-lhe uma bandeira e logo lhe jura fidelidade. Marcha para a luta, combate e morre a cantar. É humilde e sabe olhar bem o sol, vendo nêle a luz suprêma que o guia na Eternidade.
Em ti, combatente obscuro, homem ignorado, vejo e sinto todo o potencial de energia, de coragem e de abnegação das grande multidões, sustentáculos das Pátrias e das Civilizações."
(Nove de Abril, Manuel Ribas)
"Dizem os relatorios da Grande Guerra, contam-no livros, narram as testemunhas alguns feitos que calam, ardentemente, num coração de português admirador, até às lágrimas, dos verdadeiros militares e, por isto, desprezando os que deixam de falecer, sob a farda, o brio, a coragem e a lealdade.
O major José Xavier Barbosa da Costa, comandante do 29 de infantaria, de Braga, pertence à categoria das figuras que não se podem esquecer, ao relembrarem-se heróis.
Ante o ataque brutal, violentissimo, do inimigo sôbre os postos de Dean End, êste oficial, com os seus homens, dispôs-se a receber o embate a que era quási impossivel resistir. Poucos são os combatentes, escasseiam as munições, não há trincheiras na linha aberta, possui-se apenas uma metralhadora para responder aos canhões e ao avanço dos infantes germânicos, ante os quais só há dois caminhos: recuar ou morrer!
Preferiu as probabilidades terriveis da ultima hipótese. Então, como um espartano, ou antes, como um português da época dos viso-reis, o major enviou para o quartel general a brigada a que pertencia o comunicado simbólico em cujas poucas letras palpita um poema:
«Já fiz todo o meu papel de major.  Agora é o do homem e simples oficial que procura reunir fugitivos»."
(Excerto de, Um Português à Antiga na Guerra Moderna, Rocha Martins)
Índice
:
Nove de Abril, Manuel Ribas. | Ao Povo Português : 1918-1937, A Agência do Pôrto da Liga dos Combatentes da Grande Guerra. | O Esfôrço da Raça (9 de Abril na Flandres), Freitas Soares. | Vultos e Sombras - Um Português à Antiga na Guerra Moderna, Rocha Martins. | A propósito do 9 de Abril : justiça aos portuguêses!, General Ferreira Martins.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

28 março, 2020

FARIA, Eduardo de – ERAMOS TRÊS IRMÃOS… 1 Acto em verso. Lisboa, Tipografia dos Combatentes da Grande Guerra, 1936. In-8.º (22 cm) de 32 p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo ilustrado com o retrato do autor em separado.

“Desconhecido?

Quem é? Eu sei quem é êsse heroi ignorado,
Sei até o seu nome e a terra onde nasceu.
Repousa na Batalha a parte que morreu
Mas a outra metade anda-nos lado a lado.

Sei que foi marinheiro, e como nauta ousado,
Com Carvalho Araujo tombou olhando o ceu.
Na África lutou, fome e sede sofreu
E em La Lys deixou seu nome celebrado.

Dorme uma parte só, num socêgo infinito.
A outra, anda por aí, sem um ai, sem um grito,
Vergada sob o pêso de tam fugaz glória.

É um bloco imenso, com nome já esquecido.
É um batel sangrento, à praia devolvido,
São os trinta e seis mil de que não reza a História”

(Prólogo)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

05 agosto, 2019

MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA DE ESTREMOZ - Liga do Combatentes : Subagência de Estremoz. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G.], [1963]. In-8.º (19 cm) de 54, [2] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
"Relatório feito pela Subagência da Liga dos Combatentes, para que os Estremocences fiquem conhecendo os trâmites que se tornou necessário percorrer para que Estremoz esteja dotada com um dos Monumentos, se não o mais significativo, pelo menos o mais expressivo dos que existem nas nossas terras, de Homenagem Àqueles que deram a vida para glorificação da Pátria Querida!..."
Livro ilustrado em separado com cinco estampas impressas sobre papel couché.
Valorizado pela dedicatória autógrafa de Ernesto Júlio da Graça Gonçalves, "tenente, separado do serviço", que teve um papel preponderante do desenvolvimento e conclusão deste empreendimento.
"Em 1928 foi aprovado um primeiro projecto para a construção de um monumento aos mortos da I Guerra, da autoria de Francisco Lopes Nogueira, Ernesto Korrodi e Rui Gameiro que, no entanto, acabaria por não ter seguimento. Posteriormente seria escolhido um novo projecto, da autoria de José de Sá Lemos, que reproduzia uma cena de combate nas trincheiras. Concluído em 1941, seria inaugurado em Setembro do mesmo ano, com a seguinte inscrição: 'A morte só aos fracos intimida: temer a morte é não honrar a vida; não há mais honra na validez do que a de ser soldado português; A Pátria é duas vezes nossa mãe. Dar a vida por ela é morrer bem; Quem morre pela Pátria atinge a glória, pois revive nas páginas da história.'"
(Fonte: https://portugal1914.org/portal/pt/historia/espacos-e-patrimonio/item/3336-monumento-aos-mortos-da-grande-guerra-de-estremoz)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

19 setembro, 2018

COMISSÃO DOS PADRÕES DA GRANDE GUERRA. Relatório de 1935 e parecer acêrca da sucessão na guarda do «Museu das Oferendas». Lisboa, Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, 1936. In-8.º (18cm) de 31, [1] p. ; [1] tabela desd. ; B.
1.ª edição.
Relatório da Comissão dos Padrões da Grande Guerra relativo ao ano de 1935. Este foi o último, e precedeu o Relatório Geral que viria a dar por concluído o trabalho da Comissão.
Com uma folha desdobrável extratexto.
"Em cumprimento do artigo 18.º dos nossos Estatutos, a Comissão Executiva dos Padrões da Grande Guerra entrega a V. Ex.ª Sr. General Norton de Matos, como eminente Presidente na nossa Comissão Central, o relatório da gerência do ano de 1935.
Relatório muito breve, visto que, prestes a concluirmos a nossa obra, já preparamos e submeteremos à apreciação da Comissão Central, na ocasião em que fôr discutido êste relatório, nos termos do artigo 10.º dos Estatutos, o plano do Relatório Geral da Comissão, no qual daremos conta do nosso mandato, e nos dissolveremos em observância das disposições estatutárias, que nos regem, e com o qual a Obra dos Padrões da Grande Guerra finalizará sua patriótica missão, publicando o resultado da sua taréfa.
A ano de 1935 foi, pois, um ano de realizações. Com inteira satisfação a vossa Comissão Executiva regista êste facto e cumpre-lhe salientá-lo, pois que tal èxito foi devido ao esfôrço persistente e cheio de entusiásmo, com o apoio decidido e patriótico dos Srs. Governadores Gerais de Angola e de Moçambique, das nossas Comissões Executivas locais, de Luanda e de Lourenço Marques, a que presidiram, dando aos trabalhos finais, valioso e tenaz impulso, os nossos camaradas Ex.mos Srs. Major Raul Rato, em Luanda, e Capitão de Mar e Guerra José Valentim Pedroso de Lima, em Lourenço Marques.
Assim como êsse prestimosos auxílio foi possível fazer a entrega, em 15 de Setembro, à cidade de Luanda e, em 11 de Novembro, à cidade de Lourenço Marques, dos monumentos dos Padrões da Grande Guerra, que nas duas Capitais se erguem por nossa iniciativa, exaltando o esfôrço da intervenção militar de Portugal na Grande Guerra e glorificando os nossos camaradas mortos nos campos de batalha de Angola, de Moçambique, de França e do Atlântico - mare mostrum."
(Excerto do Relatório)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

31 janeiro, 2018

FARIA, Eduardo de - EXPEDICIONÁRIOS. Com um prefácio do Ex.ᵐᵒ General Norton de Mattos. Lisboa, Edição do Autor [imp. na Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra], 1931. In-8.º (21 cm) de 179, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Capa de H. Martins.
Episódios da Grande Guerra em África vivenciados pelo autor, expedicionário em Moçambique.
"Nas páginas lidas, vejo o relato dos sofrimentos que tiveram de suportar as nossas tropas na costa oriental de África, a quando da Grande Guerra. Em todas as guerras tem havido, e haverá sempre, fome, sêde, calôr ardente ou frios glaciais, as intermináveis e angustiosas marchas sôbre lamas viscosas, ou em areias movediças, os climas palustres, as epidemias de toda a espécie; e tudo isto em tão alto e cruciante grau que os ferimentos são o que menos custa, e a morte é, ás vezes, bem vinda. [...]
Fez reviver, em mim, o livro «Expedicionários» dolorosos transes.
Não estavamos em 1914 preparados, como povo, para nos defendermos das cobiças de estrangeiros; como exército, para combatermos, fôsse onde fôsse, fôrças de nações civilizadas; como Estado, para ràpidamente visionarmos a nossa missão e aproveitarmos a victória, não sòmente para a conservação do que possuiamos, mas também para reivindicar parte do que tinha sido nosso.
As energias nacionais superaram, em grande parte, a falta de preparação do povo e do Exército; - fizeram-se os milagres do costume, o muito com pouco da toda a nossa História."
(excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio. Conversação prévia. I - O regresso. II - Quem parte leva saudades. III - Escola de Herois. IV - O busilis da questão. V - A autoridade moral. VI - Tragédias de hospital. VII - Prisioneiros de guerra. VIII - A loucura colectiva. IX - O cigarro do soldado. X - Notícias de longe. XI - O Armistício. XII - Tudo como dantes. XIII - Natal em campanha. XIV - O desmanchar da feira. XV - A moeda com que se paga aos vassalos. XVI - Um problema complicado. XVII - Uma pausa. XVIII - O respeito popular. XIX - O sr. Prudêncio. XX - Mortos eternos. XXI - Recordar... é morrer. XXII - Cegos da guerra. XXIII - Tenhâmos fé. XXIV - Um monumento aos vivos. XXV - O grande capitão. XVI - Espiões. XXVII - A grande parada. XXVIII - Nacionalisemos a África. XXIX - O nosso orgulho. XXX - Definição oportuna. XXXI - Uma reunião singular. XXXII - A hora própria. XXXIII - Fala do soldado desconhecido.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa e f. rosto. Dedicatória (não do autor) igualmente na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

22 agosto, 2016

GOMES, A. Luiz - PRESENÇA DE ALBERTO MAC BRIDE. Conferência realizada na Sala Nobre da LIGA DOS COMBATENTES DA GRANDE GUERRA em 29 de Abril de 1953. [Prefácio de Júlio Dantas]. Lisboa, [s.l. - imp. nas Oficinas gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda. - Lisboa], 1953. In-4.º (25,5 cm) de 57, [7] p. ; [8] p. il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a Alberto Mac-Bride, médico português que integrou o C. E. P., em França.
Obra ilustrada em separado com fotogravuras de diversas ocasiões em que o homenageado esteve presente.
"Dois sentimentos me conduziram a esta nobre Casa-Lar dos Combatentes da Grande Guerra - o sentimento de enternecida devoção que por ela sempre sentiu a figura ilustre que procurarei descrever, e o meu próprio sentimento - de respeitosa gratidão como português pela acção meritória e heróica daqueles que combateram denodadamente nas Terras da Flandres e na nossa querida terra de África - nossa Pátria também. [...]
Mas mais do que o amor de Mac Bride à Liga, explica e impõe que neste recinto se fale dele, da sua vida e da sua obra, do seu exemplo e das suas virtudes é o espírito de combatente, através de tudo - na mocidade, na vida prática, no meio social!
Quando o dever militar o chamou para se incorporar no Corpo Expedicionário Português a França, nenhuma dúvida, nenhuma perturbação, nenhuma hesitação passou pelo seu espírito e pela sua alma! [...]
Partir para a guerra, reunido a outros médicos distintos, camaradas e amigos, não podia deixar de ser grato ao seu patriotismo, ao seu modo de pensar, ao seu carácter!"
(Excerto da Conferência)
Alberto Mac-Bride (1886-1953). "Nasceu em Lisboa a 11 de Setembro de 1886. Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (1909), tendo feito nessa altura uma notável dissertação sobre o síndrome de Litle. Fez parte do CEP (1917-1919), como adjunto dos serviços de saúde do QGB foi destacado nos hospitais militares ingleses, canadiano e como chefe de cirurgia no hospital da base n.º 1 em Ambleteuse.
Foi director da Associação dos Médicos, Membro do Conselho Geral da Ordem dos Médicos (1939-43) e Presidente da Direcção Central da Liga dos Combatentes da Grande Guerra. Condecorado com a Medalha Militar de Ouro de Serviços Distintos em Campanha; a Medalha de Prata de Campanhas do Exército Português, a Medalha da Vitória Military Cross, o Grau de Cavaleiro da coroa da Bélgica e comendador da Ordem de Santiago."
(Fonte: ihc.fcsh.unl.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Invulgar.
Indisponível

16 junho, 2013

LIGA DOS COMBATENTES DA GRANDE GUERRA. Catálogo do Museu. Referido a 15 de Maio de 1958. 4ª edição. Lisboa, [s.n. – Composto e Impresso na L. C. G. G.], 1958. In-8º (21cm) de XI, [1], 161, [3] p. ; [2] f. il. ; B.
“Sendo a presente edição publicada quarenta anos depois da batalha de La Lys e da assinatura do Armistício que pôs termo à Grande Guerra, parece-nos oportuno ilustrá-la com algumas, muito breves considerações, acerca daqueles dois acontecimentos da agitada história dos nossos dias. […]
Importa esclarecer que, contra o sector português, guarnecido apenas por uma Divisão cansada e desfalcada em efectivos, simbolicamente reforçada por elementos de uma outra, lançaram os alemães oito Divisões convenientemente preparadas e frescas, com o apoio da poderosíssima artilharia.
Que esse sucesso esteve aquem do que seria de esperar, revela-o o seu próprio artífice, o insuspeito General Ludendorff, em «Souvenirs de Guerre», ao referir-se à lentidão do avanço, especialmente depois das três primeiras horas do ataque – porque, diz – mesmo na primeira posição, esmagada por uma verdadeira tempestade de fogo, algumas resistências, embora fragmentárias, retardaram a progressão alemã. […]
No dia 11 de Novembro – sete meses depois do «9 de Abril» ou de «La Lys» - quando o Armistício foi assinado na floresta de Compiègne, Soldados Portugueses de infantaria, de artilharia e de outras armas e serviços, continuavam nos seus postos de combate, nos campos de batalha da Europa, ombreando em valor, lealdade e mérito, com os seus camaradas presentes no Mar, em Angola e em Moçambique.
Nesta edição, que é a quarta, fizeram-se correcções e ajustes que facilitam um entendimento melhor do significado de uma qualquer peça de maior valia histórica. Por vezes, até, da referência curta, da fugitiva alusão a uma data, ou da citação dum nome, poderá agora colher-se o fio que rapidamente nos conduzirá ao contacto com determinado acontecimento, e nos levará, seguidamente a um melhor conhecimento dele, do teatro em que se desenrolou, e dos homens que o ilustraram e lhe deram relevo destacando-o dos múltiplos dramas que foram reservados à nossa geração.”
(excerto da introdução)
Exemplar brochado com significativos sinais de humidade, sobretudo nas capas.
Invulgar.
Indisponível

06 junho, 2013

FARIA, Eduardo de - AUTO DAS TRÊS ALMAS. Lisboa, [s.n. - imp. na Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra], 1929. In-8º grd. (22cm) de 15, [1] p. ; B.

Comovente peça de teatro em verso tendo a Grande Guerra como pano de fundo. Um mutilado da guerra conta à mãe e filha de um camarada de armas morto a seu lado em França, a 9 de Abril, o seu sacrifício e recorda as suas últimas palavras.




"Senhoras. Vinde ouvir
estes versos dedicados àqueles pobres soldados
que andaram àlem na Guerra.
Lusitanos esforçados por seu valôr imortal.
Luctando por sua terra
em louvôr de Portugal.

Vinde ouvir a odisseia
dêsses infantes valentes
que marcharam deligentes
e que tão poucos voltaram.
Vinde vêr o brio ardente
traduzido em mago canto.
Vinde a enxugar o pranto
que suas noivas choraram.

Senhoras, senhores, crianças,
vinde ouvir os tons plangentes
dêsses serranos valentes
luctando mesmo sem esp'rança
...........................................
Caem calmas e bonanças
a cobrir já toda a terra,
após o esfôrço imortal.
Soldados da Grande Guerra,
Ó heróis de Portugal."

(Prólogo)

Eduardo de Faria (1896-1951). Tenente, oficial miliciano combatente da Grande Guerra.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta vinco no canto sup. dto da capa. 
Muito invulgar.
Indisponível

09 abril, 2013

SELVAGEM, Carlos – A BATALHA DE LA LYS E O MARECHAL GOMES DA COSTA. Palavras proferidas no acto de descerramento da lápida votiva na Cripta dos Combatentes em 9 de Abril de 1963. Lisboa, [s.n. – Composto e imp. na Tipografia da L.C. G.G.], 1963. In-8º (21cm) de 16 p. ; B.
“Aqui nos achamos pois convocados a uma comovente cerimónia, a que, para se lhe conferir o mais alto significado patriótico e militar, ocorreu à Direcção da Liga a inspiração feliz de reservá-la para o dia de hoje, data sagrada de mais um aniversário do sangrento prélio em que alguns milhares de soldados portugueses, sob o comando do General Gomes da Costa, mais uma vez souberam honrar, com soberba intrepidez, pelo sacrifício do sangue e da própria vida, as nobres tradições militares da velha grei, orgulhosa dos seus oito séculos de vida heroica. Assim, no mesmo acto votivo e no mesmo solene e austero cenário dum mausoléu de heróis, se entrelaçarão, os loiros das duas piedosas e gloriosas evocações – a do grande chefe militar que à honra e aos sagrados interesses da Pátria consagrou exaustivamente toda a sua vida de abnegados sacrifícios e as energias todas do corpo e da alma, e a dos milhares de humildes, anónimos combatentes que, pelo mesmo sagrado culto da Pátria então verteram o seu generoso sangue ou abnegadamente caíram para sempre, de armas na mão, no sangrento chão da batalha.”
(excerto do texto)

NO I CENTENÁRIO
DO MARECHAL
MANUEL DE OLIVEIRA GOMES DA COSTA
ÍNCLITO CIDADÃO
INTRÉPIDO SOLDADO
HOMENAGEM DA
LIGA DOS COMBATENTES
14 de Janeiro de 1863                     14 de Janeiro de 1963
Inscrição na lápida inaugurada

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Falha de papel na parte inferior do livro, junto à lombada.
Raro.
Indisponível