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13 outubro, 2026

CRUZ, Rev.do Pe. -
EXERCICIO DA VIA SACRA.
Usado pelo... [Lisboa], Escolas Prof. Oficinas de S. José, 1932. In-8.º (12x8 cm) de 12 p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição.
Opúsculo com interesse para a bibliografia do Padre Cruz, religioso jesuíta português natural de Alcochete, conhecido pela sua fama de santidade e dedicação à causa dos presos, doentes e desvalidos.
Livrinho invulgar e muito interessante, não mencionado na BNP.
"Senhor meu Jesus Cristo, Amor do meu Coração, suplico-Vos encarecidamente pelas cinco Chagas que Vosso Amor para connôsco Vos fêz na Cruz, socorrei os vossos servos que remistes com o preço do vosso Sangue. Ajudai-me a fazer êste piedoso exercício da Via Sacra que seja para vossa glória, proveito da minha alma, conversão dos pecadores, perseverança dos justos e alívio das almas do Purgatório.
Almas benditas! Eu peço por vós e vós pedi por mim, para que faça êste exercício tão santamente, que possa ganhar muitas indulgências plenárias em Vosso favor, e meu proveito espiritual."
(Oferecimento)
Francisco Rodrigues da Cruz (1859-1948). "Popularmente conhecido como padre Cruz, era natural da vila de Alcochete, onde nasceu em 29 de julho de 1859. Apesar da frágil saúde que o acompanhou desde cedo, e ao longo da sua vida, o padre Cruz concluiu os estudos secundários e seguiu para Coimbra, onde se formou em Teologia na Universidade de Coimbra em 1880, sendo ordenado sacerdote em 1882. Entrou para a Companhia de Jesus em 3 de dezembro de 1940. A característica dominante de toda a ação sacerdotal do padre Cruz foi o apostolado, uma vida de peregrinação, de norte a sul do país, Açores e Madeira, tendo sido também peregrino de Fátima. Em 1913, deu a primeira comunhão à vidente de Fátima Lúcia, depois de um pároco se ter negado a fazê-lo. Morreu aos 89 anos, em 1 de outubro de 1948, e foi sepultado no jazigo dos jesuítas no cemitério de Benfica, em Lisboa."
(Fonte: https://24noticias.sapo.pt/atualidade/artigos/de-rapaz-fragil-a-santo-do-povo-esta-e-a-historia-do-padre-cruz)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

10 agosto, 2026

PACHECO, Joaquim Antonio -
A CHAVE DO CEO.
Novissimo Livro de Missa e outras devoções. Approvado pelo Ex.mo e Rev.mo Sr. Arcebispo de Mitylene. Por... Director e proprietario da Livraria Catholica de Lisboa e revisto por S. Ex.ª Rev.ma Monsenhor da Silva Serrano. Lisboa, Livraria Catholica : Joaquim Antonio Pacheco, 1902. In-8.º (14,5x9,5 cm) de [2], 475, [1] p. ; 142 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Bonito devocionário, ilustrado com pequenas gravurinhas no texto e com duas estampas de grande beleza gráfica e artística em separado: A Virgem Maria e Affonso Maria de Ligorio || B. Clemente Maria Ofbaner.
Joaquim António Pacheco (? - 1906). Foi um proeminente livreiro e editor português do século XIX, amplamente reconhecido como o proprietário e fundador da Livraria Católica de Lisboa (1866), também referida como a antiga Livraria Católica do Rocio. O seu trabalho focou-se na difusão da literatura religiosa e espiritual em Portugal. Publicou em nome próprio dezenas de manuais litúrgicos e devocionários de grande circulação. Manteve uma estreita colaboração e correspondência com importantes figuras e ordens religiosas da época, incluindo os jesuítas e os diretores do Apostolado da Oração (como o Padre Bento Rodrigues), intermediando a produção e comercialização de artigos e medalhas devocionais. (IA)
Encadernação toda de pele com título gravado a seco e a ouro na lombada. Corte integral das folhas em dourado.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
25€

02 junho, 2026

LIGORIO, Santo Affonso de -
PREPARAÇÃO PARA A MORTE OU CONSIDERAÇÕES SOBRE AS VERDADES ETERNAS. Uteis a todos os fieis para a meditação e aos sacerdotes para a predica. Por... Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira - Editor, 1873. In-8.º (16x11,5 cm) de [2], VIII, 420 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante edição oitocentista - julgamos que a primeira em português - deste manual de preparação para a morte. Trata-se de uma importante obra histórica. Permite entender a forma como o termo da vida era interpretada e divulgada nos meios religiosos, e não só, no século XVIII.
Obra escrita em estilo simples, dedicada a crentes e sacerdotes que deste manual se quisessem servir para a oratória religiosa.
"Considerae que sois pó e que em pó vos haveis de tornar. Virá um dia em que morrereis e sereis lançado á podridão n'um fosso, onde o vosso unico vestido serão vermes: Operimentum tuum erunt vermes. Tal é a sorte reservada a todos os homens, aos nobres e aos plebeus, aos principes e aos vassallos. Logo que a alma saia do corpo com o ultimo suspiro, dirigir-se-ha á eternidade e o corpo deverá reduzir-se a pó: Auferes spiritum corum, et deficient, et in pulverem suum revertentur.
Imaginae que estaes vendo uma pessoa que acaba de exhalar o ultimo suspiro; considerae esse cadaver deixado ainda no leito, com a cabeça pendida sobre o peito, os cabellos em desalinho, banhados ainda nos soures da morte, os olhos encovados, as faces descarnadas, o rosto acinsentado, a lingua e os labios côr de ferro... corpo frio e pesado. Empallidece e treme quem quer que o vê. Quantas pessoas á vista d'um parente ou d'um amigo morto, não mudaram de vida e não deixaram o mundo!"
(Excerto de I - Consideração - Retrato d'um homem que passou recentemente á outra vida)
Afonso Maria de Ligório (Marianella, Nápoles, 1696 - Nocera dei Pagani, Salerno, 1787). "Foi um bispo católico italiano que se destacou como escritor espiritual, filósofo escolástico e teólogo.
Nascido numa família nobre de Nápoles, Ligório teve uma brilhante carreira em direito antes de ser ordenado padre. Depois disso, fundou uma ordem religiosa, a Congregação do Santíssimo Redentor (chamados "redentoristas") dedicada ao trabalho entre os pobres. Em 1762, foi nomeado bispo da Diocese de Sant'Agata de' Goti. Afonso foi um escritor prolífico, publicando nove edições de sua "Teologia Moral" ainda em vida, além de outras obras devocionais e ascetas, assim com muitas cartas.
Afonso foi canonizado em 1839 pelo papa Gregório XVI. Em 1871, Pio IX proclamou-o Doutor da Igreja (Doctor Zelantissimus). Um dos autores católicos mais lidos, é também o santo padroeiro dos confessores."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação coeva inteira de pele com rótulo carmim e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
Indisponível

27 setembro, 2025

TRIGUEIROS, Luís Forjaz -
A NOVELÍSTICA CATÓLICA EM PORTUGAL.
Separata da Revista Laikos. [S.l.], [s.n.], 1984. In-8.º (21x14,5 cm) de 27, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Contributo para a história da literatura de ficção católica, e os autores que mais se distinguiram neste género literário, como, entre outros, Francisco Costa, Antero de Figueiredo, Manuel Ribeiro, Nuno de Montemor, Vitorino Nemésio e Moreira das Neves.
Ensaio invulgar e muito curioso, por certo com tiragem reduzida. A BNP não menciona.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Que a ficção de raiz, intenção ou sentido católicos nas várias expressões que estes qualificativos relativamente de circunstância podem implicar, é muito mais rara porque mais difícil de obter do que a «literatura» católica, propriamente dita, sabe-se, até pela crescente diminuição do número dos que a praticam (com qualidade e autenticidade de escritor e de narrador, condições que sempre privilegiámos), ao mesmo tempo que no decorrer deste século foi crescendo o número, em Portugal e no estrangeiro, dos escritores católicos de ideias. Escritores, ensaístas, conferencistas, filósofos, mas muito mais raramente ficcionistas ou em poucos casos as duas coisas juntas. A aceleração da História  as rápidas mutações que nestes oitenta anos decorreram, terão provocado não só as grandes crises de consciência de que as obras de pensamento - católicas ou agnósticas - dão testemunho e sobretudo a traumatização, mais ainda que alteração, dos princípios e, em consequência, dos costumes."
(Excerto do Ensaio)
Luís Forjaz Trigueiros (1915-2000). "Nasce em Lisboa em 1915. Inicia, desde muito novo, a atividade jornalística tendo então colaborado com diversos jornais e revistas literárias. Entre 1946 e 1953 é diretor do Diário Popular para o qual convidou a escrever autores como Vitorino Nemésio, David Mourão-Ferreira e Gilberto Freire. Começa por publicar ficção em 1936. Aborda grande variedade de temas, dando relevo ao estudo da cultura e da literatura brasileira, que conhece muito bem, e à crítica literária. Morre em Lisboa no ano de 2000, com 85 anos."
(Fonte: https://fbracaraaugusta.org/autor/luis-forjaz-trigueiro/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

12 setembro, 2025

COMPENDIO DOS EXERCICIOS DA VENERAVEL ORDEM TERCEIRA DA PENITENCIA DO NOSSO SERAFICO PADRE S. FRANCISCO E DAS INDULGENCIAS QUE GOZÃO SEUS IRMÃOS TERCEIROS, CONCEDIDAS POR MUITOS SUMMOS PONTIFICES, E CONFIRMADA PELA SANTIDADE DE BENEDICTO XIV.
Mandado imprimir pelo Irmão-Mestre Antonio de Oliveira Santos. Rio de Janeiro, Typ. Episcopal de Antonio Gonçalves Guimarães & C.a, 1861. In-8.º (14,5x11 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante compêndio da Ordem Terceira da Penitência, instituição religiosa franciscana localizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
"A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência é uma igreja colonial localizada junto ao Convento de Santo António, no morro do mesmo nome, no centro do Rio de Janeiro. Pela sua decoração barroca exuberante, é considerada uma das mais importantes da cidade e do país." (Wikipédia)
Índice:
I - Do exercicio de cada dia. II - Dos exercicios de cada Semana. III - Dos exercicios de cada Semana. IV - Dos exercicios de cada mez. V - Dos exercicios de cada anno. VI - Dos exercicios geraes para todo o tempo. VII - Das absolvições concedidas aos Irmãos da Penitencia. VIII - Compendio das Indulgencias concedidas aos Irmãos e Irmãs da Veneravel Ordem Terceira de Penitencia... IX - Do que devem advertir e saber, ácerca das referidas Indulgencias Plenarias. X - Dos dias Santos das nossas tres Ordens, em que os nossos Irmãos Terceiros, e os mais fieis, confessados e commungados, ganhão Indulgencia Plenaria, visitando as Igrejas da Ordem. XI - Dos privilegios especiaes, que concederão os Pontifices aos Irmãos Terceiros. | Appendix a todo o summario | Advertencias: Fórma da Petição para tomar o Habito. Fórma da Petição para professar: - Interrogatorios | Fórma de lançar o Habito aos Irmãos Terceiros, que muitas vezes succede pedirem os moribundos: Benção do Habito - Oremus; Benção do Cordão - Oremus; Ao cingir o Cordão - Oremus. | Fórma da Profissão: Benção do Habito - Oremus; Benção do Cordão - Oremus; Ao cingir o Cordão - Oremus. | Fórma da absolvição de Nosso Padre S. Francisco no artigo da morte: Deprecação.
Exemplar brochado, protegido por capas lisas coevas, em bom estado geral de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
20€

29 julho, 2025

DESAGGRAVO DEVIDO AO SS. SACRAMENTO DO ALTAR.
Lisboa. Na Typographia de Bulhões, Anno 1829. Com Licença da Meza do Dezembargo do Paço. In-8.º (12,5x7 cm) de 33, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso opúsculo publicado em época de pré-Guerra Civil, período em que as igrejas foram assaltadas e saqueadas, pretendendo-se o desagravo das faltas cometidas pela oração. Trata-se de um importante contributo histórico-religioso típico do período conturbado que se viveu entre nós no primeiro quartel do século XIX.
Obra invulgar e muito interessante.
"Durante as guerras civis fez-se huma associaçaõ de pessoas devotas, que de commum acordo aspiravaõ a prestar ao Santissimo Sacramento do Altar o Culto, e homenagens, que os Soldados lhe arrebatavaõ. Ellas eraõ acordes entre si sobre hum certo número de Missa, e Communhões, e de Orações, que deviaõ praticar para este fim. E porque naõ farieis vós huma associaçaõ semelhante, empregando-vos como aquelles, em reparar as irreverencias praticadas dentro de nossas Igrejas, e diante do Santissimo Sacramento do Altar? Ai de mim! Quantas Igrejas tem sido prostituidas! Quantos Altares destruidos! Quntos Tabernaculos despedaçados! Quantos Vasos Sagrados profanados! E quantas Sagradas Hostias indignamente tratadas! Quantos Sacerdotes vilipendiados! Quantos Mosteiros destruidos! Quantas Igrejas desertas! Quantos Religiosos e Religiosas em fim como homiziados pelas Cidades tem abandonado os seus Claustros, e cessado de cantar os Louvores de Deos. He necessario, na verdade, sermos bem pouco sensiveis á Gloria de Deos, ao amor de Jesus Christo, e á honta da sua Igreja para naõ resentir-nos destas desordens, e para naõ magoar-nos das que se tem praticado ultimamente nesta Capital."
(Excerto do Preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Conserva as capas de protecção originais. Assinatura de posse coeva na f. rosto.
Raro.
Indisponível

20 abril, 2025

VIEIRA, P. Antonio -
SERMAM // DE S. IOAM // BAPTISTA. // NA PROFISSAM // Da Senhora // MADRE SOROR MARIA DA CRVZ, // Filha do Excellentissimo // DVQUE DE MEDINA SYDONIA, // SOBRINHA DA RAINHA N. S. // Religiosa de Sam Francisco. // No Mosteiro de Nossa Senhora da // Quietaçaõ das Framengas. // Em Alcantara. // Esteue o SANCTISSIMO SACRAMENTO exposto. // Assistiraõ suas MAGESTADES, & ALTEZAS. // PREGOVO O P. ANTONIO VIEIRA // da Companhia de IESV. Prégador de S. Magestade. //
EM LISBOA. COM TODAS AS LICENC,AS // Na Officina de Domingos Lopes Rosa. Anno 1644. In-8.º (19,5x14 cm) de [32] p. (inc. frontesp.) ; B.
1.ª edição.
Sermão do Padre António Vieira escrito a propósito da Profissão Perpétua de Soror Maria da Cruz, abadessa do Convento de Nossa Senhora da Quietação, sobrinha da rainha D. Luísa de Gusmão, mulher de D. João IV.
São muito raros e apreciados os sermões do insigne jesuíta, sobretudo os que, como é o caso, foram proferidos (e publicados) no contexto e sequência da Restauração da independência nacional.
"No dia em que nace a Voz de Deos, justamente emudecem as vozes dos homês. Admiraçoês emudecidas saõ a retorica deste dia: mirati sunt unisersi. Pasmos, & assombros saõ as eloquêcias desta acção: Factus est timor super omnes vicinos eorum. He dia hoje de falarem os coraçoês, & de callarê as ,lingoas: por isso a lingoa de Zacharias emudeceu, por isso os coraçoens dos Montanhezes fallauaõ. Posuerunt in corde suo discentes. E se em qualquer dia do grande Baptista he perigoso o fallar, & os discursos mais discretos saõ os que se remetem ao silencio; que sera hoje no concurso de tantas obrigaçoens em que as causas do temor, & os motivos da admiração se vem taõ crecidos? Se toda a razão dos assombros no nacimento do Baptista era verem que daua Deos a hua alma a mão de amigo. Et enim manus Domini erat cum illo; Quanto mais deue assombrar hoje nossa admiração ver q dà Deos a outra alma a mão de Esposo: Et enim manus Domini erat cû illa?"
(Excerto do Sermão)
Soror Maria da Cruz nasceu algures no final da década de 1620, provavelmente, em ou perto de Sanlúcar (Andaluzia), a sede dos duques de Medina Sidónia. O seu pai era Gaspar de Guzmán y Sandoval, 9.º Duque de Medina Sidonia (1602-1664), mas a identidade da sua mãe permanece desconhecida. A tia paterna dela foi Luísa de Guzmán (1613-1666), Rainha de Portugal 1640-1666. Irmã Maria juntou-se à tia quando esta foi para Portugal em 1633 para se casar o duque de Bragança, futuro rei de Portugal. Em Vila Viçosa (Alentejo), Luísa de Guzmán foi viver para o palácio ducal e Soror Maria da Cruz foi estudar para o vizinho convento franciscano das Chagas. Em Dezembro de 1640, Soror Maria mudou-se para Lisboa com a recém-proclamada família real onde ingressou no convento franciscano de Nossa Senhora da Quietação em Alcântara (BELÉM 1758: 546). Ela fez a sua profissão perpétua em 1644 com a presença da família real e em que o Padre António Vieira, o célebre jesuíta, pregou (VIEIRA 1644). Este convento recebeu fundos reais e confinava com a Quinta de Alcântara, uma das residências privilegiadas do novo família real (CASTELLO BRANCO 1971: 50-79; COSTA, CUNHA 2008: 169; COSTA 1712: 650). A própria Soror Maria recebia 40 mil réis por ano da Casa de Bragança - o património dos duques de Bragança (BA, Homem., 51-X-17: fls. 214). Foi dentro deste convento que provavelmente a Irmã Maria passou algum tempo com duas das suas primas, as infantas Dona Joana (1635-1653) e Dona Catarina (Catarina de Bragança 1638-1705, Rainha-consorte de Inglaterra (1662-1685), e onde ela acabaria por acolher diplomatas estrangeiros e dignitários. Foi neste convento que ela acolheu a rainha consorte francesa Maria Francisca de Sabóia (1646-1683) quando chegou em 1666 para casar com Afonso VI (1643-1683), Rei de Portugal (1656-1683)."
(Fonte: James, Ben - Two Marias: Illegitimacy and Agency on the fringes of  the Restoration Cour, Palácio Nacional de Sinta, 2024)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Aparado, porém, nunca atingindo o texto. Mancha amarelada de humidade, desvanecida, transversal a todo o opúsculo. Com falhas e pequenos defeitos marginais. Protegido por capas lisas em papel celofane.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Peça de colecção.
150€

23 março, 2025

RAMOS, Dr. Luiz Maria da Silva -
SERMÃO SOBRE A DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CHRISTO.
Recitado na Sé Cathedral de Coimbra. Pelo... Lente cathedratico da faculdade de theologia na universidade de Coimbra... Porto : Braga, Livraria Internacional de Ernesto Chardron - Eugenio Chardron, 1877. In-8.º (22,5x14 cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Sermão dedicado pelo autor a D. Manoel Corrêa de Bastos Pina, Bispo de Coimbra, Conde de Arganil, etc.
"O dogma da divindade de Jesus Christo, é tão necessario para explicar a historia do homem no tempo e no espaço, como o dogma da existencia de Deus, supremo arbitro de tudo, é necessario para explicar os phenomenos do universo. [...]
A divindade de Jesus Christo é, por isso, um verdadeiro postulado da historia, e conseguintemente um dogma razoavel. No Evangelho de hoje, offerece o Salvador a seus inimigos dous motivos, qual d'elles mais convincente, para abonar o seu caracter divino: a sua sanctidade immaculada: quis ex vobis arguet me de peccato? e a sua veracidade omnimoda: Si veritatem dico vobis, quare non creditis mihi? Logo Jesus Christo é Deus. Eis o que naturalmente se deduz das suas palavras, e eis tambem o assumpto do meu discurso."
(Excerto do Preâmbulo)
Luís Maria da Silva Ramos (1841-1921). "Nasceu em Braga. Em 23 de Dezembro de 1866, com 25 anos, formou-se na Faculdade de Teologia de Coimbra. Foi lente substituto da mesma Faculdade em 1876 e lente catedrático em 1874. Depois de ordenado sacerdote consta que foi professor no Seminário diocesano de Braga, onde Ieccionou Teologia moral, e no Seminário de Coimbra, onde regeu a cadeira de Teologia Litúrgica e Sacramental. Chegou a ser eleito director da Faculdade de Teologia de Coimbra.
Foi director da Estrela d'Alva, de Braga, e redactor da Civilisação Catholica, do Porto. Nesta última revista tomou a defesa da União Nacional com Tomás de Vilhena. Colaborou ainda noutra imprensa católica. A saber: União Catholica, Futuro, Consultor do Clero, todos de Braga; A Nação, de Lisboa; Caridade, Ordem e Instituições christãs, do Porto. A sua actividade sócio-cultural e religiosa não se esgotou na imprensa. Pertenceu, ainda à Academia filosófico-escolástica de S. Tomás de Aquino (Barcelona) e à Sociedade de S. Paulo para a difusão da imprensa católica (Roma)."
(Fonte: Jorge, Ana Maria C. M. - Os Participantes do I Congresso Católico Português (1871-1872), in Lusitania Sacra, 2.ª série, 12, (2000))
Exemplar em bom estado geral de conservação. Envelhecido. Frágil, com defeitos e pequenas falhas de papel na capa. Ausência da contracapa.
Raro.
Indisponível

26 dezembro, 2024

CARTA // DE // ESCRAVIDAÕ // QUE DEVEM ASSIGNAR //
Regras que devem observar, Graças, e Indul- // gencias que podem lucrar, e algumas ad- // vertencias mais, que devem saber. // OS // ESCRAVOS // DE // MARIA SANTISSIMA // Alistados na Irmandade, que he dedicada // á mesma Soberana Senhora, por meio // da sua Prodigiosa Imagem, de- // nominada com o titulo // DE // N. S. DO ROSARIO // DO BARREIRO // Por ser collocada na sua Erermida da mesma Villa. // PERSUADE-SE TAMBEM ESTA DEVOÇÃO // E Refere-se em seu abono hum notavel prodi- // gio da mesma Senhora, e outros mais que para // gloria sua se achaõ justificados, e se daõ em pu- // blico para consolaçaõ de todos os seus Devotos. // LISBOA: // Na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo // Impressor da Real Meza Censoria. Anno 1785. // Com licença da mesma Real Meza. In-8.º (14,5x9 cm) de 155, [1] p. ; [1] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada com bonita capitular e vinheta tipográfica no início, e em extra-texto, precedendo o frontispício, uma gravura de Nossa Senhora com a inscrição: "N. Sª. DO ROZARIO DA V. DO BARREIRO. O Exmo. Snr. Carde. Patriarcha concede 100 dias de Indulgª. a qm. rezar huma Salve Rª. diante desta Image", imagem que falta na maioria dos exemplares.
Inclui ainda uma gravura coeva, solta, recortada, de Santa Bárbara (não pertence a esta obra).
Deve dizer-se ainda, a título de curiosidade, que no interior vem expresso um "projecto de associação" (Carta, ou Cedula de Escravidão) na Irmandade que foi preenchido a tinta "Lx.ª aos 27 do Mez de [ilegível] de 1799",  com o nome manuscrito da antiga proprietária - "Joanna Peregrina" -, que não é mais do que a comprometimento desta senhora para com as regras da Carta de Escravidão, assumidas com a sua assinatura. Muito interessante.
Junto com:
SUMMARIO // DAS GRAÇAS, INDULGENCIAS, // e Remissoens de peccados, concedidas // a todas as pessoas, que visitarem // a Prodigiosissima, e Devotissima // Imagem de // N. S, DO ROSARIO // collocada na sua Eremida, sita na Villa // DO // BARREIRO // POR SE ACHAR ANNEXA Á SACROSANTA // IGREJA DE // S, JOAÕ DE LATERAÕ // DE ROMA // juntamente com a Irmandade dos Escra- // vos da dita Senhora por Breve do // SANTISSIMO PADRE PIO VI. // Impetrado pela mesma Irmandade com // Beneplacito da / RAINHA N. SENHORA // naõ só como Soberana, mas tambem como Graã // Mestra das Tres Ordens Militares, por estar // a referida Ermida no destricto da Ordem de // Saõ-Thiago, Patriarchado desta Cidade de // LISBOA. // Na Offic. de Joaõ Antonio da Silva, // Impressor de Sua Magestade. 1790. // Com licença da Real Mesa da Commissão Geral sobre // o Exame e Censura dos Livros. In-8.º (14,5x9 cm) de 13, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Duas obras relacionadas com o mesmo tema - a imagem de Nossa Senhora do Rosário do Barreiro - e as indulgências concedidas aos devotos da mesma - encadernadas num único tomo.
"Naõ pretendemos no presente Tractado inculcar a devoçaõ de Maria Santissima. Nós a suppomos estabelecida nos coraçoens de todos os fieis. Como ella he hum meio taõ necessario, ou taõ poderoso para a salvaçaõ; Deos tem tomado por sua conta dar-nos este meio, como todos os mais; por isso parece que des-de o Baptismo ella se infunde nas nossas almas como os mais dons sobrenaturais da graça. So pertendemos pois persuadir a Escravidaõ da Senhora, como meio mais proprio para praticar a sua devoçaõ, e mais efficaz para alcançar a sua protecçàõ especial."
(Excerto de Carta de Escravidaõ... - Persuade-se esta Devoção)
"O Direito pois que Maria Santissima tem á nossa Escravidaõ, a honra, e interesse que todos temos em ser signalados com o titulo de seus Escravos, o obsequio, e satisfaçaõ que a mesma Senhora recebe em tomarnos debaixo da sua protecçaõ especial por meio deste titulo, e finalmente a que já esperimentavaõ certos devotos seus, que todos os annos concorriaõ desta Cidade de Lisboa a festejala com cultos publicos na sua prodigiosa Imagem intitulada do Rosario, a qual se venera em huma Eremida junto a Villa do Barreiro aonde elles mesmos a collocaraõ no anno de 1736, tudo os moveo a erigirem naquella Eremida em honra da mesma Senhora por meio deste veneravel Imagem huma Irmandade intitulada dos Escravos de Maria Santissima do Rosario do Barreiro.
He muito antiga como temos dito a Escravidaõ de Maria Santissima, mas corporaçaõ, em que se unaõ, e ajuntem os seus Escravos para o culto, e serviço da Senhora, tendo por insignia, e destinctivo da sua Escravidaõ o Santissimo Rosario, naõ sabemos de outra até ao presente; tem esta Irmandade até agora a prerogativa de unica, e singular, terá já agora em todo o tempo a gloria de primeira entre todas as que se lhe seguirem."
(Excerto de Carta de Escravidaõ... - Instituiçaõ desta Irmandade)
Encadernação coeva inteira de pele com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta pico de traça, à cabeça, nas primeiras páginas do livro (com pouco impacto visual e sem afectar a mancha tipográfica).
Raro.
Com interesse histórico, regional e religioso.
125€

05 novembro, 2024

PROLA, P. Joseph Maria - NOVENA // DO // GLORIOSO PATRIARCA //  S. JOSEPH, // CASTISSIMO ESPOSO DA SEMPRE // VIRGEM MARIA, // COMPOSTA // PELO P. JOSEPH MARIA PROLA, // Da Companhia de Jesus. // Que principia a I0 de Março. // E agora resumida, por hum Devo- // to, nesta ultima impressaõ. //
LISBOA // Na Off. de Francisco Luiz Ameno. // M. DCC. XCI. // Com licença da Real Mesa da Commissaõ Geral // sobre o Exame, e Censura dos Livros. In-8.º (15x9,5 cm) de 93, [3] p. ; E.
Novena setecentista ilustrada no texto com partituras de hinos em honra de S. José.
Obra rara e muito curiosa.
"O Dia festivo, que com principal, e universal solemnidade celébra a santa Igreja á honra de S. Joseph, he a 19 de Março. Para honrallo com dignidade mais agradavel ao Santo, e mais proporcionada á vossa utilidade, vos proponho o exercicio daquelles dois efficacissimos ensinados pelos Santos Padres, a fim de conservar o necessario, e proveitoso commercio com o Ceo: isto he a Oraçaõ mental , e a vocal. Huma para illustrar o entendimento com a noticia dos sagrados mysterios, e affervorar a vontade com os motivos das verdades bem penetradas; e a outra para impetrar do thesouro da Divina beneficiencia as graças convenientes á vossa necessidade. A meditaçaõ nos faz vêr o que nos falta, a Oraçaõ o impetra."
(Excerto do preâmbulo).
Encadernação inteira de pele com dourados na lombada.
Exemplar em razoável estade de conservação. No interior, algumas das páginas foram cortadas junto às margens, sendo que num ou noutro caso, prejudica o texto. Com rabiscos a lápis, nas folhas de guarda, anteriores e posteriores.
Raro.
Indisponível

28 outubro, 2024

ALVES, Dr. José Maria -
PÁGINAS DA VIDA DE NOSSA SENHORA
. Lisboa, Escola Tipográfica das Oficinas de S. José, 1942. In-8.º (19,5x12,5 cm) de 150, [2] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Interessantíssima biografia de Nossa Senhora, laudatória e providencial, exemplo típico da literatura religiosa publicada durante o regime do Estado Novo.
Ilustrado em separado com uma bonita estampa de Nossa Senhora com a seguinte legenda: "Mãe puríssima, Padroeira dos portugueses, salvai-nos e salvai Portugal."
Obra invulgar, histórica, com relevância para a bibliografia mariana portuguesa.
"À Senhora de Fátima - no vigésimo quinto aniversário - das suas aparições em «Terra de Santa Maria».
A vossos pés, minha doce e terna Mãe, venho depôr estas humildes «Páginas» que, quais flôres singelas, fui colhêr no vergel florido do sagrado Evangelho. Procurei embelezá-las com as côres variegadas - reflexões e pensamentos - de piedosos e doutos escritores, e perfumá-las com o aroma que a meditação das vossas virtudes costuma deixar nas almas.
Com a vossa benção materna, feita de luz e de amor, voem elas por êsse Portugal além, cantando as vossa glórias, atraindo as almas ao vosso coração de Mãe e conduzindo-as a Jesus."
(Dedicatória)
Índice:
Palavras de S. Ex.ª Rev.mª o Sr. Arcebispo de Évora para prefaciarem o livrinho | Ao Leitor | Dedicatória | I - A Imaculada Conceição de Nossa Senhora II - Nascimento de Nossa Senhora. III - Maria deixa a casa paterna e vai para Jerusalém IV - Desposórios com S. José. V - Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. VI - Visitação de Nossa Senhora a santa Isabel. VII - Vai com S. José a Belém. - Nascimento de Jesus. VIII - A adoração dos pastores e dos Magos. IX - Maria Mãe de Deus. X - Purificação de Maria e apresentação de Jesus no Templo. XI - A fugida para o Egipto. XII - A Sagrada Família vai a Jerusalém para a festa da Páscoa. XIII - Volta para Nazaré. - Vida oculta. XIV - Em Caná de Galileia. XV - Maria durante a vida pública de Jesus. XVI - Ambiente hostil. - A última ceia. XVII - Ao pé da Cruz. XVIII - Nossa Senhora medianeira entre Deus e os homens. XIX - Aleluia! O Senhor ressuscitou! XX - Depois da Ressurreição. XXI - Aparições de Jesus. XXII - Ascenção de Jesus ao Céu. - Maria no Cenáculo. XXIII - Nossa Senhora e a Igreja. XXIV - Assunção de Nossa Senhora ao Céu.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Capa manchada por acção da luz. Sem f. ante-rosto(?).
Raro.
35€

27 agosto, 2024

GIL, Francisco - ESTUDO // CURIOSO. // LIVRO DE THEOLOGIA MORAL, // COMPOSTO PELO PADRE // FRANCISCO GIL, // Abbade de Meixedo, Bispado de Mi- // randa. // Dado à luz pelo Padre // JOAM DE MEDEIROS TEIXEIRA. // OFFERECIDO // AO DOUTOR // BELCHIOR DO REGO // E ANDRADE, // FIDALGO DA CASA DE SUA MAGESTADE, E DO SEU // Concelho, Desembargador do Paço, Procurador da Coroa, dos // Concelhos da Rainha N. Senhora, e das Serenissimas Casas de Bra- // gança, e Infantado, Chanceller Mòr das Tres Ordens Militares // Conservador da Naçaõ Britannica, Regedor das Justiças, &c. // LISBOA OCCIDENTAL, // NA OFFICINA DA MUSICA // M. DCC. XXXIV. // Com todas as licenças necessarias, e Privilegio Real. In-8.º (20x13,5 cm) de [14], 394 p. ; E.
1.ª edição.
Curioso compêndio de cariz moral e religioso, elaborado em jeito de pergunta/resposta para melhor compreensão do conteúdo.
"Sacramentum est signum sensibile rei Sacre sanctificantis nos. Signum se poem em lugar de genero, por onde convem com os outros finaes, que naõ saõ Sacramentos: rei Sacre he a differença, e significa a graça, a qual formalmente santifica o homem, porque Deos só o santifica conmo causa efficiente.
P. De quantos modos he o final do Sacramento? R. Que de tres: Rememorativo da Paixão de Christo, Demonstrativo da graça, e Prognostico da gloria: Juxta illud D. Thom. O'Sacrum convivium, in quo Christus summitur, recolitur memoria passionis ejus, mens impletur gratia, & futura gloria nobispignus datur.
Ha quatro estados da Natureza, 1. da Innocencia, 2. da Ley Natural, 3. da Escrita, 4. da Graça. No estado da Innocencia naõ houve Sacramentos, pois a justiça original dava os mesmos auxilios, que podiaõ dar os Sacramentos. Nos outros estados houve Sacramentos, quia Deus vult omnes homines salvos fieri, e naõ ha outro remedio, por onde se possaõ salvar; e depois do peccado naõ se podiaõ salvar sem elles. Os da Ley Velha eraã a Circuncisaõ, Agno Paschal, Sacrificio, e Protestaçaõ da Fé in fide parentum. Os da Ley da Graça saõ sete sc. Baptismus, etc. [...]
P. Quantos saõ os Sacramentos? R. Que sete, Bautismo, Confirmaçaõ, Eucharistia, Penitencia, Extrema-Unçaõ, Ordem, e Matrimonio. P. Quem instituhio os Sacramentos? R. Christo N. Senhor. P. Para que os instituhio? R. Para remedio dos peccadores, e mayor perfeiçaõ das almas."
(Excerto de De Sacramentis in genere.)
Encadernação coeva inteira de pele com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pequeno orifício de traça, no pé, sem afectar o texto, visível nas primeiras folhas. Mancha antiga de humidade junto ao festo, mais evidente nas últimas folhas do livro.
Invulgar.
55€

12 agosto, 2024

POÇAS, José Joaquim - ELEMENTOS DA DOUTRINA CHRISTÃ, escriptos pelo Doutor... Para utilidade dos Meninos das Freguezias de Muimenta da Beira, e S. Martinho de Mouros, nas quaes foi Parocho. Dedicados ao Ill.mo e Ex.mo Senhor D. Joaquim José de Miranda Coutinho, Bispo de Castello Branco, do Conselho de Sua Magestade Fidelissima, digno Par do Reino, &c. Em Testemunho de Gratidão. Lisboa: Na Impressão Regia. 1827. Com Licença. In-8.º (14,5x10 cm) de [8], 136 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de preceitos cristãos. Trata-se de uma lição de vida moral e religiosa dirigida aos mais novos, e dedicada pelo autor em especial aos pequenos de Moimenta da Beira e S. Martinho de Mouros, freguesias onde este esteve radicado.
"Innocentes, e amaveis Meninos, ausente de vós, para seguir os destinos da Providencia, eu vos não tenho em esquecimento, nem tem em mim diminuido o desejo de vosso bem. E porque toda a felicidade do homem tanto a temporal, como a eterna depende do conhecimento, e prática das verdades Sanctas, que nos ensinou o Nosso Divino Mestre, e Redemptor Jesu Christo, vos offereço esta singela explicação das necessarias para conseguirdes a verdadeira, e eterna felicidade."
(Excerto de Aos Leitores, a quem se dirige este Opusculo)
Index das Instrucções:
I - Do Signal da Sancta Cruz. II - Da Oração Dominical. III - Da Ave. IV - Da Salve. V - Conhecimento de Deos nosso Creador, Bemfeitor, e Remunerador. VI - Do Mysterio da Sanctissima Trindade. VII - Do Mysterio da Incarnação. VIII - Da Redempção do Genero humano. IX - Do Symbolo dos Apostolos. X - Continua-se a explicação do Symbolo. XI - Do Decaçogo, ou Mandamentos da Lei de Deos. XII - Dos Preceitos da Segunda Taboa. XIII - Dos Mandamentos da Sancta Madre Igreja. XIV - Das Virtudes Christãs. XV - Das Virtudes Theologaes. XVI - Das Virtudes Moraes. XVII - Dos Sacramentos: e o do Baptismo. XVIII - Da Confirmação. XIX - Da Comunhão, sua Instituição, Natureza, Necessidade e Effeitos. XX - Do Sacramento da Penitencia, sua Instituição, e Natureza. XXI - Dos actos do Penitente para a validade do Sacramento da Penitencia. XXII - Da Extrema-Uncção. XXIII - Do Sacramento da Ordem. XXIV - Do Matrimonio.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Cantos vincados.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

17 julho, 2024

MELLO, Francisco do Rosario e - NOVENA DE SÃO NICOLÁO. Ordenada a promover, e augmentar seu Culto, e dedicada aos seus Devotos. Pelo Prior... Lisboa, Tip. do Gratis, Rua dos Douradores n.º 43 B, 1840. In-8.º (14x10 cm) de [2], 56, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra de divulgação do Santo protector da paróquia de S. Nicolau - onde o autor era prior - para instrução dos devotos frequentadores do templo.
Rara, com interesse histórico, religioso e olisiponense.
"O Glorioso S. Nicoláo Bispo de Myra, deve ser um objecto digno do nosso respeito, e da nossa devoção. A sublime Santidade da sua vida, a multidão de seus assombrosos milagres, e a universalidade do seu culto lhe conseguem um direito especial a exigir dos nossos corações os devoto obzequios de veneração, e de amor. As pessoas, que assistem na sua Freguezia, ainda são mais obrigadas a desempenhar este dever, porque não podem deixar de reconhecer neste Santo Bispo um assiduo Protector dos Infermos pobres no estabelecimento da Irmandade da Caridade unicamente instituida para seu socorro, e que tão admiravelmente se tem conservado, e augmentado, prodigalisando sem diminuição a assistencia, de que carece um doente, destituido de meios, e recursos."
(Excerto de Dedicatoria aos devotos de S. Nicoláo)
Francisco do Rosário e Melo (?-1856). Antigo frade de Xabregas e pároco em São Nicolau, Lisboa, onde se distinguiu pelo meritório trabalho religioso, incansável no restauro da igreja e aquisição de sinos novos. É da sua autoria o recenseamento da freguesia de São Nicolau de Lisboa no ano de 1841, empresa que realizou com pormenor digno de nota para a época.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Conserva as capas de protecção originais. Primeira parte do livro apresenta cor ligeiramente rósea que se vai desvanecendo, por acção de humidade que terá desbotado da capa para o interior.
Raro.
20€

15 junho, 2024

DIAS, João S. Clá -
FÁTIMA, AURORA DO TERCEIRO MILÉNIO
. Lisboa, [Centro Cultural Reconquista], 1999. In-8.º (20x14 cm) de 145, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo fatimista, projectando o fenómeno das aparições e da mensagem mariana no futuro.
Livro muito ilustrado com fotografias a p.b. e a cores, muitas delas em página inteira.
"Os acontecimentos de Fátima mostram-se como a autêntica aurora dos tempos futuros, cujos primeiros raios começaram a luzir no instante mesmo em que Nossa Senhora desceu à Cova da Iria e apareceu a três pastorinhos. Dirigindo-nos severas advertências sobre a decadência da humanidade e, ao mesmo tempo, exortando-nos à conversão e à confiança no auxílio da Misericórdia Divina, Ela coroou sua Mensagem com esta esperançosa promessa: "Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará"."
(Retirado da contracapa)
Índice:
No século do ateísmo, o anúncio do Reino de Maria | Parte I - A mensagem de Fátima: 1. Aparições e mensagens; 2. Edificantes ensinamentos a Jacinta; 3. Nossa Senhora cumpre a promessa feita na terceira aparição. Parte II - Aurora dos tempos novos: 1. Não faltam razões para crer; 2. A mensagem de Fátima não foi correspondida; 3. Revelações de alcance universal; 4. Fátima levada a sério; 5. Os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria. Parte III - Rosário e devoção ao Imaculado Coração e Maria: 1. Origem e significado do santo Rosário; 2. Excelências do santo Rosário; 3. Modo de rezar o santo Rosário e indulgências; 4. A mediação de Maria no Mistérios do Rosário; 5. ~Devoção ao Imaculado Coração de Maria. | Conclusão | Notas.
Exemplar em brochura, bem conservado. Com escritos de posse na f. rosto.
Invulgar.
Sem registo na BNP.
10€

05 dezembro, 2023

CANTAR É REZAR. Manual de Cântico Religiosos (em Latim, Português, Chope e Ronga). Compilados por Seminaristas de Namaacha. Lourenço Marques, Imprimé par la Societé de St. Pierre Claver, [1961?]. In-8.º (20 cm) de VII. [1], 375, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante manual de cânticos religiosos para uso das Missões da Arquidiocese de Lourenço Marques (actual Maputo), Moçambique.
Muito ilustrado com partituras e bonitos desenhos no texto.
"Sacrificando os escassos momentos livres que o programa dos nossos estudos seminarísticos nos dá, organizámos em colaboração conjunta o presente Manual de Cânticos Religiosos para uso das nossas Missões da Arquidiocese de Lourenço Marques. Não temos a pretensão de julgar completamente solucionado com este livro o problema da expansão do canto sagrado nas nossas Missões. Visamos apenas abrir caminho a uma cabal solução futura por parte de pessoas competentes deste momentoso problema. O presente manual não passa de uma simples concretização de um desejo de despertar nos nossos cristãos interesse por esta bela forma de oração, que é o canto religioso. O canto sagrado, com ser uma oração em alta voz, é uma eloquente profissão da Fé a que todos nós nos orgulhamos de pertencer. Ele é por assim dizer o evangelho musical da Igreja."
(Excerto de Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, com pequenos defeitos.
Raro.
Sem registo na BNP.
30€

27 agosto, 2023

THEOLOGO EXAMINADO E APPROVADO OU BREVE COMPENDIO DE THEOLOGIA DOGMATICA PARA USO DOS ESTUDANTES E NOVOS CLERIGOS. Pelo mesmo Author do Confessor Examinado e Approvado que muito deseja a sua Instrucção. Lisboa: Na Impressão Regia. Anno 1832. Com Licença. In-8.º (20x14 cm) de [6], 266, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso manual para o "bom católico", seja ele estudante ou clérigo recém ordenado.
"Amaveis Estudantes, e Senhores meus, parece muito natural que havendo finalizado o pequeno Opusculo = Confessor Examinado, e Approvado =, e tendo-me proposto instruir os Estudantes, que se destinão ao Clero, e mesmo os já Ordenados, que por falta de maiores principios, de Livros analogos e suas circumstancias, ou de Mestres em lugares proporcionados áquelles, onde a necessidade, ou commodo os faz existir; parece, digo, muito natural que tome a meu cargo consumar a obra começada, instruindo-os na sã Doutrina, que devem crêr, e ensinar áquelles, a quem o seu Ministerio os possa ligar. Quantos, a quem a mesma natureza concede o dom da palavra, e por falta de luzes deixarão esse talento enterrado, não podendo dignamente analysar a verdadeira, e sã Theologia? Quantos, a quem a Providencia ha destinado para cuidarem mais particularmente d'alguma porção do seu Rebanho, o qual devem instruir, reprehender, e corrigir, e falo-hão rectamente sem instrucção, sem doutrina e sem principios para distinguir a falsa da verdadeira, e o precioso do vil? Quantos finalmente, e ainda mal, que hajão escalado por interesse, e fins sinistro os muros do Sanctuario, ingerindo-se aonde Deos os não chamava, e por isso mesmo mui faltos da competente Sciencia para analysar os Dogmas da Religião, e bem capazes de propor á crença dos fieis, em vez da Arca Sancta, os Idolos de Dagon, Moloch, e Belial, e Doutrinas hereticas por catholicas?... Se he verdade que fides ex auditu, qual será a dos Christãos, sendo a dos Sacerdotes erronea, e condemnada? Por tanto eu lhe offereço este verdadeiro signal do meu affecto com a maior sinceridade de minhas intenções, a fim de que possão contradizer a falsa doutrina, a impiedade, e irreligião, que tanto se hão propagado em nossos dias."
(Excerto de Advertencia)
Indice:
[Advertencia] | Lugares Theologicos | Tractado da Religião | Tractado da Igeja | Tractado da Graça | Appendice sobre a infallibilidade da Igreja em factos | Tractado de Deos | Tractado Mysterio da Sanctissima Trindade | Tractado da Incarnação | Virgindade perpetua de Maria Sanctissima | Appendice do Culto, e Adoração de Jesu Christo, etc. | Appendice da Bemaventurança | Appendice das Indulgencias | Perguntas Theologico, Juridico-Dogmaticas | P.S. Sobre factos edificantes em razão da Encyclica de Gregorio 16 | Indice dos Concilios Geraes, e dos Papa.
Encadernação plena de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Falha de pele na lombada à cabeça, fendido no mesmo local, junto à pasta posterior. Mancha de humidade (desvanecida) atinge canto exterior das primeiras oito folhas, incluindo a f, rosto. Assinatura de posse f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
35€

09 agosto, 2023

POMBO, Capitão - IMMACULADA : poema epico e lyrico sob o patrocinio de Jesus, Maria e José. Ode á Virgem Santissima.
Pelo... Cavalleiro de S. Bento d'Aviz. Lisboa, Tip. da Cooperativa Militar, 1922 [Imp. 1925]. In-8.º (18,5 cm) de 651, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Obra poética de fôlego. Trata-se de um poema épico em 15 cantos, muito curioso, de homenagem à Imaculada Conceição.
Inclui partitura nas 13 páginas finais: Himno da Immaculada, que será, igualmente, da autoria de Francisco Cristino da Silva Pombo - o Capitão Pombo.
Com dedicatória manuscrita na f. rosto, julgamos que do autor, ao Mestre da oficina de encadernador e seus empregados.

"Em Portugal, foral de villa,
Salir do Porto recebia,
O Reis primeiro em freguezia
Fez do Mysterio instruil-a:
Tambem doára elle Marvilla,
Á nossa Sé, que ao proprio dia,
Festa annual da Conceição,
Põe em Lisboa a obrigação."

(Canto I, XXIX)

Encadernação inteira de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado, com defeitos e pequenas falhas.
Raro.
25€

05 agosto, 2023

PENSAMENTOS SOBRE A RELIGIÃO E A MORAL.
Publicados pela Redacção da Revista Christã. Lisboa, Typographia da - Nação. 1856. In-4.º (25,5x18 cm) de 111, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante colecção de reflexões, máximas e conceitos religiosos.
É a Salvação o negocio mais importante para o homem, aquelle a que deve applicar todos os seus cuidados, o fim primeiro de seos trabalhos. Foi esta a grande lição que o Salvados dos homens quiz dar a Martha, quando lhe disse: Martha, tu andas muito inquieta e te embaraças com o cuidar em muitas coisas, mas só uma é necessaria.
Não é pois a Salvação só d'uma extrema importancia, é mais ainda, é d'uma absoluta necessidade. E entre extrema importancia a absoluta necessidade ha uma differença essencial. Se nos disserem que uma coisa é muito importante, concebemos precisamente por isso que perderiamos muito, perdendo-a; sem que dahi se siga que teriamos perdido tudo, e que já não haveria recurso que nos fosse possivel. Mas se nos disserem que alguma coisa é absolutamente necessaria e só ella necessaria, concluimos que, perdendo-a, perdemos tudo, nem já ha recurso que nos seja possivel.
Dizemos pois que a Salvação é necessaria e só ella necessaria."
(Excerto de I - A Salvação - Necessidade da Salvação)
Indice:
I - A Salvação. II - Da fé e dos vicios que lhe são oppostos. III - Da conversão e da penitencia. IV - A verdadeira devoção. V - A Oração.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. A numeração das três últimas páginas está errada, responsabilidade da casa impressora.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Sem registo na BNP.
25€