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21 dezembro, 2025

PIMENTA, Belisário -
MEMÓRIAS DUM APRENDIZ DE GRAVADOR.
Notas para a História da Gravura em Madeira em Portugal (Edição do Autor). Coimbra, Edição do autor, 1961. In-8.º (21,5x15 cm) de 26, [2] p. ; [2] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante contributo, autobiográfico, para a história da xilogravura nacional.
Tiragem limitada a 250 exemplares fora do mercado, rubricados pelo autor [chancela].
Livro ilustrado no texto com bonitos desenhos de capitulares e vinhetas tipográficas e, em separado, reproduzindo em duas folhas, respectivamente, a "Casa da Praça do Comércio, n.º 11" e o retrato de "Albino Caetano da Silva", tio do autor (c. 1880).
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa de Belisário Pimenta a José Maria da Silva Raposo.
"Andava eu pelos onze anos e meio quando meu tio materno Albino Caetano da Silva, sempre atento ao meu desenvolvimento, me prepôs ensinar a gravar em madeira, dada a minha aplicação a certos trabalhos que ele fazia ainda uma vez por outra. Aceitei com vontade e comecei.
Era no vão da porta da varanda do 1.º andar, do lado norte, no prédio da Praça do Comércio, n.º 11 (ver grav. junta), onde nasci e onde então ainda vivia, que meu tio tinha uma mesa em que estava o estojo de buris e a almofada de camurça já bastante usada. Foi ali que eu comecei a fazer os primeiros traços sobre uma chapa de buxo coberta de alvaiade e que eu comecei a sentir as picadas dos buris nos dedos da mão esquerda quando, por inexperiência, me fugiam do seu destino. E assim por algumas lições."
(Excerto das Memórias)
Belisário Maria Bustorf da Silva Pinto Pimenta (Coimbra, 1879 - Lisboa, 1969). "Nasceu em Coimbra em 1879. Frequentou o colégio externato do Padre Simões dos Reis e depois transitou para o Liceu. Aos 14 anos começou a formar a sua biblioteca pessoal, que no final da sua vida ultrapassava mais de oito mil obras. Seguiu a carreira militar ingressando como cadete na escola Prática de Infantaria de Mafra. Em 1903 foi promovido a alferes e em 1910 passou a ser Comissário da Polícia em Coimbra. A sua vida militar decorreu ainda por Valença, Portalegre, Castelo Branco, Lagos, Porto, Penafiel, Abrantes e Leiria. Em 1913 publica o seu primeiro trabalho sobre Miranda do Corvo, tema que foi uma das suas predileções e cultivou até ao final da sua vida. Os seus escritos sobre o concelho encontram-se dispersos por jornais (Alma Nova, Diário de Coimbra) e monografias, podendo ser considerado como o autor que mais se debruçou sobre o concelho. Privou com figuras ilustres da cultura como sejam Eugénio de Castro, António Nobre, António José de Almeida, Vitorino Nemésio, António Nogueira Gonçalves ou Álvaro Viana de Lemos, entre muitos outros."
(Fonte: https://cm-mirandadocorvo.pt/pt/menu/347/belisario-pimenta.aspx)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa manchada.
Muito invulgar.
Indisponível

23 setembro, 2021

SOARES, Ernesto - ESTAMPADORES E IMPRESSORES. (Contribuição para o estudo das Artes Gráficas).
Por... Da Associação dos Arqueólogos Portugueses, da Academia Nacional das Belas Artes
. Lisboa, Academia Portuguesa de Ex-Libris, 1966. In-4.º (27x20,5 cm) de 39, [1] p. ; [1] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante estudo sobre as artes gráficas em Portugal, desde o século XVII até aos nossos dias, por Ernesto Soares, historiador, reconhecidamente uma das maiores autoridades na matéria.
Separata dos n.ºs 33, 34, 35 e 36 do Boletim da «Academia Portuguesa de Ex-Libris».
Livro ilustrado ao longo do texto a p.b., e em separado, com o ex-libris do autor - em cartolina colada - destinado apenas às separatas, "desenhado pelo pintor da arte há pouco falecido, Fernando Santos, por ele gravado a água-forte e estampado a três cores por Bastos da Silva".
Exemplar n.º 44 de uma tiragem de 100 exemplares, numerados e assinados pelo autor - 25 para ofertas.
"O estudo que se segue, não pode ser considerado como um trabalho de investigação histórica ou artística vagarosamente levado a bom termo o que nos conduziria muito para além da meta estatuída numa publicação desta natureza.
Dividimos, por isso, o assunto em capítulos, meramente compendiosos, motivo que nos obrigou a percorrer, a largas passadas, a transformação operada entre nós na arte de gravar sobre chapa metálica desde o século XVII até à actualidade e a certeza, ou simples probabilidade, da existência de artífices especialistas na obtenção perfeita de reproduções de chapas gravadas em escavação em madeira, metal ou pedra."
(Excerto do preâmbulo)
"A morte de D. João V em 1750 ofusca o brilhantismo das artes gráficas do nosso país, causando a estagnação que os seus sucessores, só anos depois, procuraram remediar com a abertura duma primeira aula de gravura em 1768 sob a orientação de Carneiro da Silva, habilíssimo mestre e primoroso artista gravador de buril.
Todavia, o impulso que deveria marcar uma época notável nesta arte, perdeu as suas tendências artísticas para preparar apenas, óptimos incisores do buril e muitos deles apreciáveis desenhadores, mas sem originalidade própria e sem entusiasmo, adestrando-se quase exclusivamente, na parte mecânica do sistema, facto com que nem o próprio Carneiro da Silva concordava, resolvendo-se por fim a abandonar as aulas e os alunos.
Aparece-nos, entretanto, nova tentativa que a falta de disciplina pedagógica impediu de maiores progressos, a Oficina Calcográfica e Tipoplástica do Arco do Cego, que há muito consideramos como a mais importante das escolas de gravura onde se reuniram elementos das aulas de Carneiro da Silva e doutra parte muitos dos que mais tarde ingressaram na Escola de Bartolozzi."
(Excerto de Régia Oficina Tipográfica)
Matérias:
[Preâmbulo]. | Prensas e Tórculos. | Séculos XVI e XVII. | Século XVIII : Academia Real da História Portuguesa. | Régia Oficina Tipográfica. | Período Bartolozziano. | Dom Fernando II. | Academia Real das Belas Artes. | Pintores Águas-Fortistas e Estampadores. | Luís Ortigão Burnay. | Carlos Reis. | Isaías Peixoto. | Bastos da Silva. | Ex-Libris gravados e estampados. | Assuntos Vários gravados e estampados. | Litografia: A) Oficinas; B) Obras ilustradas; C) Artistas litógrafos. | | A Litografia e as Senhoras. | Litogravura sobre Pedra : Cartas e Mapas. | Gravuras em Madeira a Topo.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Ex-libris de Manuel Metello no verso da capa.
Raro.
45€

07 junho, 2020

DUPLESSIS, Georges – LES MERVEILLES DE LA GRAVURE. Deuxiéme édition. Ouvrage illustré de 34 vignettes par P. Sellier. Paris, Librairie Hachette et Cie, 1871. In-8.º (18 cm) de [6], 322, [2] p. ; il. ; E. Bibliothèque des Merveilles publiée  sous la direction de M. Edouard Charton
Bonita edição da História da Gravura integrada na Bibliothèque des Merveilles, conhecida e esmerada colecção francesa que publicou mais de cem livros entre 1865 e 1893, sobre os mais variados assuntos.
Livro ilustrado com 34 belíssimas estampas.
Table des Matières:
I – Origine de la gravure; II – La gravure en Italie; III – La gravure em Espagne; III – La gravure dans les Pays-Bas; IV – La gravure en Allemagne; VI – La gravure en Angleterre; VII – La gravure en France; VIII – Procédés.
Encadernação editorial inteira de percalina finamente gravada a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Apresenta de sinais de humidade e alguns picos de acidez. Assinatura possessória na 1.ª p. texto.
Invulgar.
20€

25 agosto, 2013

COSTA, J. C. Rodrigues da - JOÃO BAPTISTA : gravador português do século XVII (1628-1680). Contribuição para a História da Gravura em Portugal. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1925. In-4.º (23,5cm) de 15, [1], 222, [2] p. ; [22] f. il. ; [1] mapa desdob. ; E. Col. Subsídios para a História da Arte Portuguesa, XIX
1.ª edição.
Ilustrado em extratexto sobre papel couché com fac-similes de gravuras, portadas e a reprodução, em mapa desdobrável, das Linhas de Elvas. 
João Baptista foi um gravador português do século XVI, um dos pioneiros a dedicar-se à gravura artística sobre metal.
O estudo que se segue, sobre a vida e obra deste pouco conhecido gravador português, foi desencadeado pela descoberta casual e compra, em Roma, pelo Ministro de Portugal na capital italiana, Dr. Eusébio Leão, de uma chapa de cobre aberta em buril, do plano militar de Elvas no tempo da restauração. "O aparecimento da referida chapa, escreveu Rodrigues da Costa, «é um facto valioso e interessante, tanto sob o ponto de vista histórico, como artístico...»"
João Carlos Rodrigues da Costa (1843-1917). “Nasceu em Lisboa, em 1843, onde faleceu, em 1917. Foi general-de-divisão da arma de Artilharia. Escritor, jornalista e deputado, foi professor do Colégio Militar das disciplinas de Ciências Naturais, Química e Física, Comandante da Escola Prática de Artilharia, Governador Militar de Elvas e responsável pelo comandando superior do Campo Entrincheirado de Lisboa.
Fez parte da sua carreira na Terceira (1868-1872) e foi em Angra do Heroísmo que iniciou a sua actividade como jornalista, na qual se distinguiu toda a vida. Em Lisboa, voltou a distinguir-se no jornalismo, na qualidade de redator da Revolução de Setembro, de que veio a ser director. Foi também diretor da Sociedade de Geografia e primeiro presidente da primeira Associação de Escritores e Jornalistas, de que foi co-fundador; foi membro das comissões para as comemorações dos centenários de Camões, do Descobrimento da Índia e da Guerra Peninsular.”
Encadernação em meia de pele com dourados sobre rótulo na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível