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05 fevereiro, 2025

AZEVEDO, Correia de -
PENAFIEL TURÍSTICA.
Edição de Portugal Turístico com o patrocínio da Comissão Municipal de Cultura de Penafiel. [Porto], [Portugal Turístico], 1964. Oblongo (12x17,5 cm) de [32] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Monografia-roteiro do concelho de Penafiel, profusamente ilustrada com fotografias a p.b. e dois mapas: - Penafiel : planta da cidade; - Concelho de Penafiel.
"Penafiel é terra antiquíssima. Em 1770 chamava-se vila de Arrifana de Sousa.Até que, por decreto deste anos, foi elevada à categoria de cidade, título que ainda possui.
Por essa altura era uma terra de grande prestígio político e social, o que lhe valeu ser convertida em sede do bispado de Penafiel. Mas a sua importância começou a baixar, desde que em 1778 o mesmo foi extinto e as suas terras reencorporadas, novamente, na jurisdição do bispado do Porto. [...]
Edificada no cimo e nas encostas de uma elevada colina, entre os rios Sousa e Cavalum, a cidade possui alguns miradoiros de largos horizontes e sugestivo encanto que se prolongam para além dos campos e vales que a circundam."
(Excerto de Penafiel)
"Para além dos monumentos e motivos de maior interesse e lugares paisagísticos de maior encanto que tivemos ocasião de referir nas primeiras páginas deste trabalho, vamos conduzir o turista através das terras do concelho, em rápidos passeios, com vista a revelar outros monumentos de natureza civil e religiosa ou colocá-lo em lugares de deslumbrantes panorâmicas.
Relativamente aos monumentos de arquitectura civil, merecem desde já especial referência a Torre e Solar de Coreixas, a Torre da Honra de Barbosa, o portão armoriado dos Brandões na Tapada de Coreixas, as pontes românicas de Rans, Santa Marta e Abragão; e, quanto aos monumentos de arte sacra, algumas igrejas de arquitectura românica de grande interesse artístico e os cruzeiros dos mosteiros de Bustelo e Paço de Sousa, etc.
Os restantes motivos de interesse turísticos surgirão a seu tempo. A caminho, pois."
(O Concelho)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Ex-libris de Celestino de Matos Domingues assente no verso da capa.
Raro.
Indisponível

16 setembro, 2023

AZEVEDO, Correia de - LAFÕES. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. nas Oficinas  Gráficas «A Modelar», Amares], Julho de 1958. In-8.º (22,5 cm) de 261, [1] p. ; [91] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a região de Lafões, contendo inúmeras informações históricas, culturais, geográficas e administrativas. Trata-se de uma verdadeira "bíblia" lafonense, talvez a mais completa e interessante obra que sobre esta zona do país se publicou.
Edição cuidada, impressa em papel de superior qualidade, contendo 91 folhas separadas do texto que reproduzem inúmeros desenhos e fotogravuras com retratos de personalidades, paisagens, monumentos e lugares históricos. Inclui no final de cada capítulo, diversas páginas preenchidas com publicidade promovendo produtos e serviços de casas comerciais e industriais da região, que, por certo, terão ajudado a subsidiar a sua produção.
"A Região de Lafões
Situada na parte mais ocidental da Beira Central, a Região de Lafões é uma sub-região natural, constituída pelas terras tributárias do curso médio do Vouga e dos seus afluentes Sul e Ribamá, que, vindos de margens opostas, confluem junto de S. Pedro do Sul.
De Lafões fazem geograficamente parte os concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela e S. Pedro do Sul, as freguesias de Cedrim e Couto de Esteves (do concelho de Sever do Vouga), Alva e Gafanhão (do concelho de Castro Daire) e parte das freguesias de Bodiosa e Ribafeita (do concelho de Viseu).
Remontam a recuadas épocas pré-históricas os primeiros sinais de povoamento. Por toda a Região de Lafões, restam vestígios de populações neolíticas, que, sobretudo em pontos elevados de terras graníticas, construíam as suas habitações, inumavam os seus mortos em dólmens e mamoas e, nas pedras das encostas dos montes, gravavam sinais, provavelmente relacionados com os monumentos funerários.
Com a queda do Império Romano do Ocidente (476), a Região de Lafões passou a fazer parte do efémero reino suevo e, a seguir, do mais estável reino visigótico. Da fusão dos elementos germânico e românico, aglutinados pelo elemento religioso cristão, resultará uma população que, no século VIII, vai sofrer o embate da invasão muçulmana.
Com o avanço da Reconquista cristã, sobretudo depois das conquistas de Fernando Magno a sul do Douro, incluindo Viseu, a Região de Lafões vai-se desenvolvendo populacionalmente. As populações rurais dispersam-se por "villas", propriedades rústicas, granjas ou herdades, mais ou menos isoladas. Foram estas propriedades rústicas que, desenvolvendo-se e aglutinando-se, vieram a dar origem às primeiras povoações."
(Fonte: Oliveira. A. Nazaré, Património Histórico-Cultural da Região de Lafões, Millemium 22, 2001)
"Tal como actualmente se encontra, o território de Lafões, reparte-se grosso modo por três concelhos:
O concelho de Oliveira de Frades, e os concelhos de S. Pedro do Sul e Vouzela. [...]
Relativamente à etimologia de Lafões, temos:
«Em 1609, disse Fr. Bernardo de Brito, que D. Fernando Magno de Leão, quando tomou Viseu aos mouros no ano de 1038, ou 1057 como diz Alexandre Herculano, era governador da dita cidade o alcaide mouro Alafum, que se fez cristão, pelo que D. Fernando Magno lhe poupou a vida e lhe deu terras para viver e povoar, terras que do dito mouro Alafum tomaram o nome de Lafões. [...]
Um autor desconhecido, referindo-se a esta parte em questão da etimologia de Lafões, dá o seu parecer do seguinte modo:
«O nome de Lafões, ou Alafões, como se dizia antigamente, deriva de uma palavras árabe que significa «dois irmãos», designação aplicada a dois cabeços parceiros - os montes Lafão (601m.) e Castelo (538m.) que constituem a terminação setentrional da serra do Caramulo.
Esta última versão é a mais aceitável e a que não oferece, segundo cremos, nenhuma contestação."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse da f. rosto. Contém alguns (poucos) sublinhados e anotações a lápis ao longo da obra.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
60€