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03 março, 2026

SOUZA, José de Campos e -
A PROPÓSITO DE CERÂMICA ARMORIADA. Braga, [s.n. - Composto e impresso nas Ofic. Gráf. da Livraria Cruz - Braga], 1976. In-4.º (24x18 cm) de 27, [2] p. ; [4] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo histórico publicado em separata da revista «Armas e Troféus» : N.º 2 - 1976.
Ilustrado com 6 fotografias e um desenho a p.b. distribuídos por 4 páginas separadas do texto.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. José Timóteo de Montalvão Machado.
"[...] Parece-me oportuno definir o que entendo por cerâmica armoriada, para dissipar ab initio qualquer mal entendido da parte de quem me ler. São de cerâmica os objectos feitos de barro cozido, faiança, grés, pó de pedra, ou porcelana. Armoriada é toda a peça que ostente um brasão de armas completo, uma ou várias das suas partes constituintes, ou o corpo de uma divisa, desde que ele se revista de expressão geráldica."
(Excerto da Introdução - Cvrrente Calamo)
Índice:
Cvrrente Calamo | 1 - Colecionadores. 2 - Identificação de destinatários. 3 - Tipo de loiça hoje mais apreciado. 4 - Falsificações. 5 - Restauros fraudulentos. 6 - Conhecimentos do público em matéria de heráldica. 7 - Alguma bibliografia nacional e estrangeira. | Cinco Peças de Cerâmica Armoriada: 1 - D. Alberto da Silva; 2 - Rodrigo da Fonseca Magalhães; 3 - D. José I, «O Reformador»; 4 - José Roberto Calado de Oliveira e Silva; 5 - Afonso Guerreiro de Aboim.
Exemplar em brochura, bem conservado. Capas algo sujas.
Muito invulgar.
20€

09 setembro, 2025

EXPOSIÇÃO "CERÂMICA DAS CALDAS"
. [Lisboa], Museu Nacional de Arte Antiga, Primavera 1978. In-4.º (24x17,5 cm) de [2], 47, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante catálogo, subsídio com indubitável interesse para a história da cerâmica caldense e seus artífices.
Ilustrado no texto a p.b. e a cores, e em página inteira com inúmeras colagens a cores reproduzindo peças das Caldas.
Inclui no final lista de marcas registadas de artistas ou fabricantes (65) e uma relação das colecções particulares e do Estado.
Junta-se recorte de jornal com artigo sobre a exposição de obras de Bordalo Pinheiro no Palácio das Galveias.
"Privilegiada pela qualidade cerâmica dos seus barros, Caldas da Rainha mantém uma persistente actividade cerâmica, cuja origem se perde nos tempos. Motivo de justificado orgulho dos caldenses, constitui um valor patrimonial que merece, carece e urge ser defendido, estudado e valorizado. [...]
Muito pouco se sabe quanto às origens e faltam exemplares, suficientemente documentados, que permitam definir tipológica e cronologicamente os primeiros produtos dos antigos barristas e oleiros. [...]
Procurou-se ainda, dentro do possível, deixar expressas algumas influências nítidas, nacionais ou estrangeiras, que atestam o poder de criatividade e actualização característico do labor das oficinas da região.
A cerâmica tem como atributo essencial a forma, já que é a arte do fogo esultante da manipulação da argila - matéria plástica por excelência. Nesta zona, com imaginação e conhecimento, os artistas cerâmicos têm sabido aproveitar as qualidades esplêndidas das argilas ferruginosas que abundam no solo. Desde o século XV, oleiros e barristas fizeram - com o prestígio do seu labor - de Caldas da Rainha um dos mais importantes centros de cerâmica popular portuguesa."
(Excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas vincadas.
Muito invulgar.
25€

21 setembro, 2023

CERÂMICAS ANTIGAS DAS CALDAS E DE BORDALO PINHEIRO.
[Exposição organizada pela Junta de Turismo da Costa do Estoril e Museu de Cerâmica nas Caldas da Rainha]. [S.l.], Junta de Turismo da Costa do Estoril, 1984. In-4.º (26x16,5 cm) de [66] p. ; [22] p. il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da exposição que teve lugar no Pavilhão dos Congressos do Estoril, em Agosto de 1984, na Galeria das Arcadas.
Junta-se folheto das peças extra-catálogo.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado no texto com desenhos das marcas registadas e, no final, em separado, com inúmeras fotografias distribuídas por 22 páginas.
"Apesar do prestígio que o centro cerâmico de Caldas da Rainha conquistou ao longo dos séculos, até hoje não se esclareceu o enigma que constitui o primeiro período da sua história e da sua produção. Através de raros documentos e por uma sólida tradição oral, sabemos que no séc. XVII esta produção já era florescente, mas não existia nenhuma obra assinada até à segunda metade do séc. XIX e nem se conservaram os raros fragmentos de cerâmica recolhidos no final do século passado em escavações efectuadas nos locais de uma antiga olaria e então estudados pelo ceramista Manuel Cipriano Gomes Mafra."
(Excerto de I - Introdução)
"Manuel Mafra, novo proprietário da fábrica que comprou a Maria dos Cacos, introduziu rapidamente inovações que revolucionaram os costumes dos seus parceiros aplicando do reverso das peças um carimbo comercial gravado no barro; já não se trata então de iniciais tímidas, meio apagadas pela espessura do vidrado. O primeiro carimbo de Manuel Mafra é constituído por uma âncora enquadrada nas quatro iniciais formadas pelo seu nome e alcunha M. C. G. M. "Manuel Cipriano Gomes, O Mafra", iniciais como já referimos, que se encontram nalgumas peças da Escola de Maria dos Cacos da qual O Mafra fez parte. Maia tarde, o interesse e a protecção dispensados pelo rei D. Fernando permitiram-lhe a introdução da coroa real no novo carimbo acrescentado mais tarde da inscrição "Portugal", signo do desenvolvimento comercial a nível internacional, facto raro e talvez único na história da cerâmica portuguesa do séc. XIX."
(Excerto de II - A Olaria das Caldas da Rainha: De Manuel Mafra a Rafael Bordalo Pinheiro)
"Rafael Bordalo Pinheiro tinha 38 anos e encontrava-se no apogeu da sua brilhante carreira de caricaturista quando, por 1883, o irmão Feliciano que andava, então, interessado na constituição duma sociedade para fundar uma fábrica de faianças nas Caldas da Rainha, o indigitou para director artístico da futura empreza, apostando, naturalmente, no seu já firmado prestígio de artista. Aceita, em princípio, sem hesitação, dispondo-se, desde logo, a submeter-se às primeiras provas.
Tratava-se duma empolgante experiência a que o seu temperamento dispersivo, sempre sedento de novas emoções, não podia ficar indiferente."
(Excerto de III - Rafael Bordalo Pinheiro e as Faianças das Caldas)
Índice:
I - Introdução. II - A Olaria das Caldas da Rainha: Das Origens até Manuel Mafra. De Manuel Mafra a Rafael Bordalo Pinheiro. III - Rafael Bordalo Pinheiro e as Faianças das Caldas. IV - Produção mais Antiga: Maria dos Cacos(?). Manuel C. G. Mafra. Oleiros e Ceramistas de Meados do séc. XIX. V - Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha e Fabricantes da Época. VI - Início do séc. XX. VII - Figuras de Engonço ou de Movimento. VIII - Olaria. IX - Algumas Marcas Registadas. Fabricantes Representados. Abreviaturas. X - Fotos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e bordaliano.
30€

25 julho, 2022

CERÂMICA ESTRELA DE CONÍMBRIGA - Cooperativa Operária de Cerâmica Artística e Decorativa
. [S.l.], [s.n.], [197?]. In-4.º (24,5x24,5 cm) de [20] p. ; todo il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da «Estrela de Conímbriga», conhecida fábrica de faiança artesanal localizada em Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra. "Fundada em 1975, a fábrica Estrela de Conímbriga, actualmente com cerca de 50 funcionários, dedica-se à produção de cerâmicas Artísticas/Decorativas, e louça utilitária de elevada qualidade e variadas decorações."
Livro impresso em papel de superior qualidade, todo ilustrado com fotografias reproduzindo os artigos disponíveis para fabrico na época.
"Em São Fipo existe uma das últimas fábricas de cerâmica artesanal, a Estrela de Conimbriga, que ainda cria peças únicas e distintas, associadas ao distrito de Coimbra. O artífice que trabalha as peças de louça que são cozidas por duas vezes, originando sempre objetos únicos e que caracterizam a chamada " Louça de Coimbra", inigualável como outros tipos de cerâmica única em Portugal.
Esta arte representa a tradição oriental, mas também é influenciada pelo estilo árabe através da inspiração de desenhos que estão e estiveram presentes nos mosaicos romanos que abundam na região. A decoração feita integralmente à mão é sempre da responsabilidade de cada artesão que a concebe e assina, originando assim peças exclusivas. A decoração é feita com motivos de cenas de caçadas, brasões, penas e plumagens de aves, traçados sob fundos de influência árabe, fazendo com que esta arte não seja confundida com a arte de qualquer outra região."
(Fonte: http://www.jf-ega.pt/ver.php?cod=0D0M0A)
"Faiança decorativa inspirada na Cerâmica tradicional Portuguesa do século XVII e XVIII e na Espano-Árabe. Recriada e adaptada ao gosto da época, esta Faiança teve um dos seus maiores centros na região de Coimbra, onde a «Estrela de Conímbriga» vem garantindo a continuidade desta tão tradicional expressão na Cerâmica Portuguesa, mantendo os processos de produção dentro do espírito artesanal que a caracteriza, com especial atenção à decoração que continua integralmente sendo feita à mão, por mais de cinquenta decoradores."
(Apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
25€

22 maio, 2022

LOUREIRO, Nicole Ballu - "O ANIMAL NA LOUÇA DAS CALDAS".
Exposição Itinerante da Cerâmica Caldense. Museu de Alberto Sampaio
. [S.l.], [s.n.], [1982?]. In-fólio (30x21,5 cm) de [26] f. ; B.
1.ª edição.
Capa assinada: "EL-82".
Trabalho em dactilotexto. Interessante subsídio para a indústria de Cerâmica das Caldas. Trata-se de um inventário de peças decoradas com motivos animais, elaborado a partir de um cuidadoso levantamento artístico, recorrendo a colecções privadas e instituições públicas.
"A escolha do tema "O Animal" foi decidida para cativar o interesse do público pela beleza do património tradicional que os rodeia muitas vezes nas suas próprias casas, sem que se apercebam do valor artístico que podem atingir os objectos mais humildes, e por representar a fonte de inspiração mais antiga dos oleiros caldenses. [...]
Em meados do sec. XIX a chegada Às Caldas da Rainha de Manuel Cipriano Gomes, barrista mafrense - que ficou rapidamente conhecido como "O Mafra", deu origem a um novo estilo de fabricação, pois este ceramista, em contacto com a Corte e os artistas estrangeiros que a rodeavam, descobriu e adoptou uma técnica renascentista muito apreciada e reproduzida naquela época na França e na Alemanha, mas transformando-a de maneira a torná-la genuinamente caldense, inconfundível, recolendo enfim os frutos deste esforço com importantes exportações de louça para o estrangeiro. [...]
A chegada de Rafael Bordalo Pinheiro em 1884 e o início da sua carreira barrista nos ateliers de Gomes d'Avelar - outro ceramista de grande evidência - coincidiu com o desaparecimento de Manuel Mafra, desencadeando assim a última viragem da evolução artística caldense."
(Excerto do preâmbulo)
Segue-se a lista de 250 peças "das mais importantes colecções habitualmente fora do alcance do público", com a respectiva descrição técnica, data e proveniência.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
35€

01 abril, 2022

[FULLER, Josef] - ELEMENTOS DE MODELAÇÃO DE ORNATO E FIGURA.
2.ª edição
.
Biblioteca de Instrução Profissional dirigida por Thomaz Bordallo Pinheiro. Paris : Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand - Rio de Janeiro : S. Paulo : Belo Horizonte, Livraria Francisco Alves, [192?]. In-8.º (18,5 cm) de [2], VI, 148 p. ; mto il. ; E.
"A presente obra define e descreve a modelação, detalhando a modelação em cerâmica e em cera, e a escultura, em pedra e madeira, abordando algumas noções anatómicas humanas (relevantes para a modelação estatuária), e termina com a exemplificação de motivos decorativos aplicados à ornamentação escultural."
(Fonte: https://sites.ipleiria.pt/projetocp2s/2019/01/09/elementos-de-modelacao-de-ornato-e-figura/)
Livro muito ilustrado ao longo do texto com belíssimos desenhos, alguns deles em página inteira.
"Ao escrevermos êste livrinho, não pretendemos dar uma descrição completa do que seja a modelação; nem isso cabia nos limites dos volumes desta biblioteca.
Numerosas são as aplicações da escultura, pois que sendo esta arte de copiar o relêvo dos objectos em pedra, metal, madeira, barro, gêsso ou qualquer outra substância que lhe conserve inalteravelmente as formas, o seu conhecimento é essencial e indispensável ao estatuário, ao escultor, ao canteiro, ao entalhador, ao cinzelador, ao ourives, ao ceramista, ao estucador, etc. [...]
A modelação e a escultura estão de tal maneira ligadas, que esta última não pode existir em toda a sua perfeição sem aquela. Por isso julgamos indispensável que, além da modelação, completemos êste livro com umas noções gerais sôbre a forma e execução da escultura em pedra e madeira.
Trataremos, portanto, na primeira parte da modelação, propriamente dita, em barro e em cêra; na segunda, daremos umas noções sôbre o corpo humano, que julgâmos indispensáveis na modelação de estatuária, e, na terceira, ocupar-nos-emos da escultura em pedra e madeira.
Para finalizar o nosso pequeno livro e para auxiliar todos quanto se interessam por êstes assuntos, juntâmos uma série de estampas com desenhos de diversos motivos ornamentais, que muito poderão concorrer para os estudos de composição e decoração."
(Excerto do Prefácio)
Josef Füller (1861-1927?). "Foi um escultor e professor austríaco. Em Viena, estudou na Escola de Arte Industrial do Império Real Museu Austríaco de Arte e Indústria entre 1879-83, seguido do Curso Geral de Escultura na Imperial Real Academia das Belas-Artes entre 1883-86, e terminou os seus estudos com o Curso Especial na Escola Superior de Escultura entre 1886-89. Antes de terminar este curso, foi contratado como professor na Escola de Desenho Industrial Jácome Ratton em Tomar, com vista a colmatar a falta de professores de desenho em território nacional durante este período, lecionando até 1894. No ano letivo seguinte, foi para a Escola de Desenho Industrial Rainha D. Leonor nas Caldas da Rainha. Cumulativamente, desde 1892, Füller foi diretor artístico da fábrica de faianças caldense Atelier Cerâmico. O escultor mudou-se para a capital quando essa fábrica foi transferida para Campolide em 1896, local onde funcionou até 1899. Foi professor contratado de Desenho Ornamental e Modelação até 1916 e professor provisório de Desenho Geral, Desenho Ornamental e Modelação, cargos exercidos na Escola Industrial Afonso Domingues em Xabregas. Como escultor, participou na 3ª Exposição de Belas-Artes do Grémio Artístico em 1893 e na 4.ª Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes em 1904. Publicou duas obras, inseridas na coleção Biblioteca de Instrução Profissional, intituladas Manual do Formador e Estucador e Elementos de Modelação de Ornato e de Figura."
(Fonte: https://sites.ipleiria.pt/projetocp2s/2019/01/09/elementos-de-modelacao-de-ornato-e-figura/)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
25€

12 outubro, 2021

ELIAS , Herculano - TÉCNICAS TRADICIONAIS A CERÂMICA DAS CALDAS DA RAINHA
. [S.l.], Património Histórico - Grupo de Estudos, 1996. In-4.º (24 cm) de 31, [1] p. ; il. ; B. Colecção «Testemunhos», 1
1.ª edição.
Interessante monografia sobre Herculano Elias, conhecido artífice das Caldas, e o trabalho que desenvolveu ao longo de décadas numa zona conhecida pela olaria e faiança de autor.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com fotografias a cores da oficina de trabalho, alfaias e diversas peças de faiança/olaria.
Tiragem: 600 exemplares.
"Herculano Elias é um ceramista caldense que intentou  passar ao papel a memória que conserva dos procedimentos e técnicas correntes na olaria e na faiança caldenses anteriores às grandes transformações industriais dos anos 50 deste século. Nascido em 1932, numa família com estreitíssimas ligações à actividade cerâmica, o jovem Herculano recebe na oficina de seu avô, de quem também herdou o nome, o baptismo do barro.
Herculano Elias presta-se aqui a descrever-nos os modos de fazer adoptados nas olarias e nas oficinas de faiança caldense do tempo da sua juventude. Na sua maior parte, as práticas que indica observou-as directamente, utilizou-as pessoalmente ou testemunhou os seus resultados."
(Excerto da Nota Prévia)
Matérias:
Nota Prévia. | Introdução. | As oficinas (fábricas) de Olaria. | As oficinas (fábricas) de Faiança. | O barro para a Olaria. | O barro para  Faiança. | Técnica da olaria - para começar o trabalho na roda de oleiro. | Faianças. | Moldes. | Fornos. | Cor do fogo. | O mobiliário para a enforma. | Técnica das caixas em refractário. | Técnica da enforma. | Combustível. | Queima de chumbo. | Vidrados. | Técnicas de decoração na Olaria. | Técnicas de decoração da Faiança. | Verguinha. | Miniaturas em barro. | Comercialização. | Nota final. | Glossário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

18 dezembro, 2020

SALAMONDE, Eduardo - BORDALLO PINHEIRO. Rio de Janeiro, [s.n. - Typographia Aldina, Rio], 1899. In-8.º (18,5 cm) de 48, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Folheto mandado imprimir por um grupo de amigos de Rafael Bordalo Pinheiro residentes no Rio de Janeiro, pretendendo desta forma homenagear o homem e o artista.
A obra divide-se em duas partes, sendo a primeira dedicada a Bordalo Pinheiro, o caricaturista - e a segunda, a Bordalo Pinheiro, o oleiro, com alusões históricas à indústria das Caldas.
Ilustrado com um retrato do homenageado em página inteira.
"Eça de Queiroz e Bordallo Pinheiro parecem ser os mais claros e poderosos representantes da arte portugueza ao findar este seculo febril, em que a nivelação das intelligencias, o derramamento da cultura, a aproximação cada vez mais intima dos corações e dos cerebros vão desnacionalizando a arte, dando a todas as expressões de sensibilidade e de pensamento como que um unico typo de emoções e de idéas. [...]
Ora, em Portugal um dos dois grandes homens, que comprehenderam o povo, que sentiram a sua tradição, que a accomodaram ás exigencias do seculo, que lhe descobriram os grande veios emocionaes, que deram á obscuridade da sua força productora a fascinação de uma admiravel renascença, foi Raphael Bordallo Pinheiro.
Quando ha vinte annos nos deixou, elle era simplesmente, mas inimitavelmente, um caricaturista."
(Excerto do Cap. I, O caricaturista)
"A esse sentimento da tradição, profundo em Raphael Bordallo Pinheiro, se deve o renascimento da industria ceramica das Caldas, de que tão curiosos vasos, tigelas, pucaros, malgas, infusas e panellas, com o seu relevo tão vivo e o seu esmalte tão alegre, attestavam a excellencia do barro e o gosto dos antigos oleiros. A região das Caldas é de velha data um viveiro de obscuros artistas, em que a aptidão technica e o senso profissional se desenvolvem, tornando-se como innatos, á força de passar de pais a filhos, no correr de seculos, esse officio da fabricação de louça. [...]
Dar alento a uma industria que modorrava; crear uma grande fonte de actividade e de producção; estabelecer ao mesmo tempo com essa manufactura de tanto prestimo e tão superior belleza um fóco de alta educação artistica."
(Excerto de O oleiro)
Encadernação editoria em percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação. Sem f. anterrosto.
Raro.
Sem registo na BNP.
Com interesse bordaliano.
Peça de colecção.
Indisponível

30 julho, 2013

CATÁLOGO DE AZULEJOS ESTILO SÉCULOS XVII E XVIII - FÁBRICA CERÂMICA DO CARVALHINHO, LIMITADA. Arco do Prado : Vila Nova de Gaia - Portugal. [S.l.], [s.n.] - Lito. União - Gaia, [194-]. In-8º (18cm) de [2] p. ; [24] f. il. ; B.
Catálogo da importante e já extinta Fábrica de Cerâmica do Carvalhinho. Edição impressa sobre papel de qualidade superior, toda ilustrada com modelos de azulejos fabricados pela Fábrica do Carvalhinho.
"Localizada em Vila Nova de Gaia, produzia notáveis peças de cerâmica nacional como exemplo azulejos brancos ou de côres mas sobretudo famosos e inconfundíveis azulejos estilo antigo, copiados nos Conventos, Mosteiros e Casas Solarengas, dos séculos XVII e XVIII, por onde se encontram espalhados exemplares valiosos."
 
"A centenária Fábrica Cerâmica do Carvalhinho, correspondendo à preferência do grande público pelo verdadeiro tipo do azulejo nacional, tem a honra de apresentar o seu novo catálogo de azulejos estilo antigo, no qual reuniu alguns dos mais notáveis padrões dos século XVII e XVIII recolhidos pelos seus artistas nos luggares onde se guardam essas verdadeiras preciosidades espalhadas por monumentos, museus, conventos e casas solarengas de Portugal de outras épocas.
Deste modo, a Direcção da Fábrica do Carvalhinho, de passo que ténicamente conseguiu elevar o seu fabrico a um extraordinário grau de perfeição, contribue para a revivescência de uma arte que corria o risco de perder-se."
(excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

23 maio, 2012

POMAR, Júlio & TAMEN, Pedro – CARACÓIS. Lisboa, Quetzal Editores /Cerâmicas Ratton, 1993. In-8º (19,5x19,5cm) de 70, [2] p. ; mto. il. ; E.
As imagens deste livro foram retiradas de um caderno de viagem, datado de 1983, e todas elas colhidas do natural em Cabanas de Tavira.
Os texto de Pedro Tamen, escritos em 1992 por sugestão do autor dos desenhos, integram também, autograficamente, a colecção de azulejos de figura avulsa editada em 1993 em Lisboa, por Cerâmicas Ratton.
Este livro foi editado em paralelo com uma edição de 34 azulejos de Júlio Pomar e 17 poemas de Pedro Tamen.
Belíssima encadernação cartonada forrada a tela de seda.
Invulgar.
Excelente exemplar.
Indisponível

10 maio, 2011

            

MANUEL CARGALEIRO : AZULEJOS. Direcção/Coordenação: Paula Coelho Dias, Ana Maria Coelho Dias ; Fotografias: David Marques Grenha. [Lisboa], A.C.D. Editores, 1999. In-fólio (31cm) de 104, [1] p. ; todo il. ; E.
"Todos estes Azulejos são Peças Únicas Realizados na Fábrica Viúva Lamego".
1.ª edição.
Tiragem: 1.000 exemplares.
Belíssima edição impressa sobre papel couché, profusamente ilustrada com reproduções de 159 trabalhos em azulejo do Mestre.
Encadernação editorial em capa dura.
Bom exemplar; pequena falha no revestimento do lado direito da capa.
Invulgar.
25€

11 dezembro, 2010

MECO, José - AZULEJARIA PORTUGUESA. [Lisboa], Bertrand, 1992. In-4º (24x27) 96 p. ; il. ; E. Col. Património Português.
Obra sobre azulejaria portuguesa, dirigida por Teresa Patrício Gouveia.
Muito ilustrada a pto/bco e cores.
1ª edição - esgotada.
Encadernação do editor com  sobrecapa ilustrada.
Excelente exemplar, como novo.
25€