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24 julho, 2025

CESARINY, Mário - JORNAL DO GATO. Contribuição ao saneamento do livro pacheco versus cesariny edição pirata da editorial estampa colecção direcções velhíssimas. Lisboa, Assírio & Alvim, 2004. In-8.º (20,5 cm) de 59, [5] p. ; il. ; B.
Obra muito interessante. Trata-se da correspondência trocada entre Mário Cesariny, Luiz Pacheco, António Maria Lisboa, Victor Silva Tavares, … aqui divulgada por forma a responder às incorrecções que surgiram na edição que Luiz Pacheco publicou na Estampa, sem o conhecimento dos destinatários das cartas. 
Exemplar autografado, muitíssimo valorizado pela lamentosa e extensa dedicatória hard-core do autor a um outro poeta português sobre amores desencontrados, os seus, com trocadilhos de teor religioso de gosto duvidoso.
Ilustrado com uma fotografia em página inteira de Cesariny "correndo pelas ruas de Toledo".
Mário Cesariny (Lisboa, 1923-2006). "Poeta e pintor, a sua formação artística conta com o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, estudos na área da música com o compositor Fernando Lopes Graça e a frequência da academia parisiense La Grande Chaumière. Mário Cesariny é considerado o mais importante poeta do surrealismo português, tendo exercido grande influência na criação do Grupo Surrealista de Lisboa, em 1947, no mesmo ano em que se encontrou com André Breton, facto que marcaria o seu trabalho pictórico e literário. A sua personalidade inquieta e algumas discordâncias ideológicas levariam-no a afastar-se desse grupo e a lançar Os Surrealistas, escrevendo o Manifesto Abjeccionista, com Pedro Dom. Da obra escrita: poesia, intervenção, sempre polémica, significativas antologias, para o que é do surrealismo em Portugal e no mundo, traduções de Rimbaud, Buñuel, Novalis. Dos primeiros anos da década de 40 datam as suas primeiras pinturas, poemas e desenhos. Após uma breve passagem pelo neo-realismo e de influências de Cesário Verde e do futurismo de Álvaro Campos, é na corrente surrealista que encontra o seu estilo. No entanto, a pintura de Cesariny nunca foi citação, nem recitação, dos temas, formas e paisagens que fazem a imagem vulgar e banalizada do surrealismo. A propósito da sua pintura não faz sentido fazer uma teoria geral. Como a poesia, a pintura de Cesariny é espontânea e subversiva, marcada por uma dimensão algo mágica e onírica, com predomínio da cor, da desordem ou do caos associados ao automatismo e ao acaso próprios do surrealismo. O recurso ao "non-sense" e ao absurdo, tão caros às primeiras vanguardas, aparecem na sua obra pictórica, mas também nos objectos e nas "assemblages", a par de uma atitude estética de experimentação, através do uso de métodos menos convencionais (colagens, tintas de água) mas que se traduzem numa consistente obra plástica. Defensor e impulsionador de um movimento surrealista em Portugal, Cesariny influenciou diversos artistas portugueses, tendo visto reconhecida a sua contribuição para a arte portuguesa do século XX com a atribuição do Grande Prémio EDP 2002."
(Fonte: cvc.instituto-camoes.pt)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar e valioso.
100€

05 abril, 2019

LOURENÇO, Manuel - PÁSSARO PARADÍPSICO. [Ilustrações de Mário Cesariny]. Lisboa, Perspectivas & Realidades, 1979. In-4.º (23,5cm) de 167, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de poesia surrealista.
Ilustrada com três bonitas estampas (colagens) de Cesariny - A noite; A manhã; A tarde.
"M. S. Lourenço nasceu em Sintra com o Sol no Touro, a Lua no Aquário e Virgem no Ascendente, no ano de 1936. Escreveu diversos livros absurdos de Poesia até que morreu no dia 15 de Janeiro de 1973 em Dorchester, Oxfordshire, Inglaterra, ao tomar um banho quente. O seu corpo, durante o banho, revelou para a posteridade o segredo da sua natureza genética: M. S. Lourenço era uma truta. As suas escamas caíram uma a uma e foram finalmente engolidas pelos esgotos do condado.
Jaz no estrume de Dorchester com a esperança de se tonar num cacto."
(Retirado da contracapa, Um obituário afectivo)
Manuel António dos Santos Lourenço (1936-2009). Conhecido por M. S. Lourenço, foi um filósofo, tradutor e escritor português, e professor catedrático jubilado de Lógica e Filosofia da Matemática no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas e manchadas.
Invulgar.
Indisponível

21 setembro, 2018

BRITO, Casimiro de - POESIA 61. Canto adolescente. Faro, Composto e Impresso na Tip. Cácima, 1961. In-8.º (21 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra poética publicada na apreciada colecção Poesia 61, constituída por 5 plaquettes de outros tantos autores.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao conhecido ensaísta Luís Francisco Rebello.
"Canto as raízes do silêncio: o mar a sua génese. O fundo do mar é um seio dissolvido onde sou uma pedra em flor. Tenho os olhos abertos debaixo de água e falo aos corais que desabrocham na sombra. Incido em mim. Sou, neste momento de cinza, a medida mais sensível de mim mesmo. Respiro.me amplamente."
(Texto 1)
Casimiro de Brito (n. 1938). "Poeta, romancista, contista e ensaísta, nasceu no Algarve, em 1938. Esteve ligado ao movimento Poesia 61, [de que foi seu mentor]. O seu primeiro livro surgiu em 1957 (Poemas da Solidão Imperfeita) e, desde então, publicou 38 títulos. Dirigiu várias revistas literárias: Cadernos do Meio-dia; Cadernos Outubro e Loreto 13. Actualmente é co-director da revista luso-brasileira de poesia Columba, responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional Serta, e director da colecção Grito Claro."
(Fonte: https://www.assirio.pt/autor/casimiro-de-brito)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta pequenas manchas dispersas pelo texto.
Raro.
35€

29 abril, 2017

ARANDA, Francisco - ARTE DE MORRER : contos. Lisboa, Edição do Autor, 1957. In-8.º (19,5cm) de 85, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de contos de inspiração surrealista.
Exemplar n. 90, duma tiragem constituída por 312 exemplares numerados e assinados pelo autor.
Muitíssimo valorizado pela dedicatória autógrafa de Francisco Aranda à poetisa Natércia Freire.
"Não sentia nada. Nunca estivera afundado num silêncio tão perfeito - em cima, uma pianola tocava Stravinsky, em baixo, as máquinas de escrever da repartição - nunca experimentara um vazio tão absoluto. Tentava indireitar-se agarrado à borda da mesa. O corpo sacudia-se-lhe em convulsões intermitentes. De pronto, como que uma mão de ferro o empurrou para a parede. Sentiu que não devia olhar para o espelho, mas uma força dominadora fez-lhe levantar a cabeça. Viu aparecer no ângulo iuperior do quadro dois olhos imensos, febris, cheios de expressão, como nunca os tivera, e não se assustou com eles. Aqueles olhos eram belos, menos terríveis que os anteriores, carregados de morte. Deu um passo para trás. A luz projectou umas sombras delicadas nas faces e iluminou o seu olhar. Deus, que belo era!"
(excerto de Assassinato)
Índice:
- Assassinato. - 6 Árvores. - Liberdade. - O Fechadinho. - O primeiro amor. - A perfeição da forma. - Distonia.
José Francisco Aranda (1925-1989). Natural de Saragoça, Espanha. Escritor e crítico de cinema. Foi um dos expoentes máximos do surrealismo espanhol, com grande proximidade ao movimento português, sobretudo de Mário Cesariny, de quem era amigo. Escreveu poemas e desenhou colagens e assemblages com a qual expressou a sua vida interior,  que por sua serviram para o ajudara a entender e a melhor se relacionar com o mundo exterior. Uma vida e um mundo claustrofóbico numa Espanha franquista e repressora, e numa Europa que se reconstruia e reinventava após a Segunda Guerra Mundial. Escreveu o famoso livro O surrealismo espanhol e a primeira biografia que foi publicado em Espanha do controverso cineasta Luís Buñuel - Luís Buñuel : biografia crítica.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
35€

15 outubro, 2011

PIMENTA, Alberto - BESTIÁRIO LUSITANO. Lisboa, Edição do Autor, com o apoio de um grupo de subscritores e de Publicações Culturais Engrenagem, Lda, 1980. In-8º (21cm) de 85, [3] p. ; B.
Gravura da capa da História da Província de Santa Cruz, de Pêro Magalães Gândano, Lisboa, 1576.
1ª [e única] edição.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a ... "que foram seus subscritores."
Contém folheto promocional coevo de obras anteriores do autor.
"Alberto Pimenta (n. 1937) é um escritor, poeta e ensaísta português. Destaca-se entre os autores europeus contemporâneos pelo carácter crítico e irreverente da sua obra, bem como pela diversidade dos géneros abordados: poesia, ficção, teatro, linguística, crítica, e até mesmo happenings e performances." (in wikipedia)
Bom exemplar; capas manchadas.
Invulgar.
30€

05 agosto, 2011

PACHECO, Luiz - PACHECO VERSUS CESARINY : folhetim de feição epistolográfica. Lisboa, Editorial Estampa, 1974. In-8.º (18,5cm) de 349, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa e ilustrações de Martim de Avilez.
"Este folhetim é uma invenção e montagem de Luiz Pacheco."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Indisponível