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05 janeiro, 2024

JOSEPH-RENAUD, Jean - LA DÉFENSE DANS LA RUE.
Par... Préface de M.-F. Goron, Anciem Chef de la Sûreté. Ouvrage orné de 48 pages d'illustrations photographiques hors texte. Sports-Bibliotèque. Paris, Pierre Lafitte & Cie, [1912]. In-8.º (20x14,5 cm) de XX, 419, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Edição original deste curioso manual de defesa pessoal publicado no início do século XX em Paris, França, na apreciada colecção Sports-Bibliotèque.
Obra de referência, redigida na língua original, em francês.
Ilustrada no texto e em página inteira com numerosos desenhos, gravuras e fotografias exemplificativas dos movimentos de defesa e ataque.
"Jean Joseph-Renaud procurou, ao longo destas páginas, esclarecer os virtuosos do boxe, do tiro, da bengala, do jiu-jitsu, etc., praticantes empenhados, os aspectos mais práticos destes desportos, mas também para ensinar as pessoas que têm pouco tempo para dedicar ao treino de alguns meios de defesa fáceis e seguros. Este grosso volume está estruturado em torno dos títulos dos capítulos: o revólver, a bengala, a esgrima prática com a bengala, distâncias mais curtas, boxe francês, pontapés altos, exame do método Charlemont, socos, séries de treino, combate corpo a corpo, jiu- jitsu, quedas principais, combate no chão, prática de jiu-jitsu em combate, apoios em pé, associação fundamentada dos três desportos, boxe francês versus boxe inglês, socos ou jiu-jitsu contra pontapés, jiu-jitsu contra socos, faca, contra o revólver, contra a faca, as tácticas de luta de rua e a defesa da mulher."
(Fonte: Wook - Sinopse reedição)
"Il y a a quelques années, on s'aperçut que, telle qu'on la pratiquait alors, l'escrime préparait mal au duel et que c'était un grand tort qu'accuser le hasard lorsqu'un virtuose d salle d'armes se faisait blesser ou tuer sur le terrain par um inexpérimenté.
On remplaça le fleuret par lépée.
Aujourd'hui que les concours ont lieu en une touche, en plein air et avec pointe d'arrête, il n'y a plus guère entre un assaute de tornoi et un duel que la différence de danger.
Les sports dits «de défense» n'ont pas encore subi pareille et indispensable réforme.
Elle leus serait pourtant bien nécessaire!... Qu'il s?agisse de boxe, de canne, de lutte, de jiu-jitsu, etc., je vois enseigner un grand nombre de mouvements qui, dans un vrai combat, seraient impossibles ou dangereux.
Ces sports développent certes la résistance, la vitesse, la combativité, la force, mais ils ne préparent pas directement au vrai combat."
(Excerto de Plan général - Vers le réalisme)
Jean-Joseph Renaud (1873-1953). "Esgrimista francês, competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900. Foi um prolífico jornalista, autor e dramaturgo, cujos livros L'Escrime (1911) e La Défense dans la rue (1912) são, reconhecidamente, importantes contributos para a literatura especializada do género. Foi um defensor das questões de honra, tendo dito: "De todos os pontos de vista, o duelo é benéfico." Arbitrou algumas contendas, incluindo as que envolveram Clemenceau e Leon Blum, e combateu ele próprio  em duelo  pelo menos 15 vezes, sendo que, 4 deles, foram travados com pistolas; saiu vitorioso em todos eles.
Encadernação do editor com letras gravadas na lombada e na pasta anterior, tendo esta, ao centro, gravura do autor em "posição de combate".
Exemplar em bom estado de conservação. Páginas 5-8 apresentam falha de papel no pé, sem prejuízo da mancha tipográfica.
Raro.
Indisponível

03 outubro, 2020

METODO PRATICO DE DEFEZA INDIVIDUAL. Processos de self defence por meio de box e do jiu-jitsu
. Lisboa, Edição da Tipografia de Francisco Luís Gonçalves, [1922]. In-8.º (14 cm) de 64 p. ; mto il. ; B. Biblioteca Desportiva e de Recreio (Edição Gonçalves), I
1.ª edição.
Curioso manual de defesa individual, contendo os mais variados golpes de defesa e ataque. No final, inclui um capítulo muitíssimo interessante dedicado ao Risco, "processo de luta genuinamente português - jogo de golpes - outrora muito em voga entre os bairristas de Alfama, Mouraria e Bairro Alto".
Livrinho profusamente ilustrado ao longo do texto com bonitos desenhos exemplificativos dos vários tipos de luta abordados na obra.
"A self defence, isto é, a defeza do individuo servindo-se dos seus recursos proprios, constitue uma das mais urgentes e oportunas necessidades do homem moderno.
Em plena civilisação, nos grades centros policiados, na rua, na estrada, num descampado, o cidadão está á mercê de ataques imprevistos ou agressões desleais.
Para triunfar com segurança dêstes precalços, não lhe basta muitas vezes uma constituição fisica, robusta, a estatura herculea dotada de solidos musculos. [...]
Num guet-apens, numa embuscada, numa cilada, á traição, o individuo pacifico pode cair vitima d'um assaltante se, confiado demasiadamente na eficacia e ubiquidade dos agentes da ordem, não aprender convenientemente alguns processos de self defence.
Nesta conjuntura, parafraseando um conhecido proloquio, é licito preconisar o defende-te a ti mesmo e não confies a outrem a protecção da tua integridade corporal.
A self defence tem um metodo, uma tatica, as suas regras. É uma combinação do box inglês e francês, da luta, do jiu-jitsu e do jogo da vara ou bengala.
O box, - the noble art of the self defence, como os ingleses lhe chamam, - é, certamente, o processo mais honesto e leal de ataque ou defeza.
Nós, porém, optamos, quando as circunstancias o exijam e a ocasião seja propicia, pelo tiro de revólver a devida distancia. É sumario, quando se possue a faculdade de ser um bom atirador.
Este processo defensivo tem, comtudo, os seus inconvenientes.
As detonações, produzindo alarme, podem atrair ao local da agressão outros malfeitores.
A matraca usada pelos policemen americanos não deixa tambem de recomendavel, porque é uma arma portatil, leve, de facil disfarce e terrivelmente perigosa.
Consta de uma lamina de cautechoue presa ao pulso por meio de uma correia de couro.
Todavia, qualquer dos meios apontados como recurso de defeza individual resultam ineficazes num corpo a corpo quando o transeunte inopinadamente atacado, fica virtualmente  impossibilitado de fazer uso de qualquer arma.
Está, pois, provado que a aprendizagem da self defence é uma necessidade, não só porque é uma garantia de segurança, mas porque é tambem um metodo de desenvolvimento fisico."
(Excerto de Palavras preliminares)

Indice: Palavras  preliminares. | A Torsão - Torsão dos dedos e da mão. | O Sôco - O sôco directo. | O Pontapé - De biqueira. | A Rasteira (golpe dos apaches). |  A Cabeçada (golpe dos apaches). | Manejo da bengala: Alvejando a cabeça; Alvejando o corpo. | O Coup de Pére François (golpes triviais do apachismo francês e americano). | O Coup du Pante - A Cadeirinha. | O Coup de la Bascule - O Balanço. | Jiu-Jitsu - A mão; sua função e adaptação ao exercicio do jiu-jitsu. | O Risco. | Vocabulario.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
45€

11 março, 2020

FOTOGRAFIA DE ESTÚDIO - PUGILISMO: Silva Ruivo vs. Raul de Castro (ca. 1914)

Foto - Dimensões: 17x12 cm

Foto e cartão - Dimensões 27x21,5 cm

Fotografia muito valorizada pela dedicatória autógrafa dos atletas "ao s/ amigo António Silva".

Em Portugal, no início do século XX, o pugilismo existia à custa da carolice e do entusiasmo que alguns amadores punham ao serviço da modalidade, onde se destacava Silva Ruivo, que de tudo fazia para a divulgar e incrementar - lutas, aulas a título gracioso, etc. Embora tenham sido organizados alguns (poucos) combates de exibição, só a partir de 1913 o pugilismo deu os primeiros passos entre nós, sendo Silva Ruivo o primeiro a abraçar o profissionalismo.
"Modalidade popular, o boxe evoluiu em Portugal de modo pouco metódico, pelo trabalho pioneiro de clubes como o Ateneu Comercial de Lisboa ou o Ginásio Clube Português, dependendo do valor de atletas que apareciam ocasionalmente, como os históricos Silva Ruivo, que terá sido o primeiro profissional português, e o gigante Santa Camarão, do esforço errático de associações de bairro e do interesse de curto prazo de empresários e organizadores."
(Fonte: https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/11897.pdf)

Exemplar em bom estado de conservação. Pequenas falhas marginais no revestimento do cartão.
Com interesse histórico para a modalidade.
Raro.
50€

16 novembro, 2019

REIS, Pedro - ENTRE AS CORDAS : relatos de boxe. Ilustrações de Luís Pinto-Coelho. Prefácio de Maria João Avillez. Lisboa, Edição de PR [Autor], 1995. In-4.º (27,5 cm) de 170, [2] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Histórias do boxe. Curtas biografias dos melhores pugilistas de todos os tempos pejados de episódios marcantes da sua vida no ringue.
Pedro Reis, advogado na barra dos tribunais por ofício e gosto, aventurou-se num exercício literário apoiado em relatos de boxe, recreando a realidade, em Entre as Cordas.
Livro belissimamente ilustrado no interior, a cores e em página inteira, com desenhos alusivos ao tema.
"É bom que as coisas fiquem claras. Por isso começo por explicar as razões porque gosto de boxe. Não é que elas não venham a transparecer dos escritos que me proponho fazer. Se assim não fosse era sinal de que estaria a falhar de forma irremediável este exercício. E então, preferível seria dá-lo por terminado. [...]
A verdade é que o boxe contém muitas das histórias que eu gosto e que estão ligadas aos temas centrais da vida das pessoas. A diferença está no facto de as coisas acontecerem mais depressa do que na vida e de um ritmo mais intenso provocar uma emoção maior.
Por isso a aventura está sempre presente no quadrado mágico e com ela todas as coisas boas que a compõem. As mulheres, o poder, o dinheiro, são facetas constantes de uma mesma imagem. Mas também a justiça, a coragem e a solidariedade.
É certo que o boxe não está imune às forças do mal, tal como a vida, e ninguém pode esquecer-se que se trata de um negócio, às vezes de milhões, outras vezes de centavos.. E quando está em causa a fazenda as pessoas tendem a exibir o pior de si próprias.
Mas não haja ilusões. Quem pisar o quadrado mágico sem perseverança e sem fé, depressa conhecerá o sabor da derrota. Quem pisar o quadrado mágico sem impulsionar as suas mais secretas convicções está a um passo de mergulhar no tapete, e assim se faz justiça.
Nesse sentido o quadrado mágico exerce o papel de juiz implacável, ao fazer evidenciar a real personalidade dos homens. Sem concessões a disfarces ou fingimentos. Toda a acção sem consequências, a supremacia conquista-se, o erro paga-se. Nem num julgamento em tribunal, onde o território é disputado palmo a palmo, a verdade releva com tamanha emoção.
Mas também a esperança, e porque não a sorte, marcam de forma mais acentuada do que na vida o destino dos homens. É preciso não esquecer que o boxe é um desporto de pobres, embora produza alguns ricos."
(Excerto do Cap. 1, O Quadrado Mágico)

Índice: Prefácio. | 1. O Quadrado Mágico. 2. Jack Dempsey - A Explosão da América. 3. Marcel Cerdan - O Poder dos Homens. 4. Gene Tunney - A Sabedoria dos Homens. 5. Jake LaMotta - A Culpa. 6. Primo Carnera - A Grande Comédia. 7. Carmen Basilio - Os Bons e os Maus. 8. Joe Louis - A Viragem da História. 9. Sugar Ray Robinson - Deslizando até à Morte. 10. Rocky Marciano - A Odisseia. 11. Randolph Turpin - Uma Saga. 12. Jersey Joe Walcott - O Verão de Pittsburgh. 13. Carlos Monzon - Na Crista da Onda. 14. Sonny Liston - A Magia do Crime. 15. Sugar Ray Leonard - A Obsessão. 16. Cassius Clay - Um Príncipe. 17. Marvin Hagler - Os Anos da Mudança. 18. Joe Frazier - Os Quatro Cavaleiros da Boaventura. 19. Roberto Duran - As Mãos de Ferro. 20. George Foreman - Realidade ou Ficção. 21. Thomas Hearns - Entre o Céu e o Inferno. 22. Larry Holmes - A Hegemonia. 23. Chris Eubank - A Personalidade. 24. Mike Tyson - O Indomável. 25. Julio Cesar Chavez - A Sobreania. 26. Frank Bruno - "For he's a jolly good Fellow". 27. Azumah Nelson - O Pequeno Homem. 28. Os Pesados de Sempre. 29. Pernell Whitaker e James Toney - A Herança. 30. Holyfield e Moorer - Entre as Cordas.
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a negro na pasta anterior e na lombada. Com sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

01 dezembro, 2017

MAÇARICO, Luís Filipe - COM O MUNDO NOS PUNHOS: elementos para uma biografia de José Santa "Camarão". Prefácio: Vereador Pedro Feist. Lisboa, Câmara Municipal - Desporto, 2003. In-8.º (22 cm) de 182, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Biografia do famoso boxeur português que combateu em palcos nacionais e internacionais nos anos 20 e 30 do século passado.
José Soares Santa Camarão (Ovar, 1902 - 1968). "Pugilista da categoria de Pesos-pesados. Considerado o melhor pugilista português de sempre, media 2,02 metros, pesava 115 quilos e calçava o 49,5, pelo que tudo o que vestia e calçava tinha de ser feito por encomenda. Cedo se fez fragateiro, por obrigação do pai, tornando-se mais corpulento, característica que se impunha na faina do mar. Até que, um dia, faltou um lutador de boxe no Coliseu dos Recreios e o empresário Manuel Grilo preparou-o para combater, naquele que seria o início de uma carreira fulgurante. Convencido por Alexandre Cal, do Porto, deixou as fragatas em 1921 para se sagrar campeão de Portugal em todas as categorias, em 1925. Em nove anos de carreira desportiva - entre Abril de 1925 e Novembro de 1934, altura em que abandonou os ringues -, Santa Camarão competiu na Alemanha, Inglaterra, Brasil, França, Itália e Espanha, disputando um total de 97 combates oficiais de pesos-pesados, com 70 vitórias, três empates e 19 derrotas. Em 1930 viajou para os Estados Unidos, pátria do boxe, onde passou a ser conhecido como o "Homem Montanha de Portugal". Ainda pelos anos 30, o cinema imortalizou-o, lutando com os campeões do Mundo Max Bauer e Primo Carnera no célebre filme "Amor e Boxe/Liebe im Ring", sobre a vida do primeiro daqueles gigantes do ringue. Em 1934, regressou a Ovar, onde passou o resto dos seus dias vivendo dos rendimentos de uns prédios comprara no Porto, provenientes do que ganhou no boxe."
(fonte: jogos.centenariorepublica.pt)
"Mais conhecido por Santa "Camarão", terá começado a ajudar o pai nas fainas do Tejo, ainda adolescente, deixando-se mais tarde envolver pelo boxe, actividade que lhe traria a celebridade e o reconhecimento internacional.
Sagrando-se quase sempre vencedor, Santa "Camarão" é ainda hoje uma referência fundamental para todos aqueles que seguem e que se apaixonam pela vida desportiva. A determinação, a bravura, a coragem, a perseverança de Santa "Camarão", fizeram deste português um grande de Portugal, e inspiraram, e continuam a inspirar o imaginário de milhares de desportistas, amadores e profissionais..."
(Excerto do prefácio)
Índice:
Prefácio. 1. Introdução. 2. A infância de José Soares Santa Camarão. 3. Fragateiro em Lisboa. 4. A compleição física e a incursão na luta livre. 5. Do convés ao ringue. 6. Folhetim Brasileiro. 7. Cinema na Alemanha. 8. O "Big" felow no Eldorado. 9. Regresso a Portugal e último combate. 10. A figura de Santa "Camarão" no imaginário popular. 11. Retorno a Ovar. 12. Amizades. convívios e... carnavais! 13. A velhice e a morte. 14. A memória dos ovarenses. 15. Considerações finais. Bibliografia. Agradecimentos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Indisponível