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14 março, 2026

MOSER, Isabel Pestana -
ECUMENISMO E IRENISMO NO PENSAMENTO DE DAMIÃO DE GÓIS
. Lisboa, Ediual, 2006. In-4.º (23,5x17 cm) de 402, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego. Importante subsídio biográfico sobre Damião de Góis - o homem, o humanista, o seu pensamento.
Ilustrada em página inteira com retratos do biografado, a cores e p.b. (3), e outros filósofos coevos: Erasmo; Lutero; Melanchthon.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa da autora.
"Damião de Goes, sem dúvida o português mais erasmista e em especial irenista, pelo seus diálogos com os humanistas católicos e protestantes já em plena Reforma mas abertos à paz, pela sua defesa dos Lapões serem ensinados e não forçados a converterem-se, e pela valorização do cristianismo etíope dos Prestes João e de uma religião de coração e não de ritos, preceitos, intermediários e superstições."
(Fonte: https://pedroteixeiradamota.blogspot.com/2020/01/humanismo-e-irenismo-no-renascimento-e.html?m=1)
"O trabalho que hoje apresento vem na sequência das investigações que, desde há muito, tenho efectuado sobre a vida e a obra de Damião de Góis, o mais europeu dos humanistas portugueses, particularmente no que respeita à prática e conceito do Irenismo e Ecumenismo de que deu exemplo constante ao longo da sua vida, e da larga repercussão que a figura ainda representa nos dias de hoje..."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Apresentação | Agradecimentos | Introdução | I - A Vida de Damião de Góis e a Crítica Moderna. II - Humanismo, Movimento de Diáspora. III - Damião de Góis e a História: Atitudes e Critérios. IV - Damião de Góis e o Irenismo. V - Damião de Góis e o Ecumenismo. O Processo na Inquisição. Estudo Crítico. | Conclusão | Bibliografia | Índice Remissivo.
Damião de Góis (Alenquer, 1502-1574). "Historiador e humanista, epistológrafo, viajante, diplomata e alto funcionário régio, foi figura ímpar e uma das personalidades mais relevantes do Renascimento em Portugal. De cultura enciclopédica e dotado de um dos espíritos mais abertos e críticos da sua época, pode ser considerado como um verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI. Foi hóspede de Erasmo de Roterdão e privou com humanistas como Glareanus, Veit Amerbach, Albrecht Dürer, Sebastian Münster, os cardeais Pietro Bembo e Jacopo Sadoleto e o historiador e geógrafo Giovàn Battista Ramùsio. Conheceu Inácio de Loyola. Frequentou a Universidade de Pádua, entre 1534 e 1539, e completou a sua formação no Colégio Trilingue da Universidade de Lovaina.
Em 1545 a convite do rei D. João III, mudou-se para Portugal com a família, ao tempo a mulher e três filhos, para ser mestre do príncipe D. João. Contudo, apesar de ter regressado aureolado de prestígio pelas amizades que contraíra na Europa e da evidente protecção régia, ainda assim foram-lhe movidos dois processos no Tribunal do Santo Ofício, o primeiro dos quais, logo em 1545, ao ser acusado de heterodoxia e denunciado à Inquisição pelo seu antigo companheiro de estudos, o padre Simão Rodrigues, ao tempo o preceptor do príncipe herdeiro D. João e pouco depois nomeado por Inácio de Loyola como primeiro provincial da Província Portuguesa."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

14 agosto, 2025

PEREIRA, Rodrigo de Boaventura Martins -
ALGUMAS PALAVRAS SOBRE A ESPECIE MORBIDA.
Precedidas de algumas considerações sobre a especie em geral. Dissertação apresentada para ser defendida em Julho de 1867. Pelo alumno... Escola Medico-Cirurgica de Lisboa - 2.ª série : Numero 13. Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, 1867. In-8.º (20x12,5 cm) de 92, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curiosa tese académica, inspirada em Darwin e na sua Origem das Espécies, aborda diversos temas médico-científicos, que, por vezes, parecem não ter ligação entre si.
Ilustrada no texto com tabelas, expressões numéricas e equações.
"O planeta que habitamos, lançado com probabilidade ao mesmo tempo que os demais planetas do nosso systema na sua ellypse, com a mesma ou mui proxima temperatura inicial, e tendo composição analoga, senão identica, resultado da segmentação da nebulosa primitiva, que lhe correspondia, tem percorrido sensivelmente no mesmo tempo a sua orbitra; e digo sensivelmente, porque a existencia do ether, que não é licito deixar de admittir perante os phenomenos do calorico e da luz, deve tel-o atrazado no seu giro. [...]
Todos os planetas, pois, podem n'uma de suas phases resolver nos espaços celestes organisações comparaveis ás da terra, e tanto mais quanto mais estreitas forem as relações entre sua massa, volume, gravida e velocidade de rotação. [...]
Ora só a um certo periodo de uma d'essas phases de evolução correspondem as organisações ou machinas vivas, porque estas exigem para funccionar limites estreitos de temperatura, como muito bem diz Henri de Paville no seu annuario de 1866: «Evidentemente um organismo não pode existir, sem que seja constituido por solidos e liquidos. Os liquidos são geralmente os vehiculos da vida. [...]
Mais adiante, o auctor das linhas que acima trascrevi, depois de analysar tanto quanto é possivel  as circumstancias em que se acham os differentes planetas, dá-lhes como provaveis as seguintes phases:
«Sol - inhabitado.
Mercurio - habitado, seres inferiores analogos das especies futuras terrestres.
Venus - habitada, seres completamente analogos aos da terra. Fauna e Flora correspondentes.
Terra - habitada ha muito, sel-o ha por muito tempo ainda.
Lua - Não é habitada: foi.
Marte - habitado, seres analogos aos da terra, mais pequenos e inferiores.
Saturno, Neptuno e Uranus - organismos rudimentares.
Jupiter - não habitado ainda.»
Com este ligeiro desvio eu só pretendo abalar os animos d'aquelles, em que não sejam arreigada as crenças, de que o universo foi creado para lhes lisonjear os sentidos, a terra para os embalar e deixar crescer, e n'esta tudo preparado para lhes satifazer as necessidades."
(Excerto de I - A terra e os demais planetas)
Índice:
Capitulo I: §§ I - A terra e os demais planetas. §§ II - Unidade de materia. §§ III - Unidade de força. §§ IV - Reino organico. §§ V - Transformação das forças geraes em forças vitaes. Capitulo II: §§ I - A especie dos seres organisados. §§ II. §§ III - Provas tiradas da distribuição geographica. §§ IV - Especie humana. §§ V. Capitulo III: Especie morbida: §§ I. §§ II. | Proposições.
Rodrigo Boaventura Martins Pereira (1842-1897). Médico, professor e publicista, colega e íntimo amigo do Dr. Sousa Martins de quem foi condiscípulo. Cedo cegou, deixando a meio uma carreira que muito prometia. "Filho de José Martins Pereira, nasceu em Aldeia Galega da Merceana, no concelho de Alenquer, em 1843. Foi médico cirurgião pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde chegou a ser lente da Secção Cirúrgica. A partir de 1873 desempenhou o cargo de cirurgião ordinário no Banco do Hospital de São José, em Lisboa, e o de facultativo da Associação dos Ourives da Prata de Lisboa."
(Fonte: https://digitarq.arquivos.pt/documentDetails/1cdf360df53849cfbba77241cb2e4be5)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
25€

27 junho, 2020

MONTEIRO, J. P. Franco - AS DONATARIAS D'ALEMQUER. Historia das Rainhas de Portugal e da sua casa e estado. Com uma carta-prefacio por Oliveira Martins. Lisboa, M. Gomes - Editor : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, 1893. In-8.º (19,5 cm) de XV, [1], 175, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante trabalho biográfico sobre as rainhas de Portugal.
"Outr'ora capital da Casa das Rainhas, villa predilecta das soberanas, que nas suas muralhas encontravam defeza leal, que nos seus montes e nos seus vergeis buscavam o desenfado da vida cortezã, é justo que essas memorias hoje sejam invocadas por quem nasceu no seu termo, por quem viu ao despontar da vida, as ruinas do velho castelo que Affonso Henriques tomou aos mussulmanos e que D. João I destruiu como padrão d'ingloriosas, ainda que valentes recordações!"
(Excerto da Advertência)
"Para sustento das suas consortes costumavam os antigos reis doar-lhes o rendimento de algumas villas, juncto a varias attribuições civis que variavam conforme a confiança que o soberano depositava na sua esposa.
Em 1188 Sancho I tencionou visitar a Palestina; na duvida de succumbir na empreza, doára a sua mulher a rainha D. Dulce os rendimento de Alemquer, Terras do Vouga, do Porto de de Santa Maria..."
(Excerto de A Casa das Rainhas (noticia summaria))
Índice:
Prefacio e advertencia. | A Casa das Rainhas. | D. Dulce. | D. Sancha. | D. Beatriz de Gusmão. | Santa Izabel. | D. Constança. | D. Leonor Telles. | D. Filippa. - D. Izabel de Lencastre. - D. Leonor d'Aragão. - D. Izabel de Lencastre. | D. Leonor de Lencastre. | D. Leonor d'Austria. | D. Catharina d'Austria. | O interregno dos Filippes. | D. Luiza de Gusmão. | D. Maria Francisca Izabel de Saboya. | D. Maria Sophia de Neuburg. | D. Marianna d'Austria. | D. Marianna Victoria de Bourbon. | Notas e documentos.
João Pereira Franco Monteiro (1870-1937). "Nascido no lugar de Cortegana, Alenquer, em 1870 e falecido em Lisboa em 1937. Foi político, jornalista, investigador histórico e genealogista. Miguelista, foi colaborador da Gazeta; diretor do jornal A Nação, orgão oficial do Partido Legitimista, até à sua suspensão, em 1914; comendador da Ordem de São Silvestre; proprietário da Quinta da Mourinheira, na Cortegana. Autor de As Donatárias de Alenquer, livro publicado em 1893."
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€