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27 abril, 2018

MONIZ, Egas – GUERRA JUNQUEIRO : conferência. [Apresentação do Prof. Dr. Alfredo de Magalhães]. [S.l.], Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, [1949]. In-8.º (22,5cm) de 37, [3] p. ; [3] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra ilustrada em separado com o retrato de Guerra Junqueiro, que inclui dedicatória fac-similada a Egas Moniz, com o retrato do próprio Egas Moniz, e uma foto do aspecto do Salão de Festas do Coliseu na noite em que se realizou a conferência.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do Prof. Egas Moniz.
“Guerra Junqueiro que, no Porto, alcançou merecido prestígio e foi dos Grandes de Portugal: combatente audacioso e intemerato, porta-bandeira de doutrinas iconoclastas e cantor de preciosas suavidades líricas.
Recordar um poeta desta estatura, pôr em relevo uma obra que desafia séculos, é trabalho árduo e difícil para quem só episodicamente é crítico de arte, a quem faltam sólidos alicerces para poder construir obra perfeita.
Transmontano de origem, de figura decorativa, janota nos primeiros anos, desleixado depois na indumentária, foi intelectual marcante e poeta consagrado que todos veneram e apreciam. Já aos 16 anos o espicaçava a musa, dando à publicidade as suas primeiras produções «Mysticae Nuptiae» e «Vozes sem Eco».
Em Coimbra, onde cursou direito, publicou novo volume, já de melhor categoria, «Baptismo de Amor», com um prefácio de Camilo Castelo Branco. Iniciava-se o sucesso.”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas manchadas; páginas algo oxidadas.
Invulgar.
Indisponível

23 abril, 2015

JUNQUEIRO, Guerra - O MONSTRO ALEMÃO : Atila e Joana d'Arc. Porto, Officinas de «O Commercio do Porto», 1918. In-4.º (23cm) de [2], 20, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo oferecido à Junta Patriótica do Norte e cujo produto de venda se destina à sua obra de assistência aos orfãos de guerra.
"As paginas que se seguem, escriptas ha ano e meio, deviam fazer parte d'um estudo bastante longo sobre a guerra. A doença, desde então, inutilisou-me. Publico-as hoje, ainda que tardiamente, como ex-voto do meu coração e do meu espirito á França do Marne e de Verdun, á França imortal."
(excerto da advertência)
"O kaiser juvnil, rutilande de orgulho, nimbado de gloria, frenetico de pompas e de grandezas, sucedeu a Bismarck. A Alemanha encontrou n'ele o Imperador ideal. O pangermanismo não era uma seita numerosa de visionarios e de fanaticos, era a Alemanha toda em corpo e alma, - o sangue, a carne, os instintos, os desejos, as crenças, as ideias. Pangermanismo de theologos e de filosofos, pangermanismo de sabios e de artistas, pangermanismo de industriaes, pangermanismo de agricultores, pangermanismo de comerciantes, radiando e convergindo para um centro unico, - o pangermanismo militar. Nas fornalhas de Krupp batia, monstruoso, o coração da Alemanha."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

18 novembro, 2012

JUNQUEIRO, Guerra - HORAS DE COMBATE. Com um prefácio de Mayer Garção. Porto, Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, L.da, 1924. In-8º (18cm) de LXXVIII, 82 p.; E.
1ª edição.
Ilustrada com um retrato de Guerra Junqueiro.
Valorizada pelo extenso prefácio (84 p.) de Mayer Garção intitulado «Junqueiro Republicano».
Compilação de textos e discursos pronunciados pelo autor que refetem o seu republicanismo.
Matérias:
Discuso [pronunciado no 1º comício de propaganda, organizado pelo Grupo Republicano de Estudos Sociaes, em 27 de Julho de 1897]
O Regimen [manifesto escrito no seguimento da declaração da epidemia de peste bubónica no Porto (Ago. 1899) que isolou a cidade do resto do país, tendo a actuação do governo merecido largos protestos da população nortenha. Junqueiro escreveu este manifesto na véspera das eleições de 26 Nov. de 1899, tendo sido "largamente distribuído" durante esse dia e publicado a 26 na primeira página da Voz Publica.]
Banquete de Badajoz [discurso lido no comício republicano que teve lugar no teatro Lopes de Ayala, em Badajoz, no dia 24 de Junho de 1893, a que Junqueiro não compareceu por motivos de saúde]
2 de Dezembro de 1906 [palavras de Junqueiro publicadas no jornal A Voz Publica, no dia em que se realizou um comício de protesto contra a expulsão do Parlamento, na sessão da Câmara dos Deputados de 21 de Novembro de 1906, manu militari, de Afonso Costa e Alexandre Braga].
Palavras de Guerra Junqueiro no Tribunal [resposta à acusação de injúrias ao rei]
A nova bandeira [palavras de Guerra Junqueiro em Barca d'Alva, a 13 de Outubro de 1910]
A nossa bandeira [dissertação histórica a propósito do estudo para a nova bandeira nacional, publicada na Lucta de 21 de Dezembro de 1910]
Encadernação editorial inteira de percalina com dourados na lombada e na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

20 janeiro, 2012

JUNQUEIRO, Guerra – A VELHICE DO PADRE ETERNO. Porto, Alvarim Pimenta e Joaquim Antunes Leitão, 1885. In-8º grd. (23cm) de 211, [5] p. ; E.
1ª edição.
Obra de referência da literatura nacional, “colecção de sátiras contra os dogmas e os ritos do catolicismo, da autoria de Guerra Junqueiro, dedicada à memória de Guilherme de Azevedo e a Eça de Queirós e publicada em 1885. Na composição inicial, "Aos Simples", o autor esclarece que apenas pretende atacar os dogmas e o clero, e não os que têm fé, e proclama a sua própria "crença robusta": "Mas também acredito, embora isso vos pese, / E me julgueis talvez o maior dos ateus, / Que no universo inteiro há uma só diocese / E uma só catedral com um só bispo - Deus." Ao longo do livro, o autor censura violentamente a deturpação do ideal cristão primitivo (veja-se "A vinha do Senhor"), o fanatismo religioso, o ritualismo oco, o jesuitismo, as superstições obscurantistas e o Vaticano (a que chama "bordel da Igreja").”
Pela sua violência, inusitada na época, a obra foi alvo de grande atenção dos periódicos, que alimentavam a polémica. Censurada pela igreja e os sectores a ela ligados, originando um sem número de opúsculos, folhetos-resposta, artigos, etc., destacou-se nesta “cruzada” o Padre Sena Freitas com, entre outras publicações, o seu livro «Autópsia à Velhice do Padre Eterno», nesta que foi uma faz grandes polémicas literárias do final do século XIX.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros a ouro na lombada; s/ capas de brochura.
Exemplar impresso em papel encorpado, em bom estado de conservação; selo numerado no topo da lombada; escrito numérico no rosto à cabeça.
Invulgar.
65€

12 junho, 2011

JUNQUEIRO, Guerra - PATRIA. [S.l.], [s.n], 1896. In-8º (21cm) de 187, [1], XXV, [1] p. ; E.
1ª edição.
Primeira edição de uma das obras poéticas mais importantes do autor e da Poesia Portuguesa, rara, e de muito cuidada execução gráfica.
Encadernação da época em meia de pele com ferros a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Pequena falha de papel no pé das 2 últimas folhas do livro, à direita.
Raro.
60€

21 fevereiro, 2011

QUENTAL, Anthero de - A MORTE DE D. JOÃO. Barcellos, Typographia da Aurora do Cavado - Editor- R.V., 1896. In-8.º de 20 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo de A. Quental à obra de Guerra Junqueiro A morte de D. João, publicado em folhetim na "Provincia", de Vila Real de Trás-os-Montes, no ano de 1873.
Opúsculo das apreciadas publicações de Rodrigo Velloso.
Tiragem limitada a 100 exemplares.
Raro.
Peça de coleccção.
20€