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09 julho, 2015

SOARES, Fernando Luso - O CASO DIAS COELHO. Alegações da Assistente Maria Teresa Tengarrinha Dias Coelho, no seu recurso para o Supremo Tribunal Militar. Por... Lisboa, [s.n. - imp. na Tip. Jornal do Fundão Editora], 1977. In-4º (24,5cm) de 69, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Recurso interposto pelo autor contra a sentença proferida pelo 1.º Tribunal Militar Territorial de Lisboa no caso do julgamento dos assassinos de Dias Coelho, conhecido artista plástico e membro do P.C.P.
“No dia 19 de Dezembro [de 1961] foi assassinado a tiro pela PIDE na Rua dos Lusíadas em Alcântara o camarada José Dias Coelho, de 38 anos de idade, membro da Direcção da Organização Regional de Lisboa do Partido Comunista Português.
«O crime foi cometido por uma brigada de 5 agentes da PIDE que saindo de um automóvel o assaltaram em plena rua, disparando dois tiros contra o nosso camarada, que não tinha consigo qualquer arma. Um tiro à queima-roupa, em pleno peito, deitou-o por terra e outro foi disparado com ele já no chão.
«Isto passou-se cerca das 8 horas da noite. Precipitadamente, os assassinos meteram o nosso camarada no automóvel e só 2 horas depois o foram entregar, já a expirar, no Hospital da CUF. Que fizeram os bandidos da PIDE a este homem moribundo, nas duas horas em que o tiveram em seu poder?"
(in http://www.dorl.pcp.pt)
"Acentua-se, dia a dia, a perplexidade dos portugueses perante os resultados dos sucessivos julgamentos em que são réus os elementos da organização terrorista que foi a PIDE-DGS. Os leigos na matéria, mas que são cidadãos com direito a compreender os fenómenos da vida deste país, interrogam-se, na sua perplexidade, sobre as causas dos tão meigos tratamentos judiciais que vão levando estes pides. Importa, todavia, marcar bem, e desde já, que os Tribunais não têm culpa desta suavidade. Eles estão também a ser vítimas, e com eles o próprio prestígio da justiça democrática, de um conjunto lamentável de circunstâncias e de condições que vamos passar a analisar."
(excerto da nota prévia)
Matérias:
José António Dias Coelho, por Margarida Tengarrinha
Nota prévia: A PIDE-DGS e a fábula do camponês e a víbora
Minuta do Recurso
I - Admissibilidade e objectividade geral deste recurso. II - A Justiça é feita pelos Tribunais em nome do Povo. III - A sentença recorrida ofendeu gravemente o Povo. IV - Foi o Tribunal vítima de estruturas em crise?... V - Os factos imputados e a aceitação hipotética de uma qualificação jurídica. VI - A verdadeira questão: o Tribunal errou na qualificação típica do facto criminoso. VII - A qustão do dolo. VIII - Algumas contradições do acordão recorrido. IX - Conclusões.
Anexos
- A Constituição não é inconstitucional. - Uma peça fundamental da estrutura monopolista.
Fernando Augusto de Freitas Mota Luso Soares (1924-2004). “Advogado de presos políticos perseguidos pela PIDE-DGS, polícia política do Estado Novo, foi além de disso prolifero ficcionista, ensaísta e dramaturgo. Foi assistente da Faculdade de Direito de Lisboa, contribuindo para a análise e estudo das ideias políticas, sem abdicar da sua perspectiva ideológica. Foi também magistrado do ministério público. Faleceu aos 80 anos, em 2004. Entre outras obras, publicou: Crimes e Criminosos na Divina Comédia de Dante (1954); O Banqueiro Anarquista e Outros Contos do Raciocínio de Pessoa (1964); Cadáver Adiado que Procria (1967); Teatro Vanguarda Revolução e Segurança Burguesa (1973); PIDE/DGS – Um Estado dentro do Estado.”

(in https://www.marxists.org/portugues/luso/index.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

09 dezembro, 2014

SOARES, Fernando Luso - O MAIS INTELIGENTE DOS ESTÚPIDOS. Novelas para uma trilogia de perdição. [S.l.], [s.n. - Comp. e imp. na Soc. Ind. Gráfica, Lisboa], 1956. In-8º (19,5cm) de 65, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Conjunto de 3 curtas novelas.
"Novelas para uma trilogia da perdição.
São três pequenas histórias as deste pequeno livro.
Existe em todas uma ideia central, sempre a mesma, que unifica a diversidade dos conteúdos numa essência comum.
O ser humano decaíu, originàriamente, pelo pecado. A perdição constitui, daí, o perigo eterno, o corrosivo latente.
No desenrolar de cada história o homem perde sempre alguma coisa - a juventude e o sentido missional em «Desencontros»; a energia criadora em «O mais inteligente dos estúpidos»; a salvação eterna em «Dá-me o teu ser, mulher...».
(excerto da Síntese)
Novelas:
- Desencontro
1.º Tema - Quando os caminhos se cruzam, as almas conjugam-se, embora isso aconteça tarde e longe.
- O mais inteligente dos estúpidos
2.º Tema - Todos os que vivem criam alguma coisa no modo singular como vivem.
- Dá-me o teu ser, mulher...
3.º Tema - Filho de Deus, o Homem ou se salva ou lamenta não se ter salvo.
Fernando Luso Soares (1924-2004). Foi um advogado, ficcionista, ensaísta e dramaturgo português.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

15 outubro, 2014

SOARES, Fernando Luso - OS CAVALOS MARINHOS : drama. Lisboa, Guimarães Editores, [1963]. In-8º (18cm) de 103, [1] p. ; B. Colecção de Teatro.
Peça de estreia do autor.
Valorizada pela sua dedicatória autógrafa.
Fernando Luso Soares (1924-2004). “Foi um advogado, ficcionista, ensaísta e dramaturgo português.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequenas imperfeições. 
Invulgar.
Indisponível