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18 julho, 2021

LIMA, Alexandra Cerveira Pinto S. - CASTRO LABOREIRO: Povoamento e organização de um território serrano.
Cadernos Juríz-Xurés, 1
. [S.l.], Instituto da Conservação da Natureza : Parque Nacional da Peneda-Gerês : Câmara Municipal de Melgaço, 1996. In-4.º (28x21,5 cm) de 154, [2] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Dissertação de Mestrado em Arqueologia apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo obtido nota máxima. "O estudo foi reelaborado e aligeirado de algum do jargão académico, sempre inevitável em trabalhos desta natureza". Certamente, um dos mais extensos e completos trabalhos que sobre esta aldeia serrana se publicaram entre nós.
Livro muito ilustrado com fotografias a p.b. e a cores ao longo do texto, bem como croquis, mapas, gráficos e diagramas.
Valorizado pela oferta autógrafa da autora.
"Castro Laboreiro pertence ao concelho de Melgaço e situa-se no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Possui um dos mais ricos patrimónios pré-históricos do país que reúne gravuras e pinturas rupestres, 120 Dólmenes (datados de há 5000 anos) e Cistas (monumentos megalíticos funerários).
Esta aldeia possui um património histórico e arquitetónico de grande riqueza, destacando-se um tipo próprio de construções castrejas existentes em Castro Laboreiro: o Castelo de Castro Laboreiro – classificado como monumento nacional; a Igreja Matriz de Castro Laboreiro; o Pelourinho de Castro Laboreiro, datado do século XVI, classificado como imóvel de interesse público; igrejas medievais; os fornos comunitários; os espigueiros; e os moinhos.
Castro Laboreiro é uma das aldeias mais emblemáticas do Parque Nacional da Peneda Gerês, resultado do isolamento que sofreu no passado, o qual permitiu que chegassem intactos nos nossos dias, aspetos do património histórico e cultural da aldeia, como a arquitetura, a paisagem e o modo de vida das suas gentes, ainda hoje marcado por um forte espírito comunitário.
Situada no extremo Norte do Alto Minho e de Portugal. Está localizada no cimo da montanha, a mais de mil metros de altitude, levou a que os castrejos defendessem os seus costumes, e tradições de todas as influências estranhas, e que ainda hoje persistem."
(Fonte: https://www.cm-melgaco.pt/visitar/o-que-fazer/castro-laboreiro/#toggle-id-1)
"A investigação por mim iniciada na freguesia de Castro Laboreiro inseriu-se nos trabalhos para a dissertação de Mestrado em Arqueologia da Faculdade de Letras  da Universidade do Porto. [...]
Este texto é o resultado desse percurso de trabalho e constitui menos um ponto de chegada do que um posto de partida para um conjunto de linhas de pesquisa que se revelaram com particular interesse. Questões como o estabelecimento de uma dada forma de aproveitamento dos recursos serranos, o papel do inculto, a relação entre o contingente demográfico e a quantidade de terra arável disponível, os modos de vida fazendo apelo a um leque variado de actividades, o recurso à migração, a presença da transumância nos finais da Idade Média, inícios da Idade Moderna, a estreita ligação entre a posição geográfica dos povoados e as relações que se estabelecem entre os grupos humanos, a modificação da forma de habitar e sua conexão com as alterações mais genéricas nos modos de vida, a importância dos caminhos em uso em cada época na ordenação do espaço habitado, as relações entre a Serra e a Ribeira... São algumas das pistas que seguimos e que se revelam um excelente campo para o desenvolvimento do estudo."
(Excerto da Nota de Abertura)
Índice:
Agradecimentos. | Nora de Abertura. | 1. Preâmbulo. 2. Introdução. 3. Os Caminhos. 4. A Casa e o Lugar. 5. A organização do espaço agrário. 6. A rede de povoamento e as relações socais. 7. A ocupação da Montanha. 8. Bibliografia. 9. Anexos.
Alexandra Cerveira Pinto Sousa Lima (n. 1963). "Nasceu no Porto em Fevereiro de 1963. Inicia a sua actividade arqueológica em Mértola e no PARM (Moncorvo), tendo terminado o curso de História, Variante de Arqueologia, em 1985, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 1994 finaliza o Mestrado em Arqueologia na mesma Faculdade, com a defesa de uma Dissertação versando o tema da organização do povoamento em Castro Laboreiro. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. É desde 1992 colaboradora do Parque Nacional da Peneda-Gerês. O trabalho de investigação que desenvolve centra-se na análise do povoamento, ocupação do espaço e aproveitamento de recursos ao longo dor períodos Medieval e Moderno na área montanhosa do Noroeste português."
(Fonte: https://iasousa.blogs.sapo.pt/93211.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
45€

16 abril, 2021

PINTO, Mário G. L. Barros - O CANTO DAS CRUZES NO SOAJO
. [S.l.], Grupo de Estudos do Património Arcuense (G. E. P. A.), [1985?]. In-4.º (23 cm) de 23, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso trabalho sobre os cantares religiosos do Soajo, Arcos de Valdevez. Com interesse antropolológico e etnográfico.
Livro ilustrado com fotogravuras no texto (1) e em página inteira (3). Inclui ainda a letra dos cantos, bem como as respectivas partituras.
"Soajo estende-se por larga área a nascente das Terras de Val e Vez, à ilharga do rio Lima, separado da Galiza, a quem dá os bons dias, pelo rio Laboreiro, integrado numa zona de grande interesse antropológico e natural, - o Parque Nacional Peneda-Gerês.
Cabeça de montaria e senhora de privilégios reais antiquíssimos («não só são isentos seus moradores de todos os tributos, salvo Siza & Usual mas nunca pagárão palha, nem derão alojamento, nem Soldados no tempo da guerra, a que não são obrigados ir senão com ElRey, quando elle pelo mesmo Concelho a faça»), os seus habitantes apresentam traços característicos muito marcados que lhes conferem um lugar especial na geografia humana da região.
Dali era o homem rude mas cheio de sabedoria e orgulho, influência certamente dos grandes espaços e das imensas moles de granito que o dominam, - o Juiz de Soajo, cuja sentença foi lição para os «juízes de senhoria»: - «cadeira em que se sentou jamais a levantou». [...]
Foi nesta freguesia dos sete cemitérios, cheia de lenda e tradições, que fomos colher o
«Canto das Cruzes».
De facto, uma das tradições mais antigas de Soajo é a comemoração da Paixão de Cristo vulgarmente conhecida pelo Canto das Cruzes.
Celebrava-se em cada ano, com início na 4.ª feira de Cinzas e durava até às endoenças da 5.ª feira Santa.
Os homens reuniam-se, ao toque do sino, depois da ceia, no adro da Igreja, e dividiam-se em dois grupos separados aí coisa de uns quarenta passos, mas que podiam variar conforme as distâncias entre os cruzeiros de pedra. [...]
O Canto das Cruzes principiava e acabava na Igreja, e tudo de realizava às escuras, com um grupo a cantar os primeiros versos junto de uma cruz, e o outro, colocado na cruz anterior, a responder."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

13 agosto, 2017

O GEREZ, estância de cura, de repouso e de turismo : 1929. Pôrto, Composto e impresso na Tipografia Marques, 1929. In-4.º (24cm) de 56 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Apreciada monografia sobre o Gerês - a serra, as termas e as suas belezas naturais. Impressa em papel de superior qualidade e muito ilustrada com bonitas fotogravuras em página inteira.
"As águas medicinais mais valiosas da Europa na serra mais formosa de Portugal, - eis a definição do Gerez.
Já decerto os romanos aqui assentaram arraiais, fundando uma pequena povoação, que veio a dar o seu nome a toda a cordilheira. [...]
Mas vieram os bárbaros, e com eles o esquecimento dos preceitos scientíficos prégados pelos homens de Roma, ao mesmo tempo que outras estradas se abriam, menos íngremes e de melhor piso. O Gerez, então, decaiu por completo. Mas não foi inteiramente esquecida a eficácia das suas águas. Os poucos hepáticos e reumatizantes que se davam ao incómodo de subir a serra, e lá permanecer por algumas semanas, continuavam a apregoá-la. Já então o povo luso se havia convertido ao Cristianismo. E como ninguém soubesse explicar - quási como hoje ainda - os efeitos portentosos do tratamento gereziano, fatal seria que a ânsia de explicação, latente em todas as almas simples, apelasse para o sobrenatural."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação, com excepção das capas que se apresentam soltas com defeitos e falhas de papel.
Invulgar.
10€

25 maio, 2016

SOUSA, Tude Martins de - SERRA DO GEREZ. Estudos - Aspectos - Paizagens. Edição illustrada. Porto, Livraria Chradron, de Lello & Irmão, 1909. In-8.º (18,5cm) de IX, [1], 155, [3] p. ; [15] f. il. ; E.
1.ª edição.
Apreciada monografia sobre a Serra do Gerês, a primeira que nestes moldes se publicou entre nós.
Ilustrada com 20 fotogravuras distribuídas por 15 folhas separadas do texto, representando paisagens e locais emblemáticos da Serra e um mapa desdobrável representando o perímetro florestal do Gerês.
"Áparte as suas aguas mineraes, que mais acarretavam a curiosidade em desvendar os agentes que a tornavam uma potencia therapeutica de valor velhamente comprovado, tudo o mais pouco ou nada se tinha publicado.
E todavia, a dentro das montanhas do Gerez estavam ainda quasi virgens de explorações de sciencia e de tourismo os mais ricos e attrahentes retalhos de paizagem alpestre, que é dado gosar em Portugal, e abrigados pelos seus contrafortes e alimentados pelas suas chãs viviam povos que, pelas suas tradições, pelos seus habitos e pelo seu modo de viver, constituiam especimens dos mais dignos de estudo ethnographico e social."
(excerto do prefácio)
Matérias:
I. Topographia - Povos antigos do Gerez. II. Braga ao Gerez. III. Caracteristicas das povoações serranas. IV. Regimen pastoril. V. Lendas diversas e tradicções religiosas. VI. Caldas do Gerez. VII. O Gerez florestal. VIII. Fauna gereziana. IX. A Serra - Excursionismo - Clima. X. Rios e ravinas - Povoações serranas - Bibliographia.
Tude Martins de Sousa (1874-1951). “Nasceu na Amieira do Tejo, Nisa, a 17 de janeiro de 1874, e morreu na Amadora a 16 de julho de 1951. Formou-se em 1893 pela Escola Agrícola de Coimbra, obtendo o diploma de Regente Agrícola. Desenvolveu atividade como ecónomo para a Colónia Agrícola Correcional de Vila Fernando (1895), Regente Florestal na Serra do Gerês (1904), diretor da Colónia Penal Agrícola de Sintra (1915) e chefe de Serviços Agrícolas da Administração e Inspeção-geral das Prisões (1919), foi ainda diretor da revista O Lavrador, boletim da antiga Associação dos Regentes-Agrícolas. Em 1932 integrou a comissão responsável pela instalação de uma Colónia Penitenciária em Alcoentre e para uma prisão para mulheres, na antiga Quinta da Mitra, em Santo Antão do Tojal (Loures). Em 1939 foi encarregado pelo Governo para proceder à remodelação da Escola Agrícola de Paiã, da Junta Distrital de Lisboa. Presidiu à Associação dos Arqueólogos Portugueses e foi Diretor do Instituto de Sintra. Os interesses de Tude de Sousa pautaram-se, simultaneamente, por outros domínios de conhecimento, designadamente, por aspetos de Etnografia Portuguesa, tendo desenvolvido estudos pioneiros sobre o comunitarismo agro-pastoril da região do Gerês, contribuindo significativamente para a crescente expressão regionalista da Etnografia do século XX. Os seus estudos etnográficos sobre as comunidades serranas do Gerês versaram as temáticas relativas às práticas sociais comunitárias relacionadas com o regime pastoril e a atividade agrícola, destacando-se os estudos sobre a divisão e distribuição de águas de rega e o pastoreio. As suas temáticas contemplaram também uma análise da alimentação serrana, do vestuário e das tradições populares associadas a festividades religiosas como o Natal, Nascimento e Quaresma, bem como, às cerimónias dos Cercos e Clamores na Serra do Gerês.”
(fonte: www.matrizpci.dgpc.pt)
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros gravados a seco e a negro e ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas com defeitos. Páginas com manchas de acidez. Assinatura de posse nas guardas, f. rosto e pág. dedicatória.
Muito invulgar.
Indisponível