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28 setembro, 2022

NEGRÃO, Albano – O CARNAVAL DA MORTE: n
ovela. Drama da Guerra 1914-18. Prefácio de Dr. Ramada Curto
. Lisboa, Livraria Minerva, 1933. In-8.º (20 cm) de 281, [7] p. ; C.
1.ª edição.
Capa de Quim, datada de "33".
Romance histórico "contra a guerra" tendo como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial, palco que o autor conheceu enquanto combatente do C.E.P., tendo sido aliás, durante o período de serviço, alvo de diversas punições.
Pelo seu carácter antiguerrista, o livro foi proibido de circular pela censura do Estado Novo.
"Aos martires da Grande Guerra, vencedôres e vencidos, à geração de ontem, sacrificada à sanha cruel dos outros homens, a minha homenagem sincera, a solidariedade mais estreita no protesto contra a guerra…"
(Excerto de Aos martires da Grande Guerra)
"Relembrar os mortos e saudar os vivos.
Nove de Abril, heroico e solene, eu te saúdo!
São volvidos quinze anos após aquêle dia em que o meu coração de português sofreu a suprema dôr humana, vendo a sua bandeira-rubra espesinhada pelo inimigo; após aquêle dia que foi, também, o de maior orgulho para a minha alma de combatente, admirando a maneira valorosa como êsse punhado de soldados lusitanos soube encarar o adversario, heroico na derrota, sublime no martirio e grande nêsse Calvario [...]
Nove de Abril! Nove de Abril! És sinónimo de bravura e de morte! Quanta mocidade ardente, quantos corações sonhadores tu deixaste, para sempre, perdidos em terras de França!
Ó sombras! Sombras distantes! Espectros macabros, de dantescos sofrimentos!
Como eu vos recordo!"
(Excerto de Saudação. Aos antigos combatentes da Grande Guerra)
Índice:
[Às mães]. | [Aos martires da Grande Guerra]. | [Saudação. Aos antigos combatentes da Grande Guerra]. | [Prefácio]. | Romance: - As Tragedias do Lar. - O Silêncio da Lei. - Dos Fracos não Reza a História. - Saibam Quantos... - Almas de Lôdo. - S. O. S. - Crimes de Alta Traição. |
Encadernação cartonada do editor policromada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Mancha de humidade discreta junto ao festo, sem prejuízo do texto; carimbo e assinatura de posse na f. rosto e 1ª p. texto.
Raro.
Indisponível

07 fevereiro, 2018

ELOY, João - BOÉMIA COIMBRÃ. A vida académica de Coimbra nos fins do século passado. Prefácio do Dr. Ramada Curto. Vila Nova de Famalicão, Grandes Oficinas Gráficas «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão, 1938. In-8.º (19cm) de 146, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas memorialistas do autor sobre o seu tempo de estudante em Coimbra.
"De como decorria a vida académica em Coimbra na última década do século passado, é o que, dosimètricamente, me proponho referir, em linguagem corrente, sem forçada e variegada adectivação; sem falar difícil.
Para os que, tendo deambulado pela Lusa Atenas de capa e gorro, sentem, como eu sinto, e como sentem os rapazes de cabelos brancos da minha época, o recordar é viver, e a evocação do que era, sob o aspecto grave ou jocoso, o estudante de então, deve trazer-lhes à lembrança factos em que intervieram; para os que só como mirones transposeram a porta férrea, e aos quais a vida académica não interessa, vai a promessa que as minhas palestras serão curtas."
(Excerto do Cap. I, A vida do caloiro)
Índice:
Ao correr da pena [Prefácio]. I - A vida do caloiro. II - As aulas. III - A mesada e os vários coeficientes de recomposição. IV - A vida das repúblicas. A caça ao feriado. V - Indumentária. Actos. Récitas. VI - Protecções. «Troupes». Latadas. A Alta e a Baixa. VII - O «Centenário da Sebenta». VIII - A manifestação a João de Deus. Visitas dos académicos. A «Campanha do Ferrão». IX - A «Campanha do nível» e a da «formiga branca». Tipos de Coimbra antiga. X - O bom humor coimbrão de Lentes e estudantes.
Exemplar brochado, manuseado, em bom estado de conservação.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

21 setembro, 2014

SANTOS, Ary dos - NÓS, OS ADVOGADOS. [Prefácio de Ramada Curto]. Lisboa, [Edição do Autor], 1934. In-8.º (19 cm) de 261, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso livro de crónicas sobre o Direito e a advocacia.
"O que se tem escrito sôbre ao advogados, Santo Deus!
O que vale, porém, é que se há quem tenha dito o pior, há também quem tenha dito o melhor, aliás como em tôdas as coisas.
Napoleão classificava-os de facciosos, artífices de crimes e de traições, avisando terrivelmente que, enquanto a espada lhe pendesse do cinturão lusido, nunca assinaria o decreto criador da Ordem. [...]
Se me passasse pela cabeça - e seria uma pretensão louca - transcrever ou falar de tudo quanto a propósito de nós, Advogados, se tem escrito, êste pobre volume de crónicas teria, pelo menos, os milhares de fôlhas da colecção do Diário do Govêrno de há uns anos a esta parte."
(Excerto do texto, Nós, os advogados)
Matérias:
- Dedicatória. - Prefácio do Dr. Ramada Curto. - Carta a meu filho. - Nós, os Advogados. - Na Boa Hora o diga. - Onde elas se fazem, e onde elas se pagam. - Mas não se há-de rir de mim. - À graça de Cunha e Costa. - Cortesia, Servilismo &C,ª. - Pequenos delitos. - Como se defende o nosso direito. - Grandes figuras do fôro. - Lamentações dum velho lenho. - Duas lápides. - Feira da Ladra. - Vós, as Advogadas. - O reclame. - Do direito de destruir e recompor as obras de arte. - Velharias. - Um Juiz. - A filosofia de António Vicente. - A anarquia da toga. - Carta aos Juízes de Portugal.
Alfredo Ary dos Santos (1903-1975). Advogado lisboeta. Politicamente, definia-se como de extrema direita. Publicou diversas obras de índole jurídica sobre temas sociais e outros, e o polémico D. Quixote Bolchevick sobre a Guerra Civil de Espanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto inferior dto. 
Muito invulgar.
Indisponível