Mostrar mensagens com a etiqueta Artes Decorativas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Artes Decorativas. Mostrar todas as mensagens

09 maio, 2026

A LOUÇA DAS CALDAS DA RAINHA.
Publicação feita por um grupo de amigos de Rafael Bordallo Pinheiro. Lisboa, Typ. da Companhia Nacional Editora, 1899. In-8.º (17,5x11,5 cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio bordaliano mandado publicar por um grupo de amigos do ilustrador, caricaturista e industrial de cerâmica, "espírito brilhante, ímpar de criatividade,", fundador da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.
"Se algum importante acontecimento deve assignalar a historia da arte portugueza no presente seculo, é elle por certo o vigoroso impulso dado á ceramica pelo talento prestigioso de Rafael Bordallo.
Nenhum industria artistica existe porventura mais caracteristicamente nacional do que esta. [...]
Dar a esta arte um impulso de revivescencia significava reatar a velha tradição, senão quebrada, pelo menos diluida nas seccessivas deformações, na passagem atravez de gerações de operarios pouco intelligentes.
Foi o que Rafael Bordallo comprehendeu e tratou de pôr em pratica, com um exito plenamente justificado pela vivacidade do seu talento e pela exuberancia da sua phantasia. As formas, sobre as quaes elle quiz modelar os seus maravilhosos motivos ornamentaes, foram as mesmas consagradas por um uso secular ininterrupto, os typos do vasilhame portuguez, derivados da arte mourisca e arabica, das variadas influencias do Oriente, da Persia, da India e China, ou longinquamente filiados na arte greco-romana, ou ainda espontaneamente surgidos da imaginação popular, fecundada pelas necessidades do nosso meio.
Por outro lado, o eminente artista submetteu a sua phantasia ás condições do caracter que desde tempos remotos fôra imprimido á ceramica portugueza, na escolha refletida dos motivos decorativos. Viram-se as rãs, os sapos, as cobras, rojando pelo bojo das bilhas e dos potes, pelo disco esmaltado dos grandes pratos, differenciando-se por um aperfeiçoamento de esculptura, um aprimorado gosto artistico na procura de attitudes, da antiga industria rotineira das Caldas da Rainha.
A fauna e flora maritimas deram um largo contingente para a ornamentação dos mais ricos e deslumbrantes productos de faiança, para que não esquecesse a nota caracteristica de um povo quem, acima de qualquer outro, deu impulso á navegação moderna."
(Excerto da Publicação)
Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905). "Revelou-se um espírito brilhante, ímpar de criatividade, que aplicou a uma contínua intervenção atenta e crítica à vida portuguesa. Permanecem de surpreendente atualidade os seus comentários à política, à economia, à sociedade da época, nas revistas de caricatura e humor que editou, atitude que não raro refletiu na cerâmica que, a partir de 1884, logra revitalizar nas Caldas da Rainha."
(Fonte: https://www.instituto-camoes.pt/activity/centro-virtual/bases-tematicas/figuras-da-cultura-portuguesa/rafael-bordalo-pinheiro)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
20€

18 março, 2026

UM CAPÍTULO DA ETNOGRAFIA BARCELENSE : As Olarias
. Barcelos, Companhia Editora do Minho, [1951?]. In-8.º (22,5x14 cm) de 37, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história da olaria produzida na região de Barcelos, famosa pela sua originalidade e cunho popular.
Embora não assinada, sabe-se que a autoria deste estudo - vertido em conferência - pertence a Joaquim Sellés Pais de Vila Boas.
Obra invulgar, com interesse histórico e etnográfico, por certo com tiragem reduzida.
Impressa em papel de superior qualidade, ilustrada no texto com bonitos desenhos, símbolos e marcas de fabricantes.
"Foi generosa a terra barcelense dando ao oleiro os meios de que carecia; o barro e a madeira.
Do barro se fazem as peças e as tintas mais antigas; da madeira se fabrica a roda e as ferramentas.
Argila vermelha dissolvida em água dá o vermelho típico do vidrado; barro branco dá o amarelo tão usado nas decorações.
A história da ferramenta quer seja de fazer ou de pintar acompanha a história onatómica da peça a fabricar, sem nunca chegar a atingir o seu grau de evolução ou beleza estética.
Filha do espírito criativo do oleiro, este fabrica-a a canivete ou navalha, na forma e geito do fim em vista... só para ele.
Produto regional?
Sem dúvida alguma, no seu tipológico desenvolvimento, sem paralelo nos outros centros que estudei - desde Canha a Vagos, de Malhada Sôrda a Vilar de Nantes em Chaves."
(Excerto de 1 - a geologia da região)
Índice:
a - apresentação. b - preparação do tema. c - olarias: 1 - a geologia da região; 2 - origem da história; o aparecimento no concelho; 3 - os materiais de fabrico, produtos do meio; 4 - a evolução das formas; 5 - primitivismo nos temas: o n.º 7, louça branca, estatuária, ferramentas, decoração; 6 - o meio e a sua influência na cor; 7 - decadência.
Joaquim Sellés Paes de Villas-Bôas (1913-1990). "Etnógrafo, arqueólogo, crítico de arte, cavaleiro e comentador hípico e oficial de cavalaria do Exército Português, nasceu em Madrid em 11 de Fevereiro de 1913. Era filho de Joaquim Gonçalves Paes de Villas-Boas, advogado e proprietário, presidente da Direção do Grémio da Lavoura de Barcelos, comandante do Batalhão n.º 12 da Legião Portuguesa, com sede em Barcelos, Provedor da Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz, conselheiro Municipal e representante da Causa Monárquica e de D. Elisa Sellés y Rivas, filha de D. Eugénio de Sellés y Angel, 2º Marquês de Gerona e Visconde de Castro y Orosco, governador das províncias de Sevilha, León e Granada, autor dramático, membro da Real Academia de Espanha e presidente da Sociedade de Autores Espanhóis. Faleceu em Lisboa em 14 de Maio de 1990, com 77 anos."
(Fonte: https://archeevo.amap.pt/descriptions/40344) 
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

23 outubro, 2025

D. FRANCISCO, Bispo Conde -
LISTA DE ALGUNS ARTISTAS PORTUGUEZES COLLIGIDA DE ESCRIPTOS E DOCUMENTOS.
Pelo Excellentissimo e Reverendissimo Senhor... no decurso de suas leituras em Ponte de Lima no anno de 1825, e em Lisboa no anno de 1839. Lisboa, Na Imprensa Nacional. 1839. In-8.º (21,5x15,5 cm) de [2], 59, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante compilação de apontamentos biográficos referentes a personalidades da vida literária e artística nacional por Francisco de São Luís Saraiva, mais tarde conhecido por Cardeal Saraiva.
"Tendo eu, no decurso de minhas leituras, achado memoria de Artistas Portuguezes pouco conhecidos, e de alguns estrangeiro, que trabalhárão em Portugal, fui apontando os seus nomes, e desses apontamentos tirei a presente Lista, que agora ponho em alguma ordem."
(Excerto de Advertencia)
Índice:
Advertencia | Architectos. | Arte de escrever, Desenho á penna. | Esculptores e Entalhadores: Em pedra, em madeira, em metaes, em cera, em barro, etc. | Gravadores. | Constructores de Navios. | Pintores, Desenhadores, Miniatores, Bordadores, etc. | Musicos. | Supplemento á Lista dos Artistas começada a publicar em o N.º 3 do Recreio em 1839 - Architectos; Arte de escrever, Desenho á penna; Esculptores etc.; Gravadores de Cunhos e Medalhas da Casa da Moeda de Lisboa; Musicos; Additamento ao ao Supplemento dos Esculptores.
D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, "Cardeal Saraiva" (1766-1845). "Natural de Ponte de Lima, onde nasceu em 26 de Janeiro de 1766. Desempenhou o cargo de Ministro do Reino entre 24 de Setembro de 1834 e 16 de Fevereiro de 1835, integrando o primeiro governo constitucional, presidido pelo Duque de Palmela, nomeado por D. Maria II, D. Frei Francisco de São Luís Saraiva começou por ordenar a libertação dos presos sem culpa formada e conceder providências em favor dos estudantes das academias de Coimbra, Lisboa e Porto afectados pela sua dedicação à causa liberal. Não foi, todavia, neste cargo que mais se distinguiu na sua dimensão maior de político influente e respeitado, reconhecido como uma das figuras mais proeminentes da sociedade portuguesa da sua época. O seu prestígio resulta, sobretudo, da sua vincada personalidade, dos ideias que perfilhou e dos altos lugares a que ascendeu, com destaque para os de Reitor da Universidade de Coimbra, Bispo de Coimbra, Deputado em sucessivas legislaturas, Presidente da Câmara dos Deputados, Regente do Reino, Guarda-Mor da Torre do Tombo, Conselheiro de Estado e, finalmente, Patriarca de Lisboa, onde viria a morrer em 7 de Maio de 1845, com 79 anos de idade."
(Fonte: https://www.pontedelimacultural.pt/Blog.asp?t=paginas&pid=1464&mpid=1433) 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. F. rosto apresenta mancha no pé.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

24 março, 2025

MAÇARICO, Luís Filipe -
ALDRABAS E BATENTES DE PORTA: Uma Reflexão sobre o Património Imperceptível
. [S.l.], Aldraba - Associação do Espaço e Património Popular, 2009. In-8.º (21x15 cm) de 64 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história das ferragens - batentes e aldrabas - que estiveram a uso nas portas das casas de há muito até um passado não muito distante.
Ilustrado com 49 fotografias a cores de portas e artefactos objecto do estudo distribuídas por 8 páginas.
"A necessidade de contactar os outros estimulou o ser humano a inventar utensílios, inseridos em sistemas que permitissem comunicar.
Colocados estrategicamente à entrada das portas, batentes e aldrabas, "zelaram" pela tranquilidade e segurança das habitações durante séculos.
A  aldraba abre e fecha a porta, pois está ligada a um trinco que é accionado ao ser rodada, ou chama alguém (tarefa esta similar à do batente, impedindo todavia - pela manifesta impossibilidade em rodar - de facilitar o acesso às casas...). Através do batimento sobre um círculo metálico conhecido por "espera", ambos os objectos contribuem para difundir alegria e desgosto, boato ou segredo.
Para lá da utilização funcional, aflorada nestas linhas, os artefactos mencionados cumpriram - em sintonia - um desempenho simbólico, na medida em que integraram um segundo sistema de protecção, salvaguardando os locatários de espíritos nocivos e maus-olhados, segundo algumas crenças. Ambos participam da ritualização quotidiana de uma convicção ancestral, comum aos povos da bacia mediterrânea.
Efectivamente, estes artefactos, em número significativo, surgem nas portas das ruas de diversas aldeias, cidades e lugares, com um "design" maioritariamente agregado à representação da mão, que se crê incorporada num poder benéfico e protector, na esfera do Sagrado."
(Excerto de 1.1 Aldrabas e batentes. Semelhanças e diferenças) 
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
20€

21 setembro, 2023

CERÂMICAS ANTIGAS DAS CALDAS E DE BORDALO PINHEIRO.
[Exposição organizada pela Junta de Turismo da Costa do Estoril e Museu de Cerâmica nas Caldas da Rainha]. [S.l.], Junta de Turismo da Costa do Estoril, 1984. In-4.º (26x16,5 cm) de [66] p. ; [22] p. il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo da exposição que teve lugar no Pavilhão dos Congressos do Estoril, em Agosto de 1984, na Galeria das Arcadas.
Junta-se folheto das peças extra-catálogo.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado no texto com desenhos das marcas registadas e, no final, em separado, com inúmeras fotografias distribuídas por 22 páginas.
"Apesar do prestígio que o centro cerâmico de Caldas da Rainha conquistou ao longo dos séculos, até hoje não se esclareceu o enigma que constitui o primeiro período da sua história e da sua produção. Através de raros documentos e por uma sólida tradição oral, sabemos que no séc. XVII esta produção já era florescente, mas não existia nenhuma obra assinada até à segunda metade do séc. XIX e nem se conservaram os raros fragmentos de cerâmica recolhidos no final do século passado em escavações efectuadas nos locais de uma antiga olaria e então estudados pelo ceramista Manuel Cipriano Gomes Mafra."
(Excerto de I - Introdução)
"Manuel Mafra, novo proprietário da fábrica que comprou a Maria dos Cacos, introduziu rapidamente inovações que revolucionaram os costumes dos seus parceiros aplicando do reverso das peças um carimbo comercial gravado no barro; já não se trata então de iniciais tímidas, meio apagadas pela espessura do vidrado. O primeiro carimbo de Manuel Mafra é constituído por uma âncora enquadrada nas quatro iniciais formadas pelo seu nome e alcunha M. C. G. M. "Manuel Cipriano Gomes, O Mafra", iniciais como já referimos, que se encontram nalgumas peças da Escola de Maria dos Cacos da qual O Mafra fez parte. Maia tarde, o interesse e a protecção dispensados pelo rei D. Fernando permitiram-lhe a introdução da coroa real no novo carimbo acrescentado mais tarde da inscrição "Portugal", signo do desenvolvimento comercial a nível internacional, facto raro e talvez único na história da cerâmica portuguesa do séc. XIX."
(Excerto de II - A Olaria das Caldas da Rainha: De Manuel Mafra a Rafael Bordalo Pinheiro)
"Rafael Bordalo Pinheiro tinha 38 anos e encontrava-se no apogeu da sua brilhante carreira de caricaturista quando, por 1883, o irmão Feliciano que andava, então, interessado na constituição duma sociedade para fundar uma fábrica de faianças nas Caldas da Rainha, o indigitou para director artístico da futura empreza, apostando, naturalmente, no seu já firmado prestígio de artista. Aceita, em princípio, sem hesitação, dispondo-se, desde logo, a submeter-se às primeiras provas.
Tratava-se duma empolgante experiência a que o seu temperamento dispersivo, sempre sedento de novas emoções, não podia ficar indiferente."
(Excerto de III - Rafael Bordalo Pinheiro e as Faianças das Caldas)
Índice:
I - Introdução. II - A Olaria das Caldas da Rainha: Das Origens até Manuel Mafra. De Manuel Mafra a Rafael Bordalo Pinheiro. III - Rafael Bordalo Pinheiro e as Faianças das Caldas. IV - Produção mais Antiga: Maria dos Cacos(?). Manuel C. G. Mafra. Oleiros e Ceramistas de Meados do séc. XIX. V - Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha e Fabricantes da Época. VI - Início do séc. XX. VII - Figuras de Engonço ou de Movimento. VIII - Olaria. IX - Algumas Marcas Registadas. Fabricantes Representados. Abreviaturas. X - Fotos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e bordaliano.
30€

01 abril, 2022

[FULLER, Josef] - ELEMENTOS DE MODELAÇÃO DE ORNATO E FIGURA.
2.ª edição
.
Biblioteca de Instrução Profissional dirigida por Thomaz Bordallo Pinheiro. Paris : Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand - Rio de Janeiro : S. Paulo : Belo Horizonte, Livraria Francisco Alves, [192?]. In-8.º (18,5 cm) de [2], VI, 148 p. ; mto il. ; E.
"A presente obra define e descreve a modelação, detalhando a modelação em cerâmica e em cera, e a escultura, em pedra e madeira, abordando algumas noções anatómicas humanas (relevantes para a modelação estatuária), e termina com a exemplificação de motivos decorativos aplicados à ornamentação escultural."
(Fonte: https://sites.ipleiria.pt/projetocp2s/2019/01/09/elementos-de-modelacao-de-ornato-e-figura/)
Livro muito ilustrado ao longo do texto com belíssimos desenhos, alguns deles em página inteira.
"Ao escrevermos êste livrinho, não pretendemos dar uma descrição completa do que seja a modelação; nem isso cabia nos limites dos volumes desta biblioteca.
Numerosas são as aplicações da escultura, pois que sendo esta arte de copiar o relêvo dos objectos em pedra, metal, madeira, barro, gêsso ou qualquer outra substância que lhe conserve inalteravelmente as formas, o seu conhecimento é essencial e indispensável ao estatuário, ao escultor, ao canteiro, ao entalhador, ao cinzelador, ao ourives, ao ceramista, ao estucador, etc. [...]
A modelação e a escultura estão de tal maneira ligadas, que esta última não pode existir em toda a sua perfeição sem aquela. Por isso julgamos indispensável que, além da modelação, completemos êste livro com umas noções gerais sôbre a forma e execução da escultura em pedra e madeira.
Trataremos, portanto, na primeira parte da modelação, propriamente dita, em barro e em cêra; na segunda, daremos umas noções sôbre o corpo humano, que julgâmos indispensáveis na modelação de estatuária, e, na terceira, ocupar-nos-emos da escultura em pedra e madeira.
Para finalizar o nosso pequeno livro e para auxiliar todos quanto se interessam por êstes assuntos, juntâmos uma série de estampas com desenhos de diversos motivos ornamentais, que muito poderão concorrer para os estudos de composição e decoração."
(Excerto do Prefácio)
Josef Füller (1861-1927?). "Foi um escultor e professor austríaco. Em Viena, estudou na Escola de Arte Industrial do Império Real Museu Austríaco de Arte e Indústria entre 1879-83, seguido do Curso Geral de Escultura na Imperial Real Academia das Belas-Artes entre 1883-86, e terminou os seus estudos com o Curso Especial na Escola Superior de Escultura entre 1886-89. Antes de terminar este curso, foi contratado como professor na Escola de Desenho Industrial Jácome Ratton em Tomar, com vista a colmatar a falta de professores de desenho em território nacional durante este período, lecionando até 1894. No ano letivo seguinte, foi para a Escola de Desenho Industrial Rainha D. Leonor nas Caldas da Rainha. Cumulativamente, desde 1892, Füller foi diretor artístico da fábrica de faianças caldense Atelier Cerâmico. O escultor mudou-se para a capital quando essa fábrica foi transferida para Campolide em 1896, local onde funcionou até 1899. Foi professor contratado de Desenho Ornamental e Modelação até 1916 e professor provisório de Desenho Geral, Desenho Ornamental e Modelação, cargos exercidos na Escola Industrial Afonso Domingues em Xabregas. Como escultor, participou na 3ª Exposição de Belas-Artes do Grémio Artístico em 1893 e na 4.ª Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes em 1904. Publicou duas obras, inseridas na coleção Biblioteca de Instrução Profissional, intituladas Manual do Formador e Estucador e Elementos de Modelação de Ornato e de Figura."
(Fonte: https://sites.ipleiria.pt/projetocp2s/2019/01/09/elementos-de-modelacao-de-ornato-e-figura/)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
25€

31 outubro, 2021

BARROS, N. A. - BREVES NOÇÕES SOBRE A ARTE DE DOURAR E AS APLICAÇÕES DO OURO EM FOLHAS.
Coligidas por...
Lisboa, Editado por A Favrel Lisbonense, 1933. In-8.º (15,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de dourador.
"O ouro é um material conhecido desde a mais remota antiguidade; é amarelo, brilhante, sonoro, inodoro e insípido. Ocupa o primeiro lugar entre o metais pela sua maleabiliade e ductilidade, e o quinto logar pela tenacidade.
O ar, o oxigénio e a água não têm acção sôbre êle. O ouro combina-se com quási todos os metais e também como o enxofre, o fosforo, o iodo e o cloro. Não pode ser dissolvido senão pela água régia.; mas os sais de ouro dissolvem-se na maior parte dos acidos.
A mais notável das suas propriedades , e a que mais interessa aos douradores, é a sua extrema maleabilidade, que, permitindo reduzi-lo a folhas muito finas, torna possível cobrir com este metal caro, grande superfícies, por um preço relativamente baixo.
O brilho e a beleza do ouro fizeram com que se procurasse e achasse a fórma de aplicar este metal sôbtre uma infinidade de corpos; mas as fórmas de dourar são muito diferentes umas das outras, conforme a natureza dos corpos aos quais se pretende dar a aparencia exterior do ouro. Daqui resulta que a arte de dourar está muito espalhada e consta dum grande número de processos especiais."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
Breves noções sôbre a arte de dourar e as aplicações do ouro fino em folhas [Preâmbulo]. | Dourado a óleo. | Dourado a têmpera: Colar; Gessar; Amaciar; Reparar; Desengordurar; Dar o bolo; Dourar; Brunir; Foscar. | Dourados a mordente, com foscos e brunidos. | Dourado em pedra. | Dourado em vidro: Dourado brilhante (sôbre vidro); Dourado a fôsco (sôbre vidro). | Dourado em encadernações e tecidos. | Dourado a prata e verniz de douradora. | Nota importante.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
Indisponível

29 outubro, 2021

MARQUES, Zaida Manuela da Luz (Violeta do Monte) - NOÇÕES PRÁTICAS DA ARTE DE ENCADERNAR.
Por... Desenhos de F. Pinho. [Prefácio de João Vicente de Oliveira Charrua]
. Lisboa, Livraria Avelar Machado, 1938. In-8.º (19 cm) de 67, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Apreciado manual de encadernador. Profusamente ilustrado com desenhos esquemáticos ao longo do texto.
Livro valorizado pela extensa dedicatória autógrafa da autora à sua antiga professora Alice Guardiola, uma das "Guardiolas" - sua irmã Maria - a "dama-de-ferro" de Salazar - foi comissária da Mocidade Portuguesa Feminina.
"Além dos trabalhos manuais pròpriamente de carácter pedagógico, servindo de motivação, como já dissemos, a várias disciplinas escolares, há os trabalhos de carácter específico e utilitário. A êste ramo pertence  encadernação.
O livro que fui convidado a prefaciar, ocupa-se por conseguinte, dum ramo prático dos trabalhos manuais cuja utilidade é desnecessário encarecer.. E tôdas as pessoas podem, sem maiores dispêndios, dar-se ao prazer de encadernar os seus livros e as suas revistas; basta que sigam as instruções concisas, claras, bem ilustradas, do livrinho da Sr.ª D. Zaida Marques - livro tão interessante qu me dispena de outras considerações."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
À maneira de prefácio. | Reconhecimento. | I - Descoser. II - Serrotar. III - Coser. IV - Processo de guilhotinar um livro. V - Empastar. VI - Puxar o encaixe. VII - Pôr guardas. VIII - Puxar as cordas. IX - Tosquiar. X - Forrar o lombo. XI - Pôr cantos. XII - Pôr a lombada. XIII - Cortar os papéis de fantasia. XIV - Colar as guardas. XV - Encadernação dum livro todo em percalina. XVI - Encadernação dum livro com cantos e lombada de carneira. XVII - Encadernação dum livro todo em carneira. XVIII - Encadernação de fantasia. XIX - Como encadernar pastas de escritório. XX - Como fazer bloco-notas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

05 abril, 2019

LOURENÇO, Manuel - PÁSSARO PARADÍPSICO. [Ilustrações de Mário Cesariny]. Lisboa, Perspectivas & Realidades, 1979. In-4.º (23,5cm) de 167, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de poesia surrealista.
Ilustrada com três bonitas estampas (colagens) de Cesariny - A noite; A manhã; A tarde.
"M. S. Lourenço nasceu em Sintra com o Sol no Touro, a Lua no Aquário e Virgem no Ascendente, no ano de 1936. Escreveu diversos livros absurdos de Poesia até que morreu no dia 15 de Janeiro de 1973 em Dorchester, Oxfordshire, Inglaterra, ao tomar um banho quente. O seu corpo, durante o banho, revelou para a posteridade o segredo da sua natureza genética: M. S. Lourenço era uma truta. As suas escamas caíram uma a uma e foram finalmente engolidas pelos esgotos do condado.
Jaz no estrume de Dorchester com a esperança de se tonar num cacto."
(Retirado da contracapa, Um obituário afectivo)
Manuel António dos Santos Lourenço (1936-2009). Conhecido por M. S. Lourenço, foi um filósofo, tradutor e escritor português, e professor catedrático jubilado de Lógica e Filosofia da Matemática no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas e manchadas.
Invulgar.
Indisponível

07 setembro, 2016

AVILA, Artur Lobo d' - ESMALTES ARTÍSTICOS E INDUSTRIAIS. Por... Premiado em exposições d'arte aplicada da Sociedade Nacional de Belas Artes, Medalha d'ouro da Exposição Ibero-Americana de Sevilha por esmaltes artísticos. Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1935. In-8.º (16,5cm) de 159, [1] p. ; [1] f. il. ; il. ; B. Biblioteca de Ensino Técnico (sem professor), 12
1.ª edição.
Interessante manual sobre o esmalte e a arte de o trabalhar.
Obra percursora, escrita em português, que sobre este assunto se publicou entre nós. Ilustrada nas páginas do texto com bonitos desenhos e em separado com um retrato esmaltado do Dr. António de Oliveira Salazar (Limoges), e no verso, com uma reprodução da Taça de Ouro da Península, ambas, peças executadas pelo autor.
"Tanto os esmaltes artísticos como os industriais, são produzidos em larga escala, nas principais cidades da Europa. Genebra, Paris, Viena, Milão, pricipalmente, são exímias em esmaltes de arte. [...]
Entre nós caminha-se na estrada do Progresso, embora seguindo sempre o velho rifão: de vagar se vai ao longe. [...]
Se ao fim de mais de quarenta anos de trabalho, quási diário, em esmalte de arte ou indústria, me resolvi a aceitar o convite, de há muito feito pela acreditada casa editora António Maria Pereira, para escrever êste livro, foi por estar convencido de que o nosso país se encontra, providencialmente, numa época de renascimento, seguramente propícia ao desenvolvimento do trabalho nacional, para o qual todos os portugueses devem dar o contingente que lhe fôr possível.
E assim, faço votos para que todos aqueles a quem a arte de esmaltar sôbre metais interesse, profissionais, amadores ou industriais, encontrem nêle indicações práticas que lhe sejam úteis, e que damos, sem pretensões a mestre, em matéria sôbre a qual não existe ainda, que o saibamos, uma publicação em português."
(excerto da Advertência)
Matérias:
Advertência. Prefácio. Primeira Parte. I - Esmaltes incrustados; Não incrustados. II - Materiais para esmaltar; Materiais pobres. III - Esmalte e suas variedades. IV - Outros materiais e ingredientes. V - Instalação. VI - Utensílios, ferramentas, instrumentos e pincéis, etc., etc. VII - Trabalhos práticos para execução de esmaltes artísticos. Segunda Parte. VIII - Esmaltes industriais.
Artur Eugénio Lobo de Ávila (Lisboa, 1855 - Lisboa, 1945). "Notabilizou-se como dramaturgo, jornalista e historiador. A sua carreira decorreu na administração pública, tendo chegado a director da Alfândega de Lisboa. Ingressou no Curso Superior de Letras e era tido como aluno brilhante, porém não terá concluído os estudos. Escreveu comédias, mas alcançou maior sucesso como autor de folhetins e romances históricos. Jornalista apreciado, publicou Nos bastidores do jornalismo (1946). Postumamente saiu o volume Memórias (1946)."
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Falha de papel no terço inferior da lombada, e no canto inferior esq da contracapa.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível

10 setembro, 2014

CAMILO CASTELO BRANCO (grande escritor português) - Dactilografia Artística : 1927. [S.l.], [s.n.], 1927.
1 estampa : verde ; 24,5x16 cm
Capa (brochada) : carmim ; 25x17 cm
Estampa foto-mecânica - protegida por f. papel vegetal - incluída em capa original de cartolina.
"Êste retrato, feito para a capa do livro «A Linguagem de Camilo», do Dr. Cláudio Basto, foi desenhado exclusivamente à máquina de escrever por Ildefonso Rosa, Mestre de Caligrafia, Estenografia e Dactilografia na Escola Industrial e Comercial de Viana-do-Castelo."
O verso do retrato encontra-se assinado pelo autor, com o n.º 26 manuscrito, exemplar de uma tiragem indefinida, seguramente reduzida.
Valorizado ainda pela dedicatória autógrafa do autor, no verso da capa, a Alfredo Assumpção Santos.
Raro.
A Biblioteca Nacional possui 2 exemplares.
Peça de colecção.
Com interesse camiliano.
Indisponivel

06 agosto, 2014

CENÁRIOS DO TEATRO DE S. CARLOS. Publicação do Ministério da Educação Nacional, preparada pelo Comissariado do Govêrno junto do Teatro Nacional de S. Carlos e subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura. [Introdução de João Pereira Dias]. Lisboa, Ministério da Educação Nacional, 1940. In-4.º grd. (29 cm) de [4], 51, [7], [3], [4] p. ; [50] p. il. ; B.
Bonita edição impressa em papel de qualidade superior. Ilustrada com 59 estampas a p.b., em 50 p. extratexto impressas sobre papel couché.
Valorizada pela dedicatória manuscrita do introdutor, acompanhada do seu cartão pessoal, ao distinto professor e escritor Agostinho de Campos.
História dos cenários e apontamento biográficos dos mestres que neles trabalharam, ao longo da história do Teatro de S. Carlos.
"Dispunha Lisboa de três teatro públicos acanhados e de aspecto miserável quando, em 1792, o grupo de negociantes e capitalistas Joaquim Pedro Quintela, Anselmo José da Cruz Sobral, Jacinto Fernandes Bandeira, António Francisco Machado, João Pereira Caldas e António José Ferreira Sola decidiu edificar um teatro lírico com a grandeza e dignidade correspondentes à gloriosa tradição do meio do século. [...]
"Procuram as páginas dêste volume mostrar a grande altura a que pairou a cenografia entre nós por mais de século e meio; mas cabe-lhes também a ingrata missão de apontar a descida brusca dos últimos quarenta anos."
(excertos da introdução)
Matérias:
Introdução
1 - Origem e objecto da presente publicação. 2 - Resenha histórica da cenografia. 3 - A cenografia em Portugal antes da abertura do Real Teatro de S. Carlos. 4 - A cenografia no Teatro de S. Carlos. 5 - Conclusões.
Catálogo dos Cenários do teatro de S. Carlos
Bibliografia
Estampas
I Parte - Alguns cenários arquivados no Teatro Nacional de S. Carlos.
II Parte - Documentos vários.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Manchado na parte inferior da capa. Carimbo da Sociedade de Língua Portuguesa nas primeiras folhas do livro, incluindo a f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

12 agosto, 2013

RODRIGUES, Urbano Tavares - A FLOR DA UTOPIA. Com quinze ilustrações de Rogério Ribeiro. Direcção gráfica de Armando Alves. Porto, Edições Asa, 2003. In-fólio de 87, [7] p. ; il. ; E.
"Retrato de Urbano Tavares Rodrigues por Maria Judite de Carvalho"
1ª edição.
Valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Luís Manuel Monteiro Baptista [antigo médico de Álvaro Cunhal].
«A Flor da Utopia». Obra que revela o talento e a mestria deste grande escritor, e que foi editada em 2003 - ano em que o autor comemorou 80 primaveras.
Descrições que são o registo de uma imaginação plena de audácia dão corpo a esta obra. Na verdade, trata-se de um álbum onde as palavras de Urbano Tavares Rodrigues casam com quinze ilustrações de Rogério Ribeiro.
O escritor evoca numa prosa admirável, tantas vezes poética, três momentos revolucionários da História de França, de certo modo fundadores de todas as grandes transformações a que assistiu o século XX e que se prolongam nos nossos dias: 1848, a Comuna, maio de 1968. «A Queda das Estátuas», «A Hera Chorando Sangue» e «A Flor da Utopia» intitulam esses três momentos.
Propositadamente para esta obra, Urbano Tavares Rodrigues escreveu um texto autobiográfico, «A Estrada Que Ficou Para Trás» - um testemunho de vida. Palavras na primeira pessoa para revelar um percurso exímio. Impossível ignorar uma frase tão rica: "Uma vida, como um rio, faz-se também de outras vidas, que com ela confluem e lhe trazem alimento, alegria, luz, consciência da realidade" – diz o autor.
Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013). Jornalista, professor e escritor português. Garantiu uma produção literária notável. A sua extensa obra, que abarca vários géneros, foi contemplada com distintos prémios e está traduzida em diversas línguas.
Edição cuidada de grande esmero e apuro gráfico, belissimamente ilustrada, sob a direcção de mestre Armando Alves.
Encadernação editorial em tela com sobrecapa policromada plastificada. 
Excelente exemplar, como novo.
Invulgar.
35€

30 julho, 2013

CATÁLOGO DE AZULEJOS ESTILO SÉCULOS XVII E XVIII - FÁBRICA CERÂMICA DO CARVALHINHO, LIMITADA. Arco do Prado : Vila Nova de Gaia - Portugal. [S.l.], [s.n.] - Lito. União - Gaia, [194-]. In-8º (18cm) de [2] p. ; [24] f. il. ; B.
Catálogo da importante e já extinta Fábrica de Cerâmica do Carvalhinho. Edição impressa sobre papel de qualidade superior, toda ilustrada com modelos de azulejos fabricados pela Fábrica do Carvalhinho.
"Localizada em Vila Nova de Gaia, produzia notáveis peças de cerâmica nacional como exemplo azulejos brancos ou de côres mas sobretudo famosos e inconfundíveis azulejos estilo antigo, copiados nos Conventos, Mosteiros e Casas Solarengas, dos séculos XVII e XVIII, por onde se encontram espalhados exemplares valiosos."
 
"A centenária Fábrica Cerâmica do Carvalhinho, correspondendo à preferência do grande público pelo verdadeiro tipo do azulejo nacional, tem a honra de apresentar o seu novo catálogo de azulejos estilo antigo, no qual reuniu alguns dos mais notáveis padrões dos século XVII e XVIII recolhidos pelos seus artistas nos luggares onde se guardam essas verdadeiras preciosidades espalhadas por monumentos, museus, conventos e casas solarengas de Portugal de outras épocas.
Deste modo, a Direcção da Fábrica do Carvalhinho, de passo que ténicamente conseguiu elevar o seu fabrico a um extraordinário grau de perfeição, contribue para a revivescência de uma arte que corria o risco de perder-se."
(excerto da apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

18 junho, 2013

1911-1999 : O ENSINO MÉDICO EM LISBOA NO INÍCIO DO SÉCULO. Sete artistas contemporâneos evocam a geração médica de 1911. Seven contemporary artists evoke the generation of 1911. Direcção de M. Valente Alves. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1999. In-4.º (23,5cm) de 691 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Edição luxuosa de grande qualidade estética e gráfica impressa em papel de qualidade superior. Contém com ilustrações de página inteira a p.b. e a cores.
Assessoria científica: António Barbosa
Consultoria científica: João Lobo Antunes, Luiz da Silveira Botelho, Jaime Celestino da Costa, João Gomes-Pedro e Artur Torres Pereira.
Textos: Manuel da Costa Cabral, João Gomes Pedro, João Martins e Silva, Manuel Valente Alves, Jaime Celestino da Costa, Luís Rebelo, João Lobo Antunes, Artur Torres Pereira, João Ribeiro da Silva, Maria Helena de Freitas, José Guilherme Jordão, A. Pereira Coelho, Carlos Ribeiro, Madalena Botelho, A. Dinis da Gama, João Fernandes e Fernandes, João Frada, Maria de Lourdes Levy, Manuel Machado Macedo, Henrique Bicha Castelo, António Barbosa, Lesseps dos Reis, Francisco Antunes, J. M. Pereira Miguel, Nuno Félix da Costa, Cristina Sampaio, José Cortês Pimentel, Francisco Pinto, Luiz da Silveira Botelho, Paulo Costa, João Lima Pinharanda, Isabel Carlos, Mario Bertoni, João Fernandes, Miguel Von Hafe Pérez, Óscar Faria, António Cabrita.
Instalações artísticas:Helena Almeida, José Barrías, José Pedro Croft, Ângela Ferreira, Cristina Mateus, Miguel Palma e Noé Sendas
Design gráfico:Victor Diniz
"A 'Geração Médica de 1911' refere-se a um grupo de médicos que reformaram a medicina portuguesa, criando os primeiros institutos de investigação médica universitários, que eram instituições técnico-científicas especializadas, dotadas de autonomia administrativa que transformaram o ensino livresco das antigas escolas médico-cirúrgicas num verdadeiro ensino prático, baseado na experiência laboratorial. O presente livro, editado por ocasião da exposição '1911-1999", está dividido em duas partes: uma relativa à exposição - "Sete Artistas contemporâneos evocam a geração médica de 1911" -, e a outra parte dedicada à história da Faculdade de Medicina de Lisboa - "O ensino médico em Lisboa no início do século XX".
Na exposição, realizada no edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, sete artistas contemporâneos - Helena Almeida, José Barrías, José Pedro Croft, Ângela Ferreira, Cristina Mateus, Miguel Palma e Noé Sendas - interpretam, aravés de instalações originais, a vida e a obra de sete dos médicos mais representativos da 'Geração de 1911' - Augusto Celestino da Costa, Henrique Vilhena, Azevedo Neves, Aníbal Bettencourt, Sílvio Rebello, Francisco Gentil e Marck Athias.O livro integra, além da apresentação do projecto e imagens das instalações, textos relativos a a cada um dos artistas expostas da autoria de críticos de arte e historiadores, catálogo e biografias dos artistas.
A parte 'O ensino médico em Lisboa no início do século XX' inclui textos de algumas das mais destacadas personalidades médicas actuais da faculdade de Medicina de Lisboa, que  caracterizam além da 'Geração de 1911', outros médicos relevantes que ajudaram a fundar a medicina científica da época - Sousa Martins, Egas Moniz, Câmara Pestana, Gama Pinto, Reynaldo dos Santos, Pulido Valente - e os vinte lentes representados nas quatro telas que Columbano Bordalo Pinheiro pintou para o edifício da Escola Médico-Cirúrgica, e que são actualmente pertença da Faculdade de Medicina.
O livro integra também textos de dois especialistas em História da Arte sobre os referidos retratos de Columbano Bordalo Pinheiro e de um historiador da política sobre a década que viu nascer a República em Portugal e uma cronologia dos principais acontecimentos políticos desse período, com o objectivo de contextualizar a 'Geração de 1911', além de sínteses biográficas das personalidades médicas referenciadas."
Encadernação editorial cartonada com sobrecapa policromada.
Excelente exemplar.
Invulgar.
30€