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20 agosto, 2026

CORREIA, José António de Oliveira -
MOURA, O CARMO, A FÉ
. Moura, Câmara Municipal de Moura, [20--]. Oblongo (21x26 cm) de 176, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Importante monografia sobre Moura e as festas do concelho.
Muito ilustrada com desenhos, mapas e fotografias a cores e ap.b.
Obra interessante e muito invulgar, sem referências bibliográficas, incluindo a BNP.
"É naturalmente com muita honra e muito prazer que escrevo estas linhas, como Nota de Abertura do livro "Moura, o Carmo, a Fé" da autoria de José António Correia.
Ele retrata uma visão do que tem sido a história da devoção a Nossa Senhora do Carmo, com expressão especial nas Festas que anualmente juntam milhares de pessoas, quer naturais, quer visitantes, que ano após ano renovam através da Fé, a sua dedicação religiosa e seu amor a Moura.
A história de Moura é por isso indissociável deste facto e deste elemento estruturante de afirmação da nossa cultura. Pelos dias da Festa. Por tudo o que a envolve nos períodos precedentes. E pelas marcas indeléveis que ficam para o futuro. E que toca a todos. Independentemente dos credos religiosos ou políticos."
(Excerto da Nota de Abertura)
José António de Oliveira Correia (n. 1956). É um historiador, investigador e autor português profundamente ligado ao concelho de Moura, no Alentejo, sendo responsável por diversas obras de referência sobre a história local, património e cultura da região. Nascido em 1956, em Portalegre, vai para Moura com três anos e por aí ficou. O seu trabalho foca-se principalmente no estudo etnográfico, religioso e social do município. (IA)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

02 junho, 2026

LIGORIO, Santo Affonso de -
PREPARAÇÃO PARA A MORTE OU CONSIDERAÇÕES SOBRE AS VERDADES ETERNAS. Uteis a todos os fieis para a meditação e aos sacerdotes para a predica. Por... Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira - Editor, 1873. In-8.º (16x11,5 cm) de [2], VIII, 420 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante edição oitocentista - julgamos que a primeira em português - deste manual de preparação para a morte. Trata-se de uma importante obra histórica. Permite entender a forma como o termo da vida era interpretada e divulgada nos meios religiosos, e não só, no século XVIII.
Obra escrita em estilo simples, dedicada a crentes e sacerdotes que deste manual se quisessem servir para a oratória religiosa.
"Considerae que sois pó e que em pó vos haveis de tornar. Virá um dia em que morrereis e sereis lançado á podridão n'um fosso, onde o vosso unico vestido serão vermes: Operimentum tuum erunt vermes. Tal é a sorte reservada a todos os homens, aos nobres e aos plebeus, aos principes e aos vassallos. Logo que a alma saia do corpo com o ultimo suspiro, dirigir-se-ha á eternidade e o corpo deverá reduzir-se a pó: Auferes spiritum corum, et deficient, et in pulverem suum revertentur.
Imaginae que estaes vendo uma pessoa que acaba de exhalar o ultimo suspiro; considerae esse cadaver deixado ainda no leito, com a cabeça pendida sobre o peito, os cabellos em desalinho, banhados ainda nos soures da morte, os olhos encovados, as faces descarnadas, o rosto acinsentado, a lingua e os labios côr de ferro... corpo frio e pesado. Empallidece e treme quem quer que o vê. Quantas pessoas á vista d'um parente ou d'um amigo morto, não mudaram de vida e não deixaram o mundo!"
(Excerto de I - Consideração - Retrato d'um homem que passou recentemente á outra vida)
Afonso Maria de Ligório (Marianella, Nápoles, 1696 - Nocera dei Pagani, Salerno, 1787). "Foi um bispo católico italiano que se destacou como escritor espiritual, filósofo escolástico e teólogo.
Nascido numa família nobre de Nápoles, Ligório teve uma brilhante carreira em direito antes de ser ordenado padre. Depois disso, fundou uma ordem religiosa, a Congregação do Santíssimo Redentor (chamados "redentoristas") dedicada ao trabalho entre os pobres. Em 1762, foi nomeado bispo da Diocese de Sant'Agata de' Goti. Afonso foi um escritor prolífico, publicando nove edições de sua "Teologia Moral" ainda em vida, além de outras obras devocionais e ascetas, assim com muitas cartas.
Afonso foi canonizado em 1839 pelo papa Gregório XVI. Em 1871, Pio IX proclamou-o Doutor da Igreja (Doctor Zelantissimus). Um dos autores católicos mais lidos, é também o santo padroeiro dos confessores."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação coeva inteira de pele com rótulo carmim e ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Raro.
Indisponível

05 dezembro, 2025

ABREU, G. de Vasconcellos - A LITERATURA E A RELIJIÃO DOS ÁRIAS NA ÍNDIA. Por... Lente de Língua e Literatura sâmscrítica no Curso Superior de Letras, Officier d'Académie, Bacharel em Matemática pela Universidade de Coimbra, do Instituto de Coimbra, da Société Asiatique. Membro honorário e correspondente de outras Sociedades científicas e Academias. Paris : Guillard, Aillaud e Cia., 1885. In-8.º (15,5x10 cm) de [4], XXXII, 171 p. ; E.
1.ª edição.
Importante estudo oitocentista sobre a presença ariana na Índia, a sua dispersão e influência sobre os outros povos do Oriente.
"O conceito de raça ariana teve seu auge do século XIX até à primeira metade do século XX, uma noção inspirada pela descoberta da família de línguas indo-europeias. Alguns etnólogos do século XIX propuseram que todos os povos europeus de etnia branca-caucasiana eram descendentes do antigo povo ariano. Correntes europeias, de caráter nacionalista da época, abraçaram essa tese. Esta, foi, talvez, tratada com maior ênfase pelo Partido Nacional Socialista da Alemanha. Estes, associaram o conceito de identidade nacional à raça ariana do povo germânico, através do princípio da unidade étnica, com a finalidade de elevar o moral e orgulho nacionais do povo alemão, destroçados pela derrota na Primeira Guerra Mundial e das condições consideradas humilhantes da rendição, impostas pelo Tratado de Versalhes. A palavra ário (do sânscrito arya, "nobre"), está associada à discussão sobre a existência de um povo ariano diferenciado, modernamente denominado de proto-indo-europeu, e que deu origem às primitivas línguas indo-europeias."
(Fonte: wikipédia)
"A velha questão sobre a origem da raça ariana, que tantas fogueiras acendeu no meio académico de oitocentos e no início do séc. XX, como ateou copiosos fachos entre as forças políticas da Europa nacionalista, foi matéria que inspirou a imaginação de muitos especialistas. […]
A controvérsia da superioridade de uma “raça ariana” indo-europeia e da “invasão ariana” na Índia, baseou-se essencialmente num pressuposto estabelecido por vários académicos anglo-saxónicos e missionários dos séculos XIX-XX, em que os arianos originários da Europa central tinham sido responsáveis pelas culturas de civilização celta, helénica, persa e indiana, pois só assim se explicaria como as suas línguas (o saxónico, o grego, o zenda e o védico) tinham surgido; a teoria da invasão ariana na Índia era a explicação mais lógica que se podia oferecer para justificar a expansão dos Europeus arianos no oriente e no mundo e uma civilização altamente evoluída na Índia. […] Muitos defensores da superioridade rácica ariana pretendiam basear as suas teses no Antigo Testamento, e partindo deste livro sagrado para todos os cristãos, justificaram a eliminação dos povos indianos como um bem prestado à humanidade - leia-se, aos europeus. […]
Entre os investigadores ocidentais como Max Müller (que se opôs frontalmente à teoria do evolucionismo), que defenderam a teoria ariana, esteve o português Vasconcellos Abreu, eminente matemático da Academia das Ciências, que desde novo se interessou pela língua e cultura clássica indiana, tendo aprendido integralmente de forma autodidacta o protocolo da língua sânscrita assim com a a história da sua literatura clássica, e de tal forma o fez que os seus mestres Abel Bergaigne e Martin Haug, a quem se dirigiu em Paris para continuar os estudos, viram ser impossível aprender mais, pois o seu conhecimento era já completo. Vasconcellos Abreu, em 1885, escrevia sobre os árias o que uma grande parte dos orientalistas defendida no seu tempo:
É muito provável que alguns ramos de gente árica, vivessem entre a Europa e a Ásia, desde o começo da constituição glotológica do proto-árico, percorrendo, ainda depois da determinação dos centros, como hoje os Quirguizes em hordas na Europa e na Ásia, e os Tajiques, por tráfico e indústria, na Ásia Central, as terras que se estendem pelo norte do Cáspio desde o Mar Negro, e mesmo norte do Danúbio até o Pamir. Seriam eles os mais inquietos dos Árias, e os que no século XV antes da n.e. faziam o tráfico marítimo do Mediterrâneo e comerciavam com povos estranhos nas bandas orientais do Arquipélago. (…)
Os Árias que imigraram na Índia desenvolveram ali a sua linguagem e a civilização que levavam já em grau notável. A estes Árias damos o nome de Árias Hindus. Modificados, física e intelectualmente, por cruzamentos e influências geográficas, constituíram as sociedades antigas mais civilizadas do vale do Ganges. A estes povos assim modificados (e ainda aos seus descendentes) damos o nome de Hindus."
(Fonte: http://www.academia.edu/2043728/A_Origem_dos_%C3%81rias._Hist%C3%B3ria_de_uma_Controv%C3%A9rsia_Salom%C3%A3o_Reinach_intr._e_notas_de_JC._Calazans)
Guilherme de Vasconcelos Abreu (1842-1907). "Orientalista e escritor. Formou-se em Matemática na Universidade de Coimbra e, mais tarde, concluiu o curso de Engenharia Naval. O seu interesse pelas línguas e culturas orientais levou-o a fundar em 1873, juntamente com o Marquês de Ávila e Possidónio da Silva, a Associação Promotora dos Estudos Orientais e Glóticos. Em 1875, a convite de Andrade Corvo, então ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Fontes Pereira de Melo, visitou alguns países europeus tendo como objetivo aprofundar os seus conhecimentos de sânscrito. Foi nomeado professor da cadeira de sânscrito do Curso Superior de Letras. Fez parte de várias instituições científicas de renome nacional e internacional, como a Academia das Ciências de Lisboa e a Société d’Anthropologie, de Paris. Dos inúmeros trabalhos que publicou, destacam-se Princípios elementares da gramática da língua Sãoskrita, Manual para o estudo do Sãoskrito clássico e Bases da Ortografia Portuguesa, este último em colaboração com Gonçalves Viana."
(Fonte: http://albertosampaio.no-ip.org/details?id=28717)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a negro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas manchadas.
Raro.
Com interesse histórico. 
25€

17 setembro, 2024

REGO, José Teixeira -
NOVA TEORIA DO SACRIFICIO
. Porto, Edição da «Renascença Portuguesa», 1918. In-8.º (19x12,5 cm) de VIII, 268, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Edição original deste conjunto de ensaios histórico-filosóficos sobre religião.
"Teixeira Rego (1881-1934) escreveu a sua Nova teoria do sacrifício em fascículos entre 1912-1915 publicados como artigos na revista Águia. Três anos depois foram editados em livro na Renascença Portuguesa [cujo registo a BNP não possui]. Este trabalho foi levado a cabo na condição de autodidata com todos os riscos que isso comporta."
(Fonte: http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/19008/1/A%20teoria%20do%20sacrif%C3%ADcio%20de%20Teixeira%20Rego%20revisitada.pdf)
"Teixeira Rego ensaiou uma explicação totalmente racional do mito do bem e do mal e do pecado original. Tentou explicar o seu surgimento no tempo, tentou datá-lo, tentou mostrar que isso aconteceu a partir do momento (e isto é significativo) em que o antropóide passou a comer carne em vez de frutos. [...]
A história do pecado original, assim vista, mais não é do que a repetição de uma narrativa que explica que a partir de uma certa altura passou-se a ter uma história inquinada, que até então não era. O pecado original estaria na carne e não no fruto da árvore do bem e do mal. Esta transição «volveu-se no mais horrível martírio»."
"O rito do sacrifício, já de si singularíssimo, ainda apresenta de estranho o ser praticado por todos os povos, desde os tempos mais remotos até hoje. A causa, pois, que o determina deve ser universal, impressionante, terrível, para produzir tal duração e generalidade. As hipóteses tendentes a explicá-lo, embora algumas engenhosíssimas, com indiscutíveis verosimilhanças, tais as de Tyler, Robertson Smith e escola de Durkheim, têm o direito comum de justificarem o sacrifício em alguns povos somente, pois que não é de crer que as mesmas aproximações, mais ou menos remotas, mais ou menos subtis, fossem feitas em toda a parte; e, se se recorre à irradiação dessas ideias do povo ou povos que as pensaram para os restantes povos, não se vê em tais ideias suficiente importância e evidência para serem universalmente adoptadas com um cerimonial rigoroso e complexo, e acatadas com o máximo respeito."
(Excerto do Cap. I, O problema do sacrifício)
José Augusto Ramalho Teixeira Rêgo (1881-1934). "Nascido em Matosinhos em 1881, conviveu desde jovem com algumas das mais importantes figuras do círculo intelectual portuense, tornando-se discípulo de Sampaio Bruno e aprofundando a sua predileção intelectual no âmbito das línguas orientais, da filosofia, da religião e dos temas da cultura geral em sentido lato. Diretor do jornal "O Debate" e membro da "Renascença Portuguesa", movimento cultural que despontara no Porto, estreitou laços de amizade com Leonardo Coimbra, de quem partiu o convite para exercer o magistério na recém-criada Faculdade de Letras do Porto. A sua entrada como Professor Contratado do 2.º Grupo (Filologia Românica), em 1919, rodeou-se de polémica nos meios académicos portugueses, uma vez que José Teixeira Rêgo apenas possuía os estudos liceais. Porém, essa questão foi facilmente resolvida com os argumentos de se tratar uma nomeação governamental e de se basear no critério legal do reconhecimento da idoneidade científica e cultural do candidato."
(Fonte: sigarra.up.pt)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Capa apresenta assinatura de posse.
Raro.
25€

15 junho, 2024

DIAS, João S. Clá -
FÁTIMA, AURORA DO TERCEIRO MILÉNIO
. Lisboa, [Centro Cultural Reconquista], 1999. In-8.º (20x14 cm) de 145, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo fatimista, projectando o fenómeno das aparições e da mensagem mariana no futuro.
Livro muito ilustrado com fotografias a p.b. e a cores, muitas delas em página inteira.
"Os acontecimentos de Fátima mostram-se como a autêntica aurora dos tempos futuros, cujos primeiros raios começaram a luzir no instante mesmo em que Nossa Senhora desceu à Cova da Iria e apareceu a três pastorinhos. Dirigindo-nos severas advertências sobre a decadência da humanidade e, ao mesmo tempo, exortando-nos à conversão e à confiança no auxílio da Misericórdia Divina, Ela coroou sua Mensagem com esta esperançosa promessa: "Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará"."
(Retirado da contracapa)
Índice:
No século do ateísmo, o anúncio do Reino de Maria | Parte I - A mensagem de Fátima: 1. Aparições e mensagens; 2. Edificantes ensinamentos a Jacinta; 3. Nossa Senhora cumpre a promessa feita na terceira aparição. Parte II - Aurora dos tempos novos: 1. Não faltam razões para crer; 2. A mensagem de Fátima não foi correspondida; 3. Revelações de alcance universal; 4. Fátima levada a sério; 5. Os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria. Parte III - Rosário e devoção ao Imaculado Coração e Maria: 1. Origem e significado do santo Rosário; 2. Excelências do santo Rosário; 3. Modo de rezar o santo Rosário e indulgências; 4. A mediação de Maria no Mistérios do Rosário; 5. ~Devoção ao Imaculado Coração de Maria. | Conclusão | Notas.
Exemplar em brochura, bem conservado. Com escritos de posse na f. rosto.
Invulgar.
Sem registo na BNP.
10€

25 julho, 2023

REGO, José Teixeira - NOVA TEORIA DO SACRIFÍCIO. Fixação do texto, prefácio e notas de Pinharanda Gomes. Lisboa, Assírio & Alvim, 1989. In-8.º (22 cm) de 203, [5] p. ; il. ; B.
Interessante conjunto de ensaios histórico-filosóficos sobre religião, muito valorizado pela análise e notas do pensador e ensaísta Jesué Pinharanda Gomes.
"Teixeira Rego (1881-1934) escreveu a sua Nova teoria do sacrifício em fascículos entre 1912-1915 publicados como artigos na revista Águia. Três anos depois foram editados em livro na Renascença Portuguesa [cujo registo a BNP não possui]. Este trabalho foi levado a cabo na condição de autodidata com todos os riscos que isso comporta."
(Fonte: http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/19008/1/A%20teoria%20do%20sacrif%C3%ADcio%20de%20Teixeira%20Rego%20revisitada.pdf)
"Teixeira Rego ensaiou uma explicação totalmente racional do mito do bem e do mal e do pecado original. Tentou explicar o seu surgimento no tempo, tentou datá-lo, tentou mostrar que isso aconteceu a partir do momento (e isto é significativo) em que o antropóide passou a comer carne em vez de frutos. [...]
A história do pecado original, assim vista, mais não é do que a repetição de uma narrativa que explica que a partir de uma certa altura passou-se a ter uma história inquinada, que até então não era. O pecado original estaria na carne e não no fruto da árvore do bem e do mal. Esta transição «volveu-se no mais horrível martírio»."
"O rito do sacrifício, já de si singularíssimo, ainda apresenta de estranho o ser praticado por todos os povos, desde os tempos mais remotos até hoje. A causa, pois, que o determina deve ser universal, impressionante, terrível, para produzir tal duração e generalidade. As hipóteses tendentes a explicá-lo, embora algumas engenhosíssimas, com indiscutíveis verosimilhanças, tais as de Tyler, Robertson Smith e escola de Durkheim, têm o direito comum de justificarem o sacrifício em alguns povos somente, pois que não é de crer que as mesmas aproximações, mais ou menos remotas, mais ou menos subtis, fossem feitas em toda a parte; e, se se recorre à irradiação dessas ideias do povo ou povos que as pensaram para os restantes povos, não se vê em tais ideias suficiente importância e evidência para serem universalmente adoptadas com um cerimonial rigoroso e complexo, e acatadas com o máximo respeito."
(excerto do Cap. I, O problema do sacrifício)
José Augusto Ramalho Teixeira Rêgo (1881-1934). "Nascido em Matosinhos em 1881, conviveu desde jovem com algumas das mais importantes figuras do círculo intelectual portuense, tornando-se discípulo de Sampaio Bruno e aprofundando a sua predileção intelectual no âmbito das línguas orientais, da filosofia, da religião e dos temas da cultura geral em sentido lato. Diretor do jornal "O Debate" e membro da "Renascença Portuguesa", movimento cultural que despontara no Porto, estreitou laços de amizade com Leonardo Coimbra, de quem partiu o convite para exercer o magistério na recém-criada Faculdade de Letras do Porto. A sua entrada como Professor Contratado do 2.º Grupo (Filologia Românica), em 1919, rodeou-se de polémica nos meios académicos portugueses, uma vez que José Teixeira Rêgo apenas possuía os estudos liceais. Porém, essa questão foi facilmente resolvida com os argumentos de se tratar uma nomeação governamental e de se basear no critério legal do reconhecimento da idoneidade científica e cultural do candidato."
(fonte: sigarra.up.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

14 julho, 2023

OLIVEIRA, P. Miguel de -
HISTÓRIA ECLESIÁSTICA DE PORTUGAL. 2.ª edição. Lisboa, União Gráfica, 1948. In-8.º (19 cm) de 474, [6] p. ; il. ; B.
Importante subsídio para a história da Igreja em Portugal.
Trata-se da segunda edição desta interessante obra, melhorada e acrescentada.
"História Eclesiástica de Portugal é uma obra objectiva e não apologética sobre uma instituição que influenciou decisivamente o destino de Portugal.
 O Padre Miguel de Oliveira, cuja honestidade científica foi amplamente reconhecida, traça a evolução da Igreja Católica no nosso país, desde os alvores do cristianismo, com o domínio romano, até aos nossos dias, passando em revista vinte séculos de evangelização.
 Numa abordagem equilibrada e sintética, analisam-se, com rigor e isenção, assuntos como as relações entre a Igreja e o Estado ou a actividade missionária e pedagógica das ordens religiosas, entre muitos outros.
Conhecer a história eclesiástica de Portugal é um caminho fundamental para compreender a realidade em que vivemos e o legado de fé e de ecumenismo que os nossos antepassados nos transmitiram."
(Fonte: Wook)
Livro ilustrado no texto com desenhos, fotografias e reproduções de pintura e gravuras.
"Traçamos nesta edição, antes de cada período, breve resumo da história da Igreja, para mostrar como nela e inserem as particularidades respeitantes ao nosso país. Pusemos especial cuidado na revisão dos Catálogos episcopais, tarefa ingrata que Herculano dizia não invejar para si, tal a dificuldade de averiguar as datas."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Lombada "partida". Capas oxidadas. Com alguns trechos sublinhados a caneta no interior e notas manuscritas. Ostenta ex-libris de Carlos Marques na f. rosto.
Invulgar.
15€

20 maio, 2023

ALONSO, Joaquim Maria - FÁTIMA : História e Mensagem.
II Edição (corrigida pelo autor). Tradução e edição do «Cavaleiro da Imaculada»
. Porto, «Cavaleiro da Imaculada», 1975. In-8.º (16,5 cm) de 74, [6] p. ; il. ; B.
Curiosa monografia sobre as Aparições de Fátima.
Livro ilustrado com fotografias ao longo do texto, sendo algumas delas em página inteira.
"A História de Fátima pode dividir-se em três capítulos, tão unidos como distintos entre si: as aparições do Anjo, do único Anjo, como preparação das aparições da Virgem; estas mesmas aparições desde Maio a Outubro de 1917; e algumas aparições complementares, em que a Virgem Maria vem cumprir solicitamente o que prometera no dia 13 de Julho de 1917.
Tudo isto forma uma unidade perfeita, em que não é possível separar umas coisas de outras: nos nos acontecimentos, nem na Mensagem."
(Preâmbulo - Breve História de Fátima)
Índice:
A ti, leitor irmão. | I Parte - Breve História de Fátima: I - As aparições do Anjo. II - As aparições da Virgem. | As aparições da Virgem de Fátima em Pontevedra e Tuy. II Parte - O conteúdo da Mensagem: I - Os elementos da Mensagem. II - A Alma da Mensagem. III Parte - A prática da Mensagem: I - As Orações de Fátima. II - A reparação em Fátima. III - A consagração ao Coração de Maria. | A consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria. | Conclusão - Fátima é um carisma da Igreja.
Padre Joaquin Maria Alonso (1913-1981). "Claretiano espanhol de indiscutível erudição e apóstolo da devoção ao Imaculado Coração de Maria. Em 1966, o Bispo de Leiria, Mons. Venâncio, havia-lhe confiado oficialmente a tarefa de estabelecer uma história crítica completa das aparições e da mensagem de Fátima. Em 1974, ao fim de oito anos de trabalho, estavam prontos para publicação os primeiros volumes da sua monumental obra, Fátima : Textos e Estudos Críticos; apesar de iminente, repentinamente a sua edição foi adiada pelo novo Bispo de Leiria-Fátima, Mons. Alberto Cosme do Amaral."
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse para a bibliografia mariana.
15€

08 maio, 2023

SIMPLÍCIO, José Carlos Vieira - O CULTO DE S. TOMÁS DE AQUINO NO SEMINÁRIO EPISCOPAL DE ANGRA
. Ponta Delgada, [s.n. - Of. Tipográficas do «Diário dos Açores», 1959. In-4.º (23 cm) de 14, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Separata do Vol. XIV - 2.º semestre, 1958 - da Revista «Insvlana», órgão do Instituto Cultural de Ponta Delgada.
Interessante ensaio histórico e religioso.
"Inaugurado solenemente em 9 de Novembro de 1862, ao longo de dezasseis anos apenas houve no Seminário Episcopal de Angra o curso de Teologia. Os candidatos ao Sacerdócio que nele ingressavam, faziam antes os preparatórios no Liceu, circunstância então comum na maioria dos seminários portugueses.
Conforme sucedera já pela Metrópole, no Patriarcado, na Arquidiocese de Braga e nas Dioceses de Porto, Coimbra, Lamego e também na do Funchal, o problema da «insuficiência do ensino secundário dos Liceus» redundava em resultado cada vez mais afectado pelo sinal negativo «porque não cuidando a Lei dos estudos de Teologia, não procurou acomodar a instrução a estes». O dano subia de nível nas aulas de Latim, Filosofia e Retórica. No sector lesado caiu em gíria: «O Liceu é a ruína do Seminário»."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
[Preâmbulo]. | Festa Litúrgica. | Sarau Músico-Literário. | Disputas Escolásticas. | Publicidade. | Notas.
Pe. José Carlos Vieira Simplício (1937-2017). "Nasceu no lugar da Silveira, freguesia das Lajes, ilha do Pico, em 4 de Agosto de 1937. Estudou no liceu da Horta e no Seminário de Angra. Ordenou-se sacerdote em 1965, partindo de seguida para Timor, onde foi secretário particular do bispo D. Jaime Garcia Goulart, diretor do semanário Seara e professor do liceu. A partir de 1969 paroquiou na Califórnia, entre a comunidade açoriana, fundando a igreja de Nossa Senhora dos Portugueses em Turlock. Regressado aos Açores, foi nomeado reitor do Santuário do Bom Jesus, em S. Mateus do Pico. Mais tarde paroquiou na ilha de S. Miguel. [Depois de doença prolongada viveu em Ponta Delgada tendo mudado a residência para a Casa de Saúde de São Rafael, Terceira, onde viria a falecer.]. Além da missionação, tornou-se conhecido pela sua investigação da história da Igreja nos Açores e do seu contributo missionário no Oriente e na América. Obras Principais: O Culto de São Tomás de Aquino no Seminário Episcopal de Angra, Os Maiores Dias da Vila da Madalena, Padres da Ilha do Pico Alunos no Seminário Episcopal de Angra, Subsídios Biográficos e, Daqui Houve Missionários até aos Confins do Mundo.
(Fonte: https://picodavigia2.blogs.sapo.pt/jose-carlos-vieira-simplicio-612591)
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

08 fevereiro, 2022

ALMEIDA, Manuel Costa Gaio Tavares de - DA NOSSA SENHORA DA PENHA DE FRANÇA A PROTECTORA DOS GRANDOLENSES.
Subsídio para uma Monografia - II. Novembro : 1997
. Grândola, Câmara Municipal de Grândola, 1997. In-8.º (20x20 cm) de 65, [3] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia etnográfica e religiosa. Anteriormente, em 1957, o autor publicou o volume I da série de subsídios monográficos do concelho (não relacionado com o assunto do presente livro) com o título «Selo Brasão Bandeira e Pedras de Armas da Vila de Grândola».
Edição bonita, graficamente cuidada, muito lustrada com fotografias a cores ao longo do texto, muitas delas em página inteira, e 3 fac-símiles de documentos do século XVII.
"Independentemente da grande veneração que o povo grandolense mantém pelos dons divinos de Nossa Senhora da Penha, parece dever clarificar-se alguma confusão que tem vindo a desenvolver-se, ao identificar-se Nossa Senhora da Penha como «A Padroeira dos Grandolenses».
É que, na verdade, a Vila de Grândola dedicou a sua Igreja Matriz à Virgem Nossa Senhora da Assunção, sendo esta Senhora a sua efectiva Padroeira. [...]
Há até notícia de que no dia 15 de Agosto que no Calendário Litúrgico é dedicado a Nossa Senhora da Assunção, se praticavam em Grândola várias solenidades religiosas, de entre as quais se destacava uma Procissão solene de consagração, o que desde há muitos anos não se faz.
Com este esclarecimento, apenas se pretende registar a verdade histórica e litúrgica e, simultaneamente exaltar, até por conclusão inevitável, a extrema devoção que os Grandolenses dedicam a Nossa Senhora da Penha de França, levando-os mesmo a elegê-la como sua Padroeira.
Afigura-se-me, porém, que apoiado nas notícias que decorrem dos comportamentos do passado, o qualificativo que mais se ajusta ao relacionamento constante entre Grândola e Nossa Senhora da Penha deveria, porventura, ser o de «Protectora dos Grandolenses», - «Nossa Senhora da Penha, Protectora dos Grandolenses».
(Excerto do Cap. II - A Padroeira dos Grandolenses)
Índice:
Do Autor [Obras]. | Prefácio.| I - Devoção dos Grandolenses e as celebrações em homenagem a Nossa Senhora da Penha: a) Introdução; b) As Celebrações. II - A Padroeira dos Grandolenses. III - O Santuário. IV - A Provisão Régia. V - A Ermida e seu interior. VI - A «Irrmitania». VII - Os Milagres de Nossa Senhora de Penha de França da Vila de Grândola. | Documento.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse regional e religioso.
20€

23 outubro, 2021

TRINDADE, Manuel d'Almeida - PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DOGMA [sumário das lições].
[Por]... Prof. de Teologia Dogmática
. Coimbra, [s.n. - Tip. Gráfica de Coimbra - Coimbra], 1944. In-8.º (22 cm) de [32] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso livrinho sobre o Dogma do Catolicismo, publicado quando o autor - à época Vice-Reitor do Seminário Maior de Coimbra - contava apenas 26 anos.
"Êste curso de Cultura Religiosa - Princípios Fundamentais do Dogma - poderia também chamar-se: a visão do Catolicismo acêrca do homem e da vida. Deante do homem levantam-se inúmero problemas: sua natureza, dignidade, origem e destino; - problemas, não como os da matemática ou da astronomia, mas problemas em que êle entra como parcela, drama em que é actor. A êsses problemas muitos têm procurado dar uma solução. Qual a solução que lhe dá o Catolicismo? [...]
As páginas seguintes são um sumário das lições e têm apenas o escôpo prático de fixar algumas idéias na sua conexão orgânica dentro do corpo do dogma católico."
(Excerto da introdução - Nota)
Sumário das lições:
1 - Ordem Natural e Ordem Sobrenatural. 2 - A Graça. 3 - "O Paraíso Perdido". 4 - "No seio do Pai...!. 5 - Jesus Cristo. O verbo incarnado chama-se Jesus Cristo. 6 - Jesus Cristo. Quem é êste homem? 7 - O verbo Incarnado. 8 - O Redentor. 9 - Teologia de Nossa Senhora. 10 - A Igreja - continuação de Cristo. 11 - A Igreja - continuação de Cristo. 12 - A actividade litúrgica da Igreja. 13 - A actividade santificadora da Igreja. 14 - A essência da vida cristã. 15 - A escatologia da vida cristã. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Contém apontamentos a lápis.
Manuel de Almeida Trindade (1918-2008). "Nasceu em 1918, em Monsanto. Nomeado em 1962 para Bispo de Aveiro pelo Papa João XXIII, D. Manuel de Almeida foi considerado pelo Santo Padre um “sacerdote de verdadeira e sólida piedade e de invulgar talento e experiência”.
Depois de abdicar do cargo em 1988 e já com o título de Bispo Emérito de Aveiro, foi residir para o Seminário de Coimbra, onde havia sido aluno, professor e reitor. Ali continuou mantendo-se ao serviço do Povo de Deus, colaborando em tudo o que lhe foi possível fazer e escrevendo e publicando livros sobre temas variados, que nos levam a reviver acontecimentos e pessoas que o marcaram durante a sua permanência entre nós, e não só.
Em 1988 recebeu o titulo de Doutor Honoris Causa na Universidade de Aveiro no âmbito das comemorações do 15º Aniversário da Universidade.
Manuel de Almeida Trindade faleceu em 2008."
(Fonte: https://www.ua.pt/pt/honoris-Causa-manuel-trindade)
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
15€

02 agosto, 2021

RELIGIÕES. História : Textos : Tradições.
[Hinduísmo - Judaísmo - Budismo - Cristianismo - Islão - Fé Bahá'í]. Lisboa, Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões : Paulinas, 2006. In-8.º (22 cm) de 879, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Importante trabalho inter-religioso, que contempla os credos doutrinais com alguma dimensão existentes no território nacional.
"Religiões - História, Textos e Tradições é um projecto da Religare - Estrutura de Missão para o Diálogo com as Religiões (Presidência do Conselho de Ministros), elaborado e executado em parceria editorial com Paulinas Editora, que se socorreu da ajuda de representantes institucionais de cada religião tratada e também de especialistas da área das religiões, da história, da antropologia, da sociologia e da linguística. O empenhado trabalho de investigação para a recolha, tradução e contextualização dos textos é o resultado manifesto do presente livro.
Como primeiros objectivos desta obra, contam-se a preocupação de dar a conhecer ao grande público o essencial da história das principais religiões implantadas na comunidade portuguesa, assim como os seus textos, as suas diversas tradições e formas de expressão; e, num plano complementar, é também objectivo deste trabalho contribuir para a criação de ambiências propícias a reciprocidades de respeito e de valorização por parte de todos os portugueses ou residentes que, apesar da diversidade das suas crenças, habitam o mesmo espaço nacional e nele concretizam os seus sonhos de vida familiar e afectiva afirmando, em cada dia, também as suas diversificadas actividades.
Este é um trabalho original, em língua portuguesa, e elaborado por especialistas portugueses que esperamos encontre grande receptividade e grado acolhimento, correspondentes ao esforço de todos os envolvidos neste processo."
(Retirado da badana da sobrecapa)
Supervisão Religiosa/Institucional:
Hinduísmo - Ashok Hansraj (Comunidade Hindu de Portugal). Judaísmo - Boaz Pash (Comunidade Israelita de Lisboa). Budismo - Paulo Borges (União Budista Portuguesa). Cristianismo - Peter Stilwell (Igreja Católica Romana); Samuel Pinheiro (Aliança Evangélica); Alexandre Bonito (Igreja Ortodoxa Grega); Arsénio Sokolov (Igreja Ortodoxa Russa). Islão - Abdool Magid A. Karim Vakil e David Munir (Comunidade Islâmica de Lisboa). Fé Bahá'í (Mário Mota Marques (Comunidade da Fé Bahá'í de Lisboa).
Encadernação editorial em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada, revestida de sobrecapa carmim com letras a branco.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

14 janeiro, 2021

COSTA, Magalhães - O SANTO SUDÁRIO DE TURIM (conferência).
Esboço histórico, científico e exegético da Santa Relíquia com gravuras elucidativas
. Braga, [s.n. - Tip. da Oficina de S. José - Braga], 1934. In-8.º (22 cm) de 54, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Conferência do padre Magalhães Costa sobre o Sudário de Turim, assunto que, nas suas palavras, está intimamente ligado com a arte fotográfica e com algumas das ciências de que é apaixonado cultor.
Livro ilustrado ao longo do texto, na sua maioria, com fotogravuras a p.b. do Sudário (completo, bem como secções do mesmo em pormenor).
"O Sudário de Turim ou Santo Sudário é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem que, aparentemente, sofreu traumatismos físicos consistentes com a crucificação. Muitos acreditam tratar-se da mortalha utilizada para cobrir o corpo de Jesus Cristo após a sua execução. Algumas hipóteses alegam ser uma criação medieval. Apesar do cepticismo de parte da comunidade académica, a autenticidade da relíquia é discutida até aos dias de hoje.
O Sudário está guardado na Catedral de Turim, na Itália, desde o século XIV. Pertenceu desde 1357 à casa de Saboia que em 1983 o doou ao Vaticano. A peça raramente é exibida em público. O sudário é um acheiropoieta (grego medieval: "não feito pelas mãos"). Na realidade, a imagem no manto é muito mais nítida na impressão branca e negra do negativo fotográfico que na sua cor natural. A imagem do negativo fotográfico do manto foi vista pela primeira vez na noite de 28 de maio de 1898 através da chapa inversa concebida pelo fotógrafo amador Secondo Pia que recebeu permissão par
a fotografá-lo durante a sua exibição na Catedral de Turim."
(Fonte: wikipédia)
"Neste estudo, que é o resumo de uma vasta bibliografia, puz todo o empenho em me fazer compreender, não só pela singeleza da expressão, mas até pelas fotografias, que apresentarei, para maior compreensão dessa maravilha que é o Santo Sudário , e que são dêle a cópia mais exacta possível.
A conferência será dividida em três partes: a primeira será de índole histórica, a segunda de ordem científica e a 3.ª de ordem artística e exegética, e por isso a mais importante. [...]
Várias questões se podem pôr àcêrca do S. Sudário de Turim.
1.º - Deveria ter existido algum lençol, os sudário, no qual foi envolvido o Corpo de N. S. Jesus Cristo, quando o colocaram no sepulcro?
2.º - No caso de ter existido, será êle o lençol de Turim, ou será essa relíquia uma obra de mistificação pictórica?
3.º - Que nos diz a ciência, a arte e a exegese e o próprio Sudário de Turim?
À primeira responderemos com os Evangelhos na mão.
À segunda e terceira com os dados históricos e científicos e com a interpretação dos sinais do Santo Sudário.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
25€

20 dezembro, 2020

CABREIRA, António - DETERMINAÇÃO EXACTA DA DATA DA MORTE DE CRISTO : ilustrada com a mais antiga iconografia da crucificação.
Por... Conde de Lagos
. Lisboa, Edição do Autor, 1933. In-4.º (26 cm) de [2], 28, [6] p. ; [2] f. il. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho histórico sobre a determinação temporal da morte de Jesus Cristo.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com duas estampas extratexto, sendo uma delas o retrato do autor, e a outra, A mais antiga iconografia da Crucificação (Século VI). Inclui ainda em folha separada do texto um desdobrável: Plano-esquêma dedutivo da solução.
"Os primeiros três Evangelhos conduzem, literalmente, à data 7 de Abril de 30. O Evangelho, segundo S. Mateus, diz que a Ceia se efectuou «no primeiro dia da festa dos pães asmos» chegada a «tarde». Ambas as afirmações estão reproduzidas, quasi textualmente, no Evangelho, segundo S. Marcos, vendo-se, também, a primeira, em substância, no Evangelho, segundo S. Lucas, que, em vez de «tarde», emprega «hora». E como o dia hebraico se antecipa seis horas ao dia civil, e se depreende de todos os textos que Cristo foi crucificado em sexta feira, a data a deduzir será aquela em que o dia 15 de Nissan tiver sido sexta feira, durante os anos de 28 a 36, no decorrer dos quais, se sabe, Pilatos governou a Judea."
(Excerto do Cap. I, Dualidade aparente de solução)
Matérias:
I - Dualidade aparente de solução. II - Determinação indirecta. III - Determinação directa. IV - Hipóteses de diversos autores. V - A mais antiga iconografia da Crucificação.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

14 novembro, 2020

A. P. S. - ALEM-TUMULO.
Por...
Porto, Casa Editora de Antonio Figueirinhas, [191-]. In-8.º (18,5 cm) de 91, [1] p. ; B. Col. Sciencia, Arte, Religião e Pedagogia, IV
1.ª edição.
Ensaio sobre o Inferno - dogma proclamado pela Igreja Católica - numa obra interessante e muito curiosa. O autor assina com as iniciais "APS", não tendo sido possível apurar a sua identidade; julgamos no entanto tratar-se de um cidadão nacional. Os três primeiros volumes desta colecção - de índole filosófico-religiosa - são da autoria de José Agostinho [de Oliveira]. Não sabemos se terá sido publicado mais algum volume nesta colecção.
"Nas raras horas d'ocio que nos deixa o nosso humilde curato d'aldeia, muitas vezes nos tem ferido o scepticismo álgido das cidades, como uma féra crua e má que vem cravarnos a garra no relicario de crenças que albergamos no peito; como um punhado de neve desoladora sobre um modesto, mas balsamico jardim; como uma blasphemia, torva e audaz, que chega aos pés da luz de Deus em redemoinhos de infamissima espuma.
É, posto o contraste entre a vida remansosa e pura da nossa aldeia, onde a Fé é tão radiosa como o Sol, e a febre satanica dos grandes povoados, onde o proprio Firmamento parece mais escuro e turvo, não sei de impressão mias pungente do que a que resulta da approximação ideal de espiritos tão antimonicos, como os que dum lado, nos representam o povo de Deus, e do outro, o povo dos homens, na phrase biblica. [...]
Escolhemos o dogma do Inferno por ser elle dos mais desrespeitados e contestados, embora daquelles que mais deveriam de estar, sem duvidas, na consciencia de todos, e ainda porque já no nosso curato se nos vae deparando quem delle, sob as deleterias influencias das cidades, descreia e quase zombe."
(Excerto do Antiloquio)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível

29 outubro, 2019

ALBUQUERQUE, Dom Prior Manuel d' - A VERDADEIRA IGREJA DE CHRISTO. Póvoa de Varzim Livraria Povoense - Editora, de José Pereira de Castro, [190-]. In-8.º (19 cm) de 106, [6] p. ; B. Colecção "Sciencia e Religião", XXXV
1.ª edição.
Estudo comparativo, histórico e religioso, sobre a Igreja Católica e a Igreja Protestante.
"Entre nós, neste reino fidelissimo, a idea religiosa está passando por uma crise grave.
Este doentio estado dos espiritos tem uma de suas causas no indiferenttismo religioso, que procede d'uma quasi-incredulidade, que em muitos é gerada pela materialidade, que tem suas origens no exaggerado amor á independencia, no ingenito orgulho humano e, quem tal diria! no bem-estar individual.
Consiste essa quasi-incredulidade em se não acreditar em todo o ensino da Igreja e em se acreditar com pouca firmeza e ardor no que se crê do seu ensino. E essa materialidade está no esquecimento de que, sendo o homem composto d'alma e corpo, está sujeito, não a uma attracção terrena somente, mas tambem a uma attracção celeste; d'onde vem que muitos e muitos não consentem que a sua independencia, o seu orgulho e o seu bem-estar lhes sejam perturbados pela imposição de preceitos da Igreja, que os irritam, ainda que suaves, e pela idea, que os aterra, de que um dia, que só Deus sabe, lhes serão tomadas contas por este Deus supremo, que, segundo o conceito catholico, tudo vê e a todos julgará."
(Excerto do Prologo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

02 setembro, 2019

GUERRA, P.ᵉ Dr. Luciano - A MENSAGEM DE FÁTIMA. Por... (Desenvolvimento dos Esquemas publicados em Folha Lucista 1960-1961). [Lisboa], Direcção Geral da LUCF : [Composto e impresso na Tip. Cardim, Lda. - Cascais], [1961]. In-4.º (24 cm) de 56 p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para melhor compreensão da Mensagem de Fátima.
"Apesar do que possa parecer em contrário, o autor das linhas que seguem não teve a pretensão de fazer um estudo completo acerca da Mensagem de Fátima. Nem estudo, nem sequer ensaio. O melhor nome que se poderá dar a estes temas será o de apontamentos tirados à pressa.
Segue-se, naturalmente, que há neles muita coisa por desenvolver, aperfeiçoar e, até, com certa probabilidade, corrigir.
Entretanto, poderá observar-se que houve preocupação de seriedade, sobretudo ao fundar-nos nos documentos de Fátima.[...]
O método que procurámos usar foi o que nos pareceu conduzir, mais fàcilmente, ao fim que nos propusemos: mostrar como a Mensagem de Fátima se insere no nosso tempo com a segurança e o esplendor da Revelação. Assim, tentámos, embora, por motivos que se entendem fàcilmente, sem citações de fontes, dar o pensamento da Teologia para inserir nele a Mensagem de Fátima.
O bem, que estas linhas poderão fazer, depende muito da disposição de cada um. Não esqueçamos, portanto, de rezar, e rezar pelo Coração Imaculado de Maria, já que é essa a grande recomendação de Fátima."
(Excerto da introdução, Esclarecimento)
Monsenhor Luciano Gomes Paulo Guerra (Calvaria de Cima, Porto de Mós, 31 de agosto de 1932). "É um professor e padre católico português. Iniciou a sua formação religiosa no Seminário Diocesano de Leiria, fazendo uma temporada de estágio no Santuário de Fátima. Na conclusão do curso foi estudar na Universidade Gregoriana de Roma, onde se graduou em Filosofia. Foi ordenado na Sé de Leiria em 21 de Setembro de 1957. Em 1959 graduou-se em Teologia na Universidade de Salamanca. Logo após foi indicado capelão do Santuário de Fátima, ali permanecendo por dois anos, ao mesmo tempo dirigindo a Pia União dos Servitas de Fátima. Entre 1961 e 1964 foi director da Escola Preparatória Dr. Afonso Lopes Vieira em Marinha Grande, fazendo posteriormente aperfeiçoamento em Filosofia no Instituto Católico de Paris, regressando à Escola Preparatória em 1968. Em 1973 foi nomeado reitor do Santuário de Fátima, cargo que ocupou até 2008, notabilizando-se por uma gestão de grandes obras e uma completa reestruturação administrativa. Entre as principais realizações deste período estão a construção do Centro Pastoral Paulo VI, da Basílica da Santíssima Trindade, do alpendre que protege a Capelinha das Aparições e do monumento que incorpora um fragmento do Muro de Berlim. Também promoveu a ornamentação de espaços e edifícios com muitas obras de arte contemporânea e dotou a instituição de novos estatutos, que oficializaram a grande reestruturação organizacional que ele promoveu e definiram as relações do santuário com as instâncias eclesiásticas superiores. Em 1983 foi nomeado Capelão de Sua Santidade pelo papa João Paulo II e em 1988 nomeado cónego da Sé de Leiria. Em 2002 foi designado membro do Conselho Presbiteral da Diocese de Leiria-Fátima. Foi ainda conferencista em congressos e encontros, professor da Escola de Formação Teológica de Leigos, presidente do Serviço de Ambiente e Construções do santuário e director do jornal Voz da Fátima e do boletim internacional Fátima Luz e Paz. Depois de deixar a reitoria, assumiu a função de capelão do Convento da Visitação, na Batalha. Hoje mantém os títulos de Monsenhor e Reitor Emérito do Santuário de Fátima."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com sublinhados a caneta ao longo do livro.
Raro.
25€

08 julho, 2019

O-B. - AGONIA DO PAPADO. Lisboa, Typographia de Salles, 1868. In-8.º (20,5cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Estudo histórico-religioso sobre a Questão Romana, ou o poder espiritual (representado pela autoridade papal, que o autor prevê ter os "dias contados") e o poder temporal.
A Questão Romana diz respeito à disputa territorial entre o governo italiano e o Papa, ente 1861 e 1929, que culminaria na criação do Estado do Vaticano pelo Tratado de Latrão, ratificado em 11 de Fevereiro de 1929, por Pietro Gasparri e Benito Mussolini.

"No fim de junho de 1790, depois d'um mez de acaloradas discussões, a Assembleia constituinte promulgava essa collecção de decretos politico-religiosos que foi designada com o nome de Constituição civil do clero. [...]
Quatro annos mais tarde, renovando a tentativa de 1790, o antigo advogado d'Arras fazia decretar a existencia de Deus e a immortalidade da alma. A Constituição civil dera em resultado a quéda do catholicismo; o voto ridiculamente famoso da Convenção foi o signal da quéda de Robespierre."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar.
15€

05 julho, 2019

SANTOS, S. J., Domingos Mauricio Gomes dos - A MISSA A BORDO DAS NAUS DA INDIA. Por... Publicado em la Revista Las Ciencias, de Madrid, Año XVII, Núm. 4. Madrid, C. Bermejo, Impresor, [195-]. In-4.º (24cm) de [36] p. (729-761 pp) ; B.
1.ª edição independente.
Interessantíssimo estudo histórico sobre a celebração eucarística a bordo dos navios da Carreira das Índias. Separata publicada em Espanha (Madrid), encontra-se no entanto redigida em português.
"A celebração dos mistérios eucarísticos, nos princípios do Cristianismo, não conhecia as limitações de lugar e tempo que lhe impôs o Direito Canónico em épocas posteriores.Como diz Duchesne, as igrejas primitivas foram, apenas, habitações comuns especialmente destinadas ao culto cristão, ou, antes, ao conjunto dos serviços da comunidade dos fiéis - ecclesia. [...]
No século XV, em Portugal, a primeira referência que encontramos a propósito da Sagrada Eucaristia a bordo é a que nos oferece Azurara, ao relatar, na Crónica de D. João I, a conquista de Ceuta. Pouco antes do desembarque, Martim Pais, capelão-mor do Infante D. Henrique, quando este «com a prancha prestes e todos os seus armados» estavam «pera sair» a terra «tomou o corpo do Senhor nas mãos e pouzou-se diante de todos», fazendo um fervoroso colóquio a Cristo Sacramentado e exortando os soldados à vitória. «Entonce, agrega o cronista, se levantou o infante d'onde estava em giolhos, e fazendo sua oração ante o corpo do Senhor, foi beijar o pé d'uma custódia muy rica em que ele (o Santíssimo Sacramento) sempre estava, depois que partiram de Portugal». «E depois que o infante foi fora sempre Martim Pais acompanhado de muitos capelães ali esteve com o corpo do Senhor, rezando muitos salmos e orações  de grande virtude até fim de todo o feito».
(Excerto do texto)
Domingos Maurício Gomes dos Santos, assinando frequentemente como Domingos Maurício (Perafita, Matosinhos, 1896 - Lisboa, 1978) foi um sacerdote católico da Companhia de Jesus, que se destacou como escritor, ensaísta e historiador.
Jesuíta desde 1910, doutorou-se em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma. A partir de 1929 integrou a redacção da revista Brotéria, da qual foi director (1935-1949).
Como sacerdote, desenvolveu variada actividade pastoral e social e foi um brilhante conferencista e orador. Desempenhou funções de assistente junto de vários organismos da Acção Católica Portuguesa: assistente geral da Liga Universitária Católica Feminina (LUCF) e da Liga Estudantil Católica Feminina (LECF), assistente diocesano da Juventude Universitária Católica (JUC).
Ensaísta e historiador, escreveu, entre outras obras, D. Duarte e as Responsabilidades de Tânger (1433-1438) (1931) e O Mosteiro de Jesus de Aveiro (6 vols., 1963-1967). Foi presidente da Secção de História da Associação dos Arqueólogos Portugueses e vogal do Conselho Académico da Academia Portuguesa de História, em representação da qual integrou a Câmara Corporativa nas X e XI legislaturas (1969-1974) do Estado Novo. Dirigiu a secção de História da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, começada a publicar em 1963 pela Editorial Verbo.
Participou na fundação da Revista Portuguesa de Filosofia, em 1945, cabendo-lhe a autoria do texto programático de abertura.
Foi professor do Instituto do Serviço Social de Lisboa."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
30€

11 junho, 2019

MARTINS, Doutor Francisco - A HIEROGRAPHIA E A DIVINDADE DO CHRISTIANISMO. Pelo... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1887. In-4.º (23,5cm) de 116 p. ; B.
1.ª edição.
Dissertação para o Concurso ao Magisterio na Faculdade de Theologia da Universidade de Coimbra.
"O estudo comparado das religiões tem merecido em nossos dias uma attenção especial.
Em consequencia dos processos actualmente preferidos, e em harmonia com a feição predominante da epocha na indagação da verdade, a historia, mais ainda do que a philosophia, tem occupado sobre este assumpto o espirito publico, a ponto de em alguns paizes serem fundados institutos especiaes destinados a este ramo de ensino.
D'est'arte a hierographia, ou a historia das ideias e praticas religiosas, tem logar nos estudos geraes de historia e litteratura com assentimento geral. [...]
O naturalismo, lançando mão das similhanças entre os diversos cultos e da insistencia tradicionalista sobre o parentesco de todas as religiões, chegou a concluir que todas ellas formam uma só; que por tanto são equivalentes; assignou-lhes por isso uma ordem commum, considerou-as todas como obras humanas.
Os hierographos hodiernos aproveitando-se dos novos trabalhos de linguistica e litteratura dos povos antigos, e especialmente dos povos orientaes, insistem naquellas conclusões.
A hierographia é uma sciencia recentissima, racionalista de origem, adrede cultivada para combater a verdade chistã. [...]
Distribuiremos a materia em tres partes, subdividindo-as em capitulos.
Na primeira, mostrando que não tem fundamento a pretenção que a verdadeira e falsas religiões devem ser completamente differentes, e regeitando o falso supposto, que accusa o christianismo de plagiato, bem como o insustentavel principio, que effeitos similhantes procedem de causas similhantes, demonstraremos que as similhanças entre o chrstianismo e as falsas religiões em nada infirmam as provas, que baseam a sua divindade.
Na segunda, confrontando e apreciando alguns elementos que lhe são communs, chegaremos á mesma conclusão.
Na terceira vingaremos a divindade do christianismo pelos caracteres, que lhe são peculiares."
(Excerto da Introducção)
Doutor Padre Francisco Martins. Pouco foi possível apurar acerca deste religioso que terá exercido o cargo de Lente Catedrático da Faculdade de Teologia na Universidade de Coimbra. O Catálogo da Biblioteca Pública Municipal do Porto, no seu volume 2 das Obras impressas, dá notícia, para além da presente obra, a de maior fôlego da sua curta produção bibliográfica, de alguns discursos e sermões publicados entre os anos de 1890 e 1894.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação, com excepção das capas, que se apresentam cansadas e com falhas de papel. Deve ser encadernado.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível