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16 maio, 2024

PORTUCALE, Antonio de -
O ENCANTADO.
Versos de... (Com desenhos, capa e vinhetas de Eduardo Malta). Porto, Tipografia da Renascença Portuguesa, [1919]. In-8.º (16,5x12 cm) de 98, [6] p. ; [8] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra poética magnificamente ilustrada por Eduardo Malta que assina as capas, as vinhetas no texto e as 8 estampas em separado impressas sobre papel couché.

"Oh! meu Anto! meu «Só» de triste sorte!
Pelos teus Olhos vi tão bem o Ceu
Que, se o meu Sônho sobrevive á morte,
O que de mim estar será só teu!

Nasci; sorri; sonhei... Amei, um dia,
(Sonhava ainda...) e nunca fui amado!
E a minh'alma ficou, sósinha e fria,
Na indiferença do Mundo regelado.

E nunca mais esta Melancolia,
Que ao cahir da noitinha sinto ao lado,
Deixou de atormentar na mão esguia
Meu pobre Coração de torturado!...

Os meus castelos - Torreões de Sônho
Que em horas brancas, aureoraes ergui -
Vi-os ruir ao vendaval medonho!

Então, sobre a ruina, á tempestade,
Com prantos de Alma e Sangue, contruí
Uma Fonte de Magua e de Saudade."

(Da minha Magua - Á memoria de Antonio Nobre, poeta e martyr.)

Índice:
Inscripção | Da Minha Magua | Da Minha Terra | Do Meu Amor | Da Minha Saudade | Fecho.
António de Sousa (1898-1981). "Poeta português, nascido em 1898, no Porto, e falecido em 1981, em Oeiras, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, colaborou em Ícaro, Byzancio, Tríptico, Presença, Portucale, O Diabo, Revista de Portugal, Vértice, Litoral. Autor de obras poéticas situadas na confluência de várias correntes estéticas (O Encantado foi editado pela Renascença Portuguesa; Caminhos, pelas edições Seara Nova e Ilha Deserta, pelas edições Presença), mas filiadas num lirismo tradicional de cunho intimista, revelando a influência de António Nobre, perpassadas por isotopias marítimas onde se plasma o destino irremediavelmente degredado de um sujeito poético que se autoanalisa irónica ou dolorosamente nas suas contradições."
(Fonte: Infopédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado. Capas frágeis com defeitos
Raro.
Indisponível

03 julho, 2020

GOMES, Celestino - A EXPRESSÃO META-CROMÁTICA NA PINTURA DE EDUARDO MALTA. Lisboa, Editorial "Inquérito", 1937. In-8.º (21 cm) de [64] p. ; [13] f. il. ;  B.
1.ª edição.
Biografia artística de Eduardo Malta, emérito retratista português.
Ilustrada extratexto, sobre papel couché, com reproduções de belíssimos trabalhos do Mestre.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"A técnica de Eduardo Malta não pertence a nenhuma escola, não usa de nenhuma das receitas académicas, e, a-pesar-dos seus prémios escolares, sente-se que não é feita dos conselhos didáticos mas completamente de estudo pessoal, self-made."
(Excerto do Cap. V, Da linguagem técnica)
Índice:
I. Da arte do retrato. II. Da realização da semelhança. III. Do sentido da elegância. IV. Da interpretação étnica. V. Da linguagem técnica. VI. Da expressão meta-cromática.
Reprodução de um auto-retrato e de outras obras de Eduardo Malta.
Eduardo Malta (1900-1967). Foi um pintor português de nomeada, sobretudo como retratista. Pela sua oposição à arte moderna, e pelos trabalhos que executava para as elites sociais, ficaria conhecido como "retratista do regime".
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
Indisponível