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23 dezembro, 2024

RAU, Virgínia -
O PE. ANTÓNIO VIEIRA E A FRAGATA FORTUNA. Por... (Separata de Stvdia - Revista semestral - N.º 2 - Julho de 1958). Lisboa, Centro de Estudos Históricos Ultramarinos : Portugal, 1958. In-4.º (23,5x16,5 cm) de [12] p. (91-102 p.) [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Trabalho histórico. Curioso subsídio vieiriano sobre uma faceta pouco conhecida do notável religioso jesuíta.
Ilustrado extra-texto no final com fac-símile: "Contrato de fretamento da nau Fortuna".
"A vida do Pe. António Vieira tem sido estudada com carinho e em profundidade por investigadores do melhor quilate, mas a sua actividade como negociador de navios na Holanda tem parcialmente escapado à argúcia da pesquisa em fontes portuguesas. [...]
Desde bem novo o Pe. António Vieira demonstrou possuir uma funda intuição da importância do predomínio marítimo e da evolução da táctica naval. Conhecedor da arte de construir navios e apreciador sagaz dos méritos e qualidades relativas das fragatas holandesas, francesas, ou dunquerquesas, se os seus planos para a construção e compra «of a fine fleet of frigates» tivessem sido adoptados, «Portugal might well have recovered more of her colonies than Angola and Pernambuco» nesse tormentoso período subsequente à Restauração de 1640.
Adversário convicto das caravelas, escolas de fugir como ele lhes chamava, aconselhou sempre a compra de fragatas bem armadas, pois só com navios grandes e bem artilhados poderiam os portugueses dominar os inimigos no mar como o faziam em terra e preservar o seu império ultramarino."
(Excerto do Estudo)
Virgínia Roberts Rau (1907-1973). "Formou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, doutorando-se em 1947. Professora Catedrática na mesma instituição durante vinte anos, fundou, em 1958, o Centro de História da Universidade de Lisboa, então Centro de Estudos Históricos. Foi, também, a primeira mulher a assumir a direcção da Faculdade de Letras (1964-1969). A sua obra como historiadora, transversal cronológica e geograficamente, é balizada por um lado pela formação medieval do reino e por outro pelo seu processo moderno de atlantização, sem nunca perder de vista uma escala de comparabilidade europeia. Uma concepção moderna da oficina do historiador, baseada no trabalho colectivo, numa precoce internacionalização assim como na articulação entre a investigação e o ensino, garantem-lhe uma posição singular na historiografia portuguesa. "
(Fonte: http://www.centrodehistoria-flul.com/virginia-rau.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

05 julho, 2022

RAU, Virgínia - RUMOS E VICISSITUDES DO COMÉRCIO DO SAL PORTUGUÊS NOS SÉCULOS XIV A XVIII.
Universidade de Lisboa : Faculdade de Letras
. Lisboa, Faculdade de Letras, 1963. In-4.º (23,5 cm) de 27, [1] p. ; [2] f. desdob. ; il. ; B. Separata da Revista da Faculdade de Letras de Lisboa, III série, n.º 7, 1963
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história da produção e comercialização do sal nacional, sobretudo no que à península de Setúbal diz respeito.
Ilustrado no texto com quadros e tabelas estatísticas, e em separado com dois gráficos:
1) Sal transportado através do Sund, em milhões de "lasts"/Sal exportado por Setúbal, em milhares de moios/Sal exportado por Brouage, em milhares de "muids ras";
2) Comércio do sal de Setúbal nos séculos XVII e XVIII/Preços médios anuais do sal em Amesterdão, por "cento" de 404 medidas, durante os séculos XVII e XVIII, segundo N. W. Posthumus.
Separata muito valorizada pela dedicatória autógrafa da autora.
"Portugal com a sua extensa costa marítima exposta a ventos dominantes fortes e quentes durante uma parte do ano, e a temperatura elevada e constante dos seus verões, estava, desde sempre, fadado geográfica e climàticamente a ser um país produtor de sal."
(Excerto do estudo)
Virgínia Roberts Rau (1907-1973). "Formou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, doutorando-se em 1947. Professora Catedrática na mesma instituição durante vinte anos, fundou, em 1958, o Centro de História da Universidade de Lisboa, então Centro de Estudos Históricos. Foi, também, a primeira mulher a assumir a direcção da Faculdade de Letras (1964-1969). A sua obra como historiadora, transversal cronológica e geograficamente, é balizada por um lado pela formação medieval do reino e por outro pelo seu processo moderno de atlantização, sem nunca perder de vista uma escala de comparabilidade europeia. Uma concepção moderna da oficina do historiador, baseada no trabalho colectivo, numa precoce internacionalização assim como na articulação entre a investigação e o ensino, garantem-lhe uma posição singular na historiografia portuguesa. "
(Fonte: http://www.centrodehistoria-flul.com/virginia-rau.html)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível

09 março, 2015

RAU, Virgínia - RELAÇÃO INÉDITA DE FRANCISCO DE BRITO FREIRE SOBRE A CAPITULAÇÃO DO RECIFE. [Coimbra], Coimbra Editora, Limitada, 1954. In-4.º (24 cm) de [4], 17, [1] p. ; [1] f. il. ; B. Separata da BRASÍLIA, vol. IX
1.ª edição independente.
Ilustrada em separado com reprodução fotográfica da Carta de Francisco de Brito Freire para D. João IV (Arquivo Cadaval).
Valorizada pela dedicatória autógrafa da autora ao conhecido arqueólogo, Prof. Dr. Manuel Heleno.
"A obra histórica de Francisco de Brito Freire ficou incompleta, pois que na sua Nova Lusitânia - História da Guerra Brasílica, publicada em 1675, apenas se trata das lutas contra os Holandeses até ao ano de 1638. Todavia, alguns manuscritos, ainda hoje inéditos, conservam o depoimento imparcial e recto desse homem, que não contente em tomar parte nas guerras do Brasil «exercitando os postos maiores», escreveu fialmente sobre os «sucessos raros» e «principais occasiões» daquelas campanhas. [...]
A relação manuscrita que agora divulgamos, existente no Arquivo da Casa de Cadaval, vem tomar um merecido lugar entre as fontes portuguesas para a história da recuperação do Recife. E bem merecido ele é pela serenidade e objectividade com que o autor ajuizou dos acontecimentos e dos homens do seu tempo, «deseyando mais o aplauso de verdadeiro que de elegante. Escrita «entre o estrondo das armas» e datada da «Almiranta» em o Recife de Pernambuco, a 29 de Janeiro de 1654, ela projecta luz bem curiosa sobre os cabos de guerra luso-brasileiros e holandeses, suas grandezas e misérias, sobre os efectivos e acções militares, e a condução do ataque e episódios da rendição do Recife. Mais ainda. A veracidade da narrativa ressalta da comparação com outros textos, quer portugueses, quer holandeses."
(Excerto da Introdução)
Virgínia Rau (1907-1973). Arqueóloga e historiadora portuguesa. Concluiu a sua licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas da Faculdade de Letras, pela Universidade de Lisboa, em 1943. Em 1947 alcançou o grau de doutora em Ciências Históricas. Atingiu a cátedra em 1952. Dedicou-se ao estudo da História Medieval e Moderna em Portugal, produzindo diversos trabalhos académicos de relevo. Fundou e dirigiu o Centro de Estudos Históricos (Instituto de Alta Cultura), anexo à Facultade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido directora da mesma Faculdade entre 1964 e 1969. Em 1969 foi agraciada com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€