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21 setembro, 2025

REDONDO, Belo -
GUIA DA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA : História da "Volta".
Por... Prefácio do Prof. Beirão a Veiga. Com um desenho de Ferreira de Albuquerque e várias fotografias. Regulamento da prova - Itinerários das 16 étapas e respectiva quilometragem - Mapas dos récordes, tabelas das corridas, lista dos campiões. O mais completo guia ilustrado da VI Volta a Portugal, indispensável a todos os desportistas. Lisboa, [s.n.], 1935. In-8.º (18x12,5 cm) de 71, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Volta a Portugal em Bicicleta.
Trata-se do primeiro guia especializado sobre o evento, que conta com o prefácio de Caetano Beirão - o ideólogo e dinamizador da "Volta".
Inclui uma espécie de carnet em branco - "As étapas e os resultados da VI Volta" - para preenchimento com notas e apontamentos relevantes sobre a prova, etapa a etapa, e observações sobre as classificações.
"Especificamente sobre a Volta, o primeiro registo é de Júlio Guimarães, chama-se Recordação da IV Volta a Portugal em Bicicleta: Verso e Prosa, de 1933, sendo uma elegia ao evento e aos seus campeões, nomeadamente Nicolau e Trindade; data de 1935 o primeiro esboço da história da Volta, elaborado por Belo Redondo, Guia da Volta a Portugal: História da Volta, no qual são descritas as cinco primeiras edições, bem como os respectivos campeões."
(Fonte: https://www.mundossociais.com/temps/livros/08_03_11_29_voltaffindiceintrodt.pdf)
Ilustrado com uma caricatura de corpo inteiro que antecede o prefácio - "O Prof. Dr. Beirão da Veiga, criador da "Volta a Portugal", visto por Ferreira de Albuquerque", bem como quadros, tabelas e fotografias de dirigentes e atletas no texto.
A Volta a Portugal, também conhecida como Volta a Portugal em Bicicleta, é uma corrida de longa distância, realizada por etapas, em Portugal. A 1.ª edição realizou-se em 1927 e é considerada a maior prova do ciclismo português, seguida pela Volta ao Algarve. É uma das competições por etapas mais antigas do mundo.
A Volta foi organizada por uma parceria entre os jornais Diário de Notícias e Os Sports que se inspiram no Tour de France, inventado pelo jornal L’Auto em 1903. A Volta aparece a seguir ao Giro d'Italia organizado pela La Gazeta dello Sport em Maio de 1909, e antes da Vuelta a España realizada pelo Informaciones em 1935. Tanto a Volta a Portugal como o Tour de France são corridas de bicicletas que se distinguem de todas as outras pela articulação que os primeiros traçados estabelecem com a linha da fronteira territorial dos respectivos países, seguindo os seus contornos durante algumas décadas. A competição iniciou-se a 26 de abril de 1927 e percorreu o país durante 20 dias, num percurso de 2 000 km repartidos por 18 etapas terminando com uma recepção em apoteose pela população em Lisboa. António Augusto Carvalho sagrou-se o primeiro vencedor naquela que viria a ser chamada de Prova Rainha do ciclismo português."
(Fonte: Wikipédia)
"Os que discordam da «Volta a Portugal» em bicicleta, fundados nos supostos prejuízos que causa o esfôrço a que ela obriga, ignoram que se trata de uma manifestação desportiva a que só são chamados os consagrados «ases» do velocipedismo. A «Volta a Portugal» em bicicleta é uma prova para campeões. E se em tôda a manifestação desportiva, além dos bons recursos atléticos, é indispensável a preparação, segue-se que, escolhendo os organizadores os concorrentes entre os ciclistas que com melhores «tempos» fizeram no ano, na «Volta» só tomam parte atletas em boas condições físicas e suficientemente treinados. O que seria excessivo para o comum dos mortais é, portanto, normal para êles."
(Excerto de As cinco Voltas da Volta)
Índice:
Prefácio - Duas palavras do Prof. Dr. Caetano Beirão | A história da prova - Pelo jornalista Belo Redondo: As cinco Voltas da Volta | Notas sobre o Regulamento | Os conquistadores de étapas | As étapas e os resultados da VI Volta.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Infelizmente manchado na capa e "enrugado" por acção da humidade.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Indisponível

17 outubro, 2023

REDONDO, Belo e VIEIRA, Tomé -
CRIMES E CRIMINOSOS CÉLEBRES.
I. Diogo Alves e a sua quadrilha. Lisboa, Guimarães & c.ª - Editores, [1930]. In-8.º (19x12 cm) de 119, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Livro composto por uma séria de ensaios acerca de conhecidos criminosos e os crimes que os conduziram à "celebridade", sendo o maior e mais importante o estudo dedicado a Diogo Alves (c. 1810-1841), galego radicado em Portugal, conhecido pela sua propensão para a criminalidade violenta e por "actuar" no Aqueduto das Águas Livres, onde esperava as vítimas, e bastas vezes, após consumar os assaltos, as atirar dali abaixo.
"Diogo Alves nasceu na Galiza, numa localidade próxima de Lugo. Como tantos galegos neste período, veio para Portugal à procura de trabalho e de uma vida melhor. Diogo Alves tinha apenas 13 anos e, segundo Alberto Câmara e Santos Júnior (Santonillo), trabalhou honestamente como moço de recados e boleeiro em Lisboa.
São também estes autores que nos indicam que Diogo Alves começou a frequentar uma taberna para os lados de Benfica e que a sua passagem por ali, principalmente o relacionamento com a proprietária, Gertrudes Maria, conhecida como “a Parreirinha”, rapidamente conduziu o galego para maus caminhos, da bebida e do vício do jogo.
É a partir do seu relacionamento com a Parreirinha e a frequência da taberna que Diogo Alves, com a alcunha “O Pancada”, organiza a sua quadrilha e inicia a sua carreira como ladrão de casas abastadas. Acompanhavam o galego, António Palhares (soldado), Manuel Joaquim da Silva, conhecido como o “Beiço Rachado” (também soldado), João das Pedras, o “Enterrador” e Claudino coelho, o “Pé de dança”."
(Fonte: https://historialx.com/os-crimes-de-diogo-alves/)
"Com esta obra, os autores não pretendem satisfazer a curiosidade mórbida de certo público, nem atender a predilecções doentias dos que se comprazem na contemplação da miséria e da desgraça. Por isso, nas páginas que se seguem, a verdade suplanta a imaginação, o romance é preterido pela reportagem - ou não fôssemos nós os repórteres das secções criminais dos dois maiores diários portugueses."
(Excerto do Prefácio)
"A pena capital foi abolida entre nós em 1842. E Diogo Alves, um dos ultimos condenados à morte, celerado que a fôrca libertou das malhas sombrias e torturantes do remorso, chega até aos nossos dias deformado pela lenda. [...]
Tudo isto concorreu,  sem dúvida, para que a personalidade de Diogo Alves, entregue ao sabor de desvairadas paixões, não tivesse chegado completa, inteira na sua exacta expressão, até o nosso tempo. Por outro lado, o terror que a sua sinistra figura semeou e a hediondez dos seus crimes, acicatando a imaginação popular, tam fàcilmente impressionável, legaram-nos uma personagem que não é absolutamente a verdadeira, com traços que, a-pesar-de inexactos, são vivos, de sugestivo recorte. [...]
Pela ferocidade das suas proezas é um criminoso sem igual, que aniquila vidas só pela ânsia de roubar. Mais do que o sangue das suas vítimas, o que o perturba e comove é o ouro que lhes arranca. Durante anos, desfaz existências por dez réis de mel coado, na impunidade mais absoluta. Mas, certo dia, o remorso toca-o, desperta-lhe no peito um coração que parecia empedernido e o seu espírito envolve-se na noite sombria da pior, da mais cruel expiação: do arco grande do aqueduto das águas Livres precipita nas terras de Campolide, de uma altura de 62 metros, depois de roubar o pouco dinheiro que ela tinha, uma pobre mulher que levava uma filhinha ao colo; no espaço, a caminho do abismo onde não tardaria a desfazer-se a sua carne tenra, a pequenita, sem compreender a maldade que ia arrancar-lhe a vida e à mãi, sorriu - diz o Povo, com doce e ingénuo sorriso, ao assassino...
Diogo Alves ficou, desde então, condenado."
(Excerto de Diogo Alves e a sua quadrilha)
Índice:
Prefácio | Diogo Alves e a sua quadrilha | O homem nu | O falso casamento dos «Irmãos Unidos» | Proezas dum gatuno elegante | «Giraldinha», a Flor do Crime.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas cansadas com mancha de humidade.
Invulgar.
Com interesse histórico e criminal.
20€