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06 dezembro, 2022

DUARTE, Carvalhão - O DITADOR DA VIOLÊNCIA.
Figuras da reacção. [Prólogo de Ribeiro de Carvalho]
. Lisboa, Editorial República, 1933. In-8.º (19,5 cm) de 190, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia política de Adolf Hitler, irónica e cáustica, publicada pouco tempo após a sua subida ao poder na Alemanha, em 1933, e em muito aspectos premonitória do que se seguiria: internamente, o rearmamento, mais ou menos encapotado, ao arrepio de tratados e convenções, e a supressão dos contestatários (Noite das Facas Longas, 1934); externamente: a participação indirecta na Guerra Civil de Espanha, balão de ensaio para o estado de preparação do exército alemão (1936-39), culminando com a invasão da Polónia, a 1 Setembro de 1939, que marcaria o início da Segunda Guerra Mundial.
"Hitler, ditador sem inteligência nem grandeza, é o títere atrás do qual se escondem, movendo-o e manejando-o, tôdas as fôrças da reacção clerical e da reacção política na Alemanha.
Mais ainda: é o homem da Internacional Negra dos Armamentos.
Tôdas as sobras de mau agoiro que se pretendem fazer regressar o mundo à barbaria guerreira e à barbaria política e religiosa se acotovelam na sombra dêsse homem - ditador da violência e do despotismo, para cuja alma tôda a Humanidade é uma horda sem direitos, nem liberdade, nem garantias.
Ou antes: com um único direito. O direito de marchar, de mochla às costas e carabina nas mãos, para o assalto aos direitos dos outros.
Nas mãos deste caserneiro violento e autoritário, o homem é um autómato apenas, com uma só missão: obedecer.
Abolida, por completo, a faculdade de pensar, de discernir, de discutir, de resolver sôbre os interesses da Nação, que são os interesses comuns. Só quem manda, porque tem na mão a fôrça bruta, pode pensar, raciocinar e resolver.
A esta triste condição reduziu Hitler sessenta e cinco milhões de alemães."
(Excerto do Prólogo)
Índice:
Dedicatória. | Prólogo, de Ribeiro de Carvalho. | O homem através da história. | Hitler, o vagabundo. | De pintor a mercenário da guerra. | A caminho da queda do imperialismo alemão. |  A queda do imperialismo e a derrota alemã. | O nacional-socialismo. | A revolta de Munich. | O sonho dum louco. | O nacional-socialismo é um novo tipo de burguesia. | A reacção, símbolo sinistro do ódio e a guerra. | Hitler ao serviço da reacção. | Ao coração de todos os homens de bem.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

20 janeiro, 2021

ANTHOLOGIA DE AMOR - COMO CAHEM AS MULHERES... Narrativas de amor e de paixão pelos mais notaveis escriptores contemporaneos.
Traducções de Ribeiro de Carvalho e Moraes Rosa
. Lisboa, Antiga Casa Bertrand : José Bastos & C.ª, 1907. In-8.º (20,5 cm) de 304, [8] p. ; E.
1.ª edição.
Colecção de textos de cariz erótico retirados das obras de alguns dos mais conhecidos vultos das letras universais - excelente exemplo de literatura licenciosa da época.
"As mulheres que cahem, rendendo-se ao amor, cahem, em verdade, moralmente? Ou elevam-se, mais e mais, na suprema glorificação da Vida, na satisfacção do mais humano de todos os direitos: o direito ao amor? [...]
Dictar leis ao Amor - é matar o Amor. Tornar obrigatoria e regulamentada a Felicidade. E assim, o livro que descreva o modo extranho, caricioso e terno, ou desesperado e impulsivo, como se deixam as mulheres arrastar na corrente impetuosa do amor, nesse rio de mysteriosas aguas, que leva ao esquecimento ou á ventura, á morte ou á illusão - esse livro é mais do que uma anthologia do amor: é o livro do coração humano. É este proprio livro.
Nada mais admiravel do que estas paginas, colhidas aqui e alli, no melhor filão de cada obra. No trecho mais insinuante de cada livro, o episodio mais vigoroso, mais soberbamente pensado e sentido, de cada auctor."
(Excerto da introdução, Palavras de abertura)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas com defeitos, sobretudo nos cantos. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Indisponível

06 março, 2020

CARVALHO, Ribeiro de - MALDITA SEJA A GUERRA... De... Da Academia das Sciencia de Lisboa. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. na Tip. A Americana, [1924]. In-8.º (16 cm) de 29, [3] p. ; B. Col. Novela Contemporanea, 11
1.ª edição.
Capa de Alberto de Lacerda.
Rara edição deste opúsculo sob o título "Maldita seja a guerra...", integrado na apreciada colecção «Novela Contemporanea», que contém um pequeno conto: A Revolta. Um ano mais tarde, a editora Lvmen publicará uma nova edição de "Maldita seja a guerra...", com uma tiragem francamente superior, que inclui sete contos, entre eles, A Revolta.
"Quando João dos Montes entrou no labyrintho enlameado das trincheiras, eriçadas de metralhadoras, os seus nervos tiveram um arripio trágico de frio e terror...
Até alli, deixára-se levar sem um protesto, sem um queixume, sem um estremeção de revolta, quasi sem uma lagrima, inconsciente, frio, aturdido, verdadeiro autómato, de carne adormecida e cataléptica.
Tinham-no ido buscar á sua aldeia tranquilla e distante, perdida entre serranias silenciosas, como se da sua intervenção, da sádia fôrça dos seus braços, dependessem os destinos da humanidade inteira.
E deixára-se levar, entre os gritos da velha mãe contrahida de espanto, entre os soluços doloridos da noiva inolvidavel...
- Era a guerra... - diziam-lhe os companheiros."
(Excerto do conto)
Joaquim Ribeiro de Carvalho (1880-1942). "Natural de Amal, concelho de Leiria. Frequentou o Seminário dessa cidade, que acabou por abandonar, iniciando um percurso de intenso activismo político e cívico em defesa da causa republicana (no seu currículo constam passagens pela Carbonária e Maçonaria), regime que ajudou a implantar, também muito em função das suas colaborações na imprensa periódica (entre outras contribuições, destaque para a fundação e direção do jornal A República Portuguesa, 1910-1911), que conciliou com o cargo de deputado, exercido de 1911 a 1925."
(Fonte: www.scoop.it)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Raro.
Com interesse para a bibliografia WW1.
Indisponível

15 janeiro, 2014

CARVALHO, Ribeiro de – MALDITA SEJA A GUERRA… Lisboa-Porto-Coimbra-Rio de Janeiro, Lvmen : Empreza Internacional Editora, 1925. In-8.º (19,5 cm) de 81, [3] p. ; B.
Conjunto de contos da Grande Guerra.
Com um retrato do autor na contracapa.
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa de Ribeiro de Carvalho.
"Quando João dos Montes entrou no labyrintho enlameado das trincheiras, eriçadas de metralhadoras, os seus nervos tiveram um arripio trágico de frio e de terror…
Até alli, deixára-se levar sem um protesto, sem um queixume, sem um estremeção de revolta, quasi sem uma lagrima, insconsciente, frio, aturdido, verdadeiro, autómato, de carne adormecida e cataléptica.
Tinham-no ido buscar á sua aldeia tranquilla e distante, perdida entre serranias silenciosas, como se da sua intervenção, da sádia força dos seus braços, dependessem os destinos da humanidade inteira."
(Excerto do texto)
Índice:
- Maldita seja a guerra. - Aguas sangrentas. - Morto pela Patria. - O homem sem nariz. - A revolta. - Um braço a menos. - Voz religiosa e dôce.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas e lombadas com defeitos.
Invulgar.
Indisponível