Mostrar mensagens com a etiqueta *FELGAS (Hélio Esteves). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta *FELGAS (Hélio Esteves). Mostrar todas as mensagens

27 agosto, 2026

FELGAS, Hélio Esteves -
A REVOLTA MILITAR NO CONGO.
[Por]... Major de Infantaria. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G. - Lisboa], 1960. In-4.º (23,5x15,5 cm) de 107, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo coevo, muito completo, acerca da emancipação do Congo Belga, e tudo o que se seguiu, questão melindrosa que muito interessava a Portugal, potência colonizadora vizinha (com extensa linha de fronteira no norte/nordeste de Angola), pelo perigo de contágio independentista que representava, e que muito preocupava o regime. A proclamação da independência do Congo Belga (actual República Democrática do Congo) ocorreu a 30 de Junho de 1960, marcando o fim de 80 anos de domínio colonial da Bélgica. A Guerra Colonial eclodiria 9 meses mais tarde, precisamente no norte de Angola.
Esta é a obra de um oficial experiente do Exército Português, conhecedor do contexto, que olha para o assunto com as mesmas dúvidas e receios do Estado face aos ventos de mudança em África.
Ilustrada no texto com mapas e fotografias a p.b.
"Cinco dias apenas após a Proclamação da Independência, a República do Congo viu-se sùbitamente sacudida por uma inesperada revolta geral da «Force Publique» manifestada em uma tremenda explosão de xenofobia.
Sem meios para se fazerem obedecer , sem prestígio, sem coesão, sem qualquer maturidade política ou administrativa, os governantes congoleses desorientaram-se e assistiram impotentes ao resvalar do País para a anarquia e para o caos. Resvalamento esse que era há muito aguardado por quem, como nós, estudou e evolução dos acontecimentos que precederam a concessão da Independência pelos belgas, e conhecia o atraso geral das populações indígenas completamente inaptas para se governarem por si próprias.
Ao mundo atónito a nova República do Congo mostrou com exuberância o que sucede quando meia dúzia de políticos inexperientes, sobressaindo de uma massa ignara e primitiva e desejosos de satisfazer os seus interesses pessoais guindando-se aos altos postos da governação, exigem para o seu País uma independência que ele está longe de poder usufruir.
E mostrou também a tremenda responsabilidade das nações civilizadoras que não podem - sejam quais forem as pressões que sobre elas se exerçam - abandonar levianamente os seus territórios coloniais concedendo-lhes uma Independência para a qual elas sabem que eles não estão preparados."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução | Início da revolta | Impotência e desorientação do governo congolês perante o alastramento da revolta | O êxodo dos europeus | A intervenção das forças belgas | A independência da Katanga | Os apelos à O. N. U. | A internacionalização da questão | A tentativa de intromissão da Rússia | O corte de relações com a Bélgica | O restabelecimento da ordem no Congo | Dificuldades políticas internas | A O. N. U. e a República do Congo | A entrada das forças da O. N. U. na Katanga.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e colonial.
30€

20 outubro, 2024

FELGAS, Hélio Esteves -
A, B, C DO CANDIDATO A CONDUTOR DE AUTOMÓVEIS. (Questionários sobre mecânica, Código e circulação).
Pelo Capitão... Todos os direitos reservados e edição registada por "O Volante". Preço 12 escudos. [Lisboa], "O Volante", [1949]. In-8.º (16x12 cm) de 103, [5] p. ; [3] desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de mecânica e condução dirigido aos profissionais e "amadores".
Ilustrado com desenhos, tabelas e quadro das "despesas" com o carro no texto, e em separado, três desdobráveis: Sinalização adoptada em Portugal [com os sinais de trânsito a cores]; Gráfico de um «chassis» indicando os principais pontos a lubrificar; Mapa das Estradas de Portugal (40x22,5 cm).
Obra rara e muito interessante. Inclui um capítulo inovador dedicado às motos: "Exame de motociclos", onde ensina a condução e mecânica pelo método pergunta/resposta, não se coibindo o autor. no entanto, de criticar as disposições regulamentares do respectivo exame de condução.
"«O Volante», fiel à missão que se impôs, de contribuir, por todos os meios ao seu alcance, para o desenvolvimento do automobilismo em Portugal, tem o prazer de dar à luz da publicidade mais uma edição técnica - o «A, B, C do Candidato a Condutor de Automóveis». Há muito que fazia falta, no nosso meio, um livrinho como este que,de forma simples e o mais sucinta possível, ministrasse aos alunos de condução de automóveis os conhecimentos indispensáveis. [...]
Na presente edição, o autor teve tanto a preocupação de poupar tempo e trabalho aos instrutores e aprendizes de condução, que dividiu estes em amadores e profissionais, ministrando mais ensinamentos aos segundos do que aos primeiros. A uns e outros o ensino é feito em forma de questionário adequado às provas de exame, juntando-se mesmo alguns modelos de prova escrita.
O trabalho do sr. Capitão Felgas termina com ensinamentos especialmente dedicados aos candidatos a motociclistas e com as respostas às perguntas hoje mais geralmente feitas nos exames de condutores de automóveis."
(Excerto do Prefácio do editor)
"Discordamos abertamente da forma como se desenvolve no presente a prova prática do exame de motociclos, visto que o julgamento de tal prova pode ser feito por qualquer cidadão, saiba ou não conduzir motos, e o próprio exame é uma questão e sorte.
O facto de este exame ser uma prova de perseguição que o candidato move ao automóvel do examinador é, porém, assunto que está fora do âmbito do problema que estamos tratando e por isso não o abordaremos por agora.
A prova escrita do exame de motos compor-se-á, como todas as outras, de duas partes distintas: a primeira, versando sobre circulação, código e condução, que deve ser severa, difícil mesmo; a segunda, sobre mecânica aplicada, que deve ser relativamente fácil e incidindo apenas sobre os pontos cujo conhecimento seja, de facto, necessário ao candidato."
(Excerto de Exame de motociclos)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo sujas. Com sublinhados e notas a tinta no interior. Mapa das Estradas apresenta rasgão, sem perda de suporte.
Raro.
25€